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terça-feira, 30 de setembro de 2003



From: "Arlen Andrade"
Subject: MTV
Date: Tue, 30 Sep 2003 12:51:37

Meninos...
Uma amiga falou ontem que viu Blanched na MTV...
Naquelas vinhetinhas de 30 segundos...
nem sabia que vcs tinham mandado algo...
massa
abs

segunda-feira, 29 de setembro de 2003

Acclaimed Music! Um guia complementar ao All Music Guide. Não tem mais como não pesquisar discos. (Obrigado, Thiane.)
Acabei de saber que eu vou participar do próximo Póquet, nesta quarta. Agora eu vou procurar descobrir por que eu decidi participar sem me avisar.

"Falando em Paulo Scott e Pocket Show, acabei de receber a divulgação por e-mail do próximo sarau, e o casting está totalmente fora do controle." (Daniel Galera)

"O sarau Póquet, esse grande evento dedicado à bizarrice artística que povoa o nosso país, vai morrer. Por isso, não parece menos adequado que seja tocado O HORROR ABSOLUTO na sua última edição. Normalmente isso já acontece, mas essa INVOCAÇÃO DO MAL por parte do grande mestre Paulo Scott parece realmente coisa séria." (Bruno Galera)

PÓQUET DEZ (O ÚLTIMO GRAND PRIX RACE): RUÍDO, PRÊMIOS, INCONGRUÊNCIAS & IÇÁ, LITERATURA
DESTA VEZ COM OS INATINGÍVEIS:
PAULO SCOTT + FLU
MP4 (RAP)
WANDER WILDNER
CRIS GANZO
CAMILA DALBEM + CELSO COELHO
GILSON VARGAS E OS LAGARTOS ELÉTRICOS
FÁBIO SABÃO + 4NAZZO
ANTÔNIO CARLOS FALCÃO + MURILO BIFF
ANDRE CZARNOBAI CARDOSO TRUE LINE + BIGMUFF
EL MAESTRO GUILHERME PILLA + EMERSON PINGARILHO
PEDRO GONZAGA TRIO
MURIEL PARABONI + DOUGLAS DICKEL
LUCIANA GUIRLAND
GRUPO POÉTICO FERROLHO DA VOZ
LAURA LEINER
NÃO DESISTA AINDA:
FRANK JORGE + CARLO PIANTA
DANIEL GALERA + DANIEL PELLIZZARI
MAURÍCIO ELIOT E O FUNDO FALSO
OLAVO AMARAL
ACROBACIAS, INCÊNDIO E MUITO, MUITO MAIS!!!
APRESENTAÇÃO DA ALESSANDRA MARDER
ZELIG, DIA 1º DE OUTUBRO, QUARTA-FEIRA, 23H
INGRESSO MÓDICO A QUATRO REAIS
"A roupa faz o homem. Quanto mais roupa, menos homem." (Terrence, do filme Spider, interpretado pelo John Neville, que foi o Barão de Munchausen, dirigido pelo Terry Gilliam em 1988)
Uma coisa que eu sempre quis fazer era listar os principais lançamentos fonográficos de cada ano, para ter uma visão geral da evolução do rock a partir das interinfluências. Daria um trabalho desgraçado fazer isso, a não ser que eu usasse apenas os discos listados na página de CDs-que-eu-tenho. E foi o que eu fiz. E eu incluí, ainda, nesse mapa cronológico os filmes de que eu mais gostei. Olha aqui.
Sábado eu e a Manu jogamos Simpsons no fliperama. Eu fui a Lisa e ela foi o Homer, depois a Marge. Mais depois, eu quase virei o Street Fighter II. Joguei com a Chun Li e cheguei no Vega. Foi muito emocionante, como mastigar um Ping Pong Ploc e, com aquele gosto, lembrar-me imediatamente do passado. Eu vibrava a cada round ganho, e a Manu dizia que estava orgulhosa! Fiquei em segundo nos recordes das duas máquinas. Na primeira escrevi D*M e na segunda M.D. Eu um dia quero ter uma mobilete. Já sonhei várias vezes com uma. Sábado foi um dia histórico. Mais detalhes quando a inspiração estiver plena, no Love Is All Around.
Meu casaco-de-vô. O nome da minha vó é Selvina, e o do meu vô é Edvino. Ele morreu e eu herdei o casaco verde. Minha vó sempre conta que me raptou do hospital quando eu nasci e a minha mãe ainda teve que ficar alguns dias lá. Meu pai estava esperando com o carro, na frente do hospital, com um capuz preto. Verídica essa história ou não, é certo que ela sempre foi minha segunda mãe, minha vó querida. Quando minha mãe queria me bater, ou ela se interpunha ou corria para o quarto e batia a porta e chorava. Meu vô me ensinou a jogar futebol, me deu luvas de goleiro, jogava botão comigo e nunca pareceu triste ou nervoso. Eu me lembro de quando eu deitava na cama com ele e sentia o cheirinho-de-vô.
O Noel Gallagher é um filho da puta. O Oasis é como se Los Hermanos tivessem 80% das músicas cantadas pelo Amarante. Pior, até, porque a voz do Liam é simplesmente ridícula, e está cada vez mais.

Em dezembro de 2000, escrevi para o MusicZine o texto A História Do Verdadeiro Papai Noel. Republiquei hoje no Apanhador. Melhores trechos:

(...)

Aos 13 anos, ele teve sua primeira guitarra, uma semi-acústica preta, copiada da Gibson Hummingbird. A partir daí todas as outras coisas - escola, garotas, futebol - ficaram em segundo plano. Ele praticava constantemente, tocando suas músicas favoritas repetidas vezes. "Eu posso tocar todas do The wall, todas", diz com entusiasmo.

(...)

Depois de amar Beatles, a adolescência de Noel foi marcada pela fúria do punk rock. O primeiro show a que ele assistiu foi em 1980, do Damned. "Eu era jovem demais para ser punk, estava com 10 anos em 1977, na idade em que a última coisa que você faz é escutar música."

(...)

Antimúsica - Liam não entendia a crescente fascinação de Noel pelo rock, o que gerou inumeráveis desentendimentos entre os dois. "Eu não era a fim de música. Eu falava - Pare com esse bando de merda que você está fazendo com essa guitarra! Eu só me interessava por futebol e era um vagabundo", conta Liam. "Eu zombava de qualquer pessoa que passasse por mim com uma guitarra. - Seu idiota, tocando música!".
O Roger Waters é um filho da puta.

