A partir de hoje começo a fazer algo que sempre quis fazer, desde a época de jornalismo na universidade: um programa "de rádio". O rádio propriamente dito, para o meu tipo de música, tem raro espaço. Só que 15 anos se passaram e a internet inventou o "podcast". Faço esse primeiro "programa" - talvez o único deste mês/ano, talvez não - fazendo um pequeno apanhado daquelas que eu considerei as melodias mais bonitas de 2011. O formato será de 30 minutos, a princípio sem locuções, a não ser a vinheta roubada do Cid. Que alguém se beneficie. Voilá!
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Programa-001 by Revelações*Douglasdickel on Mixcloud
A partir de hoje começo a fazer algo que sempre quis fazer, desde a época de jornalismo na universidade: um programa "de rádio". O rádio propriamente dito, para o meu tipo de música, tem raro espaço. Só que 15 anos se passaram e a internet inventou o "podcast". Faço esse primeiro "programa" - talvez o único deste mês/ano, talvez não - fazendo um pequeno apanhado daquelas que eu considerei as melodias mais bonitas de 2011. O formato será de 30 minutos, a princípio sem locuções, a não ser a vinheta roubada do Cid. Que alguém se beneficie. Voilá!
A partir de hoje começo a fazer algo que sempre quis fazer, desde a época de jornalismo na universidade: um programa "de rádio". O rádio propriamente dito, para o meu tipo de música, tem raro espaço. Só que 15 anos se passaram e a internet inventou o "podcast". Faço esse primeiro "programa" - talvez o único deste mês/ano, talvez não - fazendo um pequeno apanhado daquelas que eu considerei as melodias mais bonitas de 2011. O formato será de 30 minutos, a princípio sem locuções, a não ser a vinheta roubada do Cid. Que alguém se beneficie. Voilá!
Michael Stipe - Não haverá disco solo. Como soaria? Um R.E.M. diluído? (...) Era importante para o R.E.M. ele ser finito, não deixar que se tornasse aquela coisa que pode acontecer ou não. Nós precisávamos que isso não fosse um elefante na sala: 'Por que já faz três anos e vocês ainda não falaram sobre uma turnê ou um álbum? Não têm um novo contrato?' Precisávamos deixar essas coisas para trás.
David Fricke - Há alguma música em particular que você vai sentir falta de cantar no palco com o R.E.M.?
Michael Stipe - 'Man on the Moon' – vendo o efeito que a linha inicial de baixo fazia num mar de pessoas no fim de um show. E é uma música fácil de cantar. É difícil errar alguma nota na voz.
David Fricke - Há alguma música em particular que você vai sentir falta de cantar no palco com o R.E.M.?
Michael Stipe - 'Man on the Moon' – vendo o efeito que a linha inicial de baixo fazia num mar de pessoas no fim de um show. E é uma música fácil de cantar. É difícil errar alguma nota na voz.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
"Estou otimista sobre o futuro, seja o que acontecer a partir de agora. Toda banda tem seu caminho. No Sonic Youth, estamos juntos há tanto tempo que nenhum de nós imaginaria e na maior parte do tempo foi uma experiência muito prazerosa. Haverá um bocado de coisas que nós continuaremos a fazer. Tem toneladas de projetos arquivados que ainda acontecerão, então existem muitas maneiras de estarmos atados uns ao outros no futuro, tanto musicalmente como de outras formas." (Lee Ranaldo)
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
"Nós somos uma cultura tagarela, sujeitos verborrágicos com inumeráveis valores sustentados pela pureza do verbo! Sutilezas que erigiram o heroísmo da Palavra diante da fábrica de experimentações que é o corpo. Cultura de submissão do corpo à palavra. Há muito que o nosso céu tem sido cristão! Há muito que vivemos mais nas nuvens que na terra! Nossas experiências verdadeiramente fundamentais não são, de forma alguma, tagarelas. Elas não saberiam se comunicar, mesmo que quisessem. É que lhes falta a palavra. Aquilo para que encontramos palavras, já ultrapassamos. A língua, parece, foi inventada somente para as coisas medíocres, comuns, comunicáveis. Pela linguagem, aquele que fala se vulgariza." (Nietzsche)
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sábado, 26 de novembro de 2011
"Mesmo que esteja num shopping center lotado de gente ou numa fila no banco, se você começar a se sentir esgotado e precisar voltar a si mesmo, é possível praticar a respiração consciente e o sorriso ali mesmo, parado. Não importa onde você esteja, você pode respirar conscientemente. Todos precisamos voltar a nós mesmos de vez em quando, a fim de sermos capazes de enfrentar as dificuldades da vida. Isso pode ser feito em qualquer posição em pé, sentado, deitado ou caminhando. Se você puder se sentar, porém, essa posição é a mais equilibrada." (Thich Nhât Hanh)
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Lá vem e-Le onard Co, he(i)n!
Aluguéis e custo do metro quadrado na Rocinha subiram 50% numa semana.
"O turismo tem novas atrações: a academia onde treinava o Nem, a casa do Nem e o restaurante onde ele almoçava. Mas não há mais soldados do tráfico exibindo orgulhosamente suas armas. Para o turista, os policiais são menos pitorescos. (...) O que foi abolido pela invasão não foi o tráfico, mas a independência de um enclave que o tráfico ocupava - policiando, administrando a Justiça, cobrando serviços. Por exemplo, a ADA (Amigos dos Amigos), na gestão de Nem, cobrava a 'gatonet'; agora, será cobrada apenas a NET, sem gato. Para os usuários, não será uma grande mudança. Domingo é o dia da feira do Boiadeiro[, por onde] ... circulam policiais militares pesadamente armados. Duas semanas atrás, pela mesma rua, circulariam soldados da ADA, menos marciais, mas também garantes da ordem: um ladrão seria surrado, um estuprador poderia ser morto e desovado na mata." (Contardo Calligaris)
"O turismo tem novas atrações: a academia onde treinava o Nem, a casa do Nem e o restaurante onde ele almoçava. Mas não há mais soldados do tráfico exibindo orgulhosamente suas armas. Para o turista, os policiais são menos pitorescos. (...) O que foi abolido pela invasão não foi o tráfico, mas a independência de um enclave que o tráfico ocupava - policiando, administrando a Justiça, cobrando serviços. Por exemplo, a ADA (Amigos dos Amigos), na gestão de Nem, cobrava a 'gatonet'; agora, será cobrada apenas a NET, sem gato. Para os usuários, não será uma grande mudança. Domingo é o dia da feira do Boiadeiro[, por onde] ... circulam policiais militares pesadamente armados. Duas semanas atrás, pela mesma rua, circulariam soldados da ADA, menos marciais, mas também garantes da ordem: um ladrão seria surrado, um estuprador poderia ser morto e desovado na mata." (Contardo Calligaris)
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Blanched - Blanched toca Angelopoulos (2004)4 s h a r e d . c o m /file/jtHGi5ve/angelopoulos.html
Principal registro da chamada fase pós-rock a que a Blanched chegou depois de 'Ter estado aqui' (2001). Foi produzido pelo Marcelo Fruet e mencionado em algumas listas de melhores discos do ano no Brasil. Dedilhados agridoces se alternam com explosões de guitarra à maneira de Mogwai e Godspeed You! Black Emperor.

input_output - Eu contenho todos os meus anos dentro de mim (2005)
4 s h a r e d . c o m /file/yt9HiDwe/eucontenho.html
Iniciado como uma série de exercícios com o software Cakewalk, acabou se configurando como o primeiro LP de Douglas Dickel "a solo", como dizem os amigos portugueses. Loops de estática de rádio formam o grosso das batidas das músicas, resultando numa sonoridade algo entre Pan Sonic, Radiohead, Alva Noto e Lavajato.

