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segunda-feira, 6 de março de 2017
"Vendo tudo isto, guerras, tirania, opressão, injustiça social, fome no oriente, em contraste com extremas riquezas, vendo tudo isto, não só intelectualmente, mas realmente, observando em você mesmo, em sua vida diária, você deve inevitavelmente ver que deve haver uma revolução radical na própria atividade de nossa existência cotidiana. E para provocar tal mudança deve haver autoconhecimento – conhecer a si mesmo como você é, as causas de suas ações, por que você é agressivo, bruto, invejoso, cheio de ódio, o que se expressa no mundo exterior. Espero que isto esteja claro, não só logicamente, verbalmente, racionalmente, mas também porque você sente isto. Se você não sente agudamente, intensamente, o atual estado do mundo, o atual estado de sua própria vida, então não há fuga para ideologias e teorias." (Krishnamurti)
"Eu vou pensar cem vezes antes de ser candidato. Eu tenho vontade de ser presidente do Brasil, isso é notório há muitos anos. Me preparo para isso. Porque se eu entendo que é minha tarefa, eu vou para fazer história. E não tem conversa, não vou para me reeleger. Não vou para fazer graça com ninguém, eu vou para fazer o que tem de ser feito e ir para casa. Quebrar ou ser quebrado." (Ciro Gomes)
Monja Coen:
A Iluminação não como prazer sensorial nem como algo que se possa falar sobre ou pensar sobre. Pois se pensarmos não atingiremos. Um estado de consciência extremamente sutil e profundo.
E é só através de acessarmos esta sutileza, clareza, profundidade que poderemos responder às nossas perguntas, que poderemos cessar as dúvidas e nos libertar.
Do que nos libertamos?
Das amarras do nascimento-morte.
Nos libertamos da vida-morte.
Pois penetramos o conhecimento de que tudo, a cada instante, está nascendo-morrendo e logo não há nascimento a ser desejado nem morte a ser rejeitada.
Buda nos deixa conceitos básicos de que tudo está interligado, interconectado numa teia de causas, condições, efeitos.
Nada surge por si só.
E tudo está incessantemente se transformando.
Somos essa transformação.
Em cada instante nascem e morrem células em nosso corpo.
No corpo Terra nascimento-morte é incessante. No corpo universo ou multiverso, pluriverso, também. É impossível cessar o movimento, a atividade.
Mas nós humanos temos a condição de compreender um pouco além de nós mesmos. Acessar a essa sabedoria é encontrar a libertação do ciclo de nascimento-velhice-doença-morte.
Libertar-se da morte é entrega e aceitação.
Isso não significa que as pessoas não devem procurar todos os meios de minimizar sofrimento e dor e tentar viver o mais tempo possível. Significa compreender que vida-morte são uma unidade.
A Iluminação não como prazer sensorial nem como algo que se possa falar sobre ou pensar sobre. Pois se pensarmos não atingiremos. Um estado de consciência extremamente sutil e profundo.
E é só através de acessarmos esta sutileza, clareza, profundidade que poderemos responder às nossas perguntas, que poderemos cessar as dúvidas e nos libertar.
Do que nos libertamos?
Das amarras do nascimento-morte.
Nos libertamos da vida-morte.
Pois penetramos o conhecimento de que tudo, a cada instante, está nascendo-morrendo e logo não há nascimento a ser desejado nem morte a ser rejeitada.
Buda nos deixa conceitos básicos de que tudo está interligado, interconectado numa teia de causas, condições, efeitos.
Nada surge por si só.
E tudo está incessantemente se transformando.
Somos essa transformação.
Em cada instante nascem e morrem células em nosso corpo.
No corpo Terra nascimento-morte é incessante. No corpo universo ou multiverso, pluriverso, também. É impossível cessar o movimento, a atividade.
Mas nós humanos temos a condição de compreender um pouco além de nós mesmos. Acessar a essa sabedoria é encontrar a libertação do ciclo de nascimento-velhice-doença-morte.
Libertar-se da morte é entrega e aceitação.
Isso não significa que as pessoas não devem procurar todos os meios de minimizar sofrimento e dor e tentar viver o mais tempo possível. Significa compreender que vida-morte são uma unidade.
Quando Deus fica brabo, ele tira foto com flash.
