Follow douglasdickel on Twitter
www.flickr.com
[douglasdickel]'s items Go to [douglasdickel]'s photostream


Instagram
http://soundcloud.com/input_output
:: douglasdickel 18 anos de blog :: página inicial | leituras | jormalismo ::
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::

quinta-feira, 24 de junho de 2004

Deletei o Altered Beast. Melhores momentos:

25/12/2002 p.e.a.r.l.y.*

eu vi o sinal que o qwfxfq fez no espaço. no livro ele disse que os sinais se confundiamcom as coisas do dia-a-da, como por exemplo, portas.

27/10/2002 p.e.a.r.l.y.*

efeitos misturados
tudo num só loop
que vai engolindo suas partes e crescendo
e se fechando um segundo depois
pulsando o sangue a vida
coisa estranha é sair do universo
girando e girando no umbigo
eu passo o dedo e faço um espiral
posso abrir e posso fechar, como quiser
de acordo com o pensamento e a vontade
enquanto o espiral da minha vida vai me carregando
independente do movimento dos meus dedos
acho que por algum momento eu fui uma deusa.

03/02/2002 Douglas Dickel

Às 7:51, um cãozinho peregrinava pela entrada da cidade, sem destino determinado, sem hora marcada, sem relógio no pulso, sem medo, sem vergonha de ser feliz. O cãozinho passou do lado do meu carro e eu falei com ele. Ele olhou por um segundo apenas e foi suficiente para eu entender a fala e o que ele estava fazendo. Eu vou fazer um clipe só com vira-latas. Eu vou comprar uma câmera digital depois de um computador mais Franka Potente depois de um emprego e haja espaço para aramazenar todas as imagens bonitas que eu quero prender no tempo. Uma arte que depende da sorte do momento e de um olhar simples, totalmente pelado, capaz de se surpreender e por isso surpreender. A foto é a arte de rever. Revelar.

04/03/2002 Douglas Dickel

[SUPERÓCULOS NA GUERRA]

Estava saindo para o supermercado e quis colocar os óculos escuros para ver o que as pessoas vêem. Estava tudo escuro. Mas não. Tudo não. Havia uma moldura branca por todos os lados. Parecia um filme em que a tela estava com o brilho baixo. Um filme de realidade virtual. Eu estava nele. Deixamos o carrinho perto dos pães para ver os pães e quando voltamos para o lugar onde o deixamos ele havia desaparecido. No lugar: um cestinho de plástico! Seria obra dos alienígenas? Ou um seqüestro? Avisa a delegacia de polícia do Big! Fui na entrada pegar um substituto. No caminho, percebi a comunidade de carrinhos. Em cada corredor, carrinhos abandonados pelos humanos. Cada um com seu conteúdo único - com um, com dois, com três, com nenhum item - e sua posição ímpar. Peguei o meu e saí feliz, agora eu tinha o meu próprio carrinho de estimação. Mas não era somente um mero substituto. "Não é você que escolhe o carrinho. É o carrinho que escolhe você." Era o melhor carrinho do mundo. O melhor. O melhor que eu já havia dirigido em décadas de compras. Deslizava suave pela superfície, fazia curvas como nenhum outro, eu poderia fazer misérias com ele. Estava nos corredores do joguinho Desvie Dos Humanos. Eu era o monstrinho. Lobo ou dragão alado ou tigre ou urso. Corta para a fila do caixa. Eu ouvi a voz que vinha das caixas de som e parecia ser a minha. Era eu, era a minha! Então pensei: Será que se eu desejar e começar a falar minha voz vai sair nas caixas de som? Comecei a falar e estava saindo. Todas aquelas pessoas que foram fazer compras, inclusive os maridos que esperavam do outro lado dos caixas, se voltaram para o meu lado e se aproximavam a passos muito leves e lentos. As luzes se apagaram em volta e uma luz muito forte brilhava em mim. Eu era como O Um, o Novo, o Neo, The One. Imediatamente eu estava no Fantástico. A matéria foi assim: Zeca Camargo me entrevistando sentado numa graminha, metade sol e metade sobra, passarinhos. Me perguntou como foi apertar a mão do Zorzetto na formatura. Dou uma mastigada no lado esquerdo da minha barba. O preferido. Cuspo ela de volta e ajudo a empurrar com a língua. A parte de baixo dela reclama que também quer... Então eu começo a enrolar. Faço rolinho. Eles (to be continued)

13/09/2002 Douglas Dickel

Eu estava representando o Jim Carrey representando o Andy Kaufman dizendo "I got the brain!" e apontando com a mão na direção do cérebro e mexendo as pernas como se caminhando no mesmo lugar, arregalando e quase fechando os olhos com aquele sorrisinho na cara, provocando as mulheres nos seus desafios exclusivamente com mulheres, ocasião na qual teve a oportunidade de brincar de briga com a Courtney Love. (Como será que foi/é a relação entre os dois?) Eu estava me despedindo do Charles Pilger, na frente da biblioteca. Um casal de mãos dadas passou e a moça me viu fazendo aquelas coisas e me deu um sorriso simpático. Ela entendeu o que eu estava fazendo.

Nenhum comentário: