É comum se defrontar com o termo “meritocracia” em discussões políticas e econômicas. Na acepção mais comum, designa um modelo em que se progride social e economicamente com base em qualidades pessoais. De acordo com essa visão, a meritocracia premia o esforço individual, que se sobreporia a fatores externos.
Para seus críticos, o conceito é falho pois ignora o contexto social e cultural das pessoas, que podem se traduzir em vantagens ou desvantagens. Segundo essa visão, ao ignorar o histórico das pessoas, a meritocracia serve apenas para reforçar desigualdades existentes.
O termo tem origem no livro “The rise of the meritocracy” (“A ascensão da meritocracia”, em tradução livre), publicado em 1958 pelo sociólogo e político britânico Michael Young. Satírica, a obra descreve uma sociedade distópica do futuro em que se consolida uma elite baseada em resultados de testes de QI padronizados. Como apenas aqueles com acesso a boas escolas conseguem ir bem nos testes, a “meritocracia” da história apenas perpetua o desequilíbrio social.
Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/…/O-livro-que-criou-o-termo-%…
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sábado, 2 de junho de 2018
"A pesquisa aponta que pessoas que crescem em ambientes familiares repressores podem se privar de seus desejos internos. A conclusão veio a partir de quatro experimentos que testaram, de acordo com o tempo de resposta, a relação entre o apoio à autonomia dado pelos pais e a diferença entre a sexualidade declarada e a implícita. Quem se dizia heterossexual, mas demonstrava não ser 'internamente', tinha mais propensão a agir com agressividade contra pessoas gays. Os conflitos revelados e a repressão da própria sexualidade decorrem, segundo os cientistas, do medo de contrariar e decepcionar os pais. Por isso, ao disfarçar sua homossexualidade, elas acabariam se tornando homofóbicas." (Exame)
Como classificar a reação de adversários de Lula?
ARLENE CLEMESHA
A declaração da senadora Ana Amélia é muito preconceituosa, porque iguala árabes a islâmicos e islâmicos a terroristas. Nem todos os árabes são islâmicos. E nem todos os islâmicos são terroristas. Talvez seja capaz que algo como em torno 15% do Egito seja cristão, por exemplo. Em média, 10% de vários países do Oriente Médio sejam cristãos. Na Palestina tem muito cristão também e eles vivem em perfeita harmonia com os muçulmanos. A colocação revela preconceito. A colocação dela remete à estereotipação que existe e é muito veiculada pelos setores dos ignorantes ou mal intencionados. E tenta criar um medo social generalizado ao árabe e ao muçulmano. Isso é muito grave, na medida em que temos, no Brasil, uma convivência árabe e islâmica com a sociedade a ser preservada. E a ser cuidadosamente preservada, porque não é apenas a nossa parte mais rica do nosso legado cultural, como também é um diferencial no mundo hoje. A senadora Ana Amélia deveria vir a público se desculpar por essa fala.
ARLENE CLEMESHA
A declaração da senadora Ana Amélia é muito preconceituosa, porque iguala árabes a islâmicos e islâmicos a terroristas. Nem todos os árabes são islâmicos. E nem todos os islâmicos são terroristas. Talvez seja capaz que algo como em torno 15% do Egito seja cristão, por exemplo. Em média, 10% de vários países do Oriente Médio sejam cristãos. Na Palestina tem muito cristão também e eles vivem em perfeita harmonia com os muçulmanos. A colocação revela preconceito. A colocação dela remete à estereotipação que existe e é muito veiculada pelos setores dos ignorantes ou mal intencionados. E tenta criar um medo social generalizado ao árabe e ao muçulmano. Isso é muito grave, na medida em que temos, no Brasil, uma convivência árabe e islâmica com a sociedade a ser preservada. E a ser cuidadosamente preservada, porque não é apenas a nossa parte mais rica do nosso legado cultural, como também é um diferencial no mundo hoje. A senadora Ana Amélia deveria vir a público se desculpar por essa fala.
Hoje eu vou deixar pra depois do dia a todos que estão naquele dia e hora da entrega da documentação que você não é necessário um novo e-mail para que possamos dar andamento no pedido aqui no escritório e o meu pai começou com um pedido aqui no escritório da Dra Maria do Socorro de um por isso não porque é que o mesmo assim achei o cartão da minha mãe e filho morrem de Souza e outras coisas que eu não estou te mandando a planilha com as duas postagens que a espiritualidade e a própria mulher que eu não tenho o número do seu pedido de orçamento de uma parte que fala de uma vez por todas as mudanças.
Jornalista - Por que a Coreia do Sul é líder mundial em cirurgias plásticas?
Coreana da clínica - Aqui as pessoas acham que a primeira impressão é muito importante. Por isso elas se preocupam muito com a beleza.
- - -
Eu - Beleza??
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Brasileira que é modelo na Coreia injetou botox.
- Incomoda. Mas a beleza vale a pena.
Coreana da clínica - Aqui as pessoas acham que a primeira impressão é muito importante. Por isso elas se preocupam muito com a beleza.
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Eu - Beleza??
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Brasileira que é modelo na Coreia injetou botox.
- Incomoda. Mas a beleza vale a pena.
"(...) Segundo dados oficiais da Justiça do Trabalho, por volta de 50% das ações, são apenas cobrança de verbas rescisórias, ou seja, trabalhadores demitidos sem receber o aviso-prévio, os dias trabalhados, a multa de 40% do FGTS e outras rúbricas, por exemplo.
"As demais ações (outros 50%) são aquelas em que o trabalhador busca o pagamento das horas extras, diferenças de salário, comissões e outros direitos fundamentais não pagos pelo empregador. Se é certo que não há dados confiáveis sobre a litigância de má-fé, não é correto afirmar que a redução das demandas trabalhistas nos primeiros meses da Lei 13.467/17 seriam seus efeito pedagógicos. Muito menos sugerir litigiosidade aventureira.
"
"As demais ações (outros 50%) são aquelas em que o trabalhador busca o pagamento das horas extras, diferenças de salário, comissões e outros direitos fundamentais não pagos pelo empregador. Se é certo que não há dados confiáveis sobre a litigância de má-fé, não é correto afirmar que a redução das demandas trabalhistas nos primeiros meses da Lei 13.467/17 seriam seus efeito pedagógicos. Muito menos sugerir litigiosidade aventureira.
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O descumprimento da CLT continua reinante em nosso mundo, as justas demandas reprimidas existem e, nos primeiros meses da reforma, a redução do volume de ações é muito mais fruto das incertezas processuais do que êxito da reforma. O Judiciário Trabalhista por, seus operadores, já vêm enfrentando esses pontos de inconstitucionalidade e superando a baixa intelectualidade do legislador reformista.
"Difundir falsas realidades é ignorar o infindável número de litígios represados, é desconsiderar a insegurança jurídica, é ocultar as inconstitucionalidades: é viver no mundo maravilhoso de Alice, a reformadora."
