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sábado, 4 de agosto de 2018

"Aprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer o outro é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro." (José Saramago)
"Fique consciente da sua respiração. Perceba como isso tira a atenção dos seus pensamentos e cria espaço." (Eckhart Tolle)
"Cinzas não voltam a ser lenha. Cinzas são cinzas. Cinzas devem ser cinzas. Lenha, lenha." (Shunryu Suzuki, parafraseando Dogen)
"Se existe realmente um caminho, é este: esvaziar-se daquilo que você não é." (Adyashanti)
Vendem-se leis.
"Sua Santidade, o 14º Dalai Lama, enfatiza que a compaixão não é visceral, mas pode ser treinada, estimulada, aprendida. Assim, precisamos estimular nossas conexões neurais, estimular os neurônios de forma a não responder a violência com violência. Compreender até mesmo quem é abusivo e violento, sabendo que essa pessoa também é fruto de uma sociedade violenta. A sociedade como um todo se transforma quando cada indivíduo se transformar. A cultura de paz inclui políticas públicas e o congresso é um espelho da sociedade. Não está separado. Todos nós precisamos nos tornar a transformação que queremos no mundo. Todos nós, eu e você também. A cultura de paz deve passar do papel à educação e a partir dela e do estímulo correto passar à ação." (Monja Coen)
"A guerra das corporações: cada corporação cobra do governo sem nenhuma diretriz que leva em conta a comunidade. É uma situação de anomia. As pessoas não seguem regras, não querem mais levar em conta quais são as regras da sociedade e, com isso, criam uma situação ingovernável." (José Álvaro Moisés, no GloboNews Painel sobre a greve dos caminhoneiros)
O Facebook boicota o YouTube. Acho que o máximo de interação que consegui, diante de um vídeo do YouTube que compartilhei, foi de 01 (uma) pessoa.

E tenho obtido mais interações quando um texto meu não vem acompanhado de um link para uma matéria, por exemplo. Deve ser o mesmo caso: pra não sair daqui.

Também mais interações se eu escrevo e não subo uma foto junto. Aí já deve ser um motivo psicológico (a foto desvia o foco da leitura; a foto "satisfaz" o leitor imediatamente, deixando-o sem vontade de ler as palavras; etc.).

No grupo THE OA Brasil, do qual sou moderador, ocorre o inverso. Lá eu obtenho mais interações com uma imagem. Se o texto estiver contido na imagem (tipo meme), melhor ainda. Deve ser porque a média de idade lá deve ser no máximo 20 anos.
"Umas vezes passa uma avalanche e não morre uma mosca. Outras vezes senta uma mosca e desaba uma cidade." (Quintana)
Duas manchetes no clicRBS (uma exatamente ao lado da outra):
"Piratini anuncia construção de três novos presídios"
"RS corta mais de 2 mil turmas nas escolas estaduais"
"a fixação da mente imatura
que atribui solidez imutável e inegável
a tudo que se manifesta
inclusive a si mesma
cria esse labirinto reativo ~ elétrico
carregado de paranoia medo e agressão
Ampliar amar e fluir é preciso ~ libera quem se grudou em ti"
(Luís Nenung)
"Ser liberal na economia e conservador nos costumes, como o Amoēdo, é tipo 'o Estado não pode se meter no mercado, mas ele pode se meter no seu cu'." (Greg News)
"Eu li um livro muito bom sobre a democracia aleatória. A democracia era aleatória na Grécia Antiga, em Veneza, em Florença. Você tirava na sorte os deputados. E era muito melhor, porque o ser humano aleatório era muito melhor do que o ser humano político. A democracia eleitoral surgiu nos Estados Unidos só no século XVIII, e foi para excluir o pobre. Se for na sorte, existe chance de ter um pobre no poder. Eleitoral é para perpetuar o poder, não é para ser democrático." (Gregório Duvivier)
De um treinamento de atendimento ao público do TRT:

Interesse pelos problemas do usuário:
• Dedicar-lhe toda a atenção;
• Ouvir, cuidadosamente, o que ele tem a dizer;
• Ajudá-lo a expressar-se;
• Fazer-lhe perguntas de esclarecimento;
• Não “despachar” os usuários;
• Não fazer somente o que está no “manual”;
• Não fazer o usuário ficar “dando voltas”.

Qualidade da informação:
• Ser claro, completo e conciso;
• Estar seguro do que diz;
• Permitir objeções (dialogar);
• Ter sempre respostas corretas.

Linguagem e voz:
• Articular bem as palavras;
• Escolher as palavras de acordo com o grau de instrução da pessoa a quem está atendendo;
• Graduar a altura e o timbre da voz, de acordo com a situação.

Tato e habilidade:
• Convencer, sem pressionar;
• Explicar, sem julgar ou censurar;
• Usar gesticulação, expressões fisionômicas apropriadas;
• Usar palavras e declarações apropriadas;
• Ser oportuno, sutil, flexível;
• Evitar contaminar-se com a irritação dos outros.
Os eleitores que dizem "bandido bom é bandido morto" são exatamente aqueles que se identificam com os políticos bandidos. Pelo jeito, se identificam com "bandido ruim".
Greve dos caminhoneiros, toxoplasmose em Santa Maria: o jornalismo não perde a chance de provocar o pânico. O jornalismo precisa chamar a atenção, e o pânico chama a atenção. O nascimento do leãozinho no zoológico não "vende jornal". O pânico mantém a atenção do consumidor. Ele usa a mídia como remédio para o perigo iminente, mesmo que ele seja aquele comum masoquista inconsciente, que torce para que a doença não acabe. Enquanto houver pânico, vai haver interesse forte pela mídia.
Miniconto escroto, meu, com 23 nomes de jogadores que estão na Copa da Rússia. (Se precisar, tenho provas.) - - - - - > Osako da Mina Musa fumou uma Vela Dybala e comeu um Nacho de Salamon, que Embolo no Calderón, e seu Rabiot Cuadrado Kagawa ora um Kokorin Godin Guardado, Luongo e Sadio, tipo um Sisto, ora um Agüero Rakitic, um Arroyo Carrasco, tipo a Vida.
"O medo de fracassar no trabalho talvez não fosse grande se não houvesse uma consciência da frequência com que o fracasso tende a ser visto e interpretado com severidade pelos outros. O medo das consequências materiais do fracasso vem do medo de uma atitude insensível do mundo em relação ao fracasso, de sua inclinação obsessiva a chamar àqueles que fracassaram de 'perdedores' — uma palavra que insensivelmente designa tanto as pessoas que fracassaram quanto aquelas que deixaram de ter qualquer direito à compaixão por terem fracassado. Cada vez mais me convenço que a busca desenfreada pelo sucesso e pela riqueza não é uma realização pessoal... e sim o medo de lidar com as críticas e o falatório da sociedade." (BOTTON, Alain de. Desejo de Status.)
Retweeted Marcia Tiburi (@marciatiburi):

