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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Caroline Barrueco / pulgas mil na geral:

Eu acabei de colocar um novo site no ar, e é impressionante como o Facebook acaba sendo uma ferramenta útil para encontrar pessoas que possam se interessar pelo conteúdo dele.  
Semana passada resolvi pagar 20 reais para o Facebook divulgar um texto que eu postei. Segundo o Facebook, por esse valor o post iria atingir, durante um dia, de 2 mil a 12 mil pessoas. 
Na hora de pagar eu pude escolher entre divulgar para pessoas que já curtiram o site ou para novas pessoas, e eu escolhi novas pessoas, primeiro porque a página do site só tem 100 curtidas e também porque o principal motivo dessa propaganda paga seria atingir pessoas imprevisíveis, fora do meu círculo de amizades, mas que pudessem se interessar pelo conteúdo do post. 
Eu tentei escolher tags para direcionar um pouco a propaganda para pessoas que tivessem mais a ver, tentei escrever “inteligência artificial”, ou “tecnologia”, ou “singularidade”, mas o Facebook não aceitou nenhuma dessas tags, e tive que me contentar com “on-line” e “internet”. 
Durante o dia que o post pago foi vinculado, várias curtidas começaram a chegar. O post passou de 54 a 158 curtidas, mas curiosamente, as estatísticas do site continuavam iguais.
As pessoas estavam curtindo o post mas não estavam clicando ou entrando no site.

Primeiro entrei nos perfis das pessoas, e sinceramente, em geral elas não pareciam nem um pouco interessadas em inteligência artificial ou qualquer um dos assuntos do texto. Vi muitas frases inspiracionais, imagens de Jesus, de bebês e outros assuntos que vão exatamente contra o conteúdo do texto.

Por que elas estavam curtindo o post? 
Adicionei randomicamente mais de 20 pessoas, dessas, três aceitaram meu convite, e então perguntei porque, afinal, elas tinham curtido o post.



Parece que o Facebook, com seus ~algoritmos apuradíssimos~, ao invés de achar pessoas que de fato possam gostar do conteúdo do post, prefere mandar o post pago para pessoas que curtem muitas coisas, qualquer coisa, para ter certeza que o número final de likes vai ser enorme. Mesmo que elas não tenham a menor ideia do que estão fazendo.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Atenção, Sr. Fortunati, Sr. Jereissati, Sr. Calheiros e Sr. Cunha:


Os gaúchos passam um mês inteiro (setembro) orgulhosamente comemorando uma revolução cujos líderes e "libertadores" fizeram com que os Lanceiros Negros fossem traídos no Massacre de Porongos. Desarmados, por seu comandante Canabarro, esses negros foram entregues, para serem mortos, ao barão de Caxias – o qual, mais tarde, como duque, foi canonizado como Patrono do Exército Brasileiro.
Vejo o fato de o Instagram exibir as imagens em formato quadrangular como um desafio para os fotógrafos explorarem as possibilidades dessa limitação, uma outra linguagem de enquadramento. Portanto, considero que as pessoas que usam aplicativos para retangulizar as fotografias estão com pouca criatividade e estão roubando no jogo. Retangular existe o Flickr, o Facebook e outros infinitos suportes.
"A experiência interior está proibida pela sociedade em geral, e pelo espetáculo, em particular. O que eles chamam de imagens tornou-se o assassinato do presente." (Guy Debord)
"Quando, mal nascido o sol, dorme o regato ainda envolto nos sonhos da cerração, não o vemos mais do que ele a si mesmo. Aqui já é regato; mas, além, a vista se interrompe, só se vê o nada, uma bruma que impede que se veja mais longe. Nesse ponto da tela, pinta-se não o que se vê (já que não se vê nada), nem o que não se vê (já que não se deve pintar o que não se vê) – mas pinta-se de modo que não se veja." (Claude Monet)
"Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez." (Shakespeare)
Chewie

Chewbacca livesChewbacca Lives :O
Posted by BENIBEE on Sunday, September 27, 2015

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Ariadine Maroja (PB), Arianne Miranda (CE), Marthina Brandt (RS), Patricia Guerra (BA) e Camila Leão (AL) são minhas apostas para Miss Brasil 2015. A Miss Simpatia certamente será Juliana Morgado (ES).




Marthina Brandt (RS), Arianne Miranda (CE) e Patrícia Guerra (BA)





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domingo, 20 de setembro de 2015

Thomas Vinterberg me faz entender, com a fala abaixo, como ele foi capaz de realizar Far From The Madding Crowd, um filme tão fraco que eu achei que ele e o Lars, com Ninfomaníaca, estavam competindo pra ver quem fazia o pior filme possível.

