Follow douglasdickel on Twitter
www.flickr.com
[douglasdickel]'s items Go to [douglasdickel]'s photostream


Instagram
http://soundcloud.com/input_output
:: douglasdickel 18 anos de blog :: página inicial | leituras | jormalismo ::
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

photo contest

photo contest
photo contest,
originally uploaded by [douglasdickel].
Se você quiser, vote nas fotos dos nossos gatos que estão concorrendo a prêmios aqui e aqui. Eu e a Manu estamos inscrevendo três fotos cada um.
"I recently saw this noise-rock group from Brooklyn called Black Dice. Really, really exciting. Their main thing is a relentless, lower-bass beat that just pounds at you. If there were any vocals, I couldn't hear them. I don't think they can actually play any real instruments. It's all computers - laptops and samples. I don't remember a lot of bands I see, but I remember these guys. Did they make me want to dance? They made me levitate three feet straight up!" (Lou Reed)
TIM FESTIVAL 2006 (preste atenção na atração surpresa sublinhada)


27 de outubro
RIO DE JANEIRO

Marina da Glória

TIM CLUB (20h)
Ivan Lins
Jennifer Sanon
Maria Schneider

TIM STAGE (23h)
Daft Punk

TIM LAB (22h30)
Céu
Amandou & Marian
Devendra Banhart

TIM VILLAGE (1h)
DJ Shantel
Maurício Valladares

SÃO PAULO
AUDITÓRIO IBIRAPUERA (20h30)
Stefano Bollani
Ahmad Jamal
Herbie Hancock

VITÓRIA
TEATRO UNIVERSITÁRIO DA UFES (20h30)
Roy Hargrove


28 de outubro
RIO DE JANEIRO

Marina da Glória

TIM CLUB (20h)
André Mehmari Trio
Roy Hargrove
Charlie Haden

TIM STAGE (23h)
Mombojó
Patti Smith
Yeah Yeah Yeahs

TIM LAB (22h30)
Bonde do Rolê
TV on the Radio
Thievery Corporation

TIM VILLAGE (1h)
Booka Shade
Pet Duo

SÃO PAULO
AUDITÓRIO IBIRAPUERA (20h30)
Ivan Lins
Jennifer Sanon
Maria Schneider

VITÓRIA
TEATRO UNIVERSITÁRIO DA UFES (20h30)
Yamandu Costa
Herbie Hancock


29 de outubro
RIO DE JANEIRO

Marina da Glória

TIM CLUB (20h)
Stefano Bollani
Ahmad Jamal
Herbie Hancock

TIM STAGE (23h)
Instituto
DJ Shadow
Beastie Boys

TIM LAB (22h30)
Marcelo Birck
The Bad Plus
Black Dice

TIM VILLAGE (1h)
DJ Jason Forrest
Camilo Rocha

SÃO PAULO
ANHEMBI (18h)
Mombojó
TV On The Radio
Thievery Corporation
Yeah Yeah Yeahs
Daft Punk

AUDITÓRIO IBIRAPUERA (20h30)
André Mehmari Trio
Roy Hargrove
Charlie Haden

VITÓRIA
TEATRO UNIVERSITÁRIO DA UFES (20h30)
Amadou & Marian
Devendra Banhart


31 de outubro
CURITIBA

PEDREIRA PAULO LEMINSKI (19h)
Nação Zumbi
DJ Shadow
Patti Smith
Yeah Yeah Yeahs
Beastie Boys

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Eu já falei do blog Cagedream? Se já falei, falo de novo. Este aqui embaixo é o índice de artistas que tem para baixar lá - vários discos de cada um, às vezes a discografia inteira. Esse blog e a comunidade experimental / etc : downloads do orkut são as maiores minas de discos que eu conheço hoje. Discos inteiros em ZIP ou RAR, sem o inconveniente que o Soulseek tem de o dono dos MP3s precisar estar online. Downloads de links da web estão sempre ali. Dá muito menos - muito menos, mesmo - trabalho para gerenciar downloads.