O neoliberalismo, esse capitalismo sem limites, transformou o egoísmo em virtude. O Estado neoliberal opta por satisfazer o desejo de enriquecimento de poucos destruindo a mais básica qualidade de vida de muitos.
Jessé Souza:

"Quando a elite paulistana perde o poder político para Vargas em 1930 – e perde para um movimento de classe média, que estava se formando no país naquela época -, ela começa a organizar um poder ideológico para condicionar o poder político a atuar conforme as suas regras. Isso foi dito, articulado, pensado. Esse pessoal já tinha fazendas de café, as grandes indústrias em São Paulo, já tinha controle sobre a produção material e aí constroem as bases para o poder simbólico – e a sociedade moderna vive desse poder simbólico. Essa elite cria a Universidade de São Paulo, que vai formar professores de outras universidades e que vai produzir conceitos importantes para que essa elite, tirando onda de que está fazendo o bem, faça efetivamente todo mundo de imbecil para que seus interesses materiais e políticos sejam preservados. Que conceitos são esses?

1) São duas ideias que nos fazem de imbecis. Uma delas é a do patrimonialismo, em que há uma distorção da fonte do poder social real, como se o Estado fosse montado para roubar, vampirizar e fazer o mal – e como se nada acontecesse no mercado. Embora seja uma instância de poder importante, no capitalismo quem comanda o poder é o mercado.

2) O segundo conceito chave, também inventado na Usp, foi o populismo, que torna suspeito e criminaliza tudo aquilo que vem das classes populares – inclusive qualquer liderança associada a elas, que são também estigmatizadas e suspeitas de estarem manipulando a tolice “inata” dessas classes. Eu estudei por décadas os muito pobres e eles são muito mais inteligentes do que a classe média. Eles veem a política como o jogo dos ricos em que todo mundo rouba enquanto a classe média se deixa engambelar por esse tipo de coisa. A classe média foi montada para ser idiotizada, é uma espécie de capataz da elite entre nós."
"Nós não nos importamos com a dor e com o sofrimento dos pobres, as evidências empíricas são claríssimas como a luz do sol, inegáveis para qualquer pessoa de boa vontade. A polícia mata pobres indiscriminadamente – e faz isso porque a classe média e a elite aplaudem. Houve recentemente essa coisa completamente absurda e bárbara das matanças nos presídios, e a classe média aplaudiu. São provas de que temos, como sociedade, ódio aos pobres. Isso veio da escravidão, em que havia uma distinção muito clara entre quem é gente e quem não é. Por isso, não nos importamos com o tipo de escola e de hospital que essa classe vai ter, por exemplo, o que é uma enorme burrice porque estamos criando inimigos, ressentimento." (Jessé Souza)
"Pensamento desenfreado é a sua mente à procura de paz, como se, se você pudesse pensar o suficiente e entender o suficiente, sua mente pudesse estar em paz. Mas a mente nunca pensa em alcançar uma paz duradoura. Na verdade, na pressa da mente em encontrar paz e segurança, ela negligencia a paz que já está presente na presença da consciência. Então, contemple o que sua mente está tentando fugir e o que está procurando. E comece a mostrar à sua mente que a paz está disponível no presente. Literalmente, traga a atenção da sua mente para a maior paz de consciência. E dê à sua mente algo para fazer na forma de seguir sua respiração. Apenas siga a respiração sempre que puder durante o dia, porque isso acalmará seu sistema nervoso e dará à sua mente algo para fazer além de pensar obsessivamente. Claro, pensamentos podem vir, mas ancorá-los na respiração. Seja paciente e gentil consigo mesmo. Muito paciente e muito gentil." (Adyashanti)
"Igualzinho" a como reagiria o povo e a imprensa deste país de primeiro mundo chamado Brasil:

//Existe um ditado tailandês que diz: "Evitarás ofender a quem te ajuda pedindo mais do que este lhe dá." Por isso, segundo profissionais do serviço tailandês da BBC, os pais que aguardam o resgate dos filhos não pedem mais informações do que as que lhes são oferecidas, conscientes dos esforços empreendidos pelas autoridades e equipes de resgate. O povo tailandês, conhecido por ser modesto e respeitoso, valoriza enormemente a mobilização destes agentes e não quer comprometer o andamento das operações pedindo mais informações. Nesta cultura, é um sinal de agradecimento aceitar o que é dado sem fazer perguntas.\\
Quando falam da seleção da Rússia, os jornalistas brasileiros incluem no seu retrospecto "a época em que era União Soviética", ignorando os 14 países que formavam a URSS e que não são a Rússia: Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Estônia, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Letônia, Lituânia, Moldávia, Tajiquistão, Turcomenistão, Ucrânia e Uzbequistão.

Por outro lado, quando falam da seleção da Croácia, dizem que é apenas sua 5ª Copa do Mundo, ignorando a época em que, juntamente com Sérvia, Montenegro, Eslovênia, Bósnia, Macedônia, Srpska e Kosovo, formavam a república da Iugoslávia - que era chamada de "Brasil da Europa", pela beleza do futebol jogado.

A Iugoslávia disputou 9 Copas, sendo que foi semifinalista em 1930 e 1962. Na Eurocopa, participou 4 vezes, ficando em 2º lugar em 1960 e 1968. Em Jogos Olímpicos, levou ouro em 1960; prata em 1948, 1952 e 1956 (jogando a final com a URSS); e bronze em Los Angeles, 1984.