Ter Mar 05, 08:39:44 PM

Roger Waters. Daqui a exatamente uma semana eu vou estar vendo e ouvindo um deus da música, um dos criadores do Pink Floyd - por mais que esteja velho e sem voz e de ray-ban e de mullet e que coloque um saxofone herético na sua versão solo para Set The Controls For The Heart Of The Sun, de 1968, e que seus discos solos sejam cópias carbonos do último disco criativo do Pink Floyd, The Wall, de 1979. Eu vou chorar muito. Graças ao Sapo, que me deu o ingresso. (...)

Seg Mar 25, 09:39:21 AM

Meus sentimentos sobre o show do Roger Waters.

. . . o Roger Waters está velho, sem criatividade e repetitivo desde 1979, já se misturou com política, é acompanhado de músicos profissionais demais. Correto. Mas o Roger Waters é o Roger Waters. Ele pode. Ele é deus. Ele foi deus, que seja, então ele é deus. Ele esteve a metros de mim, eu ouvi a voz dele por meio apenas de um microfone e de umas caixas de som. Ele era uma das mentes do Pink Floyd. Eu ouvi a voz dele cantando In The Flesh, Another Brick In The Wall (Part II), Mother, Comfortably Numb, Welcome To The Machine, Shine On You Crazy Diamond, Wish You Were Here, Pigs On The Wing, Dogs, Speak To Me, Breathe, Time, Money e Set The Controls For The Heart Of The Sun. E algumas do The Final Cut (1983), álbum quase-solo, e várias de sua carreira solo. Eu ouvi a voz dele cantando essas músicas, resultados da mente dele. Eu ouvi ecos da mente dele, da alma dele.

Nunca provavelmente alguém vai ver e ouvir o Pink Floyd ao vivo no Brasil. Mas o Roger Waters veio para Porto Alegre. Desembarcou no aeroporto Salgado Filho, passou pelo Laçador, comeu e dormiu na cidade, fez xixi e cocô. Uma parte do Pink Floyd esteve aqui. E eu estive também, no mesmo lugar. Vi, ouvi, pensei em tudo o que aquele homem lá em cima representa para mim e representou para uma vida mais decente de todos os humanos sensíveis na Terra. E chorei. Chorei. Chorei. Não consegui cantar junto de tanto que chorei. (...)

Que prazer. (...) Que prazer em ver o baixista do Pink Floyd tocando e cantando com a alma, o corpo "dançando" de acordo com a música.

A melhor parte do show foi quando Roger falou que eles iriam fazer uma pausa de 20 minutos. Ele falou. Era ele, era a voz dele, era o sotaque dele, era a cara dele, era o corpo dele, era o jeito dele, eram os movimentos dele, era ele. Ele. (...) naquele momento não havia a interferência dos músicos que faziam o papel de cover do Pink Floyd. E isso é impossível, ridículo, absurdo. Não há substitutos para Syd, Rick, Nick and Dave. Assim como não há substitutos para John e George.

Outra melhor parte do show foi Shine On You Crazy Diamond, pois Syd foi mostrado no telão. (...)

Roger Waters como vocalista influenciou gênios da voz como Jarvis Cocker, do Pulp, e Trent Reznor, do Nine Inch Nails. Os sussurros e os gritos desesperados que as boas bandas em bons momentos usaram já estão lá na década de 60, em Careful With That Axe Eugene. Alguns dos vocais mais depressivos da história do rock estão no The Wall de 1979: Don't Leave Me Now, One Of My Turns, Nobody Home.

O show do Roger Waters não é a mesma coisa que o show do Sonic Youth, claro. Uma parte não faz páreo com o todo. Por isso enganou-se quem foi ao show do Roger Waters pelo show, e não pelo homem e pela história do homem. Banda de apoio não é arte, não é sentimento. Mas o homem é. O homem é um do Pink Floyd. E o Pink Floyd, já disse o tecladista Rick Wright para a Bruna Lombardi, não é uma banda. É outra coisa maior.

sexta-feira, 26 de setembro de 2003

CHAVE: "Não temos motivos de desconfiar de nosso mundo, pois ele não nos é hostil. Havendo nele espantos, são os nossos (...)." (Rainer Maria Rilke)
Estava um pouco irritado e acabei arrancando um dente com os dedos. Cortei a carne da gengiva com a unha e quebrei o osso pressionando o infeliz pros lados. Pobre dente, achei que ele ofereceria algum tipo de resistência ou dor, mas nada.
postado por: Leonardo Fleck 10:01 AM


Os Silver Apples formaram-se em New York em 1967. São um duo - o percussionista Danny Taylor e o vocalista Simeon, que toca nove osciladores de áudio com 86 botõezinhos. A primeira vez em que eu ouvi falar deles foi num texto sobre as origens do pós-rock. O All Music Guide categoriza a banda como obscuro, rock experimental, proto-punk, psicodélico, eletrônico. Também lá, os "tones", que são adjetivos marcados no site por quem ouviu a banda, são: contemplativo, hipnótico, não-convencional, livre, frio e "eerie" ("so strange as to inspire a feeling of fear").
Love, uma da carreira solo do gênio:

Love is feeling, feeling love,
Love is wanting to be loved.
Love is touch, touch is love,
Love is reaching, reaching love,
Love is asking to be loved.
Love is you,
You and me,
Love is knowing,
We can be.
Love is free, free is love,
Love is living, living love,
Love is needing to be loved.
Esta eu acho que é a primeira foto de eu cantando da história.

quinta-feira, 25 de setembro de 2003

Show do Tear: "Abriu a parada a Blanched, banda de Novo Hamburgo. Pelo que diz o Leonardo, que põe a voz e as letras na parada, pelo menos 20% dos fãs de pós-roque do Rio Grande integram a banda. Duas guitarras [às vezes três], teclado [pra fazer uns efeitinhos], uma flautista [que não pintou no show], baixo e bateria. O que dizer? Quem gosta de Mogwai, GY!BE, Explosions in the Sky, coisa e tal, vai amar. Destaque para as letras da banda. "Tristes os que buscam dentro de si respostas, porque lá só há espera", é uma frase que leva à reflexão a cabeça mais tosca. Por exemplo, ao carinha aquele que batia cabeça ao som da banda, com os dedos formando lml. Iça!" (Quem? Mauricio F. Renner)

Em tempo: cadê aqueles textos sobre Curitiba, Charles Pilger e Rafael Spoladore?
Jonathan Fire*Eater was
Walter Martin Matt Barrick Stewart Lupton Tom Frank Paul Maroon

The Walkmen are
Fire Eaters Walter Martin (vocals, organ, etc.), Paul Maroon (guitars), and Matt Barrick (drums), and ex-Recoys Hamilton Leithauser and Peter Bauer

(Referência: Mauricio F. Renner)
"Eu gosto de música que arrepie a espinha e deixe os pêlos de pé." (Mauricio F. Renner)

Eu e minha mãe.

