[o asfalto quente molhado e a grama recém cortada]
o asfalto quente molhado
e a grama recém cortada.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004
Posts poucos por aqui porque ando em obras no www.geocities.com/douglasdickel. O que há, lá (muitos webdesigns minimalistas):
/303 - Fotos do colégio do 3º ano do 2º grau, em Taquara.
/alteredbeast - Home do destivado blog de estados alterados.
/explorers - Várias opções de homes do blog de sonhos.
/freakshow - Home do site que acabou nunca saindo desse programa de rádio.
/poliester - Home criada com as cores das fotos do show do Tequila Pub.
/restaurante - Home do projeto musical que hiberna por inexistência de baterista.
/retratista - 200 Cromos Autocolantes*, as fotos autorais que eu posto nos fotologs.
/tune - Fotos do gato meu e da Manuela.
*A imagem é fotografada do álbum de figurinhas do E.T., que eu comprei na 1ª série.
/303 - Fotos do colégio do 3º ano do 2º grau, em Taquara.
/alteredbeast - Home do destivado blog de estados alterados.
/explorers - Várias opções de homes do blog de sonhos.
/freakshow - Home do site que acabou nunca saindo desse programa de rádio.
/poliester - Home criada com as cores das fotos do show do Tequila Pub.
/restaurante - Home do projeto musical que hiberna por inexistência de baterista.
/retratista - 200 Cromos Autocolantes*, as fotos autorais que eu posto nos fotologs.
/tune - Fotos do gato meu e da Manuela.
*A imagem é fotografada do álbum de figurinhas do E.T., que eu comprei na 1ª série.
Sobre os xilofones, também (des)conhecidos como xilarmônicas: "Os decentes (leia-se, com teclas de sustenido) custam no mínimo 325 reais. Os de tamanho decente saem mais de 400." (Tony)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2004
Reality Bites, filme dirigido pelo Ben Stiller (e com atuação dele), contém as melhores cenas de discussão entre caras disputando uma mulher. E esta fala do personagem Troy, interpretado pelo Ethan Hawke, para a personagem Lelaina, interpretada pela Winona Ryder: "There's no point to any of this. It's all just a... a random lottery of meaningless tragedy and a series of near escapes. So I take pleasure in the details. You know... a quarter-pounder with cheese, those are good, the sky about ten minutes before it starts to rain, the moment where your laughter become a cackle... and I, I sit back and I smoke my Camel Straights and I ride my own melt."
[cor das nuvens]
de repente,
algo (uma cor)
muda tudo e
salva o dia.
é espantoso.
O Rio de Heráclito.
Chapter 24
(Syd Barrett)
A movement is accomplished in six stages
And the seventh brings return.
The seven is the number of the young light
It forms when darkness is increased by one.
[Change returns success
Going and coming without error.
Action brings good fortune.
Sunset.]
The time is with the month of winter solstice
When the change is due to come.
Thunder in the other course of heaven.
Things cannot be destroyed once and for all.
[] Sunrise.
de repente,
algo (uma cor)
muda tudo e
salva o dia.
é espantoso.
O Rio de Heráclito.
Chapter 24
(Syd Barrett)
A movement is accomplished in six stages
And the seventh brings return.
The seven is the number of the young light
It forms when darkness is increased by one.
[Change returns success
Going and coming without error.
Action brings good fortune.
Sunset.]
The time is with the month of winter solstice
When the change is due to come.
Thunder in the other course of heaven.
Things cannot be destroyed once and for all.
[] Sunrise.
Mesmo que uma música tivesse o maior potencial de provocar sensação de tristeza na alma do ouvinte, tal que pudesse transformar um sol numa imensa nuvem esférica cinza-preteado que produziria chuva ininterrupta da aurora ao crepúsculo, ainda assim seria uma música, e a música excita as cordas auditivas da alma. Hope.
Já tinham me falado sobre a possibilidade de se controlar um sonho, mas o que eu não sabia era que isso acontece quando se menos espera, sendo que a comunicação direta do consciente com o inconsciente é incontrolada. Aconteceu comigo de segunda para terça. Eu estava no Colégio Santa Teresinha quando pensei Espera aí, eu estou sonhando!. Olhei no relógio e tentei ver as horas, não consegui, e isso foi uma confirmação de que era mesmo sonho - talvez numa referência inconsciente ao filme Waking Life. Então comecei a fazer coisas que seriam impossíveis na vida real. Comecei a me atirar por cima das pessoas... Espero que tenha sido só o começo de uma série de experiências mais-que-interessantes.
Com quem já me acharam parecido:
1. Claudio Dickel
2. Cláudio Heinrich
3. Carlos Alberto Ricceli
4. Brad Pitt
5. Beavis
6. Daniel Feix
7. Liam Gallagher
8. Mateus Nachtergaele
9. Andy Kaufman
10. Moby
11. Christopher Lloyd
12. Ewan McGregor
13. Rodrigo Amarante
14. Evan Dando
15. Alexandre Pires
16. Pedro Verissimo
17. Daniel Dantas
18. Vincent Gallo
19. Willem Dafoe
20. David Carradine *NEW*
21. Kurt Cobain *NEW*
1. Claudio Dickel
2. Cláudio Heinrich
3. Carlos Alberto Ricceli
4. Brad Pitt
5. Beavis
6. Daniel Feix
7. Liam Gallagher
8. Mateus Nachtergaele
9. Andy Kaufman
10. Moby
11. Christopher Lloyd
12. Ewan McGregor
13. Rodrigo Amarante
14. Evan Dando
15. Alexandre Pires
16. Pedro Verissimo
17. Daniel Dantas
18. Vincent Gallo
19. Willem Dafoe
20. David Carradine *NEW*
21. Kurt Cobain *NEW*
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2004
Trechos interessantes da FAQ do site do Sub Pop, selo de Seattle que lançou o Nirvana etc.
What is your demo tape policy?
We do not accept unsolicited demo tapes. Sorry. But we just don't have the resources, or staff, to do so.
What does "unsolicited" mean?
As you've probably figured out, the word "unsolicited", as used in our demo tape policy, means "not asked for". We know there are great bands out there that we don't know about & that your band may be one of them but unfortunately there are not enough hours in the day for us to even get through all the music brought to us though co-workers, friends, bands on our label etc.
How many people work at Sub Pop?
About 30.
(...)
Do you have a _____ t-shirt?
Show some initiative, dammit! when we were kids, we made our own t-shirts with magic markers and kitchen midden. And we could only do it by candle-light because no one could afford to pay for sunlight back then, let me tell you....
I heard that Sub Pop went out of business. Is this true?
If we were out of business do you think that we would be spending all this money keeping a website up and answering your questions?
(...)
Who is the most poopiest?
You are, stupid blockhead!
Is the Nirvana 'Love Buzz' single still in print?
No.
You must have some Love Buzz singles lying around, I'll pay you (insert some grossly large sum here) for it.
No.
Well then, someone who works at Sub Pop must have a copy, can I buy it from them?
No.
Where is Kurt Cobain buried?
He was cremated.
(...)
What is your demo tape policy?
We do not accept unsolicited demo tapes. Sorry. But we just don't have the resources, or staff, to do so.
What does "unsolicited" mean?
As you've probably figured out, the word "unsolicited", as used in our demo tape policy, means "not asked for". We know there are great bands out there that we don't know about & that your band may be one of them but unfortunately there are not enough hours in the day for us to even get through all the music brought to us though co-workers, friends, bands on our label etc.
How many people work at Sub Pop?
About 30.
(...)
Do you have a _____ t-shirt?
Show some initiative, dammit! when we were kids, we made our own t-shirts with magic markers and kitchen midden. And we could only do it by candle-light because no one could afford to pay for sunlight back then, let me tell you....
I heard that Sub Pop went out of business. Is this true?
If we were out of business do you think that we would be spending all this money keeping a website up and answering your questions?
(...)
Who is the most poopiest?
You are, stupid blockhead!
Is the Nirvana 'Love Buzz' single still in print?
No.
You must have some Love Buzz singles lying around, I'll pay you (insert some grossly large sum here) for it.
No.
Well then, someone who works at Sub Pop must have a copy, can I buy it from them?
No.
Where is Kurt Cobain buried?
He was cremated.
(...)
O por-mim-até-então-desconhecido-vocalista-ocasional do Velvet Underground chama-se Doug Yule. Ele entrou na banda com a saída do John Cale e cantou quatro das dez músicas do disco Loaded (1970). Além disso, participou das gravações do álbum tocando órgão, violão, baixo, guitarra, piano, bateria e teclado. Fui atrás do nome do cara porque eu sempre ouvia Oh! Sweet Nuthin' e Who Loves The Sun, num cassete da Manuela, e achava estranho por a voz não ser nem do Lou Reed, nem do John Cale. Pois.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2004
Thomas Jay Ryan é Satã e Martin Donovan é Jesus. O Livro Da Vida, Hal Hartley.
