"A ação é o universo. Meu amigo, pense bem: as ações, todas elas, já estavam aqui quando você chegou. (...) A ação é o mundo, não o personagem. As ações são o universo, não você. (...) Tudo já estava aqui. E todas as ações já estavam criadas. A partitura já existia." (Muriel Paraboni)
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segunda-feira, 31 de maio de 2004
sexta-feira, 28 de maio de 2004
"A Thiane comentou que ficou arrasada com o CD da Blanched e me deu vontade de dizer mais uma coisa sobre este disco e sobre outros sons nessa linha. As pessoas comentam que é triste, e é. Mas o que provocam em mim não é de jeito nenhum a tristeza da depressão, a tristeza que dá vontade de se trancar num buraco e não olhar mais o dia. Eu não sei explicar direito o que Blanched provoca em mim, mas, com certeza, não é puxar para baixo, nunca. Me alimentam, estes sons. Me dão vontade de fazer mais e mais coisas legais. Me dão vontade viver de um jeito muito vivo. Me mostram que se eu não fizer, vai ficar sem fazer. Não me empurram para a imobilidade nostálgica de uma saudade de algo que não tenho. Ao contrário. Parece que me trazem forças para encarar outro dia, de trabalho, de existência, para correr atrás de patrocínio paro o Rock De Inverno, de fazer um jornalismo minimamente decente. Porque é, também, para essas pessoas que eu faço jornalismo, o Rock De Inverno, a De Inverno. Me parece que tem alguma relação com o que sinto com o frio. Estava pensando nisso hoje, indo, caminhando às 8 da manhã para o trabalho, ouvindo Blanched e OAEOZ, no fone. O frio, que todos ao meu redor detestam, me faz sentir mais viva. Quando ele bate no meu rosto, cortando, gelado, de alguma maneira me desperta, me alerta que não tem outro jeito de viver o dia, senão com muita, muita intensidade. Como se não tivesse mais nenhuma alternativa, mesmo. E não há, para mim, não há. Eu sinto coisas gritando tão alto dentro de mim." (Adriane Perin, jornalista e produtora)
After a solid twenty-three years of explosive creativity Sonic Youth throws down what may be their heaviest classic since their own genre-breaking Daydream Nation in 1988.
Sonic Nurse is the nineteenth long player by the New York City supernova, together since 1981.
Ten songs of American beauty and sonic death with wild and colorful cover art by renowned artist Richard Prince from his notorious Nurse Paintings series.



Sonic Nurse is the nineteenth long player by the New York City supernova, together since 1981.
Ten songs of American beauty and sonic death with wild and colorful cover art by renowned artist Richard Prince from his notorious Nurse Paintings series.
Comunidades em que estou agora no Orkut.
Built to Spill 174
Frank Poole 10
Pós-rock 28
Charles Bukowski 785
Brazilian indie bands 162
Nine Inch Nails (Brasil) 16
Philip K. Dick (.br) 52
Mão Morta 24
Douglas Adams 1014
Lost Highway 112
Lars Von Trier 346
Please kill me 66
David Lynch 1776
Tom Bloch 132
Blanched 31
Blonde Redhead 72
Sonic Youth 499
DEOD - Deus e o Diabo 43
Post-rock 43
Fuzzy nebulae 8
Kurt Cobain 214
Explosions in the Sky 100
Minimalism 285
Noisy 87
Godspeed You Black Emperor 300
Richard Linklater's Magic 37
Built to Spill 174
Frank Poole 10
Pós-rock 28
Charles Bukowski 785
Brazilian indie bands 162
Nine Inch Nails (Brasil) 16
Philip K. Dick (.br) 52
Mão Morta 24
Douglas Adams 1014
Lost Highway 112
Lars Von Trier 346
Please kill me 66
David Lynch 1776
Tom Bloch 132
Blanched 31
Blonde Redhead 72
Sonic Youth 499
DEOD - Deus e o Diabo 43
Post-rock 43
Fuzzy nebulae 8
Kurt Cobain 214
Explosions in the Sky 100
Minimalism 285
Noisy 87
Godspeed You Black Emperor 300
Richard Linklater's Magic 37
"Se você fuma, deveria saber que o alcatrão do cigarro concentra 43 substâncias comprovadamente cancerígenas, que aumentam em 22 vezes o risco de câncer de pulmão. Se você convive com fumantes, deveria saber que não existem níveis seguros de exposição, o que eleva para 30% o risco de câncer de pulmão em fumantes passivos. Todos estes números fazem desta doença a maior causa de morte por câncer em homens e a segunda maior causa entre as mulheres no Estado do Rio Grande do Sul. 31 de Maio. Dia Mundial Sem Tabaco." (Programa Tabaco ou Saúde dp Centro Colaborador da OMS, Governo Federal, Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Câncer, Secretaria da Saúde do RS, Governo do RS, Campanha Cigarro Incomoda)
Se Doug e Manu pudessem roubar 10 vídeos.
1. It's all about love
2. Punch-drunk love
3. Waking life
4. Singles
5. Vanilla sky
6. Amantes do círculo polar
7. Fucking Amal
8. Straight story
9. Donnie Darko
10. Solaris (ou) 2001 a space odissey
Obs.: Não foi incluído Dogville porque ainda não saiu em vídeo.
1. It's all about love
2. Punch-drunk love
3. Waking life
4. Singles
5. Vanilla sky
6. Amantes do círculo polar
7. Fucking Amal
8. Straight story
9. Donnie Darko
10. Solaris (ou) 2001 a space odissey
Obs.: Não foi incluído Dogville porque ainda não saiu em vídeo.
quinta-feira, 27 de maio de 2004
Difícil é tentar descrever
-- Daniel Matos
Premeditado ou não, o título pode dizer mais do que se espera. Blanched toca Angelopoulos. Apesar de as músicas não serem inéditas, não é possível conter a surpresa. Além da ligação forte com o tipo de linguagem, forma, cores e emoções transmitidas no contato direto com as duas obras (mais especificamente se fôssemos comparar com o filme Paisagem Na Neblina, elas nos fazem refletir sobre nós mesmos, como um suspiro, um espreguiçar de braços, um impulso, uma revelação, que produz seus efeitos para sempre, mas que se aquieta com o tempo. Com essa sensação de introspecção, deixamo-nos levar, seja pela leveza, pela beleza ou pelo ritmo acentuadamente lento, marca registrada de ambas. As obras contam com uma riqueza de detalhes surpreendentes, porém talvez não percebida no primeiro contato. As belas melodias, os diálogos significativos, o lirismo das letras, as explosões precisas de distorções, microfonias e tudo o mais que agride, tudo reunido com bom gosto. "Estando mais fortes, seguimos. O tempo amadurece-nos enquanto a juventude supérflua declina. Não devemos mais nada aos mortos." Existem coisas acontecendo, saiba perceber.
-- Daniel Matos
Premeditado ou não, o título pode dizer mais do que se espera. Blanched toca Angelopoulos. Apesar de as músicas não serem inéditas, não é possível conter a surpresa. Além da ligação forte com o tipo de linguagem, forma, cores e emoções transmitidas no contato direto com as duas obras (mais especificamente se fôssemos comparar com o filme Paisagem Na Neblina, elas nos fazem refletir sobre nós mesmos, como um suspiro, um espreguiçar de braços, um impulso, uma revelação, que produz seus efeitos para sempre, mas que se aquieta com o tempo. Com essa sensação de introspecção, deixamo-nos levar, seja pela leveza, pela beleza ou pelo ritmo acentuadamente lento, marca registrada de ambas. As obras contam com uma riqueza de detalhes surpreendentes, porém talvez não percebida no primeiro contato. As belas melodias, os diálogos significativos, o lirismo das letras, as explosões precisas de distorções, microfonias e tudo o mais que agride, tudo reunido com bom gosto. "Estando mais fortes, seguimos. O tempo amadurece-nos enquanto a juventude supérflua declina. Não devemos mais nada aos mortos." Existem coisas acontecendo, saiba perceber.
quarta-feira, 26 de maio de 2004
"Ele apertou-a mais. (...) Um longo silêncio. Depois, 'uf'. Ela saltou galvanizada como se presa do choque de uma experiência impecável. Pálida, dignificada, despida - a mulher que possuíra. O fino, frágil, descolorido sistema nervoso de uma rã testado para a vida por estímulos externos." (DICK, Philip K. Os três estigmas de Palmer Eldritch. 1964.)
WISHLIST
Main... Drumless Space: "MAIN is currently the solo project of Robert Hampson, from the now-defunct band Loop. The sounds of MAIN can be best described as a layered tapestry of electric guitar textures, ranging from drones and soundscrapes to looped guitar sounds and radio-wave static."
Dirty Three: violino distorcido.
Main... Drumless Space: "MAIN is currently the solo project of Robert Hampson, from the now-defunct band Loop. The sounds of MAIN can be best described as a layered tapestry of electric guitar textures, ranging from drones and soundscrapes to looped guitar sounds and radio-wave static."
Dirty Three: violino distorcido.
Eu fui personagem de uma parábola e não sabia, até domingo passado, na conversa-do-século com o meu pai.
***
Quando eu tinha uns 12 ou 13 anos, liderei uma expedição.
A equipe era formada por mim e por pessoas mais jovens do que eu - ou seja, crianças. Acho que eram o Endrigo, a Alethéa e o Fábio, não me lembro direito.
Estávamos todos na beira da praia de Jardim Atlântico, situada entre Jardim do Éden e Oásis Sul, entre Cidreira e Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul. Era a altura da casinha de salva-vidas de número dois.
Olhamos todos para o lado de Tramandaí e enxergávamos a plataforma de pesca, que ficava na altura da casinha vinte-e-poucos - hoje a numeração está mudada. Aquilo foi 1989. Parecia perto, nós a enxergávamos. Decidimos alcançá-la.
O cansaço veio logo, ainda mais porque o vento estava contra nós e a areia afunda, oferecendo mais resistência aos nossos passos. Mas ainda enxergávamos a plataforma, voltar seria desistir e talvez estívessemos mais perto da chegada do que da partida. Mais tempo passou, mais todos caminhamos, e nada de a plataforma ficar maior, mais perto. A noite se aproximava. Estávamos com os músculos fatigados. Mas nós queríamos chegar lá.
Chegamos, já noite, em Tramandaí. Nem daria mais para voltarmos a pé. Decidimos tomar um táxi. Ao chegar em casa, em Jardim Atlântico, nossos pais já haviam chamado a polícia - ou pensado em.
***
Praticamente dez anos depois, fui com colegas de banda ao show do Yes, no Opinião. Na época, eu era fã, assim como eles devem ser até hoje. Depois do show, estávamos todos dentro do carro, atônitos, e um colega comentou que nós nunca iríamos chegar nem perto daquela qualidade musical. Pobre.
***
Eu estou vendo a plataforma de pesca de Tramandaí, então eu sei que ela existe, e ela está de alguma forma perto. Eu só não pensaria em alcançá-la se eu não quisesse, ou se eu não soubesse da sua existência, ou se eu não a pudesse enxergar.
