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sábado, 4 de agosto de 2018
"Eu fiz um curso de mágico, quando era mais novo. Você sabe qual que é o segredo de todo mágico? É atrair a atenção das pessoas para tudo que não tem a menor importância, para sumir a atenção delas na hora do essencial. E o poder é isso! O poder é atrair a atenção das pessoas para tudo que não tem a menor importância, para, na hora que tenha coisa importante, que é o que faz diferença, você não tá prestando a menor atenção. Se hoje em dia, no Brasil, as pessoas soubessem como funcionam as coisas, os pobres e a classe média fariam uma revolução. O sistema de impostos no Brasil é um crime. A partir de um certo valor, todo dinheiro que o cara ganha, os Setúbal e os Batista da vida, os bilhões que eles ganham lá na frente vêm todos de pobreza, de desigualdade, porque a quantidade de dinheiro é finita. É um cobertor finito. Imagina o número de notas que existem. Todo bilhão que vai para lá, falta falta ali. E o Brasil é o país em que o 1% mais rico da população concentra mais renda no mundo. Estudo espanhol. A partir de um certo valor, o que a pessoa ganha não é para comprar carro, avião, porque não dá mais para comprar nada: é só poder. Então o dinheiro que vem na última camada, dos super-ricos, é um dinheiro só de concentração de poder. E uma sociedade tem que tomar muito cuidado quem ela vai dotar de todo esse poder, porque esse cara, que vai ter todo esse poder concentrado, não é um cara que foi eleito, não é um cara que foi votado, não é um cara que foi escolhido. Então esse cara não pode comandar uma sociedade sem ter legitimidade disso. Por isso existe essa necessidade de distribuição de renda - além da necessidade, obviamente, de ninguém morrer de fome, das maldades que a gente tenta evitar." (Eduardo Moreira, sócio-fundador do grupo financeiro Brasil Plural, em entrevista, na Jovem Pan, para o jornalista Augusto Nunes)
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