Pelicano - Oito meses para a migração (2006)
4 s h a r e d . c o m /file/xCUtM4Y7/pelicano.html
Único registro da guitar band formada por Bruno Galera, Douglas Dickel, Renan Stiegemeier e Rodrigo Souto. Carlo Pianta foi o responsável pela produção das músicas inspiradas por Sonic Youth, Smashing Pumpkins, Yo La Tengo e Interpol.

input_output - Polissonografia (2006)
4 s h a r e d . c o m /audio/8WVk-f9r/input_output_-_polissonografia.html
Improviso experimental com o software Crusher X-Live. O single tem esse título porque o resultado da experimentação se assemelha a um registro de sonho, que chega incluir sons de vídeo pornográfico.

Hotel - Térreo (2007)
4 s h a r e d . c o m /file/-rW-Ax6O/terreo.html
Blanched - Avalanched (2007)
4 s h a r e d . c o m /file/DtMpBqo5/avalanched.html
input_output + Panetone - Gatorra (2008)
4 s h a r e d . c o m /file/ueI82h6V/gatorra.html
input_output + Panetone + Dom Pedro - Porco-espinho (2008)
4 s h a r e d . c o m /file/2E8CDFHP/porco-espinho.html
FireFriend - Dubster [input_output remix] (2008)
Hotel - Segundo andar (2009)
4 s h a r e d . c o m /file/TCZF0RsV/segundo-andar.html

input_output - Disparate hibernante (2011)
4 s h a r e d . c o m /file/Kalsx9bi/disparate-hibernante.html
O long-awaited sucessor do primeiro LP, de 2005. Ainda se mantém algum experimentalismo, como em alguns loops de voz abstrata e no uso de sons de animais, mas as composições estão mais orientadas pelo indie, a partir do uso de acordeão, instrumentos virtuais de orquestra e batidas eletrônicas construídas no software Reason.

input_output - Crocodilo (2011)
4 s h a r e d . c o m /file/4RkK231V/crocodilo.html
Duas faixas longas resultantes de improviso por duas horas no estúdio do Marcelo Fruet. Equipamento utilizado: guitarra, sintetizador Alesis Micron, atari punk console (gerador de ruído de 1bit, ou seja, mais rudimentar que os célebres 8bits), pedal de loop. Participação de Angela Francisca com improvisação corporal interagindo com a música.
input_output - Nove (2011)4 s h a r e d . c o m /file/BtqddtkJ/nove.html
Seis peças experimentais com loops de sons gravados pelos cômodos do apartamento, incluindo o toilette. Criado com as premissas do manifesto do selo Música Pop Desempregada, de Portugal, para fazer parte de seu catálogo.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
"Muitas vezes, a culpa é um sentimento de quem prefere a confortável posição de vítima do que assumir responsabilidade num mundo hostil. Aquele que se sente culpado precisa sempre pagar alguma coisa que não está devendo. Acontece que a culpa surge exatamente para eliminar o desejo. Está, assim, na contramão da responsabilidade. A culpa é apenas um sentimento de quem, não tendo porque carregá-lo, o faz por aceitar a posição de vítima que pode ser bem mais confortável do que a de quem se responsabiliza por seus desejos. Artificial, a culpa aparece como algo que eu lanço sobre o outro para disfarçar aquilo de que eu mesmo não posso ser responsável. O culpado culpa o outro e a si mesmo. O culpado é, assim, um covarde que se disfarça de vítima e que encontra sua comunidade de culpados, deprimidos e entristecidos contra um mundo supostamente hostil. Fica mais fácil culpabilizar os outros do que responsabilizar-se. Culpados aqui e ali exigem que ajudemos a carregar seus fardos. Jogam seu peso sobre os ombros próprios e os dos outros." (Marcia Tiburi)
"Eles não têm pauta comum (e, às vezes, não têm pauta alguma), mas, uma vez reunidos, constituem um conjunto suficientemente incerto para que nós, observadores, possamos lhes atribuir uma pauta que é da gente. Numa série heterogênea de manifestações de jovens, 'encontramos' uma pauta 'comum', com a qual simpatizamos - obviamente, pois ela é apenas uma projeção de nossas próprias queixas mais abstratas. É uma maravilha: podemos ser condescendentes com a eventual mediocridade de nossas próprias ideias. Olhe só, eles estão protestando contra o 'sistema' injusto; é um pouco genérico, mas é bonito, não é?" (Contardo Calligaris)
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Este ano, as duas bandas mais longevas e mais importantes do indie rock encerraram suas atividades. Os números e o legado e a manutenção da arte são impressionantes.
R.E.M.
1983-2011
28 anos
15 discos de estúdio
Primeiro: Murmur
Último: Collapse into now
Favoritos: Up (1998) / Monster (1994)
Sonic Youth
1983-2011
28 anos
16 discos de estúdio
Primeiro: Confusion is sex
Último: The eternal
Favoritos: NYC ghosts & flowers (2000) / Experimental jet set, trash & no star (1994)
Excluindo-se as empresas U2 e Rolling Stones, quem poderá ser o(s) herdeiro(s)?
Einstürzende Neubauten - 1981 - 30 anos - 10 discos
Nick Cave & The Bad Seeds - 1984 - 27 anos - 13 discos
Flaming Lips - 1986 - 25 anos - 12 discos
Depeche Mode - 1981 - 30 anos - 13 discos
Björk - 1990 - 21 anos - 10 discos
Pearl Jam - 1991 - 20 anos - 9 discos
PJ Harvey - 1992 - 19 anos - 9 discos
Radiohead - 1993 - 18 anos - 8 discos
Nine Inch Nails - 1989 - 21 anos - 7 discos
Foo Fighters - 1995 - 16 anos - 7 discos
Teenage Fanclub - 1990 - 21 anos - 9 discos
Wilco - 1995 - 16 anos - 8 discos
Chemical Brothers - 1995 - 16 anos - 8 discos
R.E.M.
1983-2011
28 anos
15 discos de estúdio
Primeiro: Murmur
Último: Collapse into now
Favoritos: Up (1998) / Monster (1994)
Sonic Youth
1983-2011
28 anos
16 discos de estúdio
Primeiro: Confusion is sex
Último: The eternal
Favoritos: NYC ghosts & flowers (2000) / Experimental jet set, trash & no star (1994)
Excluindo-se as empresas U2 e Rolling Stones, quem poderá ser o(s) herdeiro(s)?
