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segunda-feira, 30 de abril de 2007

"Estava eu hoje quase entrando na Paulista, bem distraída, vidrão escancarado por causa do calor (carro de pobre) quando um guri de uns 17 anos pipocou do meu lado, mãozona enfiada pra dentro, dizendo naquele tom já conhecido de semi-cordialidade programada 'moça, isso é um assalto, eu tou armado, sem brincadeiras, me passa a carteira, vai passando, BLA BLA BLA'. Eu olhei calmamente pra ele e falei 'Putz AMIGO, vou até te mostrar'. Puxei minha carteira com estampa INFANTIL e abri na cara dele. Para o espanto do garoto, um amontoado de papéis sem sentido, cartões de visita e comprovantes de VISA ELÉTRICO saltando pra fora da coitada, toda desgrenhada. E nenhum mísero REAL, nenhuma MOEDA. Meses antes, a Kika e o Lucas tentaram me convencer a JOGAR FORA minha querida carteira, dizendo 'não dá Tainá, não dá'. Mas não o fiz. Aí o cara, já meio desiludido, pediu 'então me passa o celular'. Naquela exata ocasião eu estava indo justamente BUSCAR meu celular que tinha esquecido na casa da Vânia, juro. Aí soltei até um 'BAH, sério, tou sem ele'. O cara me disse 'tudo bem', me fez um sinal de JOINHA e saiu. Segui como se nada tivesse acontecido. Já fui assaltada tantas vezes que já não rola mais nem aquela taquicardia." (Tainá Müller)
Bill Moyers: De que maneira "o herói de mil faces" pode viver no "sistema" como um ser humano?

Joseph Campbell: Agindo como Luke Skywalker, não cedendo, resistindo às exigências impessoais do sistema. Se a pessoa não dá atenção aos pedidos de sua vida espiritual, de seu coração, e insiste em obedecer um certo programa, ela acaba tendo uma crise esquizofrênica. A pessoa se colocou fora de seu centro, entrou numa vida programada, e não é essa vida que interessa ao seu corpo. O mundo está cheio de gente que parou de escutar a si própria.
Assisti a 'Um vazio no coração' ('Ett hål i mitt hjärta'), o mais recente filme lançado no Brasil do diretor sueco Lukas Moodysson, de 'Amigas de colégio' ('Fucking Åmål') e 'Lilja 4-ever'. O filme é ruim e pesado, mas serviu para eu conhecer um interessante artista eletrônico da Malásia, Goh Lee Kwang, cujos sons o personagem bizarro (na verdade os quatro personagens são bizarros) ouvia nos fones, eternamente trancado em seu quarto de janelas fechadas.

"Minha idéia de som é simplesmente que o som fala por si próprio. [Mesma visão dos finlandeses do Pan Sonic.] (...) Muitos dos meus trabalhos estão fora do nível da audição 'conveniente' ou acessível. Entretanto, eles não são extremos no sentido de brutais ou bizarros. Eles pretendem remover o ouvinte de sua zona de conforto. Para mim, o conforto nada mais é do que uma condição regulativa, algo que se torna mais restritivo do que libertador para as nossas vidas de todos os dias." (Goh Lee Kwang)

PS: Goh é o sobrenome.

domingo, 29 de abril de 2007



Li no O Sul, o jornal com mais curiosidades: existe um site I-Doser, que vende MP3s que substituem efeitos de drogas, usando supostamente uma técnica chamada "binaural beats". (O design cuidadosamente careta é impressionante/Depois de décadas de artistas eletrônicos fazendo praticamente a mesma coisa, agora vem um grupo de espertos tentando ganhar dinheiro nas costas de pessoas que antes achariam o mesmo som "uma bosta de música" ou "isto não é música", mas que agora se entregam à experiência com a promessa direta de efeito de droga. (O input_output, por exemplo é/será um "i-doser".) Há uma amostra grátis no MySpace, que reúne dois elementos básicos da boa música eletrônica experimental - estática (rá!) e sine wave - e um elemento que está mais para a new age, um tecladinho sem graça aparecendo e desparecendo ciclicamente.

Voltamos à questão da meditação.

Auto-hipnose.