(Denis Einloft, advogado trabalhista, diretor da AGETRA e da ABRAT)
Bonita atriz pornô Amarna Miller, valorizando os "defeitos" depois de um acidente de carro nas Filipinas:
"(...) A melhor parte é a linha reta que cruza meu braço e aquele vale roxo que cobre minha perna esquerda. O platô branco ao lado do meu umbigo. O cotovelo direito, obscurecido por um par de grampos infectados. Convido você a questionar os constructos sociais que marcam os modelos de beleza hegemônica. Quando saí do hospital, as pessoas me perguntavam o que eu faria com tanta bagunça. Fiquei surpreso com a pergunta: o que eu vou fazer com minhas cicatrizes? Usá-las com orgulho, usá-las como emblema de um corpo que viveu e representa uma vida cheia de histórias para contar. Minhas feridas não são defeitos, mas valiosas joias. Barbara Kruger já disse: nosso corpo é um campo de batalha. Uma possibilidade para questionar o modelo de beleza que nos foi ensinado desde a infância. Sim, nosso corpo é um campo de batalha, mas a verdadeira luta está dentro de nossas cabeças. Hoje eu quebro uma lança em favor das minhas unhas roídas, das minhas pernas cheias de pelos e da orelha que tenho partida desde os 18 anos. As estrias das minhas coxas. Meu dente torto. O olho estrábico. Essa estranha verruga que afunda na carne da minha clavícula. As cicatrizes que agora cobrem meu corpo. Convido-vos, ao mesmo tempo, a questionar os constructos sociais que marcam os modelos hegemônicos de beleza. Vamos tornar nossas singularidades uma forma de individualidade."
"(...) A melhor parte é a linha reta que cruza meu braço e aquele vale roxo que cobre minha perna esquerda. O platô branco ao lado do meu umbigo. O cotovelo direito, obscurecido por um par de grampos infectados. Convido você a questionar os constructos sociais que marcam os modelos de beleza hegemônica. Quando saí do hospital, as pessoas me perguntavam o que eu faria com tanta bagunça. Fiquei surpreso com a pergunta: o que eu vou fazer com minhas cicatrizes? Usá-las com orgulho, usá-las como emblema de um corpo que viveu e representa uma vida cheia de histórias para contar. Minhas feridas não são defeitos, mas valiosas joias. Barbara Kruger já disse: nosso corpo é um campo de batalha. Uma possibilidade para questionar o modelo de beleza que nos foi ensinado desde a infância. Sim, nosso corpo é um campo de batalha, mas a verdadeira luta está dentro de nossas cabeças. Hoje eu quebro uma lança em favor das minhas unhas roídas, das minhas pernas cheias de pelos e da orelha que tenho partida desde os 18 anos. As estrias das minhas coxas. Meu dente torto. O olho estrábico. Essa estranha verruga que afunda na carne da minha clavícula. As cicatrizes que agora cobrem meu corpo. Convido-vos, ao mesmo tempo, a questionar os constructos sociais que marcam os modelos hegemônicos de beleza. Vamos tornar nossas singularidades uma forma de individualidade."
"Para a maioria dos seres humanos, sua referência do que é real está em suas mentes e em suas emoções. A realidade é aquilo que eles pensam e sentem. Mas, quando o seu senso do que é real começa da base do ser, então a inteira referência - sobre a partir do que você está operando - muda." (Adyashanti)
Eliane Brum:
"Não é porque alguém foi considerado culpado e condenado por um crime que essa pessoa deverá ser impedida de ser uma pessoa. É por isso que parte de nós luta pelos direitos dos presos, tão violados no Brasil. Direito não só às garantias de um processo legal, que cumpra a Constituição, mas também a estudar, trabalhar, ter sol, receber visitas, manter relações sexuais etc. A privação de liberdade é a pena máxima, e ela é terrível. Não está previsto que a pessoa deixará de viver mesmo estando vivo.
Quem comete um crime deve responder por ele, mas não pode ser impedido de ter uma vida viva.
"Tem crescido e se multiplicado o desejo de calar as pessoas. Se elas são apenas suspeitas de terem cometido um crime, são muitos aqueles que defendem que não podem mais escrever, não podem mais fazer cinema, não podem mais criar, não podem mais dar aulas, não podem mais dividir o espaço público, não podem mais trabalhar, seja lá o que façam. Não podem mais falar e, se falarem, não podem ser ouvidas. Na prática, o que começa a acontecer com homens poderosos é o que acontece cotidianamente com os mais pobres, que carregam para sempre o estigma da condenação, ou da prisão arbitrária quando apenas suspeitos, sendo impedidos de reconstruir uma vida que sempre será assinalada por essa experiência, mas que nem por isso deverá ser impedida de aspirar a ser viva."
"Tem crescido e se multiplicado o desejo de calar as pessoas. Se elas são apenas suspeitas de terem cometido um crime, são muitos aqueles que defendem que não podem mais escrever, não podem mais fazer cinema, não podem mais criar, não podem mais dar aulas, não podem mais dividir o espaço público, não podem mais trabalhar, seja lá o que façam. Não podem mais falar e, se falarem, não podem ser ouvidas. Na prática, o que começa a acontecer com homens poderosos é o que acontece cotidianamente com os mais pobres, que carregam para sempre o estigma da condenação, ou da prisão arbitrária quando apenas suspeitos, sendo impedidos de reconstruir uma vida que sempre será assinalada por essa experiência, mas que nem por isso deverá ser impedida de aspirar a ser viva."
Lilia Schwarcz - A queda imediata do Império (é resultado da reação desses grupos). A Lei Áurea foi a lei mais popular do Império e a última. Como não se previram indenizações, os grandes produtores de café, até então vinculados ao Império, se bandearam para as fileiras dos republicanos.
A abolição foi um processo de luta da sociedade brasileira. Não foi uma lei. Não foi um presente da princesa (Isabel), como romanticamente se diz. Muitos setores de classe média e de profissionais liberais aderiram à causa abolicionista, que vira suprapartidária na década de 1880. É importante destacar sobretudo a atuação dos escravizados, dos negros, dos libertos, que pressionaram muito o tempo todo, seja por insurreições, seja por rebeliões coletivas, rebeliões individuais, suicídios, envenenamentos.
O ritual tinha tudo para encantar, e encantou. Tanto que mais tarde vimos a população liberta conformar a Guarda Negra, que era contra a República e a favor do Império. Hoje, muita gente pode achar isso uma grande contradição. Não é. Na época, a compreensão era que o Império tinha garantido o final da escravidão, e ninguém sabia o que viria com a República. Havia muito medo de projetos de reescravização. Estava tudo muito instável, nebuloso.
A República, que viria um ano e meio depois, tentaria colocar uma pedra no tema da escravidão. Como se tivesse ficado morto no passado junto com o Império. Temos um hino da República, aquele que canta "liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós". E há uma estrofe que diz: "Nós nem cremos que escravos outrora tenha havido em tão nobre país". Ou seja, um ano e meio depois, (os republicanos) afirmavam não acreditar mais (que tivesse havido escravidão). Era um processo de amnésia nacional.
A abolição foi um processo de luta da sociedade brasileira. Não foi uma lei. Não foi um presente da princesa (Isabel), como romanticamente se diz. Muitos setores de classe média e de profissionais liberais aderiram à causa abolicionista, que vira suprapartidária na década de 1880. É importante destacar sobretudo a atuação dos escravizados, dos negros, dos libertos, que pressionaram muito o tempo todo, seja por insurreições, seja por rebeliões coletivas, rebeliões individuais, suicídios, envenenamentos.