Einstürzende Neubauten - 1981 - 30 anos - 10 discos
Nick Cave & The Bad Seeds - 1984 - 27 anos - 13 discos
Flaming Lips - 1986 - 25 anos - 12 discos
Depeche Mode - 1981 - 30 anos - 13 discos
Björk - 1990 - 21 anos - 10 discos
Pearl Jam - 1991 - 20 anos - 9 discos
PJ Harvey - 1992 - 19 anos - 9 discos
Radiohead - 1993 - 18 anos - 8 discos
Nine Inch Nails - 1989 - 21 anos - 7 discos
Foo Fighters - 1995 - 16 anos - 7 discos
Teenage Fanclub - 1990 - 21 anos - 9 discos
Wilco - 1995 - 16 anos - 8 discos
Chemical Brothers - 1995 - 16 anos - 8 discos
LOBOTOMIA - É a retirada de uma parte do cérebro. "Cada hemisfério do nosso cérebro é dividido em quatro partes ou lobos que são chamados frontal, occipital, parietal e temporal" , explica o neurologista Saul Cypel, do Hospital das Clínicas, em São Paulo. "A retirada do lobo pode ser total
ou parcial." Em épocas antigas, a lobotomia era usada em pacientes com certos tipos de doenças mentais como forma de acalmá-los. Atualmente, nesses casos a técnica cirúrgica foi substituída por medicamentos ou psicoterapia. A lobotomia pode ser usada, por exemplo, para extrair tumores. Entretanto, a retirada de uma área do cérebro pode afetar as funções relacionadas com ela. Se for extraída a parte posterior do lobo frontal esquerdo, a fala pode ficar comprometida. "Quando a lobotomia é feita até por volta dos 3 anos de idade, o outro hemisfério do cérebro pode assumir a função da parte extraída, e não haverá seqüelas", explica Cypel. A lobotomia é também usada em casos de epilepsia, quando o problema não pode ser controlado com tratamento convencional. Retira-se
um foco epiléptico localizado, ou seja, a região do cérebro responsável pelas descargas neuronais que causam as convulsões. (Superinteressante)
Lobotomia, mais apropriadamente chamada leucotomia (já que lobotomia refere-se a cortar as ligações de qualquer lobo cerebral) é uma intervenção cirúrgica no cérebro, onde são seccionadas as vias que ligam os lobos frontais ao tálamo e outras vias frontais associadas. Foi utilizada no passado em casos graves de esquizofrenia. A lobotomia foi uma técnica bárbara da psicocirurgia que não mais é usada. (Wikipédia)
Chico Buarque - Outro dia fui jogar futebol em Lisboa e o Felipão [Luiz Felipe Scolari] era o técnico. Era um jogo dos amigos do Zidane contra os amigos do Figo. Ele me escalou de saída, e o baterista do Radiohead [Phil Selway] ficou lá no banco, emburrado, porque ele não saiu jogando e eu sim. No intervalo, falei pra ele: “Escuta, não fica aí de cara feia porque o nome da sua banda é roubado de uma música minha” [risos]. O David Byrne ouviu a “rádio cabeça” [a música “O Último Blues”, que contém o verso “na Rádio Cabeça” ], quando foi lançado o disco da Ópera do Malandro. Ele esteve aqui e cantou “A Volta do Malandro” no Canecão. Ele deve ter achado que era uma expressão que se usava muito no Brasil e fez a música lá dele [ “Radio Head”, de True Stories, 1986] que deu origem ao [nome do] Radiohead. Então me sinto representado pelo Radiohead, por intermédio do David Byrne.
Ninguém vai governar sem certos acordos, sem certas alianças. É impossível, pelo menos no sistema político que se tem aqui no Brasil. Ninguém faz. Nem a Marina Silva, que eu adoro.
Ninguém vai governar sem certos acordos, sem certas alianças. É impossível, pelo menos no sistema político que se tem aqui no Brasil. Ninguém faz. Nem a Marina Silva, que eu adoro.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
"Não importa o nome que se dê, é justamente a não-importância-do-nome o que realmente importa… com esse 'modo de leitura', nome para o que melhor seria modo de experimentação, nada mais amedronta, nada mais é necessário se certificar diante da alfândega tirânica do suposto saber, nenhum mestre mais, nenhuma palavra de ordem mais entre as palavras… Leituras sim, muitas, mas não mais como economia de inteligência ou saberes, não mais na posição de leitor, mas autor juntamente com o autor, ambos vagabundos-sem-nome, subjetividades que se encontram." (Suely Rolnik prefaciando Guattari)
sábado, 12 de novembro de 2011
"As emoções são realmente muito importantes em nossas vidas. Elas podem anular o que a maioria dos psicólogos considera os motivos essenciais que impulsionam nossas vidas: fome, sexo e o instinto de sobrevivência. As pessoas não comerão se acharem que o único alimento disponível é repugnante. Elas podem até morrer, ainda que outras pessoas possam considerar o mesmo alimento saboroso. A emoção triunfa sobre o impulso da fome. O impulso sexual é notoriamente vulnerável à interferência das emoções. Uma pessoa pode nunca tentar o contato sexual por medo ou aversão, ou pode nunca ser capaz de consumar um ato sexual. A emoção triunfa sobre o impulso sexual. E o desespero pode subjugar até a vontade de viver, induzindo
ao suicídio. As emoções triunfam sobre a vontade de viver. Em resumo, as pessoas desejam ser felizes. Não desejamos sentir medo, raiva, aversão, tristeza ou aflição. Constrangimento, culpa, vergonha e inveja provavelmente são universais, mas enfoquei as emoções que possuem expressões evidentemente comuns. Discuti o amor no capítulo sobre emoções agradáveis; violência, ódio e ciúme no capítulo sobre raiva." (EKMAN, Paul. A linguagem das emoções.)
ao suicídio. As emoções triunfam sobre a vontade de viver. Em resumo, as pessoas desejam ser felizes. Não desejamos sentir medo, raiva, aversão, tristeza ou aflição. Constrangimento, culpa, vergonha e inveja provavelmente são universais, mas enfoquei as emoções que possuem expressões evidentemente comuns. Discuti o amor no capítulo sobre emoções agradáveis; violência, ódio e ciúme no capítulo sobre raiva." (EKMAN, Paul. A linguagem das emoções.)
O "consórcio" do Novo Cais de Porto Alegre vai tomar posse das propriedades no próximo dia 23 de novembro. Veja nas fotos o semblante de felicidade tranquila e eterna das pessoas andando felizes com as crianças do shopping center de três andares até as três business towers. A Avenida Mauá vai deixar de existir e o muro criado para evitar alagamento da cidade tornar-se-á uma "cortina de água". O Paraíso é aqui. Come here everybody after the Judgment Day to be happy forever.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Camille Keaton não fez nenhum outro filme de expressão, mas foi muito bem na versão original de 'I spit on your grave' (1978), dando um banho na Sarah Butler, que interpretou a Jennifer Hills na refilmagem de 2010. Quatro anos antes do filme, Camille foi capa da revista italiana Playmen.
I spit on your grave
[x] 1978
[ ] 2010
The last house on the left
[ ] 1972
[x] 2009
[x] 1978
[ ] 2010
The last house on the left
[ ] 1972
[x] 2009
Descobrindo a verdadeira natureza da raiva
(Thich Nhât Hanh)
No momento em que você sente raiva, você tem a tendência de acreditar que seu sentimento foi criado por outra pessoa. Você culpa esta pessoa por todo o seu sofrimento. Mas, ao fazer um exame profundo, você talvez perceba que a semente da raiva que existe em você é a principal causa do seu sofrimento. Muitas outras pessoas, quando confrontadas com a mesma situação, não ficariam com a raiva com que você fica. Elas ouvem as mesmas palavras, presenciam a mesma situação, mas são capazes de permanecer mais calmas.
Quando não sabemos lidar com o nosso sofrimento, deixamos que ele se derrame sobre as pessoas que estão em volta. Quando você sofre, faz com que as pessoas ao seu redor também sofram. Isso é bastante natural. É por esse motivo que temos que aprender a lidar com o nosso sofrimento, para não o espalharmos em torno de nós.
Sua primeira reação é achar que a pessoa que causou a raiva merece ser punida. Tem vontade de castigá-la porque ela fez você sofrer. Mas, depois de praticar durante dez ou quinze minutos a respiração, a meditação andando e o olhar consciente, você compreende que ela precisa de ajuda e não de punição. Depois então de acolher e abraçar a raiva, sentindo-se muito melhor, você nota que a outra pessoa continua a sofrer. Esta percepção gera em você um movimento em direção a ela, num grande desejo de ajudá-la. Trata-se de uma forma completamente diferente de pensar e de sentir, pois o desejo de punir simplesmente desapareceu. A raiva se transformou em compaixão.
(Thich Nhât Hanh)
No momento em que você sente raiva, você tem a tendência de acreditar que seu sentimento foi criado por outra pessoa. Você culpa esta pessoa por todo o seu sofrimento. Mas, ao fazer um exame profundo, você talvez perceba que a semente da raiva que existe em você é a principal causa do seu sofrimento. Muitas outras pessoas, quando confrontadas com a mesma situação, não ficariam com a raiva com que você fica. Elas ouvem as mesmas palavras, presenciam a mesma situação, mas são capazes de permanecer mais calmas.
