Follow douglasdickel on Twitter
www.flickr.com
[douglasdickel]'s items Go to [douglasdickel]'s photostream


Instagram
http://soundcloud.com/input_output
:: douglasdickel 18 anos de blog :: página inicial | leituras | jormalismo ::
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::

quarta-feira, 30 de junho de 2004

"Sou um dissidente da verdade. Não creio na idéia de discurso de verdade, de uma realidade única e inquestionável. Desenvolvo uma teoria irônica que tem por fim formular hipóteses. Estas podem ajudar a revelar aspectos impensáveis. Procuro refletir por caminhos oblíquos. Lanço mão de fragmentos, não de textos unificados por uma lógica rigorosa. Nesse raciocínio, o paradoxo é mais importante que o discurso linear. Para simplificar, examino a vida que acontece no momento, como um fotógrafo. Aliás, sou um fotógrafo." (Jean Baudrillard)

Época - Seu raciocínio lembra os dos personagens da trilogia Matrix. O senhor gostou do filme?

Baudrillard - É uma produção divertida, repleta de efeitos especiais, só que muito metafórica. Os irmãos Wachowski são bons no que fazem. Keanu Reeves também tem me citado em muitas ocasiões, só que eu não tenho certeza de que ele captou meu pensamento. O fato, porém, é que Matrix faz uma leitura ingênua da relação entre ilusão e realidade. Os diretores se basearam em meu livro Simulacros e Simulação, mas não o entenderam. Prefiro filmes como Truman Show e Mulholland Drive, cujos realizadores perceberam que a diferença entre uma coisa e outra é menos evidente. Nos dois filmes, minhas idéias estão mais bem aplicadas. Os Wachowskis me chamaram para prestar uma assessoria filosófica para Matrix Reloaded e Matrix Revolutions, mas não aceitei o convite. Como poderia? Não tenho nada a ver com kung fu. Meu trabalho é discutir idéias em ambientes apropriados para essa atividade.
Teoria da sincronicidade de Carl Jung, influenciada por jantares com Albert Einstein, acompanhado da sua teoria da relatividade.

"Ela consiste de dois fatores: uma imagem inconsciente vem ao consciência diretamente (isto é, literalmente) ou indiretamente (simbolizada ou sugerida), sob forma de um sonho, idéia ou premonição. Uma situação objetiva coincide com esse conteúdo. (...) Ele definiu-a como um princípio de Conexão Acausal, uma conexão misteriosa entre a psique do indivíduo e o mundo físico, material que se baseia no fato de que no fundo são apenas diferentes formas de energia. Ainda em "Natureza da Psique: Não apenas é possível, mas bastante provável, que psique e matéria sejam apenas dois aspectos diferentes de uma só e mesma coisa. Parece-me que os fenômenos sincronísticos apontam nesta direção, pois mostram que o não-psíquico comporta-se como psíquico, e vice?versa, sem que haja conexão causal entre eles." (Cláudia Araújo)

"Somos tocados pelos sonhos, eles nos expressam e nós expressamos a eles, e existem coincidências ligadas a eles. Recusamo-nos a levar as coincidências a sério porque não podemos considerá-las como causais. É verdade que cometeríamos um erro em considerá-las causais; fatos não acontecem por causa dos sonhos, isto seria absurdo, nunca poderemos demonstrar isto; eles apenas acontecem. Mas é sábio considerar o fato de que eles realmente acontecem." (JUNG)

"A noção de ordenação acausal lançou uma nova luz sobre fenômenos que antes não tinham explicação porque escapavam à causalidade (...)"

O gladiador Fernando Nazario largou a loja Magazine e está com as forças concentradas na reabertura do Garagem Hermética. "Eles já pediram tanta coisa [mudanças na estrutura do bar] que daqui a pouco não vai mas ter o que pedir."
Ascender ao paraíso
pela escada da surpresa.

(EMERSON, Ralph Waldo. Merlin. 1847.)
"A teologia popular é uma vasta incongruência, derivada da ignorância. Os deuses existem porque a própria natureza imprimiu uma concepção deles nas mentes dos homens." (CÍCERO. De natura deorum, I, 16)
"A fala humana é como uma chaleira rachada em que batemos ritmos grosseiros para os ursos dançarem, enquanto ansiamos por produzir uma música que derreta as estrelas." (FLAUBERT, Gustav. Madame Bovary. 1857.)
A terra, basta isso.
Não quero as constelações mais próximas.
Sei que estão muito bem onde estão,
Sei que bastam para os que pertencem a elas.

(Walt Whitman, 1855)
"O mundo está quase todo repartido, e o que resta vem sendo partilhado, conquistado e colonizado. E pensarmos nessas estrelas que são vistas sobre nossas cabeças durante a noite, esses imensos mundos que jamais pode[re]mos alcançar." (Cecil Rhodes, 1902)

"Olha para as estrelas sempre me faz sonhar, com a mesma simplicidade com que sonho ao contemplar os pontinhos negros que representam vilas e cidades num mapa. Por quê, eu me pergunto, os pontinhos brilhantes do céu não poderiam ser tão acessíveis como os pontinhos negros no mapa da França?" (Vincent Van Gogh)


Fuçando no catálogo da gravadora Constellation (GY!BE), saltou-me à mente o álbum Mnant (2001), da banda re:, um duo de Montreal formado por Aden Evens e Ian Ilavsky. "Todos os sons são sombrios e industriais e contêm suspense, sem que algum desses itens se sobressaia em momento algum." (AMG) O tracklist, interessante, é formado por palavras que encaixam com o prefixo "re": Scue, Duce, Solute, Cipe, Straint, Buke, Pent, Legate, Volve, Ject e Gulate. "Zunidos em abundância. Zunidos em diferentes freqüências e modulações e velocidades, cada um montado em cima do outro." (Pitchfork)

Já do catálogo da Kranky, outra gravadora pós-rock, eu destaquei Stars Of The Lid, com seu debut lo-fi Music For Nitrous Oxide (1995). "Lagging é povoada por fragmentos de diálogos de uma rádio de notícias numa zona de guerra, e Down catapulta a voz de um curandeiro do Texas direto das ondas de rádio AM." (AMG)

(Isto tudo apenas por meio das palavras escritas sobre os discos e as bandas. Só vou poder ouvi-las quando eu tiver ADSL/Soulseek de novo - ou seja, quando eu encontrar um tesouro no fundo do asfalto. A não ser que algum afortunado também se interesse e faça o serviço. Neste caso, inclua A Beautiful Machine e Main.)


Um dos pontos positivos da ruim comédia romântica Love Actually é a beleza suave da cantora portuguesa Lúcia Moniz, que faz a empregada Aurelia, par romântico do personagem do Colin Firth. Aqui, uma foto dela com mais maquiagem; aqui, tocando violão num show.
Experimental Audio Research (E.A.R.) é um projeto do Sonic Boom (pseudônimo de Pete Kember, vocalista e guitarrista do Spacemen 3 - banda cujo principal álbum é o Playing With Fire, de 1989), criado em 1994, que conta com as participações de Kevin Shields (MBV), Kevin Martin (God) e Eddie Prevost (AMM). O lance é um exercício de paredes de guitarra noise, só que cada álbum lançado foi completamente diferente um do outro, indo da ambiência sem peso até densas camadas de feedback. O mais interessante para mim parece ser o The Köner Experiment (1997), com a participação do minimalista Thomas Köner (ritmo, produção, mixagem, "construção"), classificado pelo AMG como ambient, experimental, post-rock/experimental, indie rock, space rock, experimental ambient.


Questões de relações internas em bandas.

1. Perfeccionismo/alta exigência: virtude ou defeito?
2. Intervenção de alguém mais experiente: aconselhamento ou imposição?

terça-feira, 29 de junho de 2004

£1,80 (US $4,75)
29 MAY 2004
NME.COM
P. 58
Why I love...

Sonic youth
By Ben Gautrey of The Cooper Temple Clause

Os Sonic Youth são realmente mestres em fazer rock cool e sexy - qualquer um que já tenha tocado um acorde estranho ou tenha tido três minutos de noise em uma das suas músicas deve algo a eles e, é óbvio, se não fosse por eles, não teria havido nenhum Nirvana, porque eles tiveram uma grande influência em Kurt. A minha banda tem algumas músicas que podem ser comparadas a eles, mas não é um caso de estarmos chupando coisas deles diretamente. O primeiro contato que eu tive com Sonic Youth foi quando o A Thousand Leaves foi lançado, em 1998. Eu vi o clipe de Sunday, que tem o Macaulay Culkin, e fiquei muito impressionado, daí eu fui atrás da discografia deles. Não consegui decidir qual disco comprar primeiro, então peguei uma compilação de material deles dos anos 80, chamada Screaming Fields Of Sonic Love, e eu saí simplesmente flutuando, porque aquilo me soava como nenhuma outra coisa que eu tinha ouvido até então.

Às vezes você pode facilmente descrever por que um monte de bandas são boas: por causa do vocalista, por causa do estilo etc., mas com o Sonic Youth há outra coisa, que você não pode apontar. É realmente difícil entender o que eles estão cantando na maior parte do tempo - as letras deles são bastante oblíquas e alegóricas. Obviamente há algumas exceções. (...) A maneira como eles compõem os arranjos e a maneira como as guitarras zunem é realmente imponente - parece um círculo de facas girando ao redor da sua cabeça. Eu gosto de ouvir músicas do Sonic Youth antes de dormir, mas isso não é aconselhável para qualquer um. (...)

Eu sei que eles são considerados pretensiosos por algumas pessoas, o que é agravado pelo fato de eles poderem ser um tanto resmunguentos em entrevistas, mas, quando você está nessa há bastante tempo, e você recebe perguntas estúpidas o tempo todo, deve ser muito difícil de agüentar. Nós dividimos palco com eles uma vez, no Fuji Rock Festival, no Japão, e vê-los tocar aquele dia foi uma experiência religiosa. Didz falou rapidamente com Thurston Moore e o que ele pode dizer sobre o cara é que ele é muito alto.

Cinco momentos essenciais do Sonic Youth (...)