(Acabei de baixar o aplicativo deles, vêm outras duas doses de amostra, só que só podem ser "tomadas" uma única vez. O que eu escrevi no post acima é mais interessante e encontrável gratuitamente no Soulseek.)
A eterna busca por não se sabe o quê.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Bob Dylan, Neil Young e Lou Reed: há como superar uma audição de um desses três? Existem bandas de que eu gosto e que exploram timbres, texturas, climas; mas esses caras, que exploram a voz e a melodia - as canções - eu posso ouvir a qualquer hora, sem parar no bloqueio do eventual enjôo.


Uma das musas do Múm, a vocalista Kristín Anna Valtýsdóttir, mudou o nome para Kria Brekkan e gravou um bom disco com o gênio Avey Tare, do Animal Collective. (Apesar de originalmente haver faixas ao contrário, já há versões decentes do álbum no soulseek, evitando, assim, que o ouvinte seja tirado para otário. E o pior é que eles disseram que tiveram essa idéia depois de verem 'Inland empire', o novo filme do David Lynch.)
Viciado em franqueza.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

'O chefe de tudo isso': o novo filme de LARS é uma comédia ambientada em um escritório, e fala sobre chefes e lacaios. "O que vocês esperam de uma comédia vinda de um ser tão brusco e seco?", perguntou o cara que postou isso na comunidade do Lars Von Trier no Orkut. "Algo genial", respondi, sorrindo.

The Chase
Originally uploaded by Katie Bug.

From: fumproarte @ smc. prefpoa. com. br
Subject: proposta de LIC Municipal
Date: Wed, 25 Apr 2007 12:09:49 -0300

Proposta para Lei de Incentivo à Cultura do Município

Está pronta a proposta inicial de redação para a Lei de Incentivo à Cultura do Município. Estiveram representados neste grupo, sob a coordenação da SMC, a Fundacine, o Sated, o Forum Permanente de Música do RS, a Federação Gaúcha de Capoeira e a Comissão de Educação e Cultura da Câmara de Vereadores. O resultado preliminar deste trabalho, desenvolvido em seis encontros, estará disponível em consulta pública, a fim de receber sugestões da comunidade, por um prazo de 30 dias. Após este período, O Grupo de Trabalho voltará a se reunir para analisar e, na medida do possível, incorporar as contribuições recebidas. Posteriormente a proposta deverá ser enviada pelo Executivo à Câmara de Vereadores. A intenção é aprovar a lei ainda este ano, para que possa entrar em funcionamento em 2008.

A proposta da Lei pode ser acessada no site da SMC, em

http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/smc/usu_doc/lic_municipal_para_consulta_publica.doc

Comentários, críticas e sugestões podem ser encaminhados para asanti @ smc. prefpoa. com. br



FUMPROARTE / Secretaria Municipal da Cultura
(51) 3289-8016 e 3289-8017
Av. Independência 453
90035-075 Porto Alegre RS
www.portoalegre.rs.gov.br/fumproarte
Minhas audições mais freqüentes, segundo o Last.fm. (Vai ficar um "placar" fixado no pé da página.)



* Bright Eyes eu ouvi bastante para conhecer, por causa da Tunnie, e gostei.

** Deerhoof eu ouvi insistentemente para tentar gostar e não consegui. Se fosse possível, eu deletaria esse nome da lista, ainda mais na posição em que está. Mas, descobri há pouco, só tem como apagar das estatísticas faixas ouvidas recentemente.

domingo, 22 de abril de 2007



No aquecimento para a chegada da segunda temporada de 'Twin Peaks' no Brasil, eu estou revendo a primeira temporada. Não deixe de parar no Lamplighter Inn.

sábado, 21 de abril de 2007

Em 1996, ou 1997, eu participei de um concurso da revista Showbizz que pedia uma história envolvendo "nove vidas" e "o pulo do gato". A melhor história acho que renderia um ou mais instrumentos musicais, e as outras 49 melhores renderiam um exemplar do compact disc 'Nine lives', do Aerosmith. Ganhei um CD, e depois vi que a história vencedora era muito semelhante à minha, de modo que acreditei que eu tinha sido o segundo colocado.

Ontem - somente ontem, dez anos depois -, remexendo nos meus recortes e impressos guardados, minha gaveta entupida de memórias, deparei-me com a carta da Showbizz me parabenizando. Ela finaliza revelando o vencedor, o primeiro lugar, algo assim: "o sortudo é Henrique Fanti, de Porto Alegre".

Eu tinha uns 19. E tu?

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Date: Fri, 20 Apr 2007 00:26:01 -0400
To: douglasdickel
From: "Nine Inch Nails"
Subject: year zero out now

year zero is in stores now. the disc comes in a digipack package with a 24 page booklet.


A mãe da Tunnie está para chegar dos EUA com uma unidade para mim dessa edição com 24 páginas de encarte.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

"(...) E de novo a máxima zen: nada exclui o seu contrário." (Muriel Paraboni)

Ótimo. Nada exclui o seu contrário.

Lembrou-me "o caos é meu amigo" (Bob Dylan), sem necessariamente uma relação direta entre as assertivas.


Começarei a nadar no oceano das ondas de tudo, provavelmente no mês que vem. Decidi aprender/praticar tai chi com o mestre Adriano, do Centro Cultural Tao, depois de uma comparação hoje com a prática do Centro Cultural Chinês, que é coordenada por instrutores (veja a diferença do substantivo) e reúne muito mais gente, diminuindo a possibilidade de dedicação à preparação de cada indivíduo. Bem, meus objetivos são desacelerar, diminuir a ansiedade, aumentar a disciplina e buscar a tranqüilidade, pois o tai chi é uma meditação ativa. Junto com o tai chi, no C. C. Tao, há momentos de uso da técnica chinesa de respiração chamada chi kung, que me interessa muito, mais concentrada na meditação.
Acordei de madrugada com um morcego piando no meu ouvido. Sorte que ele não entrou pela fresta que eu havia deixado na janela. Acordei com o coração acelerado e com medo de que ele estaria debaixo da cama ou atrás da cômoda - como já aconteceu. Nos minutos seguintes, o Fuzzy e a Cvalda não saíram de cima da cama, de cima de mim. Malditos morcegos, eles cagam todo o parapeito da minha janela, todas as noites, chegando a cagar para dentro, encostando o maldito cu deles na fresta da persiana e ejetando a bostinha aqui para dentro.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

(...) Os amigos parecem não respeitar a decisão do homem e julgam os fatos como se não houvesse uma história anterior que os tenha provocado, tomando partido numa não-partida, fazendo defesa de alguém que não está sendo atacado, inventando culpa onde não há culpados.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Earth
Formação: Olympia, Washington, EUA
(Copiado e colado de DyingDays.net)



Quando se recorre à inesquecível Seattle dos anos 90, inevitavelmente brotam da memória as bandas que transformaram o proibitivo som de guitarras sujas em uma proposta assimilável pelo grande público: Nirvana, Mudhoney, Alice in Chains são bons exemplos que não se deixam esquecer. Por mais díspares que tenham sido suas características, todas foram bem sucedidas em conquistar a audiência da época, muito pelo equivocado senso de unicidade criado pela mídia que as apresentou como destaques de uma suposta cena. A saudosa Seattle, entretanto, escondeu uma série de outras bandas que não se comunicou de forma tão imediata com o ouvinte, cujo destino fatalmente encontrou o ostracismo ou o culto fora do circuito mainstream. Dessas bandas "esquecidas", ficaram os seus bons (e pouco divulgados) discos, já que a totalidade delas sucumbiu frente à falta de interesse do público e mesmo à extinção de um desgastado rótulo celebrizado naqueles anos (vamos evitar citá-lo, certo?). O Earth foi um desses estranhos que conviveu à margem do fenômeno Seattle, embora tenha presenciado de perto a movimentação produzida naquele período. Entretanto, sua trajetória acabou divergindo das de outros desconhecidos quando sua obra foi resgatada nesta década, trazendo-a de volta às atividades quando seu fim já parecia definitivo.

Formado por Dylan Carlson, o Earth pode ser considerado uma banda-de-um-homem-só, já que Carlson, além de ter sido o único integrante fixo na história da banda, foi o responsável pelas composições e direcionamento do grupo. Junto com Slim Moon e Greg Babiour, Carlson idealizou em Olympia, no início dos anos 90, uma proposta que não correspondia com o som que dali a pouco estaria explodindo nas lojas de discos de todo o planeta. Quando o líder mudou-se para Seattle, Moon e Babiour foram substituídos por Dave Harwell e Joe Preston, e enquanto os futuros bem-sucedidos da cidade misturavam suas referências com a infalível combinação guitarra-baixo-bateria, o Earth deu seus primeiros passos usando apenas duas guitarras e um sintetizador. Foi a partir dessa idéia e com essa formação que o trio gravou seu primeiro disco, 'Extra-Capsular Extraction', em 1991 pela então emergente SubPop. A abordagem do Earth se fez clara com a referência onipresente de Black Sabbath, na forma de riffs longos e carregados, com pouca interferência dos vocais e de uma tímida bateria. Apesar de um tanto díspar em relação ao que acontecia na época, 'Extra-Capsular Extraction' apenas sugeriu o que viria na seqüência.

