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domingo, 31 de agosto de 2008



"Falando sério, eu aprovo. Aprovo a seriedade extrema, a religiosidade, a necessidade de alguma coisa sagrada na vida. Mesmo que seja tudo 'ilusão'." (Simon Reynolds, crítico musical inglês criador do termo post-rock, em seu livro 'Beijar o céu', da editora Conrad, adquirido na Palavraria juntamente com 'O som e o sentido', do José Miguel Wisnik)
"O jazz e especialmente o rock se alimentam da oscilação cíclica entre processos elaborados e processos elementares. A canção faz, em momentos privilegiados, a ponte entre a vanguarda e os meios de massa." (WISNIK, José Miguel. O som e o sentido. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.)
Ontem eu falei um pouco no messenger com uma prima minha pela primeira vez em cerca de 20 anos. Ela está com 39 anos, morando em Buenos Aires há algum tempo e tem uma filha linda chamada Camila. Na última vez em que nos vimos, eu era um pré-adolescente e ela, uma jovem adulta. Tentei encontrá-la na internet, esses tempos, mas não consegui. Mas esses dias ela esteve na casa do meu pai e a mulher dele me passou o MSN da minha prima.
A tradução do que Iggy Pop fala em uma entrevista, num trecho que foi usado como sample pelo Mogwai na música 'Punk rock'.

"Eu vou te contar sobre o punk rock: punk rock é uma palavra usada por diletantes e manipuladores sem coração para se referir a música que absorve as energias e os corpos e os corações e as almas e o tempo e as mentes dos jovens que dão o que eles têm para ela, e dão tudo o que eles têm para ela. E esse é um termo baseado no desdém, é um termo baseado em moda, estilo, elitismo, satanismo e tudo o que é podre no rock 'n' roll. I não conheço o Johnny Rotten, mas eu tenho certeza de que ele põe muito mais sangue e suor no que ele faz do que Sigmund Freud colocou. Você vê, aquilo que soa para você como um amontoado de lixo ruidoso é de fato a música brilhante de um gênio: eu. E essa música é tão poderosa que está completamente fora do meu controle. Quando eu estou com o apoio dela, eu não sinto prazer e eu não sinto dor, seja física ou emocional. Você entende o que estou falando? Você já sentiu algo assim? Quando você não consegue sentir nada e você nem quer sentir? Você sabe? Você entende o que eu estou dizendo, senhor?"

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Estou tentando criar os verbetes Blanched e Douglas Dickel na Wikipédia. Os administradores da democrática enciclopédia virtual querem eliminar os dois verbetes. Estão alegando o seguinte sobre a Blanched:

"Banda de garagem do Wikipedia:Páginas para eliminar/Douglas Dickel que no momento está inativa (e eu pensei que essa moda de hiato era coisa de banda famosa, tipo Pisca 182, Loser Manos, Lixo...). Sem resultados no Buscapé/Yahoo. Questiono a relevância." (Tosqueira)

"A banda era muito boa, e meu irmão é amigo dos integrantes. Pessoal gente fina e com bom gosto musical, coisa e tal. Eu tenho o CD do demo deles, quem quiser uma cópia só falar comigo. Ah, sim, não tem relevância, rs." (Pedro Spoladore)

Sobre mim:

"Parece vaidade." (Lucas Teles)
"É... só faltou colocar o Orkut..." (Tosqueira)

Genial. Temíveis, justiceiros.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008



Está chegando a hora. É dia 12. Quando Saramago viu pela primeira vez o filme, disse, com nó na garganta e lágrimas nos olhos: "Fernando... Estão tão feliz por ter visto esse filme. Como estava quando acabei de escrever o livro." Tire lágrimas dos seus próprios reservatórios lacrimais vendo no YouTube.


