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sábado, 12 de janeiro de 2013
"A ironia é o modo mais autodefensivo que existe, pois permite que a pessoa evite a responsabilidade das suas escolhas, estéticas ou não. Viver ironicamente é esconder-se em público. É uma forma, flagrantemente indireta, de subterfúgio – que significa etimologicamente 'fugir em segredo' (subter + fúgio). De algum modo, tornou-se insuportável, para nós, lidar com as coisas de maneira direta. Para quem tem uma formação relativamente boa e segurança financeira, a ironia funciona como um tipo de cartão de crédito cuja conta nunca precisa ser paga. Em outras palavras, o hipster pode fazer investimentos frívolos em falso capital social sem precisar pagar de volta um único centavo sincero. Ele não é dono de nada do que possui. Em primeiro lugar, ele marca uma aversão profunda ao risco. Como resultado do medo e da vergonha preventiva, a vida irônica revela um amortecimento, uma resignação e uma derrota culturais. O éthos irônico pode levar a uma vacuidade e uma insipidez da psique individual e coletiva." (Christy Wampole/tradução de Adriano Scandolara)
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