4. Mote (1990). Cantada pelo guitarrista Lee Ranaldo, esta é a melhor faixa do primeiro disco da banda em uma grande gravadora, Goo, do qual o Neil Young gostou tanto que os convidou a excursionar com ele.

segunda-feira, 28 de junho de 2004

"O piano é o rei dos instrumentos." (Daniel Galera)
Douglas Dickel
O Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), sede da administração estadual, firmou um acordo com o Ministério Público para fazer valer a lei federal que proíbe o fumo em lugar fechado - no caso, o Centro Administrativo. (E depois eu é que era o histérico, o que ia se dar mal por bater de frente com os fumantes etc.) Eu soube na reunião da Brigada de Incêndio do CAFF, grupo este do qual participo e que vai fazer uma simulação de incêndio e evacuação do prédio na quinta-feira dia 1º de julho. Vai ser a atração do dia em Porto Alegre: 100 bombeiros, escada, cabo, teleférico, helicóptero...
"Perdemos . . . [a] . . . magia infantil no mundo das máscaras, mas nosso destino é retornar à criança." (CAMPBELL)
Chave. "Joseph [Campbell] nos ensinou que podemos escolher uma vida de enlevo, que ela não está 'lá fora', em outro lugar ou pessoa, que não precisamos ir a lugar algum ou ter alguma coisa ou alguém. 'Está aqui. Está aqui. Está aqui." Tudo de que precisamos é uma mudança na consciência." (OSBON)
"Joseph [Campbell] ensinou-me a enxergar além dos símolos e contemplar as riquezas que eles representam. Os que não conseguem ver o que há por trás dos símbolos, comentou ele, são 'como amigos que vão a um restaurante e comem o cardápio', no lugar dos pratos que ele descreve. O mundo tem elevada cota de ingestão de cardápios, e o resultado é a sensação de vazio e o empobrecimento do espírito." (OSBON)
CHAVE. "Quando nos amamos, voltamo-nos para nossa própria glória, expressão que Joseph Campbell usou para descrever nosso mais elevado entusiasmo. A palavra entheos significa 'preenchido por Deus'. Voltarmo-nos para aquilo que nos preenche com a divindade, para aquele lugar no qual o tempo não existe, é tudo de que precisamos para mudar o mundo em nossa volta. Então poderemos, naturalmente e sem esforço, amar os outros, deixando-os superarem suas limitações auto-impostas e seguirem seus próprios caminhos. (...) Viver neste enlevo é ter saúde. E seguir sua glória, no sentido que Joseph deu à expressão, não é uma auto-indulgência, mas algo vital: seus sistema físico sabe que esta é a maneira de dar ao mundo o que você tem de melhor a oferecer. Há trilhos aguardando cada um de nós, e, assim que você estiver sobre eles, abrir-se-ão portas que nunca se abriram antes e que não se abririam para mais ninguém. Tudo começa a manifestar-se e - sim! - até a Mãe Natureza apóia a viagem. Descobri que basta dar um passo na direção dos deuses que eles darão dez passos em sua direação. Esse passo, o heróico primeiro passo da jornada, emerge de, ou sobre, seus limites, e normalmente deve ser dado antes que você saiba que receberá apoio." (OSBON)
"Ele [Joseph Campbell] nos aconselha a ouvirmos quando alguém estiver falando, não às palavras, mas a aquilo que está falando - geralmente, o orgulho, a malícia ou a ignorância." (OSBON)
"Não existe matéria, tudo é campo. As separações e as limitações estão em nossas próprias mentes." (OSBON, Diane K. Em companhia de Joseph Campbell. 1991.)

sexta-feira, 25 de junho de 2004

Fantasma nasceu. 1. Melancolia agridoce, com sétima maior. Guitarra no clima. When I sat down on the bed next to you, you started to cry. Voz doce às vezes quase sussurro. Piano. Bateria e guitarra de solos moídos lambuzados com balinhas do Paraguai que estouram dentro da boca. Que pedal é esse, Deus? Varridas. Jim O'Rourke. Som de amplificador ligado, microfonia. 2. Piano com levada de início de Happiness Is A Warm Gun.

Hell is crome

When the devil came
He was not red
He was chrome, and he said

Come with me
You must go
So I went
Where everything was clean
So precise and towering

I was welcomed
With open arms
I received so much help in every way
I felt no fear
I felt no fear

The air was crisp
Like sunny late winter days
A springtime yawning high in the haze
And I felt like I belonged
Come with me

Guitarrinha arranhada, só no contraponto. Solo Gilmour de poucas notas (!?) com o pedal do inferno. 3. Batida do krautrock do Neu!, que foi adotada por Sonic Youth e Yo La Tengo (tun-tun-pá-tun-tun-tun-pá-tun-...). Baixo sempre na mesma nota. Órgão Stereolab, porém mais grave. Guitarras à Pianta & Barrett, tipo o piano do Mike Garson - em suma, atonais. Vocal alt-country do Jeff Tweedy. Depois vem o power folk. E volta ao krautrock atonal. Quase 11 minutos. 4. Folk puro. 5. Beatles-esque com violino country. 6. 7. Volto a me empolgar. Solo de piano agudo, que na verdade é um riff, um powerchord de piano agudo. Hapinnes is a warm gun. Ghost is born. 8. Pixies. Vocal gritado à John Lennon no refrão. I'm a wheel. I will turn on you. Watching The Wheels é uma das minhas preferidas do Lennon. I just had to let it go! 9. Folk. 10. O grande rock do disco. The late greats, na verdade é a doze. 11.

Theologians
They don't know nothing
About my soul
About my soul

I'm an ocean
An abyss in motion
Slow motion
Slow motion

(...)

Mas acho que as minhas faixas não estão na ordem. Acho que a minha 7 é Company In My Back. 12. Falhou o Nero.
Cartas do tarot ligadas à personalidade 6 da numerologia.


O AMOROSO

O arcano VI é O Amoroso; é uma carta que revela dualidade. Sob a influência desta carta, o consultante está perante uma escolha que não é necessariamente uma escolha entre pessoas - pode ser entre caminhos ou entre situações. A verdade é que o consultante se vê numa situação em que terá de escolher entre uma via ou outra. Está bastante sensível, num jogo de emoções, influenciado por valores subjectivos que naturalmente lhe colocam divisões interiores. Mas o postulado do Amoroso é inquestionável: é obrigatório escolher. Esta carta, O Amoroso, é uma carta de ação, nunca de omissão. Deve, sobretudo, escolher de acordo com o coração.

A ESTRELA

A Estrela é mais uma das cartas cósmicas de carácter não voluntário, ou seja, cuja influência se desenrola independentemente da vontade do consultante. A Estrela é desde logo uma carta forte, "luminosa", inspiradora. De fato, a influência de A Estrela protege e propicia uma conjuntura muito auspiciosa, mesmo que o consultante nada faça para que tal suceda. Dito de outra forma é o arcano da sorte pura ou das situações que se conjugam para que o consultante veja a sua vida melhorada e os obstáculos minimizados. Dito de uma forma ainda mais simples é a carta do "Sim".
"Em verdade, como escrevo? Tive, como muitos têm tido, a vontade pervertida de querer ter um sistema e uma norma. É certo que escrevi antes da norma e do sistema; nisso, porém, não sou diferente dos outros. (...) o meu sistema de estilo assenta em dois princípios (...) dizer o que se sente exatamente como se sente - claramente, se é claro; obscuramente, se é obscuro; confusamente, se é confuso - ; compreender que a gramática é um instrumento, e não uma lei. Suponhamos que vejo diante de nós uma rapariga de modos masculinos. Um ente humano vulgar dirá dela, 'Aquela rapariga parece um rapaz'. Um outro ente humano vulgar, já mais próximo da consciência de que falar é dizer, dirá dela, 'Aquela rapariga é um rapaz'. Outro ainda,
igualmente consciente dos deveres da expressão, mas mais animado do afeto pela concisão, que é a luxúria do pensamento, dirá dela, 'Aquele rapaz'. Eu direi, 'Aquela rapaz', violando a mais elementar das regras da gramática, que manda que haja concordância de gênero, como de número, entre a voz substantiva e a adjetiva. E terei dito bem; terei falado em absoluto, fotograficamente, fora da chateza, da norma, e da quotidianidade. Não terei falado: terei dito." (PESSOA, Fernando. Livro do desassossego.)
Quando vimos o Shrek, eu fiquei impressionado porque havia na trilha sonora Wilco e Nick Cave - cantando Hallelujah, do antepenúltimo disco dele, No More Shall We Part.

Fui ouvir a tal Hallelujah do No More Shall We Part, e parecia, mas não era.

Pois somente hoje (depois de já haver Shrek II inclusive) tive a brilhante idéia de ir até o AMG e digitar "shrek".

O Wilco era na verdade o Eels (ó Manu!), com My Beloved Monster.

O Nick Cave era na verdade o Rufus Wainwright, coverizando a Hallelujah do Leonard Cohen.

O Cave já fez uns quatro ou cinco covers do Cohen. Mas não este.

Eels parece Wilco, em seus melhores momentos. E adquirimos o OK Go e o novo do Ben Kweller, parentes dessa turma toda.

Aliás, "resenha" do Ghost Is Born, daqui a pouco.
A Pitchfork fez uma lista dos 100 melhores álbuns da década de 1970. Eis os 40 primeiros. Os negritos marcam aqueles discos que já estão na coleção Colla-Dickel.


001: David Bowie
Low
[RCA; 1977]

002: The Clash
London Calling
[CBS; 1979]

003: Television
Marquee Moon
[Elektra; 1977]


004: Sly & The Family Stone
There's a Riot Goin' On
[Epic; 1971]

005: Bob Dylan
Blood on the Tracks
[Columbia; 1975]

006: Kraftwerk
Trans-Europe Express
[Capitol; 1977]


007: Led Zeppelin
IV
[Atlantic; 1971]

008: Gang of Four
Entertainment!
[Warner Bros; 1979]

009: Joy Division
Unknown Pleasures
[Factory; 1979]

010: Brian Eno
Another Green World
[Island; 1975]

011: Rolling Stones
Exile on Main Street
[Rolling Stones; 1972]


012: The Stooges
Funhouse
[Elektra; 1970]

013: Nick Drake
Pink Moon
[Island; 1972]

014: The Velvet Underground
Loaded
[Cotillion/Atlantic; 1971]


015: The Who
Who's Next
[Decca; 1971]

016: Buzzcocks
Singles Going Steady
[IRS; 1979]

017: Funkadelic
Maggot Brain
[Westbound; 1971]

018: Miles Davis
Bitches' Brew
[Columbia; 1970]

019: Can
Ege Bamyasi
[United Artists; 1972]

020: T.Rex
Electric Warrior
[Reprise; 1971]

021: Serge Gainsbourg
Histoire de Melody Nelson
[Philips; 1971]

022: Wire
Pink Flag
[Harvest; 1977]


"Pink Flag is one of the strangest British punk albums."

023: Ramones
Ramones
[Sire; 1976]


"Beach Boys at 45RPM."

024: Brian Eno
Here Come the Warm Jets
[Island; 1974]

025: Neu!
Neu!
[Brain; 1972]


026: Stevie Wonder
Innervisions
[Tamla/Motown; 1973]

028: The Beatles
Let It Be
[Apple; 1970]

029: Can
Tago Mago
[United Artists; 1971]

030: Miles Davis
On the Corner
[Columbia; 1972]

031: Talking Heads
Fear of Music
[Sire; 1979]

032: Pink Floyd
The Wall
[Columbia; 1979]


"Rather than focus, Roger Waters explores every aspect of his anxiety and depression, orphaned first by war, next by schizophrenia, and finally by the world he was forced to take on in Syd Barrett's stead."

033: Wire
Chairs Missing
[Harvest; 1978]

034: Various Artists
Saturday Night Fever
[Polydor; 1978]

035: The Pop Group
Y
[Radar; 1979]

036: Pink Floyd
Wish You Were Here
[Columbia; 1975]

037: Elvis Costello
My Aim Is True
[Columbia; 1977]


038: XTC
Drums and Wires
[Virgin; 1979]

039: Suicide
Suicide
[Red Star; 1977]

040: The Modern Lovers
The Modern Lovers
[Beserkley; 1977]

Oi.

quinta-feira, 24 de junho de 2004

Dois fãs de Philip K. Dick informam: nunca leia o conto "O pai-coisa".
Voltando a pesquisar sobre a banda.



" . . . às vezes chegando a ter 48 guitarras sobrepostas, meticulosamente arranjadas na mixagem de uma única música. (...) Com Hz, o grupo teve espaço na revista inglesa The Wire, que o descreveu como 'o clima equivalente a um tanque de isolamento'." (Magnet Magazine) O álbum Hertz, em questão, é "separado" em seis EPs diferentes. "O negócio da Main é um monte de material de improvisação gravado em fita e depois certamente pedaços são subtraídos dela no estúdio, até o troço inteiro tornar-se realmente minimal. (...) Nos usamos apenas bateria eletrônica e guitarras, e nós tentamos foder os sons o máximo possível. (...) A estrutura básica do Main é que nós nos consideramos mais uma banda de meio-ambiente do que de ambient. Nós não estamos criando um espaço no qual você pode relaxar . . . Nós estamos utilizando o ruído que está por toda a parte o tempo todo, da mesma forma que o Sonic Youth e o John Zorn fizeram para New York. Quando você vive numa cidade, silêncio total simplesmente não existe. Há sempre alguma coisa acontecendo. Nos estamos tentando imitar esses sons com guitarras e alguns pedais de efeito." (Robert Hampson)

Discografia.
Numerologia.

