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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

A melhor música da Madonna:

De 1985 até hoje, não houve atriz que tenha superado, nas novelas da Globo, a Christiane Torloni em A Gata Comeu – nos quesitos charme, estilo, carisma, feminilidade, brilho nos olhos e a beleza personalíssima que disso tudo decorre.
Chomsky e Clóvis:


Eu falara em destacar 5, mas consegui separar 40 melhores patos:

Mogli, o pato lobo
Um pato chamado cavalo
Pato, o boto
Um peixe chamado Pato
V de pato
Pato, o porquinho atrapalhado
Pato, a baleia assassina
Pato, o super-cão
Pato adentro
O banheiro do pato
Pato ataca
Quando os patos cospem
Patos verdes fritos
Meu pato esquerdo
Apertem os patos, o piloto sumiu
O pato veste Prada
Precisamos falar sobre pato
Um pato chamado desejo
A primeira noite de um pato
A história sem pato
Pato na chuva
Viagem ao centro do pato
9 semanas e meia de pato
O pato de Lorenzo
O pato de Jéssica
O pato de Truman
O pato de Andy
O pato de Rosemary
O pato de Kaspar Hauser
O pato de Emily Rose
Pato de Mary Shelley
O pato de Jack e Rose
O pato de Munchausen
O curioso pato de Benjamin Button
O pato do Soldado Ryan
O pato de Brian
Quo-pato
Monty pato e o cálice sagrado
João e o pé de pato
A morte pede pato

Autores: Wagner Pacheco, Vânia Santos, Telma Scherer, Inara Moraes Dos Santos, Roberto Malater Guimarães, Rogério Beninca, Valdir L. de Andrade Jr., Carlos D Medeiros, Luana Brassel, Criz Azevedo, Leca Heinzelmann, Lia Masoni, Jose Pedroso, Marcelo Gobatto, Jean Dobrinsky Davi, Ana Roberta, Laura Backes, Euclides Bitelo, Eduardo Amorim de Mattos, Henrique Fanti e eu.
Ceder teu lugar
Abrir passagem
Desacelerar pra respeitar o ritmo do outro
Respirar antes de responder
:assim se muda teu mundo ~

(Luís Nenung)
Quem é o vírus?

Eduardo Galeano para massagear os ouvidos e o que vem depois deles.

"É sempre um exercício narcísico de projeção de espelho, de especular. Eu acho que nós temos com os políticos essa relação. Os brasileiros odeiam em alguns políticos o que são e amam em alguns juízes e políticos o que gostariam de ser. Por isso que o ódio é tão intenso. Porque são exatamente a cara do Brasil, eles se comportam como todos os brasileiros. E como é tão insuportável essa visão da medusa, eu petrifico e digo que luto por um Brasil melhor, e canto o hino nacional dizendo que é uma luta pela ética, quando é uma recusa do que eu venho fazendo há anos como personagem, como cidadão, mas sem ter tanto poder como o político. Isso não quer dizer que não seja interessante protestar contra a falta de ética, mas quando você vê alguém berrando na TV com passionalidade, pensando com o fígado, como a gente diz, você entende que ali precisaria mais de divã do que de análise sociológica. E a política pública é um espaço que conduz às dores individuais. E as pessoas transferem para o palco tudo aquilo que as incomoda." (Leandro Karnal)
O samba não é do Gugu, o samba não é do Faustão: o samba é do Aphex Twin.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Para William Correia, Luiz Felipe Pondé e muitos outros.


Os 5 mitos da Justiça do Trabalho
(Rodrigo de Lacerda Carelli - Professor da UFRJ e procurador do trabalho no RJ)


A Justiça do Trabalho vem sendo atacada por mitos, baseados em crenças ideológicas, sem qualquer vinculação rigorosa com fatos ou estudos empíricos.

O primeiro mito é que a proteção do direito do trabalho gera desemprego, sendo necessária a flexibilização da legislação trabalhista para a criação de postos de trabalho. Segundo os estudos empíricos realizados em diversos países (por todos, Relatório de Giuseppe Bertola para a OIT – Organização Internacional do Trabalho de 2009; e da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico de 2006 e 2013), não há qualquer relação determinante entre a proteção trabalhista e a geração de empregos, no sentido que a proteção trabalhista impediria a contratação de trabalhadores ou que a flexibilização incentivaria a criação de novos postos de trabalho. Outro ponto que os estudos abrangentes demonstram é que a proteção trabalhista assegura melhor distribuição da renda, além de demonstrar que longas horas de trabalho e alta rotatividade diminuem sensivelmente a produtividade (Deakin, Malmber e Sarkar, International Labour Review 195, 2014). O discurso de que o direito do trabalho se relaciona com o nível de emprego tem origem puramente ideológica.

O segundo mito é que a legislação trabalhista é antiga, tem mais de 70 anos, e por isso ultrapassada. De fato, a Consolidação das Leis do Trabalho original é do ano de 1943, porém, dos 510 artigos que compõem a parte de direito individual do trabalho, somente 75 permanecem com a redação original, ou seja, apenas 14,7% dos dispositivos não sofreu atualização. Além disso, há dezenas de leis esparsas tratando de novas formas de contratação que não estão inseridas no bojo do diploma legal principal, a CLT.

