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segunda-feira, 29 de setembro de 2003

Meu casaco-de-vô. O nome da minha vó é Selvina, e o do meu vô é Edvino. Ele morreu e eu herdei o casaco verde. Minha vó sempre conta que me raptou do hospital quando eu nasci e a minha mãe ainda teve que ficar alguns dias lá. Meu pai estava esperando com o carro, na frente do hospital, com um capuz preto. Verídica essa história ou não, é certo que ela sempre foi minha segunda mãe, minha vó querida. Quando minha mãe queria me bater, ou ela se interpunha ou corria para o quarto e batia a porta e chorava. Meu vô me ensinou a jogar futebol, me deu luvas de goleiro, jogava botão comigo e nunca pareceu triste ou nervoso. Eu me lembro de quando eu deitava na cama com ele e sentia o cheirinho-de-vô.

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