"Eu acho o castigo uma banalidade." (Jesus)
"Tudo por que tanto trabalhei... destruído. Fui mal compreendido. Acham que tenho rancor da humanidade, mas não é isso. Só acho que é um bom sistema. A luta entre Céu e Inferno leva o povo à honestidade." (Satã)
"Posso imaginar tudo muito bem. Meu problema é esse. Posso imaginar tudo bem demais. A capacidade de sacrifício de alguém. A vida de alguém destruída por um simples mal-entendido. A possibilidade de uma tragédia presente em um simples aperto de mão. O ruir da auto-estima ao se ouvir uma comentário por acaso. Como posso ser responsável por tudo isso? Toda intimidade gera expectativa, e toda expectativa, alguma decepção desconhecida." (Satã)
"Eu acho o castigo uma banalidade." (Jesus)
"Tudo por que tanto trabalhei... destruído. Fui mal compreendido. Acham que tenho rancor da humanidade, mas não é isso. Só acho que é um bom sistema. A luta entre Céu e Inferno leva o povo à honestidade." (Satã)
"Posso imaginar tudo muito bem. Meu problema é esse. Posso imaginar tudo bem demais. A capacidade de sacrifício de alguém. A vida de alguém destruída por um simples mal-entendido. A possibilidade de uma tragédia presente em um simples aperto de mão. O ruir da auto-estima ao se ouvir uma comentário por acaso. Como posso ser responsável por tudo isso? Toda intimidade gera expectativa, e toda expectativa, alguma decepção desconhecida." (Satã)
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2004
Estou construindo um site com as minhas fotos, que vai substituir o /rickyfitts e o /marioruoppolo quando o Fotolog ruir de vez.
Com quem já me acharam parecido:
1. Claudio Dickel
2. Cláudio Heinrich
3. Carlos Alberto Ricceli
4. Brad Pitt
5. Beavis
6. Daniel Feix
7. Liam Gallagher
8. Mateus Nachtergaele
9. Andy Kaufman
10. Moby
11. Christopher Lloyd
12. Ewan McGregor
13. Rodrigo Amarante
14. Evan Dando
15. Alexandre Pires
16. Pedro Verissimo
17. Daniel Dantas
18. Vincent Gallo *NEW*
19. Willem Dafoe *NEW*
1. Claudio Dickel
2. Cláudio Heinrich
3. Carlos Alberto Ricceli
4. Brad Pitt
5. Beavis
6. Daniel Feix
7. Liam Gallagher
8. Mateus Nachtergaele
9. Andy Kaufman
10. Moby
11. Christopher Lloyd
12. Ewan McGregor
13. Rodrigo Amarante
14. Evan Dando
15. Alexandre Pires
16. Pedro Verissimo
17. Daniel Dantas
18. Vincent Gallo *NEW*
19. Willem Dafoe *NEW*
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004
Descobri no site português Bodyspace.net que a Dot Allison fez "as vezes" de Liz Fraser e Sinead O'Connor, além de tocar guitarra, no show do Massive Attack no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Mas a Debbie Miller, que estivera com a banda no Free Jazz em Porto Alegre, também estava lá, tendo cantado Hymn Of The Big Wheel, Safe From Harm e Unfinished Sympathy (o restante dos vocais são do 3D, do Horace Andy e do Daddy G). Parece que a escocesa está participando de toda a turnê dos caras.
PS: Não canso de me deslumbrar que Portugal está anos luz à nossa frente (embora pareça que o Interior de lá é bem "inferior" ao Interior de cá), provavelmente por estar na Europa, significando mais acesso a discos e a shows alternativos internacionais. Parece que eles têm 8 rádios rock, o que deduzi de uma pesquisa de rádio favorita, isso que ainda há a opção "outra".
Tendo em vista a seguinte evolução, ocorrida com a Blanched em estúdio:
1. Componentes da varrida: secador de cabelo, máquina de lavar, turbina de avião...
2. ... Monte Fuji.
3. Vai ter fila ao redor do mundo pra comprar o CD. O primeiro da fila vai ser o vulcão.
4. O primeiro da fila vai ser o Big Bang.
Desafio qualquer um a escrever algo mais exagerado que o item 4.
1. Componentes da varrida: secador de cabelo, máquina de lavar, turbina de avião...
2. ... Monte Fuji.
3. Vai ter fila ao redor do mundo pra comprar o CD. O primeiro da fila vai ser o vulcão.
4. O primeiro da fila vai ser o Big Bang.
Desafio qualquer um a escrever algo mais exagerado que o item 4.
O Charles falou de um site que tem videozinhos de enquadramento fechado na cara - e só - de pessoas gozando. Parece uma coisa bonita e uma grande sacada. Chama-se Beautiful Agony.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2004
Luca Badoer - Elio de Angelis - Rene Arnoux - Niki Lauda - Keke Rosberg - Michele Alboreto - Teo Fabi - Eddie Cheever - Andrea de Cesaris - Thierry Boutsen - Stefan Johansson - Patrick Tambay - Ricardo Patrese - Martin Brundle - Philippe Alliot - Johnny Herbert - Ivan Capelli - Aguri Suzuki - Karl Wendlinger - Stefano Modena - Derek Warwick - Jacques Lafitte - Satoru Nakajima - Nicola Larini - Alex Caffi - Alessandro Nannini - Gianni Morbidelli - Nelson Piquet
Um festival de música eletrônica neste carnaval na Barra do Ouro vai ser responsável pela maior população flutuante já registrada na história da cidadezinha, que fica no vale entre Maquiné e Osório e cuja "telefônica" ainda opera com aqueles plugues. Lembrei-me de contar que foi naquele lugar que eu fiz algo único na minha vida: tomei banho pelado, sozinho, no rio. É uma sensação e tanto.
Esta é do site português de rock alternativo A Puta Da Subjectividade.net. (Eu sempre acho o português de Portugal mais poético. Ademais, provavelmente o binômio ironia/alfinete não tenha ainda atravessado o Atlântico.)
" . . . um colossal medley de uma hora, constituído por várias fracções do bombardeiro de paz que é Yanqui U.X.O., terminando com uma secção entoada numa languidez preciosa, canto conjunto e delicado dos nove canadianos, liderados pela orquestra de um homem só que é a guitarra arquitecta de horizontes de Efrim. Um grande final para um grande set que só poderia ser aumentado, num encore, como sucedeu, através da maravilhosa “Dead Flag Blues (outro)”, um pedaço de total esperança e luz ao fundo do túnel, eternamente em repetição como o infinito proposto no título do primeiro registo da banda.
Neste fim de actuação, com imagens das manifestações anti-guerra a serem projectadas, o poético motim de coração na mão e olhos a brilhar dos Godspeed You! Black Emperor assinala a beleza de cada passo que marcha em câmara lenta. Latejam dormentes os gritos mutificados dos que morrem longe, os campos devastados, o sibilar redemoinhos de espíritos. Há anos dizia Efrim numa entrevista à Wire que, para estas nove pessoas, fazer música não é uma opção, é uma questão de sobrevivência, e tocá-la por e para eles, por e para os amigos deles e para as pessoas é a única real razão que os mantém vivos.
E o caminho acabou de ficar, novamente, um pouco mais limpo."
" . . . um colossal medley de uma hora, constituído por várias fracções do bombardeiro de paz que é Yanqui U.X.O., terminando com uma secção entoada numa languidez preciosa, canto conjunto e delicado dos nove canadianos, liderados pela orquestra de um homem só que é a guitarra arquitecta de horizontes de Efrim. Um grande final para um grande set que só poderia ser aumentado, num encore, como sucedeu, através da maravilhosa “Dead Flag Blues (outro)”, um pedaço de total esperança e luz ao fundo do túnel, eternamente em repetição como o infinito proposto no título do primeiro registo da banda.
Neste fim de actuação, com imagens das manifestações anti-guerra a serem projectadas, o poético motim de coração na mão e olhos a brilhar dos Godspeed You! Black Emperor assinala a beleza de cada passo que marcha em câmara lenta. Latejam dormentes os gritos mutificados dos que morrem longe, os campos devastados, o sibilar redemoinhos de espíritos. Há anos dizia Efrim numa entrevista à Wire que, para estas nove pessoas, fazer música não é uma opção, é uma questão de sobrevivência, e tocá-la por e para eles, por e para os amigos deles e para as pessoas é a única real razão que os mantém vivos.
E o caminho acabou de ficar, novamente, um pouco mais limpo."
Oor - Como vocês discutem suas músicas?
GYBE! - Às vezes nós temos que escrever diagramas para indicar a qual parte estamos nos referindo. Às vezes leva cinco minutos para explicar sobre que parte estamos falando, mas não tem problema.
