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quarta-feira, 28 de novembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
"Três semanas numa sala, sem comida, sono ou companhia. Quando você chega no nono dia, começa a acessar coisas realmente malucas. Você não tem nenhum estímulo externo, então seu inconsciente começa a preencher os vazios. Eu começo a sentir que estou canalizando espíritos. Eu estava convencida de que minha música era um presente de Deus. Era como se eu soubesse exatamente o que fazer a seguir, como se minhas músicas já estivessem previamente escritas."
"No fim das contas, minhas músicas são sobre coisas não explícitas ou sobre as quais eu realmente não quero falar. Por isso minhas letras são obscuras. Eu tenho problemas nas entrevistas por causa disso: racionalizar algo é a forma mais irracional de um ser humano se expressar. Por isso que é bonito, porque é irracional e não explícito."
"Eu me lembro de ter visto algumas entrevistas que diziam como a Enya produz seus vocais, então eu tento fazer um monte daquilo."
Grimes
"No fim das contas, minhas músicas são sobre coisas não explícitas ou sobre as quais eu realmente não quero falar. Por isso minhas letras são obscuras. Eu tenho problemas nas entrevistas por causa disso: racionalizar algo é a forma mais irracional de um ser humano se expressar. Por isso que é bonito, porque é irracional e não explícito."
"Eu me lembro de ter visto algumas entrevistas que diziam como a Enya produz seus vocais, então eu tento fazer um monte daquilo."
Grimes
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
As revelações de 2012
no cinema e na música >>
![]() |
| Brit Marling (Sound Of My Voice) |
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| Claire Boucher (Grimes) |
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
É incrível a sincronia entre a conjunção Netuno em Peixes e a carta do tarô O Enforcado.
"Por volta das 16h30 do dia 3 de fevereiro, Netuno, o deus dos mares e das águas, deixou definitivamente o signo de Aquário e começou sua caminhada pelo signo de Peixes. Em sua própria casa, já que Netuno rege este signo, podemos esperar por algumas transformações importantes no âmbito pessoal e coletivo. Netuno permanece em Peixes, seu domicílio, durante 14 anos e, nesse tempo, aprenderemos que a força do Universo atua além do nosso controle. Portanto, Netuno em Peixes nos convoca para o aprendizado da fé e da entrega, independente da nossa vontade, pois acontecimentos regidos por esse deus estão fora do nosso controle. As energias de Netuno estão situadas no mais profundo do nosso inconsciente e ultrapassam os limites da razão. Portanto, a lógica não servirá de nada na ajuda dos processos netunianos que todos iremos vivenciar. O único caminho que teremos diante desse deus é o da rendição e da entrega. Somente quando entendermos sua sutileza e ausência de limites poderemos entendê-lo e trabalhar unidos a essa força. Portanto, nada de tentar resistir, se defender e racionalizar os acontecimentos trazidos por Netuno em Peixes. Devemos nos fundir e não resistir a ele." (Eunice Ferrari)
"Netuno em Peixes desintegra e desconstitui realidades. Assim, o senso de objetividade e os propósitos ficam cada vez mais confusos, despertando questionamentos a respeito do que é real e qual o sentido da vida. A falta de sentido, assim como a natureza insidiosa netuniana – onde a diluição e a inação são ideias extremamente sedutoras – podem levar à depressão. Pode-se notar o aumento crescente de casos de ansiedade (angústia) e depressão no coletivo nos dias atuais." (Giane Portal)
Para Libra:
"A expressão-chave para Libra pode ser a quebra da idealização nos relacionamentos. Não é raro que Libra sonhe de olhos abertos, romantize as relações e espere com toda a sinceridade que o outro seja exatamente como Libra desejaria. Tem vivido muita pressão desde 2008 e 2009 quando várias influências se conjugaram para que Libra começasse a mudar as suas atitudes diante da vida. Primeiro, ganhando mais consciência da sua força pessoal, depois, conseguindo estabelecer critérios na seleção das parcerias – em qualquer nível – e fortalecendo a identidade, se mostrando mais teimoso e insistente em relação a suas vontades. É possível que alguns librianos descubram na segunda metade da vida, que passaram um bom tempo procurando alguém ou alguma situação que somente existia dentro deles mesmos. O que Plutão, Urano e Saturno estão realizando, é um trabalho de quebra dessas idealizações, o que pode gerar muito sofrimento mas é o caminho para a construção de uma vida verdadeira. Dizer adeus a fantasias e ilusões ou em outras palavras, deixar de mentir para si mesmo. O ganho? A experiência concreta da vida e chances maiores de realização em qualquer nível." (Andreia Modesto)
"Por volta das 16h30 do dia 3 de fevereiro, Netuno, o deus dos mares e das águas, deixou definitivamente o signo de Aquário e começou sua caminhada pelo signo de Peixes. Em sua própria casa, já que Netuno rege este signo, podemos esperar por algumas transformações importantes no âmbito pessoal e coletivo. Netuno permanece em Peixes, seu domicílio, durante 14 anos e, nesse tempo, aprenderemos que a força do Universo atua além do nosso controle. Portanto, Netuno em Peixes nos convoca para o aprendizado da fé e da entrega, independente da nossa vontade, pois acontecimentos regidos por esse deus estão fora do nosso controle. As energias de Netuno estão situadas no mais profundo do nosso inconsciente e ultrapassam os limites da razão. Portanto, a lógica não servirá de nada na ajuda dos processos netunianos que todos iremos vivenciar. O único caminho que teremos diante desse deus é o da rendição e da entrega. Somente quando entendermos sua sutileza e ausência de limites poderemos entendê-lo e trabalhar unidos a essa força. Portanto, nada de tentar resistir, se defender e racionalizar os acontecimentos trazidos por Netuno em Peixes. Devemos nos fundir e não resistir a ele." (Eunice Ferrari)
"Netuno em Peixes desintegra e desconstitui realidades. Assim, o senso de objetividade e os propósitos ficam cada vez mais confusos, despertando questionamentos a respeito do que é real e qual o sentido da vida. A falta de sentido, assim como a natureza insidiosa netuniana – onde a diluição e a inação são ideias extremamente sedutoras – podem levar à depressão. Pode-se notar o aumento crescente de casos de ansiedade (angústia) e depressão no coletivo nos dias atuais." (Giane Portal)
Para Libra:
"A expressão-chave para Libra pode ser a quebra da idealização nos relacionamentos. Não é raro que Libra sonhe de olhos abertos, romantize as relações e espere com toda a sinceridade que o outro seja exatamente como Libra desejaria. Tem vivido muita pressão desde 2008 e 2009 quando várias influências se conjugaram para que Libra começasse a mudar as suas atitudes diante da vida. Primeiro, ganhando mais consciência da sua força pessoal, depois, conseguindo estabelecer critérios na seleção das parcerias – em qualquer nível – e fortalecendo a identidade, se mostrando mais teimoso e insistente em relação a suas vontades. É possível que alguns librianos descubram na segunda metade da vida, que passaram um bom tempo procurando alguém ou alguma situação que somente existia dentro deles mesmos. O que Plutão, Urano e Saturno estão realizando, é um trabalho de quebra dessas idealizações, o que pode gerar muito sofrimento mas é o caminho para a construção de uma vida verdadeira. Dizer adeus a fantasias e ilusões ou em outras palavras, deixar de mentir para si mesmo. O ganho? A experiência concreta da vida e chances maiores de realização em qualquer nível." (Andreia Modesto)
terça-feira, 20 de novembro de 2012
"A cidade se expressa, vibra, vive. E uma cidade só se faz com gente na rua. Mas, para isso, as pessoas precisam se sentir seguras nas ruas. Os cidadãos precisam sentir que há legitimidade - o que é muito importante, mas altamente subjetivo. Explico: o Estado precisa ser considerado legítimo pelos cidadãos. É corrupto? É íntegro? Está dedicado a atender às necessidades dos mais vulneráveis para construir, de alguma maneira, uma sociedade mais igualitária? Se há legitimidade, os cidadãos tendem a compreender e cumprir determinadas normas, reportar e pedir punição aos que violam essas normas.
