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quinta-feira, 31 de março de 2011



"Fabiano Baldasso, 35 anos, chega ao Grupo Bandeirantes como um dos principais repórteres esportivos do Rio Grande do Sul. Consolidou sua carreira na Rádio Gaúcha, com participação em várias coberturas com a dupla Grenal, Seleção Brasileira e jogos nacionais e internacionais. Começou no rádio em 1996, como estagiário de produção na Rádio Gaúcha. A partir de 1998, com uma rápida ascensão, assumiu a condição de repórter da emissora. Realizou a cobertura de grandes eventos esportivos desde então, como a Batalha dos Aflitos do Grêmio em 2005, o título mundial do Inter em 2005, diversos Grenais, viagens internacionais da dupla, amistosos da seleção brasileira e Eliminatórias da Copa do Mundo. Esteve na Copa América de 2004, no Peru. Esteve com o Grêmio nas Libertadores de 2002 e 2003 e com o Inter na Libertadores de 2006 e 2007. Apresentador de prestígio, com um estilo peculiar, primando pela descontração, por uma linguagem única como âncora. Comandava o programa Pré-Jornada, na Rádio Gaúcha. Foi apresentador do Sábado Esporte, também na Rádio Gaúcha. Escreveu, ao lado de Carlos Guimarães, outro jornalista que está no esporte da Band, o livro 'Peleia – os 50 maiores jogos da história do Futebol Gaúcho', com um pouco da trajetória do futebol praticado no Rio Grande do Sul." (Roberto Sagebin)

quarta-feira, 30 de março de 2011



"A homossexualidade é uma distorção do que Deus criou. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, ela é classificada como abominação, paixão infame, perversão moral (Lv 18.22; Rm 1.26,27; 1Co 6.9,10). Porém, qualquer homossexual que confessar o seu pecado, receber Jesus como Salvador e obedecer à Sua Palavra, poderá tornar-se um heterossexual, poderá ser recuperado e liberto. Jesus tem poder para isto." (Pastor Silas Malafaia)

terça-feira, 29 de março de 2011

Com quem já me acharam parecido.
(Atualização de número dezessete.)

01. Claudio Dickel
02. Cláudio Heinrich
03. Carlos Alberto Ricceli
04. Brad Pitt
05. Beavis
06. Daniel Feix
07. Liam Gallagher
08. Mateus Nachtergaele
09. Andy Kaufman
10. Moby
11. Christopher Lloyd
12. Ewan McGregor
13. Rodrigo Amarante
14. Evan Dando
15. Alexandre Pires
16. Pedro Verissimo
17. Daniel Dantas
18. Vincent Gallo
19. Willem Dafoe
20. David Carradine
21. Kurt Cobain
22. Billy Zane
23. Michael Stipe
24. Carlo Pianta
25. André Agassi
26. Justin Timberlake
27. Devendra Banhart
28. Joaquin Phoenix
29. Roger Galera Flores
30. Charles Baudelaire
31. Mister Maker
32. Pablo Horacio Guiñazu
33. Rodrigo Hilbert
34. Paulinho Serra
35. Rafinha Bastos
36. Dexter/Michael C. Hall
37. Angela Francisca
38. Giampaolo Pazzini
39. Ney Matogrosso *NEW*

domingo, 27 de março de 2011

sábado, 26 de março de 2011

A novela Morde & Assopra "homenageia" Deadly Friend, o filme de 1985 do diretor Wes Craven. Imagens abaixo, na ordem: Deadly Friend, Morde & Assopra, Deadly Friend, Morde & Assopra e Deadly Friend. No Brasil, o filme recebeu o título de "A maldição de Samantha".