O ritual tinha tudo para encantar, e encantou. Tanto que mais tarde vimos a população liberta conformar a Guarda Negra, que era contra a República e a favor do Império. Hoje, muita gente pode achar isso uma grande contradição. Não é. Na época, a compreensão era que o Império tinha garantido o final da escravidão, e ninguém sabia o que viria com a República. Havia muito medo de projetos de reescravização. Estava tudo muito instável, nebuloso.
A República, que viria um ano e meio depois, tentaria colocar uma pedra no tema da escravidão. Como se tivesse ficado morto no passado junto com o Império. Temos um hino da República, aquele que canta "liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós". E há uma estrofe que diz: "Nós nem cremos que escravos outrora tenha havido em tão nobre país". Ou seja, um ano e meio depois, (os republicanos) afirmavam não acreditar mais (que tivesse havido escravidão). Era um processo de amnésia nacional.
"Ser gostosa não é ser magra, ter a bunda dura e peito grande. Ser gostosa é ser sensual. E ser sensual é querer comer e ser comido pela vida. Quanta vida cabe em você?" (Viviane Mosé)
"Na escola brasileira, o currículo se chama 'grade'; o conteúdo se chama 'disciplina'; a avaliação se chama 'prova'." (Viviane Mosé)
"Nos EUA é corolário da democracia que a doutrina eleita na urna seja projetada na justiça. Aqui no Brasil, em 13 anos de poder, o Partido dos Trabalhadores não nomeou um sequer jurista de esquerda ao STF. À exceção de Dias Toffoli, dileto de José Dirceu, todos preencheram os requisitos constitucionais do notável saber jurídico e reputação ilibada. Porém, todos liberais, centro-direita. O decisivo à nomeação de Rosa Weber foi sua relação de amizade com a família de Dilma. Roberto Barroso, ora quem corre o mundo falando mal do Brasil, foi guindado porque defendeu o criminoso Battisti contra a extradição pedida pela Itália. Teori Zavascki porque era a favor dos embargos de divergência no mensalão, situação que absolveu Dirceu do delito de quadrilha. Edson Fachin porque articulou manifesto de juristas em prol da reeleição de Dilma, tendo recorrido ao lobby da JBS no Senado para aprovar sua indicação. Em suma, todos foram nomeados por alguma circunstância, menos a mais nobre causa de um estado democrático, qual seja, a doutrina escolhida pelo povo na urna." (Celso Tre,s no Esmaelmorais.com.br)
O que é o Esclarecimento?
(Kant - 5 de dezembro de 1783 -
traduzido por Luiz Paulo Rouanet)
"Esclarecimento (Aufklärung) significa a saída do homem de sua minoridade, pela qual ele próprio é responsável. A minoridade é a incapacidade de se servir de seu próprio entendimento sem a tutela de um outro. É a si próprio que se deve atribuir essa minoridade, uma vez que ela não resulta da falta de entendimento, mas da falta de resolução e de coragem necessárias para utilizar seu entendimento sem a tutela de outro. Sapere aude! (ousa Saber, Horácio) Tenha a coragem de te servir de teu próprio entendimento, tal é portanto a divisa do Esclarecimento.
A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma parte tão grande dos homens, libertos há muito pela natureza de toda tutela alheia (naturaliter majorennes), comprazem- se em permanecer por toda sua vida menores; e é por isso que é tão fácil a outros instituírem-se seus tutores. É tão cômodo ser menor. Se possuo um livro que possui entendimento por mim, um diretor espiritual que possui consciência em meu lugar, um médico que decida acerca de meu regime, etc., não preciso eu mesmo esforçar-me. Não sou obrigado a refletir, se é suficiente pagar; outros se encarregarão por mim da aborrecida tarefa. Que a maior parte da humanidade (e especialmente todo o belo sexo) considere o passo a dar para ter acesso à maioridade como sendo não só penoso, como ainda perigoso, é ao que se aplicam esses tutores que tiveram a extrema bondade de encarregar-se de sua direção. Após ter começado a emburrecer seus animais domésticos e cuidadosamente impedir que essas criaturas tranquilas sejam autorizadas a arriscar o menor passo sem o andador que as sustenta, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça se tentam andar sozinhas. Ora, esse perigo não é tão grande assim, pois após algumas quedas elas acabariam aprendendo a andar; mas um exemplo desse tipo intimida e dissuade usualmente toda tentativa ulterior.
É portanto difícil para todo homem tomado individualmente livrar-se dessa minoridade que se tornou uma espécie de segunda natureza. Ele se apegou a ela, e é então realmente incapaz de se servir de seu entendimento, pois não deixam que ele o experimente jamais. Preceitos e fórmulas, esses instrumentos mecânicos destinados ao uso racional, ou antes ao mau uso de seus dons naturais, são os entraves desses estado de minoridade que se perpetua. Quem o rejeitasse, no entanto, não efetuaria mais do que um salto incerto por cima do fosso mais estreito que seja, pois ele não tem o hábito de uma tal liberdade de movimento. Assim, são poucos os que conseguiram, pelo exercitar de seu próprio espírito, libertar-se dessa minoridade tendo ao mesmo tempo um andar seguro."
(Kant - 5 de dezembro de 1783 -
traduzido por Luiz Paulo Rouanet)
"Esclarecimento (Aufklärung) significa a saída do homem de sua minoridade, pela qual ele próprio é responsável. A minoridade é a incapacidade de se servir de seu próprio entendimento sem a tutela de um outro. É a si próprio que se deve atribuir essa minoridade, uma vez que ela não resulta da falta de entendimento, mas da falta de resolução e de coragem necessárias para utilizar seu entendimento sem a tutela de outro. Sapere aude! (ousa Saber, Horácio) Tenha a coragem de te servir de teu próprio entendimento, tal é portanto a divisa do Esclarecimento.
A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma parte tão grande dos homens, libertos há muito pela natureza de toda tutela alheia (naturaliter majorennes), comprazem- se em permanecer por toda sua vida menores; e é por isso que é tão fácil a outros instituírem-se seus tutores. É tão cômodo ser menor. Se possuo um livro que possui entendimento por mim, um diretor espiritual que possui consciência em meu lugar, um médico que decida acerca de meu regime, etc., não preciso eu mesmo esforçar-me. Não sou obrigado a refletir, se é suficiente pagar; outros se encarregarão por mim da aborrecida tarefa. Que a maior parte da humanidade (e especialmente todo o belo sexo) considere o passo a dar para ter acesso à maioridade como sendo não só penoso, como ainda perigoso, é ao que se aplicam esses tutores que tiveram a extrema bondade de encarregar-se de sua direção. Após ter começado a emburrecer seus animais domésticos e cuidadosamente impedir que essas criaturas tranquilas sejam autorizadas a arriscar o menor passo sem o andador que as sustenta, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça se tentam andar sozinhas. Ora, esse perigo não é tão grande assim, pois após algumas quedas elas acabariam aprendendo a andar; mas um exemplo desse tipo intimida e dissuade usualmente toda tentativa ulterior.