"Em Bogotá, nas zonas mais marginais da cidade, construímos bibliotecas, colégios de luxo, jardins sociais, programas de nutrição, projetos de infraestrutura. Uma das principais ideias era levar escolas, tão boas quanto os melhores colégios particulares, para os cantos mais pobres da cidade. Queríamos mostrar respeito pela dignidade humana. Se o Estado não respeita a vida humana, por que os bandidos o fariam? É uma questão de igualdade, o que é muito diferente de simplesmente dar esmola aos mais pobres. Uma cidade precisa de símbolos de igualdade e de democracia." (Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, economista e historiador, phD pela Universidade de Paris)
"Em Bogotá, nas zonas mais marginais da cidade, construímos bibliotecas, colégios de luxo, jardins sociais, programas de nutrição, projetos de infraestrutura. Uma das principais ideias era levar escolas, tão boas quanto os melhores colégios particulares, para os cantos mais pobres da cidade. Queríamos mostrar respeito pela dignidade humana. Se o Estado não respeita a vida humana, por que os bandidos o fariam? É uma questão de igualdade, o que é muito diferente de simplesmente dar esmola aos mais pobres. Uma cidade precisa de símbolos de igualdade e de democracia." (Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, economista e historiador, phD pela Universidade de Paris)
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
"If irony is the ethos of our age — and it is — then the hipster is our archetype of ironic living. (...) Where can we find other examples of nonironic living? What does it look like? Nonironic models include very young children, elderly people, deeply religious people, people with severe mental or physical disabilities, people who have suffered, and those from economically or politically challenged places where seriousness is the governing state of mind. (...) Is your style an anti-style? (...) The ironic life is certainly a provisional answer to the problems of too much comfort, too much history and too many choices, but it is my firm conviction that this mode of living is not viable and conceals within it many social and political risks. (...) People may choose to continue hiding behind the ironic mantle, but this choice equals a surrender to commercial and political entities more than happy to act as parents for a self-infantilizing citizenry. (...)" (Christy Wampole/NYTimes)
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Música 'Before we run', do vindouro disco de 2012 do Yo La Tengo, 'Fade'.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Num chão de brinquedos, como eu e o input_output! Grimes, ao vivo na KEXP, rádio da Universidade de Washington.
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terça-feira, 13 de novembro de 2012
Primeiro vídeo da Coco Gordon-Moore, com seu grupo Big Nils. O curioso é que, ao contrário dos pais, ela não toca nenhum instrumento - na banda.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
A delicadeza islandesa da Emiliana Torrini.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
"Amamos falar, é um prazer. Mas se não praticar a plena atenção, então você pode apenas deixar ser carregado para longe pela fala. Você pode ter opiniões sobre tudo, mas isso pode não ser o que a outra pessoa precisa. O que a outra pessoa precisa é seu entendimento, seu amor e seu insight – não ideias, mas uma realidade viva." (Thich Nhât Hanh)
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira. Eu quero que esse momento dure a vida inteira. E além da vida ainda de manhã no outro dia. Se for eu e você.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Porto Alegre Sobre a Máquina Oito Betina Monteiro Cadu Tenório
terça-feira, 6 de novembro de 2012
[Esta é a postagem 6666 deste blog.]
"Rigor nada tem a ver com o que a academia se tornou com o passar dos anos: um antro de política lobista e de burocracia da produtividade a serviço da morte do pensamento. A universidade está morta e só não sente o cheiro do cadáver quem tem vocação para se alimentar de lixo. Não existiria filosofia se nossos patriarcas, de Platão a Nietzsche, tivessem que preencher o Lattes, fazer relatórios Capes ou serem 'produtivos'. Todos seriam o que, aos poucos, nos transformamos: burocratas mudos da própria irrelevância. Analfabetos do pensamento." (Luiz Felipe Pondé)
"Rigor nada tem a ver com o que a academia se tornou com o passar dos anos: um antro de política lobista e de burocracia da produtividade a serviço da morte do pensamento. A universidade está morta e só não sente o cheiro do cadáver quem tem vocação para se alimentar de lixo. Não existiria filosofia se nossos patriarcas, de Platão a Nietzsche, tivessem que preencher o Lattes, fazer relatórios Capes ou serem 'produtivos'. Todos seriam o que, aos poucos, nos transformamos: burocratas mudos da própria irrelevância. Analfabetos do pensamento." (Luiz Felipe Pondé)
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
Mas que barbaridade... O recorde da choradeira infinita, do fazer-se de vítima... Zero Hora de hoje:
VIUVEZ POR ALGUÉM VIVO
QUASE PERFEITO — Consultório sentimental de Carpinejar
“Tive um relacionamento que começou em 2004 e terminou em 2011. Foram muitas idas e vindas, quase enlouqueci. Terapias, remédios, emagrecimento e distúrbio hormonal fizeram parte da minha vida. No último término, decidi ficar bem, deixar a vida me levar, mas não está sendo fácil. Engordei dez quilos, me sinto cada dia mais infeliz. No próximo mês, faz um ano que estou solteira. Conheci pessoas que me fizeram balançar e se uma delas quisesse me levar a sério eu não estaria tão mal. Mas o amor esta banalizado, o carinho e o respeito com o próximo não existem mais. Abraços! Jane”
Querida Jane,
Não se permite trair o seu marido. Incorporou a personalidade dele a ponto de não saber mais qual é a própria.