Nome: DOUGLAS DICKEL
Resultado: 6
Personalidade 6

A personalidade 6 define pessoas de bom carácter, alegres, sensíveis e bondosas. Muitas vezes o excesso de sensibilidade leva a que actuem com base em emoções o que traz penalizações e por vezes aproveitamentos. São pessoas de bom gosto, com encanto e elegância naturais que muitas vezes é fonte de inveja para quem não tem estes dons naturais. A natureza artística nasce com eles. Gostam de ser prestáveis e de ajudar quem precisa de forma totalmente desinteressada. Uma das suas dificuldades é lidar com o dinheiro pois têm pouca vocação para contas. No amor, são ardentes e sinceros e sofrem grandes desgostos se se sentem enganados. Os choques emocionais podem originar estados depressivos.

Nome: MANUELA MARTINI COLLA
Nome: ALBATROZ
Resultado: 5
Personalidade 5

A personalidade 5 define pessoas calmas, observadoras, reservadas mas permanentemente interessadas por tudo o que as rodeia. Com forte capacidade intelectual, têm falta de sentido prático, o que leva a que precisem muito de outros para gerir o seu dia a dia. Esta falta de pragmatismo faz com que nem sempre sejam bem entendidos e compreendidos já que muitos julgam tratar-se de desinteresse e irresponsabilidade, o que nem sempre é verdade. Precisam de se sentir altamente motivados para levarem projectos até ao fim ou dar o rendimento desejável. No amor são afectuosos e carentes o que faz com que façam uma busca quase constante da felicidade, o que nem sempre conduz à fidelidade.

Nome: MANUELA COLLA-DICKEL
Resultado: 1
Personalidade 1

A personalidade 1 revela pessoas brilhantes, dinâmicas e com um percurso de independência. Dotadas de grande energia, embora quase sempre cíclica, são pessoas nervosas e inquietas que ao longo da vida devem tentar vencer alguma instabilidade na procura da harmonia. Têm grande força de vontade embora mudem de objectivos à medida que os vão atingindo ou aceitam novos desafios. Gostam de fazer tudo sozinhos ou, pelo menos, de centralizar funções o que pode levar a um esforço excessivo e consequentemente a grande desgaste. Apreciam as coisas boas da vida e por isso o dinheiro é para eles importante na medida em que podem ter o que querem sem depender de ninguém. Têm grande criatividade. São charmosos e, de uma maneira geral, o amor para eles não constitui dificuldade. Apaixonam-se com alguma frequência.

Nome: BLANCHED
Resultado: 4
Personalidade 4

A personalidade 4 define pessoas muito cativas, trabalhadoras e persistentes. Têm grande capacidade de luta e uma grande vantagem sobre outros, já que aguentam grandes pressões e aguentam onde outros falham; desistir não faz parte do seu vocabulário. Há quem os considere teimosos, é certo, mas neste caso trata-se de uma qualidade pois trata-se de convicções e capacidade de honrar compromissos.
Não abrem facilmente mão do que conquistaram; dão grande valor ao que têm e ao que é conseguido com esforço e suor.
Trecho dum conto da Clara Tajes (irmã da Cláudia) chamado "A garrafa de água e purpurina".

O psiquiatra das dezessete horas era um homem muito estranho. Mal olhou para mim, ocupado em preparar umas carreiras no tampo de vidro da escrivaninha, e (talvez fosse um vício da profissão) gostava de ir direto ao assunto.

- E aí, bucetinha molhada?

- Ah, claro, amor. Me excita ver você cheirando.

- Então venha até aqui que eu vou cheirar você.

E o cara me cheirou de verdade e gostava de coisas que eu nem imaginava que existissem.
Ao ouvir o início do novo álbum do Wilco, senti uma sensação de familiaridade com a produção impecável. Achei que fosse o Nigel Godrich. Mas é o Jim O'Rourke - como eu mesmo já aqui anunciara.
[qwfxfq]

eu vi o sinal que deu forma ao cufusfuque no livro.
dizem que os sinais se confundiam com coisas como portas.
o efeito dessa mistura toda é um laço que vai engolindo suas peças
e crescendo até se fechar para golpear tudo em volta com o sangue,
coisa estranha da vida e do universo que é girado no umbigo somente.
eu conduzo o dedo dos meus pensamentos e minha da vontade, em espiral.


(Douglas Dickel em cima da Ferramenta de Idiomas em cima de dois posts da p.e.a.r.l.y.* no Altered Beast.)
The Walkmen é uma banda para discotecagens ou coletâneas-discotecagem. O primeiro álbum já enjoava um pouco, pela repetitividade entre as músicas. Ouvi hoje de manhã o novo, Bows And Arrows, e a nota é 0, levando-se em conta que eles não fizeram a segunda música deles ainda. Lembrando que, para discotecagens, a nota é 8.
The Benflogin Experience
28 de maio de 2002

Os primeiros efeitos em mim e no Beltrano foram uma visão mais viva e acesa das coisas e a audição detalhada dos pneus dos carros passando nos paralelepípedos regulares. Parecia ter um pedal flanger ligado àqueles sons. As pessoas todas pareciam mais amigas e amigáveis. Eu descobri que pulando eu tinha uma sensação de estar pulando muito mais alto do que realmente estava. Beltrano começou a ver riscos horizontais e verticais, pretos e brancos, passando pela rua. Ambos foram para a sacada do apartamento.

***

BELTRANO
Uma tartaruga no meio da rua. Agora não é mais, é outra coisa. Acho que é uma árvore. Ah, agora o carro passou e desmantelou ela... Ah, não, tá ali ainda!

EU
A habilidade de segurar o cigarro aumenta. Olha a técnica...

BELTRANO
Cara, ... (olhando) a fumaça...

EU
Meu jeito de falar está extremamente ridículo.

BELTRANO
Entre a janela se formou um quadro. Alucinação muito louca. Mulher - dança do ventre - se abaixou - cachorro. Tudo meio transparente, mas a forma é perfeita.

EU
Eu tô vendo um arco-íris em volta da luz!

BELTRANO
Homem-águia (bonequinho do super-herói Falcão). Nostalgia absoluta agora.

EU
Olha o xerife (do Playmobil)! OLHA O XERIFE! Ele tá parado olhando para it (sic).

BELTRANO
Tu tem a nostalgia absoluta aqui. Nostalgia é uma das coisas importantes na vida. Eu vou chorar aqui. Deixa eu achar uma coisa que eu tinha. Daí sim. ESTALINHOS.

BELTRANO
O Douglas saiu do ar.

***

Beltrano teve alucinações e não conseguiu dormir até o dia seguinte. Eu não tive nenhuma alucinação e tardiamente percebi o efeito dos espectros. Qualquer movimento deixava um rastro da imagem, como se ela demorasse para trocar de lugar. Beltrano rezava para que esse efeito passasse, já estava enjoado. Eu consegui dormir por algumas horas, mas continuei sendo o Spectreman no dia seguinte. E passei o dia com um enjôo fortíssimo. Tentei vomitar várias vezes, a sucção vomital realizou-se com toda a força, mas o estômago estava vazio. Tomei antiácido para tentar minimizar os efeitos dos comprimidos no estômago. Vomitei espuma. Chorei arrependido por ter agredido violentamente o organismo. Tive fortes dores de cabeça. Todas dores foram diminuindo lenta e progressivamente depois do primeiro prato de canja. A vontade de comer e a felicidade com os sabores aumentaram. Qualquer injeção de adrenalina é sentida fortemente no estômago, que está debilitado. O suco gástrico da fome dá uma queimação neste exato momento. Eu aconselho Benflogin para quem quer parar de tomar drogas e não sabe como ter vontade. Para mim, o único efeito bom foi a sensação de pular alto. Sobraram dezoito comprimidos.

***

EU
10 comprimidos de Benflogin
Algumas latinhas de cerveja Skol
Alguns goles de whisky Chanceler
Alguns cigarros Free Ultra Lights
Algumas puxadas de maconha
Mais dois comprimidos de Benflogin

BELTRANO
10 comprimidos de Benflogin
Algumas latinhas de cerveja Skol
Alguns goles de whisky Chanceler
Alguns cigarros Free Ultra Lights
Algumas puxadas de maconha
Deletei o Altered Beast. Melhores momentos:

25/12/2002 p.e.a.r.l.y.*

eu vi o sinal que o qwfxfq fez no espaço. no livro ele disse que os sinais se confundiamcom as coisas do dia-a-da, como por exemplo, portas.

27/10/2002 p.e.a.r.l.y.*

efeitos misturados
tudo num só loop
que vai engolindo suas partes e crescendo
e se fechando um segundo depois
pulsando o sangue a vida
coisa estranha é sair do universo
girando e girando no umbigo
eu passo o dedo e faço um espiral
posso abrir e posso fechar, como quiser
de acordo com o pensamento e a vontade
enquanto o espiral da minha vida vai me carregando
independente do movimento dos meus dedos
acho que por algum momento eu fui uma deusa.

03/02/2002 Douglas Dickel

Às 7:51, um cãozinho peregrinava pela entrada da cidade, sem destino determinado, sem hora marcada, sem relógio no pulso, sem medo, sem vergonha de ser feliz. O cãozinho passou do lado do meu carro e eu falei com ele. Ele olhou por um segundo apenas e foi suficiente para eu entender a fala e o que ele estava fazendo. Eu vou fazer um clipe só com vira-latas. Eu vou comprar uma câmera digital depois de um computador mais Franka Potente depois de um emprego e haja espaço para aramazenar todas as imagens bonitas que eu quero prender no tempo. Uma arte que depende da sorte do momento e de um olhar simples, totalmente pelado, capaz de se surpreender e por isso surpreender. A foto é a arte de rever. Revelar.