É portanto difícil para todo homem tomado individualmente livrar-se dessa minoridade que se tornou uma espécie de segunda natureza. Ele se apegou a ela, e é então realmente incapaz de se servir de seu entendimento, pois não deixam que ele o experimente jamais. Preceitos e fórmulas, esses instrumentos mecânicos destinados ao uso racional, ou antes ao mau uso de seus dons naturais, são os entraves desses estado de minoridade que se perpetua. Quem o rejeitasse, no entanto, não efetuaria mais do que um salto incerto por cima do fosso mais estreito que seja, pois ele não tem o hábito de uma tal liberdade de movimento. Assim, são poucos os que conseguiram, pelo exercitar de seu próprio espírito, libertar-se dessa minoridade tendo ao mesmo tempo um andar seguro."
Lee Ranaldo: Depois de alguns discos, achamos que era muito dinheiro gravar cada parte da guitarra umas 20 vezes até ficar perfeita. A gente descobriu que nem ligava tanto pra esse lance de perfeição. Quando a gente gravou esses discos com o Butch Vig, mais especificamente o Experimental Jet Set, ele falava “Toca de novo, canta de novo, de novo, de novo”, em um momento em que já não ligávamos para aquele nível de perfeição. Então, na época do Washing Machine, a gente meio que voltou ao nosso jeito inicial, concluindo que não precisávamos gastar rios de dinheiro para fazer um disco que soasse legal.
Lee: A gente nunca foi daquelas bandas em que alguém aparece com uma música e diz “olha nossa música nova, aqui está Teenage Riot”. Isso nunca aconteceu. O que rolava era a gente se reunir e tocar juntos. Aos poucos, por vezes ao longo de dois ou três meses, a música ia tomando forma e aí apareciam os vocais. Por não sermos compositores no sentido tradicional, não tínhamos aquele problema de as músicas soarem iguais ao que soavam antes. Era sempre um lance de “eu tenho essa parte aqui. O que você vai colocar?”, e aí a gente tentava algo diferente. Acho que isso manteve nossa música soando diferente e fresca o tempo todo. As letras sempre vinham das jams, com nós quatro juntos. Também estávamos sempre mudando as afinações, o que ajudou bastante. Quando você inventa uma afinação, você tem todo um som novo para explorar.
Lee Ranaldo: Nós estávamos no meio do processo de composição e nosso estúdio ficava a 3 quarteirões do Word Trade Center. Jim estava vivendo e dormindo lá quando tudo aconteceu. Parte de um dos motores de um dos aviões caiu no telhado do nosso estúdio. Aí o FBI veio e foi toda aquela loucura. De alguma forma isso realmente afetou esse disco. Para o povo americano isso tomou conta de tudo. Especialmente porque morávamos lá, tão perto. Depois do 11 de setembro eles desenharam uma linha vermelha perto do WTC e batizaram a área de “zona vermelha”. Era onde ficavam minha casa e nosso estúdio. A gente estava na metade do caminho nas composições do Murray Street e não pudemos ir ao estúdio por quase dois meses. Depois liberaram, mas todas as ruas tinham cercas, caras com armas em todos os cantos e tínhamos que mostrar papéis para dizer: “Temos que ir naquela rua porque nosso estúdio está ali”. Foi muito pesado! Acho que o Sonic Nurse também refletiu os acontecimentos do 11 de setembro.
Ricardo Perufo Mello expressou sentimento do qual compartilho, sobre o show do Lee Ranaldo em Porto Alegre: "A princípio eu esperava (torcia) pra que ele viesse com full band. Mas depois percebi que, da maneira como foi, foi um privilégio a situação como um todo. O show foi uma experiência que a gente não teria se uma banda completa estivesse lá, e eu imagino que todo o tempo e disponibilidade que ele tão generosamente dispôs provavelmente não aconteceriam se ele estivesse envolvido com todo o pessoal de uma banda."
"A música que fazíamos na época parecia bem normal para nós, dentro dos confins de Nova York, onde todo mundo estava experimentando de uma forma ou de outra, mas logo percebemos, pelas reações dos públicos de fora de Nova York, e em especial na Europa, onde tocamos para plateias maiores, que aquela música estava bem longe de ser normal. Golpear as guitarras com baquetas, usar chaves de fenda sob as cordas e passar furadeiras por pedais de wah-wah definitivamente não era a norma naqueles territórios desconhecidos. De fato, aquelas plateias nunca tinham ouvido nada como aquilo, e com isso somado às nossas afinações estranhas de guitarra, nós certamente tínhamos um som singular que acordou muita gente de supetão." (RANALDO, Lee. Jrnls80s.)
"How do you sculpture a hurricane into sound? This is Sonic Youth." (Lydia Lunch)
"A delusion starts like any other idea, as an egg. From the shell, you'd never know anything was wrong. It's what's inside that matters. Moral panic is defined as 'public anxiety or alarm in response to a perceived threat to the moral standards of society'. The road to moral panic has several stops. The first is concern. This concern, limited at first, spreads from person to person amplified by cultural forces until rational concern becomes irrational fear. People come to believe something terrible is happening. Something they cannot see. That they can't control. It has come for others. It will come for them. Whether or not the threat is real, the response certainly is. And it is often excessive. Ask yourself: what's more terrifying, fear, or the frightened?" (Legion)
Feminismo com visão do todo: "The Mask You Live In procura discutir como a sociedade impõe o que é ser homem e como a construção de uma masculinidade baseada em não poder demonstrar sentimentos e em acreditar que ser homem é ser superior, dominar pessoas e situações, torna essa mesma sociedade doente e violenta."
"Somos, na verdade, pessoas bastante sãs, acho, o mais pé no chão possível dentro de uma vocação tão esquisita." (Lee Ranaldo, 1985)
"24 de novembro de 1983. Holanda. Fomos para Emmen no caminho para ver o Broken Circle/Spiral Hill, de Smithson, por insistência minha, todo mundo meio indeciso ou contra a ideia. Incapazes de ver a beleza de uma perseguição de gansos selvagens pelas planícies. (...) 29 de março de 1985. Fui a Emmen hoje. Arrastei-os por toda aquela mesma estrada de terra para ver de novo. (...) Senti-me altamente privilegiado ao ver a obra. Tive de arrastar do carro a mesma tripulação de gente enfadada que esteve lá um ano e meio antes - ninguém conseguia entender minha necessidade de voltar e ver a obra de novo. Talvez o artista mais importante do século, o próprio Smithson, poderia não ter entendido necessidade de ver esse 'cristal fora do tempo'. (...) Saindo do carro, K. perguntou qual era o intuito da obra; eu não soube muito bem como responder a essa questão de forma simples. Para mim, a resposta está envolta em tudo o que Smithson foi e defendeu, se empenhou, além da minha própria visão sobre a visão dele, além disso. Eu sentia que a visita ao local era muito importante, o foco principal do meu envolvimento com a obra nesse momento. (...) Uma outra pessoa no carro observou cinicamente que não tinha visto muita coisa, e perguntou, de brincadeira ou sarcasticamente, onde estava Smithson agora, o que isso tinha rendido a ele? (Admito que a loucura e a viagem foram minhas, eu os tinha arrastado comigo.) Tudo o que pude pensar para responder, enquanto nos sacudíamos no caminho de volta pela estrada molhada e dura, era que isso tinha 'rendido' tudo a ele, e que ele estava bem ali atrás, atrás de nós, passando por um portão enferrujado para a vasta paisagem." (Lee Ranaldo)
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Augusto Darde
May 23 at 6:00pm
Hoje, observei uma aula em que os alunos tinham de 9 a 11 anos. Não precisei de muito tempo para perceber os mais "comportados" e os mais "problemáticos" para o andamento do que era proposto.