(...)
Oor - Vocês parecem uma orquestra.
GYBE! - Porque temos violino e violoncelo? Alguma coisa tem a ver, mas nós não fazemos música clássica. E nós usamos bateria. Nós somos uma banda de rock, sabe?
(...)
Oor - A música de vocês soa bastante comercial às vezes, você não concorda?
GYBE! - Ahã, agora está ficando interessante... Eu tenho certeza de que há partes que podem ser vendidas por cartão de crédito.
(Oor, 2001)
Li que a banda cobra da imprensa assim como cobra de qualquer pessoa, num "inédito marketing ofensivo", como diz o Oor.
GYBE! - Às vezes nós temos que escrever diagramas para indicar a qual parte estamos nos referindo. Às vezes leva cinco minutos para explicar sobre que parte estamos falando, mas não tem problema.
(...)
Oor - Vocês parecem uma orquestra.
GYBE! - Porque temos violino e violoncelo? Alguma coisa tem a ver, mas nós não fazemos música clássica. E nós usamos bateria. Nós somos uma banda de rock, sabe?
(...)
Oor - A música de vocês soa bastante comercial às vezes, você não concorda?
GYBE! - Ahã, agora está ficando interessante... Eu tenho certeza de que há partes que podem ser vendidas por cartão de crédito.
(Oor, 2001)
Li que a banda cobra da imprensa assim como cobra de qualquer pessoa, num "inédito marketing ofensivo", como diz o Oor.
"Toda a nossa música foi composta para ser tocada num volume alto. Contrastes e repetições infinitas provocam boas sensações quando você toca muito alto. Nós tentamos fazer música que tenha algum tipo de poder emocional." (Bryant, do GY!BE, para a Wire, em 1998)
O Wilco, banda de Chicago, lança seu quinto LP, A Ghost Is Born, em 8 de junho, pela Nonesuch Records. O álbum foi gravado antes da saída do multi-instrumentista Leroy Bach e com as ajudas do produtor/instrumentista Jim O'Rourke (Gastr Del Sol, Sonic Youth) e do "escultor sonoro" Mikael Jorgensen. Ele está em processo de masterização nos Abbey Road Studios, em Londres. (Pitchforkmedia) Tracklist:
1. At least that's what you said
2. Hell is
3. Chrome
4. Spiders (kidsmoke)
5. Muzzle of bees
6. Hummingbird
7. Handshake drugs
8. Company in my back
9. I'm a wheel
10. Wishful thinking
11. Late greats
12. Theologians
13. Less than you think
O Sigur Rós lançou um EP de três faixas, compostas para um espetáculo de dança. São improvisos de mais de 20 minutos de membros do Sigur Rós e do Radiohead. Tracklist:
1. Ba ba
2. Ti ki
3. Di do
A The Beta Band vai lançar no dia 4 de maio, pela Astralwerks, seu terceiro álbum, chamado Heroes To Zeroes, com produção própria e mixagem do Nigel Godrich (OK Computer...).
1. At least that's what you said
2. Hell is
3. Chrome
4. Spiders (kidsmoke)
5. Muzzle of bees
6. Hummingbird
7. Handshake drugs
8. Company in my back
9. I'm a wheel
10. Wishful thinking
11. Late greats
12. Theologians
13. Less than you think
O Sigur Rós lançou um EP de três faixas, compostas para um espetáculo de dança. São improvisos de mais de 20 minutos de membros do Sigur Rós e do Radiohead. Tracklist:
1. Ba ba
2. Ti ki
3. Di do
A The Beta Band vai lançar no dia 4 de maio, pela Astralwerks, seu terceiro álbum, chamado Heroes To Zeroes, com produção própria e mixagem do Nigel Godrich (OK Computer...).
O processo coletivo de criação.
"Pessoas diferentes contribuem com coisas diferentes; diferentes sabores, o que torna tudo mais complexo." (Efrim, do GY!BE)
"As colaborações produzem o centro nervoso de um disco. Essa fricção produz o que o disco vai ser." (David Bowie)
"Para tocar com pessoas diferentes, é muito mais importante ser alguém . . . que aceita críticas e comentários. Além de ser acessível e aberto a sugestões, é preciso ser . . . profissional e maduro." (Grecco Buratto, guitarrista profissional)
"Aquele som que só você quer fazer nunca será conseguido senão for SÓ você a banda toda. Antidemocracia. Eu acho que todo mundo da música deveria ter um projeto que fosse radicalmente antidemocrático." (John Voyers)
"Pessoas diferentes contribuem com coisas diferentes; diferentes sabores, o que torna tudo mais complexo." (Efrim, do GY!BE)
"As colaborações produzem o centro nervoso de um disco. Essa fricção produz o que o disco vai ser." (David Bowie)
"Para tocar com pessoas diferentes, é muito mais importante ser alguém . . . que aceita críticas e comentários. Além de ser acessível e aberto a sugestões, é preciso ser . . . profissional e maduro." (Grecco Buratto, guitarrista profissional)
"Aquele som que só você quer fazer nunca será conseguido senão for SÓ você a banda toda. Antidemocracia. Eu acho que todo mundo da música deveria ter um projeto que fosse radicalmente antidemocrático." (John Voyers)
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2004
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2004
"Todos fazem uma imagem sua e querem que você viva de acordo com ela. Mas é a mesma coisa que viver para as expectativas dos pais, ou as expectativas da sociedade, ou dos chamados críticos, que são simplesmente caras com uma máquina de escrever dentro de um quartinho, fumando, bebendo cerveja e tendo sonhos e pesadelos como todo mundo, mas que fingem que estão vivendo num mundo diferente, à parte." (John Lennon)
Conversa entre David Bowie e Courtney Taylor, líder dos Dandy Warhols, banda que está abrindo a turnê atual do DB. Sobre gravadoras. E sobre criação. (UOL/Black Book)
Bowie - Fiquei muito contente ao ver que "Reality", meu novo álbum [lançado no final do ano passado], está no Kazaa. Mas, se você o baixar, todas as faixas são "Jean Genie", repetidas cerca de sete vezes. Acho que é terrivelmente frustrante para as pessoas. Mas acho que a indústria está desmoronando. Acho que as gravadoras estão falindo. Honestamente, não acredito que elas sobrevivam muito mais que três ou quatro anos. A ênfase será para os shows, mais que qualquer coisa, e a música em si e a distribuição de música vão sofrer uma mudança tão radical que não vamos mais pensar nelas do mesmo modo. (...) A indústria mudou de modo irreconhecível desde que comecei, quando a idéia de criar um espetáculo estava realmente na agenda, e a maioria das pessoas que trabalhava nas gravadoras não tinha nada a ver com números, estatísticas. (...) Você podia fazer os álbuns mais loucos que quisesse e lançá-los quando quisesse. Hoje eles vendem sapatos, estritamente.
Taylor - Eu nem quero fazer discos originais. Quero fazer discos que sejam tão claros e óbvios que as pessoas apenas se emocionem, e os tratem como se fossem discos do Kenny G. Você sabe, é tão legal para essas pessoas quanto para aquelas pessoas.
Bowie - Kenny G? Não, não entendo [riem].
Black Book - David, qual o maior risco que você já assumiu como músico?
Bowie - Bem, parecia arriscado na época, mas era quando eu mudava de estilo de modo muito drástico. Inicialmente, cada vez que eu fazia isso meu coração ficava na boca.
Taylor - Mas parece a coisa mais segura a se fazer.
(...)
Bowie - Devo ter tido sorte para ainda estar aqui, fazendo o que queria fazer desde o início. É realmente surpreendente. Graças a todos os deuses, aliás. E a única coisa que eu poderia dizer para alguém que está trabalhando nesse tipo de coisa é que agrade apenas a si mesmo. Faça apenas o trabalho que lhe agrada. Nunca, jamais, tente agradar o público.
Bowie - Fiquei muito contente ao ver que "Reality", meu novo álbum [lançado no final do ano passado], está no Kazaa. Mas, se você o baixar, todas as faixas são "Jean Genie", repetidas cerca de sete vezes. Acho que é terrivelmente frustrante para as pessoas. Mas acho que a indústria está desmoronando. Acho que as gravadoras estão falindo. Honestamente, não acredito que elas sobrevivam muito mais que três ou quatro anos. A ênfase será para os shows, mais que qualquer coisa, e a música em si e a distribuição de música vão sofrer uma mudança tão radical que não vamos mais pensar nelas do mesmo modo. (...) A indústria mudou de modo irreconhecível desde que comecei, quando a idéia de criar um espetáculo estava realmente na agenda, e a maioria das pessoas que trabalhava nas gravadoras não tinha nada a ver com números, estatísticas. (...) Você podia fazer os álbuns mais loucos que quisesse e lançá-los quando quisesse. Hoje eles vendem sapatos, estritamente.