- Tu já percebeu que em TODA a BR-116 tem outdoor?
- Eu mesmo tava falando isso com a Aline...
- É insuportável!!
- ... eu acho bonito...
"Mas, cá entre nós, é uma piada." (John Lennon, sobre os Rolling Stones) "Eu gostaria de listar o que a gente criava e o que os Stones faziam dois meses depois."
"Você precisa ser canalha para chegar lá. É um fato, e os Beatles foram os maiores filhos da puta do mundo." (John Lennon)
Kaufman. Coming soon. Stay tuned.

quarta-feira, 24 de setembro de 2003

Quero baixar hoje discos alegres. Tipo Super Furry Animals, Teenage Fanclub, Beach Boys, Supergrass. Dicas de bandas alegres?

terça-feira, 23 de setembro de 2003

"(...) Alguns esquecem a própria volatilidade das suas palavras apenas para focar-se nos deslizes do outro. Ninguém mais parece ter o direito de exercer a sua natureza instável, que o diga das suas pequenas pontas de irracionalidade. E, enquanto isso, do outro lado alguém chora." (Bruno Galera)

"Não lembro. O que foi que eu disse? Não sei. Todos dizemos uma porção de coisas sem nem mesmo saber do que estamos falando. É provável que eu esteja fazendo isso agora. Não sei o que soltei. Olhe, todo mundo leva muito a sério o que se disse no dia anterior. Sou só um cara para quem perguntam sobre as coisas. Saio respondendo, e uma parte faz sentido, a outra é bobagem. Uma parte é mentira, e a outra só Deus sabe o que estou tentando dizer." (John Lennon)

(Nota do colador: Só não vale mau caráter interpretar convenientemente, aproveitando-se para justificar mau-caratismo.)

"É uma merda essa vida escrita. Desde o advento da internet as coisas só pioraram. Antes, só os dados às lidas de escribas ou os famosos eram traídos pelas palavras. Os primeiros quando expressavam idéias em livros ou opinavam em artigos; os últimos quando resolviam abrir a boca sobre qualquer assunto, especialmente dando entrevistas para
jornalistas mentecaptos. (...)" (Bruno Galera)
Jann: Você acha que é um gênio?
John: Acho. Se existe isso de gênio, sou um.

(WENNER, Jann S. Lennon remembers.)
"Sou um artista. Se me derem um trombone, vou conseguir tirar alguma coisa dali." (John Lennon)
Domingo eu vi pela primeira vez The Osbournes. É viciante, principalmente por causa dos velhos. Eu e a Manuela choramos diante da cena de Ozzy e Sharon renovando os votos, na hora do discurso dela. Ele chorou. Nos primeiros minutos tive uma agonia por ver o cara se arrastando, parecendo em câmera lenta, resultado das drogas. Depois eu me acostumei e me apaixonei pelo carisma e o senso de humor dele. Achei que iria sonhar com ele e falei para a Manu "Amanhã de manhã eu vou falar 'Sonhei com o Ozzy'. Inclusive eu já sonhei com ele uma vez". Não sonhei essa segunda vez. Mas a primeira foi assim:

Comecei a ouvir vozes saindo do meu relógio. Era o Pedro Bopp, que está em Chicago. "Consegui ficar telefonando de graça", disse ele. Eu disse "E aí, Chico Bopp", fazendo um trocadilho com a cidade onde ele está. Perguntei sobre o lançamento do novo disco do Sonic Youth em 11 de junho. Falamos também sobre o show do Radiohead no Brasil. Então apareceu um caminhão e o anúncio "Se o Radiohead não tocar no Brasil, pelo menos o Ozzy Osbourne vai". E salta o Ozzy de dentro do caminhão. Alcancei o telefone para ele e disse "Chicago". Aí ele começou a fazer uns barulhos gozados com a voz: Uaur, Uooo, Uááá etc. Então o Pedro pediu para eu dizer que ele queria ter o papagaio do Ozzy. Eu disse "He said that he wish to buy your parrot (sics)".

segunda-feira, 22 de setembro de 2003

Hoje de manhã eu estava ouvindo mais uma vez o Easter, da Patti Smith, e de repente entram nos meus ouvidos as seguintes palavras: "Baby was a black sheep. Baby was a whore. Baby got big and baby get bigger. Baby get something. Baby get more. Baby, baby, baby was a rock and roll nigger." Chamaram a minha atenção por eu já conhecê-las. Pois são as palavras cantadas pelo Pedro no final de Fracassos! Eu tocava na banda e não sabia que aqueles versos eram da Patti Smith... Vão as letras das duas:

FRACASSOS
(Pedro Verissimo)

Jogado no chão, minha cabeça nas mãos
As minhas mãos nos joelhos, eu não entendo onde estou
Eu me joguei de cabeça e acabei onde estou
Aqui, sem pé nem cabeça, minha cabeça nas mãos
Jogado no chão, meu corpo é só coração

E o meu corpo quebrou
São fracassos

Jogado no chão, meu corpo é só coração
Com os meus olhos vermelhos, eu não enxergo onde estou
Eu me joguei de cabeça e acabei onde estou
Aqui, sem pé nem cabeça, minha cabeça nas mãos
Jogado no chão, meu corpo é só coração

E o meu corpo quebrou
São fracassos

Baby was a black sheep
Baby was a whore
Baby got big and baby get bigger
Baby get something
Baby get more
Baby, baby, baby was a rock & roll nigger


ROCK & ROLL NIGGER
(Lenny Kaye/Patti Smith)

Baby was a black sheep. Baby was a whore.
Baby got big and baby get bigger.
Baby get something. Baby get more.
Baby, baby, baby was a rock & roll nigger.
Oh, look around you, all around you,
riding on a copper wave.
Do you like the world around you?
Are you ready to behave?

Outside of society, they're waitin' for me.
Outside of society, that's where I want to be.

Baby was a black sheep. Baby was a whore.
You know she got big. Well, she's gonna get bigger.
Baby got a hand; got a finger on the trigger.
Baby, baby, baby is a rock & roll nigger.

Outside of society, that's where I want to be.
Outside of society, they're waitin' for me.

(Those who have suffered, understand suffering,
and thereby extend their hand
the storm that brings harm
also makes fertile
blessed is the grass
and herb and the true thorn and light.)

I was lost in a valley of pleasure.
I was lost in the infinite sea.
I was lost, and measure for measure,
love spewed from the heart of me.
I was lost, and the cost,
and the cost didn't matter to me.
I was lost, and the cost
was to be outside society.