Em ambos os casos, a minha primeira reação foi atribuir a responsabilidade do comportamento aos próprios alunos. Por exemplo, com o "comportado", pensei: "Nossa, que criança querida e atenciosa", até considerei parabenizar.
Mas eis que veio uma segunda reação, logicamente após alguma reflexão: "Alguém ou algo influenciou muito positivamente na educação dessa criança.
Deve ter um ambiente familiar bem estruturado", entre outros pensamentos. Essa mesma perspectiva em relação aos alunos menos comportados: "Devem ter muitos problemas em casa".
O ponto é: qualquer perspectiva que responsabilize um indivíduo pelo seu próprio comportamento é incompleta. Cada pessoa é fruto de um contexto, de inúmeros fatores.
Responsabilizar um indivíduo por tudo que ele faz é a "primeira reação", a mais fácil, a mais óbvia, a mais rápida.
Ninguém é bem comportado sozinho. Ninguém é mal-educado sozinho.
O mérito, quanto mais pensamos, mais se perde no nevoeiro.
May 23 at 6:00pm
Hoje, observei uma aula em que os alunos tinham de 9 a 11 anos. Não precisei de muito tempo para perceber os mais "comportados" e os mais "problemáticos" para o andamento do que era proposto.
Em ambos os casos, a minha primeira reação foi atribuir a responsabilidade do comportamento aos próprios alunos. Por exemplo, com o "comportado", pensei: "Nossa, que criança querida e atenciosa", até considerei parabenizar.
Mas eis que veio uma segunda reação, logicamente após alguma reflexão: "Alguém ou algo influenciou muito positivamente na educação dessa criança.
Deve ter um ambiente familiar bem estruturado", entre outros pensamentos. Essa mesma perspectiva em relação aos alunos menos comportados: "Devem ter muitos problemas em casa".
O ponto é: qualquer perspectiva que responsabilize um indivíduo pelo seu próprio comportamento é incompleta. Cada pessoa é fruto de um contexto, de inúmeros fatores.
Responsabilizar um indivíduo por tudo que ele faz é a "primeira reação", a mais fácil, a mais óbvia, a mais rápida.
Ninguém é bem comportado sozinho. Ninguém é mal-educado sozinho.
O mérito, quanto mais pensamos, mais se perde no nevoeiro.
"Hi gym gym gym gym gym gym gym for gym and pool is gym gym gym gym gym gym gym and Wild wild gym gym gym gym gym for your help gym and a Brit awards in gym gym gym gym gym gym." (Pretinho, o gato, escrevendo no celular)
"A direita e a centro-direita representadas nestas eleições por Geraldo Alkmin, Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia, Marina Silva, João Amoêdo, Flávio Rocha, Rabello de Castro, os folclóricos Eymael e Levy Fidélis não ousam propor nada diferente do que este governo defende e pratica. Não vemos sair da boca desses candidatos qualquer proposta que contrarie as premissas falidas do neoliberalismo. Todos são partidários da reforma trabalhista, da reforma da Previdência, da emenda constitucional que congelou os gastos públicos por 20 anos; todos são apologistas do mercado, entusiastas da globalização, defensores ardorosos das privatizações. No Apocalipse, o apóstolo João fala da tibieza, dos homens que não são nem quentes e nem frios, e cuja mornidão provoca o vômito. Eis uma coisa que não sou, frouxo, vacilante, escorregadio. Podem até discordar do que penso. Mas eu penso, eu falo, eu manifesto, eu defendo minhas ideias, meus princípios e minhas propostas com ardor, paixão e entusiasmo." (Roberto Requião)
"Em sua refundação, nos anos 80, os estatutos do PMDB definiram-no como o partido das classes populares, o partido das classes desvinculadas dos interesses do grande capital, nacional ou transnacional. O partido dos assalariados, dos funcionários públicos, dos estudantes, das mulheres, do capital produtivo, dos agricultores, das minorias. Esta definição estatutária consubstancia-se com a adoção do programa Mudança e Esperança, em 1982. E como, nesses 36 anos, o PMDB não se reuniu em convenção para mudar tanto os Estatutos quanto o Programa eles continuam vigentes e a eles devemos lealdade e respeito."
"Em sua refundação, nos anos 80, os estatutos do PMDB definiram-no como o partido das classes populares, o partido das classes desvinculadas dos interesses do grande capital, nacional ou transnacional. O partido dos assalariados, dos funcionários públicos, dos estudantes, das mulheres, do capital produtivo, dos agricultores, das minorias. Esta definição estatutária consubstancia-se com a adoção do programa Mudança e Esperança, em 1982. E como, nesses 36 anos, o PMDB não se reuniu em convenção para mudar tanto os Estatutos quanto o Programa eles continuam vigentes e a eles devemos lealdade e respeito."
Cachoeira de búfalos
Com planejamento, organização e um pouco de sorte, os caçadores indígenas conseguiam matar dezenas ou mesmo centenas de animais de cada vez, usando pouco ou nenhum armamento. Uma técnica desenvolvida pelos nativos para matar esses bovinos é conhecida como ‘salto búfalo‘, onde rebanhos de bisões eram assustados, criado assim, um estouro da manada e os animais correndo descontrolados, eram direcionados a um precipício, saltando para a morte.
Para atrair os rebanhos para o precipício, assustá-los o suficiente para causar uma debandada, criando pânico e finalmente fazer os animais caírem para a morte, exigia uma logística muito bem planejada e o esforço de muitos nativos, mas às recompensa eram enormes. Numa única vez, o ‘salto do búfalo’ poderia fornecer para a tribo inteira, alimentos e roupas por meses.
A primeira tarefa dos indígenas era encontrar um penhasco adequado. Os melhores locais eram aqueles que começavam com uma boa pastagem, e que inclinava suavemente para baixo em direção à borda e terminava num penhasco de uns 10 metros de altura. Um vez que tal local era achado, a tribo começavam a preparar a armadilha, empilhando rochas e tocos de árvores, formando um caminho em forma de funil, onde o final seria o precipício.
Um índio se cobria com pele de bezerro e tentaria atrair o rebanho para a entrada da armadilha. Muitas vezes, os nativos disfarçados mugiam para atrair a atenção dos bovinos e em seguida, começavam a se mover em direção ao penhasco. À medida que a manada se aproximavam, outros caçadores escondidos atrás das rochas saltavam, gritando e agitando couros para manter o rebanho dentro do funil, enquanto outros, assustavam a manada por trás. Quando os animais corriam em direção a borda do penhasco, os bisões que vinham na frente, percebiam o perigo eminente e tentavam parar, mas o peso e a força dos que vinham atrás, pressionavam e empurravam todos para o precipício.
A queda mataria muitos animais e quebrando as pernas de muitos outros. Imediatamente começaria os trabalhos de esfolar os animais. A carne fresca seria consumida, mas a maioria seria seca e armazenada para uso posterior. Os ossos das enormes pernas seriam esmagados para obter o tutano, e os pedaços de ossos seriam fervidos para extrair a gordura. O processo de abate, esfola e defumação duraria semanas, ao fim do qual os nativos teriam um enorme suprimento de carne e couro. Nenhuma parte do animal seria desperdiçada.