***
Quando eu tinha uns 12 ou 13 anos, liderei uma expedição.
A equipe era formada por mim e por pessoas mais jovens do que eu - ou seja, crianças. Acho que eram o Endrigo, a Alethéa e o Fábio, não me lembro direito.
Estávamos todos na beira da praia de Jardim Atlântico, situada entre Jardim do Éden e Oásis Sul, entre Cidreira e Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul. Era a altura da casinha de salva-vidas de número dois.
Olhamos todos para o lado de Tramandaí e enxergávamos a plataforma de pesca, que ficava na altura da casinha vinte-e-poucos - hoje a numeração está mudada. Aquilo foi 1989. Parecia perto, nós a enxergávamos. Decidimos alcançá-la.
O cansaço veio logo, ainda mais porque o vento estava contra nós e a areia afunda, oferecendo mais resistência aos nossos passos. Mas ainda enxergávamos a plataforma, voltar seria desistir e talvez estívessemos mais perto da chegada do que da partida. Mais tempo passou, mais todos caminhamos, e nada de a plataforma ficar maior, mais perto. A noite se aproximava. Estávamos com os músculos fatigados. Mas nós queríamos chegar lá.
Chegamos, já noite, em Tramandaí. Nem daria mais para voltarmos a pé. Decidimos tomar um táxi. Ao chegar em casa, em Jardim Atlântico, nossos pais já haviam chamado a polícia - ou pensado em.
***
Praticamente dez anos depois, fui com colegas de banda ao show do Yes, no Opinião. Na época, eu era fã, assim como eles devem ser até hoje. Depois do show, estávamos todos dentro do carro, atônitos, e um colega comentou que nós nunca iríamos chegar nem perto daquela qualidade musical. Pobre.
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Eu estou vendo a plataforma de pesca de Tramandaí, então eu sei que ela existe, e ela está de alguma forma perto. Eu só não pensaria em alcançá-la se eu não quisesse, ou se eu não soubesse da sua existência, ou se eu não a pudesse enxergar.
terça-feira, 25 de maio de 2004
O Muriel me apresentou ao Thomas Demand.
Ele reconstrói o que ele imagina, respresentando a realidade através da semelhança dos objetos, da disposição caótica dos mesmos e das relações entre luz e sombra.
Primeiro, é escultura. Depois, é instalação. Por fim, é fotografia. O resultado é um minimalismo que faz refletir bastante sobre bastantes coisas.
Ouvi ontem à noite o novo EP da Blanched, Blanched Toca Angelopoulos. Estou meio zonza até agora, quando começo a ouvi-lo novamente, pela segunda vez, de manhã, 9 horas, para começar mais um dia de trabalho. Fui dormir pensando nas melodias. acordei pensando em ouvir o disco novamente. É gostar de uma banda de um jeito que não é só o mero gostar, por gostar. É ser pego de jeito por sons que desmontam mesmo. E aí, depois, do primeiro disco que derrubou, vem o outro. Quando ouvi a primeira faixa, ontem à noite, não lembrei dela do show que vi no Motorrad. Quando ouvi hoje, lembrei claramente, que mesmo não entendendo direito as palavras, naquela noite de um final de semana tão longo e cheio de alegrias especiais e extremamente doloridas, a canção me acertou em cheio e agora, pela manhã, voltou todo o impacto entorpecente daquela primeira audição. Me vejo de boca aberta, balançando o corpo, olhos fechados naquela escuridão de fumaça. Eu estou até meio que sem saber o que dizer sobre este disco, lindo, triste, carregado, minimalista que deixou quase totalmente de lado as palavras, que é algo que sempre me pega. Na segunda música, Cada Um, aquela flauta me lembrou logo de cara Mercury Rev. E a voz que fica no fundo falando e falando. É um disco que exige silêncio, para o levar por um escuro do quarto, mas que traz sensações tão boas, também vontades tão boas, tão quentes, de abraçar, de beijar, de chorar, de dizer coisas que estavam para serem ditas fazia tempo. As melhores coisas são ditas no silêncio. No silêncio de um quarto, sem uma palavra, quando as respirações ficam ansiosas. No silêncio de um walkman que leva para longe o que não se quer ouvir e deixa só o que escolhemos para uma manhã nublada - mas não tão fria quanto se pensou que seria. Os climas. O que mais dizer da Blanched? Os climas que eles criam esticando as notas ao máximo e que, parece, nos esticam junto. Essa guitarra que parece colocar uma furadeira dentro da minha cabeça. Outra rasteira. O olhar perdido em algum ponto que ninguem sabe onde está. Eu continuo não sabendo direito o que dizer. Mas sou impulsionada a ouvi-lo e ouvi-lo, como que para conseguir sacar algo que está lá e não consegui pegar ainda. Mas, que está me olhando... E parece que sempre tem mais lá de onde veio isso. Até onde Leonardo, Marcelo, Douglas, Priscila e Daniel irão? Porque eu quero ir junto. Agora não tem mais volta: saiu o novo disco do Blanched. E são estranhas as sensações que ele provoca. Ou não. Na verdade não são nada estranhas. Elas só nos remexem as entranhas. E deixam a gente assim. Quietadas e exultantes ao mesmo tempo. Hoje eu tou melhor, pode saber. E, aí, vem a útima faixa. Com palavras, várias palavras. Tão afiadas quanto os climas instrumentais. Só o violão do começo já valeria a música, mas tem mais, muito mais. Depois de cantar "calma, que essa dor logo passa, essa dor...", eles voltam com seus pensamentos. "Quando eu voltar, espero deixar mais longe, tão longe, a dor que não me deixa esquecer que este cansaço é sem alívio. Quando eu voltar esperto aceitar a tristeza, na crueza da certeza de que os melhores momentos são em silêncio. Quando eu voltar, espero encontrar-te mais forte, mais livre, consciente de que o amor morreu doente." É dificil continuar aqui depois disso. É isso, são essas sensações, que fazem valer tudo. (Adriane Perin)
Eu entrei no Orkut. Eu entrei no Orkut porque ele não é um Friendster. Eu não entrei no Orkut para elencar amigos ou palpitar sobre tudos nas comunidades. Eu entrei no Orkut por causa das comunidades, com objetivos de intercâmbio de idéias e mais conhecimento, e não para dizer qual meu álbum favorito da minha banda favorita. Eu entrei no Orkut porque ele me está parecendo uma ótima ferramenta de conhecimento internacional - o que já se podia conseguir em sites comuns ou em e-groups. Mas no Orkut tudo está mais organizado, mais propício à busca da troca. Eu entrei no Orkut, inicialmente, com o único objetivo de trocar discos com portugueses. No decorrer de uma semana, outras trocas já me vieram à cabeça. Espero as respostas. E que eu seja útil com respostas minhas que preencham buscas alheias.
"Porque eu fiz duas turnês de uma vez só - Vespertine e Greatest Hits - eu vou me recompensar e vou fazer dois álbuns de uma vez só. Eu estou tentando isto pela primeira vez só para ver como vai ser, porque eu sempre faço um disco, termino ele, mixo ele, então saio em turnê. E eu estou sempre devaneiando 'E se eu ficasse em casa mais um mês?', porque muitas vezes você faz suas melhores coisas depois de uma mixagem." (Björk)
segunda-feira, 24 de maio de 2004
O grande erro do ser humano foi destacar-se do restante da natureza por causa da sua inteligência. No entanto, isto seria inevitável, uma vez que a preservação da própria vida e de toda a espécie é o instinto primordial. Por isso toda essa dominação, toda essa tecnologia, toda essa destruição indireta: para facilitar a sobrevivência e evitar a dor a curto prazo. Ou seja, a inteligência não é tão grande assim. Toda vida tem o mesmo valor. Isso é a Ética.
Eu vi o show deles no Goiânia Noise Festival de 2002 e fiquei impressionado.
"Nada que signifique algo pra você", confunde ainda mais a única música com letra e vocal do novo disco do Hurtmold, que acaba de ser gravado no estúdio El Rocha. Batizado de "Mestro", o disco será lançado em maio pela gravadora mineira Submarine, a mesma que lançou os outros três CDs da banda. O Hurtmold é um dos principais nomes de uma nova cena de vanguarda que vem surgindo do rock independente brasileiro e já é conhecido por suas longas incursões instrumentais que viajam por diferentes escolas do rock. (...) (Alexandre Matias, free-lance para a Folha de S.Paulo)
"Nada que signifique algo pra você", confunde ainda mais a única música com letra e vocal do novo disco do Hurtmold, que acaba de ser gravado no estúdio El Rocha. Batizado de "Mestro", o disco será lançado em maio pela gravadora mineira Submarine, a mesma que lançou os outros três CDs da banda. O Hurtmold é um dos principais nomes de uma nova cena de vanguarda que vem surgindo do rock independente brasileiro e já é conhecido por suas longas incursões instrumentais que viajam por diferentes escolas do rock. (...) (Alexandre Matias, free-lance para a Folha de S.Paulo)
Enquanto estraçalham uma loja convencional de CDs.
One corporation owns the 5 major video channels in the US.
Is that OK?
Last year the big 5 record labels together sold about $25 billion dollars of music.
90% of releases on major labels do not make a profit.
Britney Spears' last video cost $1,000,000.
This Korn video cost $150,000.
You have seen $48,000 worth of video.
Will any music channel play this video?
The music "industry" releases 100 singles per week.
Only 4 songs are added to the average radio "playlist" each week.
Hit songs on Top 40 are often repeated over 100 times a week.
Is that all you want to hear?
Why is a song worth .99¢
Do you download songs?
Steal this video.
This is a single.
Two radio conglomerates control 42% of listeners.
The record company wanted to change this video. We didn't.
90% of all singles get to "the hook" within 20 seconds.
98% of all #1 singles are less than 3 30 seconds long.
Does this seem like a formula to you?
With all this said...
We love making music.
Is this the music "business"?
Is that OK?
Thank you for your 3 minutes of time.
Love, Korn.
One corporation owns the 5 major video channels in the US.
Is that OK?
Last year the big 5 record labels together sold about $25 billion dollars of music.
90% of releases on major labels do not make a profit.
Britney Spears' last video cost $1,000,000.
This Korn video cost $150,000.
You have seen $48,000 worth of video.
Will any music channel play this video?
The music "industry" releases 100 singles per week.
Only 4 songs are added to the average radio "playlist" each week.
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Is that all you want to hear?
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This is a single.
Two radio conglomerates control 42% of listeners.
The record company wanted to change this video. We didn't.
90% of all singles get to "the hook" within 20 seconds.
98% of all #1 singles are less than 3 30 seconds long.
Does this seem like a formula to you?
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We love making music.
Is this the music "business"?
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Thank you for your 3 minutes of time.
Love, Korn.
sexta-feira, 21 de maio de 2004
Uma homenagem ao meu passado.
A música tradicionalista gaúcha peca justamente pelo tradicionalismo, pela falta da inovação inerente à arte, o que se justifica pelo fato de ser justamente folclore e de ter utilidade, função - animar bailes. Os temas das letras são repetitivos e gírias gauchescas sectarizam o gênero musical.
No entanto, quanto à melodia, há algumas obras que se destacam. Com a minha memória da época em que eu tocava gaita-ponto e meu senso estético atual, listo aqui as 10 melodias tradicionalistas mais bonitas.
1. Rio Grande tchê (valsa) - Os Serranos
2. Gineteando o temporal (milonga) - Os Monarcas
3. Sina de gaiteiro (milonga) - Os Monarcas
4. Sonhos (canção) - Grupo Candeeiro
5. A chama (xote) - Os Nativos
6. Peão farrapo (chamamé) - Os Garotos De Ouro
7. No fundo dos cafundós (chamarra) - Oiga Tchê
8. Partindo (milonga) - Tchê Barbaridade
9. Embretados (milonga) - Os Monarcas
10. Gaitita (chamarra) - Os Garotos De Ouro
E o Kiko, vocalista dos Serranos que passou um tempo no Grupo Candeeiro e que agora está de volta aos Serranos, merece entrar para o meu rol de filhos da puta, em homenagem.
A música tradicionalista gaúcha peca justamente pelo tradicionalismo, pela falta da inovação inerente à arte, o que se justifica pelo fato de ser justamente folclore e de ter utilidade, função - animar bailes. Os temas das letras são repetitivos e gírias gauchescas sectarizam o gênero musical.
No entanto, quanto à melodia, há algumas obras que se destacam. Com a minha memória da época em que eu tocava gaita-ponto e meu senso estético atual, listo aqui as 10 melodias tradicionalistas mais bonitas.
1. Rio Grande tchê (valsa) - Os Serranos
2. Gineteando o temporal (milonga) - Os Monarcas
3. Sina de gaiteiro (milonga) - Os Monarcas
4. Sonhos (canção) - Grupo Candeeiro
5. A chama (xote) - Os Nativos
6. Peão farrapo (chamamé) - Os Garotos De Ouro
7. No fundo dos cafundós (chamarra) - Oiga Tchê
8. Partindo (milonga) - Tchê Barbaridade
9. Embretados (milonga) - Os Monarcas
10. Gaitita (chamarra) - Os Garotos De Ouro
E o Kiko, vocalista dos Serranos que passou um tempo no Grupo Candeeiro e que agora está de volta aos Serranos, merece entrar para o meu rol de filhos da puta, em homenagem.
quinta-feira, 20 de maio de 2004
Precisa de autorização para tirar foto do Centro Administrativo dentro do terreno do Centro Administrativo. Não precisa de autorização para tirar foto do Centro Administrativo fora do terreno do Centro Administrativo. Precisa de autorização para tirar foto do céu ou da formiga dentro do terreno do Centro Administrativo. Não precisa de autorização para tirar foto do céu ou da formiga fora do terreno do Centro Administrativo.
quarta-feira, 19 de maio de 2004
Um parco relato a partir da minha memória, que não anda 100%.
- Ouviu o disco da Blanched?
- Bá, muito legal! Diferente de tudo o que eu já ouvi. É uma obra...
- E o que mais te chamou a atenção? Que música ou que aspectos?
- É como se fossem dois mundos: um em que as pessoas não querem ver a realidade, e outro em que elas vão até o profundo das questões. Como o filme Matrix.
- E a Blanched seria o Morpheus, quem revela a realidade pras pessoas?
- Sim.
- É o rock psicológico?
- Sim. Mas é mais do que isso. Há várias hierarquias. Tem o emocional e tem algo acima dele, que comanda tudo. Acho que o som de vocês está ali. É impressionante como vocês conseguir usar a mesma linguagem nas vozes, nas melodias, nos timbres, nos arranjos e até na identidade visual do encarte do CD. Tudo passa o mesmo sentimento.
- Dificilmente eu vou ouvir coisas mais interessantes sobre o disco. Não quer escrever um release pra banda (risos)?
- Eu posso escrever. Eu posso escrever o que eu senti na primeira audição e depois ouvir de novo e escrever o que eu senti na segunda audição, como eu gosto de fazer com livros. Aí eu te mostro.
- Perfeito! A gente inclusive está fazendo um release de sete página, seis das quais são de impressões das outras pessoas sobre a banda. Aí, se tu autorizar, a gente pode incluir esses teus escritos.
- Ouviu o disco da Blanched?
- Bá, muito legal! Diferente de tudo o que eu já ouvi. É uma obra...
- E o que mais te chamou a atenção? Que música ou que aspectos?
- É como se fossem dois mundos: um em que as pessoas não querem ver a realidade, e outro em que elas vão até o profundo das questões. Como o filme Matrix.
- E a Blanched seria o Morpheus, quem revela a realidade pras pessoas?
- Sim.
- É o rock psicológico?
- Sim. Mas é mais do que isso. Há várias hierarquias. Tem o emocional e tem algo acima dele, que comanda tudo. Acho que o som de vocês está ali. É impressionante como vocês conseguir usar a mesma linguagem nas vozes, nas melodias, nos timbres, nos arranjos e até na identidade visual do encarte do CD. Tudo passa o mesmo sentimento.
- Dificilmente eu vou ouvir coisas mais interessantes sobre o disco. Não quer escrever um release pra banda (risos)?
- Eu posso escrever. Eu posso escrever o que eu senti na primeira audição e depois ouvir de novo e escrever o que eu senti na segunda audição, como eu gosto de fazer com livros. Aí eu te mostro.
- Perfeito! A gente inclusive está fazendo um release de sete página, seis das quais são de impressões das outras pessoas sobre a banda. Aí, se tu autorizar, a gente pode incluir esses teus escritos.
(Blakemurdercase.)
27/02/2003: Em tribunal, o advogado de Blake tentou anular a credibilidade do William Welch, o detetive particular que testemunhou ontem que Blake havia comentado com ele sobre seu desejo de matar Bonny Lee Bakley, alegando que Welch continua trabalhando com Blake por um ano depois da suposta conversa. Um guarda-costas de Hollywood testemunhou que Blake ofereceu a ele 10.000 dólares para matar Bakley, e que inclusive Blake sugeriu vários métodos de assassinato, incluindo a forma com que Bakley foi morta em maio de 2001.
03/03/2003: "É só outro episódio num caso que está sendo glamurizado e transformado em algo que não é... É um caso feito para os tablóides de Hollywood, e não realidade... Quando você olha as provas e as coloca num microscópio, não há nada lá." Thomas Mesereau Jr.
04/03/2003: Ronald Hambleton, o guarda-costas usado como testemunha pela acusação, disse que Blake disse a ele - ao comentar de seus planos de ter sua esposa morta - que ele não tinha medo de ser interrogado pela polícia porque "Eu sou um ator".
05/03/2003: Blake reclama que a investigação policial sobre a morte de Bonny Lee Bakley está focada apenas nele, excluindo todas as outras possibilidades.
10/03/2003: A advogada de defesa Arna Zlotnik causou o detetive Brian Tyndall de não gravar interrogatórios e de não ser claro em detalhes importantes do caso.
13/03/2003: O juiz da Corte Suprema Lloyd Nash determinou hoje que Robert Blake deve ser julgado por assassinato com a circunstância especial de "lying in wait", mas determinou uma fiança de 1,5 milhões de dólares. E ele, de fato, foi solto.
27/03/2003: Um advogado de Los Angeles diz que sua cliente, a atriz Diane Matson, ouviu o filho do Marlon Brando, Christian, contando a Ronald Hambleton - acusado de ter sido contratado para matar Bonny Lee Bakley - que Bakley seria morta.
31/10/2003: As acusações de conspiração contra Robert Blake e Earle Caldwell foram retiradas. A acusação de assassinato contra Blake continua, e seu julgamento está marcado para o dia 9 de fevereiro de 2004.
27/01/2004: Reportagem do Chicago Sun Times: a defesa vai alegar que a polícia "plantou" o sangue que foi encontrado na camiseta que Blake usou na noite em que sua esposa foi morta.
29/01/2004: O advogado de Blake pediu permissão para comentar com o júri que, passados três anos, a polícia ainda não foi capaz de estabelecer uma conexão entre Robert Blake e a arma que matou Bonny Lee Bakley.
03/02/2004: No tribunal, Thomas Mesereau Jr disse que havia mais motivos para Christian Brando matar Bonny Lee Bakley do que para Blake. Bakley envolveu-se com ele antes de conhecer Blake e quando ela ficou grávida de Blake, inicialmente contou a Christian que o filho era dele. O juiz determinou que a defesa não pode sugerir ao júri que Brando tenha sido o responsável.
27/02/2003: Em tribunal, o advogado de Blake tentou anular a credibilidade do William Welch, o detetive particular que testemunhou ontem que Blake havia comentado com ele sobre seu desejo de matar Bonny Lee Bakley, alegando que Welch continua trabalhando com Blake por um ano depois da suposta conversa. Um guarda-costas de Hollywood testemunhou que Blake ofereceu a ele 10.000 dólares para matar Bakley, e que inclusive Blake sugeriu vários métodos de assassinato, incluindo a forma com que Bakley foi morta em maio de 2001.
03/03/2003: "É só outro episódio num caso que está sendo glamurizado e transformado em algo que não é... É um caso feito para os tablóides de Hollywood, e não realidade... Quando você olha as provas e as coloca num microscópio, não há nada lá." Thomas Mesereau Jr.
04/03/2003: Ronald Hambleton, o guarda-costas usado como testemunha pela acusação, disse que Blake disse a ele - ao comentar de seus planos de ter sua esposa morta - que ele não tinha medo de ser interrogado pela polícia porque "Eu sou um ator".
05/03/2003: Blake reclama que a investigação policial sobre a morte de Bonny Lee Bakley está focada apenas nele, excluindo todas as outras possibilidades.
10/03/2003: A advogada de defesa Arna Zlotnik causou o detetive Brian Tyndall de não gravar interrogatórios e de não ser claro em detalhes importantes do caso.
13/03/2003: O juiz da Corte Suprema Lloyd Nash determinou hoje que Robert Blake deve ser julgado por assassinato com a circunstância especial de "lying in wait", mas determinou uma fiança de 1,5 milhões de dólares. E ele, de fato, foi solto.
27/03/2003: Um advogado de Los Angeles diz que sua cliente, a atriz Diane Matson, ouviu o filho do Marlon Brando, Christian, contando a Ronald Hambleton - acusado de ter sido contratado para matar Bonny Lee Bakley - que Bakley seria morta.
31/10/2003: As acusações de conspiração contra Robert Blake e Earle Caldwell foram retiradas. A acusação de assassinato contra Blake continua, e seu julgamento está marcado para o dia 9 de fevereiro de 2004.
27/01/2004: Reportagem do Chicago Sun Times: a defesa vai alegar que a polícia "plantou" o sangue que foi encontrado na camiseta que Blake usou na noite em que sua esposa foi morta.
29/01/2004: O advogado de Blake pediu permissão para comentar com o júri que, passados três anos, a polícia ainda não foi capaz de estabelecer uma conexão entre Robert Blake e a arma que matou Bonny Lee Bakley.