Com a saída de Preston (que integrou-se aos Melvins), Carlson e Harwell partiram para a gravação do disco mais cultuado da banda: 'Earth 2', de 1993. Difícil precisar se a sonoridade do álbum refletiu a ausência de um terceiro membro na formação ou materializou as intenções visionárias de Dylan, mas 'Earth 2' acabou soando como nenhum outro disco havia soado até então. Munida de apenas uma guitarra e um baixo, a dupla encheu setenta e três minutos de longos e distorcidos riffs, criando uma massa sonora que hoje é rotulada como "heavy drone" [ou doom ambinet ou drone metal]. O senso melódico de 'Earth 2' puxa o ritmo para a lentidão, onde a ausência de vocais e bateria é soterrada pelos repetitivos e massivos riffs, numa ode ao ar maquiavélico do Black Sabbath. Conceitualmente, 'Earth 2' é um marco para a música experimental. Aquilo que muitos artistas haviam desenvolvido como música ambiente ganhou uma conotação particular nas mãos de Carlson e Harwell, através da junção do ambient com o metal. Seu legado só foi se manifestar nos anos seguintes, quando bandas como o Sunn 0))) criaram discos baseando-se nos conceitos daquela obra. Curiosamente, na época em que foi lançado, o desempenho comercial do álbum não sugeriu sua importância, uma vez que sua repercussão foi irrelevante junto ao público. Por mais que os ouvintes estivessem dirigindo seus interesses para artistas mais desafiadores, 'Earth 2' estava muito adiante em relação ao que um ouvinte convencional poderia consumir.

A frieza com que 'Earth 2' foi recebido refletiu nos dois discos seguintes da banda. O terceiro, 'Phase 3: Thrones And Dominions', trouxe consigo alguns reflexos da impaciência da então celebrada SubPop com o formato musical explorado por Carlson. Gravado após a saída de Harwell, o disco contou com Tommy Hansen e Ian Dickson nas guitarras, além de Rick Cabern na bateria da faixa 'Site Specific Carnivorous Occurence'. Seu lançamento só aconteceu em 1995, após desavenças com o selo, e refletiu a necessidade da banda se encaixar num formato mais vendável. Faixas mais curtas, guitarras mais limpas e melodias assimiláveis tentaram aproximar o Earth daquilo que a audiência esperava de uma banda oriunda de Seattle. Ainda assim, 'Phase 3' não abandonou a abrasividade explorada nos trabalhos anteriores e tampouco significou uma entrega total a interesses mercadológicos, devido aos resquícios de experimentalismo presentes em algumas faixas. Já o disco seguinte, 'Pentastar: In The Style Of Demons' (1996), foi bem mais emblemático para a mudança de rumos do Earth. Gravado com Shean McElligot, Michael McDaniel e Mike Deming, concretizou um passo muito significativo em direção à aceitação comercial. Sua abordagem pouco lembra a penumbra monolítica de 'Earth 2': 'Pentastar' usou ritmos familiares, riffs mais velozes e vocais nítidos, incluindo até mesmo uma cover de Jimi Hendrix em seu tracklist ('Peace In Mississipi'). Não fosse obra de Dylan Carlson, 'Pentastar' se confundiria com uma dezena de álbuns lançados na época. Ainda assim, o resultado não se encaixou exatamente no que o público queria. Por mais esforço que tenha sido feito, a vocação para figurar ao lado de medalhões multi-platinados não estava escrita nos cromossomos do Earth. Assim, a irrelevância desse disco no mercado unida à impaciência da SubPop e à fadiga da cena de Seattle decretaram a suspensão das atividades da banda.

