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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

"Quando eu escrevi 'O filho de mil homens' (2011), encontrei uma senhora, em Lisboa, numa sessão de autógrafos, que estendeu o livro pedindo para eu assinar. Perguntei seu nome e ela disse que se chamava Isaura. E, no exato momento em que eu pouso a caneta para começar a escrever, ela faz um discurso demolindo o nome Isaura, atribuindo até culpa ao próprio nome, à fealdade do nome para uma certa tristeza, um certo desamparo na sua vida. Fiquei perplexo porque acho o nome Isaura muito bonito. Eu disse: 'Não, tem de ser o contrário, você tem de entender que seu nome é maravilhoso. Você não está sendo esperta (risos). Acho que você tem de rentabilizar este nome'. E, então, eu disse: 'Eu estou escrevendo um novo romance. Estou começando neste momento a investir nessa história e eu vou criar uma Isaura e eu vou colocar todo mundo dizendo pra ela que o nome dela é maravilhoso' (risos). Eventualmente, essa Isaura vai ser feliz. Ela não vai escapar a uma tristeza básica porque acho que a realidade não permite que toda a gente escape a uma tristeza básica, mas eventualmente ela vai ser feliz. Então, foi muito engraçado porque isso aconteceu numa livraria, num determinado lugar onde eles têm uma poltrona, eu estava de pé, essa senhora estava de pé e então, no chão, exatamente no lugar onde nós estávamos, foi colocado um autocolante que diz assim: 'Aqui nasceu a Isaura'. Então, o povo fica passando por ali e ninguém entende que Isaura é aquela. É a Isaura de 'O filho de mil homens', do Valter Hugo Mãe. Ali, de alguma forma, nasceu aquela personagem, na livraria Bulhosa, em Lisboa." (Valter Hugo Mãe)

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