Andy Jankowski:
O pixo não é Arte. A Arte é sublime, pertence ao Olimpo social cuja população periférica não possui ticket de entrada. O pixo é uma contra-arte, contra-estética, contra-cosmética social, não é feito para ser agradável. A assinatura do pixador no ponto mais alto da cidade demarca uma subjetividade, uma identidade a quem está acostumado a ser número, mera estatística. O pixo invade, se impõe, ele não é feito para ser estético ou bem quisto, se o for perde o propósito. A pixação é um grito de resistência, de existência. É uma luta pessoal do pixador e de seu grupo contra o apagamento social cotidiano de sua classe, de sua cor.
A “feiura” do pixo denuncia o abandono de toda uma casta marginalizada que enfrenta todo santo dia o apagamento com tinta branca dos dirigentes engravatados, eles pintam de preto os espaços de um Estado que os pinta de vermelho todos os dias. Neste cenário, quanto tempo dura o muro para inglês ver, que é pura aparência sórdida de uma realidade dura, feia, cinza e incômoda… como o pixo? O pixo não é arte e não é para ser, é um reflexo de uma sistema desigual e não importa o quanto de tinta se gaste, vai continuar existindo independente de nossas opiniões.
O pixo não é Arte. A Arte é sublime, pertence ao Olimpo social cuja população periférica não possui ticket de entrada. O pixo é uma contra-arte, contra-estética, contra-cosmética social, não é feito para ser agradável. A assinatura do pixador no ponto mais alto da cidade demarca uma subjetividade, uma identidade a quem está acostumado a ser número, mera estatística. O pixo invade, se impõe, ele não é feito para ser estético ou bem quisto, se o for perde o propósito. A pixação é um grito de resistência, de existência. É uma luta pessoal do pixador e de seu grupo contra o apagamento social cotidiano de sua classe, de sua cor.
A “feiura” do pixo denuncia o abandono de toda uma casta marginalizada que enfrenta todo santo dia o apagamento com tinta branca dos dirigentes engravatados, eles pintam de preto os espaços de um Estado que os pinta de vermelho todos os dias. Neste cenário, quanto tempo dura o muro para inglês ver, que é pura aparência sórdida de uma realidade dura, feia, cinza e incômoda… como o pixo? O pixo não é arte e não é para ser, é um reflexo de uma sistema desigual e não importa o quanto de tinta se gaste, vai continuar existindo independente de nossas opiniões.
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Sérgio Franco, mestre e doutorando, co-curador da Bienal de Berlim de 2012:
“Se você leva em conta o debate contemporâneo do que á arte, sim. Ele é”, afirma Sérgio. E para enxergar ainda melhor esse debate, recorremos aquele famosos “passado para entender o presente”. Como exemplo, Manet já dizia: a academia é igual a um campo de batalha. Ao rejeitarem o seu movimento, o Salão dos Recusados marcou os livros da história da arte com o trabalho de todos aqueles que foram negados pelo senso comum da época.
Os impressionistas eram ridicularizados e repudiados como arrivistas (ambiciosos) artísticos, condenados por produzir arte que equivalia a nada mais que ‘meros cartuns’, e criticados por não fazerem ‘pinturas respeitáveis’ e por retratar boêmios ao invés da high society dos século 19. Essa reação os deixou perturbados, mas não derrotados. Era um bando inteligente, beligerante e autoconfiante; deram de ombros e seguiram em frente.
Foi Baudelaire o único cara que na época viu naquilo poesia. Apoiou também Coubert, Delacroix e nos apresentou o conceito de flâneur, o homem que vaga pela cidade: a multidão é o seu elemento. Sua paixão e sua profissão é esposar (defender) a multidão. Além disso ele acreditava no dever dos artistas vivos em documentar o seu tempo. E a maneira de fazer isso é mergulhar no dia a dia da vida metropolitana: observar, pensar, sentir e, por fim, registrar.
E assim Manet defendia que nada deve ser feito senão pouco a pouco. E o termo impressionismo surgiu de uma crítica que descrevia o trabalho dos pintores como uma “impressão” de algo, dada as pinceladas urgentes que com supremacia eram capazes de registar a luz natural de um instante – en plain air (ao ar livre).
