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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Do programa televisivo Bem Estar:

A rede de televisão BBC produziu a série ‘Is Your Brain Male or Female?’ para tentar desvendar nosso cérebro. O que faz a criança escolher o carrinho ou a boneca? Os pesquisadores ingleses Michael Mosley, médico e jornalista científico, e Alice Roberts, anatomista e professora de ciências, aplicaram testes em bebês e macacos.

Nas crianças, tudo conforme o esperado: meninas brincando com bonecas, meninos brincando com carrinho. Mas será que foram influenciados? O teste foi feito também com os macacos, que não têm nenhuma influência. E a resposta é a mesma: machos correndo atrás dos carrinhos, fêmeas atrás das bonecas. A professora Melissa Hines, da Universidade de Cambridge, diz que o instinto materno das fêmeas ajuda a explicar por que elas se identificam mais com as bonecas. Já os machos preferem objetos em movimento.

Segundo o ginecologista José Bento, os hormônios femininos e masculinos determinam a escolha por brinquedos. “A testosterona faz com que os meninos escolham carrinhos, brinquedos com movimentos, com rodas. Já a menina vai atrás da boneca porque é o instinto materno”, reforça.

Os especialistas lembram que tudo começa na gestação. Os hormônios que agem no bebê ainda no útero determinam as diferenças de comportamento. Os homens, por exemplo, produzem mais testosterona. Esse hormônio tem relação com a capacidade de sistematizar, analisar sistemas e montar e desmontar coisas. Entretanto, a pesquisa descobriu também que quanto mais testosterona, mais lento é o desenvolvimento social.


Mulheres intuitivas, homens autistas
(Drauzio Varella)

Em trabalho publicado em 2001, no qual bebês de um dia de vida foram colocados diante da face de uma pessoa e de um objeto mecânico móvel, ficou demonstrado que as meninas passam mais tempo a olhar para a face; os meninos, para o objeto.

O mecanismo responsável por essas diferenças corre por conta da exposição do sistema nervoso à ação da testosterona produzida pelos testículos durante a vida embrionária e neonatal. Meninas que nascem com hiperplasia adrenal congênita, condição genética em que ocorre aumento de produção de testosterona, exibem comportamento mais semelhante ao dos meninos.

É cada vez mais aceita na psicologia moderna a teoria da Empatia-Sistematização (E-S), segundo a qual os indivíduos podem ser classificados de acordo com sua maior habilidade de sistematizar ou estabelecer empatia. Sistematizar é a capacidade de analisar um sistema com o objetivo de prever seu o comportamento. Empatia é a capacidade de identificar estados mentais alheios e de responder a eles com a emoção mais apropriada.

A teoria E-S propõe que as diferenças psicológicas entre os sexos sejam definidas pelo diferencial entre as dimensões da empatia (E) e da sistematização (S), uma vez que prever comportamentos e emoções alheias não obedece às regras que regem sistemas mecânicos, nos quais a resposta a um mesmo estímulo é sempre previsível. O tipo psicológico ES é característico das mulheres; SE é mais encontrado nos homens.

De acordo com a teoria, o processo de masculinização cerebral, levado ao extremo, conduziria ao autismo, condição associada a comportamentos repetitivos, obsessão por sistemas previsíveis como decorar horários de trens e nomes de ruas, resistência às mudanças do ambiente, dificuldade de compreender metáforas, precocidade para decifrar funcionamento de máquinas e dificuldade de relacionamento afetivo.

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