04/03/2002 Douglas Dickel

[SUPERÓCULOS NA GUERRA]

Estava saindo para o supermercado e quis colocar os óculos escuros para ver o que as pessoas vêem. Estava tudo escuro. Mas não. Tudo não. Havia uma moldura branca por todos os lados. Parecia um filme em que a tela estava com o brilho baixo. Um filme de realidade virtual. Eu estava nele. Deixamos o carrinho perto dos pães para ver os pães e quando voltamos para o lugar onde o deixamos ele havia desaparecido. No lugar: um cestinho de plástico! Seria obra dos alienígenas? Ou um seqüestro? Avisa a delegacia de polícia do Big! Fui na entrada pegar um substituto. No caminho, percebi a comunidade de carrinhos. Em cada corredor, carrinhos abandonados pelos humanos. Cada um com seu conteúdo único - com um, com dois, com três, com nenhum item - e sua posição ímpar. Peguei o meu e saí feliz, agora eu tinha o meu próprio carrinho de estimação. Mas não era somente um mero substituto. "Não é você que escolhe o carrinho. É o carrinho que escolhe você." Era o melhor carrinho do mundo. O melhor. O melhor que eu já havia dirigido em décadas de compras. Deslizava suave pela superfície, fazia curvas como nenhum outro, eu poderia fazer misérias com ele. Estava nos corredores do joguinho Desvie Dos Humanos. Eu era o monstrinho. Lobo ou dragão alado ou tigre ou urso. Corta para a fila do caixa. Eu ouvi a voz que vinha das caixas de som e parecia ser a minha. Era eu, era a minha! Então pensei: Será que se eu desejar e começar a falar minha voz vai sair nas caixas de som? Comecei a falar e estava saindo. Todas aquelas pessoas que foram fazer compras, inclusive os maridos que esperavam do outro lado dos caixas, se voltaram para o meu lado e se aproximavam a passos muito leves e lentos. As luzes se apagaram em volta e uma luz muito forte brilhava em mim. Eu era como O Um, o Novo, o Neo, The One. Imediatamente eu estava no Fantástico. A matéria foi assim: Zeca Camargo me entrevistando sentado numa graminha, metade sol e metade sobra, passarinhos. Me perguntou como foi apertar a mão do Zorzetto na formatura. Dou uma mastigada no lado esquerdo da minha barba. O preferido. Cuspo ela de volta e ajudo a empurrar com a língua. A parte de baixo dela reclama que também quer... Então eu começo a enrolar. Faço rolinho. Eles (to be continued)

13/09/2002 Douglas Dickel

Eu estava representando o Jim Carrey representando o Andy Kaufman dizendo "I got the brain!" e apontando com a mão na direção do cérebro e mexendo as pernas como se caminhando no mesmo lugar, arregalando e quase fechando os olhos com aquele sorrisinho na cara, provocando as mulheres nos seus desafios exclusivamente com mulheres, ocasião na qual teve a oportunidade de brincar de briga com a Courtney Love. (Como será que foi/é a relação entre os dois?) Eu estava me despedindo do Charles Pilger, na frente da biblioteca. Um casal de mãos dadas passou e a moça me viu fazendo aquelas coisas e me deu um sorriso simpático. Ela entendeu o que eu estava fazendo.

quarta-feira, 23 de junho de 2004


O Wander Wildner está lançando um disco novo com a produção do Tom Capone. Entre a tracklist está a cover Candy, do Iggy Pop. Mostraram uma performance dele em show ontem na MTV, e o resultado é de chorar de bom. Por isso eu escrevi "a", e não "uma".
"O teólogo pode comprazer-se na amena tarefa de descrever a Religião tal como ela desceu do céu, revestida de sua nativa pureza. Ao historiador se impõe um dever mais melancólico. Cumpre-lhe desvelar a inevitável mistura de erro e corrupção que ela contraiu numa longa permanência na Terra, entre uma fraca e degenerada raça de seres." (Edward Gibbon)
Covers que outras bandas fizeram das minhas duas bandas preferidas, só para ver o poderio de fogo do Covers Project, um banco de dados de covers! (Indicação do Charles. O Bruno vai amar, se já não conhece.)

Sonic Youth

Schizophrenia covered by Cat Power

Pink Floyd

Astronomy Domine covered by Mission Of Burma*
Arnold Layne covered by Damned*
Bike covered by Television Personalities*
Brain Damage covered by Jerry Cantrell
Breathe covered by Flaming Lips
Careful With That Axe Eugene covered by Camper Van Beethoven
Comfortably Numb covered by Ween
Dogs of War covered by Laibach
Fearless [live and rare] covered by Low
Have a Cigar covered by Foo Fighters and Brian May
In the Flesh covered by Jane's Addiction
Interstellar Overdrive covered by Camper Van Beethoven
Interstellar Overdrive [live and rare] covered by Melvins
Interstellar Overdrive covered by Teenage Fanclub
Interstellar Overdrive covered by Pearl Jam
Lucifer Sam covered by Flaming Lips
See Emily Play covered by David Bowie
See Emily Play covered by John Frusciante
Shine On You Crazy Diamond covered by Flaming Lips
Shine On You Crazy Diamond covered by Stone Temple Pilots
Take Up Thy Stethoscope & Walk covered by At The Drive-In
Us and Them covered by Flaming Lips

* O Pink Floyd é(ra) punk.
Lift your skinny fists like antennas to heaven! é a melhor obra de arte do universo em todos os tempos.

A seguir a íntegra do primeiro Top 25 que eu me arrisco a fazer. (O único critério é que haja qualidade homogênea em todo o disco e que seja um destaque na discografia da banda.)

1. Lift your skinny fists like antennas to heaven!
2. Experimental jet set, trash and no star
3. Dark side of the moon
4. Daydream nation
5. OK computer
6. In utero
7. The piper at the gates of dawn
8. The fragile
9. The bends
10. Goo
11. Revolver
12. Pet sounds
13. Mezzanine
14. Closer
15. A coerência é uma armadilha
16. Sea change
17. Horses
18. The madcap laughs
19. Perfect from now on
20. Turn on the bright lights
21. Portishead
22. Ramones
23. A vida é doce
24. The wall
25. This is hardcore

terça-feira, 22 de junho de 2004

"Alguns cientistas que trabalham na questão de inteligência extraterrestre, e eu estou entre eles, tentaram calcular o número de civilizações técnicas avançadas na galáxia Via Láctea - isto é, sociedades capazes de radioastronomia. Tais estimativas são um pouco melhor que chutes. Elas requerem atribuir valores numéricos a quantidades como os números e idades de estrelas, o que nós sabemos bem; a abundância de sistemas planetários e a probabilidade da origem de vida dentro deles, a qual nós sabemos menos bem; e a probabilidade da evolução de vida inteligente e o tempo de vida de civilizações técnicas sobre as quais nós sabemos muito pouco realmente. Quando nós fazemos a aritmética, o número que meus colegas e eu propomos é ao redor de um milhão de civilizações técnicas apenas em nossa Galáxia. Este é um número de tirar o fôlego, e é divertido imaginar a diversidade, estilos de vida e comércio desses milhões de mundos. Mas pode haver tanto quanto 250 bilhões de estrelas na Galáxia Via Láctea. Até mesmo com um milhão de civilizações, menos que uma estrela em 250.000 teria um planeta habitado por uma civilização avançada. Considerando que nós temos pouca idéia de quais estrelas são as candidatas prováveis, nós teremos que examinar um número enorme delas. Assim a busca por inteligência extraterrestre pode requerer um esforço significante. (...)

"Desde o Projeto Ozma, houve seis ou oito outros programas similares, todos a um nível bastante modesto, nos Estados Unidos, Canadá e União Soviética. Nenhum deles alcançou resultados positivos. O número total de estrelas individuais examinado até agora é menor que 1.000. Nós executamos algo como um décimo de um por cento do esforço exigido. (...)

"Se qualquer civilização está tão mais avançada que nós, por que eles não produziram artefatos, dispositivos e até mesmo casos de poluição industrial de tal magnitude que nós os teríamos descoberto? Por que estes seres não reestruturaram a Galáxia inteira para sua conveniência? (...)

"Talvez haja um tempo de espera antes que o contato seja considerado apropriado, para nos dar uma oportunidade justa de nos destruirmos primeiro, se estivermos inclinados a tal. Talvez todas as sociedades significativamente mais avançadas que nós mesmos alcançaram uma imortalidade pessoal efetiva, e perderam a motivação por perambulos interestelares - o que pode, por tudo que nós sabemos, ser apenas um desejo típico de civilizações adolescentes. Talvez civilizações maduras não desejem poluir o cosmo. Há uma lista muito longa de tais talvezes, poucos dos quais nós estamos em uma posição para avaliar com qualquer grau de garantia. (...)

"Se houver um milhão de civilizações técnicas na galáxia Via Láctea, a separação média entre civilizações será aproximadamente de 300 anos-luz. Já que um ano luz é a distância que a luz viaja em um ano (um pouco abaixo de seis trilhões de milhas), isto insinua que o tempo de trânsito de mão única para uma comunicação interestelar da mais próxima civilização será de uns 300 anos. O tempo para uma questão e uma resposta seria 600 anos. Esta é a razão porque diálogos interestelares são muito menos prováveis - particularmente ao redor do tempo do primeiro contato - que monólogos interestelares. Poderia parecer notavelmente abnegado para uma civilização radiodifundir mensagens de rádio sem esperança de saber, pelo menos no futuro imediato, se elas foram recebidas e qual resposta para elas poderia vir. (...)



"Tal mensagem foi transmitida para o espaço pelo Observatório de Arecibo, que a Universidade Cornell mantém para a Fundação Nacional de Ciência, em novembro de 1974 em uma cerimônia que marcou o recapeamento do disco de Arecibo, o maior radiotelescópio da Terra. O sinal foi enviado a uma coleção de estrelas chamada M13, um agrupamento globular que inclui aproximadamente um milhão de sóis separados, porque ele estava em cima na hora da cerimônia. Considerando que M13 está distante 24.000 anos luz, a mensagem levará 24.000 anos para chegar lá. Se qualquer um estiver escutando, serão 48.000 anos antes de nós recebermos uma resposta. A mensagem de Arecibo não foi pretendida claramente como uma tentativa séria de comunicação interestelar, mas mais como uma indicação dos avanços notáveis em tecnologia de rádio terrestre. (...)

"A mensagem decodificada forma um tipo de pictograma que diz algo assim: Aqui é como nós contamos de um a dez. Aqui estão cinco átomos que nós pensamos ser interessantes ou importantes: hidrogênio, carbono, nitrogênio, oxigênio e fósforo. Aqui estão alguns modos de reunir estes átomos que nós pensamos interessantes ou importantes - as moléculas timina, adenina, guanina e citosina, e uma cadeia composta de açúcares e fosfatos alternados. Estes blocos de construção moleculares são reunidos para formar uma molécula longa de ADN que inclui aproximadamente quatro bilhões de ligações na cadeia. A molécula é uma hélice dupla. De algum modo esta molécula é importante para a criatura que parece desajeitada ao centro da mensagem. A criatura tem altura de 14 comprimentos de onda de rádio ou 5 pés e 9,5 polegadas. Há aproximadamente quatro bilhões destas criaturas no terceiro planeta de nossa estrela. Há nove planetas no total, quatro grandes no exterior e um pequeno à extremidade. Esta mensagem é trazida a você por cortesia de um telescópio de rádio com 2,430 comprimentos de onda ou 1,004 pés em diâmetro. Atenciosamente." (SAGAN, Carl. A Busca Por Inteligência Extraterrestre (SETI). Smithsonian Magazine, 1978.)

