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terça-feira, 18 de junho de 2002

Fiquei em 33º no concurso de agente administrativo da Procuradoria Geral do Estado, que tinha 77 vagas.

terça-feira, 11 de junho de 2002

Marcos> Recebi uma mensagem via web por engano agora há pouco no celular. Dizia:

"Sei que nao devo mandar mens. por causa da sua esposa, mas ontem vc me fez gozar como nunca, adorei sua ideia! bjo molhado."
Uma amiga relatou suas viagens após a ingestão de space cake e elas não poderiam deixar de serem registradas.

"foi muito engracado, comecou no banheiro, eu achava que estava mijando para cima! a gravidade nao existia mais naquele momento. depois de passar um tempo sentada no vaso pensando se eu realmente tinha feito xixi para cima, voltei para a sala. ai estava passando o clip do pulp, tinha umas luzes coloridas e brilhantes. elas foram se expandindo cada vez mais alem dos limites da tela da tv, até que tomaram conta de aproximadamente metade da sala. depois, durante o filme, os olhos dos atores pareciam pequenas espirais, girando o tempo inteiro, e ao mesmo tempo se movimentando para dentro e fora da tv, como pequenas ondas. ai morfeus deu seu golpe de misericordia e eu dormi profundamente no sofá da sala. domingo eu parecia estar normal, ate que comecei a ouvir a shirley manson cantando dentro da minha bolsa no trem. umas duas musicas, eu acho. até conferi se o discman estava desligado mesmo."

(Deixo anônimo a não ser que ela se manifeste favorável a sua identificação.)

segunda-feira, 10 de junho de 2002

Foto da jam que rolou comigo, com o Rafael vocalista da Estação Das Brumas e um baterista que até hoje não sei quem é. Tocamos Every You Every Me (Placebo) e Sweet Dreams (Marilyn Manson). Foi no dia do show da Biônica, banda punk de São Paulo, no BR-3, dia 7 de março deste ano.

sexta-feira, 7 de junho de 2002

Não dá pra acreditar que uma pessoa pára de existir. Simplesmente não tem mais como encontrar essa pessoa. Mas o nosso sentimentalismo (sem pejoração, nessa palavra) é acentuado pela cultura (mais uma vez a cultura). Pois a morte é inevitável, um dia ela chega. Se chega antes, choca mais. Mas se chega depois, choca também. A não ser que a pessoa fique doente por anos ou muito velha por anos, que a gente fica sentindo a dor aos poucos e na hora H a coisa já era esperada. Tem culturas que promovem festas de morte, como eu vi no filme Dreams, do Kurosawa (que morreu esses dias). A pessoa mais querida por mim que morreu até hoje foi o meu vô, e até hoje eu fico triste pensando que ele poderia estar aqui. Ainda mais que a minha vó também não se conforma com o acidente estúpido. Entre pessoas que eu conheci, mais de dez já morreram, de várias idades. Eu tenho medo de morrer e de que os outros morram.

Assim como com o trabalho destruidor, com uma rejeição amorosa, a dor da perda total de uma pessoa só é amenizada mesmo com o tempo passado, pelo menos pra mim. Palavras, nessas horas, são quase inúteis. Por isso eu prefiro nunca precisar ir a velórios e enterros. Por isso que o que eu estou escrevendo aqui pode estar atrapalhando. Mas o único conselho que eu posso dar é: pensem nas coisas boas, tanto nas que ficaram quanto nas que se foram. Mesmo porque, essa é infalível, ele não iria gostar que a gente ficasse tão triste. Eu ainda não chorei, talvez chore na próxima vez que eu fumar. Mas é isso aí, a nossa vida continua e uma morte não pode ser responsável por outras semi-mortes.

quinta-feira, 6 de junho de 2002

Bruno Medina (Los Hermanos) escreveu:

(...) Nunca duvide da força que tem o bom e velho rock ‘n roll. Um caso particular me fez testemunha de que esse fenômeno ainda possui muitos adeptos e inacreditável poder de mobilização: em meados de 2000 meu colega Marcelo Camelo ousou dizer que não gostava de Ramones no "Gordo Pop Show", programa exibido na época pela MTV com apresentação de João Gordo.

Além de sermos expulsos do programa pelo cínico apresentador ainda tivemos que ouvir muito em nossos shows por todo Brasil o coro de "Ramones, Ramones" ou "Hey-ho, let’s go!" e acredite que eu não me espantaria em constatar que isso acontece até hoje, dois anos depois do que foi dito num programa a tarde num canal UHF!

A história é muito engraçada mas denota que a maioria dos roqueiros não sabe o que o rock significa, não percebem que o rock era um movimento de contracultura e de contestação. O rock se perdeu quando virou bom e velho e deixou de ser a voz da revolução para se tornar uma entidade careta e preconceituosa.

Me deixa triste perceber que muitos que se dizem roqueiros esqueceram da principal característica do movimento que é a ruptura do que está estabelecido. Para mim o rock se mescla com outros estilos, se veste de branco, acorda cedo e usa óculos para ler jornal. É velho mas está à par das novidades e se esforça para buscar novos caminhos para expressar o mesmo sentimento que havia há 30 anos atrás. Apesar de não me identificar nem de me sentir influenciado pelos grandes nomes do rock sou capaz de respeitá-los, não respeito gente burra e preconceituosa.

Sou a favor de experiências sonoras que acrescentem atributos e qualidade ao estilo, sou contra prateleiras sectárias de lojas de cd. (...)

Meu amigo Tácito morreu quarta-feira de manhã. Parte da família dele é gaúcha, mas ele morava em Brasília, onde eu morei por um ano. Ele foi o responsável por eu ter amigos naquela cidade, depois de um semestre solitário. Eu deixei um cartaz procurando gente para formar uma banda, e uma noite, na saída da minha aula, ele me convidou para participar da banda de Radiohead cover dele e de uns amigos. Um dos amigos era o Tiago, que junto com a namorada Gabriela vieram a ser os melhores amigos meus e da Madi em Brasília. A banda chamava-se Injektilo e era muito parecida com Radiohead, principalmente pela guitarra impecável do Tiago e pela voz parecidíssima do Tácito com a do Thom Yorke. Isso sem contar o baixo, que não é muito fácil de tirar, mas o Tácito fazia com facilidade. Ele foi responsável por momentos hilários com algumas mentiras que ele gostava de contar, como a de que havia tomado LSD líquido, quando na verdade nunca nem fumou maconha. Havia também a casa em Sapucaia ou Esteio que perguntava "Como vai?". Fiquei com o pedal overdrive da Yamaha, dele, que agora vai ser tratado com carinho. Atualmente ele estava com a Gabriela e o Tiago e sua irmã Joana, mais os também ex-colegas de UniCeub Diogo, Cláudio e Márcio, na banda Os Pioneiros Da Borracha, com grande potencial pop-rock para dar certo e show de lançamento do CD-demo no dia 8 de maio. Tomara que o resto dê tudo certo, já que a morte é inevitável e irreversível.