Taylor - Eu nem quero fazer discos originais. Quero fazer discos que sejam tão claros e óbvios que as pessoas apenas se emocionem, e os tratem como se fossem discos do Kenny G. Você sabe, é tão legal para essas pessoas quanto para aquelas pessoas.
Bowie - Kenny G? Não, não entendo [riem].
Black Book - David, qual o maior risco que você já assumiu como músico?
Bowie - Bem, parecia arriscado na época, mas era quando eu mudava de estilo de modo muito drástico. Inicialmente, cada vez que eu fazia isso meu coração ficava na boca.
Taylor - Mas parece a coisa mais segura a se fazer.
(...)
Bowie - Devo ter tido sorte para ainda estar aqui, fazendo o que queria fazer desde o início. É realmente surpreendente. Graças a todos os deuses, aliás. E a única coisa que eu poderia dizer para alguém que está trabalhando nesse tipo de coisa é que agrade apenas a si mesmo. Faça apenas o trabalho que lhe agrada. Nunca, jamais, tente agradar o público.
Não existe música triste.
Música não provoca tristeza.
Músicas com acordes menores - popularmente classificadas como tristes - dão a sensação de esperança e de renascimento. Não? Tente.
"A música parece ajudar a dor, parece motivar o cérebro." (Syd Barrett)
"Cura qualquer dor." (Seu Missolo)
"Música é amor." (Cameron Crowe)
"Tudo o que eu quero na vida é um pouco de amor pra mandar a dor embora." (Jason Peirce)
Existe música ruim, e é bem outra coisa.
Música não provoca tristeza.
Músicas com acordes menores - popularmente classificadas como tristes - dão a sensação de esperança e de renascimento. Não? Tente.
"A música parece ajudar a dor, parece motivar o cérebro." (Syd Barrett)
"Cura qualquer dor." (Seu Missolo)
"Música é amor." (Cameron Crowe)
"Tudo o que eu quero na vida é um pouco de amor pra mandar a dor embora." (Jason Peirce)
Existe música ruim, e é bem outra coisa.
Mais GY!BE, a banda preferida do Tune.
"São nove pessoas na nossa banda; um consenso nosso a respeito de qualquer coisa geralmente envolve discussão e debate... é uma luta para nós encontrarmos uma voz unificada musicalmente."
"Nós não somos bons nesse jogo, mesmo se nós tentarmos com todas as forças, seremos ruins nisso; então nos mantemos quietos quase sempre; mas se você fecha sua boca, outras pessoas falam por você ou sobre você."
(NME, 1999)
"São nove pessoas na nossa banda; um consenso nosso a respeito de qualquer coisa geralmente envolve discussão e debate... é uma luta para nós encontrarmos uma voz unificada musicalmente."
"Nós não somos bons nesse jogo, mesmo se nós tentarmos com todas as forças, seremos ruins nisso; então nos mantemos quietos quase sempre; mas se você fecha sua boca, outras pessoas falam por você ou sobre você."
(NME, 1999)
"Devia ser uma quarta-feira quando isso aconteceu: estava com o meu discman caminhando pelo centro de São Leopoldo quando passo pela frente do extinto bar BR-3. Não tinha nenhum show aquela noite no bar, só a gurizada jogando uma sinuquinha lá no fundo. Chego, pego uma cerveja e fico conversando na boa quando um carinha com uma camiseta de grupo de heavy-metal pergunta o que eu estava ouvindo. Não respondo, apenas passo os fones de ouvido e boto para tocar Sobre Um Desastre De Avião, terceira faixa do CD ...A Coerência É Uma Armadilha da banda Frank Poole. Ele estranha o silêncio que precede a música até que entra a parede de guitarras distorcidas. E eu posso jurar: os olhos do garoto se iluminaram, tanto que ele ficou estático, boquiaberto por mais ou menos um minuto até que olhou para mim e soltou um Meu, que som do caralho! O que é isso?. Nessa hora me senti gratificado, pois mostrei para uma pessoa que há um universo sonoro muito mais amplo que o rock movido a solos de guitarras com pretensões clássicas das bandas de metal. (...)" (PILGER, Charles. A cronologia é uma armadilha. Gordurama.)
Cortesia do amigo Hedy. "(...) O ego do diário era pudico e recatado, escondia-se nas páginas de um caderno, acessível somente ao autor; o ego do blog é promíscuo e voyeurista. O primeiro assinava o próprio nome; o segundo esconde-se - em geral - sob pseudônimo. (...)" (KIEFER, Charles. Ainda sobre blogs. Correio do Povo, 9 de fevereiro de 2004.)
O velho hábito bitolado de botar tudo no mesmo saco. Pontos de vista muito fixados num único ponto. O relativismo da existência é difícil de aceitar e de entender. Tentativas vãs de se meter por terrenos mais do que movediços - gasosos. Tem coisas que não podem transformar-se em raciocínio, em palavras estruturadas. Talvez nada. E isso não é uma negação do que estou fazendo aqui neste espaço agora, nem da minha vontade infinita de escrever poemas, como poderiam acreditar os simplistas. E não é necessário avançar mais a reflexão sobre o assunto. Só as perguntas é que não há dúvida de que existam. Hoje é sexta-feira 13. Em breve, algo menos mau-humorado.
O velho hábito bitolado de botar tudo no mesmo saco. Pontos de vista muito fixados num único ponto. O relativismo da existência é difícil de aceitar e de entender. Tentativas vãs de se meter por terrenos mais do que movediços - gasosos. Tem coisas que não podem transformar-se em raciocínio, em palavras estruturadas. Talvez nada. E isso não é uma negação do que estou fazendo aqui neste espaço agora, nem da minha vontade infinita de escrever poemas, como poderiam acreditar os simplistas. E não é necessário avançar mais a reflexão sobre o assunto. Só as perguntas é que não há dúvida de que existam. Hoje é sexta-feira 13. Em breve, algo menos mau-humorado.
Observações aleatórias na internet me fazem acreditar que o interesse de visitação de páginas só se dá, para a maioria das pessoas, pela troca de links. "Se você não me linka, é sinal que não me lê; então eu não te linko e não te leio. Pau no cu." Ou então. "Se você não me comenta, é sinal que não me lê; então eu não te comento e não te leio. Pau no cu." Cu-papagaio!
Minha lógica sobre o Fotolog. Fotos que já estão na internet já estão na internet, não precisam ser repostadas bilhões de vezes; os links existem para isso. A utilidade maior do sistema parece-me ser a de incluir fotos novas na internet, ou seja, ter um espaço para as fotos que você tira - sejam elas do cotidiano, artísticas ou de péssimo gosto. Senão o serviço transforma-se num agora-eu-acho-que-eu-não-tenho-nada-pra-fazer-então-eu-vou-caçar-uma-foto-na-internet-pra-colocar-no-meu-fotolog. Não me levem a mal aqueles que fazem isso. É claro que eu só estou escrevendo isto porque o sistema está entupido, porque, se o espaço fosse infinito, eu não ia me importar com o que cada um quisesse fazer. Na verdade eu não tenho que me meter em nada, mas eu tinha que desabafar essa minha opinião, que não tem utilidade alguma.
O que me reforça a idéia de migrar com minhas fotos para um site convencional, no Geocities. Isso até que ele seja comprado por outra empresa ou comece a pedir "donations". O endereço provavelmente vai ser www.geocities.com/douglasdickel/restratista.
O que me reforça a idéia de migrar com minhas fotos para um site convencional, no Geocities. Isso até que ele seja comprado por outra empresa ou comece a pedir "donations". O endereço provavelmente vai ser www.geocities.com/douglasdickel/restratista.
Tentando colocar uma foto no /fotodogs:
"Remember: Fotolog is all about sharing your latest and best photos - so choose well. You are currently a Gold Camera Patron so you have a daily upload limit of 6 photos. You have already uploaded 6 photos today. You will have to wait until tomorrow to upload more photos."
Tentando, ENTÃO (já que eu sou atualmente um Gold Camera Patron), colocar mais fotos no /rickyfitts:
"You are not currently a Gold Camera Patron so you have a daily upload limit of 1 photo. You have already met your daily upload limit for today. You must wait until tomorrow to upload again."
Tenho a sensação de que estou sendo feito de palhaço.
"Remember: Fotolog is all about sharing your latest and best photos - so choose well. You are currently a Gold Camera Patron so you have a daily upload limit of 6 photos. You have already uploaded 6 photos today. You will have to wait until tomorrow to upload more photos."
Tentando, ENTÃO (já que eu sou atualmente um Gold Camera Patron), colocar mais fotos no /rickyfitts:
"You are not currently a Gold Camera Patron so you have a daily upload limit of 1 photo. You have already met your daily upload limit for today. You must wait until tomorrow to upload again."
