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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2004

(Olha, o counter lá embaixo alcançou os 25.000. Sensacionaal.) Hoje eu e o Flávio, um típico exemplar de ouvinte da música que vem - da qual não se precisa ir atrás - porém inteligente e aberto a reflexões - mesmo sobre si mesmo - embarcamos novamente, no almoço, no já tradicional debate sobre o fenômeno do gosto musical - tão fenomenal que passa a ser aqui chamado de FGM. Por que a música que eu ouço é boa? Por que a música que ele ouve (Kiss e Prince, por exemplo) é ruim? Porque a lógica trabalha no sentido de a maioria sempre continuar gostando do que a maioria gosta? Por que a maioria gosta daquilo que gosta? Ele diz que ouve aquilo que gosta, sem se importar com coisa qualquer. Então eu emprestei o Experimental Jet Set, Trash And No Star e o disco perturbou, ele não entendeu nada, nem por que eu gosto "daquilo". Então eu disse que não é fácil passar da música comercial à música artística. Então ele disse que eu gosto daquilo porque eu fui colonizado, ou porque eu passei horas forçando a mim mesmo para gostar. Tudo começa a dar nó e parece não haver respostas e explicações. Comentei que o tipo de música que toca uma pessoa tem parentesco com a alma dela, com o que ela sente. Por exemplo, eu gostava de Kiss e Prince quando comecei a aporrinhar meus amigos para eles me apresentarem "algo realmente pesado", e eu só sosseguei quando ouvi o disco acima citado. Eu já sabia o que eu queria ouvir, sem a mínima influência de outrem e sem saber se tal som sequer de fato existia. Isso quer dizer que pessoas com alma parecida ouvem o mesmo tipo de música? Parece que não. E então?

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