Ministro Agra Belmonte esclarece o que é e como pode ser caracterizado o assédio moral no ambiente de trabalho
Posted by Tribunal Superior do Trabalho on Monday, August 31, 2015
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segunda-feira, 31 de agosto de 2015
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Os Kim Gordon e os Jean-Luc n' Gordard.
domingo, 23 de agosto de 2015
Sexo com sentimentos
(Ivan Martins)
(...) Eu acho que o sexo é antes de mais nada uma busca não declarada por envolvimento emocional. Prazer físico a gente obtém melhor sozinho. Sexo é um instrumento de conexão, algo mais fundamental à nossa existência do que o próprio gozo. Para nos conectar temos de mergulhar no outro, ser aceito por ele, refastelar-se na emoção de dar e receber prazer. Depois de uma longa sessão de libidinagens e beijos na boca, emergimos modificados. É impossível olhar para a pessoa ao lado e não sentir afeto. Esse sexo aproxima.
(...)
Como escolhemos com quem desejamos estar, usamos o sexo para construir relações. É um jeito de se aproximar radicalmente de quem nos interessa. Há o impulso do prazer nessa aproximação, mas logo abaixo dele corre a busca por afeto, como um rio subterrâneo. A gente não quer apenas tocar o corpo da pessoa que nos atrai. Queremos ser amados e desejados por ela. Nosso tesão, mesmo o mais visual e instantâneo, tem um pedaço enorme de puro sentimento.
(...)
Minha impressão é que o sexo ligeiro ou pornográfico que nos é oferecido em larga escala não atende as expectativas emocionais das pessoas adultas. Serve aos adolescentes que estão descobrindo a vida, assim como serve a quem está num intervalo entre relacionamentos. Mas poucos ficam satisfeitos com a perspectiva de viver indefinidamente de transas superficiais marcadas pelo Tinder. Com esse tipo de dieta afetiva, qualquer alma sensível morre de fome. (...)
(Ivan Martins)
(...) Eu acho que o sexo é antes de mais nada uma busca não declarada por envolvimento emocional. Prazer físico a gente obtém melhor sozinho. Sexo é um instrumento de conexão, algo mais fundamental à nossa existência do que o próprio gozo. Para nos conectar temos de mergulhar no outro, ser aceito por ele, refastelar-se na emoção de dar e receber prazer. Depois de uma longa sessão de libidinagens e beijos na boca, emergimos modificados. É impossível olhar para a pessoa ao lado e não sentir afeto. Esse sexo aproxima.
(...)
Como escolhemos com quem desejamos estar, usamos o sexo para construir relações. É um jeito de se aproximar radicalmente de quem nos interessa. Há o impulso do prazer nessa aproximação, mas logo abaixo dele corre a busca por afeto, como um rio subterrâneo. A gente não quer apenas tocar o corpo da pessoa que nos atrai. Queremos ser amados e desejados por ela. Nosso tesão, mesmo o mais visual e instantâneo, tem um pedaço enorme de puro sentimento.
(...)
Minha impressão é que o sexo ligeiro ou pornográfico que nos é oferecido em larga escala não atende as expectativas emocionais das pessoas adultas. Serve aos adolescentes que estão descobrindo a vida, assim como serve a quem está num intervalo entre relacionamentos. Mas poucos ficam satisfeitos com a perspectiva de viver indefinidamente de transas superficiais marcadas pelo Tinder. Com esse tipo de dieta afetiva, qualquer alma sensível morre de fome. (...)
sábado, 22 de agosto de 2015
"Noam Chomsky incomoda muita gente. Segundo ele, existem estratégias de manipulação aplicadas por toda parte com ajuda da mídia. Um delas é 'CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES. Este método também é chamado problema-reação-solução. Cria-se um problema, uma situação prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.'" (Juremir Machado)
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Mercúrio na casa 9 é um dos aspectos mais interessantes do meu mapa astral, na interpretação da Cláudia Lisboa, em seu livro 'Os astros sempre nos acompanham', recém adquirido pela Angela Francisca.
Também o aspecto Urano na casa 11.
Também o aspecto Urano na casa 11.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Tanques de privação sensorial
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Todo
mundo
está
olhando
para
o nada.
mundo
está
olhando
para
o nada.
Ladrões, chefões, farsantes, sonegadores, mas corrupto é sempre e só... o vizinho
(Bob Fernandes)
Renan Calheiros sugere "Reformas" ao governo. Entre elas, cobrar em alguns dos procedimentos no SUS, escancarar áreas indígenas, reservas ambientais e históricas para os "negócios"...
Réu no Supremo, investigado na Lava Jato, Renan quer mesmo é salvar o pescoço. Como o governo... E Renan se vende como "fiador da estabilidade".
Eduardo Cunha é contra o pacote de Renan. Já o pacote de Cunha é o das "pautas-bomba" contra governo e país.
Acusado de receber propina de US$ 5 milhões, Eduardo Cunha quer é não se tornar réu. E se faz de conta que Eduardo Cunha não é... Eduardo Cunha.
Oposições e suas vozes queriam muito o impeachment. Agora vozes, poderosas, insinuam querer menos.
E se faz de conta não saber quais vozes comandam essa pauta e o debate.
Collor rompe decoro e, da tribuna, xinga a mãe do Procurador Janot... E o Senado se faz de surdo.
Bomba no Instituto Lula. Nem 48 horas nas manchetes. E certos jornalistas optam pela polêmica que rende: foi atentado ou truque? Bomba ou traque?
E os ex-presidentes, Fernando Henrique e Sarney? Ninguém pergunta, e eles não dão um pio. Afinal, a bomba foi no... do outro.
Ministro do Supremo, que vai julgar a Lava Jato, Gilmar Mendes foi à casa do acusado Eduardo Cunha discutir o Impeachment de Dilma... Escândalo? Não. Nada.
Pode faltar ainda mais água em São Paulo. E aí? Aí o governo estadual diz que não, e... Fim de papo.
Cinquenta e seis mil homicídios ano passado e segue o toque de recolher noturno. Custo humano e econômico brutal para o país... Escândalo?
Não. Todo ano é assim. Os mortos são quase sempre das periferias... Isso é só mais uma notícia.
O ministro Levy quer repatriar R$ 200 bilhões. Estima-se que brasileiros tenham mais de meio trilhão de dólares escondidos no exterior.
Brasileiros devem mais de R$ 1 trilhão e 300 à Receita. E 71 mil brasileiros ricos ganharam R$ 200 bilhões em 2013 sem pagar imposto de renda. E aí?