Com planejamento, organização e um pouco de sorte, os caçadores indígenas conseguiam matar dezenas ou mesmo centenas de animais de cada vez, usando pouco ou nenhum armamento. Uma técnica desenvolvida pelos nativos para matar esses bovinos é conhecida como ‘salto búfalo‘, onde rebanhos de bisões eram assustados, criado assim, um estouro da manada e os animais correndo descontrolados, eram direcionados a um precipício, saltando para a morte.
Para atrair os rebanhos para o precipício, assustá-los o suficiente para causar uma debandada, criando pânico e finalmente fazer os animais caírem para a morte, exigia uma logística muito bem planejada e o esforço de muitos nativos, mas às recompensa eram enormes. Numa única vez, o ‘salto do búfalo’ poderia fornecer para a tribo inteira, alimentos e roupas por meses.
A primeira tarefa dos indígenas era encontrar um penhasco adequado. Os melhores locais eram aqueles que começavam com uma boa pastagem, e que inclinava suavemente para baixo em direção à borda e terminava num penhasco de uns 10 metros de altura. Um vez que tal local era achado, a tribo começavam a preparar a armadilha, empilhando rochas e tocos de árvores, formando um caminho em forma de funil, onde o final seria o precipício.
Um índio se cobria com pele de bezerro e tentaria atrair o rebanho para a entrada da armadilha. Muitas vezes, os nativos disfarçados mugiam para atrair a atenção dos bovinos e em seguida, começavam a se mover em direção ao penhasco. À medida que a manada se aproximavam, outros caçadores escondidos atrás das rochas saltavam, gritando e agitando couros para manter o rebanho dentro do funil, enquanto outros, assustavam a manada por trás. Quando os animais corriam em direção a borda do penhasco, os bisões que vinham na frente, percebiam o perigo eminente e tentavam parar, mas o peso e a força dos que vinham atrás, pressionavam e empurravam todos para o precipício.
A queda mataria muitos animais e quebrando as pernas de muitos outros. Imediatamente começaria os trabalhos de esfolar os animais. A carne fresca seria consumida, mas a maioria seria seca e armazenada para uso posterior. Os ossos das enormes pernas seriam esmagados para obter o tutano, e os pedaços de ossos seriam fervidos para extrair a gordura. O processo de abate, esfola e defumação duraria semanas, ao fim do qual os nativos teriam um enorme suprimento de carne e couro. Nenhuma parte do animal seria desperdiçada.
|| Uma corrida a supermercados e postos de gasolina acaba, inadvertidamente, piorando a situação dos próprios consumidores: infla os preços e piora a escassez, segundo Otto Nogami, professor de economia do Insper.
"As pessoas têm uma capacidade de se contagiar muito fácil e muito grande, gerando uma ansiedade e um medo que não correspondem ao problema real", diz ele.
"É uma profecia autorrealizável. Se todo mundo quiser fazer uma estoque em casa com medo de falta de produtos, vai provocar uma escassez que normalmente não haveria", afirma Lima. Se muitas pessoas correm a um supermercado ao mesmo tempo, é maior a chance de um desabastecimento realmente acontecer, assim como a corrida desenfreada a um banco por temor de ele quebrar pode fazer com que o banco de fato quebre, porque não haverá dinheiro suficiente para suprir a demanda "surpresa".
É o que economistas chamam de "a tragédia dos comuns". Nas circunstâncias em que todos compartilhamos dos mesmos recursos, pessoas agindo racionalmente em interesse próprio acabam tendo um comportamento coletivo irracional e que prejudica a todos - esgotando os recursos comuns. (...) "Se você passar na rua e vir todo o mundo olhando para o céu, fará o mesmo, com medo de perder algo. Se todo mundo no seu trabalho participar do bolão da loteria, você participará também, com medo de ficar de fora. É um comportamento comum em momentos críticos." || (BBC)
"É uma profecia autorrealizável. Se todo mundo quiser fazer uma estoque em casa com medo de falta de produtos, vai provocar uma escassez que normalmente não haveria", afirma Lima. Se muitas pessoas correm a um supermercado ao mesmo tempo, é maior a chance de um desabastecimento realmente acontecer, assim como a corrida desenfreada a um banco por temor de ele quebrar pode fazer com que o banco de fato quebre, porque não haverá dinheiro suficiente para suprir a demanda "surpresa".
É o que economistas chamam de "a tragédia dos comuns". Nas circunstâncias em que todos compartilhamos dos mesmos recursos, pessoas agindo racionalmente em interesse próprio acabam tendo um comportamento coletivo irracional e que prejudica a todos - esgotando os recursos comuns. (...) "Se você passar na rua e vir todo o mundo olhando para o céu, fará o mesmo, com medo de perder algo. Se todo mundo no seu trabalho participar do bolão da loteria, você participará também, com medo de ficar de fora. É um comportamento comum em momentos críticos." || (BBC)
10 problemas evidenciados pela greve dos caminhoneiros
(Laura Carvalho)
"4. O poder político excessivo das associações patronais, que estão sempre atuando para pressionar o governo por uma redução de impostos que beneficie os setores empresariais. Dada a agenda implementada de ajuste fiscal, isso acaba fazendo o custo da crise recair sobre os mais pobres, que sofrem com os cortes no Orçamento destinados a áreas prioritárias."
(Laura Carvalho)
"4. O poder político excessivo das associações patronais, que estão sempre atuando para pressionar o governo por uma redução de impostos que beneficie os setores empresariais. Dada a agenda implementada de ajuste fiscal, isso acaba fazendo o custo da crise recair sobre os mais pobres, que sofrem com os cortes no Orçamento destinados a áreas prioritárias."
"Não espere que as pessoas te falem a verdade, porque elas mentem também para si mesmas." (parachoque de instagram)
On the night of July 3, 1999, a tired equipment driver on his way to a music festival pulled his truck into the parking lot of a Ramada Inn in Orange County and checked in for the night. Sometime after 1 a.m., someone broke into the truck, hotwired it and drove off, taking with them a massive collection of instruments and gear that had been used for the past twenty years to produce and play some of the most important rock music of the era. Sonic Youth had been robbed.
Microphones, amplifiers, effects pedals, a drum kit and 27 guitars were taken, all painstakingly prepared and modified over the years to produce the band’s specific brand of noise rock. They’d later find humor in the fact that the gear was basically unsellable, so Frankenstein-ish in appearance and sonically retrofitted (some of the guitars had been modified for the purpose of playing only one song) that no one would have bought them. Still, the loss was traumatic. They persevered through a performance the next day at the festival with borrowed instruments, but starting from scratch in the studio would prove to be much harder, and the theft became the most jarring sign of a difficult new period in the band’s career.
