Deus, o Rodrigo é o cara mais teimoso do mundo. Mais que o Luís Henrique. Eu gosto dos três, que fique bem claro - eu sou o terceiro. (E os três tocamos na mesma banda, durante um tempo...)
Rótulos. Eles não EXISTEM. O que EXISTE são as bandas e suas músicas. EXISTE o GY!BE e a East Hastings, não existe o pós-rock. Agora, é claro que existem os rótulos, fruto da racionalidade categorizadora humana e com o objetivo de facilitar a crítica musical e, conseqüentemente, o consumo. No entanto, como em qualquer categorização subjetiva, não há como delimitar as fronteiras de tais categorias. A não ser pela convenção, e é isto que acontece com os rótulos. Não há como encontrar coerência ou uma definição para tal rótulo musical. Mal e mal dá para definir uma banda, ou uma música. O Rodrigo diz ainda, mesmo depois de umas dezenas de meses para pensar sobre o assunto, ainda por cima tendo passado por um período intenso de reflexões (trabalho de conclusão), que "o pós-rock TEM QUE SER alguma coisa DEPOIS do rock, NÃO PODE TER NADA do rock". Ingênuo, ainda cita outro rótulo "incoerente", o do pós-punk: "tu acha que Cocteau Twins e Joy Division, tão diferentes, são pós-punk?". Sim. As bandas de pós-rock em geral são bem diferentes entre si. Ainda bem. Mogwai é pós-rock, Tortoise é pós-rock, Stereolab é tido como pós-rock. Agora, não vai procurar coerência em categorizações da razão sobre algo como a arte.
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