Jimi Hendrix was a nigger.
Jesus Christ and Grandma, too.
Jackson Pollock was a nigger.
Nigger, nigger, nigger, nigger,
nigger, nigger, nigger.

Outside of society, they're waitin' for me.
Outside of society, if you're looking,
that's where you'll find me.
Outside of society, they're waitin' for me.
Outside of society.

quinta-feira, 18 de setembro de 2003

" . . . pega qualquer parágrafo de Lester Bangs e é um texto brilhante pra caralho, mas é tudo sobre a mesma merda. O que estou dizendo é que, se você não vive, é isso que acontece com você." (Mick Farren, escritor e vocalista)

quarta-feira, 17 de setembro de 2003

Tem uns fotologs tão legais que nem dá tempo de eu ver todos eles, mas eles (os que eu achei legais) estão enfileirados na direita do meu fotolog. Esbarrei num hoje (em fotolog esbarra-se) que tem umas fotos bem bonitas! (PS: E o Friendster, em?)
O Centro Administrativo tem 22 andares e 4 elevadores que atendem do 1º ao 7º e mais 4 que atendem do 8º ao 20º. Eu trabalho no 12º. Os critérios para cada um dos 4 elevadores "meus" não páram de mudar. Agora tem dois para andares ímpares, um para andares pares e para todos os andares, que é usado também para carga e é chamado de pinga. O único de andares pares estava estragado hoje, e então uma mulher passou pelas filas dizendo:

- Aquele ali [o pinga] também tá subindo. É feínho, mas tá subindo.

Depois dessa (e do frio que tensiona os músculos e do meu walkman que está falhando e da audição sofrida de Cocteau Twins), não tive como começar o dia porto-alegrense bem-humorado. Mas mau humor é o de menos. Estou bem. Com saudade dela.
Blanched: "(...) Guitarras altas e harmoniosas, melodias simples, letras poéticas (no melhor sentido do adjetivo) e uma busca da perfeição instrumental. (...)" (Zero) PS: E qual seria o mau sentido?
Vocais sacais

1. Nico
2. Laetitia Sadier
3. Liz Fraser
4. Brett Anderson
5. Morrissey
Tem pessoas fantasiadas circulando por aí. O mês de setembro é a semana da fantasia do Rio Grande do Sul.

segunda-feira, 15 de setembro de 2003

Eu sinto repulsa pela música Because The Night, porém a acho interessante e não consigo parar de ouvi-la. Talvez a mesma coisa tenha acontecido quando recebi a fita-demo do Astromato: achei pop demais, mas ela morava no toca-fitas do meu carro; acabei tendo a banda como uma das minhas preferidas entre as brasileiras. O maior sucesso da Patti Smith, pertencente ao álbum Easter, o terceiro dela, é uma composição do Bruce Springsteen. A Manuela considera o refrão da música um dos mais geniais já feitos. Eu não consigo parar de cantá-lo. Diz que o segundo disco, Radio Ethiopya, é o mais artístico - este eu ainda não ouvi.
Da série de camisetas "quero ser não-sei-quem", farei uma assim: "Não quero ser ninguém mais. Quero ser eu mesmo."
"De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Vdaerde!"

posted by ..: jordana :..
"Sempre fomos peculiares. Tom escreve letras que parecem de triplo sentido e não tinha voz de cantor. Acho que se você cortasse a garganta de um bode soaria daquele jeito. De qualquer modo, ele nunca tomaria aulas de canto . . . " (Richard Lloyd, guitarrista solo do Television)
Blanched: "(...) Muito instrumental, rápidas (e marcantes) inserções vocais e letras que cabem em um cartão de visitas são algumas características deste grupo. (...)" (Musicbox)
not so little girl

ontem, enquanto te escutava chorar
tão jovem e perplexa com os sentimentos novos que experimentavas
não pude conter as lágrimas por pensar no que a vida há de te reservar

paixão, dor, prazer
felicidade, vontade de morrer

(...)

(Luiz, para a afilhada)
" . . . ver um lance brilhante rolar em frente aos meus globos oculares, enchendo meus tímpanos com o som novo." (Luiz Zine)
Robert McKee: Nothing happens in the world? Are you out of your fucking mind? People are murdered every day. There's genocide, war, corruption. Every fucking day, somewhere in the world, somebody sacrifices his life to save someone else. Every fucking day, someone, somewhere makes a conscious decision to destroy someone else! People find love, people lose it! For Christ's sake, a child watches her mother beaten to death on the steps of a church. Someone goes hungry. Somebody else betrays his best friend for a woman. If you can't find that stuff in life, then you, my friend, don't know crap about life! And why the FUCK are you wasting my two precious hours with your movie? I don't have any use for it. I don't have any bloody use for it!
John Laroche: Point is, what's so wonderful is that every one of these flowers has a specific relationship with the insect that pollinates it. There's a certain orchid look exactly like a certain insect so the insect is drawn to this flower, its double, its soul mate, and wants nothing more than to make love to it. And after the insect flies off, spots another soul-mate flower and makes love to it, thus pollinating it. And neither the flower nor the insect will ever understand the significance of their lovemaking. I mean, how could they know that because of their little dance the world lives? But it does. By simply doing what they're designed to do, something large and magnificent happens. In this sense they show us how to live - how the only barometer you have is your heart. How, when you spot your flower, you can't let anything get in your way.

sexta-feira, 12 de setembro de 2003

Esses dias eu fiz mais um gif animado.
Reflexões realizadas nos comentários de um post de dezembro do Apanhador:

Charles
Hmmmm... Douglas, se temos dois extremos, e em um está o correto, logo podemos concluir que o outro está errado, certo? Assim sendo, toda vez que temos extremos temos pelo menos um erro, não? ;-) Mas o causo é que o meio termo na maior parte das vezes é o que melhor se aproxima da verdade. E por quê? Porque a verdade é ambígua, dependente do ângulo em que se vê o problema. Você pode ter a visão de uma coisa e outra pessoa ter outra, cada uma interpretando de forma diferente, e para cada uma das pessoas envolvidas ela está falando a verdade. (...)
terça-feira, 03/12/2002 @ 18:17:13

marcos ludwig
acho que tu entendeu errado o que o douglas quis dizer, charles.
o outro extremo estará errado se for tomado o oposto como verdade, e vice-versa. mas dependendo da mente que tu pegar, cada extremo pode ser verdadeiro. partindo desse principio, entao qualquer segmento da reta pode ser tomado como verdade, EM GERAL.
terça-feira, 03/12/2002 @ 21:06:45

