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domingo, 20 de novembro de 2011
"Muitas vezes, a culpa é um sentimento de quem prefere a confortável posição de vítima do que assumir responsabilidade num mundo hostil. Aquele que se sente culpado precisa sempre pagar alguma coisa que não está devendo. Acontece que a culpa surge exatamente para eliminar o desejo. Está, assim, na contramão da responsabilidade. A culpa é apenas um sentimento de quem, não tendo porque carregá-lo, o faz por aceitar a posição de vítima que pode ser bem mais confortável do que a de quem se responsabiliza por seus desejos. Artificial, a culpa aparece como algo que eu lanço sobre o outro para disfarçar aquilo de que eu mesmo não posso ser responsável. O culpado culpa o outro e a si mesmo. O culpado é, assim, um covarde que se disfarça de vítima e que encontra sua comunidade de culpados, deprimidos e entristecidos contra um mundo supostamente hostil. Fica mais fácil culpabilizar os outros do que responsabilizar-se. Culpados aqui e ali exigem que ajudemos a carregar seus fardos. Jogam seu peso sobre os ombros próprios e os dos outros." (Marcia Tiburi)
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