E assim a história da arte é construída. Para destoar do comum e reafirmar o seu tempo, ela é transgressora e seu primeiro impacto é não agradar diante daquilo que já existe, principalmente se isso é feito em um lugar em que o artista não pertence. A ideia de Duchamp em assinar os ready mades, o fez chegar a conclusão de que o trabalho de um artista não era proporcionar um prazer estético – designers podiam fazer isso -, mas afastar-se do mundo e tentar compreendê-lo por meio da apresentação de ideias sem nenhum propósito funcional além de si mesma.
E para não falar só dos gringos, o que é Cildo Meireles para história da arte brasileira, senão maestria? Ele não trabalha para pendurar sua obra em alguma sala de escritório. Apresenta uma crítica ferrenha. Em “Ocasião”, por exemplo: um pote de dinheiro foi colocado em uma sala de espelhos interagindo com as pessoas das mais diversas formas. Carimbar “Quem matou Herzog?” em notas, circular garrafas retornáveis de Coca-Cola com mensagens de “opiniões críticas e devolvê-las para circulação” – isso é arte!
E se depois de tudo isso, ainda tiver gente coçando o dedinho para comentar: “quero ver se fosse no seu portão se você ia gostar”, pergunto ao Sérgio qual resposta ele daria para esse tipo de argumento.
“A porta da sua casa está na paisagem pública. O que você colocou na arquitetura externa dela, foi debatida coletivamente ou foi sua intenção pessoal? Com o pixador acontece a mesma coisa: na intenção pessoal ele colou o pixo, o nome dele ali sem debater coletivamente como única forma dele pertencer aquele espaço desigual. É lidar com o efêmero de forma política. Ou como explicaria o filósofo Jacques Rancière, é a ‘partilha do sensível'”.
“Se você leva em conta o debate contemporâneo do que á arte, sim. Ele é”, afirma Sérgio. E para enxergar ainda melhor esse debate, recorremos aquele famosos “passado para entender o presente”. Como exemplo, Manet já dizia: a academia é igual a um campo de batalha. Ao rejeitarem o seu movimento, o Salão dos Recusados marcou os livros da história da arte com o trabalho de todos aqueles que foram negados pelo senso comum da época.
Os impressionistas eram ridicularizados e repudiados como arrivistas (ambiciosos) artísticos, condenados por produzir arte que equivalia a nada mais que ‘meros cartuns’, e criticados por não fazerem ‘pinturas respeitáveis’ e por retratar boêmios ao invés da high society dos século 19. Essa reação os deixou perturbados, mas não derrotados. Era um bando inteligente, beligerante e autoconfiante; deram de ombros e seguiram em frente.
Foi Baudelaire o único cara que na época viu naquilo poesia. Apoiou também Coubert, Delacroix e nos apresentou o conceito de flâneur, o homem que vaga pela cidade: a multidão é o seu elemento. Sua paixão e sua profissão é esposar (defender) a multidão. Além disso ele acreditava no dever dos artistas vivos em documentar o seu tempo. E a maneira de fazer isso é mergulhar no dia a dia da vida metropolitana: observar, pensar, sentir e, por fim, registrar.
E assim Manet defendia que nada deve ser feito senão pouco a pouco. E o termo impressionismo surgiu de uma crítica que descrevia o trabalho dos pintores como uma “impressão” de algo, dada as pinceladas urgentes que com supremacia eram capazes de registar a luz natural de um instante – en plain air (ao ar livre).
E assim a história da arte é construída. Para destoar do comum e reafirmar o seu tempo, ela é transgressora e seu primeiro impacto é não agradar diante daquilo que já existe, principalmente se isso é feito em um lugar em que o artista não pertence. A ideia de Duchamp em assinar os ready mades, o fez chegar a conclusão de que o trabalho de um artista não era proporcionar um prazer estético – designers podiam fazer isso -, mas afastar-se do mundo e tentar compreendê-lo por meio da apresentação de ideias sem nenhum propósito funcional além de si mesma.
E para não falar só dos gringos, o que é Cildo Meireles para história da arte brasileira, senão maestria? Ele não trabalha para pendurar sua obra em alguma sala de escritório. Apresenta uma crítica ferrenha. Em “Ocasião”, por exemplo: um pote de dinheiro foi colocado em uma sala de espelhos interagindo com as pessoas das mais diversas formas. Carimbar “Quem matou Herzog?” em notas, circular garrafas retornáveis de Coca-Cola com mensagens de “opiniões críticas e devolvê-las para circulação” – isso é arte!