"Eu fiquei aliviado de não ter escrito o filme; de saber que eu estava fazendo um filme do Thomas Hardy, e não um filme do Thomas Vinterberg. Então eu acho que me proporcionei um momento de ser apenas um diretor. Acho que eu merecia isto."

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A crise como álibi
(Vladimir Safatle)


(...) Um país desigual como o Brasil e que aceitasse rever o seu padrão de gastos com serviços públicos caminharia para a precarização ainda maior das parcelas mais desfavorecidas de sua população. Como não poderá mais ter serviços mínimos de saúde e educação, a camada mais pobre terá de trabalhar mais, isto em um contexto de flexibilização e ausência de garantias de trabalho. A crise seria apenas um álibi para a intensificação da espoliação de classe.

Por isto, implementar propostas que têm circulado ultimamente, como cobrança por serviços do SUS e mensalidades em universidades públicas, significa aprofundar a espiral de miséria. Diga-se de passagem, uma crise não precisa de cortes em educação. Ao contrário, é neste momento que os investimentos em educação são mais necessários e estratégicos pois são eles que permitirão a abertura de novos caminhos para a economia. Por estas razões, não é difícil perceber que o país que sairia depois de tal "austeridade" seria um país mais desigual, mais injusto e socialmente violento.

Alguns poderiam perguntar se afinal haveria outra saída. Ela existe, mas é sempre apresentada de forma caricata e distorcida, como se fosse o caso de não permitir que o país encare a brutalidade de sua injustiça social. Pois estamos a falar de um país, como o Brasil, no qual há uma parcela da população que desconhece a crise, que neste exato momento tem seus rendimentos garantidos porque aproveita-se da valorização obscena do capital oferecida pelo sistema financeiro com suas taxas criminosas de juros.

Nosso país não é mais um país de industriais e empresários. Ele é um país de rentistas, ou seja, de gestores do capitalismo patrimonial. Um país onde uma classe vive sem trabalhar, apenas gerindo suas heranças e aplicando seu capital. Tais rentistas não conhecerão crise, assim como o sistema financeiro com seus lucros bancários recordes. (...)


view-source:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vladimirsafatle/2015/09/1682970-a-crise-como-alibi.shtml?cmpid=facefolha
Enquanto os políticos forem eleitos por empresas, vão continuar governando para elas
(Gregorio Duvivier)


"Chega. Não quero nunca mais tocar neste assunto de petróleo. Amargurou-me doze anos de vida, levou-me à cadeia –mas isso não foi o pior. O pior foi a incoercível sensação de repugnância que desde então passei a sentir sempre que leio ou ouço a expressão 'Governo Brasileiro'."

Em 1936, Monteiro Lobato escrevia "O Escândalo do Petróleo", em que denunciava a corrupção do Serviço Geológico Nacional – quase 20 anos antes da criação da Petrobras. Foi preso e sua prisão o levou à falência, da qual nunca se recuperou. Morreu aos 66 anos.

Nos anos 90 foi a vez de Paulo Francis denunciar a corrupção da estatal e morrer afundado em dívidas decorrentes do processo.

"Para acabar com a corrupção é preciso varrer o PT do país", disse Aécio Neves (PSDB), que pelo visto acredita piamente na idoneidade do PP, do PR, do DEM, do PMDB. Um dos problemas da oposição é que ela superestima o PT. O PT não inventou nem o Bolsa Família (salve Cristovam Buarque), principal bandeira do partido – imagina se teria inventividade para inaugurar a corrupção.
Bradar contra a corrupção é a forma mais rápida de se eleger no país. Foi essa bandeira que elegeu, entre outros, Fernando Collor de Mello – o "caçador de marajás". Collor não tinha história nem ideologia, tinha só a fama –bancada pelos principais meios de comunicação– de guardião da moralidade.

Desconfio de qualquer pessoa que se diga contra a corrupção. A razão é uma só: ninguém é abertamente a favor da corrupção, logo não faz sentido protestar contra ela. Um protesto sem oposição é um protesto chapa-branca, porque não atinge ninguém diretamente. É como protestar contra o câncer. "Abaixo o carcinoma!"

O câncer não tem bancada no Congresso. Protestar contra ele não vai ofender ninguém. É preciso atacar o amianto, o glutamato monossódico, os agrotóxicos e as tantas substâncias cancerígenas defendidas por muita gente e consumidas por todos nós.

