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sábado, 2 de junho de 2018
"24 de novembro de 1983. Holanda. Fomos para Emmen no caminho para ver o Broken Circle/Spiral Hill, de Smithson, por insistência minha, todo mundo meio indeciso ou contra a ideia. Incapazes de ver a beleza de uma perseguição de gansos selvagens pelas planícies. (...) 29 de março de 1985. Fui a Emmen hoje. Arrastei-os por toda aquela mesma estrada de terra para ver de novo. (...) Senti-me altamente privilegiado ao ver a obra. Tive de arrastar do carro a mesma tripulação de gente enfadada que esteve lá um ano e meio antes - ninguém conseguia entender minha necessidade de voltar e ver a obra de novo. Talvez o artista mais importante do século, o próprio Smithson, poderia não ter entendido necessidade de ver esse 'cristal fora do tempo'. (...) Saindo do carro, K. perguntou qual era o intuito da obra; eu não soube muito bem como responder a essa questão de forma simples. Para mim, a resposta está envolta em tudo o que Smithson foi e defendeu, se empenhou, além da minha própria visão sobre a visão dele, além disso. Eu sentia que a visita ao local era muito importante, o foco principal do meu envolvimento com a obra nesse momento. (...) Uma outra pessoa no carro observou cinicamente que não tinha visto muita coisa, e perguntou, de brincadeira ou sarcasticamente, onde estava Smithson agora, o que isso tinha rendido a ele? (Admito que a loucura e a viagem foram minhas, eu os tinha arrastado comigo.) Tudo o que pude pensar para responder, enquanto nos sacudíamos no caminho de volta pela estrada molhada e dura, era que isso tinha 'rendido' tudo a ele, e que ele estava bem ali atrás, atrás de nós, passando por um portão enferrujado para a vasta paisagem." (Lee Ranaldo)
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