sábado, 19 de março de 2011

"Não é apenas o paraíso que está disponível no aqui e agora, o inferno também está disponível no aqui e agora. A prática da plena consciência nos ajuda a ter contato com ambas, as maravilhas para nos nutrirmos e o sofrimento para nos curarmos e nos transformarmos. As pessoas tendem a achar que seu verdadeiro lar é um lugar onde não há sofrimento, apenas felicidade. Mas este pensamento vai contra a sabedoria do interser. Entendimento e compaixão não são possíveis sem sofrimento. Eu nunca gostaria de estar em um lugar onde não houvesse sofrimento, porque em tal lugar eu não teria a chance de aprender como entender e ser compassivo. É tocando o sofrimento que temos a chance de entender as pessoas e seu sofrimento. É entendendo nosso próprio sofrimento e o sofrimento dos outros, que começamos a saber o que é ser compassivo. É apenas contra o pano de fundo do sofrimento que podemos reconhecer nossa felicidade. Quando estamos verdadeiramente no momento presente, podemos encontrar partes da vida que são refrescantes e curadoras. Mas podemos encontrar também guerra, sofrimento, violência, ódio, medo e discriminação. Quando isto acontece, podemos sentir a raiva subir. Mas aqueles que criam a discriminação e o ódio são vítimas do medo. É o medo que é o obstáculo." (Thich Nhât Hanh)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Inter 4x1 Jorge Wilstermann. Não me lembro da última vez em que a disputa do melhor em campo no site do Inter foi tão parelha, e isto é um ótimo sinal.

quarta-feira, 16 de março de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

"No Brasil, o indie é tão burro, mal-informado e limitado quanto o fã de axé ou de música sertaneja. Com um agravante: a arrogância." (Dagoberto Donato)
Engenharia e alienação: combinação perigosa
(Jacó Izidro Moura)


Certo dia ouvi de um amigo, professor de história, uma questão interessante que ele coloca aos seus alunos, vou adaptá-la aos alunos de engenharia, mas poderia servir a qualquer outra área das ciências. Suponha que você é recém formado e trabalhe em um empresa ganhanhando R$ 4.000,00 por mês. Uma segunda empresa oferece a você R$ 7.000,00. Você trocaria de emprego?

Alguns já devem ter dito sim logo de cara, mas quando a esmola é demais o cego desconfia não é mesmo? Então você se lembra de perguntar quantas horas de trabalho você terá na segunda empresa, e a resposta é: a mesma quantidade de horas.
Isso é bom, mas você agora está esperto e resolve perguntar sobre os outros benefícios: seguro saúde? Vale refeição? Vale transporte? Plano de carreira? As respostas são: os mesmos benefícios e em alguns casos até melhor.

Bem! Depois de todas essas perguntas e respostas você já está apto a decidir correto?
Vai trocar de empresa, pois a oportunidade é excelente.

Mas o mestre Lisânias (meu amigo professor de história) nos mostra que a pergunta mais importante, segundo Carl Marx, não foi feita:

O que eu vou produzir?

Será essa uma pergunta realmente importante?

Caso você tenha se lembrado de perguntar, ou tenha pesquisado sobre a empresa, essa seria uma questão que nortearia sua decisão?

Suponha que a empresa que você trabalha atualmente produza carrinhos de bebês e a segunda revólveres, faz diferença?

A resposta a essa pergunta não é única:

a) Sim, eu perguntei, e não me importo com isso.
b) Sim, eu perguntei, e me importo com isso, não vou aceitar a proposta.
c) Não, não perguntei. Nem tinha pensado nisso.

Existem diversas outras respostas, mas vamos ficar só com essas. Se você respondeu a resposta c, você é o que Marx chamaria de alienado.

Não se sinta ofendido, na sociedade atual (e nas anteriores também) os trabalhadores (que agora passam a ser chamados de colaboradores) são em sua maioria, pelo menos no ocidente, alienados.

A moeda, o capital, o dinheiro é o que importa. Afinal não estou fazendo mal a ninguém. Estou ganhando meu dinheiro com meu trabalho honesto (colaborando). Não é ilegal produzir armas, portanto alguém deve fazê-las não é mesmo?

A questão que estou tentando levantar aqui não é se é certo ou errado fazer armas. Pergunto se você percebeu que é uma peça nessa máquina. Se o que você produz não faz diferença, ou se isso ao menos não lhe incomoda, a ponto de você nem se quer pensar sobre, então isso é alienação e você está fazendo parte de uma massa de manobra.

Você pode estar alimentando um sistema que você mesmo condena.
Esse é só um exemplo. Mas pode ser expandido para muitos outros casos. A segunda empresa pode ser poluidora, totalmente descompromissada com uma produção mais limpa, geradora de resíduos tóxicos etc.

E não precisamos ficar presos ao exemplo do emprego, isso vale para o filme que você assiste, para a novela que você gosta, para o email aparentemente inocente que você encaminha etc.

Vivemos muitas vezes uma ilusão de que somos pessoas bem informadas, que lemos jornais, revistas, assistimos telejornais, temos acesso a internet, grupos de discussões, tanta informação. Mas será que refletimos sobre o que estamos lendo, vendo, recebendo, assistindo?

Muitos de nós, por ser da cidade grande e pertencer a uma classe social diferente da grande maioria da população, nos julgamos mais bem informados do que o “povo”. As eleições são um bom exemplo. Quantas vezes reproduzimos o comentário: “o povo vota sem pensar, é enganado facilmente”. Voltando a outro exemplo do Lisânias, um camponês, que lavra sua lavoura, pode ser muito menos alienado do que um cidadão da dita cidade grande. Não porque ele tenha internet ou TV a cabo, mas simplesmente porque ele sabe qual o seu papel no sistema em que ele vive. Ele tem consciência do que faz.

Certa vez fiquei numa pousada na Ilha do Cardoso, o dono era um sujeito muito gente boa, típico caiçara, que gostava de contar “causos”. Ele nos contou de um senhor muito simples que tinha a seguinte filosofia: Nós temos que tocar nossa vida sendo um a menos. O mundo tá cheio de FDP (não preciso traduzir a sigla né?). Nós temos que nos esforçar para ser um a menos. Ele não tinha instrução formal, não deve ter lido Marx, mas não devia ser um alienado.


Sempre me pergunto o que teria acontecido se, logo após a invenção do automóvel, a sociedade não tivesse feito a opção do uso pessoal do automóvel. O que teria acontecido se tivéssemos optado somente pelo transporte coletivo, como aconteceu com os aviões (estou ignorando os poucos que possuem um avião particular). Mas agora é tarde, não temos mais a chance de voltar atrás nessa decisão.
"Lidar com timbre, com sonoridade, aqui no Brasil não conta. Você tem que botar um vozeirão na frente e de preferência fazer uma música comportada e inofensiva. No Brasil não tem cultura de timbre, de textura, de linguagem mesmo, de desenvolver alguma coisa criativa. E você não tem a paudurescência necessária pra bater o pau na mesa civilizadamente, tipo assim 'não, não vou ser um Fiuk, um bunda-mole'." (Lobão)
"Deveria se sentir destacado aquele que utiliza o meio de transporte coletivo para desafogar o trânsito." (Marina Silva)

"Um projeto difícil, que vira um problema grande para solucionar não é, necessariamente, um projeto caveira. É o que fica lá nos assustando, desmoralizando o time. Chega a um ponto que parece que criou vida própria, colocando uma marca lamentável em nosso retrospecto de projetos bem-sucedidos. O projeto caveira, no fundo, não é algo que, se deixar de ser feito, vai abalar as estruturas da empresa. Será ótimo quando entrar em funcionamento. Pode até causar uma tremenda mudança. É o caso típico das inovações: ninguém morreria se ainda andássemos a cavalo e o carro não tivesse sido inventado (apenas não teríamos a civilização como hoje a conhecemos)." (Carlos Victor Costa)

"Acho que me enquadro naqueles que acham que ciclista atrapalha o trânsito e que o ciclista não é um carro a menos e não tenho vergonha de admitir isso. Eu só sou a favor de ciclistas em ciclovias [bem longe dos meus olhos...]. Eu pessoalmente gostaria de ir de bicicleta ao trabalho por questão de saúde. Alguém já parou de pensar que teríamos muito mais poluição se o carro não tivesse sido inventado? Imaginem um monte de carroças movidas a cavalos circulando por aí..." (Trosk)
"Trent Reznor. Um multi-instrumentista que me mostrou que é possível ter uma visão pessoal que atravessa uma discografia sem ser preciso sermos músicos extremamente dotados em questões técnicas mas antes levados pela força e criatividade dos nossos fantasmas interiores." (Bruno Miguel aka :papercutz para André Gomes/Bodyspace.net)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Micro, micro, médio & macro: lixões, cidades* (que o Caco bem observou da janela do avião como sendo lixo no meio do verde) e o lixo espacial. Não sei se ainda adianta dizer que temos que fazer alguma coisa.






