Trecho dum conto da Clara Tajes (irmã da Cláudia) chamado "A garrafa de água e purpurina".
O psiquiatra das dezessete horas era um homem muito estranho. Mal olhou para mim, ocupado em preparar umas carreiras no tampo de vidro da escrivaninha, e (talvez fosse um vício da profissão) gostava de ir direto ao assunto.
- E aí, bucetinha molhada?
- Ah, claro, amor. Me excita ver você cheirando.
- Então venha até aqui que eu vou cheirar você.
E o cara me cheirou de verdade e gostava de coisas que eu nem imaginava que existissem.
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