03/02/2004: No tribunal, Thomas Mesereau Jr disse que havia mais motivos para Christian Brando matar Bonny Lee Bakley do que para Blake. Bakley envolveu-se com ele antes de conhecer Blake e quando ela ficou grávida de Blake, inicialmente contou a Christian que o filho era dele. O juiz determinou que a defesa não pode sugerir ao júri que Brando tenha sido o responsável.
terça-feira, 18 de maio de 2004
Conhecimentos do meio-dia.
1. O Donald Kaufman na verdade não existe.
2. Os Flaming Lips estão cotados para o CPF 2005.
3. Os Flaming Lips andaram sendo banda de apoio do Beck [foto].
4. Queriam ser banda de apoio também de Björk e Bowie.
5. Wayne diz que o Sonic Youth continua fazendo a mesma coisa.
6. Ele não entende a postura do Radiohead de não gostar da fama.
7. Decepcionou-se com o Beck, disse que ele é cheio de frescuras.
8. O guitarrista Steven Drozd já foi baterista dos Lips.
9. O original saiu porque Drozd usava heroína, e ele não tolerava nem cigarro na van.
1. O Donald Kaufman na verdade não existe.
2. Os Flaming Lips estão cotados para o CPF 2005.
3. Os Flaming Lips andaram sendo banda de apoio do Beck [foto].
4. Queriam ser banda de apoio também de Björk e Bowie.
5. Wayne diz que o Sonic Youth continua fazendo a mesma coisa.
6. Ele não entende a postura do Radiohead de não gostar da fama.
7. Decepcionou-se com o Beck, disse que ele é cheio de frescuras.
8. O guitarrista Steven Drozd já foi baterista dos Lips.
9. O original saiu porque Drozd usava heroína, e ele não tolerava nem cigarro na van.
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"Eu gostei mais da 2, da 3 e da 4. Principalmente da 2, que tem aquele murmúrio no fundo. Ai, eu acho que vocês vão fazer sucesso com essas músicas! Vocês já tem MP3 delas? Não querem que eu coloque no Kazaa?" (filha do comprador do BTA #007)
"Eu ouvi o CD da Blanched no fim de semana e ele é muito bom. Meu irmão também gostou, falou que foi uma boa aquisição. É um som específico, mas se a pessoa ouve aberta ao som, ele toca de alguma forma. Eu vejo pela Roberta, minha colega, que achou muito bom também." (comprador do BTA #002)
"Eu ouvi o CD da Blanched no fim de semana e ele é muito bom. Meu irmão também gostou, falou que foi uma boa aquisição. É um som específico, mas se a pessoa ouve aberta ao som, ele toca de alguma forma. Eu vejo pela Roberta, minha colega, que achou muito bom também." (comprador do BTA #002)
segunda-feira, 17 de maio de 2004
Joss: O que a ciência tem feito por vocês ultimamemente? Vocês estão mais felizes? Nós estamos mais felizes? Nosso mundo é fundamentalmente um lugar melhor? Nos fazemos compra em casa, nós navegamos na internet... e nós nos sentimos cada vez mais vazios e sozinhos e mais isolado do outro do que em qualquer outra época da história da humanidade...
Veganiano: Vocês são uma interessante espécie; uma interessante mistura. Capazes de ter lindos sonhos, assim como pesadelos horríveis. Tecnologicamente você têm avançado bem depressa - mas ainda... vocês estão tão perdidos. Tão isolados... e tão tristes.
(do roteiro de Contato, adaptado do livro do Carl Sagan, em filme dirigido pelo Robert Zemeckis, que comandou o também filosófico Náufrago)
Contato é um filme que me marcou. Na primeira vez que eu vi, eu tive um sonho emocionante (*). Agora, com essa minha retomada da sci-fi com O Chamado, Minority Report e Philip K. Dick, decidi vê-lo de novo, também porque a Manuela ainda não tinha visto. E sabia que eu ia gostar ainda mais do que na outra vez. E foi o que aconteceu. Ainda por cima tive outro sonho emocionante: tive uma idéia interessante para um videoclipe.
(* Sonhei que vi uma luz rosa no céu, que se materializou em aranha. Comentei com o meu pai, que era da Aeronáutica, que eu não sabia se os alienígenas eram aranhas ou se eles tinham se transformado em aranhas porque leram nossa mente e viram que temos medo delas. Fim do sonho. No dia seguinte, vi um programa sobre UFOs na tevê em que um piloto americano dizia ter visto uma luz rosa no céu.)
Veganiano: Vocês são uma interessante espécie; uma interessante mistura. Capazes de ter lindos sonhos, assim como pesadelos horríveis. Tecnologicamente você têm avançado bem depressa - mas ainda... vocês estão tão perdidos. Tão isolados... e tão tristes.
(do roteiro de Contato, adaptado do livro do Carl Sagan, em filme dirigido pelo Robert Zemeckis, que comandou o também filosófico Náufrago)
Contato é um filme que me marcou. Na primeira vez que eu vi, eu tive um sonho emocionante (*). Agora, com essa minha retomada da sci-fi com O Chamado, Minority Report e Philip K. Dick, decidi vê-lo de novo, também porque a Manuela ainda não tinha visto. E sabia que eu ia gostar ainda mais do que na outra vez. E foi o que aconteceu. Ainda por cima tive outro sonho emocionante: tive uma idéia interessante para um videoclipe.
(* Sonhei que vi uma luz rosa no céu, que se materializou em aranha. Comentei com o meu pai, que era da Aeronáutica, que eu não sabia se os alienígenas eram aranhas ou se eles tinham se transformado em aranhas porque leram nossa mente e viram que temos medo delas. Fim do sonho. No dia seguinte, vi um programa sobre UFOs na tevê em que um piloto americano dizia ter visto uma luz rosa no céu.)
O dinamarquês Thomas Vintenberg, amigo do Lars Von Trier, fez um grande poema sobre o aquecimento do globo que não ficou muito atrás não de Dogville - o segundo-melhor-filme-de-todos-os-tempos. It's All About Love (Dogma Do Amor) não merece mais comentários: merece ser visto, mais de uma vez.
Se você não se importa, pode sentir o melhor do filme, o narrador Sean Penn, o alter-ego do diretor, do poeta, do artista, do gênio, do filho da puta, aqui:
Marciello:
There is so much love in the world, John, so much love. And there is death. Maybe mostly death at the moment. People are dying in the streets because they miss each other, miss love, miss closeness. Look - I'm forgetting something. I have... I have a note about you. It says "the lovers met"... "the lovers met, and..." and I can't read my own note. I make a note and I can't read it. It's an important note. An old note.
The disorder of the world? You and Elena. It's all connected some how, it's all connected...
John, I... I would love to be with you. You would give me a cigarette. We would smoke together, me my little brother and his love. We should have stayed together as a family. Instead you are there and I am - here. It' s wrong everybody is away from each other occupied with their own - occupied with their own shit. Forgetting about each other. We should have stayed together by the lake back home. I will never forget the lake. You kissed her. And now... It's freezing all over the world. But you must live. You must survive - both of you. So kiss her John, save her. You must be... You belong together, you and Elena. The world is a good place, John. Look at it. It is a good place.
John, you're probably out there somewhere in the snow. Both of you. It's like the old days? As for me, it's incredible. I'm going to end my days in row 21. I can't think of a better place to die. It's snowing all over the world, so we can't land - and your big brother is a little bit frightened... But I did finish my report on the state of the world. I wrote: They made it? About you, about love. What can I say? It's all about love. And that's the way it should be. John, are you there? You're probably out there somewhere. Sleeping. Sleep well, John.
(do roteiro de It's All About Love)
Grifos meus. "Às vezes eu acho que as pessoas pelas quais devemos nos sentir mais tristes são aquelas que são incapazes de se relacionar com o profundo - pessoas como o chato do meu cunhado, um cara cordial, tão preocupado com a normalidade e com a adaptação que elimina qualquer chance de singularidade para si mesmo e sua própria personalidade. Eu me pergunto se, algum dia, quando for mais velho, vai acordar e, no âmago de si mesmo, vai se dar conta de que nunca se permitiu existir verdadeiramente, e vai chorar de arrependimento, vergonha e dor". (COUPLAND, Douglas. Primeiro o amor, depois o desencanto e o resto de nossas vidas.)
"Gostei bastante da primeira, que eu ouvi várias vezes, e da última, que tem aquela suavidade gostosa. Gostei da capa, também, ficou tudo muito artístico. Fizeram muito bem em ter feito este disco. Eu ouvi o CD no carro, e o carro ficou o fim de semana com os meus filhos, e quando eu fui pegá-lo hoje o CD ainda estava lá. Eles devem ter escutado o CD o fim de semana todo." (compradora do Blanched Toca Angelopoulos #004)
sexta-feira, 14 de maio de 2004
quinta-feira, 13 de maio de 2004
Blanched toca Angelopoulos.
Primeira unidade comprada de mim:
001. Silvana, minha psiquiatra. ("Não vejo a hora de ouvir!")
Ambos ficamos honrados com o feito.
Primeira unidade comprada de mim:
001. Silvana, minha psiquiatra. ("Não vejo a hora de ouvir!")
Ambos ficamos honrados com o feito.
"Num mundo em que a maioria das coisas não faz sentido, é confortante ouvir Blanched. Parabéns pela premiére." (Caco Rocha)
quarta-feira, 12 de maio de 2004
(Blakemurdercase.)
02/05/2002: Uma lista escrita por Earle Caldwell, encontrada no jipe dele no dia 19 de junho, contendo itens como fita adesiva, tapetes velhos e pás, é, de acordo com a acusação, uma maldita evidência que revela "consistentes planos de assassinar" Bonny Lee Bakley.
03/05/2002: Christina Scheier, uma velha amiga de Bonny Lee Bakley - que estava temporariamente afstada dela depois que Bakley roubou sua identidade - vendeu os direitos de filmagem de um livro que ela está escrevendo sobre a vida de Bakley.
18/05/2002: Audiência sobre fiança marcada para hoje. A defesa quer Blake solto (ele está na cadeia desde 18 de abril), argumentando que o "lying in wait" que justifica a prisão sem fiança é inconstitucional. A acusação entende que Blake poderia fugir.
24/10/2002: Duas armas, um capuz feito com meia e um par de luvas foram encontrados aparentemente escondidos num curral na propriedade de Robert Blake.
28/10/2002: Harland Braun abandona o caso porque Blake deu entrevista para a televisão.
26/11/2002: Os novos advogados são Thomas Mesereau Jr. e Jennifer Keller.
14/01/2003: A advogada mulher também saiu do caso pela insistência de Blake em falar para a mídia.
26/01/2003: Sua entrevista vai ao ar. Ele insiste que é inocente e que não espera ser condenado; mas que ele não tem medo, porque "já é um homem morto" (uma declaração bem ao estilo de Blake).
02/05/2002: Uma lista escrita por Earle Caldwell, encontrada no jipe dele no dia 19 de junho, contendo itens como fita adesiva, tapetes velhos e pás, é, de acordo com a acusação, uma maldita evidência que revela "consistentes planos de assassinar" Bonny Lee Bakley.