* A cidade é a maior, a do México. Por acaso (?) o segundo lixão é no México. Foi fechado em 2008, quando era o maior da América Latina.
A natureza vinga-se deles.

Atualmente existem cerca de 400 milhões de budistas no mundo, sendo o quinto principal grupo religioso do planeta. Na Tailândia, cerca de 92% dos 55 milhões de pessoas são budistas. Dos 124 milhões de habitantes do Japão, 33% são budistas. No Brasil, o número de budistas chega a 300 mil pessoas, quase 3% da população.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Trent Reznor já foi jogador de futebol do Manchester United.

Com quem já me acharam parecido.
(Atualização de número dezesseis.)




01. Claudio Dickel
02. Cláudio Heinrich
03. Carlos Alberto Ricceli
04. Brad Pitt
05. Beavis
06. Daniel Feix
07. Liam Gallagher
08. Mateus Nachtergaele
09. Andy Kaufman
10. Moby
11. Christopher Lloyd
12. Ewan McGregor
13. Rodrigo Amarante
14. Evan Dando
15. Alexandre Pires
16. Pedro Verissimo
17. Daniel Dantas
18. Vincent Gallo
19. Willem Dafoe
20. David Carradine
21. Kurt Cobain
22. Billy Zane
23. Michael Stipe
24. Carlo Pianta
25. André Agassi
26. Justin Timberlake
27. Devendra Banhart
28. Joaquin Phoenix
29. Roger Galera Flores
30. Charles Baudelaire
31. Mister Maker
32. Pablo Horacio Guiñazu
33. Rodrigo Hilbert
34. Paulinho Serra
35. Rafinha Bastos
36. Dexter/Michael C. Hall
37. Angela Francisca
38. Giampaolo Pazzini *NEW*

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mordaz disse...

Douglas Dickel mostra cristalinamente o que é este movimento. Não tem nada a ver com respeito no trânsito, com civilidade, com educação, mas é uma ideologia que quer se impor a força aos demais cidadãos a força e a porrada. (Como bem demonstra as ações aqui e fora, ao redor de vários países).
.
Abaixo os automóveis.
.
Eles decretam o que acham certo e que os outros devem achar na marra. Eles querem impor de forma nazi-fascista a sua opinião de minoria. Querem no seu número inibir as demais pessoas a circular, querem criar a massa crítica para impor a sua vontade a maioria desorganizada. Não querem paz, querem guerra, e procuram justamente a hora do pique no trânsito para esta provocação. Quantos motoristas foram impedidos de passar na hora da baderna sobre rodas? Certamente muito mais do que os ciclistas que interromperam o trânsito para impor o seu "gosto"! A sua "iluminação" do que é certo. Uma minoria agredindo a cidadania da maioria.



Anônimo mordaz:

Radical é o enlouquecimento da maioria das pessoas, assim como radical é a vertiginosa queda e fracasso do planeta e seus habitantes, gerando sofrimento e morte para inúmeras espécies. Não penso no meu umbigo e no umbigo do meu carro. E não preciso de carro como instrumento de poder, como prótese fálica. A NASA acabou de anunciar que o derretimento dos polos está mais avançado do que se previu, por exemplo.

Sugestão de DVD: o documentário famoso chamado Corporação.


"O palco tem uma regra muito simples: não podes deixar nada a meio. Tens que assumir as coisas. E isso tanto é válido para um erro, num solo de guitarra ou numa vocalização, como para qualquer acontecimento exterior. As coisas não podem ficar no ar, sem sequência. A partir do momento em que se cumpre essa regra, nunca se sabe quais são as consequências finais a que isso nos pode levar. Mas ao menos temos a certeza que as coisas ficam intensas. O momento dum concerto é um momento colectivo e essas consequências são sempre colectivas." (Adolfo Luxúria Canibal)

terça-feira, 8 de março de 2011

Deparei-me com esta linda fotografia de Edward Weston, na época em que pelos nas axilas femininas não eram motivo de nojo. 1936.