Quando não sabemos lidar com o nosso sofrimento, deixamos que ele se derrame sobre as pessoas que estão em volta. Quando você sofre, faz com que as pessoas ao seu redor também sofram. Isso é bastante natural. É por esse motivo que temos que aprender a lidar com o nosso sofrimento, para não o espalharmos em torno de nós.
Sua primeira reação é achar que a pessoa que causou a raiva merece ser punida. Tem vontade de castigá-la porque ela fez você sofrer. Mas, depois de praticar durante dez ou quinze minutos a respiração, a meditação andando e o olhar consciente, você compreende que ela precisa de ajuda e não de punição. Depois então de acolher e abraçar a raiva, sentindo-se muito melhor, você nota que a outra pessoa continua a sofrer. Esta percepção gera em você um movimento em direção a ela, num grande desejo de ajudá-la. Trata-se de uma forma completamente diferente de pensar e de sentir, pois o desejo de punir simplesmente desapareceu. A raiva se transformou em compaixão.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
VEJA - Os 'marqueteiros', profissionais de marketing, são capazes de mudar a imagem de um político ruim de mídia?
Paul Ekman - Depende do talento pessoal de cada político. Sem habilidade natural, não há assessoria que ajude. Quem tem carisma, tem mais sucesso quando mente. O público quer acreditar nas pessoas carismáticas.
Paul Ekman - Depende do talento pessoal de cada político. Sem habilidade natural, não há assessoria que ajude. Quem tem carisma, tem mais sucesso quando mente. O público quer acreditar nas pessoas carismáticas.
Uma falsidade recentemente revelada pelos arquivos presidenciais americanos foi a decisão do governo dos Estados Unidos, nos anos 60, de aprofundar cada vez mais o envolvimento militar no Vietnã, mesmo sabendo que a guerra não poderia ser vencida. Naquele tempo e nos trinta anos seguintes, sustentou-se a mentira oficial de que os relatórios diziam que o inimigo comunista estava prestes a ser esmagado. Os americanos esconderam da opinião pública seu grau de participação nos golpes que, no auge da Guerra Fria, derrubaram governos legitimamente eleitos no Chile e na República Dominicana. O governo dos Estados Unidos mentiu sobre o fato de que, para efeito de pesquisa, expôs soldados à radiação nuclear e deixou negros infectados com a sífilis desenvolver a doença sem tratamento para saber com exatidão como a bactéria destrói o corpo humano. (Revista Veja)
Carinhos Quentes
(Claude Steiner)
Era uma vez, há muito tempo, um casal feliz, Antonio e Mara, com dois filhos chamados João e Lúcia. Para entender a felicidade deles, é preciso retroceder àquele tempo.
Cada pessoa, quando nascia, ganhava um saquinho de carinhos. Sempre que uma pessoa punha a mão no saquinho podia tirar um Carinho Quente. Os Carinhos Quentes faziam as pessoas sentirem-se quentes e aconchegantes, cheias de carinho. As pessoas que não recebiam os Carinhos Quentes expunham-se ao perigo de pegar uma doença nas costas que as faziam murchar e morrer.
Era fácil receber carinhos quentes. Sempre que alguém os queria, bastava pedi-los. Colocando-se a mão no saquinho surgia um carinho do tamanho da mão da criança. Ao vir à luz o carinho se expandia e se transformava em um grande Carinho Quente que podia ser colocado no ombro, na cabeça, no colo da pessoa. Então misturava-se com a pele e a pessoa sentia-se toda bem.
As pessoas viviam pedindo Carinhos Quentes umas às outras e nunca havia problemas para consegui-lo, pois eram dados de graça. Por isso todos eram felizes e cheios de carinho, na maior parte do tempo.
Um dia uma bruxa má ficou brava porque as pessoas, sendo felizes, não compravam as poções e ungüentos que ela vendia. Por ser muito esperta, a bruxa inventou um plano muito malvado. Certa manhã ela chegou perto de Antonio enquanto Maria brincava com a filha e cochichou ao seu ouvido: ”Olha Antonio, veja os carinhos que Maria está dando a Lúcia. Se ela continuar assim vai consumir todos os carinhos e não sobrará nenhum para você”.
Antonio ficou admirado e perguntou: “Quer dizer que não é para sempre que existe Carinho Quente na sacola?”
E a bruxa respondeu: “Eles podem se acabar e você não ganhará mais”. Dizendo isso a bruxa foi embora montada na sua vassoura, gargalhando muito.
Antonio ficou preocupado e começou a reparar cada vez que Maria dava um Carinho Quente para outra pessoa, pois temia perdê-los. Então passou a queixar-se a Maria, de quem gostava muito, e Antonio também parou de dar carinho aos outros, reservando só para ela.
As crianças perceberam e passaram também a economizar carinhos, pois entenderam que era errado dá-los. Todos ficaram cada vez mais mesquinhos.
As pessoas do lugar começaram a sentir-se menos quentes e acarinhados e alguns chegaram a morrer por falta de Carinhos Quentes. Cada vez mais gente ia a bruxa para conseguir ungüentos e poções. Mas a bruxa não queria realmente que as pessoas morressem porquê se isso ocorresse, deixariam de comprar poções e ungüentos: inventou um novo plano. Todos ganhavam saquinhos que eram muito parecidos com o saquinho de Carinhos, porém era frio e continha Espinhos Frios. Os espinhos frios faziam as pessoas sentirem-se frias e espetadas, mas evitava que murchassem.
Daí para frente, sempre alguém dizia: “Eu quero um Carinho Quente”, aqueles que tinham medo de perder o suprimento respondiam: “Não posso lhe dar um Carinho Quente, mas se você quiser, posso lhe dar um Espinho Frio”.
A situação ficou muito complicada porque, desde a vinda da bruxa havia menos Carinhos Quentes para se achar e estes se tornaram valiosíssimos. Isto fez com que as pessoas tentassem de tudo para consegui-los.
Antes da bruxa chegar as pessoas costumavam se reunir em grupo de três, quatro, cinco sem se preocuparem com quem dava carinho para quem. Depois que a bruxa apareceu, as pessoas começaram a se juntar aos pares, e a reservar todos os seus carinhos exclusivamente para o parceiro. Quando se esqueciam e davam um carinho quente para outra pessoa, logo se sentiam culpadas. As pessoas que não conseguiam encontrar parceiros generosos precisavam trabalhar muito para conseguir dinheiro para comprá-los.
Outras pessoas se tornavam simpáticas e recebiam muitos Carinhos Quentes sem ter que retribuí-los. Então passavam a vendê-los aos que precisavam deles para sobreviver. Outras pessoas, ainda , pegavam os espinhos frios, que eram ilimitados e de graça, cobriam-nos com cobertura branquinha e estufada, fazendo-os passar por Carinhos Quentes.
Eram na verdade carinhos falsos, de plástico, que causavam novas dificuldades. Por exemplo, duas pessoas se juntavam e trocavam entre si, livremente, os seus Carinhos de Plástico. Sentiam-se bem num primeiro momento, mas logo depois sentiam-se mal. Como pensavam que estavam trocando Carinhos Quentes, ficavam confusas.
A situação, portanto, ficou muito grave.
Não fazia muito tempo, uma mulher muito especial chegou ao lugar. Ela nunca tinha ouvido falar da bruxa e não se preocupava que os Carinhos Quentes acabassem. Ela os dava de graça, mesmo quando não eram pedidos. As pessoas do lugar desaprovavam sua atitude porque essa mulher dava às crianças a idéia de que não deviam se preocupar com que os Carinhos Quentes acabassem, e a chamavam de Pessoa Especial porque se sentiam bem em sua presença e passaram a dar Carinhos Quentes sempre que tinham vontade.
Os adultos ficaram muito preocupados e decidiram impor uma lei para proteger as crianças do desperdício dos seus Carinhos Quentes. A lei dizia que era crime distribuir Carinhos Quentes sem uma licença. Muitas crianças, porém, apesar da lei, continuavam a trocar Carinhos Quentes sempre que tinham vontade ou alguém os pedia. Como existiam muitas crianças, parecia que elas prosseguiam o seu caminho.
(Claude Steiner)
Era uma vez, há muito tempo, um casal feliz, Antonio e Mara, com dois filhos chamados João e Lúcia. Para entender a felicidade deles, é preciso retroceder àquele tempo.
Cada pessoa, quando nascia, ganhava um saquinho de carinhos. Sempre que uma pessoa punha a mão no saquinho podia tirar um Carinho Quente. Os Carinhos Quentes faziam as pessoas sentirem-se quentes e aconchegantes, cheias de carinho. As pessoas que não recebiam os Carinhos Quentes expunham-se ao perigo de pegar uma doença nas costas que as faziam murchar e morrer.
Era fácil receber carinhos quentes. Sempre que alguém os queria, bastava pedi-los. Colocando-se a mão no saquinho surgia um carinho do tamanho da mão da criança. Ao vir à luz o carinho se expandia e se transformava em um grande Carinho Quente que podia ser colocado no ombro, na cabeça, no colo da pessoa. Então misturava-se com a pele e a pessoa sentia-se toda bem.
As pessoas viviam pedindo Carinhos Quentes umas às outras e nunca havia problemas para consegui-lo, pois eram dados de graça. Por isso todos eram felizes e cheios de carinho, na maior parte do tempo.
Um dia uma bruxa má ficou brava porque as pessoas, sendo felizes, não compravam as poções e ungüentos que ela vendia. Por ser muito esperta, a bruxa inventou um plano muito malvado. Certa manhã ela chegou perto de Antonio enquanto Maria brincava com a filha e cochichou ao seu ouvido: ”Olha Antonio, veja os carinhos que Maria está dando a Lúcia. Se ela continuar assim vai consumir todos os carinhos e não sobrará nenhum para você”.
Antonio ficou admirado e perguntou: “Quer dizer que não é para sempre que existe Carinho Quente na sacola?”
E a bruxa respondeu: “Eles podem se acabar e você não ganhará mais”. Dizendo isso a bruxa foi embora montada na sua vassoura, gargalhando muito.
Antonio ficou preocupado e começou a reparar cada vez que Maria dava um Carinho Quente para outra pessoa, pois temia perdê-los. Então passou a queixar-se a Maria, de quem gostava muito, e Antonio também parou de dar carinho aos outros, reservando só para ela.
As crianças perceberam e passaram também a economizar carinhos, pois entenderam que era errado dá-los. Todos ficaram cada vez mais mesquinhos.
As pessoas do lugar começaram a sentir-se menos quentes e acarinhados e alguns chegaram a morrer por falta de Carinhos Quentes. Cada vez mais gente ia a bruxa para conseguir ungüentos e poções. Mas a bruxa não queria realmente que as pessoas morressem porquê se isso ocorresse, deixariam de comprar poções e ungüentos: inventou um novo plano. Todos ganhavam saquinhos que eram muito parecidos com o saquinho de Carinhos, porém era frio e continha Espinhos Frios. Os espinhos frios faziam as pessoas sentirem-se frias e espetadas, mas evitava que murchassem.
Daí para frente, sempre alguém dizia: “Eu quero um Carinho Quente”, aqueles que tinham medo de perder o suprimento respondiam: “Não posso lhe dar um Carinho Quente, mas se você quiser, posso lhe dar um Espinho Frio”.
A situação ficou muito complicada porque, desde a vinda da bruxa havia menos Carinhos Quentes para se achar e estes se tornaram valiosíssimos. Isto fez com que as pessoas tentassem de tudo para consegui-los.
Antes da bruxa chegar as pessoas costumavam se reunir em grupo de três, quatro, cinco sem se preocuparem com quem dava carinho para quem. Depois que a bruxa apareceu, as pessoas começaram a se juntar aos pares, e a reservar todos os seus carinhos exclusivamente para o parceiro. Quando se esqueciam e davam um carinho quente para outra pessoa, logo se sentiam culpadas. As pessoas que não conseguiam encontrar parceiros generosos precisavam trabalhar muito para conseguir dinheiro para comprá-los.
Outras pessoas se tornavam simpáticas e recebiam muitos Carinhos Quentes sem ter que retribuí-los. Então passavam a vendê-los aos que precisavam deles para sobreviver. Outras pessoas, ainda , pegavam os espinhos frios, que eram ilimitados e de graça, cobriam-nos com cobertura branquinha e estufada, fazendo-os passar por Carinhos Quentes.
Eram na verdade carinhos falsos, de plástico, que causavam novas dificuldades. Por exemplo, duas pessoas se juntavam e trocavam entre si, livremente, os seus Carinhos de Plástico. Sentiam-se bem num primeiro momento, mas logo depois sentiam-se mal. Como pensavam que estavam trocando Carinhos Quentes, ficavam confusas.
A situação, portanto, ficou muito grave.
Não fazia muito tempo, uma mulher muito especial chegou ao lugar. Ela nunca tinha ouvido falar da bruxa e não se preocupava que os Carinhos Quentes acabassem. Ela os dava de graça, mesmo quando não eram pedidos. As pessoas do lugar desaprovavam sua atitude porque essa mulher dava às crianças a idéia de que não deviam se preocupar com que os Carinhos Quentes acabassem, e a chamavam de Pessoa Especial porque se sentiam bem em sua presença e passaram a dar Carinhos Quentes sempre que tinham vontade.
Os adultos ficaram muito preocupados e decidiram impor uma lei para proteger as crianças do desperdício dos seus Carinhos Quentes. A lei dizia que era crime distribuir Carinhos Quentes sem uma licença. Muitas crianças, porém, apesar da lei, continuavam a trocar Carinhos Quentes sempre que tinham vontade ou alguém os pedia. Como existiam muitas crianças, parecia que elas prosseguiam o seu caminho.
Ainda não sabemos dizer o que acontecerá. As
forças da lei e da ordem dos adultos forçarão as crianças a parar com
sua imprudência? Os adultos se juntarão à Pessoa Especial e às crianças e
entenderão que sempre haverá Carinhos Quentes, tantos quantos forem
necessários? Lembrar-se-ão dos dias que os Carinhos Quentes eram
inesgotáveis porque eram distribuídos livremente?
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Estudos do intestino como Sistema Nervoso Entérico revelam que, nele, há 100.000.000 de neurônios & é produzido 90% da serotonina do organismo.
Dois cérebros é melhor do que um
A relação do cérebro com os intestinos, embora há muito conhecida pelos grandes códigos de medicina, como a ayurvédica, a chinesa e a tibetana, vem sendo descoberta pelos cientistas, com destaque para Michael D. Gershon, autor de 'O segundo cérebro'.
O aminoácido L-glutâmico – presente na Aloe vera, mas pouco comum à alimentação contemporânea – é tão indispensável à regeneração da mucosa intestinal quanto ao processo de reversão dos quadros de senilidade e depressão.
A L-tirosina, igualmente presente no gel da Aloe vera, é precursora dos hormônios tiroxina, melatonina e serotonina – neurotransmissores da tranqüilidade e da alegria de viver, cuja deficiência está relacionada à depressão, agressividade, tendências ao vício do álcool, das drogas etc.
A serotonina é a precursora da melatonina – hormônio produzido pela glândula pineal, o centro superior de processamento de informação eletromagnética, do qual as vias aferentes e eferentes são os meridianos da acupuntura. A melatonina é o antioxidante mais poderoso produzido pelo organismo.
