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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Polish photographer Marcin Ryczek in Krakow.

Happy news.

1. A União Europeia acaba de anunciar que está banindo a importação e a comercialização de qualquer ingrediente ou produto de beleza que tenha sido testado em animais. Ou seja, não só os países europeus devem deixar de fazer testes em animais como não serão vendidos itens que ainda o façam em outros países. E isso inclui desde cremes e sabonetes até maquiagens e pastas de dente.

2. Bill Gates já convenceu 92 americanos a doar suas fortunas. Em entrevista, ele fala da viagem que fará pelo mundo para estimular bilionários a partilhar suas contas bancárias.

3. Comer um bombom de licor já é o suficiente para que o motorista seja multado com base na nova lei seca. Contran (Conselho Nacional de Trânsito) endurece lei seca e decide não tolerar álcool em exame. Resolução em vigor desde anteontem reduziu pela metade o nível de álcool tolerado no teste do bafômetro. A regra também baixou para zero a tolerância no exame de sangue.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

‎"Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro. Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas)." (Manoel de BARROS)
Hors Satan
(Tim Terhaar/Tiny Mix Tapes)


Watching Hors Satan (“Outside Satan”) was a mystical experience for me. As such, unfortunately, I’ve found it maddeningly difficult to try to communicate its power through language. My chief frustration isn’t that I won’t be able to move you toward an understanding of some concept I felt shimmering at the margin of my awareness in the theater — whatever notion I nearly possessed needs no name; it’s a mere token of the emotional epiphanies I passed through: necessity, love, the Absolute — but simply that I won’t be able to convince you of the film’s importance. What’s important to me might not be important to you, after all, each heedless of the other’s universals.

One further note: I recommend taking the film as a fable and its events as literal imaginary events — as opposed symbolic real (parable), literal real (documentary), or symbolic imaginary (dreams), for example.

Hors Satan takes place in and around the village of Ambleteuse on the Opal Coast of northern France. The landscape is astonishing; wind is its primary characteristic, blowing through the woods and the marsh grasses and across the beach. In fact, the land is the film’s central force and strongest presence.

That’s saying a lot, because David Dewaele and Alexandra Lemâtre — in her first film role — give incredibly expressive, quiet performances as the Guy and the Girl. They’re also both riveting to look at. I hadn’t seen Dewaele before, and his face was a shock at first. He has a weak jaw, weathered features, a mouth often frozen in a frown, and a steady, penetrating gaze. His gait has something other-than-human about it. Lemâtre is beautiful as well, characterized most obviously by her pallor and short dyed-black hair.

Hors Satan admits no small talk, witty banter, windy pontificating, or sweet nothings. There’s also no music, which is the only kind of masterpiece for my taste. Music enough are the sounds of wind, footsteps, breathing, and birdsong (as well as a briefly hallucinated two-chord organ progression buried in the whir of the 35mm projector during a scene in which the Girl and the Guy pray on their knees while facing a cow pasture suffused with sunlight). The sound recording is synced so that one’s hearing doesn’t track the distance of the source in the frame, which gives the film’s noises the sensuality of a soundtrack.

(...)
"Se você não esperar o inesperado, não vai encontrá-lo, visto que ele é inacessível e desconhecido." (Heráclito)
"Em vez de preencher uma lacuna com conjecturas, cientistas genuínos preferem aturar a lacuna." (Erwin Schrödinger)
WALLACE, Alan. Dimensões escondidas: a unificação de física e consciência; tradução de Lúcia Brito.

Os cientistas, à luz da suposição científica muito difundida de que apenas os fenômenos físicos existem e são causalmente reais no mundo natural, concluem que os fenômenos mentais têm que ser físicos, mesmo que pareçam não ter quaisquer atributos físicos e não possam ser medidos por quaisquer instrumentos científicos projetados para medir todos os tipos conhecidos de fenômenos físicos. Para avaliar esse ponto, deve-se reconhecer que a detecção dos correlatos físicos de fenômenos mentais, não de fenômenos mentais em si. Em vez de descobrir a natureza dos fenômenos mentais observando-os cuidadosamente, como foi feito com todos os outros tipos de fenômeno natural, os cientistas estão simplesmente decretando a equivalência de fenômenos mentais e seus correlatos neurais, sem nenhuma evidência direta. Enquanto a ciência foca seu olho bom na natureza, os fenômenos mentais permanecem ocultos em seu ponto cego.