A URSS disputou 7 Copas, ficando em 4º lugar em 1966. Também foram 7 Eurocopas, sendo Campeã em 1960 e vice em 1964, 1972 e 1988. Medalha de ouro em 1956 (jogando a final com a Iugoslávia) e 1988 e de bronze em 1972, 1976 e 1980.
O Jornal Nacional é muito esperto com o quadro ‘O Brasil que eu quero’. Se ele não chega a encomendar aqueles vídeos, ele ao menos seleciona, entre os enviados, aqueles que representam a opinião oficial da empresa Globo, manipulando de maneira mais profunda a população espectadora. Se a voz do Bonner já é vista como verdade, a voz "do povo" é ainda mais. O povo que está em casa tem a impressão de que o recorte mostrado, diariamente, como na (habitual) lavagem cerebral, é o retrato do país todo, reforçando e ‘legitimando’ a voz do Bonner.
“Queremos a fachada de uma relação, mas não queremos o esforço que implica tê-la. Queremos andar de mãos dadas, mas não manter contato visual; queremos paquerar, mas não ter conversas sérias; queremos promessas, mas não compromisso real; queremos comemorar aniversários, mas sem os 365 dias de esforço que implicam. Queremos um ‘felizes para sempre’, mas sem nos esforçar aqui e agora. Queremos ter relações profundas, mas sem levar muito a sério. Queremos um amor de campeonato, mas não estamos dispostos a treinar (…). Queremos baixar a pessoa perfeita para nós, como se fosse um novo aplicativo que você pode se atualizar sempre que houver uma falha, guardar facilmente numa pasta e apagar quando já não for mais usar. Não queremos nos abrir; ou, o que é pior, não queremos ajudar ninguém a se abrir.” (Krysti Wilkinson)
Vingança, filha da ignorância
(Helen Tworkov)

Sentimos uma estranha satisfação quando alguém que não gostamos ou nos desentendemos sofre dificuldade. Só isso já demonstra o que realmente temos dentro de nós: egoísmo. (...) O primeiro sentimento é de desejarmos que o indivíduo sofra na própria carne a dor que fez ou outros passarem. Então, passamos a ser cúmplices da violência, incentivando-a inconscientemente. Com isso, no quê nos diferenciamos dos animais? É importante reconhecer que o passado está além do nosso controle. O modo como reagimos aos atos errados passados, no entanto, não está.
“Se alguém te critica, você deve verificar se o que foi dito é verdade ou não. Se for verdade, então você não deve ficar raivoso ou impaciente, porque é verdade. Se não for verdade, de novo não deve ficar raivoso ou impaciente, porque não é verdade.” (Aryadeva)
"Não somos crianças inocentes vitimadas por um grande mundo malvado. Se nosso mundo é grande e mau, nós o fizemos dessa maneira. Isso é o que o Buda ensinou. O “outro” é um bicho-papão infantil, a projeção de nossos próprios medos em um objeto assustador de nossa imaginação, que nos aterroriza. Nossa ignorância é não ver que nós somos o outro. Não podemos nos permitir confundir inocência com essa ignorância." (Helen Torkwov)
"Desenconrajar a vingança não significa ser conivente com o mal. Pelo contrário, mostra a necessidade de combatermos a maldade com razão e não com o ódio e a emoção que cegam e destroem." (Matthieu Ricard)
"Antes de embarcar em uma vingança, cave duas covas."
Buda ensinou: "O que é a prática intolerante? Suponha que uma pessoa, quando ofendida, retorna a ofensa; quando abusada, retorna o abuso; quando atacada, retorna o ataque. Isso se chama prática intolerante. E o que é a prática tolerante? Suponha que uma pessoa, quando ofendida, não retorna a ofensa; quando abusada, não retorna o abuso; quando atacada, não retorna o ataque. Isso se chama prática tolerante."

Do ponto de vista do Budismo, podemos dividir a tolerância em três tipos: tolerância física, tolerância verbal, e tolerância mental. Por exemplo, considere quatro discípulos que ouvem insultos dirigidos à eles:

1) Um discípulo treinando em conduta virtuosa se sente ofendido, sente raiva ou remorso. Sentido essas coisas, ele responde com insultos e ataca a pessoa fisicamente, prejudicando sua prática de Fala Correta e Ação Correta. Assim, ele não tolera mentalmente, verbalmente nem fisicamente.

2) Outro discípulo treinando em conduta virtuosa se sente ofendido, sente raiva ou remorso. Sentido essas coisas, ele responde com insultos, prejudicando sua prática de Fala Correta. Porém, ele não se sente inclinado a violar sua prática de Ação Correta ou suprime a vontade de atacar entendendo que isso não seria benéfico. Assim, ele tolera fisicamente mas não tolera mentalmente nem tolera verbalmente.

3) Outro discípulo treinando em conduta virtuosa se sente ofendido, sente raiva ou remorso. Porém, ele não se sente inclinado a violar sua prática de Fala Correta e Ação Correta. Assim, ele tolera fisicamente e verbalmente, mas não tolera mentalmente.

4) O último discípulo, treinado em conduta virtuosa, concentração e sabedoria não se sente ofendido, nem sente raiva ou remorso. Ele aborda as palavras ditas com equanimidade. Qualidades nocivas não penetram em sua mente. Assim, ele tolera os insultos fisicamente, verbalmente e mentalmente.

Consequentemente, o discípulo menos desenvolvido é aquele que ataca fisicamente ao se sentir atacado. A seguir, é aquele que ataca verbalmente, seguido do discípulo que ataca apenas mentalmente (contendo suas palavras e ações violentas). O discípulo mais desenvolvido, portanto, é aquele que não se abala mentalmente.

A progressão nos níveis acima é facilitada pela plataforma de treino do Caminho Óctuplo. Isso é, a prática de compreender que as qualidades mentais nocivas e ações nocivas são, de fato, nocivas (Visão Correta), vendo que aquilo que é prejudicial leva a mais sofrimento. Com esse entendimento, é possível nutrir desejo, energia e esforço para abandonar qualidades mentais e ações nocivas e fortalecer qualidades mentais e ações saudáveis (Esforço Correto). Com o desenvolvimento da plena atenção (Atenção Correta), ao invés de agir por reflexo sem pensar, o discípulo se encontra desperto e com oportunidade para inclinar-se e ter a intenção de não fazer mal (Disposição Correta). Finalmente, a compreensão das qualidades mentais nocivas é esclarecida mais profundamente e plenamente com a prática de meditação (Concentração Correta).
Lama Padma Samten, sobre o que budismo chama de compaixão irada (Vajrakilaya):

Compaixão é não permitir o êxito das ações negativas. Se pudermos evitar que uma pessoa tenha êxito em uma ação negativa, melhor. Melhor por quê? Não é que estejamos contra a pessoa ou que também tenhamos agora uma fixação no lodo; não é isso, nós não estamos jogando um jogo. Se a pessoa tem êxito em ações negativas e as segue executando, ela fica fixada nessas ações e é difícil de tirar a pessoa dali. Precisamos protegê-la, evitando que haja sucesso dentro de ações que vão criar um ambiente super-negativo para ela própria. Não deveríamos permitir que essas bolhas tenham êxito, isso é tolerância zero. Não é tolerância zero com a pessoa, não é falta de paciência, não é dureza, não é maldade, não é irmos para o inferno e atacar a pessoa. É tolerância zero com a bolha de realidade que está produzindo aquilo. Notamos aquilo: se temos capacidade de desarticular, desarticulamos; se não temos, registramos — não perdemos a oportunidade de registrar.