O cineasta espanhol Julio Medem havia anunciado que não faria mais filmes, depois de 'Lucía y el sexo' (2001). Seria bom se fosse verdade, porque aí ele não teria cometido 'Caótica Ana' (2007), que eu vi ontem em sua segunda e última sessão em uma mostra no Unibanco Arteplex. Como eu havia lido um dia antes, quem nunca viu um filme do Medem sai do cinema maravilhado com o mundo mostrado por ele - poético, bonito, sensual, mágico. No entanto, que viu seus filmes anteriores sai do cinema decepcionado com as repetições de idéias, com aquilo que podem ser as suas obsessões. O que acontece depois que a Ana percebe que um cara está pintando um quadro muito parecido com o qual ela está pintando é exatamente igual ao que acontece depois que a Lucía conta para o Lorenzo que é sua fã. Fiquei com vergonha. Só que se de 'Los amantes del Círculo Polar' (1998) para 'Lucía...' as repetições foram aprimoradas, resultando no que para mim é a obra-prima do Medem, o filme com o qual eu mais me identifico na vida, 'Caótica Ana' é uma involução em harmonia e no enredo em si. Quanto ao final, parece que o Medem segue a lógica da primeira trilogia de 'Star wars', em que o bem e o mal "vencem" de forma intercalada a cada filme da série.

'Caótica Ana' será lançado em DVD no Brasil pela Visual Filmes. A data prevista de lançamento é 25 de setembro, segundo o meu amigo Mauricio Prado, da locadora Shine On - uma das melhores de Porto Alegre, e fica na rua Riachuelo, quase no Gasômetro.
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

"Segundo o escritor Rogério Leme, o sucesso no controle do tempo está no equilíbrio e a sua dica é seguir alguns passos de reflexão sugeridos pelo pai da administração moderna, Peter Drucker: O que eu estou fazendo que não precisa ser feito? O que eu estou fazendo que poderia ser feito por outra pessoa? O que eu estou fazendo que apenas eu posso fazer? O que eu deveria fazer que não estou fazendo?" (Carolina Vilela)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Mateus D'Almeida, em Nova York.

agenda musical:

amanha, domingo: Yo La Tengo, 2pm, @ McCarren Park Pool (brooklyn), gratis.
Aug, 30rd: Sonic Youth @ McCarren Park Pool (brooklyn), 35$
Sep, 18th: Mogwai @ Terminal5 (manhattan), 25$
Sep, 20th: Stars @ Terminal5, idem ibidem
Oct, 10th: Of Montreal @ Roseland (nao sei aonde e, tenho um mes pra descobrir)


Mais uma que fica melhor com cabelo preto. Também teve Patricia Arquette, Charlize Theron, Uma Thurman, Madonna, Sheryl Lee... Se bem que a Christina Ricci ficou bem bonita com cabelo loiro em 'Sleepy Hollow' e 'Buffalo '66'. 'Nome próprio' talvez seja um ótimo filme, mas preciso vê-lo de novo para tentar dissolver a péssima impressão com o final. Agora virou moda de filme cult novo brasileiro terminar com o título do filme em letras garrafais - 'O invasor' e 'Estômago' também fizeram isso. O fim de 'Nome próprio' não tem nada ou quase nada a ver com o resto dele. A fonte usada para as letras garrafais também não tem nada a ver. Mas posso adiantar, depois dessa primeira vista, que o filme tem talvez o mais bonito enquadramento de cena de sexo de todos os tempos: de noite, na beira do mar, só areia em volta e as marcas dos movimentos de braços e pernas na posição papai-e-mamãe. E a Leandra Leal - que está nua provavelmente em mais de 50% do filme - é bonita, "gordinha" e vinha de papéis (até onde eu vi) de boa moça. O que me angustiou mais na história é a dinâmica da mais típica paixão adolescente feminina: paixão avassaladora, rápida decepção e sofrimento avassalador, para engatar rapidamente numa nova paixão avassaladora, geralmente sem reais indícios de que há uma correspondência. E mais uma vez um livro de ex-COL gera um filme sobre um personagem que tem dificuldades com dinheiro e de se importar com mais do que o mínimo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Viva as Fronteiras do Pensamento!!

"Sempre me deparei com histórias que me interessavam enquanto estava viajando. Todos meus filmes foram instigados por meu interesse em descobrir um determinado lugar. Tudo o que sei, o aprendi viajando, fazendo, ouvindo, não sou um intelectual nem um filósofo. Esse sentido de lugar me encheu da mais doce curiosidade para descobrir o mundo. Se tornou ao longo dos anos minha diretriz primordial e está ligada às fronteiras. Eu não tenho interesse por histórias que poderiam acontecer em qualquer lugar. Quando percebo isso, perco instantaneamente o interesse. Me entedia mortalmente. Não somos só nós que formamos os lugares, os lugares nos formam. Lugares onde moramos, outros que visitamos por um momento, que descobrimos por acaso, que nos atraem pelo nome no mapa, lugares que nunca vamos esquecer, lugares que nos assustam, outros que nos consolam. Lugares repulsivos, outros que nos enchem de assombro, lugares em que nos perdemos e outros que nós perdemos. Os lugares nos condicionam, nos protegem, podem até nos destruir. Por mais metafóricos que pareçam, os lugares sempre são reais. Você pode levar uma pedra, algo do lugar, mas não o lugar. Se levamos uma fotografia do lugar, estamos levando só sua pele exterior. Alguns lugares que fotografei já desapareceram, sua memória terá que se apegar às imagens que temos deles. Os lugares têm memórias. São como dunas de areia, sempre em movimento, por isso eu os respeito." (Wim Wenders)

"O meu pai tinha uma pequena loja de discos, muito diferente das que existem hoje. Trabalhei na loja a partir dos 12 anos, e então escutei toda a música que por lá havia, fosse música country, blues, fosse clássica, contemporânea ou jazz. O que me importava mais era a qualidade da invenção e a espontaneidade da expressão." (Philip Glass)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

input_output + Pan&tone + Dom Pedro - Porco-espinho (2008)

1. Bong (2:04)
2. A saga do porco-espinho (10:00)
3. Bomba de câmera de pneu (1:32)

Acordeon diatônico: input_output
Trompete: Pan&tone
Violão: Dom Pedro
Edição: input_output

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O segundo disco do Hotel, 'Segundo andar', está em fase de masterização, e o input_output foi convidado para tocar em outubro em Curitiba. Amanhã será o primeiro ensaio da primeira tentativa de nova formação (pois o Mateus já está na capital do mundo): será o meu primeiro ensaio comigo mesmo, ou seja, só eu e o parque de diversões, inclusive o fresquinho Boss RC-20x. Se não der certo, já há um plano B. Se der certo, será ótimo para aceitar convites para shows em outros estados.
Mais Miranda July. Trecho do conto 'O garoto do Lam Kien', livro 'É claro que você sabe do que eu estou falando'.

[abre aspas]

Você tem um bicho?, perguntou.
Não.
Nem um gato?
Não.
Por que não?
Não sei se eu poderia cuidar de um bicho. Eu viajo à beça.
Mas você poderia ter um bicho bem pequeno que não sentisse muita fome.

Eu sabia tudo a respeito dessas coisas que não sentem muita fome; minha vida estava cheia delas. Eu não queria mais fracotes que eram ativados por água e calor, mas que não botavam nada para fora e eram tão pequenos que, quando morriam, eu os enterrava só com o esquecimento. Se eu iria levar algo novo para a minha casa, seria uma coisa bem esfomeada.

[fecha aspas]

terça-feira, 12 de agosto de 2008

"Todas nós tínhamos guardanapos de pano sobre o rosto e a luz brilhava através deles. Parecia mais brilhante ali debaixo, como se na verdade o pano filtrasse a escuridão que havia no resto da sala - os raios pretos que saem das coisas e das pessoas. A professora andava enquanto falava, por isso estava em todos os lugares ao mesmo tempo. Seu rosto e seu cabelo encaracolado eram esquecidos, só existiam a voz e a luz branca, e essas duas coisas combinadas soavam como a verdade." (Miranda July, conto 'Era romance', 2007)

"Continuo a correr com as outras meninas, sentindo nas plantas dos meus pés aquelas pedras quentes e por vezes molhadas da água com cloro, a cada passada. O cheirinho de amaciante está fabuloso, mas eu tenho que cuidar para fazer a volta direitinho em torno da piscina. Num momento em que o vento levanta um pouco mais o meu lençol branco, eu consigo enxergar não somente a borda da piscina, como também avisto um homem boiando na água que não me é estranho." (Douglas Dickel, conto ainda sem título, 2007/2008)