E aí, corrupto é sempre, e só, o vizinho.
(Bob Fernandes)
Renan Calheiros sugere "Reformas" ao governo. Entre elas, cobrar em alguns dos procedimentos no SUS, escancarar áreas indígenas, reservas ambientais e históricas para os "negócios"...
Réu no Supremo, investigado na Lava Jato, Renan quer mesmo é salvar o pescoço. Como o governo... E Renan se vende como "fiador da estabilidade".
Eduardo Cunha é contra o pacote de Renan. Já o pacote de Cunha é o das "pautas-bomba" contra governo e país.
Acusado de receber propina de US$ 5 milhões, Eduardo Cunha quer é não se tornar réu. E se faz de conta que Eduardo Cunha não é... Eduardo Cunha.
Oposições e suas vozes queriam muito o impeachment. Agora vozes, poderosas, insinuam querer menos.
E se faz de conta não saber quais vozes comandam essa pauta e o debate.
Collor rompe decoro e, da tribuna, xinga a mãe do Procurador Janot... E o Senado se faz de surdo.
Bomba no Instituto Lula. Nem 48 horas nas manchetes. E certos jornalistas optam pela polêmica que rende: foi atentado ou truque? Bomba ou traque?
E os ex-presidentes, Fernando Henrique e Sarney? Ninguém pergunta, e eles não dão um pio. Afinal, a bomba foi no... do outro.
Ministro do Supremo, que vai julgar a Lava Jato, Gilmar Mendes foi à casa do acusado Eduardo Cunha discutir o Impeachment de Dilma... Escândalo? Não. Nada.
Pode faltar ainda mais água em São Paulo. E aí? Aí o governo estadual diz que não, e... Fim de papo.
Cinquenta e seis mil homicídios ano passado e segue o toque de recolher noturno. Custo humano e econômico brutal para o país... Escândalo?
Não. Todo ano é assim. Os mortos são quase sempre das periferias... Isso é só mais uma notícia.
O ministro Levy quer repatriar R$ 200 bilhões. Estima-se que brasileiros tenham mais de meio trilhão de dólares escondidos no exterior.
Brasileiros devem mais de R$ 1 trilhão e 300 à Receita. E 71 mil brasileiros ricos ganharam R$ 200 bilhões em 2013 sem pagar imposto de renda. E aí?
E aí, corrupto é sempre, e só, o vizinho.
Acho que eu ainda não tinha notado essa semelhança entre o cartaz do filme de 1958 e a capa do disco de 2011. Enxerguei agora a capa do vinil da trilha de Gigi (1958) na composição fotográfica para a capa do disco Ummagumma (1969), do Pink Floyd – a qual possuo na forma de um pôster que veio junto com o CD editado no final dos anos 90, devidamente emoldurado em madeira. E a relacionei à capa do disco que eu acabei de mencionar como leite tirado de pedra, uma vez que, para esse trabalho Lulu (2011), o Lou Reed utilizou o Metallica como banda de apoio.
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A miséria da elite brasileira
Para quem acompanha os noticiários, lê por entre as linhas ou escuta por detrás das falas, está mais do que evidente que o verdadeiro objetivo daqueles que querem o impedimento da Presidenta da República é acabar com a Operação Lava-Jato e as demais investigações contra a corrupção no Brasil. Isto porque, nestas operações a lista de políticos dos partidos tradicionais, entre eles, o PP e o próprio PMDB é extensa e envolve nomes de peso que atualmente estão no centro do poder. As demais investigações como, por exemplo, a Operação Zelotes e o Trensalão de São Paulo, pega em cheio, os principais dirigentes do PSDB e seus aliados, dentre eles, a Rede Globo e afiliadas, inclusive, a própria RBS.
Isto significa que, se os arautos da ética, conseguirem seu intento de derrubar a Presidenta do Brasil, ato contínuo, irão encerrar as investigações colocando tudo para debaixo do tapete. Aliás, assim já estão fazendo com o denominado “Mensalão de Minas” que, para guardar simetria com o outro, deveria ser chamado de Mensalão do PSDB. Enquanto o Zé Dirceu, estando preso, é preso novamente em horário nobre, os réus daquele crime sequer estão sendo incomodados pelo Poder Judiciário e, como sabemos, serão “inocentados” por decurso de prazo.
No entanto, depois de tentarem colocar o país mobilizado contra a corrupção, a única forma de pararem com as investigações antes que elas resultem em sua própria prisão, os detentores do poder precisam depor uma Presidenta legitimamente eleita, oferecendo sua cabeça como prêmio ao país. Sem entregar à “opinião pública” um agente político da estatura da Presidenta Dilma não será possível “aplacar a ira” criada contra a política e os políticos nos últimos anos pela própria mídia corporativa.
Lembrem-se, que isto assim já ocorreu. Em 1992, passado o impedimento do Presidente Fernando Collor, praticamente todos os seus aliados continuaram nos mesmos postos fazendo o que faziam antes. O próprio Collor, foi “absolvido” pelo Supremo Tribunal de Justiça por falta de provas. E, frente a este absurdo jurídico, a mídia corporativa nada disse. Nada bradou. Nada questionou. Evidente está que a cruzada pela ética na política, aquela época, como agora, serve como apenas uma fachada para manter tudo como estava.
Lembrem-se, que isto assim já ocorreu. Em 1992, passado o impedimento do Presidente Fernando Collor, praticamente todos os seus aliados continuaram nos mesmos postos fazendo o que faziam antes. O próprio Collor, foi “absolvido” pelo Supremo Tribunal de Justiça por falta de provas. E, frente a este absurdo jurídico, a mídia corporativa nada disse. Nada bradou. Nada questionou. Evidente está que a cruzada pela ética na política, aquela época, como agora, serve como apenas uma fachada para manter tudo como estava.
A intenção é explícita. Criar um clima contra a corrupção que seja capaz de justificar a deposição da Presidenta, para, a partir daí, fazer justamente o contrário, manter a roubalheira como ela sempre existiu. Por isso, Cunha e seus aliados tentaram barrar a indicação do Procurador Geral, Rodrigo Janot. A tarefa dele é não deixar que a lista dos denunciados com foro privilegiado vá para o fundo das gavetas, lista esta como já dito, que contém uma extensa maioria de políticos do PP, PMDB e PSDB. Neste round perderam mais uma. A Presidenta Dilma não se intimidou e demonstrou que vai até as últimas consequências e não teme o embate final.