A aparição de Dylan Carlson no documentário 'Kurt & Courtney' (1998), bem como a inclusão de alguns trechos de músicas do Earth no mesmo foram o início da redescoberta do grupo. Amigo pessoal de Kurt Cobain (e presumivelmente o responsável pela compra do revólver que tirou a vida de Kurt), sua aparição alertou o público sobre a relação entre o Earth e o líder do Nirvana, estabelecendo um paralelo entre Seattle e Carlson. Paralelamente, o registro ao vivo 'Sunn Amps And Smashed Guitars', originalmente editado em 1995, recebeu uma nova versão, contando com sobras do primeiro disco – entre elas – 'Divine And Bright', com vocais de Cobain. Ciente do interesse incipiente em seu trabalho, Carlson recrutou Adrienne Davies e trouxe o Earth de volta à atividade. O que se sucedeu a seguir estabeleceu a segunda fase da carreira do Earth, onde a banda reformou sua sonoridade, apresentando uma proposta inesperada até mesmo para o mais ardoroso fã.

Carlson e Davies partiram para a estrada mais abertos a outros gêneros sonoros e possibilidades instrumentais. Contando com a participação de músicos incidentais, o Earth limpou o som de suas guitarras, desacelerando novamente seus ritmos com as batidas marciais das baquetas de Davies. Paralelamente às apresentações, alguns bootlegs e pequenos trabalhos em selos independentes foram editados, como o relançamento controverso de 'Earth 2' pela Autofact e os discos ao vivo '070796Live', 'Earth/KK Null' e 'Living In The Gleam Of An Unsheathed Sword', que registraram a gradual evolução do som rumo a uma concepção diferente da conhecida até uns anos atrás. A influência do trabalho deles confirmou-se com o lançamento de 'Legacy Of Dissolution' (2005), um tributo em que artistas contemporâneos como Mogwai, Autechre e Justin Broadrick remixaram músicas do catálogo da banda.

O período de dez anos sem que o Earth produzisse um álbum novo teve fim em 2005, quando a gravadora Southern Lord atendeu as crescentes expectativas do público lançando 'Hex; Or Printing In The Infernal Method'. Mais do que uma afirmação das mudanças sonoras sugeridas nas últimas turnês do grupo, o disco revelou uma banda totalmente reformulada, indiferente ao seu passado ensurdecedor. Carlson desenvolveu uma sonoridade mais ampla e rebuscada, trocando os pedais por instrumentos tradicionais da música americana como guitarras Telecaster, slides e até tímidos sopros.

Do velho Earth, a manutenção do formato de longas canções desaceleradas. O interessante a respeito de 'Hex' é a habilidade da banda em abandonar as distorções e ainda assim manter a atmosfera maligna de suas músicas, que passaram a transmitir uma imagem árida do sangue derramado no deserto norte-americano, referenciando trilhas-sonoras de filmes western. O álbum foi a cartada final para o resgate de um prestígio, celebrado nas turnês de divulgação promovidas junto com bandas como Boris e Sunn 0))). O cultuado selo aRCHIVE imortalizou um desses momentos lançando o raro 'Live Hex; In A Large City On The North American Continent', um registro da nova proposta sonora do Earth em contato com a platéia.

Foi necessário um hiato de quase dez anos sem produzir para Dylan Carlson levar o Earth a uma outra esfera. Para a sorte dos fãs, ele parece ter se sensibilizado com a boa receptividade, uma vez que já lançou um segundo trabalho de estúdio registrando sua nova fase. 'Hibernaculum' foi disponibilizado em março de 2007 novamente pela Southern Lord, reunindo quatro músicas do catálogo antigo da banda reformuladas segundo a orientação sonora de 'Hex'. O item ainda inclui um DVD com entrevistas e trechos da turnê européia do grupo. Como se isso não bastasse, já está anunciado para o final de 2007 um novo disco com composições inéditas, que deverá contar com a participação do referencial guitarrista Bill Laswell.
'Trainspotting', gostei. 'Por uma vida menos ordinária', achei tão péssimo que nem lembro mais. 'A praia', ruim. 'Extermínio', belas imagens, filme em geral detestável. E eu não aprendo, sempre vou lá e assisto a mais um filme do escocês feioso Danny Boyle, o novo George Lucas - imagem 10, conteúdo 0. 'Sunshine' contém imagens de sonhar de noite, bonitas e perturbadoras, fascinantes. Fora isso, é um thriller fraquíssimo, clichê, com o elemento surpresa sendo tão idiota quanto os infectados de 'Extermínio'. E o Tony havia me dito que era "ficção inteligente, tipo os filmes do Tarkovski".