O terceiro mito é que é a legislação trabalhista que causa excesso de processos na Justiça do Trabalho. No ano de 2015, 46,9% das ações em curso eram relativas a pagamento das verbas rescisórias (Relatório Justiça em Números 2015, Conselho Nacional de Justiça), sendo que a maior parte desses trabalhadores, provavelmente, foram encaminhados pela própria empresa à Justiça do Trabalho para conciliar e reduzir o valor que o trabalhador tem por direito a receber. Ou seja, quase a metade da demanda na Justiça do Trabalho se dá pelo simples não pagamento de verbas na dispensa do trabalhador, não tendo qualquer relação com rigidez do Direito do Trabalho.

O quarto mito é que há excesso de ações na Justiça do Trabalho. Os jornais estampam manchetes dizendo que a Justiça do Trabalho receberá cerca de três milhões de ações este ano. Esse número, em termos absolutos, realmente assusta. Mas se olharmos em termos relativos, a Justiça do Trabalho recebe 13,8% dos casos novos, muito menos processos que a Justiça Estadual (69,7%), e menos ainda que a Justiça Federal, que tem praticamente um réu, a União Federal (14%).

O quinto mito é que as súmulas do Tribunal Superior do Trabalho e a multiplicação de leis trabalhistas tornariam complexas e sem segurança as relações jurídicas. Ora, esse mito é originado da ilusão do positivismo jurídico de querer tudo regular e não dar brechas para interpretação dos juízes: o Código Prussiano, de 1794, com 19.000 artigos, e o Código Napoleônico, de 1802, com 2.280 artigos, são os exemplos mais claros da utopia e também de seu fracasso. Por óbvio esses códigos não conseguiram abarcar todas as situações da vida, e os conflitos tiveram que ser resolvidos por interpretações judiciais. Isso se dá pelo simples fato que o mundo é complexo, as relações são complexas, não havendo possibilidade de amarrá-las todas em um texto legal. As súmulas dos tribunais são apenas uma tentativa que, sabendo-se um tanto vã, buscam maior clarificação do direito. Quanto à multiplicação das leis trabalhistas, essa é oriunda do próprio processo de desconstrução do direito do trabalho: a cada passo de flexibilização, mais uma lei é criada, mais uma exceção e, assim, mais complexa se torna a aplicação do direito.

Esses mitos impedem que haja a necessária análise desprovida de paixões ideológicas. A Justiça do Trabalho e o direito do trabalho exercem importantes funções no equilíbrio das relações sociais, impedindo a emergência de conflitos abertos entre empregadores e trabalhadores. Os fatos estão esquecidos ou escondidos, os mitos se tornam senso comum, espalham-se e contaminam até mesmo membros desse ramo: hoje a Justiça do Trabalho é uma ilha cercada de mitos por todos os lados. Os náufragos, habitantes dessa ilha, são os trabalhadores e a sociedade, que só esperam que os direitos fundamentais não sejam destruídos e que seja buscada a construção de uma comunidade baseada em respeito mútuo e, por conseguinte, mínima pacificação social.

domingo, 4 de dezembro de 2016

"Earlier this year it was revealed that sculptor and color-hoarder Anish Kapoor had been given exclusive rights to the blackest black in the world. Called Vantablack it was developed by British company NanoSystem—specialists in nanomaterials—who created it for military and scientific uses. However, after Kapoor contacted the company he was allowed to be the only artist in the world given permission to paint with it. Created with carbon nanotubes it is able to absorb 99.96% of visible light."

Por causa disso, o criador do Rosa Mais Rosa do Mundo vende-o para qualquer um, MENOS para Anish Kapoor. Revenge...
"Eu acho que as pessoas têm mesmo é que enriquecer. Só no Brasil existe preconceito contra dinheiro. É por isso que estamos tão atrasados." (Pondé)
"A intenção é que você seja parte de uma rede, que a rede seja total e sem buracos, e que o controle seja exercido pelos donos da rede. Você pensa que é sujeito ativo no baile das formas modernas de comunicação mas na real você é um ponto de recepção mais. Em definitiva, não se trata do que você quer fazer mas de que você seja parte da comunidade disponível para receber o que eventualmente precise ser 'comunicado' para você." (Octavio Scopelliti)
Jader Rocha, jornalista: "Estou com uma sensação de profunda derrota."  ‎

Odelir José Magri‎, bispo: "Vim à Arena Condá cinco vezes. Foram duas vitórias, dois empates e uma derrota. Na vida também às vezes ganhamos, às vezes perdemos e às vezes empatamos. Sairemos daqui hoje todos vencedores."