Ou seja, o romance Contato foi escrito imaginando o oposto do que de fato aconteceu em Arecibo em 1974: imaginando como seria se nós recebêssemos uma mensagem tal qual nós mandamos para o espaço.
Eu já disse que eu tenho adoração pelo personagem Lóki, do Dogma (Kevin Smith)? "Ou pare, ou leia até o fim." Talvez a minha obsessão por justiça e bondade adentre o campo da raiva e da parcialidade - injustiça - justamente pelo fato de ser uma obsessão. Coisa de ser humano. O homem é o único animal que pensa que é inteligente. De resto, é tudo igual. Teve um atropelamento hoje, na Perimetral, e o atropelado estava sendo imobilizado pelos paramédicos. Isso provocou engarrafamento. E os motoristas buzinavam para que a fila andasse. Carros dependem de quem os dirige. Todo instrumento é neutro: sua carga de positividade ou negatividade depende de quem o manuseia. Os carros são meios de transporte fabulosos, mas podem matar, fazer barulho, dar prejuízo, estressar etc. Drogas são instrumentos de alteração da consciência, e a fama delas é como é porque a maioria dos usuários é retardada. Blogs são instrumentos revolucionários para a comunicação e a expressão humanas, mas, uma vez que a maioria aproxima-se mais do chimpanzé do que dos gênios, a maioria dos blogs é primata. O Orkut parecia um instrumento bobo de auto-exibição quanto ao número prodigioso de amigos, ou um novo tipo de chat, cujo objetivo supremo é comer - trepar, foder. Mas não. Entrei no diabo e percebi que ele é um instrumento tão revolucionário quanto os blogs. Está reunindo praticamente todo mundo, e as pessoas podem ser encontradas por Comunidades - ou seja, por afinidades de interesses. Pelo menos chimpanzé não sou, apesar de humano, mas mesmo por isso entrei no Orkut com um objetivo: conseguir discos de bandas alternativas de Portugal. Estou quase conseguindo alguns dos Mão Morta, mas por meio da Comunidade Patti Smith eu engatei uma troca memorável de discos. E mais: por meio do Orkut, consegui distribuição do novo álbum da Blanched em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas as empresas e os órgãos públicos estão bloqueando o acesso ao Orkut - e, mais recentemente, ao Orcut. Aqui eu sei que bloquearam Orkut (e Orcut), Hotmail e BrTurbo. Access denied. Os períodos de maior criatividade e produção são os períodos de guerra ou ditadura. O homem, assim como qualquer outro animal, com a liberdade privada recebe forças do além - da natureza - para consegui-la de volta. Proíba a venda de instrumentos - musicais por exemplo - para ver do que o homem é capaz; ele vai encontrar uma saída. Quer que ele seja pacífico e produtivo? Então devolva a liberdade para ele. Proíba o uso do Orkut no trabalho, e há infinitos sites na internet que podem substituir o Orkut na "diabólica tarefa de MATAR trabalho"! Será que o Friendster está bloqueado? E se alguém mata todo o tempo de trabalho lendo a BBC Online, por exemplo? Bloquearam a BBC? Eu posso estar fazendo no Orkut, nas minhas horas ociosas durante o expediente de trabalho, coisas mais nobres do que um procurador do estado, por exemplo, que pode estar navegando em sites pornográficos com a porta do gabinete fechada. E por que não? Há rumores de que isso acontece, e é natural que aconteça, entre os animais, nós. Enquanto eu fazia uma pesquisa artística no Orkut, uma colega podia estar matando tempo com a maquiagem no banheiro, passeando num shopping ou mesmo provocando intrigas no setor a respeito daqueles que usam a internet, por puro recalque, por pura ignorância das possibilidades desse mundo, por pura inveja do sucesso dos que não são ignorantes. O que é isso?? Seres racionais? Medidas para otimizar o trabalho? Não. Não. Então em vez disso paguem um psiquiatra especialista em netaholics para palestrar e ajudar com que as pessoas parem de usar a internet, ou bloqueiem a internet toda. Ou então parem de agir como chimpanzés, olhem para o próprio umbigo, para a própria condição e deixem as coisas correrem lisas. Se um chefe ou qualquer funcionário do setor de informática quiser usar o Orkut, ele consegue? Sim. E aí? O que é isso? "Aquele abraço, se você me leu até o fim."
SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence)




Project Phoenix is the world's most sensitive and comprehensive search for extraterrestrial intelligence. It is an effort to detect extraterrestrial civilizations by listening for radio signals that are either being deliberately beamed our way, or are inadvertently transmitted from another planet.

Road map. | Arecibo Observatory.

Arecibo Broadcast

The message consists of 1679 bits, arranged into 73 lines of 23 characters per line (these are both prime numbers, and may help the aliens decode the message). The "ones" and "zeroes" were transmitted by frequency shifting at the rate of 10 bits per second. The total broadcast was less than three minutes. (...)
Covers que o Placebo já gravou.

01. Running Up That Hill (Kate Bush)
02. Where Is My Mind (XFM Live Version) (Pixies)
03. Bigmouth Strikes Again (Smiths)
04. Johnny And Mary (Robert Palmer)
05. 20th Century Boy (T Rex)
06. The Ballad Of Melody Nelson (Serge Gainsbourg)
07. Holocaust (Alex Chilton)
08. I Feel You (Depeche Mode)
09. Daddy Cool (Boney M)
10. Jackie (Jacques Brel)

11. Dark Globe (Syd Barrett)
A enfermeira está no país.
A> Não acredito que tu tem mais de 170 fotos dum bicho!
C> Eu tenho mais do que isso, dos gatos...
B> Sim...
A> Garanto que de gente vocês não têm!
C> Não.

Bicho não faz pose-padrão para fotos.


Pianinho usado pela banda Verde Vilastra na Coruja De Minerva.

"Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio." (Sigmund Freud)
Saiu La increíble aventura.
"Ao contrário do que ocorre com as artes plásticas, no campo da literatura, já faz muitos anos que não se fala em experiências de vanguarda. Aliás, já pouco se falava nisso quando, na segunda metade da década de 50, surgiu no Brasil a poesia concreta e em seguida a neoconcreta. Eram os últimos suspiros do vanguardismo poético, agora tentando criar uma nova linguagem poética que dispensasse o seu discurso e a própria linguagem como estrutura sintática. (...) Fenômeno semelhante ocorrera no teatro, no cinema, na música. Somente nas artes plásticas, o experimentalismo vanguardista persistiu, ainda que ao preço de não mais produzir o que se convencionou chamar de obra de arte.

"Vale a pena deter-se um momento neste ponto. Muita gente conhece ou ouviu falar de poemas dadaístas em que as palavras foram substituídas por meros sinais gráficos. Já pensou se a poesia insistisse em manter-se fiel a essa 'conquista'? E no terreno da prosa, com o exemplo de Joyce com o seu Finnegans Wake? Já imaginaram o que teria acontecido com a prosa de ficção, se os romancistas tivessem decidido a levar adiante a experiência joyceana? Simplesmente, não teriam sido escritas as obras de Faulkner, de Hemingway, de Borges, de García Márquez, de Guimarães Rosa, de Graciliano Ramos, de Cornélio Pena, de Clarice Lispector, sem contar toda a ficção moderna alemã, italiana, inglesa, francesa...

"Seria um erro, no entanto, considerar que as experiências de vanguarda foram um mero equívoco e que mesmo os seus últimos estertores nas artes plásticas não passam de charlatanismo. (...)

"A necessidade de mudança é inerente ao ser humano e sempre coube aos artistas inventar a vida, criar o mundo imaginário. Se o século XX não se tornou plenamente a idade de ouro que prometia, em compensação as inovações artísticas, as vanguardas, enriqueceram e ampliaram as possibilidades expressivas do homem. Depois, se esgotaram, o que não significa nenhuma tragédia. Trata-se de um fenômeno específico do século XX. O fim das vanguardas não implica o fim da arte, mesmo porque todo artista a reinventa em cada obra que cria." (GULLAR, Ferreira. Bravo! 81.)
De onde vem a "cria"?

Quentin Tarantino anota sempre todos os diálogos que escuta à sua volta, em restaurantes, cinemas, teatros, na rua. A maior parte dos diálogos dos seus roteiros vem dessas anotações.

Woody Allen reserva uma gaveta de seu escritório para guardar pedacinhos de papel em que escreve fragmentos de idéias. De tempos em tempos ele a esvazia e tenta juntar os fragmentos "como num quebra-cabeças. Quando eles se ajustam, eu tenho um roteiro."

Saiu na Bravo 81.
Simplesmente gatos
Arthur da Távola

Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso... nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos.
O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece.

O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis.

Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula.

Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso.

"Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.

O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio e espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer.

Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.

(...)

Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência.

Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.

O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta.

Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que ele não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.

(...) O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas. (...)

segunda-feira, 21 de junho de 2004

A "Era Michael Schumacher" é o fim de qualquer traço de esporte na Fórmula 1. E o Joel Schumacher depois de o Tim Burton ter dirigido o primeiro Batman (com Michael Keaton e Jack Nicholson!!)... Vômitos para os Schumes.


O a9.com é o google da literatura.
"Como já fizera cem vezes antes, olhou pela janelinha do avião e ficou a imaginar que impressão a Terra causaria a um observador extraterrestre, daquela altitude de doze ou catorze quilômetros, e isso supondo que os extraterrestres tivessem olhos parecidos com os nossos. Havia no Meio-Oeste vastas áreas que exibiam complicados desenhos geométricos, como quadrados, retângulos e círculos; e ali no Sudoeste várias áreas em que o único sinal de vida inteligente era uma ocasional linha reta que corria entre montanhas e através de desertos. Seriam os planetas das civilizações mais adiantadas totalmente geometrizados, inteiramente reconstruídos por seus habitantes? Ou a marca de uma civilização realmente avançada seria o fato de ela não deixar marca alguma?" (SAGAN)
Coadjuvantes. Quem faz a irmã do Donnie Darko é a Maggie Gyllenhaal, irmã do Jake, que é namorado da Kirsten Dunst, e filha do Stephen, que é cineasta e já dirigiu a sua pequena. Maggie, que nasceu uns 50 dias depois de mim, também participou de Adpatação e Confissões De Uma Mente Perigosa. Lisa Jakub (com quem a Rê se parece) é canadense, nasceu 450 dias depois de mim, e não fez nenhum filme que eu tenha visto além de Mrs. Doubtfire e Independence Day.
19/06/2004 - 10h09
Pirulito fere olho de Bowie em show na Noruega

Oslo, 19 jun (EFE).- Um pirulito lançado por um espectador ficou cravado entre a pálpebra e o olho esquerdo de David Bowie e quase arruinou o show que o cantor fez na Noruega, que só não acabou mais cedo porque, depois de atendido, o artista optou por continuar cantando.

As sete mil pessoas que lotaram o recinto ao ar livre onde foi feito o principal show do festival "Norwegian Wood", nas proximidades de Oslo, viram como, depois de interpretar a terceira música, "Battle", Bowie de repente se virou de costas para o público e se dirigiu à saída do palco, cambaleando.

Com o pirulito - em forma de coração - cravado no olho, com trejeitos de dor e fúria, o cantor pegou o microfone e se dirigiu ao público maldizendo aquele que tinha lançado o objeto contra ele.

"Onde está? É fácil desaparecer na multidão, maldito idiota. Eu vou te encontrar", disse Bowie a seu anônimo agressor, a quem também xingou.

Apesar da dor, o cantor britânico também teve tempo para fazer alguns comentários irônicos sobre sua visão no olho esquerdo, muito reduzida desde uma briga com um companheiro de colégio quando tinha apenas 13 anos.

"Só tenho um olho saudável, imbecil. Felizmente, você acertou bem, só o tornou mais decorativo do que já era", disse Bowie.

O show parecia que ia ser suspenso, mas assobios do público convenceram o cantor a continuar depois de enviar mais um recado a seu fã.

"Guarde sua excitação para você. Isso só significa uma coisa, estenderei o show e, agora, tocarei uma canção dos Pixies em vez da música que estava prevista, esse é seu castigo. Você merece.", afirmou Bowie, que fez uma dos shows mais estranhos de sua longa carreira.
O segundo disco do Interpol chamar-se-á Antics e será lançado pela Matador no dia 28 de setembro.

01 Next exit
02 Evil
03 NARC
04 Take you on a cruise
05 Slow hands
06 Not even jail
07 Public pervert
08 C'mere
09 Length of love
10 A time to be so small

sexta-feira, 18 de junho de 2004

Tuzze & Funy
Qual é a diferença/o limite entre tristeza e esperança? (Adaptação do questionamento do Pedrão de qual seria a diferença/o limite entre o desespero e a esperança.)