Os físicos não desafiam os princípios do materialismo científico. Os biólogos não desafiam os princípios da física. Os psicólogos não desafiam os princípios da biologia. Os eruditos da religião não desafiam os princípios da psicologia. Os contemplativos não têm voz na comunidade acadêmica, de modo que não importa se desafiam alguém.

Para que a primeira revolução das ciências da mente ocorra, aqueles que estão comprometidos com uma visão materialista da mente vão encarar uma perspectiva agonizante. Ela vai relativizar a mente humana, deslocando-a de uma função física do cérebro para um processo emergente surgido de uma dimensão mais fundamental da realidade do que a dualidade de mente e matéria. As implicações para o resto da ciência são enormes. Se a mente científica faz parte da natureza e não fica fora dela, devemos considerar o fato de que, no conjunto da natureza, existe sempre um efeito recíproco em qualquer conjunção de dois ou mais fenômenos. Assim, se a mente científica é regida pelas leis da natureza, deve haver efeitos recíprocos entre todas as ciências, a menos que sejam obscurecidos pelas coerções ideológicas.

Certos estados mentais, como alegria e animação, podem parecer intrinsecamente satisfatórios, mas sob exame mais cuidadoso verifica-se que são enganadores. Nenhum estado mental que surge a todo momento sujeito a estímulos sensoriais ou intelectuais é inerentemente satisfatório. Cada estado afetivo é experienciado como agradável, desagradável ou neutro apenas em relação a um complexo de atitudes e desejos. Quando esses estadoss afetivos da mente são observados passivamente pela perspectiva mais ampla da percepção, sem identificação, eles não possuem atributos absolutos e independentes nem de prazer, nem de dor.

A imagem visual da cor vermelha não possui nenhuma massa ou estrutura atômica. Não está localizada no mundo externo. Tampouco há algum motivo compulsório para se acreditar que as imagens estejam localizadas dentro de nossa cabeça. Logo, não parecem ter absolutamente nenhuma localização espacial. Isso é verdade também para sons, cheiros, sabores e sensações táteis.

Linguagem e símbolos existem como entidades efetivas não-materiais, criadas e mantidas por meio de interação social e ensino. Não estão contidos em nenhum cérebro individual, nem são equivalentes a estados cerebrais, embora possam vir a se corporificar em grupos de circuitos neurais e outros sistemas complexos, tais como biologia molecular, linguagem e sistemas simbólicos, comportamento humano individual, sistemas sociais e econômicos, sistemas digitais de computador e biosfera. Em todos esses sistemas, vastas quantidades de dados armazenados e estruturas hierarquicamente organizadas processam informação de maneira premeditada, particularmente por meio da implementação de malhas de retroalimentação para busca de objetivos. Isso produz comportamento emergente, no qual o comportamento do todo é maior que a soma de suas partes e não pode sequer ser descrito com relação à linguagem que se aplica às partes.

Toda a história da física é caracterizada por uma mistura de ciência empírica com especulação filosófica.
"Se você é empurrado por sua energia de hábito a dizer algo, não diga. Em vez disso, leve um caderno e anote. Um ou dois dias mais tarde, leia o que você escreveu, e pode descobrir que teria sido uma coisa terrível de dizer. Então, lentamente você se torna mestre de si mesmo, e você saberá o que dizer e o que não dizer." (Thich Nhât Hanh)


Respeito é pra quem tem.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

[50 MELHORES MÚSICAS DE 2012]