A corrupção no Brasil é permitida e incentivada pela lei – e a lei não deve mudar tão cedo. Quem poderia mudar a legislação é quem mais lucra com ela. Não é de se espantar que Eduardo Cunha (PMDB) – o homem-amianto –, que arrecadou (declaradamente) milhões de mineradoras, faça tudo para impedir um novo código da mineração e o fim do financiamento privado de campanha. Enquanto os políticos forem eleitos por empresas, vão continuar governando para elas.

domingo, 13 de setembro de 2015

Análise de discurso de Sartori mostra que expressões podem aumentar ansiedade e criar clima de pânico
Conhecido pelo bom humor, o político tem se mostrado irritado nas últimas aparições públicas
(Cleidi Pereira/ZH)

Conforme o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Antônio Flávio Testa, as declarações de Sartori não são propositivas e demonstram uma "inabilidade incompreensível" para um político com 38 anos de vida pública. O professor de história da comunicação política entende que o governador precisa mudar o discurso — que tem de ser de mobilização e participação — e mostrar que é líder.

UTI, câncer, calamidade, fundo do poço. Essas têm sido, nos últimos dois meses, algumas das expressões utilizadas pelo governador José Ivo Sartori para se referir à crise do Rio Grande do Sul. Há oito meses no cargo, o chefe do Executivo, como um médico que opta por uma conduta inusitada, insiste em enfatizar o diagnóstico do paciente. Ao ficar repetindo que o Estado é um enfermo terminal, quem há de se animar para buscar opções de tratamento?

Para especialistas, o discurso adotado pelo governador, especialmente após o primeiro parcelamento de salários do funcionalismo, no fim de julho, não é nada adequado para o momento em que o Estado atravessa uma de suas mais graves crises. Entre consultores, professores, cientistas políticos e especialistas em comunicação e gestão de crise, o consenso é de que o tom das declarações aumenta a ansiedade e gera um clima de pânico na população.

— Você pode dizer que a situação é grave sem alarmismo e sem mentira. Ficar falando todo o dia que o Estado está na pior e pedir sacrifício para uma turma só, sem cortar na carne, como também acontece no governo federal, aí a população não acredita — diz o consultor de comunicação João José Forni, especialista em gestão de crise.

Gaúcho radicado em Brasília, o também professor de comunicação pública acompanha com preocupação o agravamento do quadro financeiro do Estado. Segundo Forni, os protestos contra o governador — eleito com 61,2% dos votos, a maior votação desde a redemocratização — são reflexos de como o Piratini não está sabendo lidar com as adversidades, pois "a má gestão de uma crise faz o capital político se esvair". Forni avalia que, como o peemedebista era uma figura desconhecida pela maioria dos gaúchos até a campanha, pode estar tendo dificuldades por não representar uma liderança forte.

O cientista político Bruno Lima Rocha, professor da Unisinos e da ESPM-Sul, tem uma interpretação diferente. Para ele, Sartori estaria "apostando no caos, numa inflexão muito dura" para fazer valer as suas teses. Rocha entende que as falas do governador lembram a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, que repetia, ao falar sobre seu programa econômico, "não há alternativa", o que lhe valeu o apelido "Tina", acrônimo da frase em inglês "there is no alternative".

— Se a intenção é criar um novo desenho de Estado, enxugando a máquina, e ele aposta no caos, está em um bom caminho. Se acredita que não pode governar sem prestígio e quer gerar uma ideia de pacto social pelo Rio Grande, está num péssimo caminho. Ou ele é muito estratégico ou está mal-assessorado. Aposto na primeira hipótese. Sartori é um político preparado, foi líder de bancada no governo Britto, que foi um governo duríssimo — avalia Rocha, lembrando que o peemedebista, como prefeito de Caxias do Sul, enfrentou uma greve de médicos que durou 11 meses, e não cedeu.

Na análise do professor, a estratégia do Piratini é arriscada. Ao apostar no caos, o chefe do Executivo estaria caminhando no "fio da navalha", pois a tática transmite a impressão de desgoverno e há risco de perda de legitimidade.

A aparente incoerência entre o discurso e a prática é outra falha apontada pelos entrevistados. Alguns dias após anunciar o primeiro parcelamento de salários do funcionalismo, no fim de julho, o Piratini nomeou 52 cargos em comissão, revoltando servidores públicos. Um mês depois, outro gesto de Sartori motivaria protestos. No fim de semana em que os servidores tiveram a confirmação de que receberiam parcela de apenas R$ 600, o governador foi flagrado em clima festivo na Expointer, dançando com a primeira-dama, Maria Helena.

— Quando você mexe na questão financeira da população, é bastante complicado. Se não for um líder com uma grande aprovação, se também não fizer sacrifício, se for contraditório, isso mostra uma falta de sintonia e até falta de solidariedade com a população — pondera Gil Castilho, presidente da Associação Latino-americana de Consultores Políticos, que detecta "erros de comunicação no momento em que o governador tem sua imagem não condizente com o período de austeridade".