(...) began recording their eleventh album at their Murray Street studio. It was a rough process: working uncomfortably with new gear and instruments scavenged from dusty corners of the studio, they felt like they were starting over. They tried to embrace it. (daqui)
Microphones, amplifiers, effects pedals, a drum kit and 27 guitars were taken, all painstakingly prepared and modified over the years to produce the band’s specific brand of noise rock. They’d later find humor in the fact that the gear was basically unsellable, so Frankenstein-ish in appearance and sonically retrofitted (some of the guitars had been modified for the purpose of playing only one song) that no one would have bought them. Still, the loss was traumatic. They persevered through a performance the next day at the festival with borrowed instruments, but starting from scratch in the studio would prove to be much harder, and the theft became the most jarring sign of a difficult new period in the band’s career.
(...) began recording their eleventh album at their Murray Street studio. It was a rough process: working uncomfortably with new gear and instruments scavenged from dusty corners of the studio, they felt like they were starting over. They tried to embrace it. (daqui)
|| Por que algumas pessoas apoiam uma greve de caminhoneiros e desprezam uma greve de professores? (...) Eis uma pintura semiótica do nosso presente: uma greve de professores é coisa de comunista que tem estudo. De outro lado, uma greve de caminhoneiros é coisa de gente que não pode estudar, que trabalha dignamente e é contra o discurso "colorido" dos "intelectuais comunistas" que defendem esmola pra "vagabundo" que não quer trabalhar. || (Augusto Darde)
Esta parte da entrevista do Amoēdo me chamou a atenção:
https://www.youtube.com/watch?v=46sW-31yyQA&t=3438s
https://www.youtube.com/watch?v=46sW-31yyQA&t=3438s
||NENHUM militar pode tomar o poder por si, instituir intervenção, tomar iniciativa. Se isto ocorrer, ele comete crime gravíssimo e é submetido a um tribunal militar por quebra de hierarquia e ilegalidade. NÃO EXISTE INTERVENÇÃO MILITAR CONSTITUCIONAL. NÃO EXISTE. Em caso de dúvida consulte 40 grandes juristas renomados e leia dez vezes a Constituição. Só existe a intervenção convocada pela presidência para algum conflito grave e com tempo determinado. NENHUM militar (e nenhum presidente) pode dissolver o congresso ou destituir o STF etc. Se fizer isto, estará agindo de forma criminosa, inconstitucional e quebrando o código militar que proíbe rebelião contra superiores. (...) Qualquer defesa de quebra do direito e de uso da força já é ditadura em si. A ditadura é a substituição da força do direito pelo direito da força. Você até pode, por algum estranho raciocínio, ser favorável a ditaduras e a quebras da lei. Apenas nunca fale que é constitucional ou a favor da democracia ou da lei. Não existe hipótese legal para isto. Queria apenas deixar os conceitos mais claros. Recomendaria que os favoráveis a um golpe ilegal afirmassem isso mesmo: queremos um golpe ilegal e inconstitucional que viole o código militar e civil. Jamais fale em "intervenção militar constitucional" ou gnomos ou unicórnios. Lembre-se: ao defender um golpe, você poderá ser comparado a quaisquer criminosos, pois a definição de crime é agir ao arrepio da lei. Jamais repita "intervenção militar constitucional", isso demonstra grave lacuna de conhecimento jurídico. (...) O problema do Brasil não é o risco de fascismo ou de comunismo (ambos autoritários e corruptos) , mas de analfabetismo.|| (Leandro Karnal)
"A sabedoria não é como um acúmulo de relações de causa e efeito que a gente tem que encontrar, relações causais, mas como a capacidade de olhar as aparências de um lugar cada vez menos condicionado." (Lama Padma Samten)
"Ken Wilber, filósofo americano contemporâneo, em seu livro 'Uma teoria de tudo', reforça que vivemos numa época sem precedentes e que é preciso integrar todo o conhecimento, com o intuito de chegarmos à unidade na diversidade, compartilhando atributos comuns e respeitando nossas diferenças, criando um espaço legítimo para a arte, para a moral, para a ciência e para a religião." (daqui)
Alexandre Bagdonas Henrique:
1. A ciência é uma tentativa de explicar os fenômenos naturais e pressupõe para fins práticos que seu objeto de estudo é real (realismo pragmático).- Evita-se assim tanto a ideia de que a ciência apenas descreve os fenômenos quanto a noção de que as teorias científicas sejam ideias arbitrárias sem qualquer conexão com a realidade.
2. A ciência busca descrever o mundo de uma maneira simples, ordenada e compreensível. - Evita-se a noção de que o mundo é necessariamente ordenado e compreensível, ou que exista necessariamente uma finalidade nos processos naturais, assim como a de que ele é caótico e desordenado e que a causalidade seria imposta arbitrariamente.
3. O conhecimento científico é provisório e confiável. - Evita-se tanto o absolutismo epistemológico quanto o relativismo epistemológico radical. Ainda que o conhecimento humano seja imperfeito e não chegue a verdades definitivas, produz resultados valiosos e duráveis e existe a possibilidade de comparação entre teorias.
4. Ceticismo moderado.- Evita-se tanto a tese de que a ciência se constitui de verdades imutáveis, quanto a de que as teorias são facilmente refutadas por experimentos. Existe um certo grau de dogmatismo entre os cientistas. Por outro lado, esse dogmatismo é moderado, até porque um certo grau de ceticismo também é importante. O questionamento das teorias estabelecidas é importante na ética da comunidade científica, que valoriza os cientistas que encontram falhas nos trabalhos consagrados.
5. Racionalismo moderado. Em contraste com a tese de que a ciência seja totalmente racional ou completamente irracional. - Os argumentos científicos devem adequar-se aos princípios da razão lógica. Porém há fatores “irracionais” que influenciam a prática científica; dessa forma evita-se a “reconstrução racional” como única forma de descrevê-la. Não é aconselhável apenas transmitir conteúdos prontos aos alunos, sem mostrar os conflitos e erros inerentes ao processo de construção do conhecimento científico.
6. Empirismo moderado, em contraste à noção empírico-indutivista e ateórica. - A produção do conhecimento científico envolve a observação e o registro cuidadoso de dados experimentais, mas os experimentos não são a única rota para o conhecimento e são dependentes de teorias, já que uma observação significativa não é possível sem uma expectativa pré-existente. As interpretações de evidências empíricas são complexas, não permitindo interpretações únicas.
7. Pluralidade metodológica, em contraste com a noção de um método rígido e imutável, assim como a ideia de que não existe nenhum método nas ciências. - Não é possível defender o método científico como um conjunto de etapas que devem ser seguidas mecanicamente. Não é possível descrever de maneira rígida e algorítmica a prática científica. Há uma grande variedade de métodos e os cientistas são criativos.
8. Existem critérios de demarcação, que definem o que é ciência. Porém, esses critérios são flexíveis, não há critérios rígidos e atemporais. - Evita-se também a ideia de que ciência, religião, metafísica, artes, vodu e astrologia são todas formas equivalentes de se ver o mundo. Os critérios de demarcação são definidos pela comunidade científica e mudam ao longo da história.
9. A ciência e a tecnologia impactam uma à outra.- Evita-se a noção de que a ciência seja neutra e descontextualizada, independente de influências da sociedade e da produção, ou que as teorias científicas sejam pré-requisito para a criação de tecnologias (Vannucchi 1996), assim como a imposição de que todo conhecimento científico deva ter utilidade prática. Existe influência das agências de fomento sobre os objetivos da pesquisa, o que pode levar ao favorecimento de pesquisas com maior chance de possibilitar produtos rentáveis. Porém esta influência não precisa ser vista como necessariamente negativa, já que a pesquisa científica costuma ser financiada com dinheiro público. Por isso, é razoável que a população como um todo participe da decisão sobre quais tipos de investigação científica merecem receber maior financiamento.