É como viuvez de alguém que está vivo por aí. Não arranja ninguém porque não tolera a ideia de que o outro possa ser melhor e ocupar a majestade da ausência. Não aceita ter sofrido em vão por um sujeito que não merecia, então perdura o sofrimento para glorificar a perda (uma dívida feita somente de juros).
Quando um homem se aproxima, já arruma uma série de desculpas para evitar intimidade.
Ou porque é indiferente ou porque é grosseiro ou porque é apressado ou porque não tem bom hálito ou porque palita os dentes.
Nossa, é exigência em demasia. Não há como ser aprovado no concurso público de seu coração.
Não sai para valer, cria júris. É capaz de perdoar todos os problemas de personalidade do ex, mas jamais admitir qualquer escorregão de quem se aproxima.
A questão é que não pretende superar o luto. Transforma a ruptura na pior fase de sua vida (nem terapia, remédio, lugares diferentes, nada aplacou a vontade de reatar). Há um exagero emocional em seu depoimento: “quase enlouqueci, engordei dez quilos, quero sumir”.
É como se quisesse provar que tentou tudo e fracassou, que o amor antigo é mais forte do que sua força de vontade.
Mentira! Sequer batalhou um pouco, não começou a se arriscar, não abandonou o altar fúnebre, não largou a data do término. Vem contando os dias do divórcio tal viciado enumerando a abstinência. Desde o princípio, não enxerga a solteirice de forma positiva.
Censura sua felicidade. Prefere sofrer o conhecido a experimentar uma alegria inesperada.
VIUVEZ POR ALGUÉM VIVO
QUASE PERFEITO — Consultório sentimental de Carpinejar
“Tive um relacionamento que começou em 2004 e terminou em 2011. Foram muitas idas e vindas, quase enlouqueci. Terapias, remédios, emagrecimento e distúrbio hormonal fizeram parte da minha vida. No último término, decidi ficar bem, deixar a vida me levar, mas não está sendo fácil. Engordei dez quilos, me sinto cada dia mais infeliz. No próximo mês, faz um ano que estou solteira. Conheci pessoas que me fizeram balançar e se uma delas quisesse me levar a sério eu não estaria tão mal. Mas o amor esta banalizado, o carinho e o respeito com o próximo não existem mais. Abraços! Jane”
Querida Jane,
Você é fiel ao relacionamento mesmo separada.
Não se permite trair o seu marido. Incorporou a personalidade dele a ponto de não saber mais qual é a própria.
É como viuvez de alguém que está vivo por aí. Não arranja ninguém porque não tolera a ideia de que o outro possa ser melhor e ocupar a majestade da ausência. Não aceita ter sofrido em vão por um sujeito que não merecia, então perdura o sofrimento para glorificar a perda (uma dívida feita somente de juros).
Quando um homem se aproxima, já arruma uma série de desculpas para evitar intimidade.
Ou porque é indiferente ou porque é grosseiro ou porque é apressado ou porque não tem bom hálito ou porque palita os dentes.
Nossa, é exigência em demasia. Não há como ser aprovado no concurso público de seu coração.
Permanece sabotando interessados sem perceber. É um boicote involuntário. Sempre encontra algum defeito no próximo pretendente, sempre acha alguma falha imperdoável que impede a relação, sempre cria restrições para não se apaixonar.
Não sai para valer, cria júris. É capaz de perdoar todos os problemas de personalidade do ex, mas jamais admitir qualquer escorregão de quem se aproxima.