"Eu nunca havia me atrevido a ouvir Blanched Toca Angelopoulous sozinha.

Atrevido-me, nunca havia eu. Minhas escoras quando a invasão sonora vinha era confortável. Se tu caíres deste lado, te alcanço a mão. Se teu sofá não te satisfaz, existem colos. Pois hoje larguei minhas muletas e resolvi mergulhar dentro dessa capinha de papel, sozinha.

Um soco no estômago ou qualquer outro sopetão indecifrável. Tu começas ouvindo alguém lhe dar um conselho, de repente vem toda a carga emocional do que ele tentou lhe dizer. Teu corpo se jogaria para trás como um susto constrangedor. A música tem dessas façanhas, nos fazem parar. Na chance de entender melhor o sentindo, abrimos bem os olhos. Estes são tão mudos quanto suas respostas.

Meu martírio é o de não ser noite. Se me imagino em algum lugar, este seria um carro. Daqueles em que as capotas abrem e você pode se deitar sobre os bancos de couros sem pressa. Até existe alguém no assento da frente, guiando entre essas ruas escuras e desertas de vida. Se meu céu fosse tão estrelado, eu ouviria a Blanched por eternidades particulares.

Mas meus pesares e opiniões não são sobre toda uma instrumentalidade ouvida agora. Meu diagnóstico é sobre o que poderia ter cacife de detalhar. Nada como sentimentos e suas crueldades. A Blanched me faz ter vontade de ser triste, e tudo que há de mais bonito é a tristeza. Casa De Descanso é quase tão bonita quanto ela. Tapetes de plumas e toda suavidade que há em querer sumir. Existe alguém cantando perto de meus ouvidos, uma espécie de limite. Limite entre o sussurro e a fala, talvez.

Pois, se me fossem permitidos conselhos, eu diria para você abrir essa caixinha e preparar-se para ficar sozinho. Deixe que seus ouvidos conduzam-no ao imaginário. Esqueça críticas e toda espécie de palavras a serem ditas. Sinta e deixe que a música o sinta. Sente-se e deixe que a música o faça cair. Liberdade e ouvidos esperançosos. Lágrimas de lembranças mastigadas. Música que nos deixa pensar."

(Nathalia Silva)

quinta-feira, 17 de junho de 2004

The (not so...) good spam.

Desesperado, o chefe olha para o relógio, e já não acreditando que um
funcionário chegaria a tempo de fornecer uma informação importantíssima para uma reunião que estava começando, liga para o dito cujo:

- Alô! - atende uma voz de criança, quase sussurrando.
- Alô. Seu papai está?
- Tá... - ainda sussurrando.
- Posso falar com ele?
- Não - disse a criança bem baixinho.

Meio sem graça, o chefe tenta falar com algum outro adulto:

- E a sua mamãe? Está aí?
- Tá.
- Ela pode falar comigo?
- Não. Ela tá ocupada.
- Tem mais alguém aí?
- Tem... - sussurra.
- Quem?
- O puliça.

Um pouco surpreso, o chefe continua:

- O que ele está fazendo aí?
- Ele tá conversando com o papai, com a mamãe e com o bombelo...

Ouvindo um grande barulho do outro lado da linha, o chefe pergunta
assustado:

- Que barulho é esse?
- É o licópito.
- Um helicóptero!?
- É. Ele tloce uma equipe de busca.
- Minha nossa! O que está acontecendo aí? - o chefe pergunta, já
desesperado.

E a voz sussurra com um risinho safado:

- Eles tão me puculando.
A missão no mundo e na vida depende do que cada um mais gosta de fazer e, portanto, sabe fazer melhor. É a sua contribuição para o Tudo.
1 motivo para odiar o inverno.

1. Sair de baixo das cobertas.
Essa noite foi a minha pior noite de sono dos últimos tempos. Tive pesadelos com a Manuela & fiquei acordado das 2h às 5h. Estou cansado, muito cansado, agora.

quarta-feira, 16 de junho de 2004

"(...) Se tomarmos esse tipo de resposta como significando que o grande público está definitivamente em oposição a um tipo melhor de arte e prefere o pior, podíamos, de qualquer modo, formular uma lei sociológica, estabelecendo uma relação - embora uma relação de ordem inversa - entre qualidade estética e popularidade; mas, neste caso, não há indícios de qualquer atitude consistente em relação à qualidade estética. Sem dúvida, há sempre uma certa tensão entre qualidade e popularidade, por vezes . . . um conflito declarado. A arte com algum valor é dirigida àqueles que atingiram um certo nível cultural, não ao 'homem natural' de Rousseau; a sua compreensão depende de certas pré-condições de tipo educacional e a sua popularidade é, inevitavelmente, limitada. (...) Não se deve . . . esquecer que o estranho, o invulgar, o difícil tem, simplesmente em si, um efeito perturbador sobre o público não educado." (HAUSER)
Já está praticamente esgotada a primeira tiragem de 200 unidades do Blanched Toca Angelopoulos! De encartes foram feitas 1.000 unidades.
"It's hard to be a significant UFO." (Robert Pollard, do Guided By Voices)

Citação roubada por mim do Luiz Zine, do Luis (com S). Genial mesmo.
"Tornou-se famosa a tese do psicanalista Donald Winnicot na qual afirma que apenas um curto período de tempo separa o momento em que o bebê é abandonado pela mãe daquele em que ele deixa de acreditar na existência materna permanente e, por conseguinte, no seu provável retorno. A sensação da existência materna dura x minutos. Se a mãe se ausenta por um período mais longo, sua imago se dissolve gradualmente e a capacidade do bebê de usar o símbolo de união cessa. O bebê fica triste, mas essa tristeza é logo aplacada porque a mãe retorna em x+y minutos. Em x+y minutos o bebê não se modifica. Mas, em x+y+z minutos o bebê fica traumatizado e a volta da mãe não altera o seu estado. O trauma está implícito no fato de que o bebê vivenciou uma interrupção na continuidade da vida..." (BOTTON)

Em Douglas, x + y + z = 30 dd. Nasci prematuro e minha mãe teve complicações no parto, em sua quarta e última gestação.
" . . . um cartaz de uma artista americana, Jenny Holzer, que continha o seguinte aforismo:

ENCHA A BOCA DE LEITE E CUSPA
EM ALGUÉM SE VOCÊ QUISER
DESVENDAR COM RAPIDEZ
SUA PERSONALIDADE"


(BOTTON, Alain De. O movimento romântico. 1994.)
" . . . a consideração das relações genéticas, isto é, das fases através das quais o artista se moveu de uma idéia para outra ou de um tema para outro, não introduz apenas uma ênfase diferente mas é também provável que nos cegue para as relações internas [do objeto artístico] e e altere os valores de que depende o efeito estético da obra." (HAUSER, Arnold. Teorias da arte.)


E eu não sabia que eles tinham lançado um novo, Summer Sun, no ano passado.


Indicação da Gabriela.


Mais uma foto mutante do Pitchfork. Hoje, e somente hoje, é o Sonic Youth. Dá para notar que o Thurston é gigante e que a Kim é anã.


Blanched toca Angelopoulos.

--- Maria Luiza Baillo Targa wrote:

> bah eu levei o cd pra puc pra mostrar pros meus
> colegas (pq eu tinha falado do teu cd) dai eles
> ouviram e acharam muuuuuuuuuito bom
>
> muita gente gostou da musica 1..... bah a maioria
> adorou ela
>
> olha, ta fazendo sucesso o cd sabia??????????????
>
> bom.... era so pra dizer q a banda d vcs ja tem fan
> clube, hehehe
>
> tchauuuu
>
> Maria

terça-feira, 15 de junho de 2004

1. Claudio Dickel
2. Cláudio Heinrich
3. Carlos Alberto Ricceli
4. Brad Pitt
5. Beavis
6. Daniel Feix
7. Liam Gallagher
8. Mateus Nachtergaele
9. Andy Kaufman
10. Moby
11. Christopher Lloyd
12. Ewan McGregor
13. Rodrigo Amarante
14. Evan Dando
15. Alexandre Pires
16. Pedro Verissimo
17. Daniel Dantas
18. Vincent Gallo
19. Willem Dafoe
20. David Carradine
21. Kurt Cobain
22. Billy Zane
23. Michael Stipe
24. Carlo Pianta *NEW*
Os Pixies lançam 1 música depois de 13 anos: Bam Thwok.
Medulla pode ser o título do novo álbum da Björk. Ou The Lake Experience.
O Fuzzy continua lá, rumando ao infinito. (Que idéia GENIAL esta, do Mike Stanfill!)
Quando a Manuela se formou, conseguiu emprego na Dana Corporations do Brasil, onde tem como chefe o gerente de marketing Luiz, que trabalha na matriz, em Osasco (SP). Aquele, do Luiz Zine, cujas três primeiras edições eu e ela inclusive já havíamos lido. O Luiz é um cara massa, a Manuela ficou amiga dele.

Somente ontem tive o prazer de conhecê-lo. Eu e a Manu comemos "sopa no pão" e ele e ela tomaram um café cortado. "Vocês já tocaram em São Paulo", me perguntou ele, sobre a Blanched. "Não, só toquei em São Paulo com a Tom Bloch." "No Orbital?" "Sim." "Cara, vocês tavam muito ruins aquele dia." Eu já tinha estado no mesmo lugar que o Luiz. E a conversa prosseguiu, sempre na linha do rock alternativo e do humor. Ele está para lançar o Luiz Zine 0.4. O Luiz Zine é feito em formato retangular horizontal, em duas cores: branco e uma outra, que varia de edição para edição. Eu sempre achei que o nome tivesse a ver com o Luís Zini Pires, antigo jornalista do Segundo Caderno da Zero Hora. Mostrei para ele umas fotos que eu tirei de frases sobre o rock que estão expostas no gasômetro, sendo que a melhor é do Léo Felipe.

- Da Minimaus. Inclusive, tá, eu vou explicar. Tudo começou numa festa massa no melhor bar que eu já conheci, o BR-2, em São Leopoldo. Tocou a Minimaus e era um frio do caralho. Era o lançamento dum zine, nesse formato aqui [aponta para o Luiz Zine 0.4], só que bem trash. Aí eu tive a idéia de fazer o Luiz Zine, em homenagem ao Luís Zini. A discotecagem tava boa, aquele dia.

O bar era o BR-3. O zine era O Apanhador. A outra banda era a Blanched. A discotecagem era a minha.

Eu já havia estado duas vezes no mesmo lugar que o Luiz.

Isso me lembra a eternizada conversa entre mim e o Tiago Ianuck.

- O mundo é grande, mas é um só.
- E é redondo.

As "coincidências" também fazem da vida uma mágica.
"A arte, por outro lado, é sempre perturbadora, permanentemente revolucionária. E isso porque o artista, na proporção de sua grandeza, enfrenta sempre o desconhecido, e aquilo que ele traz de volta dessa confrontação é uma novidade, um símbolo novo, uma nova visão da vida, a imagem externa de coisas interiores. Sua importância para a sociedade não é a de expressar opiniões recebidas ou dar expressão clara aos sentimentos confusos das massas: essa função cabe ao político, ao jornalista, ao demagogo. O artista é aquilo que os alemães chamam de ein Rüttler, um perturbador da ordem estabelecida. O maior inimigo da arte é a mente coletiva, em qualquer de suas manifestações. A mente coletiva é como a água, que busca sempre o nível de gravidade mais baixo: o artista luta para sair desse pantanal, para buscar um nível superior de sensibilidade e percepção individual. Os sinais que manda de volta são, com freqüência, ininteligíveis para a multidão, mas vêm então os filósofos e os críticos para interpretar a sua mensagem. (...) Qualquer que seja o ângulo pelo qual abordemos esse problema da função das artes na sociedade contemporânea, é evidente que sua função adequada é inibida pela natureza de tal sociedade." (REED, Herbert. Arte e alienação: o papel do artista na sociedade. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.)
Ed. Amon é nômade.
Foi o vô do Marcelo Ferla quem criou a bergamota montenegrina, em Montenegro.
Um dos samples mais bonitos que eu já ouvi, na música Built Then Burnt, do A Silver Mt. Zion: uma adolescente como se fosse a Patti Smith dizendo, empolgada, o seguinte.