Neste contexto, o que não consigo entender é, como algumas lideranças históricas da esquerda brasileira caem na cantilena da direita de combate à corrupção. Não se trata, é óbvio, de defender a prática da corrupção, seja ela qual for e onde estiver. Mas é evidente que as campanhas nada sinceras em favor da moralidade pública nada tem a ver com sanar as contas públicas e garantir que os recursos sejam destinados para o atendimento das necessidades da maioria da população brasileira. É triste acompanhar militantes de renome fazendo coro aos discursos falsamente honestos da mídia empresarial. Quem sonega milhões de reais, apoia e sempre apoiou empresas, empresários e políticos corruptos somente assume a bandeira da moralidade administrativa para ferir de morte quem está combatendo, verdadeiramente, a corrupção no país.
Soubessem as pessoas que a política por detrás das mobilizações do dia 16 de agosto não visam ampliar direitos ou garantir melhores políticas públicas e sociais para todas e todos, ninguém teria coragem de defender ou aderir a esta falsa mobilização. Soubessem as pessoas que, caso vença a manobra do impedimento da Presidenta, os verdadeiros corruptos e corruptores, continuarão com o controle do poder econômico, não iriam aderir a esta triste mobilização.
Por sua vez, o Governo Federal precisa sair da defensiva e de tentar, também ele, compor acordos com o grande capital. Não será assim que consolidará uma resistência afirmativa do projeto que, apesar dos problemas, vinha se mostrando vencedor. Como bem diz uma campanha veiculada nas rádios de Porto Alegre: dinheiro não some, troca de mãos. Os dados demonstram que, como resultado da pretensa crise econômica, a riqueza do povo brasileiro está saindo da cadeia produtiva e retornando para as mãos dos bancos e banqueiros de onde, por iniciativa da própria Presidenta Dilma, tinha sido retirada. Prova disto é a divulgação do lucro de bilhões de reais anunciada pelo banco Itaú, Bradesco, dentre outros.
O Brasil é um país continental, com uma riqueza ambiental maravilhosa, um povo trabalhador e solidário que é responsável por uma das maiores economias do mundo. A luta popular tentou, por séculos, iniciar um projeto verdadeiramente democrático e popular. Desde 2002, deu início a uma longa e lenta transição democrática que, infelizmente, a miséria política e intelectual da elite brasileira não enxerga porque nunca sonhou com um Brasil verdadeiramente independente, livre e soberano. Espero que o povo brasileiro, através de suas organizações e movimentos sociais saiba pôr-se de pé e impedir, com seu sangue se preciso, qualquer tentativa de retrocesso ou rendição. Desta vez, não passarão.
Mauri Cruz é advogado socioambiental, especialista em direitos humanos, professor de pós graduação em direito à cidade e Mobilidade urbana, diretor da AbongRS.
domingo, 16 de agosto de 2015
"Por que não sair pra rua para protestar contra a incompetência, a corrupção e a burrice do país como um todo? Um país que mata seus jovens, sonega impostos, polui, compra carteira de motorista, licença ambiental, alvará, dirige pelo acostamento, estupra, espanca e esfaqueia mulher (mas retira a discussão de gênero do currículo escolar), um país onde os negros correspondem a 15% dos alunos universitários e a 67% da população carcerária. Este ódio cego, esta parcialidade hipócrita, este bombardeio cirúrgico que pretende eliminar o PT – e só o PT – para 'libertar o Brasil', empoderando Renan Calheiros e Eduardo Cunha, não é o desabrochar da consciência cívica, é mais um fruto da nossa incompetência, mais uma vitória da corrupção; palmas para a nossa burrice." (Antônio Prata)
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Porta dos Fundos - Noticiário
terça-feira, 11 de agosto de 2015
"Caros amigos que odeiam o PT: podem ter certeza de que odeio o PT tanto quanto vocês – mas por razões diferentes. Odeio porque ele cumpriu a promessa de continuidade. Odeio porque ele não rompeu com os esquemas que o antecederam. Odeio por causa de Belo Monte e do total descompromisso com qualquer questão ambiental e indígena. Odeio porque nunca os bancos lucraram tanto. Odeio pela liberdade e pelos ministérios que ele deu ao PMDB. Odeio pelos incentivos à indústria automobilística e à indústria bélica. Odeio porque o Brasil hoje exporta armas para Iêmen, Paquistão, Israel e porque as revoltas do Oriente Médio foram sufocadas com armas brasileiras. Odeio porque acabaram de cortar 3/4 das bolsas da Capes. O PT é indefensável – cavou esse abismo com seus pés. Mas assim como não fomos nós que elegemos Lula [foi o José Alencar, os Sarney, o Garotinho, foi aquela Carta aos Brasileiros e a promessa de que o Lulinha era Paz, Amor e Continuidade. Sobretudo continuidade], engana-se quem vai às ruas e acha que está tirando Dilma do poder. Quem está movendo essa ação de despejo são os ratos que o PT não teve coragem de expulsar." (Gregorio Duvivier)
Bob Fernandes:
Bob Fernandes:
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
5 truques de lavagem cerebral que funcionam, não importa quão inteligente você seja
(Natasha Romanzoti/Hype Science)
1. A maioria das pessoas caem em sua “tribo” por acidente
Se você procurar livros que explicam por que as pessoas brancas são a raça superior do mundo, você vai encontrar uma coincidência surpreendente quando olhar para os seus autores: eles são todos brancos.
Ano passado, a revista TIME fez um experimento no ano passado onde antecipou com precisão as convicções políticas de americanos apenas pedindo-lhes que respondessem uma série de perguntas completamente não políticas, como “Você prefere gatos ou cães?” e “Seu espaço de trabalho é organizado ou bagunçado?”. Outro estudo descobriu que você pode antever a posição política de alguém estudando como seu cérebro processa riscos.
É. Não é difícil prever o grupo no qual uma pessoa pensa que se encaixa. Geralmente, elas acreditam que a pior característica que uma pessoa pode ter é justamente algo que para elas é fácil não ter. Por exemplo, muitas pessoas em forma acham que os gordos são “lesmas preguiçosas” – para elas, as pessoas não estão no mesmo nível que elas por culpa própria. Muitos ricos também pensam que pobres são inferiores por serem vagabundos que não querem trabalhar ou estudar. E daí por diante.
Tudo isso pode parecer preconceito – e provavelmente é -, mas assim que é a vida: você apoia os grupos dos quais você por um acaso faz parte. Você pode pensar nisso como sua “Configuração de Padrão Moral”, e ela é em grande parte determinada por onde você nasceu, como você foi criado e em qual grupo de amigos você caiu.