Qual deveria ser o papel de um líder em um momento de crise? O psicanalista Mário Corso explica:

— O líder é aquele que mantém a cabeça no lugar durante a tempestade. É o primeiro mandamento do líder. Ele não tem o comportamento da massa.

Conhecido pelo bom humor, o governador tem se mostrado irritado nas últimas aparições públicas. Na abertura da Expointer, discursou aos gritos, com a face avermelhada, enquanto era vaiado por servidores. Há quem acredite que é um sinal de que não está conseguindo lidar com a pressão. Outros entendem como um momento de confronto, reflexo da declaração de guerra ao serviço público.

— Como nunca havia deparado com uma oposição dessa envergadura, o governador talvez esteja se confrontando com desafios que não estavam na sua contabilidade. Se estavam, é um homem frio, como Vargas era. Ao que tudo indica, é isso mesmo. Sartori tem aparência de um homem simples, mas tem uma lida política muita dura, que não abre mão de suas teses — diz o cientista político Bruno Rocha.

Na avaliação do secretário de Comunicação do Estado, Cléber Benvegnú, as expressões que vêm sendo utilizadas pelo governador José Ivo Sartori desde que a crise se agravou, com o parcelamento de salários, não são "alarmistas, mas sim realistas". Escancarar a crise é, de acordo com ele, uma opção política do governo, fruto da "convicção política do governador" e de um "apreço à verdade".

— Nós abrimos as contas públicas como nunca se fez na história do Rio Grande do Sul. A estratégia de futuro é construir um Estado diferente, propor gradativamente mudanças estruturais. Para que isso aconteça, é preciso ter consciência da crise — explica.

De acordo com Benvegnú, teria sido mais fácil para o Palácio Piratini optar pelo falso otimismo. O secretário defende a tese de que a estratégia de comunicação não pode ser descolada da realidade:

— Estamos diante de um problema de liquidez, e isso significa falta de dinheiro. Dizer isso não é botar o Estado para baixo. É convocar a sociedade para mudança. O Estado vai precisar fazer diversas mudanças estruturais, que o governo está gestando e que virão ao longo dos próximos anos.

Sem citar exemplos, o secretário admite que existem erros de comunicação e que ainda há "muito a melhorar". Ele ressalta que a equipe responsável pela área é composta hoje por cerca de 60 pessoas, e que o número equivaleria à metade da quantidade de profissionais na gestão de Tarso Genro.

Nas redes, as declarações de Sartori costumam virar memes — frases, desenhos ou vídeos que se espalham rapidamente na internet. Duas páginas no Facebook satirizam as falas do governador. Com mais de 10 mil curtidas, a principal delas é a Sartorices, criada durante a campanha, após o peemedebista recomendar a professores que buscassem o piso em loja de material de construção. Os administradores, que preferem não se identificar, afirmam não ter vinculação partidária.

O secretário de Comunicação ressalta que o governador "tem um jeito simples, intuitivo, de homem do Interior" e que "muitas pessoas esperam dele o que ele não é":

— Não é um formulador, um criador de falsas esperanças, um vendedor de ilusões, e foi isso que o fez ganhar a eleição. Isso, às vezes, choca, porque não é comum no meio político. Quem convive com ele, sabe que ele é assim.

Assim como a habilidade de um piloto de avião pode garantir a sobrevivência dos passageiros em um pouso forçado, a postura e o discurso de um líder são fundamentais para atravessar turbulências, avaliam especialistas.

— O líder tem de tranquilizar. Ele pode até passar por momentos difíceis e extremos, nos quais, na verdade, o que se espera é uma orientação. Por isso, ele é o líder e até um alento — afirma Gil Castilho, presidente da Associação Latino-Americana de Consultores Políticos.

Entre consultores e cientistas políticos entrevistados por ZH, três figuras foram apontadas — quase que por unanimidade — como exemplos de homens públicos que, com atitude e uma boa oratória, conseguiram superar crises. Entenda por que são citados como referências.

- Tornou-se um dos mitos políticos e militares do século 20 devido à atuação como primeiro-ministro da Grã-Bretanha durante a II Guerra Mundial. Churchill, que assumiu o posto meses após a invasão da Polônia por Adolf Hitler, uniu adversários em um governo de coalizão. Seus memoráveis discursos conclamando a população à resistência e sua aproximação com o então presidente americano, Franklin Roosevelt, para que os EUA entrassem na guerra, foram considerados fundamentais para o êxito dos aliados durante o conflito.