E se depois de tudo isso, ainda tiver gente coçando o dedinho para comentar: “quero ver se fosse no seu portão se você ia gostar”, pergunto ao Sérgio qual resposta ele daria para esse tipo de argumento.
“A porta da sua casa está na paisagem pública. O que você colocou na arquitetura externa dela, foi debatida coletivamente ou foi sua intenção pessoal? Com o pixador acontece a mesma coisa: na intenção pessoal ele colou o pixo, o nome dele ali sem debater coletivamente como única forma dele pertencer aquele espaço desigual. É lidar com o efêmero de forma política. Ou como explicaria o filósofo Jacques Rancière, é a ‘partilha do sensível'”.
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"A era do triunfo dos mercados coincidiu com um tempo em que o discurso público tem sido amplamente esvaziado de substância moral e espiritual. Nossa única esperança em mantermos os mercados em seu lugar é refletirmos abertamente sobre o significado dos bens e das práticas sociais que prezamos." (Michael J. Sandel)
"É uma tragédia que, quando a maioria dos latino-americanos parece estar convencida de que a democracia liberal é o único sistema que garante um desenvolvimento civilizado, na convivência e na legalidade, conspire contra essa tendência a rapina frenética de governantes corruptos." (Vargas Llosa)
Selecionei os meus itens preferidos da lista:
2 – Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um “instinto de sobrevivência” em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles veem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles veem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado.
5 – As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras.
9 – Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo.
10 – Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido; uma competição de gritos.
13 – Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser hermeticamente isoladas ou incluir dutos de ar.
16 – Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Adultos brasileiros nunca “cortam o cordão” emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc.
19 -- Os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.
20 – A maioria dos motoristas de ônibus dirige como se eles estivessem tentando quebrar o ônibus e todos dentro dele.
22 – Engarrafamentos de Três horas e meia toda vez que chove.
23 – Raramente as coisas são feitas corretamente da primeira vez. Você tem que voltar para o banco, consulado, escritório, mandar e-mail ou telefonar 2-10 vezes para as pessoas a fazerem o seu trabalho.
30 – A melhor maneira de inspirar ódio no Brasil? Educadamente recusar-se a comer alimentos oferecidos a você. Não importa o quão válida é a sua razão, este é considerado um pecado imperdoável aos olhos dos brasileiros e eles vão continuar agressivamente incomodando você para comê-lo.
34 – Zero respeito aos pedestres. Sim, eles não param para você passar. Na melhor das hipóteses, eles vão buzinar.
37 – A menos que você goste muito de futebol ou reality shows (ou seja, do Big Brother), não há nada muito que conversar com os brasileiros em geral. Você pode aprender fluentemente Português, mas no final, a conversa fica muito limitada, muito rapidamente.
38 – Tudo é construído para carros e motoristas, mesmo os carros sendo 3x o preço de qualquer outro país. Os ônibus intermunicipais de luxo são eficientes, mas o transporte público é inconveniente, caro e desconfortável para andar. Consequentemente, o tráfego em São Paulo e Rio é hoje considerado um dos piores da Terra (SP, possivelmente, o pior).
39 – Todas as cidades brasileiras (com exceção talvez do Rio e o antigo bairro do Pelourinho em Salvador) são feias, cheias de concreto, hipermodernas e desprovidas de arquitetura, árvores ou charme. A maioria é monótona e completamente idêntica na aparência. Qualquer história colonial ou bela mansão antiga é rapidamente demolida para dar lugar a um estacionamento ou um shopping center.
2 – Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um “instinto de sobrevivência” em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles veem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles veem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado.
5 – As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras.
9 – Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo.
10 – Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido; uma competição de gritos.
13 – Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser hermeticamente isoladas ou incluir dutos de ar.
16 – Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Adultos brasileiros nunca “cortam o cordão” emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc.
19 -- Os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.
20 – A maioria dos motoristas de ônibus dirige como se eles estivessem tentando quebrar o ônibus e todos dentro dele.
22 – Engarrafamentos de Três horas e meia toda vez que chove.