Se você quiser ver sua Configuração de Padrão Moral em ação, imagine que você e sua mãe foram visitar um país estrangeiro. Na entrada, eles exigem que todas as mulheres removam suas camisas e sutiãs para que possam ser fotografadas para fins de identificação. Você acha isso nojento e misógino – secretamente, eles só querem ver tetas e são uma cultura estranha e machista.
E, no entanto, quando mulheres muçulmanas levantam essa mesma objeção quando precisam remover suas coberturas de cabeça para fotos de identificação em países estrangeiros, nós dizemos que SUA cultura é primitiva e misógina – porque as suas regras arbitrárias sobre quanto do corpo de uma mulher deve ser coberto em público são lógicas e respondem ao bom senso, enquanto as dos outros são o resultado de superstição e loucura.
Na realidade, ambos estão apenas reagindo ao seu “Ambiente Moral Padrão”, como se fosse uma verdade absoluta proferida na criação do universo. Que outras pessoas têm diferentes padrões – e acreditam neles tão fortemente quanto você – é um fato quase impossível de compreender.Admita: você secretamente tem certeza de que se tivesse vivido no Brasil escravo como um homem branco, teria sido um dos mais não racistas. Você também teria sido um dos jovens alemães que não foram sugados por Hitler. Ao imaginar-nos transportados para outro tempo e lugar, nós sempre assumimos que nosso Ambiente Moral Padrão de alguma forma viaja com a gente, porque não podemos conceber uma vida sem ele.
E esse ambiente é o que faz com que seja praticamente impossível realmente entendemos e respeitarmos uns aos outros. Quando você tenta fazer com que alguém desvie de seu próprio padrão, meu amigo, é quando todos os outros itens nesta lista reúnem-se em um único Power Ranger para se opor a você. Você está pedindo a ele para A) abandonar o que funcionou para ele até agora, B) deixar os bastardos maléficos do lado oposto ganharem, C) trair seus amigos e D) abraçar o que ele vê como imoralidade.
Muitas pessoas preferem, literalmente, morrer do que desviar de sua Configuração de Padrão Moral, também conhecido como mudar de opinião.
(Natasha Romanzoti/Hype Science)
1. A maioria das pessoas caem em sua “tribo” por acidente
Se você procurar livros que explicam por que as pessoas brancas são a raça superior do mundo, você vai encontrar uma coincidência surpreendente quando olhar para os seus autores: eles são todos brancos.
Ano passado, a revista TIME fez um experimento no ano passado onde antecipou com precisão as convicções políticas de americanos apenas pedindo-lhes que respondessem uma série de perguntas completamente não políticas, como “Você prefere gatos ou cães?” e “Seu espaço de trabalho é organizado ou bagunçado?”. Outro estudo descobriu que você pode antever a posição política de alguém estudando como seu cérebro processa riscos.
É. Não é difícil prever o grupo no qual uma pessoa pensa que se encaixa. Geralmente, elas acreditam que a pior característica que uma pessoa pode ter é justamente algo que para elas é fácil não ter. Por exemplo, muitas pessoas em forma acham que os gordos são “lesmas preguiçosas” – para elas, as pessoas não estão no mesmo nível que elas por culpa própria. Muitos ricos também pensam que pobres são inferiores por serem vagabundos que não querem trabalhar ou estudar. E daí por diante.
Tudo isso pode parecer preconceito – e provavelmente é -, mas assim que é a vida: você apoia os grupos dos quais você por um acaso faz parte. Você pode pensar nisso como sua “Configuração de Padrão Moral”, e ela é em grande parte determinada por onde você nasceu, como você foi criado e em qual grupo de amigos você caiu.
Se você quiser ver sua Configuração de Padrão Moral em ação, imagine que você e sua mãe foram visitar um país estrangeiro. Na entrada, eles exigem que todas as mulheres removam suas camisas e sutiãs para que possam ser fotografadas para fins de identificação. Você acha isso nojento e misógino – secretamente, eles só querem ver tetas e são uma cultura estranha e machista.
E, no entanto, quando mulheres muçulmanas levantam essa mesma objeção quando precisam remover suas coberturas de cabeça para fotos de identificação em países estrangeiros, nós dizemos que SUA cultura é primitiva e misógina – porque as suas regras arbitrárias sobre quanto do corpo de uma mulher deve ser coberto em público são lógicas e respondem ao bom senso, enquanto as dos outros são o resultado de superstição e loucura.
Na realidade, ambos estão apenas reagindo ao seu “Ambiente Moral Padrão”, como se fosse uma verdade absoluta proferida na criação do universo. Que outras pessoas têm diferentes padrões – e acreditam neles tão fortemente quanto você – é um fato quase impossível de compreender.Admita: você secretamente tem certeza de que se tivesse vivido no Brasil escravo como um homem branco, teria sido um dos mais não racistas. Você também teria sido um dos jovens alemães que não foram sugados por Hitler. Ao imaginar-nos transportados para outro tempo e lugar, nós sempre assumimos que nosso Ambiente Moral Padrão de alguma forma viaja com a gente, porque não podemos conceber uma vida sem ele.
E esse ambiente é o que faz com que seja praticamente impossível realmente entendemos e respeitarmos uns aos outros. Quando você tenta fazer com que alguém desvie de seu próprio padrão, meu amigo, é quando todos os outros itens nesta lista reúnem-se em um único Power Ranger para se opor a você. Você está pedindo a ele para A) abandonar o que funcionou para ele até agora, B) deixar os bastardos maléficos do lado oposto ganharem, C) trair seus amigos e D) abraçar o que ele vê como imoralidade.
Muitas pessoas preferem, literalmente, morrer do que desviar de sua Configuração de Padrão Moral, também conhecido como mudar de opinião.
56% dos estadunidenses consideram hoje que o lançamento da bomba atômica foi adequado. Entre os que têm mais de 65 anos, o número sobe para 70%. Entre os republicanos, para 74%. (Na época, 85% de toda a população dos EUA aprovava a bomba.) Entre os democratas, são 52%. Fonte: El País.