Coincidências um pouco maiores eu relatara nesta postagem.
". . . os fatos vividos e não totalmente resolvidos emocionalmente costumam se acumular em nosso inconsciente na forma de recalques, que se manifestam e interferem em nosso comportamento sem que tenhamos consciência disso – até porque eles habitam a região inconsciente da mente. É o passado interferindo no presente. São velhos valores, totalmente desatualizados, invalidados, mas presentes em forma de lembranças inconscientes. Está na hora de acionar a máquina do tempo! Como assim? Ora, abrindo espaço para o exercício do autoconhecimento. A maioria dos erros que cometemos em nossa vida deriva da falta de percepção de nossos alcances e de nossos limites. E aumentar o conhecimento de nós mesmos permite o desenvolvimento de duas qualidades imprescindíveis ao bom funcionamento de nossa vida: a auto-estima e a autoconfiança, já referidas acima. O inconsciente é uma parte do aparelho psíquico regido por leis próprias de funcionamento. Não dispõe, por exemplo, das noções de tempo. Não sabe o que é passado e o que é presente. E é justamente no inconsciente que encontramos os conteúdos reprimidos, que não têm acesso ao consciente por conta de censuras internas. Conteúdos anteriormente conscientes, quando reprimidos por força de algum fato externo, sedimentam-se no inconsciente e podem provocar limitações por toda a vida. Como falta a noção de tempo, o passado vira presente e nos aprisiona pelos sentimentos que já deveriam ter deixado de existir, uma vez que nossos valores, e os do mundo, mudaram. Costumamos dizer que temos que estar nos atualizando permanentemente, e levamos isso ao pé da letra, mas apenas no mundo profissional, intelectual, tecnológico. Deveríamos também atualizar nossa percepção de nós mesmos, e não apenas do mundo que nos rodeia." (Eugenio Mussak/Vida Simples)

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Iuuuuuupiiiiii!!!
(Liane Alves)
Vida Simples
agosto de 2008


Se um marciano recém-chegado à Terra perguntasse a você o que é felicidade, que cena você escolheria para mostrar esse sentimento em seu mais puro estado? (...) Todas versões da mesma coisa: inocência e frescor, brincadeira e leveza, corpo e emoção, curiosidade e criatividade, senso de aventura e liberdade. Se a gente reparar bem, ao nomear essas qualidades estaremos falando exatamente dos componentes básicos que garantem a felicidade. Não tem dinheiro no meio, tem? Também não tem segurança e estabilidade, tem? Esses momentos, ora veja, também não dependem nem de nada nem de ninguém. Muito menos de condições especiais, de pré-requisitos, ou de como a coisa deve ou não deve ser, essa mania de gente adulta. (...) É isso: quando entramos em contato com a criança que já fomos, acessamos a energia e a criatividade do mundo infantil e somos rejuvenescidos pelo influxo dessa nova seiva. A gente se sente renovado, disposto. É por esse motivo que, quando estamos relaxados e felizes, inconscientemente já fazemos isso. As férias, por exemplo, favorecem o aparecimento de várias crianças interiores. (...) A criança interior é aquela que imaginamos ter sido um dia. (...) Como vamos acessá-la em nossa memória? [A terapeuta] Sônia [Belotti] me aconselhou também a fazer uma meditação usando visualização: imaginar a garota que fui, no meu quarto, ou envolvida com minha brincadeira favorita. Quando essas imagens estivessem nítidas em minha mente, ela me disse para olhar para essa criança em seus olhos e abraçá-la, totalmente disposta a aceitá-la de coração tal como ela é. É um exercício que em psicanálise se chama de imaginação ativa. (...) Outra prática proposta por Sônia para travar contato com a criança interior é deixar um retrato de infância no criado-mudo por uns tempos. E, sempre que possível, perguntar mentalmente a essa criança, antes de dormir, o que ela mais deseja na vida. A resposta, diz a especialista, pode vir em sonhos, insights (revelações instantâneas), numa coisa que você vai ler ou alguém vai lhe dizer. Seu inconsciente, que está em contato com seu ser mais essencial, vai responder. E, com base nessa resposta, suas próximas metas podem estar mais alinhadas esse seu eu mais profundo. (...) [Carl] Jung fez uma fantástica descoberta: percebeu que, ao repetir sua brincadeira favorita de infância, que era construir casinhas com blocos de madeira, pedras e areia, acionava uma enorme fonte de energia e criatividade interna. Enquanto se divertia em montar cidades usando as pecinhas de madeira, idéias brotavam aos borbotões em sua mente. Foi com base nesse expediente que ele elaborou temas importantes dentro de seu sistema de pensamento, como a teoria dos arquétipos, do inconsciente coletivo e outros temas essenciais de seu trabalho. (...) E Jung dizia mais ainda. Ele afirmava que toda vez que temos vontade de expressar os aspectos positivos da criança interna estamos dando claros sinais de que podemos estar a um passo de um grande evento: a obtenção da totalidade psíquica ou, em outras palavras, de atingir aquele estado de plenitude, alegria e felicidade tão bem representado pela criança quando tem todas as suas necessidade atendidas. (...) E aqueles adultos-crianças que não amadurecem nunca, chatinhos, mimados, egoístas e teimosos? Bom, eles estão em contato com o aspecto negativo de sua criança interior e tão identificados com ele que não conseguem amadurecer.