10. A ciência busca ser objetiva, mas não é completamente neutra e imparcial. - Trata-se de uma atividade humana, logo, as características dos cientistas (tais como sexo, idade, personalidade, ideais políticos, etnia, entre outras) podem influenciar o modo como eles enfatizam certas evidências ou interpretam os dados experimentais. Ou seja, características subjetivas têm influência sobre a prática científica, mas a ética científica dominante propõe que se busque minimizar essa influência.
11. Externalismo moderado, evitando tanto o externalismo quanto o internalismo radicais.- Evita-se o determinismo social, em particular a noção de que ciência seja totalmente determinada pela vontade das classes dominantes, assim como o mito da neutralidade e universalidade completas da atividade científica. Há influência político-econômica sobre as ciências através das agências de fomento e dos interesses, tanto públicos quanto particulares, sobre o que deve ser pesquisado. Busca-se minimizar os fatores subjetivos particulares no processo de verificação das teorias, mas não no direcionamento da investigação científica.
12. A ciência é uma construção coletiva. - Evita-se a noção de que as teorias sejam realizadas apenas por gênios isolados, que nunca cometeriam erros (Martins R. 2006, p. xviii). Por outro lado, é importante reconhecer o valor dos trabalhos dos grandes cientistas, evitando a ideia de que todas as contribuições sejam equivalentes.
13. A ciência tem valor, mas não responde a todas as perguntas. - Evita-se tanto o cientificismo como a total desvalorização da ciência. Existem questões que estão fora do campo de investigação científica. A ciência não é a única forma válida de se obter conhecimento a respeito do mundo.
1. A ciência é uma tentativa de explicar os fenômenos naturais e pressupõe para fins práticos que seu objeto de estudo é real (realismo pragmático).- Evita-se assim tanto a ideia de que a ciência apenas descreve os fenômenos quanto a noção de que as teorias científicas sejam ideias arbitrárias sem qualquer conexão com a realidade.
2. A ciência busca descrever o mundo de uma maneira simples, ordenada e compreensível. - Evita-se a noção de que o mundo é necessariamente ordenado e compreensível, ou que exista necessariamente uma finalidade nos processos naturais, assim como a de que ele é caótico e desordenado e que a causalidade seria imposta arbitrariamente.
3. O conhecimento científico é provisório e confiável. - Evita-se tanto o absolutismo epistemológico quanto o relativismo epistemológico radical. Ainda que o conhecimento humano seja imperfeito e não chegue a verdades definitivas, produz resultados valiosos e duráveis e existe a possibilidade de comparação entre teorias.
4. Ceticismo moderado.- Evita-se tanto a tese de que a ciência se constitui de verdades imutáveis, quanto a de que as teorias são facilmente refutadas por experimentos. Existe um certo grau de dogmatismo entre os cientistas. Por outro lado, esse dogmatismo é moderado, até porque um certo grau de ceticismo também é importante. O questionamento das teorias estabelecidas é importante na ética da comunidade científica, que valoriza os cientistas que encontram falhas nos trabalhos consagrados.
5. Racionalismo moderado. Em contraste com a tese de que a ciência seja totalmente racional ou completamente irracional. - Os argumentos científicos devem adequar-se aos princípios da razão lógica. Porém há fatores “irracionais” que influenciam a prática científica; dessa forma evita-se a “reconstrução racional” como única forma de descrevê-la. Não é aconselhável apenas transmitir conteúdos prontos aos alunos, sem mostrar os conflitos e erros inerentes ao processo de construção do conhecimento científico.
6. Empirismo moderado, em contraste à noção empírico-indutivista e ateórica. - A produção do conhecimento científico envolve a observação e o registro cuidadoso de dados experimentais, mas os experimentos não são a única rota para o conhecimento e são dependentes de teorias, já que uma observação significativa não é possível sem uma expectativa pré-existente. As interpretações de evidências empíricas são complexas, não permitindo interpretações únicas.
7. Pluralidade metodológica, em contraste com a noção de um método rígido e imutável, assim como a ideia de que não existe nenhum método nas ciências. - Não é possível defender o método científico como um conjunto de etapas que devem ser seguidas mecanicamente. Não é possível descrever de maneira rígida e algorítmica a prática científica. Há uma grande variedade de métodos e os cientistas são criativos.
8. Existem critérios de demarcação, que definem o que é ciência. Porém, esses critérios são flexíveis, não há critérios rígidos e atemporais. - Evita-se também a ideia de que ciência, religião, metafísica, artes, vodu e astrologia são todas formas equivalentes de se ver o mundo. Os critérios de demarcação são definidos pela comunidade científica e mudam ao longo da história.
9. A ciência e a tecnologia impactam uma à outra.- Evita-se a noção de que a ciência seja neutra e descontextualizada, independente de influências da sociedade e da produção, ou que as teorias científicas sejam pré-requisito para a criação de tecnologias (Vannucchi 1996), assim como a imposição de que todo conhecimento científico deva ter utilidade prática. Existe influência das agências de fomento sobre os objetivos da pesquisa, o que pode levar ao favorecimento de pesquisas com maior chance de possibilitar produtos rentáveis. Porém esta influência não precisa ser vista como necessariamente negativa, já que a pesquisa científica costuma ser financiada com dinheiro público. Por isso, é razoável que a população como um todo participe da decisão sobre quais tipos de investigação científica merecem receber maior financiamento.
10. A ciência busca ser objetiva, mas não é completamente neutra e imparcial. - Trata-se de uma atividade humana, logo, as características dos cientistas (tais como sexo, idade, personalidade, ideais políticos, etnia, entre outras) podem influenciar o modo como eles enfatizam certas evidências ou interpretam os dados experimentais. Ou seja, características subjetivas têm influência sobre a prática científica, mas a ética científica dominante propõe que se busque minimizar essa influência.
11. Externalismo moderado, evitando tanto o externalismo quanto o internalismo radicais.- Evita-se o determinismo social, em particular a noção de que ciência seja totalmente determinada pela vontade das classes dominantes, assim como o mito da neutralidade e universalidade completas da atividade científica. Há influência político-econômica sobre as ciências através das agências de fomento e dos interesses, tanto públicos quanto particulares, sobre o que deve ser pesquisado. Busca-se minimizar os fatores subjetivos particulares no processo de verificação das teorias, mas não no direcionamento da investigação científica.
12. A ciência é uma construção coletiva. - Evita-se a noção de que as teorias sejam realizadas apenas por gênios isolados, que nunca cometeriam erros (Martins R. 2006, p. xviii). Por outro lado, é importante reconhecer o valor dos trabalhos dos grandes cientistas, evitando a ideia de que todas as contribuições sejam equivalentes.
13. A ciência tem valor, mas não responde a todas as perguntas. - Evita-se tanto o cientificismo como a total desvalorização da ciência. Existem questões que estão fora do campo de investigação científica. A ciência não é a única forma válida de se obter conhecimento a respeito do mundo.
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