Considero que esse ponto da tolerância zero está totalmente abandonado no tempo em que estamos vivendo agora. Uma época eu estava estudando a história do conhecimento em várias culturas, e vi algo interessante relativo ao pensamento chinês. Dizia-se que, no tempo em que o Taoísmo regia o Imperador na China, quando ocorria um crime, as pessoas não procuravam o autor do crime (na nossa linguagem isso seria caracterizar, fotografar, punir, etc), mas procuravam o ambiente (a bolha de realidade) que tinha permitido a pessoa a fazer aquele tipo de ação. Como a pessoa achou que aquilo era favorável? Esse é o verdadeiro inimigo, vocês entendem? Se eu pegar uma pessoa, culpar, caracterizar e prender, aquilo vai seguir solto, pairando, vai pegar outro, outro, outro, e aquilo ainda se expande. É a mesma coisa que colocar na cadeia todas as pessoas com dengue, enquanto a dengue continua fluindo. Estamos pegando a pessoa que foi vitimada e não o agente; o agente está no nível sutil. Vamos olhar como as ações não virtuosas estão pairando, estão totalmente disseminadas no nível sutil, na mídia em geral — reificadas, mostradas em detalhes. As pessoas adquirem esses referenciais, que viram os carmas delas mesmas; isso é um processo infeccioso. Mas se eu não vejo esse processo amplo, eu pego as pessoas que foram alcançadas pelas emoções negativas, eu culpo e condeno. Estamos longe de tolerância zero, estamos facilitando a disseminação da doença.
Eliane Brum:

(...) Em pesquisa recém divulgada, a professora Esther Solano entrevistou pessoas na cidade de São Paulo para compreender o crescimento das novas direitas e especialmente da extrema-direita mais antidemocrática, representada por Jair Bolsonaro. Os selecionados cobrem um amplo espectro de posição econômica, de emprego, de idade e de gênero. Solano é professora da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Mestrado Interuniversitário Internacional de Estudos Contemporâneos de América Latina da Universidad Complutense de Madrid. Ela tem se destacado como uma das principais estudiosas do perfil dos participantes dos protestos no Brasil desde 2013, quando foi uma das poucas a escutar os adeptos da tática black bloc em profundidade.

A pesquisa, financiada pela Fundação Friedrich Ebert, é ótima, importante e deve ser lida na íntegra. Aqui, me limito a reproduzir um trecho que ajuda a iluminar a questão que apresento nessa coluna:

“Ele (Bolsonaro) é um mito porque fala o que pensa e não está nem aí”, diz estudante de 15 anos.

“No começo da roda de conversa com os alunos de São Miguel Paulista, assistimos a um vídeo com as frases mais polêmicas de Bolsonaro. No final do vídeo, muitos alunos estavam rindo e aplaudindo. Por quê? Porque ele é legal, porque ele é um mito, porque ele é engraçado, porque ele fala o que pensa e não está nem aí. Com mais de cinco milhões de seguidores no Facebook, o fato é que Bolsonaro representa uma direita que se comunica com os jovens, uma direita que alguns jovens identificam como rebelde, como contraponto ao sistema, como uma proposta diferente e que tem coragem de peitar os caras de Brasília e dizer o que tem de ser dito. Ele é foda.

O uso das redes sociais, a utilização de vídeos curtos e apelativos, o meme como ferramenta de comunicação, a figura heroica e juvenil do ‘mito ’Bolsonaro, falas irreverentes e até ridículas, falas fortes, destrutivas, contra todos, são aspectos que atraem os jovens. Se, nos anos 70, ser rebelde era ser de esquerda, agora, para muitos destes jovens, é votar nesta nova direita que se apresenta de uma forma cool, disfarçando seu discurso de ódio em formas de memes e de vídeos divertidos: O Bolsomito é divertido, o resto dos políticos não”.

Na roda de conversa na escola de São Miguel Paulista, na Zona Leste, a mais precarizada de São Paulo, os alunos negam que Bolsonaro faça a difusão de um discurso de ódio. Mas valorizam a sua coragem de dizer coisas fortes. Um garoto de 16 anos resumiu: “Ele não tem discurso de ódio. Tá só expondo a opinião dele, falando a verdade”.

(...) Uma das entrevistadas por Esther Solano assim justifica as falas de seu escolhido: “É que ele tem esse jeito tosco, bruto de falar, militar mesmo. Mas ele não quis dizer essas coisas. Às vezes exagera, não pensa porque vai no impulso, porque é muito honesto, muito sincero e não mede as palavras como outros políticos, sempre pensando no politicamente correto, no que a imprensa vai falar. Ele não está nem aí com o politicamente correto, diz o que pensa e ponto, mas não é homofóbico. Ele gosta dos gays. É o jeitão dele”.

Na minha própria escuta de pessoas nas periferias de São Paulo e na região do Xingu, no Pará, em diferentes classes sociais e faixas etárias, escuto seguidamente uma variação destas frases: “Ele é honesto porque ele diz o que pensa” ou “Ele não tem medo de dizer a verdade”. Quando questiono o conteúdo do que Bolsonaro pensa, a “verdade” de Bolsonaro, em geral aparece um sorriso divertido, meio carinhoso, meio cúmplice: “Ele é meio exagerado, mas porque é um sincerão”.

Assim, Bolsonaro não seria homofóbico ou misógino ou mesmo racista para aqueles que aderem a ele, mas um “homem de bem” exercendo a “liberdade de expressão”. Estes são os adjetivos que aparecem com frequência colados ao candidato de extrema-direita por seus eleitores: “sincero”, “verdadeiro”, “autêntico”, “honesto” e “politicamente incorreto” (este último também como um elogio).

(...) Quando a imprensa mostra que Bolsonaro se revelou um deputado medíocre, que ganhou seu salário e benefícios fazendo quase nada no Congresso, quando mostra que ele nada tem de novo, mas sim é um político tão tradicional como outros ou até mais tradicional do que muitos, quando mostra que falta consistência no seu discurso, assim como projeto que justifique seu pleito à presidência, há pouco ou nenhum efeito sobre os seus eleitores. Porque o conteúdo pouco importa. (...) A lógica em que a imprensa opera, quando faz jornalismo sério, que é a do conteúdo, não atinge Bolsonaro porque seu eleitorado opera em lógica diversa. Esse é um dado bastante trágico, na medida em que os instrumentos disponíveis para expor verdades que mereçam esse nome, para iluminar fatos que de fato existem, passam a girar em falso. (...)
LUA em AQUÁRIO

Adoram a diversidade da vida, ter várias perspectivas sobre as coisas, as coisas diferentes e que transcendem os limites da normalidade, além da possibilidade de fazer parte de todo tipo de experiência. Nada é tão bizarro e estranho que não possa se extrair algo novo e interessante.