"A ação de poder é não tremer. No início, diante de simplesmente ficar parado. Depois, não tremer diante das coisas progressivamente maiores. O caminho inteiro é o desenvolvimento da ação de poder. Mais adiante não vamos tremer diante da vida, do sonho, da meditação, do morrer, do pós-morte e do renascer. Não vamos mais tremer mais em nenhuma circunstância de vida ou de morte, seja qual for, progressivamente." (Lama Padma Samten)
Rodrigo Nogueira Batista, ex-PM do Rio de Janeiro, para o Pragmatismo Político:
O processo de perversão começa no início da formação. Quando cheguei no CFAP, o primeiro contato quando a gente sai do campo para a companhia é um caminho cercado por árvores. Do alto daquelas árvores, os policiais antigos começavam a disparar tiros de festim e soltar bombas. O camarada que deveria ser treinado desde o início pra policiar, já começa a ser apresentado a uma guerra. Dentro do CFAP, a cultura dos instrutores não é formar policiais. É formar combatentes. E aí é que tá o problema: você formar um combatente para trabalhar numa coisa tão complexa quanto o aspecto social que ele vai ser inserido. Um dia o policial tá trabalhando com um mendigo, no outro com um juiz, no outro com um assassino, no outro com um estuprador. Para você preparar um combatente para trabalhar nesse contexto, é muito delicado. Demora muito. Se isso não for muito bem feito você acaba criando monstros.
O processo de perversão começa no início da formação. Quando cheguei no CFAP, o primeiro contato quando a gente sai do campo para a companhia é um caminho cercado por árvores. Do alto daquelas árvores, os policiais antigos começavam a disparar tiros de festim e soltar bombas. O camarada que deveria ser treinado desde o início pra policiar, já começa a ser apresentado a uma guerra. Dentro do CFAP, a cultura dos instrutores não é formar policiais. É formar combatentes. E aí é que tá o problema: você formar um combatente para trabalhar numa coisa tão complexa quanto o aspecto social que ele vai ser inserido. Um dia o policial tá trabalhando com um mendigo, no outro com um juiz, no outro com um assassino, no outro com um estuprador. Para você preparar um combatente para trabalhar nesse contexto, é muito delicado. Demora muito. Se isso não for muito bem feito você acaba criando monstros.
As instruções, as aulas que são ministradas no CFAP desde o início elas começam a mudar o viés do camarada. A minha turma não teve nem aula de direito penal, não teve aula de direito constitucional, não teve aula de filosofia, de sociologia. A gente chegava na sala de aula, sentava, o instrutor falava meia dúzia de anedotas da história da polícia militar e o resto é contando caso (matou fulano, prendeu ciclano). Dentro do próprio ambiente ali, os outros oficiais que coordenavam o curso só tinham um objetivo: deixar o cara aguerrido, endurecido, fazer esse recrudescimento da moral do indivíduo para ele não demonstrar piedade, covardia. Eles acreditam que se o camarada endurecer bastante ele pode preservar a própria vida com isso. Mas isso é ruim: você cria um cachorrinho bitolado que não consegue enxergar as coisas ao redor como elas são.
Depois de alguns meses no CFAP, o recruta vai estagiar e trabalhar com os antigos na rua. Como na época era verão, existiam as chamadas Operações Verão. Eles colocam o policial antigo armado e dois ou três “bolas-de-ferro”, como eles chamam os recrutas, justamente por dificultar a movimentação do antigo. Geralmente, os batalhões que recebem esse efetivo do CFAP são os litorâneos. Aí a gente foi pro 31º, no Recreio, 23º, que é o Leblon, 19º, Botafogo, 2º, Copacabana… Eu ficava um pouquinho em cada um.
No período de praia, por exemplo, a gente chegava e o antigo ficava angustiado com a nossa presença porque queria pegar o dinheiro do flanelinha, do cara que vende mate, da padaria. Outro exemplo: uma das instruções que os oficiais davam antes do efetivo sair pro policiamento era: “olha, vocês podem fazer o que quiserem, pega o pivete, bate, quebra o cassetete, dá porrada no flanelinha. Só não deixa ninguém filmar e nem tirar foto. O resto é com a gente. Cuidado em quem vocês vão bater, com o que vocês vão fazer e tchau e benção”. A minha turma partiu pro estágio com dois meses de CFAP, dois meses tendo meio expediente e depois rua. E aí, meu camarada, a barbárie imperava: pivete roubando, maconheiro… Quando caía na mão era só porrada e muito gás de pimenta. Foi ali que eu tive contato com as técnicas de tortura que a Polícia Militar procede aí em várias ocasiões. Você vê agora o caso do Amarildo. O modus operandi vai se repetindo, evoluindo, até que toma uma proporção mundial. Eu conheci aqueles recrutas que participaram do caso Amarildo lá no presídio da Polícia Militar e eles foram formados depois do meu livro. O último parágrafo do meu livro diz que os portões do presídio da polícia militar estarão sempre abertos para receber cada novo monstro nascente. E que venha o próximo. E continuam nascendo os monstros, um atrás do outro. Aqueles policiais que participaram do caso Amarildo, pelo menos de acordo com o que o inquérito está investigando eles estão fazendo as mesmas práticas que eu já fazia, que o meu recrutamento já fazia, que outros fizeram bem antes de mim e que já vem de muitos anos. Vem de uma cultura.
É no dia a dia mesmo. O nosso direito dificulta o trabalho do policial em certos aspectos. Por exemplo, um pivete roubou uma coisa de um turista e correu. O policial corre atrás do pivete e pega o pivete. Quando ele consegue chegar no pivete, ele já jogou o que ele roubou fora e ele é menor de idade, não pode ser encaminhado para a delegacia. Porra, mas o policial sabe que ele roubou. E aí entra o revanchismo, a hora da vingança. Primeiro lugarzinho separado que tiver (cabine, atrás de um prédio, dentro dos postos do guarda-vidas) é a hora da válvula de escape. E eu posso assegurar para você: da minha turma do CFAP, de dez que se formaram comigo, nove jamais pensaram que passariam por um processo de desumanização tão grande. O camarada começa a ver um pivete levando choque, spray de pimenta no ânus, no escroto, dentro da boca e não sente pena nenhuma. Pelo contrário, ele ri, acha engraçado.
E tem um motivo: se nesse momento que o mais antigo pegou o pivete e começa a fazer isso, se você ficar sentido, comovido por aquela prática, pode ter certeza que vai virar comédia no batalhão, vai ser tido como fraco. Vai ser tido como inapto para o serviço policial. E aí você vai começar a ser destacado, a ser visto como um elemento discordante desse ideal que a tropa criou. Se eu tô com você, mas você não tem disposição pra bancar o que eu tô fazendo com um vagabundo, na hora que der merda é você que vai roer a corda. Na hora que o vagabundo me der tiro, você não vai ter peito pra meter tiro nele. No fim, você vai ser afastado: vai ficar no rancho, na faxina ou em algum baseamento a noite toda.