Sim. Eu apertei a mão do David Lynch nesta noite. Ele desenhou um gato no meu autógrafo (vide acima). E uma pergunta minha foi escolhida para ele responder (ouça - e veja - no YouTube). Sim. Eu sou seu fã. O cinema dele influencia todos os meus trabalhos artísticos. (Em breve, relato/resumo completo da conferência/experiência. Seis fotos já podem ser vistas no meu Flickr.)

domingo, 10 de agosto de 2008

Festivais brasileiros em 2008...

Tim Festival (22/10?): Gogol Bordello e The Kills (?) - as informações estão desencontradas/não-confirmadas)
Palenta Terra (08/11): Animal Collective e Spoon
Goiânia Noise (21-23/11): Black Lips e The Vaselines (com metade do Belle And Sebastian como banda de apoio)

sexta-feira, 8 de agosto de 2008



"David Lynch, cineasta americano, diretor de O Homem Elefante (1980), esteve no Brasil para divulgar seu novo livro. Fui na sessão de autógrafos e escrevi meu pedido num papel, pois não haveria tempo nem fluência para fazer o pedido oralmente. Peguei a fila, e quando chegou minha vez um sujeito da organização tirou o papel da minha mão e falou, muito grosso, que tinha muita gente na fila e que o David Lynch não tinha tempo para desenhar um hipopótamo. Tomei o papel de volta, coloquei na mesa e o Lynch autografou sem ler. Aí eu falei 'draw a hippo for me!', e ele desenhou. Ainda pude lhe dizer que sou fã dos quadrinhos The Angriest Dog in the World. Ele me entregou o desenho, eu disse 'I love you', ele respondeu 'I love you to', apertamos as mãos e nos despedimos com um polegar joinha." (Stefano Azevedo)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

"Em Porto Alegre, na maior articulação de artistas do selo até hoje, encontram-se Pan&Tone, Douglas Dickel (input_output, Hotel e Blanched) e Dom Pedro (Colorir), além de um dos melhores bateristas que já vi tocar, Marcelo Armani (ex-SOL), pra uma sessão de livre improvisação. Nesse sábado, a partir de 19h30, na Palavraria (Rua Vasco da Gama, 165). Entrada franca. Abraço, Gui." (Peligro Discos, Informativo #91, 06/08/2008)

E o Hagah está divulgando o show.



Sábado (09/08), às 19h30, eu (input_output), o Crosa (Pan&tone), o Armani (SOL) e o Pedro (Colorir) faremos um improviso acústico na Palavraria (Vasco da Gama, 165). Será um quarteto de acordeon diatônico, trompete, percussão e violão folk, em meio aos livros e às xícaras cheirosas de café. Participação especial de brinquedos do input_output e do Pan&tone.
"Como alguns de vocês sabem, são pinturas que faço a partir de imagens de filmes na TV, e que alcançam um resultado visual fotográfico. Elas levam centenas de horas - em média uns 6 meses cada - eu sempre anoto o tempo de trabalho e incluo ele no título da pintura, como em 'imersão noturna #053 (424 horas)' - para ficarem prontas porque eu pinto com a ajuda de um projetor de slide, píxel por píxel. Vou configurando a imagem na tela em camadas de cor, umas separadas das outras, ou seja, primeiro pinto só o magenta, depois o amarelo por cima, e assim por diante, trabalhando de forma semelhante a uma impressora. Mas não há artíficio algum na técnica, ou seja, eu pinto apenas com simples pincéis, tinta acrílica e sem usar qualquer tipo de colagem ou afins. Vão ser três anos exibidos em uma noite porque essas três pinturas (1 metro por 2, cada) que estarão lá levaram três anos para serem feitas, do início de 2005 ao final de 2007. Desenvolvi-as ao longo de meu mestrado em artes visuais no Instituto de Artes da UFRGS, que concluí em maio." (Ricardo Mello)