01. Grimes - Genesis
02. The Shins - Simple song
03. Leonard Cohen - Show me the place
04. Elbow - Whisper grass
05. Cat Power - Sun
06. Crystal Castles - Wrath of God
07. Big Nils - Cuba swag
08. Marissa Nadler - The wrecking ball company
09. The Cranberries - Conduct
10. Scott Walker - The day the conducator died (an xmas song)
11. Paul McCartney - My valentine
12. Julia Holter - Boy in the moon
13. Hanne Hukkelberg - I sing you
14. Sinéad O'Connor - 4th and vine
15. Grimes - Oblivion
16. Garbage - Control
17. dEUS - One thing about waves
18. Hanne Hukkelberg - The time and I and what we make
19. Julia Holter - This is ekastasis
20. La Sera - How far we've come now
21. Jimmy Cliff - One more
22. Norah Jones - Say goodbye
23. Gaz Coombes - Whore
24. First Aid Kit - The lion's roar
25. School Of Seven Bells - W… ind
26. Sleigh Bells - Demons
27. The Smashing Pumpkins - Violet rays
28. The Twilight Sad - Dead city
29. Regina Spektor - Small town moon
30. Ladyhawke - Cellophane
31. Otto - Ela falava
32. Eternal Summers - You kill
33. Halls - Winter prayer
34. Garbage - The one
35. Hanne Hukkelberg - Devils
36. Deerhoof - Mothball the fleet
37. Xiu Xiu - Joey's song
38. Jung Sing - A path between wolves and humans
39. Felix - Oh holy molar
40. Helen Croome - Hazard
41. La Sera - Drive on
42. Santigold - Disparate youth
43. Placebo - B3
44. Otto - Dia claro
45. Andy Stott - Numb
46. Ke$ha & Iggy Pop - Dirty love
47. Aaron Jester - Eight cut scars (for Robert Truman)
48. Boody & LE1F - Buoy
49. Dead Can Dance - Children in the sun
50. Dum Dum Girls - Lord knows

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

[TOP 10 MELHORES FILMES DE 2012] 01. Hors satan (Bruno Dumont, 2011) 02. Sound of my voice (Zal Batmanglij, 2011) 03. Take this waltz (Sarah Polley, 2011) 04. A torinói ló (Bela Tarr, 2011) 05. Faust (Alexander Sokurov, 2011) 06. Elena (Andrei Zvyagintsev, 2011) 07. Tyrannosaur (Paddy Considine, 2011) 08. Moonrise kingdom (Wes Anderson, 2012) 09. Febre do rato (Cláudio Assis, 2011) 10. Lola versus (Daryl Wein, 2012)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

[50 MELHORES DISCOS DE 2012]

01. Mount Eerie - Clear moon
02. Swans - The seer
03. Mount Eerie - Ocean roar
04. Cat Power - Sun
05. Leonard Cohen - Old ideas
06. Andy Stott - Luxury problems
07. Norah Jones - Little broken hearts
08. Grimes - Visions
09. The Shins - Port of morrow
10. School Of Seven Bells - Ghostory
11. La Sera - Sees the light
12. The Walkmen - Heavy
13. Crystal Castles - III
14. Gerry Read - Jummy
15. Miúda - Miúda
16. Patti Smith - Banga
17. Deerhoof - Breakup song
18. Sinead O'Connor - How about I be me (and you be you)
19. Lambchop - Mr. M
20. Hanne Hukkelberg - Featherbrain
21. Richard Youngs - Core to the brave
22. Julia Holter - Ekstasis
23. Gimu - They all left one by one, they all left the radio on
24. Capicua – Capicua
25. Ke$ha - Warrior
26. Santigold - Master of my make-believe
27. Xiu Xiu - Always
28. Voices From The Lake - Voices from the lake
29. Zammuto - Zammuto
30. Fenn O'Berg - In hell
31. Advance Base (ex-Casiotone For The Painfully Alone) - A shut-in's prayer
32. Balla - Canções
33. Wold - Freermasonry
34. Spiritualized - Sweet heart sweet light
35. Revenge - Scum.collapse.eradication
36. Machinefabriek - Colour tones
37. Alex Winston - King con
38. Erika Spring - EP
39. Taragana Pyjarama - Tipped bowls
40. Best Coast - The only place
41. Port St. Willow - Holiday
42. Actress - R.I.P.
43. Regina Spektor - What we saw from the cheap seats
44. The Cranberries - Roses
45. Chairlift - Something
46. The Twilight Sad - No one can ever know
47. Bonny 'Prince' Billy & Trembling Bells - The marble downs
48. Lightships - Electric cables
49. Carbon Based Lifeforms - Twentythree
50. First Aid Kit - The lion's roar

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Humanidade deve começar a se preocupar com descoberta de vida alienígena, diz relatório
Fórum Econômico Mundial listou cinco fatores X, problemas sérios e ainda remotos que devem ter impacto na vida na Terra
(Renata Cabral/Globo)



