"A arte, por outro lado, é sempre perturbadora, permanentemente revolucionária. E isso porque o artista, na proporção de sua grandeza, enfrenta sempre o desconhecido, e aquilo que ele traz de volta dessa confrontação é uma novidade, um símbolo novo, uma nova visão da vida, a imagem externa de coisas interiores. Sua importância para a sociedade não é a de expressar opiniões recebidas ou dar expressão clara aos sentimentos confusos das massas: essa função cabe ao político, ao jornalista, ao demagogo. O artista é aquilo que os alemães chamam de ein Rüttler, um perturbador da ordem estabelecida. O maior inimigo da arte é a mente coletiva, em qualquer de suas manifestações. A mente coletiva é como a água, que busca sempre o nível de gravidade mais baixo: o artista luta para sair desse pantanal, para buscar um nível superior de sensibilidade e percepção individual. Os sinais que manda de volta são, com freqüência, ininteligíveis para a multidão, mas vêm então os filósofos e os críticos para interpretar a sua mensagem. (...) Qualquer que seja o ângulo pelo qual abordemos esse problema da função das artes na sociedade contemporânea, é evidente que sua função adequada é inibida pela natureza de tal sociedade." (REED, Herbert. Arte e alienação: o papel do artista na sociedade. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.)
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