A tendência que Aquário tem em querer o bem dos outros fica mais poderosa com a Lua em Aquário. Sua bondade e preocupação com as pessoas geralmente faz parte de sua ampla filosofia de vida. Costumam fazer ótimos amigos e fazem questão de não deixar ninguém de fora. Pode haver um maior ímpeto de lutar pelos direitos dos outros e pela cruzada da igualdade.

Esta posição estabiliza as emoções. As pessoas com Lua em Aquário tendem a encontrar segurança em lidar e trabalhar com grupos de pessoas, especialmente em empreendimentos que beneficiam a maioria. Participar de algo coletivo pode servir como um "calmante emocional", nutrindo a pessoa, que se sentirá fazendo parte de algo maior.

Indivíduos com a Lua em Aquário são extremamente observadores. Possuem a mente aberta e o desejo de investigar todo o conhecimento. Passam a vida estudando a natureza humana e adoram analisar o comportamento dos outros.

Embora possam compreender o comportamento e a motivação dos outros com mais clareza, podem perder contato com seus próprios comportamentos e motivações. Isso acontece porque adquirem uma identificação muito forte com o que aspiram ser e estas aspirações são muitas vezes super-humanas, ou seja, muito difíceis de alcançar.

Aquário tem em seu cerne o percorrer de um novo caminho, mesmo que de forma única e impopular. É uma energia que trata de trilhar o novo, os terrenos inexplorados, a visão do futuro.

A Lua está em Aquário indica uma abordagem emocionalmente excêntrica, onde a pessoa está intimamente disposta a trilhar seu próprio caminho de acordo com a sua visão, mesmo que esse seja um caminho solitário.

Pessoas com a Lua em Aquário podem sempre estar em meio a uma busca por uma utopia pessoal, buscando uma missão particular para fazer parte. Seja devido ao seu caráter ou condicionamento, pessoas com Lua em Aquário em seu mapa costumam se sentir "diferentes". Embora bastante sociáveis, pode haver certo sentimento de solidão interior, como se não se encaixassem totalmente no mundo.

Muitos indivíduos têm egos fortes, ou no mínimo poderosos mecanismos de defesa. A maioria fará de tudo para ser "a pessoa mais original possível". Há uma tendência natural a querer impressionar os outros, com coisas ou comportamentos fora do comum.

Com um Sol ou Ascendente mais tranquilo, esse desejo de "impressionar" os outros nem sempre é aparente.

Embora possam ser pessoas mais imprevisíveis, indivíduos com Lua em Aquário tendem a ser bastante encantadores e simpáticos. Têm um traço de teimosia inconfundível, mas quando estão numa boa são pessoas incomuns e infinitamente interessantes de se ter por perto. A vida simplesmente não seria a mesma sem o toque original que eles proporcionam.

Como não costumam curtir nada convencional e tradicional, tendem a gostar de novas experiências. À longo prazo, no entanto, são bastante constantes, já que Aquário é um signo fixo. Enquanto tiverem seu próprio espaço e liberdade para serem eles mesmos, serão confiáveis e leais.
APÓSTOLA DOS APÓSTOLOS

Por desejo expresso do Santo Padre Francisco, a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos publicou um novo decreto, com a data de 3 de Junho de 2016, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, com o qual a celebração de Santa Maria Madalena, até agora memória obrigatória, será elevada ao grau de festa no Calendário Romano Geral.

A decisão inscreve-se no actual contexto eclesial, que pede uma reflexão mais profunda sobre a dignidade da mulher, a nova evangelização e a grandeza do mistério da misericórdia divina. Foi São João Paulo II aquele que dedicou grande atenção, não somente à importância das mulheres na missão de Cristo e da Igreja, mas também, e com especial relevo, ao peculiar papel de Maria Madalena como a primeira a encontrar Cristo ressuscitado e a primeira mensageira a anunciar aos apóstolos a ressurreição do Senhor (cf. Mulieris dignitatem, n. 16). Esta importância continua hoje na Igreja – manifesta-o o actual empenho de uma nova evangelização – que deseja acolher, sem nenhuma distinção, homens e mulheres de qualquer raça, povo, língua ou nação (cf. Ap 5, 9); para anunciar-lhes a Boa Nova do Evangelho de Jesus Cristo, acompanhá-los na sua peregrinação sobre a terra e a oferecer-lhes as maravilhas da salvação de Deus. Santa Maria Madalena é o exemplo de verdadeira e autêntica evangelizadora, isto é, de uma ‘evangelista’ que anuncia a mensagem alegre e central da Páscoa (cf. Colecta do dia 22 de Julho e novo Prefácio).

O Santo Padre Francisco tomou esta decisão exatamente no contexto do Jubileu da Misericórdia para significar a importância desta mulher, que mostrou um grande amor a Cristo e Cristo por ela, como afirmou Rabano Mauro falando dela (“dilectrix Christi et a Christo plurimum dilecta”: De vitae beatae Mariae Magdalenae, Prologus) e Santo Anselmo de Canterbury (“electa dilectrix et dilecta electrix Dei”: Oratio LXXIII ad sanctam Mariam Magdalenam). A tradição eclesial no Ocidente, sobretudo depois de São Gregório Magno, identifica na mesma pessoa Maria Madalena, a mulher que versou perfume na casa de Simão, o fariseu, e a irmã de Lázaro e a Marta.

Esta interpretação manteve-se e teve influência nos autores eclesiásticos ocidentais, assim como na arte cristã e nos textos litúrgicos relativos a esta Santa. Os Bolandistas relevaram insistentemente o problema da identificação das três mulheres e prepararam o caminho para a reforma litúrgica do Calendário Romano. Com a reforma conciliar, os textos do Missal Romano, da Liturgia das Horas e do Martirológio Romano referem-se a Maria de Magdala. De facto, Maria Madalena fez parte do grupo dos discípulos de Jesus, seguindo-O até aos pés da cruz e, no jardim onde se encontrava o sepulcro, foi a primeira “testis divinae misericordiae” (Gregório Magno, XL Hom. In Evangelia, lib. II, Hom. 25, 10). O Evangelho de João conta que Maria Madalena chorava, pois não tinha encontrado o corpo do Senhor (cf. Jo 20, 11), e Jesus teve misericórdia dela fazendo-se reconhecer como Mestre transformando as suas lágrimas em alegria pascal.