A serotonina e a melatonina têm uma relação de alternância. A primeira predomina quando o cérebro se encontra em estado de alerta e a segunda nos períodos de sono. O que não se sabia até recentemente é que ambas são secretadas pelas glândulas dos intestinos, e não apenas pela pineal.
As primeiras evidências desse fato vieram das pesquisas do Dr. Michael D. Gershon, autor do livro O Segundo Cérebro, que revelaram fenômenos importantíssimos:
• As paredes dos intestinos, estimuladas pela fricção das fibras alimentares, secretam a serotonina.
• A serotonina secretada pelos intestinos é o fator de controle do peristaltismo que, em cadências regulares, movimenta o bolo alimentar e as fezes ao longo do trato gastrintestinal.
• As paredes do trato gastrintestinal são recobertas por uma rede de neurônios diretamente responsáveis pela coordenação de todas as funções digestivas que, embora estejam conectados ao sistema nervoso central, têm total autonomia sobre todas as etapas do processo digestivo.
(...) Torna-se, portanto, óbvia a relação entre os intestinos saudáveis e a sensação de autoconfiança e de auto-estima, e porque os que padecem de prisão de ventre têm problemas relacionados à autoconfiança e à auto-estima. Isso explica porque o sistema floral de Bach indica o Crab Apple tanto para aumentar a auto-estima como para combater a prisão de ventre.
Sob a batuta dos neurônios entéricos, os alimentos devem percorrer o tubo digestivo a uma velocidade ideal, para que o bolo alimentar ou fecal não fique retido, em lugar algum, mais do que o tempo necessário. Qualquer alteração física ou mental se reflete na aceleração ou desaceleração dos movimentos peristálticos – diarréia ou prisão de ventre –, cuja cronicidade gera consequências desastrosas.
***
Professor das Universidades de Montpellier, Strasbourg e Lille, Antoine Béchamp foi um dos mais importantes bioquímicos, microbiologistas e toxologista do século XIX. Béchamp morreu sem ter dúvida alguma de que a causa primária das doenças encontra-se dentro do próprio organismo; e que os microrganismos são entidades poliformes, cujo estágio de transmutação testemunha o grau de intoxicação e desequilíbrio do “meio interno”, ou seja, dos fluidos orgânicos onde todas as células encontram-se banhadas. Suas descobertas eram, portanto, diametralmente opostas às teorias de Pasteur, das quais deriva o conceito da doença ser conseqüência de um organismo vitimado pela invasão de microrganismos monomórficos, isto é, cada espécie provocando uma determinada doença, independente da condição do meio interno.
Dois cérebros é melhor do que um
A relação do cérebro com os intestinos, embora há muito conhecida pelos grandes códigos de medicina, como a ayurvédica, a chinesa e a tibetana, vem sendo descoberta pelos cientistas, com destaque para Michael D. Gershon, autor de 'O segundo cérebro'.
O aminoácido L-glutâmico – presente na Aloe vera, mas pouco comum à alimentação contemporânea – é tão indispensável à regeneração da mucosa intestinal quanto ao processo de reversão dos quadros de senilidade e depressão.
A L-tirosina, igualmente presente no gel da Aloe vera, é precursora dos hormônios tiroxina, melatonina e serotonina – neurotransmissores da tranqüilidade e da alegria de viver, cuja deficiência está relacionada à depressão, agressividade, tendências ao vício do álcool, das drogas etc.
A serotonina é a precursora da melatonina – hormônio produzido pela glândula pineal, o centro superior de processamento de informação eletromagnética, do qual as vias aferentes e eferentes são os meridianos da acupuntura. A melatonina é o antioxidante mais poderoso produzido pelo organismo.
A serotonina e a melatonina têm uma relação de alternância. A primeira predomina quando o cérebro se encontra em estado de alerta e a segunda nos períodos de sono. O que não se sabia até recentemente é que ambas são secretadas pelas glândulas dos intestinos, e não apenas pela pineal.
As primeiras evidências desse fato vieram das pesquisas do Dr. Michael D. Gershon, autor do livro O Segundo Cérebro, que revelaram fenômenos importantíssimos:
• As paredes dos intestinos, estimuladas pela fricção das fibras alimentares, secretam a serotonina.
• A serotonina secretada pelos intestinos é o fator de controle do peristaltismo que, em cadências regulares, movimenta o bolo alimentar e as fezes ao longo do trato gastrintestinal.
• As paredes do trato gastrintestinal são recobertas por uma rede de neurônios diretamente responsáveis pela coordenação de todas as funções digestivas que, embora estejam conectados ao sistema nervoso central, têm total autonomia sobre todas as etapas do processo digestivo.
(...) Torna-se, portanto, óbvia a relação entre os intestinos saudáveis e a sensação de autoconfiança e de auto-estima, e porque os que padecem de prisão de ventre têm problemas relacionados à autoconfiança e à auto-estima. Isso explica porque o sistema floral de Bach indica o Crab Apple tanto para aumentar a auto-estima como para combater a prisão de ventre.
Sob a batuta dos neurônios entéricos, os alimentos devem percorrer o tubo digestivo a uma velocidade ideal, para que o bolo alimentar ou fecal não fique retido, em lugar algum, mais do que o tempo necessário. Qualquer alteração física ou mental se reflete na aceleração ou desaceleração dos movimentos peristálticos – diarréia ou prisão de ventre –, cuja cronicidade gera consequências desastrosas.
***
Professor das Universidades de Montpellier, Strasbourg e Lille, Antoine Béchamp foi um dos mais importantes bioquímicos, microbiologistas e toxologista do século XIX. Béchamp morreu sem ter dúvida alguma de que a causa primária das doenças encontra-se dentro do próprio organismo; e que os microrganismos são entidades poliformes, cujo estágio de transmutação testemunha o grau de intoxicação e desequilíbrio do “meio interno”, ou seja, dos fluidos orgânicos onde todas as células encontram-se banhadas. Suas descobertas eram, portanto, diametralmente opostas às teorias de Pasteur, das quais deriva o conceito da doença ser conseqüência de um organismo vitimado pela invasão de microrganismos monomórficos, isto é, cada espécie provocando uma determinada doença, independente da condição do meio interno.
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011
"Todos estão contentes com o pouco que
têm. Se ninguém chama atenção, então está tudo bem. As pessoas se
perturbam um pouco quando alguém chama atenção, porque isso mostra que
elas não estão fazendo nada. Mas eu acredito que isso é uma estrutura
acadêmica universal, é muito difícil romper esse marasmo, tem que ter
coragem, pois a gente vai ouvir desaforo, vai ter um processo contra
você, uma ação administrativa – ou nada disso, apenas uma fama." (Inês Marocco)
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011
"A fonte de um sorriso verdadeiro está na mente alerta. Como você pode se lembrar de sorrir ao acordar? Talvez você possa pendurar um lembrete como um ramo, uma folha, uma pintura ou algumas palavras inspiradoras na janela ou no teto acima da sua cama para que você o veja no instante em que acordar. Depois que você tiver desenvolvido a prática do sorriso, pode ser que não precise mais do lembrete. Você sorrirá ao ouvir um pássaro cantar ou ao ver o sol entrando pela janela. O sorriso ajuda a encarar o dia com delicadeza e compreensão." (Thich Nhât Hanh)
"O labirinto é, essencialmente, um entrecruzamento de caminhos, dos quais alguns não têm saída e constituem assim impasses; no meio deles é mister descobrir a rota que conduz ao centro dessa bizarra teia de aranha. A comparaçnao com a teia não é aliás exata, porque a teia é simétrica e regular, enquanto a essência mesma do labirinto é circunscrever no menor espaço possível o mais completo emaranhamento de veredas e retardar assim a chegada do viajante ao centro que deseja atingir. (...) O labirinto seria uma combinação de dois motivos: o da espiral e o da trança, e exprimiria uma vontade muito evidente de representar o infinito sob os dois aspectos de que ele se reveste na imaginação do homem: isto é, o infinito eternamente em mutação da espiral, que, pelo menos teoricamente, pode ser pensada como sem fim, , e o infinito do eterno retorno representado pela trança. Quanto mais difícil a viagem, quanto mais numerosos e árduos os obstáculos, mais o adepto se transforma e, no curso dessa inicação itinerante, adquire um novo ser." (Leonardo Da Vinci - dentro do Dicionário de Símbolos de Chevalier e Gheerbrant)
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Existe uma teoria conspiratória chamada Viajantes do Tempo, que supõe a existência de pessoas que são como vampiros, que atravessam os tempos sem envelhecer. A minha contribuição é que a minha amiga Célia Maschmann, namorada do Wagner Pacheco e companheira dele no duo musical metroidE, foi retratada na Renascença pelo pintor italiano Agnolo Bronzino.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Sobre um sentido (dos últimos dias e) do dia 11/11/2011
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(Sequência natural da metáfora "Convidar o Freddy Krueger para um piquenique no Jardim Botânico".)