"O Fórum Econômico Mundial alerta para os chamados 'fatores X', que, segundo a organização, já deveriam estar na pauta de discussão de países e organizações internacionais por terem consequências incertas e, por isso, poder de desestabilizar a atual ordem mundial — entre eles, a descoberta de vida alienígena. Com o ritmo da exploração do espaço nas últimas décadas, diz o documento, é possível considerar que a humanidade pode descobrir vida em outros planetas. A maior preocupação seria sobre os efeitos nos investimentos em ciência e sobre a própria imagem do ser humano. Supondo que seja encontrado um novo lar em potencial para a humanidade ou a existência de vida em nosso sistema solar, a pesquisa científica teria deslocado grandes investimentos para robótica e missões espaciais. Além disso, as implicações filosóficas e psicológicas da descoberta de vida extraterrestre seriam profundas, desafiando crenças das religiões e da filosofia humana.

"O impacto de novas tecnologias é esperado para dentro de 20 ou 50 anos: usar a tecnologia para controlar as mudanças climáticas. A ideia básica é que poderiam ser jogadas pequenas partículas na estratosfera para bloquear a energia solar e refleti-la de volta ao espaço. Mas os efeitos colaterais poderiam ser custosos demais. Poderia haver alterações significativas em todo o sistema climático, com redução da luz solar, o que alteraria a forma como a energia e a água se movimentam no planeta. Essa opção não é considerada no curto prazo.

"Os custos de viver mais seriam outro fator X de preocupação, uma vez que os países não têm se preparado para viver com os altos custos que a terceira idade implica e com uma massa de pessoas que sofrerão de doenças como artrite e demências."

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O diretor francês Leos Carax recusou o prêmio que recebeu pela Academia de Críticos de Los Angeles de melhor filme estrangeiro para 'Holy motors'. Ele mandou o seguinte pronunciamento:

"Oi, eu sou o Leos Carax, diretor de filmes de língua estrangeira. Tenho feito filmes de língua estrangeira minha vida inteira. Filmes de língua estrangeira são feitos pelo mundo todo, exceto, é claro, nos EUA. Nos EUA, eles fazem somente filmes de língua não-estrangeira. Filmes de língua estrangeira são bem difíceis de fazer, obviamente, porque você precisa inventar uma língua estrangeira em vez de usar a língua habitual. Mas a verdade é que o cinema é uma língua estrangeira, uma língua criada para aqueles que precisam viajar para o outro lado da vida. Boa noite."

sábado, 12 de janeiro de 2013

"Eu hoje amo o disco. Soa como nenhuma outra coisa, é misterioso e belo." (Brent DiCrescenzo, que deu nota 0.0 ao disco do Sonic Youth 'NYC ghosts & flowers', em 1999, na Pitchfork)
"A ironia é o modo mais autodefensivo que existe, pois permite que a pessoa evite a responsabilidade das suas escolhas, estéticas ou não. Viver ironicamente é esconder-se em público. É uma forma, flagrantemente indireta, de subterfúgio – que significa etimologicamente 'fugir em segredo' (subter + fúgio). De algum modo, tornou-se insuportável, para nós, lidar com as coisas de maneira direta. Para quem tem uma formação relativamente boa e segurança financeira, a ironia funciona como um tipo de cartão de crédito cuja conta nunca precisa ser paga. Em outras palavras, o hipster pode fazer investimentos frívolos em falso capital social sem precisar pagar de volta um único centavo sincero. Ele não é dono de nada do que possui. Em primeiro lugar, ele marca uma aversão profunda ao risco. Como resultado do medo e da vergonha preventiva, a vida irônica revela um amortecimento, uma resignação e uma derrota culturais. O éthos irônico pode levar a uma vacuidade e uma insipidez da psique individual e coletiva." (Christy Wampole/tradução de Adriano Scandolara)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013


Tudo está ardendo. O que está ardendo? Os olhos estão ardendo. Tudo o que é visto pelos olhos está queimando. As orelhas estão queimando. O que está queimando? Tudo o que se ouve pelas orelhas está queimando. O nariz está queimando. Cheiros estão em chamas. A língua está em chamas. Os sabores estão em chamas. O corpo está queimando. A mente está em chamas. Nós estamos pegando fogo. Podemos não saber, mas nós estamos em fogo, e nós temos que extinguir esse fogo. Estamos queimando de cobiça. Estamos queimando de desejo. Tudo - tudo sobre nós está fora de controle. (Trecho do documentário The Buddha)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013