Este ano não acompanharei todas as capas de disco, mas esta aqui seguramente estaria/estará entre as melhores de 2011.




V.A. - SMM: context (2011)


‎"Agora mesmo, milhões de pessoas se recusam a ver sua Sombra. A tentação é nos distrairmos, fingirmos que nada acontece e não tomarmos providência alguma." (Debbie Ford)

Sombra, em psicologia analítica, refere-se ao arquétipo que é o nosso ego mais sombrio. É, por assim dizer, a parte animalesca da personalidade humana. Para Carl Gustav Jung, esse arquétipo foi herdado das formas inferiores de vida através da longa evolução que levou ao ser humano. A sombra contém todas aquelas atividades e desejos que podem ser considerados imorais e violentos, aqueles que a sociedade, e até nós mesmos, não podemos aceitar. Ela nos leva a nos comportarmos de uma forma que normalmente não nos permitiríamos. E, quando isso ocorre, geralmente insistimos em afirmar que fomos acometidos por algo que estava além do nosso controle. Esse "algo" é a sombra, a parte primitiva da natureza do homem. Mas a sombra exerce também um outro papel, possui um aspecto positivo, uma vez que é responsável pela espontaneidade, pela criatividade, pelo insight e pela emoção profunda, características necessárias ao pleno desenvolvimento humano. Devemos tornar a nossa sombra mais clara possível.Procurando um trabalho partindo do interior para o exterior. A sombra é frequentemente projetada em outra pessoa, que aparece ao indivíduo como negativa. (Wikipédia)



"The Shaman must be able to see her own Shadow self in all of its manifestations. Only by recognition of these shadows, and by their subsequent acknowledgement, clearing, and healing, can the Shaman move on to heal herself and those who seek her out."

"O cisne negro é, portanto, o desafio do encontro de Nina com sua própria sombra, ou, seja, segundo Jung, com todos os elementos que possuímos mas que são reprimidos, que não reconhecemos como sendo nossos. A questão da projeção interna no meio externo fica sugerida várias vezes pela presença de espelhos sempre presentes ante Nina. Sua maior rival no corpo de baile é ao mesmo tempo seu alter-ego, a pessoa que estimula a eclosão do cisne negro em Nina. Está claro que Aronofsky em seu filme discorre sobre a fragilidade e o tênue equilíbrio da mente humana, bem como as forças que se desencadeiam no palco psíquico quando uma perturbadora ambição a move em busca de um sonho, mas o faz de uma maneira ao mesmo tempo cruel e poética, o que mexe com a psique da maioria das pessoas que assistem o filme, atingidas, inconscientemente, pelos elementos expostos e que repercutem na própria sombra, na própria polaridade consciente/inconsciente, na dualidade do bem/mal de cada um. O filme é uma aula de psicologia e cinema, de poesia dramática e filosofia, indispensável ao estímulo do pensar sobre a vida." (Carlos Antonio Fragoso Guimarães)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Lovefool-like.

Se fossem da paz, estariam olhando para frente.

É DEPOIS D'AMANHÃ, GURIZADA!

Thich Nhât Hanh:

Plena consciência é a capacidade de saber o que está acontecendo em cada momento, e plena consciência da raiva é ser capaz de reconhecer quando a raiva se manifestou. Se deixarmos nossa raiva sozinha, causará estrago para nosso corpo, para nossa mente e talvez para o nosso entorno. Podemos praticar a plena consciência da raiva dizendo para nós mesmos: 'Inspirando, sei que a raiva está em mim. Expirando, eu sorrio para minha raiva, eu abraço minha raiva.'