03/05/2002: Christina Scheier, uma velha amiga de Bonny Lee Bakley - que estava temporariamente afstada dela depois que Bakley roubou sua identidade - vendeu os direitos de filmagem de um livro que ela está escrevendo sobre a vida de Bakley.
18/05/2002: Audiência sobre fiança marcada para hoje. A defesa quer Blake solto (ele está na cadeia desde 18 de abril), argumentando que o "lying in wait" que justifica a prisão sem fiança é inconstitucional. A acusação entende que Blake poderia fugir.
24/10/2002: Duas armas, um capuz feito com meia e um par de luvas foram encontrados aparentemente escondidos num curral na propriedade de Robert Blake.
28/10/2002: Harland Braun abandona o caso porque Blake deu entrevista para a televisão.
26/11/2002: Os novos advogados são Thomas Mesereau Jr. e Jennifer Keller.
14/01/2003: A advogada mulher também saiu do caso pela insistência de Blake em falar para a mídia.
26/01/2003: Sua entrevista vai ao ar. Ele insiste que é inocente e que não espera ser condenado; mas que ele não tem medo, porque "já é um homem morto" (uma declaração bem ao estilo de Blake).
. . . poucas pessoas adultas tratariam quatro crianças assim como tu nos trata e sempre nos tratou: de igual para igual, sem um pingo de arrogância, sem aquele ar de superioridade e sem aquela nossa velha e conhecida expressão de sarcasmo e até um pouco de cinismo no rosto. (...)
Beijos
Ao ler esta parte da carta que os amigos da Manuela - da 7ª série do colégio Anchieta - escreveram para ela, comentei em voz alta, para eles, algum grunhido, algum som de indignação, ao perceber que "adultos" podem tratar "crianças" com diferença. Aos meus grunhidos quase que eles não entendiam se eu estava gostando ou não das palavras deles, quando que a resposta era sim, claro. Das palavras e também das almas que espiavam pelos olhos dos 3/4 (Nana, Arthur e Rê) que eu conheci naquele dia. E pelo menos a Nana - a mais falante - demonstrou - em blog - que teve simpatia por mim. Indignei-me porque muitos dos adultos já estão mortos, apenas zumbizando por aí. Como eu sempre digo que disse o Bukowski: "Quase todo mundo nasce gênio e é enterrado imbecil". Eu acho que uma pessoa completa e resolvida contém todos seus anos decorridos dentro de si. Certos processos que alguns defendem como de amadurecimento, eu chamaria de endurecimento ou descoloração da vida. Depois de grunhir, e de fazer algum silêncio, acrescentei "É assim que 'eles' nos tratam também".
Beijos
Nana, Jut, Arthur e Rê
Ao ler esta parte da carta que os amigos da Manuela - da 7ª série do colégio Anchieta - escreveram para ela, comentei em voz alta, para eles, algum grunhido, algum som de indignação, ao perceber que "adultos" podem tratar "crianças" com diferença. Aos meus grunhidos quase que eles não entendiam se eu estava gostando ou não das palavras deles, quando que a resposta era sim, claro. Das palavras e também das almas que espiavam pelos olhos dos 3/4 (Nana, Arthur e Rê) que eu conheci naquele dia. E pelo menos a Nana - a mais falante - demonstrou - em blog - que teve simpatia por mim. Indignei-me porque muitos dos adultos já estão mortos, apenas zumbizando por aí. Como eu sempre digo que disse o Bukowski: "Quase todo mundo nasce gênio e é enterrado imbecil". Eu acho que uma pessoa completa e resolvida contém todos seus anos decorridos dentro de si. Certos processos que alguns defendem como de amadurecimento, eu chamaria de endurecimento ou descoloração da vida. Depois de grunhir, e de fazer algum silêncio, acrescentei "É assim que 'eles' nos tratam também".
Agora sim: Tristes dos que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera, no Trama Virtual.
Revoluções internas.
[14 anos] Entrei para o grupo de danças do CTG e comecei a socializar mais.
[16 anos] Fiquei mais livre e independente porque meus pais se separaram, eu fui morar em Novo Hamburgo, com a minha mãe, e ingressei na universidade.
[18 anos] Conheci o rock alternativo e o Luís, que me ensinou sobretudo a refletir sobre mim mesmo, a me autoconhecer.
[20 anos] Estado alterado da mente, que ajudou a formar meu imaginário criativo e também no meu autoconhecimento - apesar do efeito atrofiante das bengalas.
[25 anos] Eu e a Manuela nos descobrimos (real love), parei de fumar e ela me apresentou a psicoterapia, para eu atacar aquilo que parecia fazer parte da vida mas não era: era, na verdade, depressão.
[14 anos] Entrei para o grupo de danças do CTG e comecei a socializar mais.
[16 anos] Fiquei mais livre e independente porque meus pais se separaram, eu fui morar em Novo Hamburgo, com a minha mãe, e ingressei na universidade.
[18 anos] Conheci o rock alternativo e o Luís, que me ensinou sobretudo a refletir sobre mim mesmo, a me autoconhecer.
[20 anos] Estado alterado da mente, que ajudou a formar meu imaginário criativo e também no meu autoconhecimento - apesar do efeito atrofiante das bengalas.
[25 anos] Eu e a Manuela nos descobrimos (real love), parei de fumar e ela me apresentou a psicoterapia, para eu atacar aquilo que parecia fazer parte da vida mas não era: era, na verdade, depressão.
Em tempo: eu não vejo sinopses e etc. para ter as mínimas pré-impressão e expectativa possíveis sobre o filme. Tabula rasa. Percepção primeva. Abertura.
terça-feira, 11 de maio de 2004
Histórias do meio-dia.
1. Um lateral esquerdo do Inter da década de 90 foi morar na Alemanha. Ele tem duas filhas, uma com 11 anos e outra com 4, na época. A filha com 4 anos era intérprete da irmã de 11.
2. Um cara invadiu a casa dum caminhoneiro, estuprou a mulher dele e depois matou ela e os filhos. Na delegacia, o caminhoneiro pediu para ver o tal cara. Deixaram. Ele tirou uma arma do saco (o escrotal, mesmo) e descarregou no tal cara, dizendo "A minha vida já tinha acabado mesmo, podem fazer o que quiserem comigo". O delegado e o prefeito reuniram-se e decidiram deixá-lo vender todas suas coisas e fugir para bem longe.
1. Um lateral esquerdo do Inter da década de 90 foi morar na Alemanha. Ele tem duas filhas, uma com 11 anos e outra com 4, na época. A filha com 4 anos era intérprete da irmã de 11.
2. Um cara invadiu a casa dum caminhoneiro, estuprou a mulher dele e depois matou ela e os filhos. Na delegacia, o caminhoneiro pediu para ver o tal cara. Deixaram. Ele tirou uma arma do saco (o escrotal, mesmo) e descarregou no tal cara, dizendo "A minha vida já tinha acabado mesmo, podem fazer o que quiserem comigo". O delegado e o prefeito reuniram-se e decidiram deixá-lo vender todas suas coisas e fugir para bem longe.
Eu tento ver um filme sem ter sabido absolutamente NADA sobre ele: sem ler resenhas, sem ler sinopses, sem ouvir amigos contando partes. Basta uma indicação "É bom" ou ser de um diretor que eu já conheço e de que eu gosto.
Isto aqui embaixo é que é relevância! E!
Carne Viva, Em - Suspense
Duração: 113 minutos
Frannie (Meg Ryan) é uma professora solitária de Nova York que não tem sorte em relacionamentos e encontros amorosos. Ela descobre o lado obscuro da paixão quando se envolve com um detetive grosseiro que investiga um assassinato em sua vizinhança. Pela primeira vez em sua carreira, Meg Ryan fica nua em cenas com forte apelo sexual. Da mesma diretora de O Piano e Fogo Sagrado. Baseado no romance homônimo de Susanna Moore. (Guia de cinema do Terra)
Isto aqui embaixo é que é relevância! E!
Carne Viva, Em - Suspense
Duração: 113 minutos
Frannie (Meg Ryan) é uma professora solitária de Nova York que não tem sorte em relacionamentos e encontros amorosos. Ela descobre o lado obscuro da paixão quando se envolve com um detetive grosseiro que investiga um assassinato em sua vizinhança. Pela primeira vez em sua carreira, Meg Ryan fica nua em cenas com forte apelo sexual. Da mesma diretora de O Piano e Fogo Sagrado. Baseado no romance homônimo de Susanna Moore. (Guia de cinema do Terra)
Depois do Felipe falar do ferramenta de idiomas do google, o Galera falou do auto-resumo do word. Peguei aquele texto do Jabor famoso neste blog, resumi em 15% e tasquei dentro das traduções automáticas. Por fim, fiz uma adaptação mínima no resultado.
"Weltcareta tremeu, para o perigo, para a ameaça feliz do além. Após o exemplo da parede de Berlim, todos transformar-se-iam naquela mcdonaldização que caiu também para o país, o vexame na Ásia da Rússia. Weisen esbarrou na cultural diferença, nas forças relativas infelizes, na densidade de Superstition, na tradição dentro dos Balcãs, sem bainhas finas. Já o cibernético não tem uma recusa no mundo, porém o aceita ligeiramente como wiedergutzumachendes. No mundo central, nós temos a capacidade fria da Hauptstroemungsand de esponjas. A esperança é o novo formulário do nascimento concedido para sobreviver neste mundo decepcionante."
"Weltcareta tremeu, para o perigo, para a ameaça feliz do além. Após o exemplo da parede de Berlim, todos transformar-se-iam naquela mcdonaldização que caiu também para o país, o vexame na Ásia da Rússia. Weisen esbarrou na cultural diferença, nas forças relativas infelizes, na densidade de Superstition, na tradição dentro dos Balcãs, sem bainhas finas. Já o cibernético não tem uma recusa no mundo, porém o aceita ligeiramente como wiedergutzumachendes. No mundo central, nós temos a capacidade fria da Hauptstroemungsand de esponjas. A esperança é o novo formulário do nascimento concedido para sobreviver neste mundo decepcionante."
Sonic Nurse por Sonic Youth: "uma mistura de Bare Trees do Fleetwood Mac com Jealous Again do Black Flag".
O site deles está de volta, com uma estética filha da puta como tudo o mais relacionado a esta banda.
Uma das regras do próximo álbum, Bleed Through, a ser lançado este ano, com produção do Rick Rubin, é que os arranjos podem ter somente "vozes monofônicas" (notas). Nenhum acorde. Nenhum.