O onze vem depois do dez. O arcano X, do tarô, é a Roda da Fortuna. Então, temos que saber o que é o nosso 10 atual pra saber o que muda quando chegarmos daqui a dez dias no nosso 11. Sallie Nichols:
X - Roda da Fortuna
"Visto que a natureza de toda roda é o movimento, não podemos prender o significado desta carta a um momento fixo do tempo cronológico. A Roda do Tarô representa um ponto decisivo que pode ocorrer em qualquer idade — e girará para todos nós muitas vezes.
"Às vezes, temos a impressão de que a nossa roda pessoal está presa num sulco - que as 'mesmas' experiências nos acontecem reiteradamente; ou, às vezes, podemos ver-nos aparentemente encalhados num sonho ou pesadelo recorrente. Toda a vez que ocorrem essas coisas, podemos estar seguros de que não foi a Roda da Fortuna que encalhou, mas nós mesmos. Como reza o adágio: 'Quem se esquece da história está condenado a repeti-la.' Toda a vez que tivermos a impressão de que a história se repete, podemos perguntar a nós mesmos: O que foi que esquecemos? Que qualidades específicas de nossa vida podemos enxergar num contexto histórico mais amplo? Em seguida, penetrando o sentido simbólico do sonho ou acontecimento recorrente, podemos destravar-lhe o significado mais dilatado, de modo que nossas vidas se soltem e nossas energias voltem a caminhar para a frente.
"Para usar outra metáfora, um sonho ou acontecimento recorrente é como o tilintar incessante do telefone. Quando, finalmente, apanhamos o fone, o soar da campainha cessa e podemos ouvir a mensagem. Toda a vez que formos capazes de voltar-nos para o inconsciente e ouvir-lhe a mensagem, o movimento repetitivo da roda da vida parecerá abrir-se numa espiral cada vez mais ampla. Todos nós, provavelmente, experimentamos os vários estágios pelos quais chegamos a apreender-lhe o movimento espiral. Eis aqui o modo com que Jung os descreve: 'O caminho para a meta parece caótico e interminável a princípio, e só gradativamente aumentam os sinais de que ele está levando a algum lugar.' (...)
"Um dos primeiros baralhos de Tarô que se conhecem apresenta a Roda da Fortuna em sua forma medieval mais comum. Quatro figuras humanas aparecem fixadas na roda. A que se acha a caminho do topo está dizendo Regnabo (reinarei), e está deixando crescer um par de orelhas de burro. A que se encontra em cima da roda ostenta orelhas de burro plenamente desenvolvidas. Empunha o cetro de soberano e diz Regno (reino). A que está descendo perdeu as orelhas de burro e deixou crescer o rabo. Diz Regnavi (reinei). O velho barbudo no fundo, a única figura totalmente humana, pintado de quatro, diz Sum sine regno (estou sem reino).
XI - A Força
Do comedor saiu comida,
e do forte saiu doçura.
- Juízes 14:14
"Com a ajuda dela, o herói também explorará as forças instintivas dentro de si. Aprenderá a sacrificar o poder do ego em prol de outra espécie de força. (...) A figura impávida da animaexiste num setor profundo da psique do moço, relativamente desconhecido para ele. Ela não está sob o controle consciente do ego, de modo que vagueia, livre, nos sonhos e visões dele. Ela o colocará em contato com as escuras florestas do seu ser e com as criaturas selvagens que ali encontrará. Ela o ajudará a domar a sua natureza animal de modo que ele não mais fique inteiramente debaixo do seu poder.
"No Louco vimos um feliz viandante saracoteando com o seu cãozinho pelas estradas da vida. O animal mordia os calcanhares do dono, como se estivesse querendo dizer-lhe alguma coisa. Talvez o herói do Tarô não tivesse dado atenção suficiente ao seu amistoso lado instintivo, pois, na Força, a natureza animal é agora pintada como enorme leão - um animal selvagem tão ameaçador que o herói não consegue enfrentá-lo diretamente, e tão perigoso que não pode ignorá-lo.
"Felizmente, a dama mágica é capaz de enfrentar o leão e dar-lhe a atenção que merece. Simbolicamente falando, isso poderia significar que a natureza humana do herói é agora capaz de fazer frente à sua natureza animal. Mas a consciência do ego não pode haver-se diretamente com as forças indomadas do inconsciente. Uma relação entre esses dois aspectos da psique só pode ser levada a cabo através da mediação da anima. (...)
"Todos, sem dúvida alguma, já passaram pela experiência de ser 'engolidos' por um afeto. Sabemos que emoções súbitas podem literalmente agarrar-nos — como o lado animal da nossa natureza pode saltar sobre nós, vindo de trás, para reclamar o que lhe é devido. Nessas ocasiões, a consciência do ego é posta de lado e os nossos corpos são presa de uma força incontrolável. Tintamos de medo, trememos de raiva, coramos de vergonha ou rimo-nos histericamente, sentindo, ao mesmo tempo, que lágrimas repentinas nos molham o rosto. Quando essas coisas acontecem, o eu do nosso ego, inerme e humilhado, tenta fugir simbólica, se não literalmente. Desejamos deixar o incidente para trás.
"Toda vez que tentamos voltar as costas para essa parte 'animal' de nós mesmos, ela se torna ainda mais voraz e exigente. Se lhe ignorarmos as exigências, poderemos ser visitados por uma doença psicossomática. As energias instituais, persistentemente ignoradas, podem rebentar seus laços de forma destrutiva, resultando disso crimes passionais. Em outros casos extremos, a dissociação do lado animal produz episódios esquizofrênicos, em que a conexão do ego com o corpo se torna tão fragmentada que várias partes do corpo são personificadas, e cada qual parece falar e agir independentemente. Sermos empolgados, por mais brevemente que seja, pelo nosso lado instintivo pode revelar-se uma experiência destrutiva. Quem quer que tenha ficado "fora de si" de raiva, "ralado" de inveja ou "possuído" pela luxúria, nunca mais poderá imaginar-se totalmente acima dos animais. Tais confrontações nos recordam rudemente que nós, humanos, somos, na melhor das hipóteses, animais que se desenvolveram de um modo especial.
"Se não quisermos ser sacudidos pelo animal interior contra a nossa vontade, não podemos pô-lo atrás de nós. Mais cedo ou mais tarde teremos de prestar-lhe atenção, como a Dama Força está fazendo. Precisamos pôr as mãos no seu focinho escancarado e tornar-nos conhecidos íntimos dessa criatura. (...) Mas o fato de experimentar o poder do animal não significa que temos de gritar nossas raivas e agressões, a plenos pulmões, tolerando nossa própria histeria em nome da terapêutica. Ao contrário, toda a vez que jogamos em outros os nossos afetos, jogamos fora alguma coisa que nos pertence: a experiência do animal como nosso animal — e perdemos contato com a sua força. (...)