Meu mapa astral disse estas coisas, entre outras, sobre mim:

Você cria uma impressão de força e as pessoas tendem a ficar um tanto nervosas quando estão à sua volta. Acrescenta uma pitada de originalidade ao mundo e as pessoas são quer inspiradas quer provocadas por seu estilo pessoal um tanto incomum. Você agita o seu meio e freqüentemente utiliza táticas de choque para causar impressão. Floresce em uma atmosfera de empolgação e de imprevisibilidade. (Ascendente Oposição Marte) Terá tendência para despertar o interesse dos outros e para os chocar de algum modo, em parte porque quer libertar as pessoas do efeito limitador de seus medos irracionais. (Urano em Escorpião)

Pode parecer indeciso aos olhos dos outros, mas na realidade o que precisa é de tempo para pesar todos os prós e contras. (Sol em Libra) Você tem uma mente extremamente perspicaz e geralmente toma decisões mais rapidamente do que a maioria das pessoas. (Mercúrio Sextil Marte) Você é uma pessoa extremamente dinâmica e capaz de realizar tarefas em uma torrente de atividade em metade do tempo que levaria o comum dos mortais. Quando decide agir, bate como um raio. (Marte Trígono Urano)Algumas pessoas podem achá-lo materialista e possessivo, mas você é uma pessoa muito generosa, desde que se sinta em segurança. (Lua na 2ª Casa)

Você é impelido por uma curiosidade insaciável e pelo desejo de entender. É um ponto de interrogação ambulante, em sua procura constante de um significado mais profundo para os menores casos que cruzam seu caminho. (Mercúrio na 9ª Casa) Atingir objetivos é o seu forte e o maior fator de motivação em sua vida. O problema é que você tende a mudar as balizas de lugar, em sua constante espiral de esforço. Talvez fosse sensato relaxar mais e saborear os frutos do seu trabalho. (Sol na 10ª Casa) Não deve esperar que as outras pessoas sejam tão motivadas como você, senão vai sofrer muitas desilusões. (Ascendente em Capricórnio)

É importante entender o significado de sua própria vida e você se identifica fortemente com as conclusões a que chega. Tem grande necessidade de encontrar um mentor ou sábio que possa instruí-lo. Outras pessoas podem julgá-lo mentalmente dominador ou exageradamente enérgico em debates. É muito provável que seu pai tenha sido um homem de crenças e convicções inabaláveis, e você pode ter sofrido dificuldades na infância para se manter à altura dos desafios intelectuais colocados por seu pai. Alguns fatores na sua infância lhe deram uma enorme sede de conhecimentos e uma compreensão acima do comum, por vezes até desesperadas. Você se preocupa em ser capaz de definir a sua identidade e explorar os limites de seu ser. Com este aspecto, pode existir muitas vezes angústia quanto ao estabelecimento do perímetro da sua identidade. Possui convicções muito fortes e tem um caráter bastante nobre. Este aspecto do seu caráter pode provocar confrontos ideológicos com pessoas influentes. (Sol Quadratura Júpiter)

Possui uma intuição maravilhosa, mas não se interessa pela aprendizagem formal e fatos concretos. Pode ser um verdadeiro perfeccionista e consegue descobrir enganos e erros. (Mercúrio Quadratura Netuno)

Poucas pessoas possuem a sua capacidade de estudar e analisar uma informação e de apresentar os assuntos de modo tão claro e compreensível. Pode desenvolver considerável especialização em áreas intelectuais diferentes e tende a cultivar o perfeccionismo nessas áreas. Mas o seu amor pelo detalhe pode também significar que você se deixa atolar facilmente, o que pode talvez impedi-lo de pôr em prática as suas idéias. Você tem forte tendência para ser útil aos outros, pelo que deve ser prudente: essa virtude pode ter como conseqüência que as pessoas tendam a abusar da sua boa-vontade e o sobrecarreguem de tarefas. (Mercúrio em Virgem)