Tracklist:
01 Sex hole (Bleeding)
02 Peace corpse
03 Necronomitron [ft. Lords Of Acid]
04 The pissing
05 Goethe bloat
06 Colossostomy bag (Fudge sac)
07 Cancer scythe
08 Puddle of bludd
09 Fuck cog
10 Supercircumsize me
11 Amputeen
12 Oil pig
13 Jesus cunste (Passion of the cross'd)
14 Vamp pyre
15 Sexy slit f**ker
16 D3lit3
17 I'm deep down in a dark black hole with nothing but my pain and hate and blood to sup on (Hitler fist)
Bonus track: Crack slut crunk (Lil' Jon recruciremixion)
"(...) a moral precisa ser corrompida urgentemente, pois a ética pede passagem. a arte não tem uma forma, não tem um limite e seus vetores não devem ir ao banco público dos réus. e mais, se eles quisessem apenas alguém que repetisse os hits mercadológicos, liguem um rádio, toquem um cd ou façam um desfile de modelos anoréxicas que aparecem nas páginas das revistas como exemplos (...)" (sérgio rrocha experiência)
segunda-feira, 10 de maio de 2004
Dois integrantes do quarteto Sigur Rós formaram projetos paralelos: o vocalista Jonsí Thor Birgisson está compondo músicas para um projeto chamado Frakkur, enquanto que o tecladista Kjartan Sveinsson formou The Lonesome Traveller, juntamente com o baterista do Sigur Rós, Orri Páll DýRason. Eles estão coverizando quatro músicas do próprio Sigur Rós - Lugufrelsarinn, Dauðalagið, Hjartað Hamast e Leit af Lífi - numa "veia" alt-country.
The good spam.
Por que o tempo parece acelerar?
(Airton Luiz Mendonça)
O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Então... quando tempo suficiente houver passado, você perderá completamente a noção das horas, dos dias... ou anos. Estou exagerando para efeito didático, mas em essência é o que ocorreria.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Se alguém tirar estes sinais sensoriais da nossa vida, simplesmente perdemos a noção da passagem do tempo.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho. Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia. Para que não fiquemos loucos, o cérebro faz parecer que nós não vimos, não sentimos e não vivenciamos aqueles pensamentos automáticos, repetidos, iguais.
Por isso, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e "apagando" as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir, tudo parece muito complicado, o câmbio, os espelhos, os outros veículos... nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular (proibido no Brasil), ao mesmo tempo. E você usa apenas uma pequena "área" da atenção para isso.
Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência). Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa... são apagados de sua noção de passagem do tempo... Porque estou explicando isso? Que relação tem isso com a aparente aceleração do tempo? Tudo.
A primeira vez que isso me ocorreu foi quando passei três meses nas florestas de New Hampshire, Estados Unidos, morando em uma cabana. Era tudo tão diferente, as pessoas, a paisagem, a língua, que eu tinha dores de cabeça sempre que viajava em uma estrada, porque meu cérebro ficava lendo todas as placas (eu lia mesmo, pois era tudo novidade, para mim). Foram somente três meses, mas ao final do segundo mes eu já me sentia como se estivesse há um ano longe do Brasil. Foi quando comecei a pesquisar a razão dessa diferença de percepção.
Bastou eu voltar ao Brasil e o tempo voltou a "acelerar". Pelo menos, assim parecia. Veja, quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... r-o-t-i-n-a. Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto: mude e marque. Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia); Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe da formatura de sua turma, visite parentes distantes, vá a uma final de campeonato, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no natal, ou faça os enfeites com frutas da região e a participação das crianças, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor - faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras... v-i-v-a. Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado (a) com alguém disposto (a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais... vivo... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí. Se você não tiver mais a esposa, ou o marido, cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes. Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.
Por que o tempo parece acelerar?
(Airton Luiz Mendonça)
O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Então... quando tempo suficiente houver passado, você perderá completamente a noção das horas, dos dias... ou anos. Estou exagerando para efeito didático, mas em essência é o que ocorreria.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Se alguém tirar estes sinais sensoriais da nossa vida, simplesmente perdemos a noção da passagem do tempo.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho. Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia. Para que não fiquemos loucos, o cérebro faz parecer que nós não vimos, não sentimos e não vivenciamos aqueles pensamentos automáticos, repetidos, iguais.
Por isso, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e "apagando" as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir, tudo parece muito complicado, o câmbio, os espelhos, os outros veículos... nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular (proibido no Brasil), ao mesmo tempo. E você usa apenas uma pequena "área" da atenção para isso.
Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência). Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa... são apagados de sua noção de passagem do tempo... Porque estou explicando isso? Que relação tem isso com a aparente aceleração do tempo? Tudo.
A primeira vez que isso me ocorreu foi quando passei três meses nas florestas de New Hampshire, Estados Unidos, morando em uma cabana. Era tudo tão diferente, as pessoas, a paisagem, a língua, que eu tinha dores de cabeça sempre que viajava em uma estrada, porque meu cérebro ficava lendo todas as placas (eu lia mesmo, pois era tudo novidade, para mim). Foram somente três meses, mas ao final do segundo mes eu já me sentia como se estivesse há um ano longe do Brasil. Foi quando comecei a pesquisar a razão dessa diferença de percepção.
Bastou eu voltar ao Brasil e o tempo voltou a "acelerar". Pelo menos, assim parecia. Veja, quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... r-o-t-i-n-a. Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto: mude e marque. Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia); Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe da formatura de sua turma, visite parentes distantes, vá a uma final de campeonato, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no natal, ou faça os enfeites com frutas da região e a participação das crianças, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor - faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras... v-i-v-a. Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado (a) com alguém disposto (a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais... vivo... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí. Se você não tiver mais a esposa, ou o marido, cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes. Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.
sábado, 8 de maio de 2004
(Blakemurdercase.)
20/04/2002:
"Depois de milhares e milhares de horas de investigação pelo LAPD (Los Angeles Police Department), eles concluíram que Robert Blake e Earle Caldwell são os responsáveis pela morte de Bonny Bakley" (Cary Goldstein, advogado da família Bakley)
"Robert Blake atirou em Bonny Bakley... Acreditamos que o motivo de Robert Blake tinha desprezo por Bonny Bakley. Ele sentia que estava preso num casamento do qual ele não queria fazer parte." (capitão do LAPD Jim Tatreau)
"Eu acredito que o verdadeiro assassino ainda está às soltas." (Harland Braun, advogado de Blake)
Blake continua preso sem fiança e seu celular está sendo checado a cada 15 minutos. Harland Braun acusou a polícia de ter tido uma pressa desesperada para resolver o caso.
21/04/2002: The New York Daily News informa que a polícia de Los Angeles confirma que é de Robert Blake a arma que matou Bonny Lee Bakley, apesar de o número seriam ter sido apagado da arma (o artigo explica como o número foi redescoberto).
24/04/2002: Dois dublês são esperados para testemunhar que Blake tentou contratá-los para matar sua esposa. "Esses são os típicos tipos de testemunhas que aparecem em casos com grande publicidade. Eles não tem como provar o que eles dizem, e eles têm uma história que os coloca direto no centro do caso." (Harland Braun, negando que Blake tenha contratado alguém para matar Bakley)
25/04/2002: A promotoria anuncia que não irá requerer pena de morte para Robert Blake. No entanto, pela legislação da Califórnia, cilada/emboscada é uma circunstância especial que faz do assassinato uma ofensa punível com pena de morte.
01/05/2002: A defesa pergunta se Blake pode ser solto mediante um milhão de dólares de fiança. A acusação não quer ele solto de forma alguma. Fiança negada.
20/04/2002:
"Depois de milhares e milhares de horas de investigação pelo LAPD (Los Angeles Police Department), eles concluíram que Robert Blake e Earle Caldwell são os responsáveis pela morte de Bonny Bakley" (Cary Goldstein, advogado da família Bakley)
"Robert Blake atirou em Bonny Bakley... Acreditamos que o motivo de Robert Blake tinha desprezo por Bonny Bakley. Ele sentia que estava preso num casamento do qual ele não queria fazer parte." (capitão do LAPD Jim Tatreau)
"Eu acredito que o verdadeiro assassino ainda está às soltas." (Harland Braun, advogado de Blake)
Blake continua preso sem fiança e seu celular está sendo checado a cada 15 minutos. Harland Braun acusou a polícia de ter tido uma pressa desesperada para resolver o caso.
21/04/2002: The New York Daily News informa que a polícia de Los Angeles confirma que é de Robert Blake a arma que matou Bonny Lee Bakley, apesar de o número seriam ter sido apagado da arma (o artigo explica como o número foi redescoberto).
24/04/2002: Dois dublês são esperados para testemunhar que Blake tentou contratá-los para matar sua esposa. "Esses são os típicos tipos de testemunhas que aparecem em casos com grande publicidade. Eles não tem como provar o que eles dizem, e eles têm uma história que os coloca direto no centro do caso." (Harland Braun, negando que Blake tenha contratado alguém para matar Bakley)
25/04/2002: A promotoria anuncia que não irá requerer pena de morte para Robert Blake. No entanto, pela legislação da Califórnia, cilada/emboscada é uma circunstância especial que faz do assassinato uma ofensa punível com pena de morte.
01/05/2002: A defesa pergunta se Blake pode ser solto mediante um milhão de dólares de fiança. A acusação não quer ele solto de forma alguma. Fiança negada.
sexta-feira, 7 de maio de 2004
quinta-feira, 6 de maio de 2004
"Na noite de 4 de maio de 2001, o ator Robert Blake [do seriado policial Baretta, da Globo nos anos 70, e o "mistery man" do Estrada Perdida] e sua esposa, Bonny Lee Bakley, jantaram num restaurante italiano no bairro Studio City de Los Angeles. Depois, de acordo com Blake, o casal caminhou uma quadra e meia até o carro, quando Blake percebeu que esquecera sua arma dentro do restaurante - uma arma que ele estava carregando porque Bakley acreditava que a vida dela estava ameaçada. Blake deixou Bakley no carro e caminhou de volta ao restaurante.
Ninguém no restaurante lembra de Blake pegando algo esquecido: ele aparentemente tomou um copo de água e voltou ao seu carro, onde encontrou Bakley morta com um tiro.
As suspeitas rapidamente apontaram para Blake e, com a mesma rapidez, seu advogado, Harland Braun, começou a enfatizar o passado sórdido de Bakley, sugerindo que um número considerável de pessoas teria motivos para a querer morta, por muitas razões diferentes entre si. O casamento, entretanto, estava sendo descrito como problemático - Blake só casou com Bakley porque ela estava grávida - e o casal saía junto raramente em público." (Bill Bickel)
04/05/2001: A Fox News noticia a morte de Bakley.
07/05/2001: Blake contrata um detetive particular para encontrar o assassino da sua mulher.
08/05/2001: Uma parte suspeita na história toda: de acordo com um dos donos do restaurante, Blake não pegou nada quando voltou lá para dentro.
10/05/2001: A polícia faz uma segunda busca na casa de Blake.
11/05/2001: Blake é indiciado. A polícia planeja interrogar o guarda-costas dele.
12/05/2001: De acordo com Earle Caldwell, o guarda-costas, que foi interrogado por duas horas na quinta-feira, Blake é o único suspeito que a polícia está considerando. Caldwell cita um "homem loiro misterioso" que tem rondado a casa do ator.
14/05/2001: A polícia encontrou o que ela acredita ser a arma do crime.
Teoria da semana: o advogado de Blake sugere que Bakley contratou um homem para matar Blake, mas que ele "de alguma forma" matou a própria contratante.
