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sábado, 2 de junho de 2018

Augusto Darde
May 23 at 6:00pm

Hoje, observei uma aula em que os alunos tinham de 9 a 11 anos. Não precisei de muito tempo para perceber os mais "comportados" e os mais "problemáticos" para o andamento do que era proposto.

Em ambos os casos, a minha primeira reação foi atribuir a responsabilidade do comportamento aos próprios alunos. Por exemplo, com o "comportado", pensei: "Nossa, que criança querida e atenciosa", até considerei parabenizar.

Mas eis que veio uma segunda reação, logicamente após alguma reflexão: "Alguém ou algo influenciou muito positivamente na educação dessa criança.

Deve ter um ambiente familiar bem estruturado", entre outros pensamentos. Essa mesma perspectiva em relação aos alunos menos comportados: "Devem ter muitos problemas em casa".

O ponto é: qualquer perspectiva que responsabilize um indivíduo pelo seu próprio comportamento é incompleta. Cada pessoa é fruto de um contexto, de inúmeros fatores.

Responsabilizar um indivíduo por tudo que ele faz é a "primeira reação", a mais fácil, a mais óbvia, a mais rápida.

Ninguém é bem comportado sozinho. Ninguém é mal-educado sozinho.

O mérito, quanto mais pensamos, mais se perde no nevoeiro.

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