Douglas Dickel
Olha o murismo... Brincadeira semântica à parte, é justamente porque a verdade é ambígua (sem considerar o BÍ como APENAS DOIS lados) que o meio-termo não pode ser A verdade. O meio-termo também é um ponto individual da reta, assim como os infinitos outros. O murismo é um falso equilíbrio, nascido do medo da rejeição pelos extremos e da busca de maior aceitação possível e de uma média aritmética que não se aplica a questões filosóficas. Assim como o Nado, que coordenou a rádio do DCE da Unisinos na gestão de direita, defendia que uma rádio democrática seria uma rádio do meio, imitação da Pop Rock, que tocasse músicas do meio, ignorando os extremos como eu e um amante de tradicionalismo, por exemplo. Para ele, o meio era o bom senso e o bom gosto e ponto final. Fazer o quê? O mundo é feito de estragos provocados pelo subjetivismo geral. Mentir pra evitar que os menos espertos se queimem com o fogo, em vez de usá-lo pra fazer comida, esquentar-se no frio e iluminar a escuridão? Proibir o Clube da Luta porque ele faz com que garotos metralhem platéias? O ideal seria todas as pessoas se preocuparem com a real inteligência, com o "crescimento pessoal", em vez de virar máquina de trabalhar tão boa que possa fazer um bonito currículo e escrever uma gloriosa carreira. Mas isso é absurdamente utópico.
quarta-feira, 04/12/2002 @ 10:41:33
A vantagem de ter esse blog agora é poder me auto-acompanhar, pra me lembrar da vida. Pelo menos da minha.
gabiglamrocker
@ 12:19 PM

Doug | WebSite |

Essa é uma das principais "funções" de um blog :)
10/09/2003 • 09:12:58 • 200.198.136.27

Felipe | WebSite |

Eu acho que um blog é monologico mesmo, a pesar dos comments
10/09/2003 • 11:21:12 • 200.181.80.134
"Tudo o que é visível deve expandir até penetrar no âmbito do invisível." (rolinho primavera)

atualidades -> eternidades
particular -> universal
temporal -> universal
experiência -> poesia
É a exploração máxima das limitações dum instrumentista que faz a genialidade. Porque cada indivíduo tem um código genético único e uma combinação única de limitações.

"Da noite pro dia, o punk tinha se tornado tão estúpido quanto tudo o mais. Aquela maravilhosa força articulada pela música na real tinha a ver com corromper todas as formas - tinha a ver com defender que os garotos não esperassem que lhes dissessem o que fazer, mas fizessem a vida por si mesmos; tinha a ver com tentar fazer as pessoas usarem sua imaginação de novo; tinha a ver com não ser perfeito; tinha a ver com dizer que tudo bem ser amadorístico e engraçado, que a verdadeira criatividade vinha de se fazer lambança; tinha a ver com trabalhar com o que você tinha na sua frente e transformar tudo de embaraçoso, medonho e estúpido da sua vida em pontos a favor." (Legs McNeil)
"Então a cena foi poluída pela imprensa. (...) De repente, o CBGB's estava lotado. E, quanto mais pessoas, mais clones, certo? Assim, o que antes era único, como James Chance, Anya Phillips e Richard Hell, subitamente havia 25 versões de cada um circulando por lá." (Duncan Hannah)
"Tudo que eu queria era tocar meu baixo bem alto." (Jeff Magnum, dos Dead Boys)
Ela parece a Gabi.
Ontem uma colega de trabalho do Flávio, que almoça comigo, sentiu-se agredida:

- Eu sou formado em jornalismo, infelizmente.
- Por que "infelizmente"?
- Porque depois de me formar eu vi que era uma merda.
- Por que tu não faz um outro curso?
- Tá louco! Nem outro curso, nem pós-graduação, nem mestrado, nem nada.
- O negócio é ganhar dinheiro - disse o Flávio.
- O negócio é viver - respondi, com ênfase no verbo que está no infinitivo.

E então ela se calou, com cara de "ele é violento". I don't have all answers. In life, to be honest, I have failed as much as I have succeeded. But I love my life. I love my wife. And I wish you my kind of success.

quinta-feira, 11 de setembro de 2003




"Não havia música na cobertura das redes de tevê sobre os Sex Pistols. Acontece que simplesmente esse fenômeno sociológico da Inglaterra, que por acaso fazia música, estava tocando aqui. Mas eles nunca fizeram nada chocante. Quer dizer, nunca fizeram nada realmente radicla que justificasse estarem no noticiário das sete da CBS. O que fizeram de radical foi em termos de música, que na verdade ninguém apreciou. Eles eram famosos pelos motivos errados." (Danny Fields, empresário dos Ramones na época)

Um cara pediu que o Sid Vicious comesse a mulher dele na frente dele e que fosse inesquecível, e então o Sid Vicious cagou na boca da mulher. Um pai pediu que os Sex Pistols levassem a sua filha, que era bonitinha, no ônibus deles. O Sid Vicious levou quatro groupies ao mesmo tempo para o backstage no último show da banda. Etc.

quarta-feira, 10 de setembro de 2003

[kello] hey, tu não é o cara de um extinto fanzine de musica?
[douglasdickel] sim
[kello] "bacana". só isso mesmo, shsh
[kello] :)
[douglasdickel] como tu me conhece?
[kello] porra, eu recebia o dito cujo
[kello] meu nome é carlos, prazer.
[douglasdickel] que pena que o astromato acabou...
[kello] heh, eles montaram outra banda, o captador.
[douglasdickel] é mesmo??
[douglasdickel] como é?
[kello] o guitarrista montou e tal. mas ta meio parada ainda, sem gravar nada etc.
[kello] o cara trabalha no banco do brasil, heh. sou cliente dele.
[douglasdickel] o pedro ou o outro?
[kello] acho que fabrizio, o nome dele.
[douglasdickel] e é só ele ou tem outro(s) integrantes do astromato?
[kello] cara, eu acho que é só ele. nao to muito ligado na parada nao. mas vou fazer uma materia sobre a banda semana que vem. se quiser, posso te passar contato etc.
[douglasdickel] quero!
[douglasdickel] tem idéia de como é o som da banda?
[kello] cara, eu tenho o e-mail dele em algum lugar. preciso achar.
[kello] ainda não ouvi nada.
[kello] acho que é: captador2003@yahoo.com.br
[douglasdickel] lembrei: armando era o outro guitarrista do astromato.
[kello] isso, o armando era um japa. entao acho que esse fabrizio era o baixista.
[douglasdickel] ah, sim. frebs. fabrício. o baixista.
[douglasdickel] esse também assinava o musiczine :)
[douglasdickel] ele e a irmã dele.
[kello] isso, frebs.
[kello] sangue bom pracaralho

Douglas (9:14 PM) :
Tem uma banda de dub chamada Zyontrain :)

Zyon (9:15 PM) :
Acho que conheço...
enfim...
Saudações Sr Douglas Dickel...até que enfim falo com vc...mesmo que virtualmente...