Aproveitando esta oportuna circunstância, desejo destacar duas ideias inerentes aos textos bíblicos e litúrgicos da nova festa que podem ajudar hoje a perceber melhor a importância desta Santa mulher.

Por um lado, tem a honra de ser a “prima testis” da ressurreição do Senhor (Hymnus, Ad Laudes matutinas); a primeira a ver o sepulcro vazio e a primeira a ouvir a verdade da sua ressurreição. Cristo tem uma especial consideração e misericórdia por esta mulher, a qual manifesta o seu amor para com Ele, procurando-O no jardim com angústia e sofrimento, com “lacrimas humilitatis”, como diz Santo Anselmo na oração citada. A este propósito, desejo assinalar o contraste entre as duas mulheres presentes no jardim do paraíso e no jardim da ressurreição. A primeira difunde a morte onde estava a vida; a segunda anunciou a Vida a partir de um sepulcro - lugar de morte. Isto mesmo o faz observar ainda São Gregório Magno: “Quia in paradiso mulier viro propinavit mortem, a sepulcro mulier viris annuntiat vitam” (XL Hom. In Evangelia, lib. II, Hom. 25). Ainda mais, é mesmo no jardim da ressurreição que o Senhor diz a Maria Madalena: “Noli me tangere”. É um convite dirigido não somente a Maria, mas a toda a Igreja, para entrar numa experiência de fé que supera toda a apropriação materialista e compreensão humana domistério divino. Tem uma abrangência eclesial! É uma boa lição para cada discípulo de Jesus: não buscar seguranças humanas e títulos mundanos, mas a fé em Cristo Vivo e Ressuscitado!

Por outro lado, exactamente porque foi testemunha ocular de Cristo Ressuscitado, foi também, a primeira a dar testemunho diante dos apóstolos. Cumprindo o mandato do ressuscitado: “Vai ter com os meus irmãos e diz-lhes… Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: «Vi o Senhor». E contou o que Ele lhe tinha dito” (Jo 20, 17-18). Deste modo ela torna-se, como já referimos, ‘evangelista’, ou seja, mensageira que anuncia a Boa Nova da ressurreição do Senhor; ou ainda como disse Rabano Mauro e São Tomás de Aquino, “apóstola dos apóstolos”; pois anuncia aos apóstolos aquilo que, por seu lado, eles anunciam a todo o mundo (cf. Rabano Mauro, De vitae beatae Mariae Magdalenae, c. XXVII; São Tomas de Aquino, In Ioannem Evangelistam Expositio, c. XX, L. III, 6). Com razão o Doutor Angélico usa este termo aplicando-o a Maria Madalena; ela é testemunha de Cristo Ressuscitado e anuncia a mensagem da ressurreição do Senhor, como os outros apóstolos. Por isso, é mais apropriado que a celebração litúrgica desta mulher tenha o mesmo grau de festa que as celebrações dos apóstolos no Calendário Romano Geral, revelando a especial missão desta mulher, que é exemplo e modelo para cada mulher na Igreja.

* Artur Roche
Arcebispo Secretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos
Nassif:

"Grosso modo, a estrutura de Poder é representada pelos seguintes grupos:

1. Mídia, melhor dizendo, Globo, potencializando a influência do mercado.
2. Judiciário: a corrente Lava Jato à TRF4 à STJ/TSE à STF, francamente anti-PT e disposta a punir os recalcitrantes internos.
3. Os empresários, subdivididos em três grupos: as associações empresariais, as grandes corporações e o mercado. As associações aceitam até Bolsonaro; mais informadas, as grandes corporações não chegam a tanto. Mas em todos eles consolidou-se o sentimento anti-PT.
4. O poder armado: Forças Armadas, Política Federal e Polícia Militar. Estão a reboque do poder central, mas sempre disponíveis para utilizar o poder da borduna contra os inimigos.
5. O crime organizado e as milícias.

6. Finalmente, os setores minoritários:
a) Sindicatos de trabalhadores.
b) Movimentos populares
c) Mídia alternativa
d) Setores da sociedade civil
e) Setores minoritários da Justiça
f) Consciências individuais que participam dos poderes anteriores.

Em relação à correlação de forças, há uma frente fechada anti-PT, uma aliança tão intransponível, que tacitamente admite até a alternativa Bolsonaro, se for para evitar a volta de Lula.

Esse é um dado da realidade, que não será removido com o uso da fé. Historiadores já descreveram a marcha da insensatez que acomete nações e civilizações. O Brasil claramente atravessa um desses momentos, sem que uma massa crítica de racionalidade se interponha no caminho do desastre."
"Capitalismo é um canibalismo gourmet." (Luis Nenung)


D'Alessandro, Patrick, Nico Lopez, William Pottker
Meditação em presídio brasileiro!

"A emoção que é sofrimento deixa de ser sofrimento no momento em que dela formarmos uma ideia clara e nítida." (Espinoza)
Artsy:

De dragões e unicórnios a mandrágoras e grifos: monstros e tempos medievais são inseparáveis ​​na imaginação popular. Mas representações medievais de monstros - o tema de uma nova exposição fascinante na Morgan Library Museum, em Manhattan - não foram projetadas apenas para assustar seus espectadores: elas tinham muitos propósitos e provocaram muitas reações. Eles aterrorizavam, mas também ensinavam. Eles impunham preconceitos e hierarquias sociais, mas também inspiravam momentos improváveis ​​de empatia. Eles eram a propaganda medieval europeia: ciência, arte, teologia e ética ao mesmo tempo.

Veja uma imagem medieval tardia do rei Henrique VI da Inglaterra, que aparece na exposição Morgan. O rei está em um grande monstro manchado com olhos perversos e avermelhados. O monstro é chamado de antílope, embora tenha pouco em comum com o animal de mesmo nome que poderíamos ver no zoológico - por centenas de anos, acreditava-se que os antílopes tinham chifres mortais e afiados e caudas demoníacas bifurcadas. E, no entanto, a presença do monstro na imagem não é puramente negativa: sua posição obediente e sentada indica o poder e a grandeza de Henry. O medo do observador medieval do antílope é complicado pelo seu amor pelo rei e vice-versa.

Essas ambiguidades nas representações medievais de monstros refletem as ambiguidades no significado da própria palavra. O verbo latino "monstrare" literalmente significa “mostrar”, mas ao longo dos séculos, gerou uma enorme quantidade de palavras com significados mais partidários. Para o erudito latino medieval, um "monstrum" era um presságio - talvez bom, talvez ruim. Em francês ou inglês antigo, "monstre" descreveu qualquer criatura que fosse maravilhosa ou de alguma forma diferente das outras; no século 14, entretanto, a palavra passou a significar um ser aterrorizante e fantástico.

