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sábado, 2 de junho de 2018

Cachoeira de búfalos

Com planejamento, organização e um pouco de sorte, os caçadores indígenas conseguiam matar dezenas ou mesmo centenas de animais de cada vez, usando pouco ou nenhum armamento. Uma técnica desenvolvida pelos nativos para matar esses bovinos é conhecida como ‘salto búfalo‘, onde rebanhos de bisões eram assustados, criado assim, um estouro da manada e os animais correndo descontrolados, eram direcionados a um precipício, saltando para a morte.

Para atrair os rebanhos para o precipício, assustá-los o suficiente para causar uma debandada, criando pânico e finalmente fazer os animais caírem para a morte, exigia uma logística muito bem planejada e o esforço de muitos nativos, mas às recompensa eram enormes. Numa única vez, o ‘salto do búfalo’ poderia fornecer para a tribo inteira, alimentos e roupas por meses.

A primeira tarefa dos indígenas era encontrar um penhasco adequado. Os melhores locais eram aqueles que começavam com uma boa pastagem, e que inclinava suavemente para baixo em direção à borda e terminava num penhasco de uns 10 metros de altura. Um vez que tal local era achado, a tribo começavam a preparar a armadilha, empilhando rochas e tocos de árvores, formando um caminho em forma de funil, onde o final seria o precipício.

Um índio se cobria com pele de bezerro e tentaria atrair o rebanho para a entrada da armadilha. Muitas vezes, os nativos disfarçados mugiam para atrair a atenção dos bovinos e em seguida, começavam a se mover em direção ao penhasco. À medida que a manada se aproximavam, outros caçadores escondidos atrás das rochas saltavam, gritando e agitando couros para manter o rebanho dentro do funil, enquanto outros, assustavam a manada por trás. Quando os animais corriam em direção a borda do penhasco, os bisões que vinham na frente, percebiam o perigo eminente e tentavam parar, mas o peso e a força dos que vinham atrás, pressionavam e empurravam todos para o precipício.

A queda mataria muitos animais e quebrando as pernas de muitos outros. Imediatamente começaria os trabalhos de esfolar os animais. A carne fresca seria consumida, mas a maioria seria seca e armazenada para uso posterior. Os ossos das enormes pernas seriam esmagados para obter o tutano, e os pedaços de ossos seriam fervidos para extrair a gordura. O processo de abate, esfola e defumação duraria semanas, ao fim do qual os nativos teriam um enorme suprimento de carne e couro. Nenhuma parte do animal seria desperdiçada.

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