Douglas (9:16 PM) :
Pois é!

Zyon (9:16 PM) :
Então...o que me conta de novo???
Para falar a verdade, o que me conta...pode ser velho, eu não saberei mesmo!

Douglas (9:17 PM) :
Estou falando no Soulseek com um cara de Campinas que vai fazer uma matéria sobre a banda nova do baixista do Astromato, chamada Captador. (Belo nome.)

Zyon (9:18 PM) :
belo nome mesmo...
acho que é um típico nome "Como não pensei nisso antes??"

Douglas (9:20 PM) :
Exato!


Date: Thu, 11 Sep 2003 00:50:13
From: "captador"
Subject: Re: Frebs na escuta?
To: "Douglas Dickel"

Diga, meu caro Douglas!
Tudo bem contigo?
como me achou aqui?

escreva aí!
abs
Fabrício

Date: Thu, 11 Sep 2003 10:33:41
From: "Douglas Dickel"
Subject: Re: Frebs na escuta?
To: "captador"

Frebs! Tudo bem comigo. Ontem o Carlos, de Campinas, puxou assunto comigo no Soulseek, lembrando do meu nome por causa do MusicZine. E então falei sobre o Astromato, e ele me disse que tu tava montando uma banda nova e me passou o teu e-mail :) Como é que é esse teu projeto? Tô curioso. O nome é excelente! Abraço!
Arthur Teixeira. Este é um cara para quem eu devo muita coisa. Algumas respostas, muitas conversas, mais convivência e uma audição da banda dele ao vivo. Eu odeio telefone e gosto cada vez menos de e-mail. Por isso a prática-da-amizade depende de encontros. Entretanto, "a vida-cotidiana-chata nos consome demais. Acidentes acontecem", de todo o tipo. E temos que estar fortes e descansados para sair da porta de casa. Senão não tem como, ou não tem graça. É amigo, Copa do Mundo não tem jogo fácil.
Férias. Eu as quero. Falta pouco. Mas, até lá, vai ser muito. Estou como chefe de secretaria substituto. Substituindo minha chefe imediata. (Eu já devo ser o funcionário que mais sabe sobre esta unidade de trabalho. "Engraçado: como é que o Douglas sabe tudo isso se ele fica o dia inteiro na internet?", ironizou a Márcia Pupe, sobre os recalcados que me acusam de hacker.) Os estagiários da PGE já tinham uma simpatia por mim, porque eu sou um agente administrativo, concursado, que faz trabalho de estagiário, como levar papéis para lá e para cá. Agora, eu sou um chefe de secretaria substituto que mesmo assim continua fazendo trabalho de estagiário, além dos de agente administrativo e de chefe de secretaria. Mas o salário ó... (PS: Eu bati o carro e, embora ninguém tenha se machucado a não ser a Manuela que bateu a canela e ganhou um verdão inchado, eu fui o culpado, e então vou ter que pagar os consertos do meu e do outro, que não são pouca coisa.)
Este Blogger está uma merda. Está demorando para publicar os posts e atualizar as modificações salvas. Update: Parece que o troço está funcionando só se tiver o www na URL.
Lee Ranaldo as lead vocal

Karen Revisited - MURRAY STREET
NYC Ghosts & Flowers - NYC GHOSTS & FLOWERS
Hoarfrost - A THOUSAND LEAVES
Karen Koltrane - A THOUSAND LEAVES
Saucer-Like - WASHING MACHINE
Skip Tracer - WASHING MACHINE
Wish Fulfillment - DIRTY
Genetic - 100% single
Mote - GOO
Lee #2 - GOO DEMOS
Bookstore - GOO DEMOS
Come And Smash Me Said The Boy With The Magic Penis - NOTHING SHORT OF TOTAL WAR compilation
Hi! Everybody - THE WHITEY ALBUM
Hey Joni - DAYDREAM NATION
Eric's Trip - DAYDREAM NATION
Rain King - DAYDREAM NATION
Pipeline/Kill Time - SISTER
In The Kingdom #19 - EVOL
The Good and the Bad - SONIC YOUTH EP

Blues Blur - UNRELEASED
Electricity (Captain Beefheart) - FAST 'N' BULBOUS
My New House (The Fall) - 4 TUNNA BRIX
Within You Without You (The Beatles) - SGT PEPPER KNEW MY FATHER

terça-feira, 9 de setembro de 2003

Com quem já me acharam parecido - novíssima atualização:

- Cláudio Dickel
- Cláudio Heinrich
- Carlos Alberto Ricceli
- Brad Pitt
- Beavis
- Daniel Feix
- Liam Gallagher
- Mateus Nachtergaele
- Andy Kaufman
- Moby
- Christopher Lloyd
- Ewan McGregor
- Rodrigo Amarante *NEW*
- Evan Dando *NEW*
Alguém sabe se isto aqui já resolve o problema do Soulseek? :

"Thursday, September 04, 2003 - A temporary DNS fix client is available here. I recommend you backup your *.cfg files before you install this, just in case." (Soulseek News)
Em 29 de agosto, no Vancouver Thunderbird Stadium, Canadá, Thom Yorke cantou E-Bow The Letter e It's The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine) junto com o R.E.M. No dia seguinte, no mesmo local, Michael Stipe cantou Karma Police junto com o Radiohead. Em 1998, no Tibetan Freedom Concert, Yorke também cantou E-Bow The Letter e Stipe, Lucky. Durante o festival, o Flaming Lips havia dedicado ao Radiohead a interpretação deles de Breathe, do Pink Floyd (Dark Side Of The Moon, 1973).
"O grande lance do punk . . . teve a ver com liberdade verdadeira, liberdade pessoal. Teve a ver também com qualquer coisa que ofendesse um adulto." (Legs McNeil, criador da Punk Magazine)
"Sons graves despertam fantasmas."

segunda-feira, 8 de setembro de 2003

Não entendi o que a Cherry postou lá em 19 de novembro do ano passado. Fiz um comentário perguntando. Ela escreveu isto:

and the excuse me awards goes to...

comentário retirado do blog coletivo da "banda" poliéster, com direito a aspas e tudo.

"> Dois ótimos shows foram realizados ontem (25/04) no
> Bar BR 3 , em São Leopoldo na festa de lançamento do
> zine O Apanhador : Poliéster e Laranja Freak. A
> primeira com uma psicodelia baseada em texturas de
> guitarras e influências que vão de Pavement a Sigur
> Rós
fez uma bela apresentação. (...)"