17/05/2001: Blake cancelou e postergou o enterro de Bakley alegando excesso de atenção da mídia.
20/05/2001: As balas usadas para matar Bakley não vieram de nenhuma arma da propriedade de Blake ou é compatível com qualquer munição encontrada na casa de Blake - pelo menos foi o que anunciou Harland Braun, o advogado de Blake, confirmável pelo fato de que se a conclusão fosse oposta, Blake teria sido preso imediatamente. Na verdade, nenhum anúncio oficial foi feito, apenas o tablóide New York Post confirmou que nenhuma prova fora encontrada, com citações de fontes de identidades não-reveladas. O restaurante Vitello's cresce 20% nos negócios.
23/05/2001: "Uma vez ela falou sobre sua maratona sexual orgiástica com um caminhoneiro enquanto ela estava grávida de Blake", ouve-se numa gravação de telefonema entre Blake e Bakley, de posse do advogado. Tal fita também esclarece que Blake acusara Bakley de ficar grávida para forçá-lo a casar com ela.
18/04/2002: Robert Blake e Earle Caldwell são presos, acusados, respectivamente, de assassinato ("com circunstâncias especiais") mais duas encomendas de assassinato e de conspiração de assassinato.
19/04/2002: As acusações - geralmente acusações de assassinato resultam em pena de morte - são esperadas para segunda-feira.
Continua...
Ninguém no restaurante lembra de Blake pegando algo esquecido: ele aparentemente tomou um copo de água e voltou ao seu carro, onde encontrou Bakley morta com um tiro.
As suspeitas rapidamente apontaram para Blake e, com a mesma rapidez, seu advogado, Harland Braun, começou a enfatizar o passado sórdido de Bakley, sugerindo que um número considerável de pessoas teria motivos para a querer morta, por muitas razões diferentes entre si. O casamento, entretanto, estava sendo descrito como problemático - Blake só casou com Bakley porque ela estava grávida - e o casal saía junto raramente em público." (Bill Bickel)
04/05/2001: A Fox News noticia a morte de Bakley.
07/05/2001: Blake contrata um detetive particular para encontrar o assassino da sua mulher.
08/05/2001: Uma parte suspeita na história toda: de acordo com um dos donos do restaurante, Blake não pegou nada quando voltou lá para dentro.
10/05/2001: A polícia faz uma segunda busca na casa de Blake.
11/05/2001: Blake é indiciado. A polícia planeja interrogar o guarda-costas dele.
12/05/2001: De acordo com Earle Caldwell, o guarda-costas, que foi interrogado por duas horas na quinta-feira, Blake é o único suspeito que a polícia está considerando. Caldwell cita um "homem loiro misterioso" que tem rondado a casa do ator.
14/05/2001: A polícia encontrou o que ela acredita ser a arma do crime.
Teoria da semana: o advogado de Blake sugere que Bakley contratou um homem para matar Blake, mas que ele "de alguma forma" matou a própria contratante.
17/05/2001: Blake cancelou e postergou o enterro de Bakley alegando excesso de atenção da mídia.
20/05/2001: As balas usadas para matar Bakley não vieram de nenhuma arma da propriedade de Blake ou é compatível com qualquer munição encontrada na casa de Blake - pelo menos foi o que anunciou Harland Braun, o advogado de Blake, confirmável pelo fato de que se a conclusão fosse oposta, Blake teria sido preso imediatamente. Na verdade, nenhum anúncio oficial foi feito, apenas o tablóide New York Post confirmou que nenhuma prova fora encontrada, com citações de fontes de identidades não-reveladas. O restaurante Vitello's cresce 20% nos negócios.
23/05/2001: "Uma vez ela falou sobre sua maratona sexual orgiástica com um caminhoneiro enquanto ela estava grávida de Blake", ouve-se numa gravação de telefonema entre Blake e Bakley, de posse do advogado. Tal fita também esclarece que Blake acusara Bakley de ficar grávida para forçá-lo a casar com ela.
18/04/2002: Robert Blake e Earle Caldwell são presos, acusados, respectivamente, de assassinato ("com circunstâncias especiais") mais duas encomendas de assassinato e de conspiração de assassinato.
19/04/2002: As acusações - geralmente acusações de assassinato resultam em pena de morte - são esperadas para segunda-feira.
Continua...
Formas de arte como esses poemas que eu e o Felipe andamos "fazendo", aquelas imagens que eu venho "criando", remixes e até mesmo samples de músicas são bastante interessantes: não são criação pura, do zero; são transformação de matéria-prima, matéria bruta; não dependem de talento de poeta, ou de desenhista, ou de pintor, ou de compositor: dependem do gosto estético do transformador na escolha dos métodos, dos filtros de photoshop e das matérias & na decisão de parar quando a obra está como deveria estar. E isso não deixa de ser talento artístico, porque depende do talento artístico do transformador, seja o nato, seja o adquirido no acúmulo de referências, no estudo de estéticas e no decorrer de experiências que partem dos tais acúmulo e estudo.
Aniversário das 7:00:00 PM do dia 06 do mês 05 :*
Posts from Terça-feira, Maio 06, 2003:
[ Ter Mai 06, 10:32:36 PM | Douglas Dickel | edit ]
Trem, 5 de maio de 2003.
[you are my favourite star]
se eu desconserto as estrelas,
tu és o sol, oh pessoa linda!
tão enorme que doem meus olhos
e as noites me desconfortam.
eu tanto quero morar no teu fogo
que tenho medo de te atrapalhar.
mas como eu poderia adorar a lua,
se a luz dela és tu quem a empresta?
como sentir-me-ia vivo sem
mergulhar convicto no teu calor?
Guaipeca, 6 de maio de 2003.
- Sabia que são sete horas?
- Não.
-
-
- Agora tu sabe. São sete horas.
[ Ter Mai 06, 10:13:55 PM | Douglas Dickel | edit ]
Meu deus do céu, o que está havendo? As ruas estão servindo apenas para, elas e a gravidade, evitarem que eu me solte no espaço. Na verdade, minha alma já está lá, dançando no infinito. Uma sensação estranha é esta de parecer que as coisas estão mais rápidas e devagar ao mesmo tempo. Eu penso que não pode ser verdade, de tanto que eu mereço e ela merece e nós merecemos e nossos amigos merecem e a vida merece - e muito. Lentamente, meus olhos fecham e abrem, e fecham e abrem, e eu respiro e estou vivo. A história está andando, o universo não paralisou e num final o bem sempre vence o mal.
Posts from Terça-feira, Maio 06, 2003:
[ Ter Mai 06, 10:32:36 PM | Douglas Dickel | edit ]
Trem, 5 de maio de 2003.
[you are my favourite star]
se eu desconserto as estrelas,
tu és o sol, oh pessoa linda!
tão enorme que doem meus olhos
e as noites me desconfortam.
eu tanto quero morar no teu fogo
que tenho medo de te atrapalhar.
mas como eu poderia adorar a lua,
se a luz dela és tu quem a empresta?
como sentir-me-ia vivo sem
mergulhar convicto no teu calor?
Guaipeca, 6 de maio de 2003.
- Sabia que são sete horas?
- Não.
-
-
- Agora tu sabe. São sete horas.
[ Ter Mai 06, 10:13:55 PM | Douglas Dickel | edit ]
Meu deus do céu, o que está havendo? As ruas estão servindo apenas para, elas e a gravidade, evitarem que eu me solte no espaço. Na verdade, minha alma já está lá, dançando no infinito. Uma sensação estranha é esta de parecer que as coisas estão mais rápidas e devagar ao mesmo tempo. Eu penso que não pode ser verdade, de tanto que eu mereço e ela merece e nós merecemos e nossos amigos merecem e a vida merece - e muito. Lentamente, meus olhos fecham e abrem, e fecham e abrem, e eu respiro e estou vivo. A história está andando, o universo não paralisou e num final o bem sempre vence o mal.
Oitenta e cinco % das substâncias químicas cancerígenas do cigarro também são inaladas pelo fumante passivo. E isto é grave, não? O ato de fumar é (deveria ser), então, de decisão coletiva. Uma pessoa só pode(ria) queimar um cigarro se todas as outras pessoas que estiverem no mesmo ambiente - dezenas, que sejam - entoarem, em uníssono: Eu quero cheirar toxinas! Eba!.
quarta-feira, 5 de maio de 2004
Felipe, eis a minha versão da versão da ferramenta de idiomas para a tua versão - a quinta versão:
[com o instrumento da instalação da fotografia]
pareceu a doença,
vinda no tornado,
sofrer nas ondas
e nas punições
do tornado mesmo.
tudo isto para sofrer
de modo que o desejo
danificasse a prisão
que indicará você
para o meu setor
por períodos apreciados.
porque eu desejo ser a companhia
e que os meus desejos sejam a porta usada.
[com o instrumento da instalação da fotografia]
pareceu a doença,
vinda no tornado,
sofrer nas ondas
e nas punições
do tornado mesmo.
tudo isto para sofrer
de modo que o desejo
danificasse a prisão
que indicará você
para o meu setor
por períodos apreciados.
porque eu desejo ser a companhia
e que os meus desejos sejam a porta usada.
Revolução interna até então escondida porém ao alcance das mãos
Glamour
Me capturou com pistola laser
É dia
Plasticidade
Acelerando
A linda história de amor entre o Pega-Pega e o Vira-Lata
Manson Manson
Eu te amo, Cvaldinha
Tartaruga dormindo
Próximas leituras:
Estátua empalhada
Amarelo-queimado
Fuça do tigre gordo
Glamour
Me capturou com pistola laser
É dia
Plasticidade
Acelerando
A linda história de amor entre o Pega-Pega e o Vira-Lata
Manson Manson
Eu te amo, Cvaldinha
Tartaruga dormindo
Próximas leituras:
Estátua empalhada
Amarelo-queimado
Fuça do tigre gordo
Depois daquela chuvarada de sair de bote e de o T7 ficar tão lotado que o motorista não conseguia mais usar o espelho retrovisor do ônibus, eu descobri coisas importantes sobre minha criação artística, tomei a decisão familiar mais importante desde sei lá a adolescência, acordei de madrugada com meus três amores felinos dormindo em triângulo equilátero entre mim e o meu amor-mor e abri a porta do prédio de uma senhora que estava com dificuldade para fazê-lo. Bem que disseram que depois da tempestade vem - pelo menos talvez, não falemos muito alto - a bonança. E aguardem que hoje tem caso policial destrinchado neste endereço eletrônico.
terça-feira, 4 de maio de 2004
Só por Lux Aeterna (1966), que fez parte da trilha de 2001, do Kubrick, o romeno György Ligeti já é um filho da puta. Em 1956, ele foi para Viena, onde conheceu Stockhausen e Hernert Eimert e juntou-se ao Electronic Music Studio, em Colônia. O cara explorou atonalismo, micropolifonia, micro-intervalos, polirritmos e eletrônica, influenciando a composição avant-garde desde sua aparição.