Você vai formando e selecionando por esse critério. Se você é duro, você vai trabalhar na patrulha, no GAT (Grupamento de Ações Táticas), na Patamo (Patrulhamento Tático Móvel)… Agora você que é mais sensato, que não vai se permitir determinadas coisas, não tem condições de você trabalhar nos serviços mais importantes. Não tem como o camarada sentar no GAT se não estiver disposto a matar ninguém. Não tem como. E não é matar só o cara que tá com a arma na mão ali, é matar porque a guarnição chega a essa conclusão: “Não, aquele cara ali a gente tem que matar.” Aí é cerol mesmo. Se você não estiver disposto a participar disso aí, tu não vai sentar no GAT, não vai sentar numa patrulha nunca.
"Nós não temos uma notícia sobre o perigo da instabilidade econômica mundial, da situação da Europa, da situação dos EUA, da China, e o significa o Brasil ali. Então, a crise brasileira é vista isoladamente, ela não tem contexto" comentou a filósofa Viviane Mosé no Observatório da Imprensa. Confira a entrevista completa sobre o discurso único adotado pela mídia: http://ebcnare.de/1g5EDJG
O Observatório da Imprensa analisa o discurso único adotado pela grande mídia nos últimos meses.
O discurso único adotado pela grande mídia nos últimos meses motiva o debate da próxima edição do Observatório da Imprensa. A falta de diversidade de pensamento nos principais veículos gera um discurso único que não prioriza a contraditório. A impossibilidade de dar uma visão divergente da vida na sociedade impôs aos leitores limitações na forma de ver o mundo gerando problemas que hoje começam a se tornar críticos. Na visão do editor Carlos Castilho, “o primeiro é a insatisfação, cada vez maior, de segmentos sociais que questionam o conteúdo da agenda informativa e a confiabilidade das noticias publicadas pela imprensa. O outro, ainda mais grave, é a tendência à formação de “guetos” informativos compostos por veículos jornalísticos e segmentos do público que compartilham a mesma percepção do mundo”.
No livro Going to Extremes (Oxford University Press, 2009), o norte-americano Cass Sunstein mostrou como os grupos fechados tendem à radicalização por conta de uma auto-intoxicação informativa que os isola cada vez mais da realidade e os conduz a situações imprevisíveis. O correspondente do El País no Brasil, Juan Árias se queixa em artigo que no Brasil não se pode falar de felicidade no momento atual.
Veja o programa na íntegra:
"Nós não temos uma notícia sobre o perigo da instabilidade econômica mundial, da situação da Europa, da situação dos EUA, da China, e o significa o Brasil ali. Então, a crise brasileira é vista isoladamente, ela não tem contexto" comentou a filósofa Viviane Mosé no Observatório da Imprensa. Confira a entrevista completa sobre o discurso único adotado pela mídia: http://ebcnare.de/1g5EDJG
Posted by TV Brasil on Thursday, August 6, 2015
O Observatório da Imprensa analisa o discurso único adotado pela grande mídia nos últimos meses.
O discurso único adotado pela grande mídia nos últimos meses motiva o debate da próxima edição do Observatório da Imprensa. A falta de diversidade de pensamento nos principais veículos gera um discurso único que não prioriza a contraditório. A impossibilidade de dar uma visão divergente da vida na sociedade impôs aos leitores limitações na forma de ver o mundo gerando problemas que hoje começam a se tornar críticos. Na visão do editor Carlos Castilho, “o primeiro é a insatisfação, cada vez maior, de segmentos sociais que questionam o conteúdo da agenda informativa e a confiabilidade das noticias publicadas pela imprensa. O outro, ainda mais grave, é a tendência à formação de “guetos” informativos compostos por veículos jornalísticos e segmentos do público que compartilham a mesma percepção do mundo”.
No livro Going to Extremes (Oxford University Press, 2009), o norte-americano Cass Sunstein mostrou como os grupos fechados tendem à radicalização por conta de uma auto-intoxicação informativa que os isola cada vez mais da realidade e os conduz a situações imprevisíveis. O correspondente do El País no Brasil, Juan Árias se queixa em artigo que no Brasil não se pode falar de felicidade no momento atual.
Veja o programa na íntegra:
Do programa televisivo Bem Estar:
A rede de televisão BBC produziu a série ‘Is Your Brain Male or Female?’ para tentar desvendar nosso cérebro. O que faz a criança escolher o carrinho ou a boneca? Os pesquisadores ingleses Michael Mosley, médico e jornalista científico, e Alice Roberts, anatomista e professora de ciências, aplicaram testes em bebês e macacos.
Nas crianças, tudo conforme o esperado: meninas brincando com bonecas, meninos brincando com carrinho. Mas será que foram influenciados? O teste foi feito também com os macacos, que não têm nenhuma influência. E a resposta é a mesma: machos correndo atrás dos carrinhos, fêmeas atrás das bonecas. A professora Melissa Hines, da Universidade de Cambridge, diz que o instinto materno das fêmeas ajuda a explicar por que elas se identificam mais com as bonecas. Já os machos preferem objetos em movimento.
Segundo o ginecologista José Bento, os hormônios femininos e masculinos determinam a escolha por brinquedos. “A testosterona faz com que os meninos escolham carrinhos, brinquedos com movimentos, com rodas. Já a menina vai atrás da boneca porque é o instinto materno”, reforça.
Os especialistas lembram que tudo começa na gestação. Os hormônios que agem no bebê ainda no útero determinam as diferenças de comportamento. Os homens, por exemplo, produzem mais testosterona. Esse hormônio tem relação com a capacidade de sistematizar, analisar sistemas e montar e desmontar coisas. Entretanto, a pesquisa descobriu também que quanto mais testosterona, mais lento é o desenvolvimento social.
Mulheres intuitivas, homens autistas
(Drauzio Varella)
Em trabalho publicado em 2001, no qual bebês de um dia de vida foram colocados diante da face de uma pessoa e de um objeto mecânico móvel, ficou demonstrado que as meninas passam mais tempo a olhar para a face; os meninos, para o objeto.
O mecanismo responsável por essas diferenças corre por conta da exposição do sistema nervoso à ação da testosterona produzida pelos testículos durante a vida embrionária e neonatal. Meninas que nascem com hiperplasia adrenal congênita, condição genética em que ocorre aumento de produção de testosterona, exibem comportamento mais semelhante ao dos meninos.