sexta-feira, 13 de abril de 2007



Testament
Quando: 24 de Abril - terça-feira
Onde: Bar Opinião [José do Patrocinio, 834]
Horário: 22h

Ingressos: Os 300 primeiros a R$ 40,00
Restante dos antecipados R$ 50,00
No local valor a definir

Pontos de venda:
House of Metal [Rua Vigário José Inácio, 787]
A Place... [Voluntários da Pátria, 323/57]
Zeppelin [Marechal Floriano, 185/209]

Informações: www.pisca.com.br
Produção: Pisca e Opinião.
Site da banda: www.testamentlegions.com



BRAZILIAN TOUR 2007

Em abril, o Brasil vai receber em seus palcos um dos maiores nomes da cena metálica mundial: a banda californiana Testament. Com mais de 20 anos de estrada, o grupo já teve em sua formações músicos como Dave Lombardo (Slayer), Steve DiGiorgio (Sebastian Bach, e ex-Death) e Steve Smyth (Nevermore), os quais contribuíram para dar ao Testament seu estilo único no thrash metal.

Iniciaram sua carreira em 1984, sob o nome de Legacy, mas só em 1987 adotaram, de fato, o nome Testament e lançaram seu primeiro disco: "The Legacy". O sucesso inicial de seus primeiros álbuns destacou a banda no cenário do metal, levando-os a compartilhar o palco com outras grandes bandas do gênero, como o Anthrax, Suicidal Tendencies, Slayer e Megadeth.

Esta tendência marcou o Testament até o início dos anos 90 e a partir daí, já com o sucesso consolidado por público e crítica, mudanças essenciais em sua sonoridade foram sucedidas. Trocas na formação, disco após disco, acrescentaram a cada trabalho da banda o desenvolvimento de um estilo thrash metal que chegou em seu ápice no disco "The Gathering", de 1999 com, além de Chuck Billy e Eric Peterson, nada menos que o ex-Slayer, Dave Lombardo, o baixista Steve DiGiorgio e a volta de James Murphy. Desde então a banda se tornou uma das maiores referências no gênero, mesmo com sérios problemas de saúde enfrentados por Chuck Billy e por James Murphy. Felizmente, ambos se recuperaram e deixaram pra trás hoje estes problemas, voltando aos palcos com o fôlego ainda maior!

Toda a história da banda foi registrada em mais de 14 álbuns, dos quais muitos deles foram lançados no Brasil, como é o caso de Live at the Fillmore, Demonic (considerado um dos mais pesados), First Strike Still Deadly (com regravações dos primeiros clássicos), Live in London, e The Gathering (um de seus mais aclamados discos). Sai agora no país pela Spitfire Records/ST2 Records a coletânea definitiva da banda - Testament: The Spitfire Collection, com os melhores momentos da banda reunidos em 14 faixas.

O Testament chega ao país pela segunda vez, como uma das grandes atrações na programação musical da cidade de Porto Alegre.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Muriel: "A intuição de que Ryuichi Sakamoto e Alva Noto seriam pura meditação oriental se confirma sem sombra de dúvidas: no álbum 'Vrioon', todas as músicas tem nomes derivados de 'oon', a começar por 'Uoon'. E no fundo de todas as músicas está constante um som de freqüência única, que é o som do 'ohm', o som 'primordial', segundo os vedas...! Touchê!"

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Olá amigos,
O projeto em que João XXIII e eu trabalhamos, chamado índios eletrônicos, está concorrendo como melhor disco instrumental de 2006 pelo prêmio Toddy (antigo prêmio da revista dynamite).
Olha, se tiverem paciência - é coisa rápida, colocar e-mail e votar - votem lá. Não sei o que ganha, mas a idéia é dar um tapa de luva na música independente brasileira e mostrar que a desconstrução pode superar a construção.
para fazer isso, acesse: http://www.premiotoddy.com.br e vote!
grande abraço indígena hi-tec!!!
André Ramiro - índios eletrônicos

terça-feira, 10 de abril de 2007

"O escritor e agitador cultural (adoro essa expressão!) Paulo Scott escalou um bando de gente legal para a quarta edição do Mini-Mundo, evento lítero-etílico-performático-musical que vai rolar amanhã, a partir das 20h, no bar Elo Perdido (Rua João Alfredo, 533), 'de grátis'. A seleção de arteiros reúne escritores (Amilcar Bettega, Cardoso, Daniel Galera, Marçal Aquino, Marcelo Benvenutti), poetas (Fabrício Carpinejar, Ronald Augusto), atores (Deborah Finocchiaro, Júlio Conte, Patsy Cecato), músicos (Douglas Dickel, Edu K, Lavanderia Psicodélica de Charlie Chan) e por aí vai..." (Roger Lerina/Contracapa/ZH)

segunda-feira, 9 de abril de 2007

PF Gastal:


14 de abril (sábado)

17:00 - E Agora, Para Algo Completamente Diferente (coletânea de esquetes do Monty Python)


15 de abril (domingo)

15:00 - 39 Degraus (Alfred Hitchcock)
19:00 - E Agora, Para Algo Completamente Diferente


21 de abril (sábado)

15:00 - 39 Degraus (1ª Mostra de Cinema Britânico)
16:30 - Eureka (Mostra Segurança) "obra-prima do novo cinema japonês"


22 de abril (domingo)

15:00 - E Agora, Para Algo Completamente Diferente (1ª Mostra de Cinema Britânico)
16:30 - Safe (Mostra Segurança) do Todd Haynes ('Velvet goldmine')
18:30 - Vôo United 93 (Mostra Segurança) sobre o avião que derrubou as Torres Gêmeas
E a mãe do Fruet gostou do 'Blanched toca Angelopoulos'.

domingo, 8 de abril de 2007

> FIREFRIEND diz:
o gustavo do frank poole outro dia me perguntou quem vc era

> FIREFRIEND diz:
ele ficou de cara, viu em alguma lista que vc falava de algum clipe do frank poole

> FIREFRIEND diz:
eu respondi: é um amigo de poa que realmente gostava do f.poole

[douglasdickel] diz:
ele achou que eu tava zoando?

> FIREFRIEND diz:
não, de forma alguma

[douglasdickel] diz:
ah, "ficou de cara" positivamente?

> FIREFRIEND diz:
sim, ficou bem contente... a gente não conhecia ninguém que gostasse, e ainda mais agora, tantos anos depois

[douglasdickel] diz:
hehe

[douglasdickel] diz:
é que aqui usam o "de cara" só negativamente

> FIREFRIEND diz:
ah, é bem diferente

[douglasdickel] diz:
então ele viu o meu nome lá e te perguntou se tu sabia quem eu era?

> FIREFRIEND diz:
isso mesmo

[douglasdickel] diz:
legal

[douglasdickel] diz:
eu devo ter falado que o clipe de cecília é um dos melhores do mundo, haha

> FIREFRIEND diz:
na verdade, o que eu falei para ele, foi mais ou menos isso:

> FIREFRIEND diz:
se algum dia o frank poole teve realmente um fã, foi o dickel

> FIREFRIEND diz:
ha

> FIREFRIEND diz:
ele ficou de cara

[douglasdickel] diz:
pô, que honra
Eu já falei dos finlandeses do Elãkelãiset? Aqui eles tocando 'Das model' (Kraftwerk) em ritmo de polca (humppa!).

sexta-feira, 6 de abril de 2007

GOSTA DE CÉU ESTRELADO?

MINI-MUNDO SEM COMERCIAL (4ª EDIÇÃO):

AMILCAR BETTEGA

ANTÔNIO XERXENESKY
CARDOSO
CELSO COELHO
CRISTIANE CUBAS
DANIEL GALERA
DEBORAH FINOCCHIARO
DEDÉ RIBEIRO
DOUGLAS DICKEL
EDU K
EDUARDO RECK MIRANDA
FABRÍCIO CARPINEJAR
GALERIA ADESIVO
GERUSA MARQUES
JÚLIA VIEGAS
JÚLIO CONTE
LAVANDERIA PSICODÉLICA DE CHARLIE CHAN
LEANDRO DORÓ
LEO FELIPE
MARÇAL AQUINO
MURILO BIFF
OLAVO AMARAL
PATSY CECATO
PAULO SCOTT
PROJETO FLOCO
RONALD AUGUSTO
SABRINA ROCHA
TELMA SCHERER
4NAZZO