Se imagens de monstros medievais parecem ter surpreendentes nuances às vezes, é pelo menos em parte porque a criação de imagens foi um processo lento e cuidadoso que deixou o artista com bastante tempo para refletir sobre os significados de seu trabalho. Durante a maior parte dos mil anos entre a queda do Império Romano no século V e a aurora da Era dos Descobrimentos no século 15 (os dois eventos que costumam ser reservados para a era medieval), a guerra e as doenças retrocederam o comércio da Europa com o resto do mundo, tornando os pigmentos consideravelmente mais raros. Alguns, como o ocre vermelho, podiam ser feitos da argila encontrada em praticamente qualquer lugar, mas outros, como o ultramar, tinham que ser transportados para a Europa pelo Oriente Médio a um custo enorme. Produzir uma minúscula cópia ilustrada do Livro das Horas, um dos mais populares textos devocionais cristãos dos tempos medievais, exigia milhares de quilômetros de viagem, para não mencionar centenas de horas de trabalhos forçados - e tudo isso apenas para pintar o manto azul luminoso da Virgem Maria.

Examinando uma das ilustrações de uma cópia belga do Livro das Horas do século 15, você pode ver quanto amor e cuidado os artistas medievais colocam em seus monstros. A cena - uma das mais emblemáticas do cristianismo - mostra São Jorge uma fração de segundo antes de cortar a cabeça de um dragão. Para os olhos do século 21, o heroísmo de George pode parecer um pouco cômico - o dragão não é muito maior do que um golden retriever, e parece estar sentado de barriga para cima, revelando um conjunto de genitais amarelados. No entanto, o olho do artista para os detalhes atordoa mais de 500 anos depois: você ainda pode distinguir as escamas na cauda do monstro e o brilho em seus olhos redondos. Não pela primeira ou última vez na arte, o vilão faz o herói parecer quase insípido em comparação e ameaça fugir com o show inteiro.

Nem todos os monstros medievais eram tão carismáticos, no entanto; na verdade, não se pode compreender imagens de monstros da era medieval sem compreender a feiúra e a pura e estúpida maldade que inspirou muitos deles. O anti-semitismo - que poderia ser plausivelmente definido como a representação de judeus como monstros - era indiscutivelmente central para a cultura européia da época; os ogros judeus sedentos de sangue serviram como personagens em inúmeras peças, histórias e poemas. Em um dos gêneros mais populares da ficção medieval, uma criança jovem e piedosa seria assassinada selvagemente, geralmente por um judeu, e depois ressuscitada, com o judeu recebendo uma punição igualmente selvagem (pela qual o público cristão seria encorajado a se vangloriar).

Talvez o exemplo mais famoso desse tipo de história seja o Conto da Prioress, da coleção influente do poeta inglês Geoffrey Chaucer, The Canterbury Tales, em que um judeu mata uma criança cristã e joga seu corpo em um monte de esterco. Quase tão famosa é a lenda do judeu de Bourges, que queima seu próprio filho para a comunhão, para ser lançado nas chamas.

Uma ilustração francesa do início do século XIV retrata o judeu de Bourges com grandes olhos revirados e um nariz de porco enquanto empurra seu filho para uma fornalha. A imagem, em toda sua histeria racista e sentimentalismo grotesco, não é tão diferente das charges antissemitas que Julius Streicher publicou no auge do Terceiro Reich de Adolf Hitler - e, como propaganda nazista, tenta manipular os espectadores gentios unindo-os contra um inimigo comum. O mesmo pode ser dito de muitas das obras expostas na exposição de Morgan, que apresentam monstros modelados a partir de outros grupos impotentes e perseguidos: não apenas judeus, mas também muçulmanos, mulheres, pobres e doentes mentais.

Essas imagens podem ter sido destinadas a fortalecer a Europa medieval em face de uma ameaça percebida de pagãos monstruosos, mas, vistas hoje, quase parecem transmitir o oposto: a fragilidade e auto-aversão da cultura medieval, e a pobreza de diferenças genuínas entre Cristão e pagão. Uma ilustração de um livro de horas do século 15 francês mostra Saint Quentin sendo torturado por um temível e sarraceno (ou seja, guerreiro muçulmano), que está prestes a pregar o pescoço do mártir. A postura do sarraceno é virtualmente idêntica à de São Jorge, mas a ação violenta do primeiro é supostamente sacrílega, enquanto a última é santa. E em um Livro dos Salmos Alemão do século XIII, um anjo marcha uma longa fila de almas condenadas em direção ao fogo do inferno. Um dos pecadores é claramente um judeu, a julgar pela barba, pelo chapéu e pelo nariz comprido, mas outro parece ser um monge. Aqui, a maldade não se limita a um outro monstruoso: o perigo representado pelos inimigos da fé é igual ao do inimigo interno.

Uma ironia ainda maior das imagens de monstros medievais é que piedosas figuras bíblicas - mártires, discípulos de Cristo e até mesmo o próprio Cristo - eram retratadas como monstruosas. As histórias sangrentas de São Bartolomeu sendo esfolado vivo e de Saint Denis, que dizem ter carregado sua própria cabeça depois de ser cortada, inspiraram infinitas obras religiosas. Uma representação húngara do martírio de Bartolomeu, no século XIV, mostra o santo em formação com a pele meio removida, a boca presa em um sorriso de gato de Cheshire. Ainda mais estranha é uma versão da trindade sagrada do artista italiano do século XII como um mutante de quatro olhos e três cabeças. Imagens como essas - não menos do que as dos dragões ou judeus matadores de crianças - procuram aterrorizar, mas por uma razão diferente: sugerir que o medo é uma parte da fé religiosa, um desafio que todo cristão deve abraçar.

Nos últimos anos, tem havido muitas críticas revisionistas sobre lendas e contos de fadas, mostrando como os personagens fictícios que geralmente consideramos monstruosos não são tão ruins. (O filme Maleficent and Wicked de 2014 - tanto o romance de Gregory Maguire de 1995 quanto o musical de 2003 - vêm à mente.) Esse tipo de história parece implicar que, uma vez, bruxas, ogros e dragões eram vistos como inequivocamente maus, mas agora sabemos não pensar em termos tão em preto e branco.