23 – Raramente as coisas são feitas corretamente da primeira vez. Você tem que voltar para o banco, consulado, escritório, mandar e-mail ou telefonar 2-10 vezes para as pessoas a fazerem o seu trabalho.
30 – A melhor maneira de inspirar ódio no Brasil? Educadamente recusar-se a comer alimentos oferecidos a você. Não importa o quão válida é a sua razão, este é considerado um pecado imperdoável aos olhos dos brasileiros e eles vão continuar agressivamente incomodando você para comê-lo.
34 – Zero respeito aos pedestres. Sim, eles não param para você passar. Na melhor das hipóteses, eles vão buzinar.
37 – A menos que você goste muito de futebol ou reality shows (ou seja, do Big Brother), não há nada muito que conversar com os brasileiros em geral. Você pode aprender fluentemente Português, mas no final, a conversa fica muito limitada, muito rapidamente.
38 – Tudo é construído para carros e motoristas, mesmo os carros sendo 3x o preço de qualquer outro país. Os ônibus intermunicipais de luxo são eficientes, mas o transporte público é inconveniente, caro e desconfortável para andar. Consequentemente, o tráfego em São Paulo e Rio é hoje considerado um dos piores da Terra (SP, possivelmente, o pior).
39 – Todas as cidades brasileiras (com exceção talvez do Rio e o antigo bairro do Pelourinho em Salvador) são feias, cheias de concreto, hipermodernas e desprovidas de arquitetura, árvores ou charme. A maioria é monótona e completamente idêntica na aparência. Qualquer história colonial ou bela mansão antiga é rapidamente demolida para dar lugar a um estacionamento ou um shopping center.
"Hoje, essa utopia não existe mais. Utopia, como muitas outras coisas na vida, foi privatizada. A utopia privatizada não é sobre uma sociedade melhor, mas sobre indivíduos melhores, cada um em suas situações individuais, dentro de uma sociedade muito ruim. Sobre a sociedade, dizem que não dá para mudar. Mas o que as pessoas podem fazer é cuidar de si mesmas, de seus entes queridos, sua família, cônjuge, o que seja. Encontrar um lugar confortável em um mundo essencialmente desconfortável." (Zygmunt Bauman)
"Temos governos que trabalham com algo que, na área de sociologia, chamamos de double bind. Trata-se de uma pressão dupla em direções extremamente opostas. Por um lado, eles estão expostos ao eleitorado, porque são reeleitos ou tirados do poder a cada 3 ou 4 anos. Portanto, precisam escutar o que o povo quer. Por outro lado, os governos sofrem a pressão extraterritorial de finanças, capitais, bancos internacionais, corporações etc. Estes não dependem do eleitorado, não foram eleitos e não ligam nem um pouco para qual será a reação da população. Querem que o governo deixe de escutar o povo e faça as vontades dos acionistas pois, para eles, a economia equivale aos interesses dos acionistas, isto é, destes que podem ganhar bilhões do nada, ou destruir bilhões, em um dia. São pressões opostas. O resultado disso é que o governo tem opções limitadas." (Zygmunt Bauman)
Cerca de 90% de todos os organismos da Terra estão imersos em água.
O restante, incluindo nós, permanece num "oceano" de vapor d'água.
Uma prova maior de que não há vazio entre nós.
O restante, incluindo nós, permanece num "oceano" de vapor d'água.
Uma prova maior de que não há vazio entre nós.
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"Por ser regido por Saturno, 2017 também terá muito a ver com cumprir karmas – e colher os frutos que plantamos. Se nos últimos anos você tem se esforçado, se dedicado, e até agora não sentiu que a vida te recompensou, fique tranquilo: o que é seu está guardado e você receberá os frutos esse ano. Mas se você ficar só esperando as coisas caírem do céu, na inércia, só reclamando que nada dá certo, culpando a vida e os outros pelo seu insucesso, então as coisas ficarão mais difíceis e você não terá o que colher. Lembre que criamos nossa realidade a todo instante através de pensamentos, palavras e atitudes. Qual você quer que seja sua realidade?" (Isabella Mezzadri, astróloga)
Rachel Santellano, astróloga:
"Saturno regendo o ano de 2017 implica em responsabilidade, seriedade, concentração do foco, estabilidade e limites. Requer mais realismo e praticidade, valorizando mais a ação do que as palavras. Aquelas situações em que procuramos evitar, Saturno nos obriga e impulsiona a enfrentar. Existe também uma desaceleração, Saturno nos ensina a paciência, a prudência, a perseverança, o sacrifício e também maturidade. Ele nos ajuda a criar raízes e estabilidade à vida, representando também as lições aprendidas. Sua tarefa é transformar ideias em realidade. Existe a necessidade de amadurecer como adulto responsável e manter um papel adequado na coletividade. A função de Saturno na psique humana representa o processo de formação do ego consciente. Somos forçados a reconhecer as consequências de nossas atitudes. É a lei da causa e efeito."