É cada vez mais aceita na psicologia moderna a teoria da Empatia-Sistematização (E-S), segundo a qual os indivíduos podem ser classificados de acordo com sua maior habilidade de sistematizar ou estabelecer empatia. Sistematizar é a capacidade de analisar um sistema com o objetivo de prever seu o comportamento. Empatia é a capacidade de identificar estados mentais alheios e de responder a eles com a emoção mais apropriada.
A teoria E-S propõe que as diferenças psicológicas entre os sexos sejam definidas pelo diferencial entre as dimensões da empatia (E) e da sistematização (S), uma vez que prever comportamentos e emoções alheias não obedece às regras que regem sistemas mecânicos, nos quais a resposta a um mesmo estímulo é sempre previsível. O tipo psicológico ES é característico das mulheres; SE é mais encontrado nos homens.
De acordo com a teoria, o processo de masculinização cerebral, levado ao extremo, conduziria ao autismo, condição associada a comportamentos repetitivos, obsessão por sistemas previsíveis como decorar horários de trens e nomes de ruas, resistência às mudanças do ambiente, dificuldade de compreender metáforas, precocidade para decifrar funcionamento de máquinas e dificuldade de relacionamento afetivo.
A rede de televisão BBC produziu a série ‘Is Your Brain Male or Female?’ para tentar desvendar nosso cérebro. O que faz a criança escolher o carrinho ou a boneca? Os pesquisadores ingleses Michael Mosley, médico e jornalista científico, e Alice Roberts, anatomista e professora de ciências, aplicaram testes em bebês e macacos.
Nas crianças, tudo conforme o esperado: meninas brincando com bonecas, meninos brincando com carrinho. Mas será que foram influenciados? O teste foi feito também com os macacos, que não têm nenhuma influência. E a resposta é a mesma: machos correndo atrás dos carrinhos, fêmeas atrás das bonecas. A professora Melissa Hines, da Universidade de Cambridge, diz que o instinto materno das fêmeas ajuda a explicar por que elas se identificam mais com as bonecas. Já os machos preferem objetos em movimento.
Segundo o ginecologista José Bento, os hormônios femininos e masculinos determinam a escolha por brinquedos. “A testosterona faz com que os meninos escolham carrinhos, brinquedos com movimentos, com rodas. Já a menina vai atrás da boneca porque é o instinto materno”, reforça.
Os especialistas lembram que tudo começa na gestação. Os hormônios que agem no bebê ainda no útero determinam as diferenças de comportamento. Os homens, por exemplo, produzem mais testosterona. Esse hormônio tem relação com a capacidade de sistematizar, analisar sistemas e montar e desmontar coisas. Entretanto, a pesquisa descobriu também que quanto mais testosterona, mais lento é o desenvolvimento social.
Mulheres intuitivas, homens autistas
(Drauzio Varella)
Em trabalho publicado em 2001, no qual bebês de um dia de vida foram colocados diante da face de uma pessoa e de um objeto mecânico móvel, ficou demonstrado que as meninas passam mais tempo a olhar para a face; os meninos, para o objeto.
O mecanismo responsável por essas diferenças corre por conta da exposição do sistema nervoso à ação da testosterona produzida pelos testículos durante a vida embrionária e neonatal. Meninas que nascem com hiperplasia adrenal congênita, condição genética em que ocorre aumento de produção de testosterona, exibem comportamento mais semelhante ao dos meninos.
É cada vez mais aceita na psicologia moderna a teoria da Empatia-Sistematização (E-S), segundo a qual os indivíduos podem ser classificados de acordo com sua maior habilidade de sistematizar ou estabelecer empatia. Sistematizar é a capacidade de analisar um sistema com o objetivo de prever seu o comportamento. Empatia é a capacidade de identificar estados mentais alheios e de responder a eles com a emoção mais apropriada.
A teoria E-S propõe que as diferenças psicológicas entre os sexos sejam definidas pelo diferencial entre as dimensões da empatia (E) e da sistematização (S), uma vez que prever comportamentos e emoções alheias não obedece às regras que regem sistemas mecânicos, nos quais a resposta a um mesmo estímulo é sempre previsível. O tipo psicológico ES é característico das mulheres; SE é mais encontrado nos homens.
De acordo com a teoria, o processo de masculinização cerebral, levado ao extremo, conduziria ao autismo, condição associada a comportamentos repetitivos, obsessão por sistemas previsíveis como decorar horários de trens e nomes de ruas, resistência às mudanças do ambiente, dificuldade de compreender metáforas, precocidade para decifrar funcionamento de máquinas e dificuldade de relacionamento afetivo.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
"Com a maturidade, passamos a ser capazes de guardar a memória das tristezas sem que isso impeça que possamos investir na felicidade e conquistar momentos de alguma plenitude. Então, acho que não vai haver ninguém que não tenha uma memória de momentos terríveis. Ninguém vai ser poupado a uma dimensão aterradora da vida. A felicidade tem de conter isso também. A felicidade não é a ausência da tristeza. A felicidade é uma consciência e uma capacidade de lidar com essa herança triste que todos nós temos." (Valter Hugo Mãe)
"Quando eu escrevi 'O filho de mil homens' (2011), encontrei uma senhora, em Lisboa, numa sessão de autógrafos, que estendeu o livro pedindo para eu assinar. Perguntei seu nome e ela disse que se chamava Isaura. E, no exato momento em que eu pouso a caneta para começar a escrever, ela faz um discurso demolindo o nome Isaura, atribuindo até culpa ao próprio nome, à fealdade do nome para uma certa tristeza, um certo desamparo na sua vida. Fiquei perplexo porque acho o nome Isaura muito bonito. Eu disse: 'Não, tem de ser o contrário, você tem de entender que seu nome é maravilhoso. Você não está sendo esperta (risos). Acho que você tem de rentabilizar este nome'. E, então, eu disse: 'Eu estou escrevendo um novo romance. Estou começando neste momento a investir nessa história e eu vou criar uma Isaura e eu vou colocar todo mundo dizendo pra ela que o nome dela é maravilhoso' (risos). Eventualmente, essa Isaura vai ser feliz. Ela não vai escapar a uma tristeza básica porque acho que a realidade não permite que toda a gente escape a uma tristeza básica, mas eventualmente ela vai ser feliz. Então, foi muito engraçado porque isso aconteceu numa livraria, num determinado lugar onde eles têm uma poltrona, eu estava de pé, essa senhora estava de pé e então, no chão, exatamente no lugar onde nós estávamos, foi colocado um autocolante que diz assim: 'Aqui nasceu a Isaura'. Então, o povo fica passando por ali e ninguém entende que Isaura é aquela. É a Isaura de 'O filho de mil homens', do Valter Hugo Mãe. Ali, de alguma forma, nasceu aquela personagem, na livraria Bulhosa, em Lisboa." (Valter Hugo Mãe)