O que a exposição no Morgan Library & Museum sugere é que, ao contrário, nossa visão de monstros nunca foi preto-e-branco: nosso ódio sempre esteve ligado a reverência e inveja e auto-ódio e parentesco. Desta forma, estudar imagens medievais de monstros pode ser agridoce: a única coisa tão forte quanto nossa capacidade de maravilhar-se com o desconhecido, mostra o registro, é nossa capacidade de odiá-lo. >>
Retweeted Marcia Tiburi (@marciatiburi):

O neoliberalismo, que transforma tudo em mercadoria, também torna os corpos dóceis. As pessoas são exploradas, sem reclamar e muitas vezes sem perceber. Só a educação liberta dessa nova escravidão. Temos que resgatar os projetos de Anisio Teixeira, Paulo Freire e Darcy Ribeiro.
// “Metade de todos os compradores de novas guitarras, nos últimos 5 anos, foram mulheres”, disse Evan Jones, diretor de marketing da Fender, para a revista She Shreds, em 2015. (...) O indie rock é agora um gênero dominado pelas mulheres. Nós desempenhamos papéis mais substanciais do que os estereótipos de vocalista colírio, musa misteriosa ou groupie sugerem. E a verdade é: sempre foi assim. \\ (Raphaelle Standell-Preston, guitarrista das Braids)
Lee Ranaldo: << fizemos mais uma entrevista de rádio infinita hoje. essa foi c/ uma dupla muito afetada e intelectual, muito britânica, que insistia em querer saber "o que vocês querem dizer nessa música". não entendem que a música é inata, prospera em um ar obscuro de mistério e emoção, misticismo e intuição. é algo que move alguém em primeiro lugar; quando analisada em demasia, se torna seca e sem vida. nós não tentamos especificar o que fazemos, deixamos isso aberto e contamos com a intuição coletiva para que funcione. nos debruçamos para fora ao infinito ao deixar as coisas em aberto. é uma polícia de esferas pequenas, de indivíduos mais do que de grupos e de multiplicidade. o mundo é fragmentado e nós vemos os fragmentos. eles formam um todo vagamente costurado, alguns têm a aparência oscilante de uma imagem, porém c/ lacunas grandes o bastante para serem atravessadas pelas coisas. porque ninguém pode cobrir todas as bases de uma vez. pedaços de matéria sempre vão cair e atravessar. idealetas minúsculas vão passar como areia por uma malha de arame. combatemos o tempo, combatemos as restrições dos limites. a única maneira de sustentar um impulso para a frente (ao contrário de uma imagem estática) é livrar-se de pensamentos do tipo preciso — somos livres para ver o futuro através do passado, para se mover em um mundo onde as ideias escorregam e correm umas sobre as outras, em um tipo de versão teórica das placas tectônicas continentais. às vezes, duas ou mais placas se alinham, e uma pérola da verdade atravessa a malha. se isso acontece, é grandioso. uma pessoa é um corpo finito, porém, a última coisa que se quer é uma mente dura e frígida, imutável. ideias flutuam, ascendem pelo céu aberto e vagam livremente para dentro e para fora da vista. >>
"Eu fiz um curso de mágico, quando era mais novo. Você sabe qual que é o segredo de todo mágico? É atrair a atenção das pessoas para tudo que não tem a menor importância, para sumir a atenção delas na hora do essencial. E o poder é isso! O poder é atrair a atenção das pessoas para tudo que não tem a menor importância, para, na hora que tenha coisa importante, que é o que faz diferença, você não tá prestando a menor atenção. Se hoje em dia, no Brasil, as pessoas soubessem como funcionam as coisas, os pobres e a classe média fariam uma revolução. O sistema de impostos no Brasil é um crime. A partir de um certo valor, todo dinheiro que o cara ganha, os Setúbal e os Batista da vida, os bilhões que eles ganham lá na frente vêm todos de pobreza, de desigualdade, porque a quantidade de dinheiro é finita. É um cobertor finito. Imagina o número de notas que existem. Todo bilhão que vai para lá, falta falta ali. E o Brasil é o país em que o 1% mais rico da população concentra mais renda no mundo. Estudo espanhol. A partir de um certo valor, o que a pessoa ganha não é para comprar carro, avião, porque não dá mais para comprar nada: é só poder. Então o dinheiro que vem na última camada, dos super-ricos, é um dinheiro só de concentração de poder. E uma sociedade tem que tomar muito cuidado quem ela vai dotar de todo esse poder, porque esse cara, que vai ter todo esse poder concentrado, não é um cara que foi eleito, não é um cara que foi votado, não é um cara que foi escolhido. Então esse cara não pode comandar uma sociedade sem ter legitimidade disso. Por isso existe essa necessidade de distribuição de renda - além da necessidade, obviamente, de ninguém morrer de fome, das maldades que a gente tenta evitar." (Eduardo Moreira, sócio-fundador do grupo financeiro Brasil Plural, em entrevista, na Jovem Pan, para o jornalista Augusto Nunes)
Rolling Stone Brasil - O ano de 1966 trouxe vários álbuns revolucionários, como Pet Sounds (Beach Boys), Blonde on Blonde (Bob Dylan) e muitos outros. Mas Revolver conseguiu eclipsar até estes grandes trabalhos. Como você o vê na discografia dos Beatles? Diria que ele é até mais importante do que, por exemplo, o posterior e celebrado Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band?

Steve Turner - Eu acho que Revolver soa mais natural. Sgt Pepper’s começou como uma ideia de Paul, que queria adotar uma “nova identidade” e assim fazer um tipo de música que não tinha nada a ver com o estilo normal dos Beatles. Revolver era um diário do que acontecia nas vidas deles e surgiu de forma despretensiosa. Não foi planejado para “estar à frente de seu tempo".
<< A obsessão com a saúde e a prevenção é o lado obscuro do hiperconsumismo, gerador de ansiedade quase higienista. A quantidade de informação disponível torna o consumo complicado. Na alimentação, os consumidores estão ávidos pela leitura dos rótulos: quais são os ingredientes, de onde vêm, podem causar câncer, engordar? Há 40 anos, íamos ao médico uma vez por ano, se muito. Hoje, um indivíduo faz até dez consultas por ano. O consumo de exames, para nos fazer sentir "seguros", cresce exponencialmente. Sintoma do hiperconsumismo: queremos comprar nossa saúde. >> (Gilles Lipovetsky)
Siddharta, o Buda, depois de 6 anos meditando ouviu de um professor de música:

"Se a corda estiver frouxa, não haverá som; e se estiver muito esticada, vai arrebentar."

Daí concluiu que para atingir a iluminação é necessário trilhar o "Caminho do Meio".
Cabeça Locotrona - Déja vù sinistro