Tenho a sensação de que estou sendo feito de palhaço.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2004
O Fotolog.net está fodido. Não aceita mais novos usuários e criou um sistema de rodízio de uploads: "Usuários Gold Camera podem enviar fotos a qualquer hora e terão prioridade entre 11:00 da manhã e 2:00 da manhã - horário de Brasília. Usuários do Fotolog gratuito podem enviar fotos entre 2 da manhã e 11:00 da manhã - horário de Brasília." E tem usuários que deveriam ser não apenas banidos do Fotolog.net, como também receber uma coça de gato morto (dead cat torture)...
carolteresa em 12/02/04 20:01
em reportagem na "veja" (argh!...passageira ânsia de vômito) sobre os fotologs, os big-boss (es) explicavam o que pensaram ao criar o "sistema". uma balela humanitária que dizia que tinham pensado em um espaço onde as pessoas pudessem colocar as suas descobertas cotidianas. logo depois falavam que entretanto a invasão dos brasileiros tinha desvirtuado o fotolog, com fotos à la "big brother" / eu no banheiro, eu penteando o cabelo, eu na frente do espelho/ e que planejavam arrumar um jeito de fazer um "fotolog brasileiro" ou dividir os tipos de fotolog (?). quando soube que haveria mais restrições - pois no contrato virtual que é feito, já há um acordo de não-publicação de certas fotos - não acreditei. fiquei ainda mais p...quando ao abrir o "sistema" para colocar as minhas fotos, tive de ler que x doou tantos dólares para o museu y e que poderia por muito menos bancar a minha arte. um discurso-lavagem-cerebral descarado para fazer com que as pessoas paguem US para poderem postar quantas fotos quiserem, por quanto tempo quiserem, do jeito que quiserem, quando quiserem, fazendo parte das listinhas de mais visitados etc e tal.
- qual o sentido disto tudo? aonde fica a democracia, pluralidade e anarquia...este não é o grande lance da internet...é que no meio disto tudo as pessoas ainda têm necessidade de organização. o caos não é bem vindo.
não gosto de fotolog "à la big brother", mas a internet já está cheia de lixo...e talvez tudo isto seja reflexo do que a sociedade destes caras criou. agora, eles tinham que aprender a deal with it e encarar de frente. quem quer acha as coisas boas e que interessam. ir atrás. procurar...
acho que nesta divisão idiota, os "poderosos chefões" prejudicaram uma porção de brasileiros.
Bruno Galera em 12/02/04 17:43
Aconteceu isso porque, além dos brasileiros lotarem de porcaria, uma mina narcisista teve suas fotos alteradas por engraçadinhos que fizeram montagens porn. Parece que rolou até processo.
Só postarei nos fins-de-semana, agora. Já era.
carolteresa em 12/02/04 20:01
em reportagem na "veja" (argh!...passageira ânsia de vômito) sobre os fotologs, os big-boss (es) explicavam o que pensaram ao criar o "sistema". uma balela humanitária que dizia que tinham pensado em um espaço onde as pessoas pudessem colocar as suas descobertas cotidianas. logo depois falavam que entretanto a invasão dos brasileiros tinha desvirtuado o fotolog, com fotos à la "big brother" / eu no banheiro, eu penteando o cabelo, eu na frente do espelho/ e que planejavam arrumar um jeito de fazer um "fotolog brasileiro" ou dividir os tipos de fotolog (?). quando soube que haveria mais restrições - pois no contrato virtual que é feito, já há um acordo de não-publicação de certas fotos - não acreditei. fiquei ainda mais p...quando ao abrir o "sistema" para colocar as minhas fotos, tive de ler que x doou tantos dólares para o museu y e que poderia por muito menos bancar a minha arte. um discurso-lavagem-cerebral descarado para fazer com que as pessoas paguem US para poderem postar quantas fotos quiserem, por quanto tempo quiserem, do jeito que quiserem, quando quiserem, fazendo parte das listinhas de mais visitados etc e tal.
- qual o sentido disto tudo? aonde fica a democracia, pluralidade e anarquia...este não é o grande lance da internet...é que no meio disto tudo as pessoas ainda têm necessidade de organização. o caos não é bem vindo.
não gosto de fotolog "à la big brother", mas a internet já está cheia de lixo...e talvez tudo isto seja reflexo do que a sociedade destes caras criou. agora, eles tinham que aprender a deal with it e encarar de frente. quem quer acha as coisas boas e que interessam. ir atrás. procurar...
acho que nesta divisão idiota, os "poderosos chefões" prejudicaram uma porção de brasileiros.
Bruno Galera em 12/02/04 17:43
Aconteceu isso porque, além dos brasileiros lotarem de porcaria, uma mina narcisista teve suas fotos alteradas por engraçadinhos que fizeram montagens porn. Parece que rolou até processo.
Só postarei nos fins-de-semana, agora. Já era.
tune 1. [noun] a succession of notes forming a distinctive sequence; "she was humming an air from Beethoven". Synonyms: melody, air, strain, melodic line, line, melodic phrase. 2. [verb] adjust for functioning; "tune the engine". 3. [verb] of musical instruments; "My piano needs to be tuned". 4. [lyric] and if the band you're in starts playing different tunes, I'll see you on the dark side of the moon. 5. [onomatopeia] melodic cell from a Hefner's song. tuning 1. [noun] calibrating something (a musical instrument or electronic circuit) to a standard frequency.
O baixista do Queens Of The Stone Age, Nick Olivieri, deixou a banda. Segundo o site Drowned In Sound, a declaração oficial foi que um número de incidentes nos últimos 18 meses levou à decisão de que ele e o Josh Homme não podem mais manter uma parceria. Homme deve continuar com o nome QOTSA, com o baixista do Screaming Trees, Van Conner, substituindo Olivieri. Barrett Martin, também do Screaming Trees, é o novo baterista, substiuindo Joey Castillo.
Efrim: "Nós criamos a banda há uns cinco anos com duas guitarras, um baixo e loops em fita cassete. Nós não tínhamos muito uma visão de como seria hoje. A idéia original era tocar uma nota por uma hora."
Efrim: "Havia um desejo de fugir do formato convencional das bandas de rock - aquela coisa de duas-guitarras-baixo e bateria verso/refrão/verso/refrão. Não há nenhum líder na banda. Pessoas diferentes contribuem com coisas diferentes; diferentes sabores, o que torna tudo mais complexo."
Ozzie: "Alguns de nós escutamos jazz e muitos membros têm treinamento clássico/erudito. Poucos de nós lemos música, mas não o suficiente."
(Making Music, 1999)
As performances do GY!BE geralmente incluem no mínimo nove integrantes e um projecionista. A instrumentação consiste de três guitarras (duas delas tocadas por Efrim e Dave), dois baixos, trompa, violino, viola, violoncelo e percussão. (Drowned In Sound, belo site de música alternativa)
Efrim: "Havia um desejo de fugir do formato convencional das bandas de rock - aquela coisa de duas-guitarras-baixo e bateria verso/refrão/verso/refrão. Não há nenhum líder na banda. Pessoas diferentes contribuem com coisas diferentes; diferentes sabores, o que torna tudo mais complexo."
Ozzie: "Alguns de nós escutamos jazz e muitos membros têm treinamento clássico/erudito. Poucos de nós lemos música, mas não o suficiente."
(Making Music, 1999)
As performances do GY!BE geralmente incluem no mínimo nove integrantes e um projecionista. A instrumentação consiste de três guitarras (duas delas tocadas por Efrim e Dave), dois baixos, trompa, violino, viola, violoncelo e percussão. (Drowned In Sound, belo site de música alternativa)
Um trecho mal traduzido por mim duma entrevista com Efrim e Dave do então-Godspeed You Black Emperor! (hoje Godspeed You! Black Emperor, talvez-extinta banda de post-rock, a melhor delas) em 1998, para o Roger do Amazeine.
Efrim: O plano sempre foi de ter muitas pessoas envolvidas e assim a banda estaria sempre mudando. É o que a gente sempre quis. Ultimamente isso se tornou mais sólido do que era. Nós costumamos mudar a formação a cada show. Pode ter duas ou três pessoas diferentes...
Dave: Tocando instrumentos diferentes...
Roger: Assim deve ser difícil de ensaiar...
Efrim: Nós só ensaiamos uma semana antes do show. É sempre um grande pesadelo.
Roger: Ensaiam só para o show?
Efrim: Sim, e a gente compõe só para o show.
Roger: Como vocês compõem, sendo um grupo tão grande?
Dave: É realmente difícil.
Roger: Vocês improvisam?