"Saturno regendo o ano de 2017 implica em responsabilidade, seriedade, concentração do foco, estabilidade e limites. Requer mais realismo e praticidade, valorizando mais a ação do que as palavras. Aquelas situações em que procuramos evitar, Saturno nos obriga e impulsiona a enfrentar. Existe também uma desaceleração, Saturno nos ensina a paciência, a prudência, a perseverança, o sacrifício e também maturidade. Ele nos ajuda a criar raízes e estabilidade à vida, representando também as lições aprendidas. Sua tarefa é transformar ideias em realidade. Existe a necessidade de amadurecer como adulto responsável e manter um papel adequado na coletividade. A função de Saturno na psique humana representa o processo de formação do ego consciente. Somos forçados a reconhecer as consequências de nossas atitudes. É a lei da causa e efeito."
"O Brasil ocupa o 6º lugar no índice de ignorância da realidade desenvolvido pelo Instituto Ipsos Mori: ao confrontar o senso comum com fatos objetivos, a maioria das pessoas tem uma ideia equivocada sobre a sociedade em que vive." (Casa do Saber)
"Ninguém se cura de uma aflição, a não ser sofrendo-a intensamente. Dessa forma você assimila a dor. Entrar em resistência apenas piora a situação. O principal objetivo da terapia psicológica não é transportar o paciente para um impossível estado de felicidade, mas sim ajudá-lo a adquirir firmeza e paciência diante do sofrimento. A vida acontece num equilíbrio entre a alegria e a dor. Quem não se arrisca para além da realidade jamais encontrará a verdade." (Carl Gustav Jung)
"Neste sentido, não seria difícil demonstrar todo o fascismo ordinário do sr. Bolsonaro. Sua adesão à ditadura militar é notória, a ponto de saudar e prestar homenagens a torturadores. Não deixa de ser sintomático que pessoas capazes de se dizerem profundamente indignadas contra a corrupção reinante afirmem votar em alguém que louva um regime criminoso e corrupto como a ditadura militar brasileira (vide casos Capemi, Coroa-Brastel, Paulipetro, Jari, entre tantos outros)." (Vladimir Safatle)
"Temos a tecnologia, que está superdesenvolvida. Temos muito problema com viver junto. Então por que a escola continua investindo em tecnologia e não investe em viver junto? Precisamos de mais tecnologia?" (Viviane Mosé)
Leandro Karnal
March 4 at 3:54pm
Um jovem me pergunta se eu, não sendo marxista, recomendaria ler Marx. Acho a pergunta espantosa. Claro que sim! Marx é uma fonte para o pensamento ocidental. "Ah, mas eu não gosto do socialismo!" Sem problema, o pensamento e a história do ocidente vão um pouco além do seu gosto. "Mas o marxismo embasou regimes autoritários". Sim e a Bíblia foi usada pela Inquisição e Adam Smith foi usado pelos imperialistas em genocídios na África. EXATAMENTE porque pessoas se apropriam de uma fonte importante como a Bíblia ou Marx, que ela deve ser estudada. Em 1980, uma parte expressiva da humanidade vivia sob regimes que invocavam Marx como base. Isso torna o filósofo alemão insuperável. Quase à mesma época, Ronald Reagan e Margaret Thatcher faziam políticas que dialogavam com Adam Smith e outros autores liberais. Isso é um autor base: ficamos comentando séculos e fazendo coisas em seu nome (na maioria das vezes de forma equivocada...)