A questão é que não pretende superar o luto. Transforma a ruptura na pior fase de sua vida (nem terapia, remédio, lugares diferentes, nada aplacou a vontade de reatar). Há um exagero emocional em seu depoimento: “quase enlouqueci, engordei dez quilos, quero sumir”.
É como se quisesse provar que tentou tudo e fracassou, que o amor antigo é mais forte do que sua força de vontade.
Mentira! Sequer batalhou um pouco, não começou a se arriscar, não abandonou o altar fúnebre, não largou a data do término. Vem contando os dias do divórcio tal viciado enumerando a abstinência. Desde o princípio, não enxerga a solteirice de forma positiva.
Censura sua felicidade. Prefere sofrer o conhecido a experimentar uma alegria inesperada.
sábado, 3 de novembro de 2012
- Hoje quero falar da forma de uma coisa. E essa coisa é o lume. Que forma isso pode ter? No fundo, o que é um lume? Uma luz bem fraca? De onde pode vir?
- De uma vela?
- E do que mais?
- De um olhar?
- Sim.
- De um reflexo?
- De um material reluzente?
- Dizemos "o lume da esperança".
- Sem dúvida.
- Do crepúsculo ou da aurora? Falamos do primeiro lume da aurora.
- Esta palavra tem uma conotação positiva ou negativa? Um lume.
- Uma coisa que desejamos ver?
- Isso faz pensar em que, como forma, como representação? Podemos dizer que é um resto, um traço de luz?
- O que escapa da escuridão?
- Bom. Em geral, um lume implica luz e escuridão. O que acham?
- Eu estava relendo um texto de Tadao Ando em que ele diz que não encontramos mais, nas casas, "um canto onde algo reluza, onde algo aconteça". Pensem nisso, porque isso falta nos seus projetos. O problema é que para vocês a luz é algo evidente, Mas falta alguma coisa, essa sutileza que faz a diferença. Algo que podemos chamar de "percurso". Vocês abordam a luz de uma forma muito literal, muito mecânica. Ela deve ser também a expressão de uma dúvida. Devem recomeçar do zero, repensar a edificação a partir do interior, da escuridão, como se começassem com uma massa de sombras. Para começar, me digam uma palavra associada à escuridão. Respondam sem pensar, não precisam ser originais.
- A noite.
- O vazio.
- Um segredo.
- A morte.
- Estão vendo? A arquitetura se preocupa com todas essas palavras.
- Vamos falar disso tudo, mas pensei em uma coisa, algo essencial ligado a tudo isso.
- O passado?
- Quase. A memória.
("Un amour de jeunesse", Mia Hansen-Løve, 2011)
- De uma vela?
- E do que mais?
- De um olhar?
- Sim.
- De um reflexo?
- De um material reluzente?
- Dizemos "o lume da esperança".
- Sem dúvida.
- Do crepúsculo ou da aurora? Falamos do primeiro lume da aurora.
- Esta palavra tem uma conotação positiva ou negativa? Um lume.
- Uma coisa que desejamos ver?
- Isso faz pensar em que, como forma, como representação? Podemos dizer que é um resto, um traço de luz?
- O que escapa da escuridão?
- Bom. Em geral, um lume implica luz e escuridão. O que acham?
- Eu estava relendo um texto de Tadao Ando em que ele diz que não encontramos mais, nas casas, "um canto onde algo reluza, onde algo aconteça". Pensem nisso, porque isso falta nos seus projetos. O problema é que para vocês a luz é algo evidente, Mas falta alguma coisa, essa sutileza que faz a diferença. Algo que podemos chamar de "percurso". Vocês abordam a luz de uma forma muito literal, muito mecânica. Ela deve ser também a expressão de uma dúvida. Devem recomeçar do zero, repensar a edificação a partir do interior, da escuridão, como se começassem com uma massa de sombras. Para começar, me digam uma palavra associada à escuridão. Respondam sem pensar, não precisam ser originais.
- A noite.
- O vazio.
- Um segredo.
- A morte.
- Estão vendo? A arquitetura se preocupa com todas essas palavras.
- Vamos falar disso tudo, mas pensei em uma coisa, algo essencial ligado a tudo isso.
- O passado?
- Quase. A memória.
("Un amour de jeunesse", Mia Hansen-Løve, 2011)
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Primeiros 12 minutos de Sound Of My Voice.
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