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sábado, 4 de agosto de 2018
Lee Ranaldo: << fizemos mais uma entrevista de rádio infinita hoje. essa foi c/ uma dupla muito afetada e intelectual, muito britânica, que insistia em querer saber "o que vocês querem dizer nessa música". não entendem que a música é inata, prospera em um ar obscuro de mistério e emoção, misticismo e intuição. é algo que move alguém em primeiro lugar; quando analisada em demasia, se torna seca e sem vida. nós não tentamos especificar o que fazemos, deixamos isso aberto e contamos com a intuição coletiva para que funcione. nos debruçamos para fora ao infinito ao deixar as coisas em aberto. é uma polícia de esferas pequenas, de indivíduos mais do que de grupos e de multiplicidade. o mundo é fragmentado e nós vemos os fragmentos. eles formam um todo vagamente costurado, alguns têm a aparência oscilante de uma imagem, porém c/ lacunas grandes o bastante para serem atravessadas pelas coisas. porque ninguém pode cobrir todas as bases de uma vez. pedaços de matéria sempre vão cair e atravessar. idealetas minúsculas vão passar como areia por uma malha de arame. combatemos o tempo, combatemos as restrições dos limites. a única maneira de sustentar um impulso para a frente (ao contrário de uma imagem estática) é livrar-se de pensamentos do tipo preciso — somos livres para ver o futuro através do passado, para se mover em um mundo onde as ideias escorregam e correm umas sobre as outras, em um tipo de versão teórica das placas tectônicas continentais. às vezes, duas ou mais placas se alinham, e uma pérola da verdade atravessa a malha. se isso acontece, é grandioso. uma pessoa é um corpo finito, porém, a última coisa que se quer é uma mente dura e frígida, imutável. ideias flutuam, ascendem pelo céu aberto e vagam livremente para dentro e para fora da vista. >>
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