Estudar não é encontrar o mundo que eu concordo, as ideias que apoiam meu universo, autores que confirmam o que eu já sei. Estudar é expandir, entrar em contradição, pensar, buscar os limites de cada pensamento. Estudar não é abrir um espelho para seu rosto ser contemplado no seu esplendor, mas uma janela para sua mente olhar mais longe e além do seu mundo. Pensamento crítico abomina dogmas. Se você faz um curso de humanas e ainda não leu Agostinho, Marx, Smith, Mill etc. está fazendo um caminho equivocado. "Ah, professor", ouvi certa vez, " eu não acredito em Deus e serei obrigado a ler a Cidade de Deus, de Agostinho?". Santo Narciso! A cristandade medieval vai desaparecer, a doutrina da graça deixará de existir e Lutero nunca fará sua obra porque você, no seu quarto de uma cidade periférica do mundo B de uma rua anônima deixou de acreditar em Deus! Chama-se história geral a disciplina, não história do meu narciso e sua importância para definir o globo terrestre. Menos narciso, mais humildade e, acima de tudo, mais leitura!
March 4 at 3:54pm
Um jovem me pergunta se eu, não sendo marxista, recomendaria ler Marx. Acho a pergunta espantosa. Claro que sim! Marx é uma fonte para o pensamento ocidental. "Ah, mas eu não gosto do socialismo!" Sem problema, o pensamento e a história do ocidente vão um pouco além do seu gosto. "Mas o marxismo embasou regimes autoritários". Sim e a Bíblia foi usada pela Inquisição e Adam Smith foi usado pelos imperialistas em genocídios na África. EXATAMENTE porque pessoas se apropriam de uma fonte importante como a Bíblia ou Marx, que ela deve ser estudada. Em 1980, uma parte expressiva da humanidade vivia sob regimes que invocavam Marx como base. Isso torna o filósofo alemão insuperável. Quase à mesma época, Ronald Reagan e Margaret Thatcher faziam políticas que dialogavam com Adam Smith e outros autores liberais. Isso é um autor base: ficamos comentando séculos e fazendo coisas em seu nome (na maioria das vezes de forma equivocada...)
Estudar não é encontrar o mundo que eu concordo, as ideias que apoiam meu universo, autores que confirmam o que eu já sei. Estudar é expandir, entrar em contradição, pensar, buscar os limites de cada pensamento. Estudar não é abrir um espelho para seu rosto ser contemplado no seu esplendor, mas uma janela para sua mente olhar mais longe e além do seu mundo. Pensamento crítico abomina dogmas. Se você faz um curso de humanas e ainda não leu Agostinho, Marx, Smith, Mill etc. está fazendo um caminho equivocado. "Ah, professor", ouvi certa vez, " eu não acredito em Deus e serei obrigado a ler a Cidade de Deus, de Agostinho?". Santo Narciso! A cristandade medieval vai desaparecer, a doutrina da graça deixará de existir e Lutero nunca fará sua obra porque você, no seu quarto de uma cidade periférica do mundo B de uma rua anônima deixou de acreditar em Deus! Chama-se história geral a disciplina, não história do meu narciso e sua importância para definir o globo terrestre. Menos narciso, mais humildade e, acima de tudo, mais leitura!
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"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres são tão contraditórios que é impossível atender suas demandas, satisfazê-los. Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro." (Dalai Lama)
(The Guardian)
(...)
According to the study, published in Proceedings of the National Academy of Sciences, some crew members fared worse than others. One began living a 25-hour day, and quickly fell out of routine with the others. "If you live on a 25-hour day, after twelve days it's the middle of the night for you when it's daytime for everyone else," Basner said.
Another crew member slept at night but took ever longer naps during the day. Taken together, the two men spent a fifth of their time, or 2,500 hours, asleep when the rest of the crew were awake, or vice-versa. "That cannot be good for mission success, because mission-critical tasks will be scheduled for the day," Basner said.
A third crew member slept so badly he suffered chronic sleep deprivation and single-handedly accounted for the majority of mistakes made on a computer test used to measure concentration and alertness. "He was falling apart in terms of his attention system," Basner said. In a second study, not yet published, the team describes a fourth crew member who was developing mild depression.
"Only two of the men adapted well to the mission. Of the other four, there was at least one major reason for concern, where we would ask, should we really send someone like this on a long mission," Basner said.
(...)
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