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quarta-feira, 19 de maio de 2004

Um parco relato a partir da minha memória, que não anda 100%.

- Ouviu o disco da Blanched?

- Bá, muito legal! Diferente de tudo o que eu já ouvi. É uma obra...

- E o que mais te chamou a atenção? Que música ou que aspectos?

- É como se fossem dois mundos: um em que as pessoas não querem ver a realidade, e outro em que elas vão até o profundo das questões. Como o filme Matrix.

- E a Blanched seria o Morpheus, quem revela a realidade pras pessoas?

- Sim.

- É o rock psicológico?

- Sim. Mas é mais do que isso. Há várias hierarquias. Tem o emocional e tem algo acima dele, que comanda tudo. Acho que o som de vocês está ali. É impressionante como vocês conseguir usar a mesma linguagem nas vozes, nas melodias, nos timbres, nos arranjos e até na identidade visual do encarte do CD. Tudo passa o mesmo sentimento.

- Dificilmente eu vou ouvir coisas mais interessantes sobre o disco. Não quer escrever um release pra banda (risos)?

- Eu posso escrever. Eu posso escrever o que eu senti na primeira audição e depois ouvir de novo e escrever o que eu senti na segunda audição, como eu gosto de fazer com livros. Aí eu te mostro.

- Perfeito! A gente inclusive está fazendo um release de sete página, seis das quais são de impressões das outras pessoas sobre a banda. Aí, se tu autorizar, a gente pode incluir esses teus escritos.

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