Imagine uma mãe que está trabalhando na cozinha e ouve seu bebê chorar. Ela o ama, portanto solta o que quer que esteja na sua mão e vai ao quarto dele. Antes mesmo de saber o que está errado, ela pega o bebê e o segura tenramente em seus braços. Apenas segurá-lo carinhosamente pode ser suficiente para trazer alivio à criança e diminuir seu choro. Se a mãe continuar a segurá-lo com plena consciência, ela descobrirá o que está errado. Ele pode estar com fome, pode estar com febre, ou sua fralda pode estar apertada demais. Através da prática da plena consciência podemos abraçar nossa raiva e pacientemente descobrir porque ela surgiu.

Quando a energia da raiva começa a emergir, precisamos da prática da plena consciência. Podemos pensar que para liberar nossa raiva temos que fazer algo imediatamente para confrontar a pessoa que pensamos que está nos fazendo sofrer. Ao invés disso, podemos respirar e dizer: 'Inspirando, sei que a raiva se manifestou em mim. Expirando, tomarei muito cuidado com a energia da raiva em mim.'

Podemos pensar que dizer ou fazer algo muito forte para punir a outra pessoa é o caminho para encontrar alívio. Mas isto apenas irá escalar o sofrimento. A outra pessoa sofrerá mais, e ela irá buscar alívio nos punindo de volta.

Às vezes é importante comunicar nosso sofrimento para a outra pessoa. Podemos fazer isso usando a prática do Começar de Novo. Sentamos juntos em um momento onde possamos estar plenamente presentes. Há três estágios: no primeiro nós 'regamos as flores' da outra pessoa, sinceramente expressando nossa apreciação pelas suas boas qualidades. No segundo expressamos lamento por qualquer coisa que vemos que possamos ter feito para contribuir para o conflito. No terceiro, expressamos nosso sofrimento sem culpa ou julgamento.

Quando expressamos nosso ferimento, há três frases importantes que os ensinamentos budistas sugerem. Estas frases são o antídoto para o sofrimento. A primeira é 'Querido, eu estou com raiva. Eu estou sofrendo e quero que você saiba'. A segunda é 'Querido, eu estou fazendo o melhor que posso'. A terceira é 'Por favor, ajude-me'.

Às vezes sofremos por causa da outra pessoa, ela põe a mão no nosso ombro, tentamos evitar seu toque e dizemos, 'deixe-me só, não me toque!'. Esta é uma forma de punir alguém, queremos dizer a esta pessoa que podemos sobreviver muito bem sozinhos.

Portanto, ao invés disso, é muito importante ser direto. Podemos também querer adicionar: 'Eu não sei por que você disse tal coisa para mim, por que fez tal coisa para mim. Por favor, explique'. A coisa importante é dizer para a outra pessoa que estamos com raiva e que estamos sofrendo. Se pudermos escrever esta sentença, já sofreremos menos. É um milagre.

A segunda frase é ainda menor, 'Eu estou fazendo o melhor que posso'. Isto significa que estamos praticando a respiração consciente e a caminhada consciente e tomando conta de nossa raiva. Portanto a segunda sentença é um convite indireto para a outra pessoa fazer o mesmo, voltar para reexaminar a situação, e ver o que ela possa ter feito que tenha contribuído para o conflito.

Às vezes não queremos fazer o outro sofrer. Apenas somos inábeis. Temos que aprender a falar em termos de mais ou menos hábeis ao invés de termos como bom ou mau, certo ou errado. Na tradição budista falamos de estados inábeis da mente, como a raiva ou medo.

Tenho muitos amigos que pegam um pedaço de papel do tamanho de um cartão de crédito, escrevem essas três frases e guardam na carteira. Cada vez que a raiva vem, eles pegam o cartão, lêem enquanto inspiram e expiram, e então eles sabem exatamente o que fazer.

O Buda disse que há muitas maneiras de lidar com sua raiva, e uma maneira é praticar a paramita chamada dana, que significa doação. Você dá um presente para a pessoa que você está sentindo raiva. Usualmente quando estamos com raiva de alguém, queremos puni-la. Mas o Buda nos aconselha a fazer o oposto. Faça algo que a faça feliz. Ofereça algo para ela, e de repente sua raiva desaparecerá e você se encontrará na outra margem.