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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

"Um caco de vidro rasgou o meu dedo, e o sangue que escorreu dele formou um tapete vermelho com bolas roxas disformes e cheias de vida. Elas me tiraram pra dançar e foram me conduzindo até o vazio do meu próprio pensamento. Chegando lá, sentei numa poltrona amarela entre o córtex e o mesencéfalo. As bolas roxas disseram para eu aguardar um instante, pois logo o sr. Cerebelo, responsável por manter a postura e o equilíbrio, viria falar comigo. Enquanto esperava, eu me distraía com os impulsos nervosos que insistiam em cortar a minha frente. Pensei em seguida que o sr. Cerebelo deveria ser um homem muito ocupado, pois a minha espera já durava uma hora, e o ambiente estava ficando cada vez mais fervente e sufocante. Esse clima atraiu um pensamento mal-intencionado, que se sentou na poltrona preta ao meu lado e começou a dizer impropérios. Mas, curiosamente, pela primeira vez, eu não acreditei nele. Pela primeira vez enfrentei-o com a serenidade de quem está dentro e fora de si ao mesmo tempo. Consegui ver a inveja e desarmonia nos seus olhos e naquele momento percebi o que eu estava fazendo ali. O sr. Cerebelo não viria, pois ele estava realmente muito ocupado me ensinando a lidar com os meus pensamentos." (Juliana Brizola)

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