ORA VÃO SE FODER, SEU BANDO DE VEADOS DA PORRA! eu não ACEITO NÃO ACEITO que se diga uma coisa dessas.
é como eu escrever um livro e publicar no meu blog: "as influências da autora vão de james joyce a marcel proust". ora essa. que desaforo.

Posted by norma at 12:44 AM

sexta-feira, 5 de setembro de 2003

" . . . a perfeição é uma linha infinita para trás e para a frente . . . "

" . . . grita e sussurra que o teu sorriso é o espelho de minha alma feliz . . . "

(Muriel Paraboni)
O disco Blonde Redhead (1995) é um dos mais bonitos da história.



"Blonde Redhead's noisy, dissonant guitars, alternate tunings, and quiet, stilted lyrics have often been compared to early Sonic Youth. After randomly meeting at an Italian restaurant in New York, Japanese art students Kazu Makino and Maki Takahashi and Italian twin brothers Simone and Amedeo Pace formed the band in 1993. The name was taken from a song by the '80s no-wave band DNA. With Makino and Amedeo on guitars and vocals, Simone on drums, and Takahashi on bass, the band's chaotic, artistic rock caught the attention of Sonic Youth drummer Steve Shelley, who produced and released the band's debut album, Blonde Redhead, on his Smells Like Records label. (...) Tones: Energetic, Bittersweet, Manic, Tense/Anxious, Cathartic, Brooding, Volatile." (AMG)

E eu descobri que é da Kazu Makino a voz que me encantava na música Fora Da Ordem, do Caetano Veloso.
Site de letras de músicas que faz busca por palavras. Ex.: clicando na palavra love, em God Only Knows, aparecem todas as letras do banco de dados do site que contêm tal palavra.
Países com mais fotologs

1. Brazil (22,957)
2. USA (7,163)
3. Japan (1,206)
4. Chile (862)
5. Germany (628)
6. United Kingdom (519)
7. Netherlands (545)
8. Portugal (440)
9. Neutral Zone (398)
10. Spain (383)
11. France (275)
12. Singapore (193)
13. Australia (165)
14. Italy (138)
15. Iran (116)
16. China (108)
O Soul Seek estava fora do ar ontem. Nem estou conseguindo entrar no slsk.org. Será que ele terminou?

quinta-feira, 4 de setembro de 2003

Lee Ranaldo' songs on SY

1. Karen Revisited
2. NYC Ghosts & Flowers
3. Small Flowers Crack Concrete
4. Karen Koltrane
5. Hoarfrost
6. Skip Tracer
7. Saucer-Like
8. Wish Fulfillment
9. Mote
10. Rain King
11. Hey Joni
12. Eric's Trip
13. Pipeline / Kill Time
14. In The Kingdom #19

Imagine-se caminhando como que mergulhado em gotículas flutuantes de água. Isto era o clima hoje de manhã no meu Rio Grande do Sul, céu, sol, sul, terra e cor, onde tudo que se planta cresce e o que mais floresce é o amor... Eu sou do sul, é só olhar pra ver que eu sou do sul, a minha terra tem um céu azul... Nosso céu é MAIS azul...

quarta-feira, 3 de setembro de 2003

Se segue aqui o debate com o Arlen sobre a língua usada nas composições musicais.

"Na Salão Fígaro, 95% das músicas são em português. (...) Porque o Mopho escreve as letras e ele escreve assim, inclusive se eu pegar uma letra dele, terá sentido, terão frases massa porque o cara tem talento para a escrita. Mas, aposto com vc, nunca perguntei mas, ele certamente faz assim porque elas vem para ele assim e não por forçar a barra tipo Ahh preciso fazer em Português."

Elas vêm para ele assim porque essa é a língua dele, ele consegue fazer frases massa porque as faz no idioma que ele domina. E ele não diz Ahh preciso fazer em português porque isso é óbvio. Imagino eu. Mopho na escuta?

"Triste é a imposiçao de algo. Triste é limitar-se, eu acho pelo menos."

Compondo em inglês, reduz-se drasticamente o vocabulário, ou seja, as possibilidades poéticas.

"A frase aquela do Lobão que todos devem ter visto. Nenhum de nós sonha em inglês. Pra falar a verdade, minhas músicas são feitas quando estou acordado, muito bem acordado . . . se eu quiser ouvir poesia, vou ler um livro. Escuto música pra me divertir . . . "
Próximo projeto de coletânea: músicas dançantes da infância-adolescência, na linha de Oingo Boingo, Roxette, Erasure, A-Ha, Madonna, Michael Jackson, Lisa Stansfield, Cindy Lauper, George Michael, Information Society, New Kids On The Block, Pet Shop Boys, Queen etc. - tem que ser duas de cada banda/artista. De novo, se alguém tiver sugestões, taca.
Tese: quanto menos inteligente uma pessoa é, mais ela baseia sua segurança no vestuário.
O Thom Yorke é o Paul McCartney versão turbo.

"Mais uma vez obrigado pela compreensão e pelos momentos inesquecíveis do show de vocês, em que tive que segurar pra não cair num choro desandado." (Ivan Santos)
Voltando de Curitiba. Ônibus Pluma, dois andares, um cassino no térreo. No segundo piso, quatro freiras, ventilação não funciona, luzes não funcionam, um banco rangendo, dois morcegos voando e um cara com uma seringa dizendo que ela está contaminada com aids e que ele vai espalhar morte e destruição.
Quando eu finalmente morar em definitivo em Porto Alegre, terminará em definitivo o trânsito intermunicipal diário, que acontece desde 1983.

1. Parobé - Taquara (Colégio Santa Teresinha) - Parobé
2. Novo Hamurgo - São Leopoldo (Unisinos) - Novo Hamburgo
3. São Leopoldo - Novo Hamburgo (Jornal NH) - São Leopoldo
4. São Leopoldo - Porto Alegre (PGE) - São Leopoldo

Semimorando em Porto Alegre, eu já eliminei 360 minutos semanais de trensurb. Do apartamento da Manuela até o trabalho, eu gasto 15 minutos - caminhando.
Manuela + Please Kill Me + All Music Guide + Soul Seek = SALVAÇÃO

Book crossing + flash mob = "Está sendo articulado, pela Internet, o flashmob Libere um livro no dia 11 de setembro. A idéia objetiva a liberação de um livro ou obra que seja importante e que contribuiu para o crescimento pessoal de cada indivíduo. Ao mesmo tempo, a liberação tem que ser de algum livro que tenha mudado a maneira de ver o mundo. O flashmob orienta para que se escreva uma dedicatória na obra e a libere na via pública, sobre um banco, no metrô, no ônibus, em um café, enfim, a qualquer lugar público que faça com que o livro fique à disposição de um leitor desconhecido. A mobilização está marcada para o dia 11 de setembro e atingirá cidades em todo o mundo."

terça-feira, 2 de setembro de 2003

Hoje, no lugar da mochilinha-vermelha-de-porquinhos, estou com uma japona-uncool-bote-salva-vidas da Rip Curl para esquentar meu tronco e guardar minhas coisas dentro dele. Por baixo, um blusão de lã bordô com gola rolê retrátil. A calça é de moletom azul-marinho com forro peluciado - a mesma que a Manuela emprestou-me num dia de chuva em que eu fui visitá-la depois do trabalho. Eu cheguei encharcado e ela não me deixou ir embora. A três últimas palavras minhas naquela noite, antes de adormecer, foram eu te amo. Foi lá por abril. Antes do beijo-de-sete-horas, em 6 de maio. Sábado vai fazer 4 meses.