"Você precisa ter intenção, porque as outras lutadoras podem ler o que você está pensando, então penso em tudo o que farei. Como com a Cat Zingano. Ela é um doce de menina, superincrível, mas toda vez que olhava para ela, pensava: ‘Vou mandá-la para casa de um jeito que nem o filho vai reconhecer’. Minha mente vai por aí. Para coisas terríveis. Só que, quando a luta acaba, passo da mulher mais perigosa do mundo para a coisinha mais fofa e feliz que já existiu. Eu me apaixono por todo mundo, até por quem acabei de derrotar. Amo aquela pessoa por ter me dado aquele momento. Nunca a odiarei por querer o mesmo que eu. A amo por isso, porque preciso dela para conseguir fazer o que faço por mim mesma." (Ronda Rousey)
"Todas as minhas lutas são um desafio, todas minhas rivais são um desafio para mim. Acho que a vantagem que levo sobre elas é que nunca sabem o que vão enfrentar quando estiverem na minha frente. Miesha é um desafio ainda maior porque ela tem uma ideia do que eu faço, mas sei que posso surpreendê-la. Estou com fome para saber como ela vai chegar para essa luta." (RR)
"Todas as minhas lutas são um desafio, todas minhas rivais são um desafio para mim. Acho que a vantagem que levo sobre elas é que nunca sabem o que vão enfrentar quando estiverem na minha frente. Miesha é um desafio ainda maior porque ela tem uma ideia do que eu faço, mas sei que posso surpreendê-la. Estou com fome para saber como ela vai chegar para essa luta." (RR)
domingo, 2 de agosto de 2015
Quem toma as decisões não são os governantes que nós elegemos. Ouça José Saramago dizer que vivemos uma democracia amputada.
Uma receita ampliada para salvar o Brasil
(Juremir Machado da Silva)
É muito fácil melhorar o Brasil. A receita é tão simples quanto a de uma massa rapidinha. É só aumentar o desemprego. Se o desemprego crescer, haverá mais mão de obra disponível e o custo do trabalho cairá. Junto com ele, despencará a inflação. O desemprego é a solução. Como é que Dilma não vê isso? Joaquim Lévy está lá para instruí-la. Uma boa receita principal exige algumas receitinhas secundárias. Para evitar que o salutar crescimento do desemprego seja sabotado por mecanismos de compensação, é importante diminuir o acesso ao seguro-desemprego. Isso já foi feito. É muito fácil melhorar o país: basta acabar com o bolsa-família, aumentar drasticamente a idade das aposentadorias, privatizar o ensino superior de cabo a rabo, diminuir os serviços públicos e aumentar os impostos. A receita infalível é: menos serviços e mais impostos.
É muito fácil melhorar o Brasil. A receita é tão simples quanto a de uma massa rapidinha. É só aumentar o desemprego. Se o desemprego crescer, haverá mais mão de obra disponível e o custo do trabalho cairá. Junto com ele, despencará a inflação. O desemprego é a solução. Como é que Dilma não vê isso? Joaquim Lévy está lá para instruí-la. Uma boa receita principal exige algumas receitinhas secundárias. Para evitar que o salutar crescimento do desemprego seja sabotado por mecanismos de compensação, é importante diminuir o acesso ao seguro-desemprego. Isso já foi feito. É muito fácil melhorar o país: basta acabar com o bolsa-família, aumentar drasticamente a idade das aposentadorias, privatizar o ensino superior de cabo a rabo, diminuir os serviços públicos e aumentar os impostos. A receita infalível é: menos serviços e mais impostos.
Mas não mais impostos para todos. Só para a plebe. A combinação perfeita é: incentivos fiscais para transnacionais e mais impostos para o consumidor. A fórmula do sucesso econômico de um país emergente está na divisão do bolo: a maior parte deve ficar fora do prato para que a menor parte possa continuar acumulando até que chegue, no máximo em 200 anos, a hora de compartilhar. O problema do Brasil é ter taxas de emprego que constrangem países desenvolvidos. Onde já se viu ter desemprego abaixo de dois dígitos? É facílimo melhorar o país: bastar parar de gastar com os mais pobres. Temos compromissos maiores. Por exemplo, a privatização de recursos por meio da dívida pública. Dogmas não se contestam. Juros devidos a especuladores são dogmáticos. Quanto mais se paga, mais se deve.
Por que mesmo uma unidade da federação deve ser escorchada pela União com juros que fazem as dívidas se tornarem impagáveis? A União não deveria transferir recursos de quem tem mais para quem tem menos de modo a ajudar os entes federados? Nada disso. Contraria a receita. A União deve ser um FMI interno. É muito fácil melhorar a nação: basta privatizar estradas, a educação, a saúde e a segurança pública. Impostos sempre devem incidir sobre salários, jamais sobre lucros. Grandes fortunas não devem ser taxadas. Seria injusto com quem mais se esforça para acumular e legar como herança. O Brasil de antes era muito melhor. A maioria ficava no seu canto. A minoria vivia bem. Deixaram os ressentidos chegar ao poder. Tudo se inverteu. A maioria começou a comprar carro barato e a engarrafar as ruas. Sem contar que os aeroportos viraram rodoviárias. É fácil melhorar o Brasil. É só dar um passo atrás. De quebra, acaba-se com a corrupção, que só aparece, como está provado, quando a esquerda está no poder. Uau!
Há coisas que estão diante dos olhos de todos, mas não são vistas. O problema do Brasil são privilégios como desemprego baixo, seguro-desemprego alto e outras mamatas como aposentadorias, bolsa-família, auxílios e sabe-se lá mais o quê. O dogma principal é o seguinte: a gente vem ao mundo para trabalhar e produzir o superávit primário que garante o leite dos banqueiros. Não para vagabundear com ajuda do Estado. É fácil melhorar o país: basta piorá-lo. Batata.
Outra saída para salvar o Brasil é entregar para a Lava-Jato todos os que fazem leituras literais.
A ironia é sempre a primeira vítima.
sábado, 1 de agosto de 2015
Desabafo gremista #2
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