"A Força do Tarô não tem medo. Observando-a, talvez possamos ter alguma ideia da melhor maneira de abordar e domar o nosso leão interior. Que é exatamente o que a dama está fazendo com as mãos? Essa pergunta deixou perplexas gerações de comentadores do Tarô. Dizem alguns que ela está fechando a boca do leão. Dizem outros que ela a está abrindo. Talvez se tenha deixado a pintura propositadamente ambígua, pois é evidente que a dama deve executar cada ação em vários momentos, conforme as ocasiões. Há momentos em que o leão instintivo precisa bocejar e esticar-se, ou emitir um alegre rugido; e outros há em que até os reis - especialmente os reis - precisam aprender a pacientar e a dominar-se.
"Alguns dizem que quando as mãos da dama estão abrindo a boca do leão fazem-no a fim de ensinar-lhe a magia da fala humana. A ser assim, a fera também partilha com ela dos segredos sem palavras da natureza, visto que as duas figuras parecem envolvidas num diálogo harmonioso. Dir-se-iam unidas num estado de perfeita harmonia, pois o desenho e o colorido dessa velha carta põem em destaque o equilíbrio entre as duas figuras.
"O título da carta, A Força, refere-se à dama ou ao leão? Quiçá a ambos, pois ambos são figuras poderosas. Na realidade, a sua força parece vir do mútuo envolvimento. Ainda que dê a impressão de dominar o leão, a dama também participa da sua essência."
Os instintos suprimidos e feridos são os perigos que ameaçam o homem civilizado: os impulsos não reprimidos são os perigos que ameaçam o homem primitivo. Em ambos os casos o "animal" é alienado de sua verdadeira natureza; e para ambos, a aceitação da alma animal é a condição da totalidade e de uma vida plenamente vivida. O homem primitivo precisa domesticar o animal em si mesmo e fazer dele o seu companheiro útil; o homem civilizado precisa curar o animal em si mesmo e torná-lo seu amigo. [Aniela Jaffé, "Symbolism in the Visual Ans", Manand Symbols, C. G. Jung, org., Garden 1964].
Por fim, não vou deixar de fora uma pequena análise do 20 que vem junto com o 11 em nosso ano:
XX - O Julgamento
Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.
- I Coríntios
Nos comentários da minha postagem, Julio Luz escreveu que Todos Somos Um. Todos somos UM no sentido de que nós humanos juntos formamos a sociedade da espécie; e que nós vivos juntos formamos o Ecossistema, a Natureza, a Terra; que nós planetas juntos... etc. Ao mesmo tempo em que cada célula nossa forma o nosso UM; cada átomo e cáda átimo etc.
Ao mesmo tempo em que cada um de nós é UM, e não DOIS. Não é racional puxando de um lado e animal puxando de outro. Não é uma luta confusa entre os dois. Cada um de nós é UM centro mediando todas as facetas, todas elas amigas entre si, mesmo que tentem brigar, muitas vezes. Sallie Nichols:
"Em todo o transcorrer da história humana, o homem tem feito a heroica tentativa de libertar-se do controle automático da natureza animal, a fim de descobrir um padrão por trás da charada sem sentido de nascimento e decadência intermináveis, e uma significação transcendental nos altos e baixos aparentemente quixotescos da Roda da Fortuna."
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"O seu processo de amadurecimento psicológico, portanto, pode ser comparado a uma larga gestação, cujo parto doloroso propicia especial plenificação. Procedente de atavismos agressivos, imantado ainda aos instintos, o ser cresce sob pressões que lhe despertam a necessidade de desabrochar os valores adormecidos, qual semente que se intumesce sob as cargas esmagadoras do solo, a fim de libertar o vegetal embrionário, que se agigantará através do tempo. Graças à sua constituição emocional e orgânica, na vida infantil o ser é egocêntrico, qual animal que não discerne, acreditando que tudo gira em torno do seu universo, tornando-se, em consequência, impiedoso, por ser destituído de afetividade ainda não desenvolvida, que o propele à liberdade excessiva e aos estados caprichosos de comportamento. A imaturidade expressa-se através da preservação dos conflitos, graças aos quais muda de comportamento sem liberar-se da injunção causal. Quem aspira por ser amado mantém-se na imaturidade, na dependência psicológica infantil, coercitiva, ególatra. Somente após lograr o amadurecimento afetivo, consegue o mental, por encontrar-se livre dos constrangimentos e das pseudonecessidades emocionais. O ser imaturo, ambicioso, apaixonado, frustra-se, irrita-se sempre, mata e mata-se, porque o significado da sua vida é o ego perturbador e finito, circular-estreito e sem metas." (Extraído do livro “O ser consciente” – Joanna de Angelis – Psicografia de Divaldo Pereira Franco)
"Em 1916, Freud assinou um artigo com um título instigante: 'Os que fracassam ao triunfar'. No texto, o criador da psicanálise explica que, por razões complexas, alguns indivíduos têm problemas em usufruir plenamente a satisfação de um desejo. Conseguir realizá-lo só traz angústia e ansiedade a eles, porque essa concretização vai contra algumas de suas crenças primordiais. É uma espécie de medo de ser feliz. O receio da satisfação traz um conflito. Uma parte da pessoa quer realizar esse desejo, pois vê que as coisas precisam ser mudadas. Outra metade não quer, por culpa, raiva ou acomodação. Essa parte é geralmente inconsciente e reprimida, mas está lá. Inicia-se então um jogo de forças entre a parte consciente e inconsciente, entre desejo e pressão social. Como em tudo na vida, quem for mais forte ganha. (...) 'A limitação do movimento ou a dor nos dão indicações do que acontece em nossa psique e, por extensão, em nossa vida', diz a terapeuta Miriam Leiner, que trabalha com a conscientização corporal. 'O corpo não está desconectado de nossas atitudes.'" (Liane Alves)
"A auto-imagem pode representar uma espécie de fixação. Ela o apanha, e você como que a congela. Você aceita essa imagem estática, congelada, como um quadro verdadeiro e permanente de si mesmo, explica Peggy Lippit no capítulo sobre 'Auto-Imagem' do livro 'Reflexões sobre a mente', organizado por seu mestre Tarthang Tuku (Ed. Cultrix)." (Bel César)
"Em 1916, Freud assinou um artigo com um título instigante: 'Os que fracassam ao triunfar'. No texto, o criador da psicanálise explica que, por razões complexas, alguns indivíduos têm problemas em usufruir plenamente a satisfação de um desejo. Conseguir realizá-lo só traz angústia e ansiedade a eles, porque essa concretização vai contra algumas de suas crenças primordiais. É uma espécie de medo de ser feliz. O receio da satisfação traz um conflito. Uma parte da pessoa quer realizar esse desejo, pois vê que as coisas precisam ser mudadas. Outra metade não quer, por culpa, raiva ou acomodação. Essa parte é geralmente inconsciente e reprimida, mas está lá. Inicia-se então um jogo de forças entre a parte consciente e inconsciente, entre desejo e pressão social. Como em tudo na vida, quem for mais forte ganha. (...) 'A limitação do movimento ou a dor nos dão indicações do que acontece em nossa psique e, por extensão, em nossa vida', diz a terapeuta Miriam Leiner, que trabalha com a conscientização corporal. 'O corpo não está desconectado de nossas atitudes.'" (Liane Alves)
"A auto-imagem pode representar uma espécie de fixação. Ela o apanha, e você como que a congela. Você aceita essa imagem estática, congelada, como um quadro verdadeiro e permanente de si mesmo, explica Peggy Lippit no capítulo sobre 'Auto-Imagem' do livro 'Reflexões sobre a mente', organizado por seu mestre Tarthang Tuku (Ed. Cultrix)." (Bel César)
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