... é uma filha da puta. O vocal de Birdland (Horses, 1975) é o mais impressionante de todos os meus tempos, por causa intensificação constante e ininterrupta - quando se pensa que ela já está no máximo da emoção, "piora" ainda mais... E ela é a mãe da Kim Gordon.

segunda-feira, 1 de setembro de 2003

"Sensações são pouco exploradas. E são tudo. [Impressões produzidas num órgão dos sentidos pelos objetos exteriores, transmitidas ao cérebro pelos nervos, e determinantes de um JUÍZO ou CONCEITO.]" (Leandro Vignoli)
A frase definitiva sobre bandas brasileiras que compõem em inglês: "Nenhum de nós sonha em inglês." (Lobão)
Rodrigo: Vocês já viram um chester?

Blanched: Eu vi. É tipo uma galinha gorda. Assim ó. É praticamente só peito. É um peito, nada mais, só um peito. E tem um olho e um bico. O bicho fica ali imóvel, sofrendo. Ninguém nunca viu um chester porque é um aninal ermitão, que vive nas cavernas - sofrendo.

PS: Um cão da raça dachsund é um chester que anda, com botinhas.
O que o Miranda destacou na Blanched:

1. orquestração de guitarras
2. harmonia vocal de Cada Um
Uma das principais causas de deficiências na personalidade de algumas pessoas é a carência ou falta de vivência s.f. 1. Experiência vital. 2. Existência; vida. 3. Modo, hábitos de vida.
O blog do Apanhador voltou ao ar.


Na jam session em Curitiba, eu toquei com: Galera; Marielle Loyola (que era vocalista da banda trash Volkana, da qual o meu amigo Cássio Eduardo Grovermann, hoje vocalista da banda trash Megalon, de Taquara, cujo baixista é o Garibaldi Armelenti, tinha um vinil) e McCoy, da Cores D Flores; Rodrigo e André, da OAEOZ; Júnior, do Sonic Jr.; e Fabiano, da Iris.


- De onde vem o nome Blanched?

- É uma velha expressão tártara que significa um certo abajur rudimentar de mármore, que depois se transformou numa festa que os sumérios comemoram no equinócio, a cada oito anos...
A melhor coisa paranaense que eu ouvi foi um rock alternativo sem guitarras: Poli ( Zero / Bacana / Jornal do Estado )
"A saudade nunca diminui, apenas deixa de existir." (Manuela Colla)

"O amor nunca diminui, apenas deixa de existir." (Leonardo Fleck)
- Nós estamos vivendo.

- O tempo todo, Douglas. Embora às vezes não haja qualquer semelhança com o que se possa imaginar como sendo vida.
Tem que ser somente-adulto só quando precisa.
Não teve o festival. O fim de semana da Manuela não foi uma diversão, mas uma tortura. Ladrões esvaziaram o apartamento da Gabriela. Transtorno afetivo bipolar cercando a minha pessoa. Bem, o último fim de semana de agosto foi uma máquina de lavar na centrifugação: sacudiu até o órgão mais interno de organismos sensíveis, de modo que, neste momento, até eu, que tive sacudidas positivas, estou com nó nas tripas.

Não teve o festival. Quando chegamos em Curitiba e ligamos para os organizadores, Ivan Santos e Adriana Perin, para dizer que chegamos, o Leonardo perguntou "Como foi ontem?", e a resposta foi "Temos que ter uma conversinha". Não fazíamos idéia do que seria. Talvez o Charles, que chegou antes, teria ficado bêbado e dizimado a população do festival. Chegando na casa deles, o Ivan disse "Vamos ser diretos: o festival para o qual vocês vieram tocar não existe mais. Chegou um batalhão de polícia armado e fechou o lugar por motivos técnicos-políticos". " . . . Diretoria Bar, que abrigaria a mostra de música independente, foi embargado minutos antes de iniciar a exibição do vídeo documentário Rock de Inverno 3, que abriria o evento, ontem à noite. Equipes da polícia militar, vigilância sanitária e secretaria municipal de urbanismo fecharam o local; segundo os comandantes da ação, por irregularidades na documentação de funcionamento." (De Inverno)

E eu fui o primeiro a racionalizar, porque eu sabia que iríamos nos divertir da mesma forma e aprender da mesma forma. Se duvidar, nos divertimos e aprendemos m a i s. Chegamos inclusive a tocar, no sábado de noite, num lugar chamado Motorrad. Abrimos para outras três bandas. O Marcelo Costa estava lá, e o Miranda também, e ele gostou do que ouviu. "Alerta geral! Alerta Geral! Vai rolar hoje a noite no Motorrad o show da banda gaúcha Blanched, que encerraria a segunda noite do Rock de Inverno 4. O bar e as bandas programadas Dissonantes, Tarja Preta e a paulista Laboratório tão dando essa força. Tudo pra que as bandas estrangeiras não percam a viagem." (De Inverno)

A viagem toda foi uma sacudida boa para mim, porque eu estava entre pessoas de que eu gosto e mergulhado numa piscina de rock alternativo, isso e mais a boa sensação de estar viajando, e para tocar, ainda por cima. O único, porém grande, ponto negativo foi a saudade da Manu. Na mesma casa, estavam os alagoanos do Sonic Jr., que me proporcionaram a audição de sotaques brasileiros e um grand-finale (sim, agora é "em definitivo") nas artes celebrativas. Na tarde de sábado, rolou uma jam session, e jams sassions são extensões da minha mente. Toquei guitarra, baixo e até me revelei para mim mesmo como vocalista: tirei as minhas poesias da mochila e improvisei em cima da jam. Deu certo. Ficou meio Sonic Youth quase indo para o lado de At The Drive-In (cruzes...). Mais detalhes depois dos comerciais.