Claire Torry é o nome da moça que improvisou em cima do piano do Rick Wright, na gravação de The Great Gig In The Sky, em 1972/1973. Foi gravado um único take e ela ainda ficou com vergonha por não achar não ter correspondido suficientemente... Ela é branca e é uma só - nas turnês mais recentes do Pink Floyd, o mesmo vocal era feito em três partes, pelo menos duas delas interpretadas por duas negras (que em regra têm voz mais potente) - na tour The Delicate Sound Of Thunder havia uma branca, a Rachel Fury, que depois tornou-se protetora de animais, segundo eu soube quando, em 1999, eu era membro da lista-pink do Whiplash.
segunda-feira, 3 de maio de 2004
Eu nunca tinha prestado atenção na última frase do disco Dark Side Of The Moon (1973), que é um sample (e eles foram pioneiros no uso de samples): "There is no dark side of the moon really. Matter of fact it's all dark." Percebi no making-of - originalmente em DVD - que o Nei gravou para mim em VHS, sem o extras - os quais ele me convidou para ver na casa dele. Tem uma parte muito inspiradora do Roger Waters falando sobre a importância dos espaços para a música respirar. E eu também nunca tinha percebido que Echoes, do Meddle (1972), era o indicativo do caminho - musical - que o Pink Floyd seguiria. E eu não sabia que Money era no compasso 7/8 - embora eu não me lembre, agora, da aula sobre compassos - e que foi o primeiro single de uma campanha monstruosa de divulgação da gravadora.
E tem mais. Vou ver...
Impostor (2002)
Directed by Gary Fleder
Philip K. Dick (story)
Scott Rosenberg (adaptation)
Cast overview, first billed only:
Gary Sinise .... Spencer Olin
Madeleine Stowe .... Maya Olham
Paycheck (2003)
Directed by John Woo
Philip K. Dick (short story)
Dean Georgaris (screenplay)
Cast overview, first billed only:
Ben Affleck .... Michael Jennings
Aaron Eckhart .... James Rethrick
Uma Thurman .... Dr. Rachel Porter
Paul Giamatti .... Shorty
Impostor (2002)
Directed by Gary Fleder
Philip K. Dick (story)
Scott Rosenberg (adaptation)
Cast overview, first billed only:
Gary Sinise .... Spencer Olin
Madeleine Stowe .... Maya Olham
Paycheck (2003)
Directed by John Woo
Philip K. Dick (short story)
Dean Georgaris (screenplay)
Cast overview, first billed only:
Ben Affleck .... Michael Jennings
Aaron Eckhart .... James Rethrick
Uma Thurman .... Dr. Rachel Porter
Paul Giamatti .... Shorty
A próxima obra do Richard Linklater vai ser filmada e depois animada, como foi o Waking Life. E vai ser uma adaptação de uma história curta do Philip K. Dick, A Scanner Darkly. Keanu Reeves vai ser o protagonista. Diz o Tony que o Charlie Kaufman já havia feito um roteiro para a mesma história, o qual foi recusado pelo estúdio. Vai ser a quarta adaptação para o cinema de um dos principais escritores de ficção-científica - depois de Vingador Do Futuro (Paul Verhoven), Blade Runner (Ridley Scott) e Minority Report (Steven Spielberg).
"A ferramenta básica para a manipulação da realidade é a manipulação das palavras. Se você pode controlar o sentido das palavras, você pode controlar as pessoas que precisam usar as palavras." (Philip K. Dick)
AQUEL INCENDIO.
Sí, es muy joven, usted sólo conoce la ciudad desde que la cruzó el tren, era muy diferente entonces, muy diferente, señor Scott, muy diferente. La primera vez que llegué a Simbow, fue en una diligencia. Algo muy parecido a esto. En fin. (Migala)
Sí, es muy joven, usted sólo conoce la ciudad desde que la cruzó el tren, era muy diferente entonces, muy diferente, señor Scott, muy diferente. La primera vez que llegué a Simbow, fue en una diligencia. Algo muy parecido a esto. En fin. (Migala)
Gary Busey fez mais de 100 filmes e é sósia do Nick Nolte em Reviravolta, embora desses eu só tenha visto Estrada Perdida, Medo E Delírio Em Las Vegas e Predador 2. E o ator que faz o homem bizarro em Estrada Perdida chama-se Robert Blake (também creditado como Bobby Blake e Mickey Gubitosi; o nome de nascimento dele é Michael James Vijencio Gubitosi) e igualmente fez mais de uma centena de filmes, quase todos entre as décadas de 30 e 80. Olha estas fotos dele.
Deus, o Rodrigo é o cara mais teimoso do mundo. Mais que o Luís Henrique. Eu gosto dos três, que fique bem claro - eu sou o terceiro. (E os três tocamos na mesma banda, durante um tempo...)
Rótulos. Eles não EXISTEM. O que EXISTE são as bandas e suas músicas. EXISTE o GY!BE e a East Hastings, não existe o pós-rock. Agora, é claro que existem os rótulos, fruto da racionalidade categorizadora humana e com o objetivo de facilitar a crítica musical e, conseqüentemente, o consumo. No entanto, como em qualquer categorização subjetiva, não há como delimitar as fronteiras de tais categorias. A não ser pela convenção, e é isto que acontece com os rótulos. Não há como encontrar coerência ou uma definição para tal rótulo musical. Mal e mal dá para definir uma banda, ou uma música. O Rodrigo diz ainda, mesmo depois de umas dezenas de meses para pensar sobre o assunto, ainda por cima tendo passado por um período intenso de reflexões (trabalho de conclusão), que "o pós-rock TEM QUE SER alguma coisa DEPOIS do rock, NÃO PODE TER NADA do rock". Ingênuo, ainda cita outro rótulo "incoerente", o do pós-punk: "tu acha que Cocteau Twins e Joy Division, tão diferentes, são pós-punk?". Sim. As bandas de pós-rock em geral são bem diferentes entre si. Ainda bem. Mogwai é pós-rock, Tortoise é pós-rock, Stereolab é tido como pós-rock. Agora, não vai procurar coerência em categorizações da razão sobre algo como a arte.
Rótulos. Eles não EXISTEM. O que EXISTE são as bandas e suas músicas. EXISTE o GY!BE e a East Hastings, não existe o pós-rock. Agora, é claro que existem os rótulos, fruto da racionalidade categorizadora humana e com o objetivo de facilitar a crítica musical e, conseqüentemente, o consumo. No entanto, como em qualquer categorização subjetiva, não há como delimitar as fronteiras de tais categorias. A não ser pela convenção, e é isto que acontece com os rótulos. Não há como encontrar coerência ou uma definição para tal rótulo musical. Mal e mal dá para definir uma banda, ou uma música. O Rodrigo diz ainda, mesmo depois de umas dezenas de meses para pensar sobre o assunto, ainda por cima tendo passado por um período intenso de reflexões (trabalho de conclusão), que "o pós-rock TEM QUE SER alguma coisa DEPOIS do rock, NÃO PODE TER NADA do rock". Ingênuo, ainda cita outro rótulo "incoerente", o do pós-punk: "tu acha que Cocteau Twins e Joy Division, tão diferentes, são pós-punk?". Sim. As bandas de pós-rock em geral são bem diferentes entre si. Ainda bem. Mogwai é pós-rock, Tortoise é pós-rock, Stereolab é tido como pós-rock. Agora, não vai procurar coerência em categorizações da razão sobre algo como a arte.
Terceira versão do meu poema Kurdt Cobain, desta vez uma recriação do Felipe em cima da recriação do tal poema original pelas ferramentas do idioma do Google, método inclusive pelo Felipe a mim apresentado. Typesetter, por Felipe Dreher e Douglas Dickel. Legal. Espero não estar entregando demais os jogos por aqui. Estou?
:: typesetter __
pareceu que a doença
o consumia em-tornados
e o sofrimento vinha em ondas
e os castigos em-tornados
sofrer pelo desejo
doer pra refletir
prender-te no meu quarto
por períodos gozados
eu desejo ser a planta
eu desejo ser a porta
a!).
:: typesetter __
pareceu que a doença
o consumia em-tornados
e o sofrimento vinha em ondas
e os castigos em-tornados
sofrer pelo desejo
doer pra refletir
prender-te no meu quarto
por períodos gozados
eu desejo ser a planta
eu desejo ser a porta
a!).
Aguardem world premi?re do Blanched Toca Angelopoulos pela internet - e regionalmente pela freq??ncia modulada 103,3 - no programa Freak Show, do Porsche. Enquanto isso...
Blanched - Tristes dos que procuram dentro de si respostas porque l? s? h? espera.mp3
Blanched - Tristes dos que procuram dentro de si respostas porque l? s? h? espera.mp3
From: "Guilherme Pilla"
To: "the albatross"
Subject: louquinhos das letrinha e das guitarrinha
Date: Sat, 1 May 2004 14:59:18
achei a palavra * blanched *
em letra de syd barrett
caso não tenha atentado
douglas
WOLFPACK
(syd barrett)
Howling the pack in formation appears
diamonds and clubs, light misted fog, the dead
waving us back in formation,
the pack in formation
bowling they bat as a group
and the leader is seen - so early...
the pack on their backs, the fighters
through misty the waving - the pack in formation
far reaching waves
on sight, shone right
I lay as if in surround...
all enmeshing, hovering...
the milder I gaze
all the animals laying trail
beyond the bough winds
mild the reflecting electricity eyes...
tears, the life that was ours
grows sharper and stronger away and beyond
short wheeling - fresh spring
gripped with blanched bones - moaned
magnesium, proverbs and sobs...
howling the pack in formation appears
diamonds and clubs, light misted fog, the dead
waving us back in formation,
the pack in formation...
To: "the albatross"
Subject: louquinhos das letrinha e das guitarrinha
Date: Sat, 1 May 2004 14:59:18
achei a palavra * blanched *
em letra de syd barrett
caso não tenha atentado
douglas
WOLFPACK
(syd barrett)
Howling the pack in formation appears
diamonds and clubs, light misted fog, the dead
waving us back in formation,
the pack in formation
bowling they bat as a group
and the leader is seen - so early...
the pack on their backs, the fighters
through misty the waving - the pack in formation
far reaching waves
on sight, shone right
I lay as if in surround...
all enmeshing, hovering...
the milder I gaze
all the animals laying trail
beyond the bough winds
mild the reflecting electricity eyes...
tears, the life that was ours
grows sharper and stronger away and beyond
short wheeling - fresh spring
gripped with blanched bones - moaned
magnesium, proverbs and sobs...
howling the pack in formation appears
diamonds and clubs, light misted fog, the dead
waving us back in formation,
the pack in formation...
No incontinência., quatro novas obras criadas a partir dos pelos da minha coxa invertidos.
Compartimentos
Igual
Uma melodia sendo rasgada
Azul, vermelho
Um medo forte é forte
Tony e Nandie apresentando sua primeira afilhada
Thundertank
Aconchego
Kim
Ângelo
Compartimentos
Igual
Uma melodia sendo rasgada
Azul, vermelho
Um medo forte é forte
Tony e Nandie apresentando sua primeira afilhada
Thundertank
Aconchego
Kim
Ângelo
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