Dave: Sim, claro. Alguém tem um pequeno riff, realmente só um esqueleto, e outro começa a tocar, e então as pessoas começam a construir, e resulta em grande saturação e muito barulho e soa como lama e lixo. Você vai para casa e pensa sobre aquilo e volta e menos pessoas tocam e as pessoas ficam mais sutis e aquilo se transforma em algo.
Roger: Tudo isso é gravado, eu imagino, quando vocês ensaiam a música pela primeira vez?
Dave: Não, a gente só guarda na memória; nós gravamos uma ou duas vezes, é raro e, mas seria realmente uma coisa esperta a se fazer. Nós já gravamos coisas que nunca mais tocamos de novo. É engraçado, porque você ouve algumas daquelas fitas e e elas são realmente boas. Mas também você pode pensar "Ah, isto é lixo", sabe? Então você ouve aquilo, mas não consegue lembrar-se de como tocou aquilo.
Roger: Vocês precisam ser objetivos...
Efrim: Sim. Mas eu quero dizer, as coisas que estão gravadas e maioria do que estamos tocando agora levam um ano para serem compostas, talvez 14 meses nesse processo de...
Roger: ... constante mudança?
Efrim: Sim. Nós estamos cansados disso agora, porque está tudo mais fechado. No começo nós tínhamos as mudanças, nós estávamos alcançando esse nível perfeito de sermos caóticos, mas depois na turnê, tocando a mesma coisa toda noite, tudo se tornou o que a gente não queria fazer... ? Por isso é que estamos fazendo uma pausa de uns dois meses, só para limpar nossas mentes e começar todo o processo novamente.
Dave: Eu não acho que alguma vez nós tivemos a intenção de lançar um disco e nós certamente não tivemos a intenção de lançar um disco para as pessoas ouvirem e nós nunca tivemos a intenção de sermos uma banda que tocaria o tempo todo. Nunca foi suposto nenhuma dessas coisas e a armadilha quando você começa a tocar o tempo todo é que você não ouve mais o que as outras pessoas estão tocando. Você só fica mais e mais concentrado no que você mesmo está tocando, quais as partes em que você entra, e você toca todas essas partes, mas não ouve mais nada. É um problema sério.
Efrim: O plano sempre foi de ter muitas pessoas envolvidas e assim a banda estaria sempre mudando. É o que a gente sempre quis. Ultimamente isso se tornou mais sólido do que era. Nós costumamos mudar a formação a cada show. Pode ter duas ou três pessoas diferentes...
Dave: Tocando instrumentos diferentes...
Roger: Assim deve ser difícil de ensaiar...
Efrim: Nós só ensaiamos uma semana antes do show. É sempre um grande pesadelo.
Roger: Ensaiam só para o show?
Efrim: Sim, e a gente compõe só para o show.
Roger: Como vocês compõem, sendo um grupo tão grande?
Dave: É realmente difícil.
Roger: Vocês improvisam?
Dave: Sim, claro. Alguém tem um pequeno riff, realmente só um esqueleto, e outro começa a tocar, e então as pessoas começam a construir, e resulta em grande saturação e muito barulho e soa como lama e lixo. Você vai para casa e pensa sobre aquilo e volta e menos pessoas tocam e as pessoas ficam mais sutis e aquilo se transforma em algo.
Roger: Tudo isso é gravado, eu imagino, quando vocês ensaiam a música pela primeira vez?
Dave: Não, a gente só guarda na memória; nós gravamos uma ou duas vezes, é raro e, mas seria realmente uma coisa esperta a se fazer. Nós já gravamos coisas que nunca mais tocamos de novo. É engraçado, porque você ouve algumas daquelas fitas e e elas são realmente boas. Mas também você pode pensar "Ah, isto é lixo", sabe? Então você ouve aquilo, mas não consegue lembrar-se de como tocou aquilo.
Roger: Vocês precisam ser objetivos...
Efrim: Sim. Mas eu quero dizer, as coisas que estão gravadas e maioria do que estamos tocando agora levam um ano para serem compostas, talvez 14 meses nesse processo de...
Roger: ... constante mudança?
Efrim: Sim. Nós estamos cansados disso agora, porque está tudo mais fechado. No começo nós tínhamos as mudanças, nós estávamos alcançando esse nível perfeito de sermos caóticos, mas depois na turnê, tocando a mesma coisa toda noite, tudo se tornou o que a gente não queria fazer... ? Por isso é que estamos fazendo uma pausa de uns dois meses, só para limpar nossas mentes e começar todo o processo novamente.
Dave: Eu não acho que alguma vez nós tivemos a intenção de lançar um disco e nós certamente não tivemos a intenção de lançar um disco para as pessoas ouvirem e nós nunca tivemos a intenção de sermos uma banda que tocaria o tempo todo. Nunca foi suposto nenhuma dessas coisas e a armadilha quando você começa a tocar o tempo todo é que você não ouve mais o que as outras pessoas estão tocando. Você só fica mais e mais concentrado no que você mesmo está tocando, quais as partes em que você entra, e você toca todas essas partes, mas não ouve mais nada. É um problema sério.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2004
Capitão de indústria
De: Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle
Por: Paralamas Do Sucesso
Eu às vezes fico a pensar
Em outra vida ou lugar
Estou cansado demais
Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
É quando eu me encontro perdido
Nas coisas que eu criei
E eu não sei
Eu não vejo além da fumaça
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas
Eu acordo pra trabalhar
Eu durmo pra trabalhar
Eu corro pra trabalhar
Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
Eu não vejo além da fumaça que
Passa
E polui o ar
Eu nada sei
Eu não vejo além disso tudo
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas
De: Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle
Por: Paralamas Do Sucesso
Eu às vezes fico a pensar
Em outra vida ou lugar
Estou cansado demais
Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
É quando eu me encontro perdido
Nas coisas que eu criei
E eu não sei
Eu não vejo além da fumaça
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas
Eu acordo pra trabalhar
Eu durmo pra trabalhar
Eu corro pra trabalhar
Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
Eu não vejo além da fumaça que
Passa
E polui o ar
Eu nada sei
Eu não vejo além disso tudo
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas
terça-feira, 10 de fevereiro de 2004
Eu usava um walkman para tocar um sample de chuva no projeto do Restaurante Do Fim Do Universo. A Blanched usa um discman como tocador do sample de Tristes Dos Que Procuram Dentro De Si Respostas Porque Lá Só Há Espera. Pois olha o que eu achei hoje: Walkman -- for many years Thurston used a Sony Walkman onstage thru a Peavey Encore 65 amp to blare tapes between songs (this began during the Bad Moon Rising era when the band would try to keep their concerts a flowing unbroken mass of music). In addition to samples of the Stooges "Not Right" and Lou Reed's "Metal Machine Music" on Bad Moon Rising, other tapes used onstage include Ratt's "Round and Round", Madonna's "Into the Groove", Black Sabbath's "War Pigs", Gerardo's "Rico Suave", and SY's own "Scooter & Jinx" & "I Love You Mary Jane". Also, the piano backing track to "Secret Girl" was played onstage, with Kim singing her vocals live overtop.
O Sonic Youth não só usa uma guitarra para cada afinação, como altera as guitarras e os pedais e precisa usar cordas específicas para que fiquem na tensão adequada em cada afinação, evitando que a corda soe frouxa ou apertada demais (coisa que acontece se você apenas trocar a afinação de uma guitarra com encordoamento tradicional) e que o instrumento empene. Na enorme lista existente no site oficial dos caras, eu destaquei as seguintes guitarras, por beleza: FENDER DUO-SONIC, FENDER JAGUAR (RED), FENDER JAZZMASTER (BLUE) e FENDER JAZZMASTER (RED). A guitarra DRIFTER é um caso à parte: não tem as duas cordas do meio!
Fotologs: começa a série das fotos da Blanched no estúdio, gravando; Bóris, o boxer da Manuela, residente em Nova Prata; Manu e um cusquinho dum posto de gasolina no caminho para Torres; e o meu desktop atual, com uma foto que tirei do sol, usando como filtro de cor uma sinaleira quebrada.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2004
Pela primeira vez eu vou ganhar uma música: Nikita, da Tonny Manero & Os Sopranos. O vocalista e compositor Tonny Manero percebeu que 1. não tocava mais a música porque ela destoa do restante das composições da banda e 2. eu era o maior fã da mesma, concluindo que 3. ela se sentiria em casa num arranjo mais guitarreiro. Fiquei feliz pelo presente, até demorei para entender o que significava "Eu vou te dar a música".