- Era prefeito de Nova York em 2001, quando houve os atentados de 11 de Setembro. Depois de saber que um avião havia atingido o World Trade Center, ir até o local e ver pessoas se jogando de uma das torres, Giuliani lembrou de um conselho do seu pai: em uma crise, seja a pessoa mais calma da sala. A estabilidade e a compaixão do prefeito, que foi a inúmeros funerais depois da tragédia, ajudaram a apaziguar a cidade após os ataques terroristas. Giuliani foi condecorado pela rainha Elizabeth II e escolhido pela revista Time como Personalidade do Ano.

- Devido às dificuldades enfrentadas pela economia americana, o presidente dos EUA viu sua popularidade despencar em 2011 e a taxa de rejeição ao seu governo ultrapassar a casa dos 50% em setembro daquele ano, colocando em risco sua reeleição. Dois meses depois, anunciou a retirada das tropas do Iraque e começou a recuperar a credibilidade. Um dos trunfos de Obama é a capacidade de comunicação. O presidente americano é considerado um dos maiores oradores na atualidade. Em novembro de 2012, após uma eleição disputada, conquistou o segundo mandato.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Carta Maior:

Quantas pessoas físicas fazem declaração [de imposto de renda]?

Quase 27 milhões.

Qual é o “andar de baixo”?

Os 13,5 milhões que ganham até 5 salários mínimos. Se deixassem de pagar IR, a perda seria de mais ou menos 1% do total arrecadado pela receita. Só. E gastariam esse dinheiro, provavelmente, em alimento, roupa, escola, algum “luxo popular”.

Quais são os andares de cima?

São três andares:

1. Os que ganham entre 20 e 40 salários mínimos. Correspondem a mais ou menos 1% da população economicamente ativa. Podem ter algum luxo, pelos padrões brasileiros. Mas pagam bastante imposto.

2. Tem um andar mais alto. Os que ganham entre 40 e 160 SM representam mais ou menos 0,5% da população ativa. Já sobra algum para comprar deputados (ou juízes).

3. E tem um andar “de cobertura”, o andar da diretoria, da chefia. A nata. A faixa dos que estão acima dos 160 SM por mês. São 71.440 pessoas, que absorveram R$ 298 bilhões em 2013, o que correspondia a 14% da renda total das declarações. A renda anual média individual desse grupo foi de mais de R$ 4 milhões. Eles representam apenas 0,05% da população economicamente ativa e 0,3% dos declarantes do imposto de renda. Esse estrato possui um patrimônio de R$ 1,2 trilhão, 22,7% de toda a riqueza declarada por todos os contribuintes em bens e ativos financeiros. Pode estar certo de que são estes que decidem quem deve ter campanha financiada. Podem comprar candidatos e, também, claro, sentenças de juízes.

Quem sustenta o circo? Quem mais paga IR?

A faixa que mais paga é a do declarante com renda entre 20 e 40 salários mínimos, que se pode chamar de classe média ou classe média alta.

Quem escapa do leão?

O topo da pirâmide, o grupo que tem renda mensal superior a 160 salários mínimos (R$ 126 mil). As classes média e média alta pagam mais IR do que os verdadeiramente ricos.

Em 2013, desses 72 mil super-ricos brasileiros, 52 mil receberam lucros e dividendos – rendimentos isentos. Dois terços do que eles ganham sequer é taxado. São vacinados contra imposto. Tudo na lei, acredite. A maior parte do rendimento desses ricos é classificada como não tributado ou com tributação exclusiva, isto é tributado apenas com o percentual da fonte, como os rendimentos de aplicações financeiras.

Em 2013, do total de rendimentos desses ricaços, apenas 35% foram tributados pelo Imposto de renda pessoa física. Na faixa dos que recebem de 3 a 5 salários, por exemplo, mais de 90% da renda foi alvo de pagamento de imposto. Em resumo: a lei decidiu que salário do trabalhador paga imposto, lucro do bilionário não paga.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

"É claro que todo mundo sabe que algumas imperfeições são tiradas. Se a pessoa tem uma cicatriz, ela não quer sair na revista com aquela cicatriz. Então, é óbvio que aquela cicatriz vai ser tirada. Eu não vou ficar justificando a todo momento se foi mexida ou não foi mexida, essa não é a minha função. Eu não posso expor uma modelo na capa de uma revista com uma estria. Querendo ou não, foi criado um padrão de beleza. A vida é feita de ilusões. Querendo ou não, se vivêssemos só com o que é real, a vida ficaria muito chata." (Tatiana Souza, photoshopeira da revista Sexy)