O sucesso lhe vem freqüentemente com facilidade e pode florescer em companhia feminina, obtendo seu apoio profissional. A questão do amor ou do romantismo desempenha um papel preponderante em sua vida. (Vênus Sextil Júpiter) Você tem um talento especial em lidar com as mulheres, em parte porque tem uma compreensão instintiva da maneira de elas agirem. (Lua Oposição Vênus)

Você prefere o papel de estranho, porque experiências na infância, em seus anos de escola, podem tê-lo alienado do ponto de vista social e deixaram-lhe pouco tempo para o falso conforto do grupo. (Urano na 11a Casa) Você está no mundo, mas não faz parte dele. (Netuno Sextil Nodo N.)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008



Já estou desde ontem de manhã em frente ao Pepsi On Stage, esperando o show dos Nine Inch Nails.

Descobri que o show da KT Tunstall no Opinião não será no dia 17, mas sim no dia 19 de outubro, ou seja, na mesma hora em que o Alva Noto estará pulverizando o auditório do Goethe. Porto Alegre espera eras para ver artistas da primeira linha internacional e, de repente, dois deles vêm na mesma noite. Já mandei e-mail para os produtores, tentando evitar o desperdício.
Amanhã (05/08) haverá uma prévia, às 20h, no Centro Cultural Erico Verissimo. Sem o Pan&tone, ou seja, o trio restante tocaremos na abertura da exposição e no lançamento do livro Expedição Natureza Gaúcha, do fotógrafo Zé Paiva.

"Um caco de vidro rasgou o meu dedo, e o sangue que escorreu dele formou um tapete vermelho com bolas roxas disformes e cheias de vida. Elas me tiraram pra dançar e foram me conduzindo até o vazio do meu próprio pensamento. Chegando lá, sentei numa poltrona amarela entre o córtex e o mesencéfalo. As bolas roxas disseram para eu aguardar um instante, pois logo o sr. Cerebelo, responsável por manter a postura e o equilíbrio, viria falar comigo. Enquanto esperava, eu me distraía com os impulsos nervosos que insistiam em cortar a minha frente. Pensei em seguida que o sr. Cerebelo deveria ser um homem muito ocupado, pois a minha espera já durava uma hora, e o ambiente estava ficando cada vez mais fervente e sufocante. Esse clima atraiu um pensamento mal-intencionado, que se sentou na poltrona preta ao meu lado e começou a dizer impropérios. Mas, curiosamente, pela primeira vez, eu não acreditei nele. Pela primeira vez enfrentei-o com a serenidade de quem está dentro e fora de si ao mesmo tempo. Consegui ver a inveja e desarmonia nos seus olhos e naquele momento percebi o que eu estava fazendo ali. O sr. Cerebelo não viria, pois ele estava realmente muito ocupado me ensinando a lidar com os meus pensamentos." (Juliana Brizola)
Anagrama
DVD, 2007, cor.
6min.
Brasil
Um homem preso em uma sala cola jornais na parede.



Direção:
FERNANDA SEVERO,
JAQUELINE DEBASTIANE.
Roteiro, Fotografia e Câmera:
MARIA CLARA BASTOS.
Produção e Direção de Arte:
VANESSA PORCIÚNCULA.
Técnico de Som:
MAURÍCIO CORREA.
Edição de Som e Montagem:
GABRIEL CUNHA.
Música:
DOUGLAS DICKEL.
Elenco:
FELIPE PRUX.

Escola:
Produção Audiovisual - PUCRS

'Anagrama', o curta para o qual fiz duas poesias e cedi duas músicas para a trilha sonora, foi selecionado para a mostra universitária brasileira competitiva do 16º Gramado Cine Vídeo, na categoria experimental, e para uma mostra paralela chamada Lírico e Poético, no 13º Festival Brasileiro de Cinema Universitário.