Tonny Manero é o Tom Belmonte, vocalista e compositor da Borboleta Negra, banda anchietana do final dos anos 80. Tom Belmonte é o Amilton Medeiros Belmonte. Foi meu colega na rádio Unisinos, ele era repórter de cultura e eu, redator de cultura. Foi meu colega na Agência Experimental de Jornalismo da Unisinos, ele era repórter e eu, diagramador. Foi meu colega de aula. Foi meu colega de formatura, da qual foi orador, fazendo uma citação emocionante à minha pessoa. Colaborou para o MusicZine uma vez com o texto Chicle De Bola Lisérgico, sobre o disco Maggot Brain, do Parliament/Funkadelic. Quase fomos sócios do site Tribom, que estava tentando terceirizar a parte de conteúdo. É repórter policial do Correio do Povo, começando na mesma época em que eu fui repórter policial do Jornal NH. Parcerias. Nikita é uma homenagem a mulheres da ficção ("Meus amores de papel"), e tem um refrão com vocal agudo-rasgante que eu só presenciei vendo o Amilton cantar. Ou seja, penso em criar um novo arranjo para as estrofes, bem ao meu gosto, mas manter o refrão daquele jeito, de preferência mantendo o vocal dele na gravação.
Tonny Manero é o Tom Belmonte, vocalista e compositor da Borboleta Negra, banda anchietana do final dos anos 80. Tom Belmonte é o Amilton Medeiros Belmonte. Foi meu colega na rádio Unisinos, ele era repórter de cultura e eu, redator de cultura. Foi meu colega na Agência Experimental de Jornalismo da Unisinos, ele era repórter e eu, diagramador. Foi meu colega de aula. Foi meu colega de formatura, da qual foi orador, fazendo uma citação emocionante à minha pessoa. Colaborou para o MusicZine uma vez com o texto Chicle De Bola Lisérgico, sobre o disco Maggot Brain, do Parliament/Funkadelic. Quase fomos sócios do site Tribom, que estava tentando terceirizar a parte de conteúdo. É repórter policial do Correio do Povo, começando na mesma época em que eu fui repórter policial do Jornal NH. Parcerias. Nikita é uma homenagem a mulheres da ficção ("Meus amores de papel"), e tem um refrão com vocal agudo-rasgante que eu só presenciei vendo o Amilton cantar. Ou seja, penso em criar um novo arranjo para as estrofes, bem ao meu gosto, mas manter o refrão daquele jeito, de preferência mantendo o vocal dele na gravação.
I'm Afraid With Americans com David Bowie & Sonic Youth no aniversário de 50 anos do DB & outros souvenirs, como skins sonicyouthianos para winamp, você encontra no SaucerLike.
Para confortar aqueles que confiaram na minha promessa, não-cumprida, de Mês Pink Floyd, aqui vão duas fotos da época áurea, pré-gravadora, e, abaixo, mais uma dO Áureo em 2002.
Descobrimos, lá em casa, uma banda chamada OK Go, numa coletânea do site ArtistDirect, de propriedade da cunhada Jordana - o CD, não o site. A banda é de Chicago, terra do post-rock, mas tem a ver com Pixies, The Cars e Ellioth Smith, segundo o próprio release. O AMG classifica o OK Go como indie rock e punk pop. Melodias intensas e guitarras intensas. Discografia: OK Go (2002). O single é Get Over It, cujo clipe é o que há na tal coletânea/CD-ROM.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2004
(Olha, o counter lá embaixo alcançou os 25.000. Sensacionaal.) Hoje eu e o Flávio, um típico exemplar de ouvinte da música que vem - da qual não se precisa ir atrás - porém inteligente e aberto a reflexões - mesmo sobre si mesmo - embarcamos novamente, no almoço, no já tradicional debate sobre o fenômeno do gosto musical - tão fenomenal que passa a ser aqui chamado de FGM. Por que a música que eu ouço é boa? Por que a música que ele ouve (Kiss e Prince, por exemplo) é ruim? Porque a lógica trabalha no sentido de a maioria sempre continuar gostando do que a maioria gosta? Por que a maioria gosta daquilo que gosta? Ele diz que ouve aquilo que gosta, sem se importar com coisa qualquer. Então eu emprestei o Experimental Jet Set, Trash And No Star e o disco perturbou, ele não entendeu nada, nem por que eu gosto "daquilo". Então eu disse que não é fácil passar da música comercial à música artística. Então ele disse que eu gosto daquilo porque eu fui colonizado, ou porque eu passei horas forçando a mim mesmo para gostar. Tudo começa a dar nó e parece não haver respostas e explicações. Comentei que o tipo de música que toca uma pessoa tem parentesco com a alma dela, com o que ela sente. Por exemplo, eu gostava de Kiss e Prince quando comecei a aporrinhar meus amigos para eles me apresentarem "algo realmente pesado", e eu só sosseguei quando ouvi o disco acima citado. Eu já sabia o que eu queria ouvir, sem a mínima influência de outrem e sem saber se tal som sequer de fato existia. Isso quer dizer que pessoas com alma parecida ouvem o mesmo tipo de música? Parece que não. E então?
[céu]
estética
é captar
a dança.
[fora do ar]
a estética
não contém
explicação.
sinta no
ouvido o
ruído da
estática.
estética
é captar
a dança.
[fora do ar]
a estética
não contém
explicação.
sinta no
ouvido o
ruído da
estática.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2004
Monty Python
Graham Chapman estudava Medicina e John Cleese, Direito em Cambridge, e os dois se conheceram e se tornaram amigos na Footlights, uma companhia de humor da universidade. Com a saída dos líderes, Cleese e Chapman substituíram-nos, obtendo sucesso e se apresentando em Nova York, onde Cleese conheceu o cartunista americano Terry Gilliam, que trabalhava para a revista Mad. Em Oxford, o núcleo era formado por Michael Palin e Terry Jones.
Quem juntou os quatro (Gilliam ainda não) foi o produtor e apresentador David Frost, que os contratou para escreverem seu programa The Frost Report, na BBC. Lá conheceram Eric Idle, ex-estudante de Cambridge e também roteirista em início de carreira.
John teve a idéia de se reunirem para um programa. Sob a tutela do produtor Ian McNaughton, os seis assinaram contrato para uma temporada de 13 programas, trabalhando como roteiristas e atores. Em 5 de outubro de 1969, nascia o Monty Python's Flying Circus, programa que ia ao ar sem avaliação prévia da emissora. Algumas atitudes irreverentes provocaram a ira de Rotary Clubs, repartições públicas, vendedores de lingerie e rodas de chá, coisa que era referida com o personagem do Coronel (Graham Chapman), que interrompia os esquetes mais absurdos dizendo Stop that! It’s Silly!. O Flying Circus durou três temporadas. Uma outra ocorreu com o programa chamando-se apenas Monty Python, em respeito à ausência de Cleese, que saiu temendo o desgaste e a repetição.
Os membros restantes encerraram as atividades televisivas em 1974, voltando com a formação completa no cinema. Depois do debut do Cálice (1974), o Monty Python estava de volta com A Vida De Brian (1979). Durante as filmagens, com locações na Tunísia, a EMI retirou a verba de financiamento do projeto. Mas George Harrison bancou, investindo 2 milhões de libras. O filme foi alvo de manifestações religiosas, e a exibição televisiva foi proibida em diversos países, até na Inglaterra, onde só foi liberada em 1992. O último registro oficial do grupo foi em 1983: O Sentido Da Vida, que ganhou o prêmio do júri em Cannes.
Em 4 de outubro de 1989, Graham Chapman morreu de câncer nas amígdalas. O estúdio independente Hippofilms pretende levar a vida do Graham Chapman às telas: seu alcoolismo, sua homossexualidade assumida e sua relação com os outros Pythons. Rhys Ifans (Notting Hill) vai fazer o papel. Os outros cinco vão fazer participações especiais no filme, cujo título vai ser Gin & Tonic (a bebida preferida de Graham). (Fonte: Leandro Miguel de Souza)
Graham Chapman estudava Medicina e John Cleese, Direito em Cambridge, e os dois se conheceram e se tornaram amigos na Footlights, uma companhia de humor da universidade. Com a saída dos líderes, Cleese e Chapman substituíram-nos, obtendo sucesso e se apresentando em Nova York, onde Cleese conheceu o cartunista americano Terry Gilliam, que trabalhava para a revista Mad. Em Oxford, o núcleo era formado por Michael Palin e Terry Jones.
Quem juntou os quatro (Gilliam ainda não) foi o produtor e apresentador David Frost, que os contratou para escreverem seu programa The Frost Report, na BBC. Lá conheceram Eric Idle, ex-estudante de Cambridge e também roteirista em início de carreira.