DIA 11 DE ABRIL - 20H - ELO PERDIDO - RUA JOÃO ALFREDO 533
A nova descoberta/revolução, na minha casa: estrobo.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Esta foi uma das maiores declarações de amor que eu já recebi: "Uma das coisas que eu mais gosto no mundo é olhar pra ti olhando pras coisas. E falando com as pessoas. A minha admiração cresce cada vez mais, sabia? Eu vejo, saindo dos teus olhos, muita inteligência e muito amor."

terça-feira, 3 de abril de 2007

Pelicano nas eliminatórias do festival Gig Rock III



Data: quinta-feira, 12 de abril de 2007
Hora: 22h
Local: Garagem Hermética

Depois de um ano e meio do seu primeiro e único show, a Pelicano está de volta na quinta-feira dia 12, no Garagem Hermética, com todo o vapor. A banda participa das eliminatórias da terceira edição do festival do Beco, o Gig Rock.

Mesmo com a inatividade momentânea da banda, o MP3 da música "Tesoura e pernas" foi enviado para a pré-seleção, só para ver no que iria dar. A Pelicano acabou selecionada, acordando os integrantes para o potencial da banda, o que vem provocando muita empolgação nos ensaios.

A Pelicano concorre, a partir das 22h, contra Andina e Revulsônica, a uma vaga para o festival, que acontece em maio. É importante que você vá, porque pode ser o último show da banda (nunca se sabe, se em dois anos só teve um), ou melhor do que os que estarão por vir. E o público é que irá escolher a banda classificada.

A Pelicano é uma guitar band formada em 02/04/2005, em Porto Alegre, por Rodrigo Souto (bateria), Renan Stiegemeier (baixo), Bruno Galera (guitarra e vocais) e Douglas Dickel (guitarra e vocais). Em agosto de 2006, Felipe "Mac" Oliveira assumiu as baquetas.

O álbum "Oito meses para a migração" foi gravado e mixado no verão de 2006 por Carlo Pianta, e a masterização ficou por conta de Marcelo Fruet. O registro ainda não foi lançado, mas tratativas com selos estão sendo feitas.

Pelicano faz rock alternativo, apresentando melodias permeadas por distorção que também valorizam os silêncios e todo tipo de texturas ao seu alcance. Pode-se citar como referências My Bloody Valentine, Interpol, Sonic Youth, Smashing Pumpkins, Queens Of The Stone Age, Supergrass, Nirvana e Yo La Tengo.

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tramavirtual.

(PS: Em breve, o e-flyer.)

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Possessed - Seven churches (1985)
Considerado o primeiro álbum de death metal.
O pai da Fernanda Lima é perito contábil da Justiça do Trabalho, o Cleomar. Ele, do balcão, faz brincadeiras com os colegas em voz muito alta. Uma colega chegou para ele e sussurrou "Tu é o pai da Fernanda Lima?", ele respondeu que sim. Eu disse "Então tu é o pai da Maria Bo", e ele: "Ela tá beijando muito. E agora bebendo muito, também." A semelhança é grande, o queixinho e os olhos.

Comecei hoje a trabalhar em outra vara. É inacreditavelmente diferente da outra, praticamente o oposto. Estou aliviado. Até o banheiro masculino e a vista da janela da cozinha (uma árvore idosa, daquelas "peludas") são mais agradáveis. A minha ex-chefe foi cruel também em me fazer acreditar que todas as varas eram iguais à dela.
"A meditação vem sendo estudada sistematicamente pela medicina ocidental desde os anos 60, quando o médico cardiologista americano Herbert Benson, fundador do Instituto Médico Mente/Corpo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, começou a pesquisar a chamada 'resposta do relaxamento': uma série de alterações fisiológicas e psíquicas provocadas pela repetição contínua de uma palavra, um som, uma frase ou uma oração, e pelo descarte passivo de pensamentos intrusos." (DE BARROS, Lúcia Cristina e DE LUCA, Márcia. Meditação. Ed. Caras.)

domingo, 1 de abril de 2007

A voz da propaganda do Sundown, no intervalo do Big Brother (ou seja, o protetor solar patrocina o programa), é do cara que fazia a locução da Casa dos Artistas, o ex-concorrente do gênero no SBT.
Acabou de tocar 'Purple bottle', do Animal Collective, na reportagem com o Romário, no Fantástico - o melhor programa de rock alternativo da televisão brasileira.