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Antônio Fernando Guimarães:

Em minha tese de doutorado – “Marketing verde e a propaganda ecológica: Uma análise da estrutura da comunicação em anúncios impressos” (FEA-USP) – apresento o resultado de uma pesquisa realizada com anúncios publicados na mídia impressa. Essa pesquisa mostra como empresas de segmentos de mercado distintos utilizam apelos ecológicos para se comunicar com seu público-alvo e, assim, apresentam-se como empresas ecologicamente corretas.

A maioria dos anunciantes (77%) declara ser fabricante do produto anunciado. Porém, somente 7%, efetivamente, promove os atributos ecológicos específicos desses produtos; mas nenhuma delas discute, com clareza, quais os benefícios ecológicos reais que o consumidor pode usufruir quando da utilização do referido produto.

Uma grande parte (60%) se preocupa unicamente em trabalhar a imagem corporativa, apresentando-se como uma empresa ecologicamente correta e que se dispõe a desenvolver esforços para auxiliar na preservação do meio ambiente.

Um terço dessas empresas (33%) se preocupa em mostrar para o público-alvo os atributos ecológicos específicos do produto, associando-os à imagem da empresa e enfatizando, assim, a demonstração de uma imagem de empresa ecologicamente correta.

Fato que chamou a atenção foi o fato de apesar de 77% dos anunciantes declararem serem fabricantes dos produtos anunciados, somente 37% utilizou apelos racionais em seus anúncios.

Quase a metade dos anunciantes (47%) estruturou sua mensagem de comunicação com base numa composição de apelos racionais e emocionais, na tentativa de persuadir o consumidor a diferenciar sua empresa das demais concorrentes.

Outra variável que teve um peso significativo na análise dos anúncios foi a variável que levava em conta os benefícios ecológicos do produto e o comprometimento real da empresa em atividades específicas de proteção ao meio ambiente. Cinquenta e três por cento delas estabeleceram, claramente, a ligação entre o produto fabricado e a preservação do meio ambiente. O restante das empresas respondentes (47%) se preocupou em demonstrar somente seu comprometimento em ações específicas de proteção ambiental, sem uma ligação direta dessas ações com os produtos fabricados. Nenhuma das empresas pesquisadas utilizou-se do meio de comunicação para enfatizar, especificamente, somente os benefícios ecológicos dos produtos fabricados.

A partir desses dados verificou-se que as empresas analisadas, não se diferenciam entre si, fato este que pode levar os consumidores a adotar um comportamento inerte, ou seja, a percepção do consumidor pode ser a de que essas empresas são todas iguais, falam sempre a mesma linguagem, logo, não se diferenciam em nada em relação às demais que estão no mercado.


Antônio Fernando Guimarães tem formação em engenharia mecânica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é mestre e doutor em administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP). É, também, professor e pesquisador do Centro Universitário Ítalo Brasileiro (UniÍtalo) na área de marketing com concentração no marketing ambiental, comportamento do consumidor, empreendedorismo e administração estratégica.

COM CIÊNCIA – REVISTA ELETRÔNICA DE JORNALISMO CIENTÍFICO

Pergunta da leitora Patrícia Branquinho

Muitas marcas usam a Solidariedade Social como ferramenta de Marketing. Outras consideram que a Solidariedade Social não se exibe. Em que condições consideram aconselhável o uso da Solidariedade Social como ferramenta de Marketing?


Antes de responder à questão é preciso definirmos ou relembrarmos o objetivo principal de uma ação de solidariedade: o BEM social. Como tal, essa ação deverá resultar numa melhoria na vida de todos, seja através de um contributo material ou de algo mais abstrato, como uma mudança de comportamento. Exemplo de uma ação nacional que considero bem sucedida é a “Missão Sorriso”. Esta causa já conta com uma contribuição total de mais de 9 milhões de euros nos últimos 12 anos. A “Missão Sorriso” tem como objetivo apoiar profissionais e instituições de saúde com equipamentos hospitalares e materiais diversos, nomeadamente produtos básicos de alimentação e higiene, com vista a melhorar a qualidade de vida de crianças, idosos e famílias carenciadas. Exibir uma ação de solidariedade social não é, de forma alguma, incorreto, desde que a exposição da campanha contribua para os seus próprios resultados. Para terem força mobilizadora, as causas precisam de mediatismo, mesmo as que já são bem conhecidas. Contudo, há outros aspetos que devem ser tidos em consideração e que podem fazer a diferença entre o mero exibicionismo e a honestidade.

A palavra que melhor resume uma boa campanha de solidariedade social é genuinidade. As marcas não devem deixar de apoiar e promover causas com o receio de serem rotuladas como exibicionistas ou oportunistas, mas devem fazê-lo de forma genuína. Ao colocar os interesses da causa acima dos seus, a marca já tem meio caminho andado. O Continente poderia ter optado por uma simples campanha de “Na compra de produtos Continente, damos x% a uma instituição de caridade” mas não o fez, o que, aparentemente demonstra a ausência de interesse comercial.

Embora na prática a causa venha em primeiro lugar, não podemos ser ingénuos ao ponto de esquecermos que representamos marcas. Por trás do apoio tem que estar um pensamento estratégico responsável.