domingo, 3 de agosto de 2008



Sonda confirma existência de água em Marte
FELIPE MAIA
da Folha Online


A sonda Phoenix, que explora o solo de Marte desde maio, confirmou nesta quinta-feira (31) a existência de água no planeta. A descoberta ocorreu depois que a Phoenix colocou amostras do solo em um instrumento que identifica os gases produzidos por substâncias. Para os técnicos, é a primeira vez que a existência de água é provada quimicamente. (...) Quando o material foi colocado no Tega e aquecido a uma certa temperatura, o gelo sublimou e o instrumento detectou a presença de moléculas de água. Em junho, técnicos da missão já diziam estar convictos de que o material brilhante encontrado na superfície de Marte era gelo, e não sal. Eles chegaram a essa conclusão em razão de quantidades do material que haviam sido fotografadas pela sonda terem desaparecido do solo - indicando que a água congelada sublimou após ter sido exposta no solo. A Phoenix está em Marte desde o dia 25 de maio com a missão de investigar as características da água e outros materiais existentes no pólo norte do planeta - procurando por condições propícias para a vida no planeta, como compostos orgânicos, ou respostas para questões como a mudança climática. Com o resultado, a Nasa (agência espacial norte-americana) decidiu estender a missão da sonda até 30 de setembro. A idéia original era que o sistema funcionasse por cerca de três meses, até o fim de agosto. "A Phoenix está saudável e as projeções para energia solar parecem boas, então nós queremos aproveitar a vantagem de fazer essa pesquisa em um dos locais mais interessantes de Marte", afirma Michael Meyer, cientista-chefe do Programa de Exploração de Marte na Nasa.


Setlist da minha discotecagem no sábado que passou, formatura da Maíra Rolim, no Ox.

01. The Flaming Lips - Race for the prize
02. Queens Of The Stone Age - Feel the good hit of the summer
03. Bob Dylan - Subterranean homesick blues
04. Joy Division - Transmission
05. The Smashing Pumpkins - 1979
06. Chico Science & Nação Zumbi - Manguetown
07. The Chemical Brothers - Let forever be
08. Ultramen - Vou a mais de 100
09. Huey Lewis - Power of love
10. Joaquim Phoenix - Cocaine blues
11. Nine Inch Nails - The hand that feeds
12. Oingo Boingo - Stay
13. The Velvet Underground - We're gonna have a real good time together
14. Michael Jackson - Smooth criminal
15. Super Furry Animals - Northern lites
16. Foo Fighters - Monkey wrench
17. Radiohead - Idioteque

sábado, 2 de agosto de 2008

Fronteiras especial com David Lynch



O renomado cineasta norte-americano David Lynch será protagonista de uma edição especial do Fronteiras do Pensamento Copesul Braskem, dia 10 de agosto, domingo, às 19h30, no Salão de Atos da UFRGS. O lendário músico britânico Donovan Leitch fará uma performance musical durante a conferência do cineasta.
Eu me rendo.



Na mesma semana em que eu recusei uma proposta de mundaça de função que aumentaria em 30% o meu ganho mensal, o Guiñazu, também com 30 anos de idade, preferiu ficar em Porto Alegre e no Internacional, mesmo com a proposta de salário R$ 200.000,00 por mês e o oferecimento de R$ 7.000.000,00 ao Inter, feita pelo Al Jazira, time atual do Abel Braga. (Em tempo: eu recusei porque a nova função era exigia o perfil oposto ao exigido na minha função atual, que é a mais compatível comigo e com os meus objetivos artísticos - em termos de carga horária. Minha namorada também recusou um emprego na loja de um museu em nome do seu objetivo de seguir na antropologia.)



E Sorondo é o melhor zagueiro do Campeonato Brasileiro, opinião com que concordam os especialistas da Globo (veja abaixo). Sorondo e Nilmar aparecem na "seleção do campeonato". Grêmio tem Perea na lista. Por falar em jornalistas esportivos, quinta-feira eu vi o show do Nando Gross & Os Alto-Falantes, no John Bull Pub. O radialista da Gaúcha canta e tocar guitarra bem, uma grande e reluzente guitarra Les Paul. O quinteto (duas guitarras, baixo, bateria e violão do meu amigo Guto Selistre) tocou 'Conversa de surdo-mudo', do Rappa, e 'Rádio bla', do Lobão. As composições do Nando tem a ver com esses covers e com Zeca Baleiro, até porque as duas vozes são comparadas.

Será lançado no dia 2 de setembro o documentário Kraftwerk & The Electronic Revolution, mostrando o grupo de Düsseldorf desde o final da década de 60, quando se chamava Organization. São entrevistas e imagens de shows não só do Kraftwerk, como também de outros grupos do krautrock.