"Dear brothers and sisters. Dear enemies and friends. Why are we all so alone here? All we need is a little more hope, a little more joy. All we need is a little more light, a little less weight, a little more freedom. If we were an army, and if we believed that we were an army, and we believed that everyone was scared like little lost children in their grown up clothes and poses; so we ended up alone here floating through long wasted days, or great tribulations. While everything felt wrong. Good words, strong words, words that could've moved mountains. Words that no one ever said. We were all waiting to hear those words and no one ever said them. And the tactics never hatched. And the plans were never mapped. And we all learned not to believe. And strange lonesome monsters loafed through the hills wondering why.. And it is best to never ever ever ever ever ever ever ever ever ever wonder why. So tangle -- oh tangle us up in bright red ribbons! Let's have a parade. It's been so long since we had a parade, so let's have a parade! Let's invite all our friends. And all our friends' friends! Let's promenade down the boulevards with terrific pride and light in our eyes: twelve feet tall and staggering. Sick with joy with the angels there and light in our eyes. Brothers and sisters, hope still waits in the wings like a bitter spinster; impatient, lonely and shivering, waiting to build her glorious fires. it's because of our plans man; our beautiful ridiculous plans. Let's launch them like careening jetplanes. Let's crash all our planes in the river. Let's build strange and radiant machines at this Jericho waiting to fall."

segunda-feira, 14 de junho de 2004

anagramas DOUGLAS DICKEL

ACID DO LEG SULK
ACID DO ELK SLUG
ALICE GOLD DUSK
LUCIA DESK GOLD
CALL DIEGO DUSK
CALL SKIED DOUG
CALL GOD KID SUE
DEAD LOGIC SULK
IDEAL DOCK SLUG
DUAL LOGIC DESK
SAD LICK DO GLUE
LEGAL DICK DO US
SEAGULL DOCK ID
COLD LAKE DIG US
IDLE DUCK'S LAGO
IDLE DUCK'S GOAL
GAS DUCK, OLD LIE
ASK ICE DOG DULL
CLAUDIO GEK LSD
"(...) Passei o último fim de semana em Novo Hamburgo em ensaio intensivo, é legal ficar dois dias inteiros tocando, compondo, comendo, bebendo e conversando. É legal ter banda. Agora tão faltando os shows, mas virão. Virão em breve." (Daniel Galera)
"[O professor Paul] Valerian gostava de salientar que (...) era possível que seres muito mais avançados do que nós dispusessem de tecnologias inimagináveis - na verdade, isso era quase inevitável - e até mesmo novas leis físicas. (...) No entanto, ele sempre repisava, os extraterrestres deviam saber como somos atrasados. Se fôssemos um pouco mais adiantados, já saberiam de nossa existência. Estávamos apenas começando a caminhar com os dois pés, descobrimos o fogo na quarta-feira passada e só ontem topamos com a dinâmica newtoniana, as equações de Maxwell, os radiotelescópios e pistas da superunificação das leis da física.

"(...) Mas você não tem a sensação de que, se eles existem em alguma parte, existem por toda parte? Se sujeitos realmente avançados vivem a mil anos-luz de distância, por que não disporiam de um posto avançado em nosso quintal?" (SAGAN, Carl. Contato. 1985.)

1. Por que seres extraterrestres seriam necessariamente mais avançados que nós?

2. O que significa "mais avançado"? Por que haveriam noutros planetas doutros sistemas seres com "inteligência". A "inteligência" é boa?

3. Sagan, Valerian, Ellie e a humanidade toda pensa a partir da referência de realidade do próprio umbigo. Se extraterrestres podem dispor de novas leis físicas, estas podem ser diferentes, e TODA A NOÇÃO DA REALIDADE e de vida pode ser diferente num hipotético planeta habitado por seres inteligentes, assim como a forma desses seres, as formas de comunicação deles etc. Pode ser TUDO diferente, inimaginável. Não?
Qual é a SUA missão no mundo & na vida?
O coadjuvante Jeremy Piven - que eu acho parecido com o Giovani Ribisi - atuou em Singles, 12:01, Homem De Família e Uma Herança Da Pesada.
tourisme.org
O 13º disco do Nick Cave sai em setembro, pela Mute Records, é duplo e tem o título Abattoir Blues/The Lyre of Orpheus.
Fuzzy entrou ontem para o The Infinite Cat Project: gatos fazendo parte de uma eternidade infinita. Aqui ainda dá para ver o Fuzzy.

Date: Sun, 13 Jun 2004 13:03:27
To: "Douglas Dickel"
From: "Mike Stanfill"
Subject: The Infinite fuzzy

Hi Doug!

You'll be pleased to note that your cat Fuzzy has joined the
illustrious Infinite Cats. Thanks for sharing the little guy with us.

Incidentally, I hope you noticed the new ICP T-shirt to be found in
the "Store" section of the ICP web site. The tag under the cat is
"What are you looking at?" but I almost chose "Infinitely Fuzzy".
Small world, huh?

Cheers!

=mike stanfill=
www.infinitecat.com

sexta-feira, 11 de junho de 2004

Cine-almofadas.
Poderia ser um inglês comum, enterrado num cemitério espanhol. Porém, essa vítima de uma pneumonia contraída no úmido outono inglês enganou a espionagem nazista na Segunda Guerra Mundial. Em 1942, quando a campanha do Norte da África se aproximava do fim, tornou-se evidente para os alemães que o objetivo seguinte dos Aliados seria a Sicília. Por conseguinte, era da máxima urgência convencer os nazistas de que eles estavam enganados.

Os serviços secretos navais apresentaram uma solução. Sugeria-se que fosse abandonado à deriva, nas proximidades da costa neutra da Espanha, um cadáver que se provasse ser de um mensageiro morto num acidente de aviação e portador de documentos aparentemente ultra-secretos. Os agentes alemães naquele país examinariam forçosamente os papéis.

Antes de mais nada, tornava-se necessário encontrar um cadáver que apresentasse as características de um afogado. Conseguiu-se o corpo de uma vítima de pneumonia sob a condição de que a sua verdadeira identidade nunca fosse revelada. O morto "ressuscitou" como o major William Martin, dos Fuzileiros Reais. Entre os documentos que levava consigo, estavam um ofício do vice-chefe do Estado-Maior-General Imperial para o general Alexander, que comandava o 18º Grupo do Exército na África, no qual se explicava por que razão não era aceita a sugestão deste último e se esclarecia que o objetivo da invasão não seria a Sicília, mas outro ponto situado algures no Mediterrâneo Ocidental.

O "major Martin" era ainda portador de uma mensagem de Lord Mountbatten para o almirante da esquadra, Sir Andrew Cunningham, na qual se incluía uma frase, aparentemente indiscreta, sugerindo que a Sardenha era a área de invasão escolhida. "Ele pode trazer consigo algumas sardinhas ? aqui estão racionadas!".

O major partiu na sua primeira e última missão no dia 19 de Abril de 1943, oculto no compartimento de torpedos do submarino Seraph. Onze noites depois, alguns oficiais, de cabeça descoberta, lançaram cuidadosamente o corpo pela borda fora. Na madrugada seguinte, a maré arrojou-o à praia de Huelva, onde foi descoberto por um pescador. As autoridades espanholas informaram o vice-cônsul inglês e o "major Martin" foi enterrado com honras militares. Não foi feita qualquer alusão aos documentos.

Reclamados oficial e urgentemente à Espanha, os documentos foram finalmente devolvidos no dia 13 de maio. Um exame científico demonstrou que os sobrescritos tinham sido abertos, mas só depois da Guerra se soube como fora decisivo a contribuição do "major Martin". O próprio Hitler concluíra que o ataque dos Aliados seria dirigido principalmente contra a Sardenha.

O alto-comando alemão dividiu as suas forças, deixando brechas que os Aliados souberam explorar. Os invasores da Sicília enfrentaram apenas uma força italiana e duas divisões alemãs.

A tarefa dos Aliados foi também facilitada pela retirada dos navios lança-torpedos e lança-minas germânicos, pois os alemães esperavam uma invasão, totalmente fictícia, na Grécia.

Eu vi isso no People+Arts, com imagens do Hitler e tudo, durante o I Fim de Semana Blanched.
Ontem eu falei por telefone com os duas pessoas mais humanas que eu já tive como professor. E os dois me foram carinhosos verbalmente, retribuindo a consideração. Um deles disse:

- Bicho, cê tá sempre agrupando pessoas. Cê é um cara essencialmente político, no sentido original da palavra política, de "poderr fazerr".

- Tu é um catalisador - confirmou, depois, a minha amada. - Eu quero muito ter um filho teu - arrematou, após um silêncio.

Reconhecimento e auto-estima são coisas vitais.

O outro, que me deu aula em 1995, disse que lembra de mim - talvez também por eu ter sido um aluno de jornalismo que convidou um professor de Humanismo e Tecnologia para a sua formatura - e que fora uma satisfação ouvir a minha voz. Queridos. Eu nunca vou esquecer vocês dois.

O primeiro ainda me disse "Douglas, eu já não sou mais seu professor". O melhor professor que eu já tive me disse isso, então imagina como eu me senti. Esse tipo de comunhão, que pode ser chamado também de amor, junto com o amor, a arte e a filosofia, são as coisas que tornam a existência suportável. Bonita. E mais: mágica.
Sobre o Astromato, no Orkut: "Eles se desentenderam e a banda acabou, sendo que o Armando foi tocar com o Superdrive e gravou um disco maravilhoso sozinho, sob o nome de Ártico Blue. O Pedro, o Frebs e o Paulo formaram o Captador, que também gravou um disco muito bom, e eles já fizeram diversos shows em São Paulo."

quarta-feira, 9 de junho de 2004

Na comunidade mundial da Patti Smith no Orkut.

- Radio Ethiopia: does somebody want to send to me (in Brazil) a copy from this Patti's record? I can't find it on Soulseek.

- Cara, eu tenho, e moro em POA. E tenho gravador de CD. Tá valendo?

- Perfeito! Escolhe um meu pra eu te gravar, em retribuição.

- Posso tanto te mandar um sedex quanto a gente se encontrar em um Iguatemi da vida. Sério cara, a gente tem um gosto muito parecido. Puta merda, as listas se completam! Dá um bico. É mágico!

- Praia de Belas é muito longe pra ti? Eu trabalho no Centro Administrativo do Estado.

- Eu também trabalho no Centro Administrativo! Trabalho na PGE, no 15º andar.

- 12º, PDPA...