John teve a idéia de se reunirem para um programa. Sob a tutela do produtor Ian McNaughton, os seis assinaram contrato para uma temporada de 13 programas, trabalhando como roteiristas e atores. Em 5 de outubro de 1969, nascia o Monty Python's Flying Circus, programa que ia ao ar sem avaliação prévia da emissora. Algumas atitudes irreverentes provocaram a ira de Rotary Clubs, repartições públicas, vendedores de lingerie e rodas de chá, coisa que era referida com o personagem do Coronel (Graham Chapman), que interrompia os esquetes mais absurdos dizendo Stop that! It’s Silly!. O Flying Circus durou três temporadas. Uma outra ocorreu com o programa chamando-se apenas Monty Python, em respeito à ausência de Cleese, que saiu temendo o desgaste e a repetição.
Os membros restantes encerraram as atividades televisivas em 1974, voltando com a formação completa no cinema. Depois do debut do Cálice (1974), o Monty Python estava de volta com A Vida De Brian (1979). Durante as filmagens, com locações na Tunísia, a EMI retirou a verba de financiamento do projeto. Mas George Harrison bancou, investindo 2 milhões de libras. O filme foi alvo de manifestações religiosas, e a exibição televisiva foi proibida em diversos países, até na Inglaterra, onde só foi liberada em 1992. O último registro oficial do grupo foi em 1983: O Sentido Da Vida, que ganhou o prêmio do júri em Cannes.
Em 4 de outubro de 1989, Graham Chapman morreu de câncer nas amígdalas. O estúdio independente Hippofilms pretende levar a vida do Graham Chapman às telas: seu alcoolismo, sua homossexualidade assumida e sua relação com os outros Pythons. Rhys Ifans (Notting Hill) vai fazer o papel. Os outros cinco vão fazer participações especiais no filme, cujo título vai ser Gin & Tonic (a bebida preferida de Graham). (Fonte: Leandro Miguel de Souza)
"Eu sabia que eu queria fazer música, mas levei um longo tempo para encontrar algo que me apaixonasse. E gastei dois anos gravando coisas que andavam em círculos, estando quase prontas e nunca completamente finalizadas. Foi muito frustrante." (Crispian Mills, depois de largar o Kula Shaker e sair em carreira solo)
"Eles [da Sony] não falam discos, eles falam peças! Já pensou? Você passa o maior tempo trabalhando para compor o disco, fazer a capa, ficar todo lindo e, aí, vem um cara dizer Aí, vocês venderam 50 peças. Peça, cara? Tá louco, velho? Eu vendo é disco. (...) Os caras queriam colocar Chico na capa, com uma loira dançando." (Lúcio Maia, Nação Zumbi)
E sobre a estética do manguebeat, assim como a estética do grunge (veja Hype!): "Eu lembro até que a gente chegou a fazer matéria na TV, falando só sobre moda... não falava nem da música. Falava da roupa que a gente estava usando."
E sobre a estética do manguebeat, assim como a estética do grunge (veja Hype!): "Eu lembro até que a gente chegou a fazer matéria na TV, falando só sobre moda... não falava nem da música. Falava da roupa que a gente estava usando."
"Death Cab For Cutie e Ben Kweller vão pegar a estrada numa turnê que vai cobrir 25 estados em dois meses. Death Cab, que está atualmente ocupada com se tornar a mais popular - para não mencionar a mais sonhadora - banda do planeta, também foi convidada para tocar no Coachella Festival, com Pixies [que está voltando], The Cure, Wilco, Flaming Lips, Radiohead e todas as outras bandas boas do planeta (exceto The Alan Parsons Project, que misteriosamente não foi convidada). E o Ben Kweller está preparando-se para o lançamento do seu terceiro LP, On My Way, no dia 6 de abril. O disco foi gravado no seu velho estilo rock and roll: ao vivo no estúdio, com mínima pós-produção." Tracklist:
1. I need you back
2. Hospital bed
3. My apartment
4. On my way
5. The rules
6. Down
7. Living life
8. Ann Disaster
9. Believer
10. Here me out
11. Different but the same
(Pitchforkmedia)
1. I need you back
2. Hospital bed
3. My apartment
4. On my way
5. The rules
6. Down
7. Living life
8. Ann Disaster
9. Believer
10. Here me out
11. Different but the same
(Pitchforkmedia)
O dia em que Rilke foi-me apresentado.
Subject: longo. mas vale muito.
Date: Wed, 15 Oct 2003 11:10:14
From: "Manuela Martini Colla"
To: "Douglas Dickel"
Subject: longo. mas vale muito.
Date: Wed, 15 Oct 2003 11:10:14
From: "Manuela Martini Colla"
To: "Douglas Dickel"
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2004
Sai em abril It's All Around You, o quinto álbum da banda-de-que-o-David-Bowie-é-fã, Tortoise. O Sigur Rós trocou de gravadora na Europa, da Gato Gordo para a EMI, assinando um contrato de três discos. Nos Estados Unidos, a banda segue com a Universal. Os islandeses já gravaram a base de seis músicas para um novo álbum, a ser lançado em 2005. Três delas, Gong, Mílanó e Salka, já estão incorporadas ao setlist de shows da banda. O processo de gravação não vai ser como o do álbum ( ), quando a banda tocou as músicas exaustivamente na turnê antes de entrar em estúdio. O novo trabalho é uma criação de estúdio, assim como o Ágaetis Byrjun.
Damon Albarn é um filho da puta. (E estou gostando cada vez mais do novo disco do Blur - desde que vi o clipe da Good Song. É uma aula de arranjos com detalhes-quase-imperceptíveis-porém-preciosos.) Pela voz e pelo talento de composição. E no ano passado o desgraçado lançou Democrazy, um compacto duplo (vinil de 10 pol.), com 29 minutos de gravações caseiras.
Agora, as islandesas do Múm sem a maquiagem com que estão na capa do Odair José da Escócia. Os nomes delas são Gyða Valtýsdóttir e Kristín Anna Valtýsdóttir, caso queira abordá-las na rua.
A banda lançou este ano seu terceiro disco, Summer Make Good, pelo selo "Gato Gordo" (Fatcat). "(...) o novo múm é realmente novo. a banda sofreu uma mudança de formação, e ganhou novos integrantes. isso resultou em uma sonoridade muito mais orgânica do que nos trabalhos anteriores, afastando a banda do idm melódico que faziam antes e aproximando-os de um pop sofisticado, com batidas fortes, guitarra, acordeon, e outros instrumentos, além, é claro, dos já tradicionais beats eletrônicos. muito mais consistente e musical, summer make good traz muito mais faixas com vocais do que antes (as instrumentais agora são minoria). (...)" (a casa de vidro)
Frederick Jay Rubin, o produtor Rick Rubin, um dos envolvidos no novo disco do Nine Inch Nails, é co-fundador do selo Def Jam (1984), estando por trás da saga do hip-hop e do rap/metal, na "era pré-gangsta", como produtor e "executivo". Produziu depois Hell Awaits (1985), do Slayer. Em 1986, Licensed To Ill, dos Beastie Boys, e Raising Hell, do Run-DMC. No ano seguinte, foi a vez do disco de estréia do Public Enemy, Yo! Bum Rush The Show. Em 1991, Blood Sugar Sex Magik, dos RHCP. The Cult, Johnny Cash, Donovan, LL Cool J, Mich Jagger, Tom Petty, Danzig, Jayhawks, Danzig e System Of A Down foram bandas que também tiveram disco produzido pelo cara.
[teia]
as nossas referências
até este exato momento
é que estão compondo as
nossas possibilidades de
ação, reação e criação
deste exato momento.
as nossas referências
até este exato momento
é que estão compondo as
nossas possibilidades de
ação, reação e criação
deste exato momento.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2004
Depois que gravarmos todos os instrumentos para o CD da Blanched, vamos inverter o arquivo, e depois inverter de novo. Vai ficar um troço muito doido, cara. Três dias de estúdio: gravadas as baterias e as faixas-guias das cinco músicas, os baixos de quatro músicas e as flautas nas duas músicas em que há. It's a long long way, baby. Por mais que se imagine longo um processo de gravação, é pouco. Cogito mais dois dias só para as guitarras, um dia para sintetizadores e samples e três dias para a mixagem. Haja comida para passar o tempo. Se alguém nos pedir para desenhar todo o estúdio do Fruet, fazêmo-lo com venda preta nos olhos. E já temos novas composições para um próximo álbum, para uma nova fase da Blanched: sem instrumentos: apenas harmonias vocais tipo Beach Boys. Após pesquisas, descobrimos que o abajur blanched, que deu nome à banda, era movido a banha de porco incandescida em caldeirões do tamanho dos atuais estádios de futebol. Cada sumério tinha o seu, e tinha que pagar 40 homens para jogar porcos vivos ininterruptamente dentro do caldeirão. Mas a lâmpada do blanched iluminava num raio de apenas 30 centímetros. Por isso, o abajur não vingou e nada se ouve falar sobre ele nos dias de hoje. Mais se lembra é da festa comemorada no equinócio, numa relação semelhante ao do Papai Noel com o nascimento do Salvador.
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