Foi encontrado morto no fim de semana o guitarrista avant-garde/punk Robert Quine, um dos meus preferidos, no seu loft no SoHo. A causa da morte é provavelmente overdose de heroína, com suspeita de ter sido intencional (suicídio), desgostoso com a morte da esposa no ano passado. Bob Quine foi membro fundador da Richard Hell & The Voidoids. Também tocou com Lou Reed, Brian Eno, John Zorn, Matthew Sweet, Tom Waits (em Rain Dogs), Lloyd Cole, They Might Be Giants, Marianne Faithfull e o supergrupo The Halo Benders, com Doug Martsch e Calvin Johnson. O cara havia nascido em 30 de dezembro de 1942, em Akron, Ohio, e migrado para Nova York em 1971.

terça-feira, 8 de junho de 2004

Margaridas pelo chão e eu pego mesmo com a mão
Porque eu não sei fazer do jeito certo
Eu nunca fui do tipo que vive a plantar gosto é de colher
Tudo aqui pertence ao chão, pois tudo um dia vai cari
Cristão ou não e até mesmo quando eu cair
Pra nunca mais voltar, não vou escapar

->
(...)

Não tenho opções, só vivo o presente
Passado e presente são um só
Eu também sou sempre o mesmo
Dias melhores não demoram a chegar
Passado e presente são um só
Eu também sou e eu não ligo
Um pequeno tempo em que tudo passa
Um pequeno tempo que demora pra chegar
E que quando chega traz tudo junto
Eu nem preocupo não demora pra acabar
Não quero esquentar com isso, já desisti
Por isso acredito que cedo ou tarde tudo isso vai mudar
Passado e presente são um só
Eu também sou e é tão mais fácil
Dias melhores não demoram a chegar

(Astromato - Canção do adolescente)

Assisti sexta ao Impostor, outro filme que adapta um conto do Philip K. Dick. Neste caso a idéia parece ter partido do Gary Sinise (o tenente Dan, de Forrest Gump), que produz e protagoniza, ao lado de Madeleine Stowe e Vincent D'Onofrio. Este último me chamou a atenção, aquela sensação de conheço mas não sei quem é porque sempre foi coadjuvante. Pois, o rapaz fez JFK, Malcolm X, Ed Wood, Strange Days (a também ficção Estranhos Prazeres, com o Ralph Fiennes e a Juliette Lewis) e MIB. Sobre o Impostor, posso dizer que a história é ótima - óbvio - e que a trilha sonora e a câmera são tenebrosas.

segunda-feira, 7 de junho de 2004

Estou comendo feito um porco. Terça-feira passada, eu comi 8 reais de buffet, no dia seguinte 7, na quinta 6 e depois voltou a subir para o 7. Ontem a Blanched almoçou no Habib's de Novo Hamburgo. Eu e o Galera dividimos tabule e quibe cru, e eu comi ainda três esfihas de queijo e um frapê de sobremesa. Sábado, antes de partirmos para o Fim de Semana Blanched, eu e meu colega de viagens PA-NH engolimos uns botijões de mocotó no Naval (Mercado Público). Uma delícia.
Plano. Assim que tivermos carro novamente, eu e a Manuela vamos rumar ao sul do Estado com o objetivo de passar um fim de semana na região onde eu vivi dos 2 aos 5 anos de idade: São Lourenço do Sul/Vila Arthur Lange/Pelotas. Quero tirar fotos do que ainda resta igual à minha época e presenciar novamente o céu noturno da Vila, além de visitar São Lourenço. De Pelotas não há quase lembranças, pois eu só estudava lá, na 1ª série.

Uma das lembranças mais bonitas da minha vida é do céu estrelado da Vila, numa festa de casamento em que fomos, quando não morávamos mais lá, fato que já me tinha levado a perceber que na Grande Porto Alegre não há estrelas no céu, praticamente. Muitos sonhos já aconteceram com aquele céu de cenário, aquele espaço sideral. Lembrança semelhante só a de uma noite em que eu e a minha mãe fomos à beira da praia de Jardim Atlântico de noite. Fiquei olhando para cima, havia mais estrelas do que na GPA, e me imaginei voando, em diversas e diversas altitudes. Enquanto isso, minha pediu uma prova divina mais perto do mar, e recebeu.

É o que Linklater chama de holy moments.

A "maconha" que fumam em Beleza Americana é tabaco doce.
O Kubrick, quando começou a conversar sobre o projeto de Inteligência Artificial com o Spielberg, pediu para ele instalar um fax exclusivo para troca de idéias secretas.
Uma das atrizes preferidas da Manuela nasceu no mesmo ano que ela, porém seis meses antes, e hoje tem 5 cm a menos que ela. E é filha da Goldie Hawn!
O baterista do Bluer, Dave Rountree, recentemente disse ao site britânico XFM Online que a banda está no estúdio gravando não um EP, como o Pitchfork havia anunciado, mas um novo LP, cujo ponto de partida é o vinil duplo solo do Damon Albarn Democrazy. Mais estúdio está marcado para setembro.

sexta-feira, 4 de junho de 2004

No ano passado, o Ibope apurou que apenas 25% dos habitantes do Brasil não têm nenhum nível de analfabetismo funcional, ou seja, segundo a Unesco, "são capazes de ler textos mais longos, localizar mais de uma informação, comparar a informação contida em diferentes textos e estabelecer relações diversas entre eles".
A Cameron Díaz era a "feia da escola", é capaz de afugentar um ladrão da sua casa com um grito e de cantar maravilhosamente numa música da trilha de Vanilla Sky, composta pela mulher do diretor Cameron Crowe, Nancy Wilson.
"No entanto, nesse livro sagrado [a Bíblia] não havia uma única palavra de protestos contra tais absurdos. Na verdade, parecia que os crimes eram aprovados, até elogiados." (SAGAN)
"Durante toda a existência da humanidade na Terra, o céu estrelado havia sido uma companhia e uma inspiração. As estrelas eram reconfortantes. Pareciam demonstrar que o firmamento fora criado para a alegria e a instrução dos seres humanos. (...) Nos últimos milhares de anos tinham começado a construir cidades e emigrar para elas. Nas últimas décadas a maior parte da humanidade abandonara a vida rural. À proporção que a tecnologia avançava e as cidades se poluíam, as estrelas despareciam das noites." (SAGAN, Carl. Contato. 1985.)
Era absoluta a minha decisão de só ouvir o novo disco do Sonic Youth depois de comprá-lo na loja, cortar o plático com a navalha própria para isto presenteada pela Bizz, sentir as cores, o cheiro e a textura do encarte e da arte no compact disc. Mas, anteontem de noite, chegaram lá em casa o Thurston e a Kim, com uma cópia da master do Nurse. Logo me meio à mente a tal decisão absoluta, mas, aos poucos, comecei a me dar conta de que ouvir o álbum deles ali, na presença deles, seria o máximo da emoção musical. E foi. Eu com os fones de ouvido e eles ali do lado e eu com aquela sensação única de ouvir músicas bonitas pela primeira vez. Fiquei com lágrimas nos olhos ao me ver naquela situação.

quinta-feira, 3 de junho de 2004

O Mark Wahlberg, o Dirk Diggler (e protagonista do recente Planeta Dos Macacos), era do New Kids On The Block!

Valentina Varga é o nome da única mulher a atuar em O Nome da Rosa.
Padre Quemedo.

- EU SOIS O CAPETA, SEU PADRE. O que que eu tenho que fazer pra te provar?
- Só tem que me provar, porra!
- Porra é o cu da cachorra.
- A cachorra morreu, teu cu é meu.
- Ah, meu cu é seu, então... então, meu cu é teu. Tá insinuando que eu sou viado?
- Sim, tu é viado.
- Viado é rolimã, como tu e tua irmã.
- Viado é borboleta, como teu pai pelo c* e tua mãe pela bu****.
- AH VAI TOMÁ NO CU!
- Tomate cru é vitamina, como tu e tua prima.
- Tomate cru é pra salada, teu cu é pra moçada.
- ........ FILHO DA PUTA!
O loiro inglês vocalista e gênio do trip hop Robert "3D" Del Naja é o responsável pela maior aproximação possível entre mim e a música negra. O filho da puta do Massive Attack.
O Russel Crowe tenta também carreira de músico com sua banda 30 Odd Foot Of Grunts.
O Stanley Kubrick teve 13 indicações ao Oscar, mas só ganhou uma vez: Efeitos Especiais por 2001 - Uma Odisséia No Espaço...

quarta-feira, 2 de junho de 2004

"Não é fácil 'resenhar' um disco como o novo EP da gaúcha Blanched. Suas qualidades são do tipo muito pessoais, passionais mesmo, cujo resultado é capaz de despertar sentimentos nunca intermediários: ou se gosta muito, ou se detesta. O quinteto, de Novo Hamburgo, vem trilhando um caminho absolutamente avesso ao que se conhece como rock gaúcho. Climas instrumentais pesados e uso mínimo de palavras cada vez mais tomam conta do som da banda, transformando sentimentos intensos em tramas instrumentais. No disco anterior, as dores de uma história começaram a ser tratadas. Em Blanched Toca Angelopoulos, as feridas não fecharam. Tem a ver com isso a sinceridade e a verdade, torturantes até, das cinco faixas cheias de uma delicada e dolorida beleza, expostas em arranjos minimalistas que se agarram ao máximo nas mais simples notas. O trabalho abre com 'Tristes dos que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera', uma porretada cheia de climas quebrados, guitarras limpas e 'noiadas' que parecem escavar fundo nas mais incômodas, contraditórias e doídas sensações humanas. Aqui não existe paz, a missão é remexer. 'Cada um' soa mais suave, com sua flauta serena e a torrente de palavras no fundo, que provocam um efeito de entorpecimento para depois estourar em novo noise. 'Hoje eu tou melhor', 'Um palhaço no campo de concentração' e 'Casa de descanso' completam o disco, mantendo a mistura de delicadeza, dor e beleza. Mas, como é um disco do Blanched, só podia acabar assim: numa catarse de barulho bom que provoca o entorpecimento da embriaguez, um transe que faz a cabeça girar e o ouvinte engolir em seco o silêncio que fica reverberando o barulho quando a música acaba." (Adriane Perin, jornal Gazeta do Povo, Paraná)

terça-feira, 1 de junho de 2004

Wishlist do ano.

PJ Harvey
Sonic Youth
Nine Inch Nails
Blonde Redhead
Nine Inch Nails
Interpol
Björk
Top 6 Björk

1. Joga
2. Cocoon
3. I've seen it all
4. Hidden place
5. Overture
6. Army of me

Top 3 Flaming Lips

1. The abandoned hospital ship
2. Slow motion
3. Waitin' for a superman
Um siamês com rabo cinza-forte e anéis cinza-fraco. Eu acho siamês feio, mas aquela unidade ali era linda. Tentei chamá-lo, ele não veio. Correu para a direita, por trás das plantas-de-espinho. Resolvi pular as tais plantas para tentar chegar mais perto dele. Ele correu. Pela rua, atravessou-a e foi parar na calçada do outro lado. Uma mulher parou e disse Que gato lindo, leva pra vocês, Já temos três. Não desisti da caça. Fui até a outra calçada e ele pulou em cima dum muro, onde não tinha muitos caminhos para prosseguir, e eu tasquei-lhe a mão no cangote. Miava periodicamente. Mas leva, não vai largar um gato lindo desses na rua, disse a mulher. Uma outra, moradora do prédio em frente ao muro onde o capturei, Elza, enfermeira aposentada, disse que o gato podia ser duma casa verde na rua de baixo, duma costureira. Fomos a Manu, eu e o gato lindo no meu colo preso firmemente pelos meus dedos da mão direita firmemente fechados até a tal casa verde. Tocamos a campainha velha. Abriu a porta um carinha simpático com uma camiseta preta do Iron Maiden. Bá, é o meu gato, onde vocês acharam?, Na rua de cima, Ah, ele sempre escapa, Qual é o nome dele?, Stu*ov, Stupov?, Stukov.