Gastr del Sol - Discography
Arto Lindsay
Avey Tare & Panda Bear
Juana Molina - Discography
2046 / In The Mood For Love / Waking Life
Isis - Discografia
El Otro Yo
Today is the Day
Will Oldham
Young God Records
Akron/Family
Angels of Light, The
Arto Lindsay
Avey Tare & Panda Bear
Blithe Sons, The
Bonnie Prince Billy & Matt Sweeney
Boris
David Grubbs & Avey Tare
El Otro Yo
Gastr del Sol
Isis
Ivytree, The
Jim O'Rourke
Juana Molina
Julie Doiron
Kim Gordon, DJ Olive, I. Mori
La Buena Vida
Le Mans
Mi and L'au
Panda Bear
Palace Brothers, The
Richard Youngs
Skygreen Leopards, The
Sonic Youth (2)
Sonic Youth + I.C.P. + The Ex
Sonic Youth & Jim O'Rourke
Sonic Youth & Mats Gustafsson
Today is the Day

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Estou formando a minha cédula para os melhores discos de 2006 com dois grupos: o primeiro é o dos favoritos, mais ou menos na ordem, e o segundo é o dos que não curti muito ou que preciso ouvir mais.

Feu Thérèse
Destroyer
Will Oldham & Tortoise
Grandaddy
Black Heart Procession
Built To Spill
Neko Case
Be Your Own Pet
Amy Millan
Sonic Youth
Sparklehorse
Mogwai
Yeah Yeah Yeahs
Cat Power
Pearl Jam
Placebo

The Flaming Lips
The Strokes
Raconteurs
The Fiery Furnaces
Peeping Tom
Neil Young
Thom Yorke
Cibelle
Golden Smog
Isobel Campbell & Mark Lanegan
Liars
The Medina Brothers Orteskra
The Pipettes
Imogen Heap
O videoclipe de 'Entre nós dois', da Tom Bloch, pode ser visto no Youtube.

domingo, 27 de agosto de 2006

"No hay banda, but still there's music." - Não há alguém que produza o destino, alguém responsável por ele, ele é uma música gravada, pré-determinada; porém, mesmo assim, a vida e o mundo são música, e a música é a coisa mais bonita que há.

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Quem não viu ainda ou quem quer rever um dos melhores filmes de um dos melhores cineastas gênios de todos os tempos pode fazê-lo sábado, às 14h, no Santander. Abaixo, o primeiro texto decente que eu encontrei sobre o filme. Não é apenas decente, é muito bom. Da ótima revista Contracampo.

Cidade dos Sonhos,
de David Lynch

Mulholland drive, EUA, 2001


"Ao assistir a Cidade dos Sonhos, tem-se a impressão de que tudo ali já foi visto antes, no cinema do próprio David Lynch; referências a Twin Peaks, Veludo Azul, Coração Selvagem e Estrada Perdida aparecem a todo momento e com uma tal profusão que, à primeira vista, pode-se pensar que o cineasta não fez senão repetir-se, reciclar seus próprios temas sem sair do lugar. Mas uma segunda olhada pode nos mostrar que Lynch sabia bem o que estava a fazer e que, ainda que seu ponto de partida seja o diálogo com a sua própria obra, que esse diálogo não é nunca estático.

"Cidade dos Sonhos começa com um acidente de carro que salva uma mulher (Laura Elena Harring) de ser assassinada; com amnésia total, ela vaga por entre casas até resolver se alojar na residência de uma senhora que parte naquele momento para viajar. Acontece que a tal senhora havia emprestado seu apartamento para uma sobrinha vinda do interior para tentar a sorte como atriz ali, em Hollywood. Essa sobrinha, Betty (Naomi Watts), exemplo de boa moça, encontra a acidentada e, ao saber de sua história - isto é, daquilo que a outra se recorda, de que esteve envolvida em uma batida de carros - resolve ajudá-la a descobrir a sua verdadeira identidade.

"Uma cena antes, aparentemente desconectada do resto da ação, dá já o tom do filme: dois homens conversam em uma coffee shop; o primeiro narra ao segundo um sonho horrível que teve. Ali, naquela mesma lanchonete, ele via o amigo nervosíssimo a fitar o horizonte e acabava por se apavorar ele mesmo, ao descobrir a razão do sofrimento do outro: um homem horrível atrás de uma parede. Como que para se purgar de tal pesadelo, ele pede ao amigo que o acompanhe até essa parede, que fica do lado de fora da coffee shop; o amigo vai. Eles seguem lentamente até que surge, por detrás do muro, um rosto horrendo, que olha o homem do sonho. Esse olhar é suficiente para que ele caia no chão, terrificado. Alguns momentos antes, dizia ao amigo: 'Espero não ver nunca aquela face fora do sonho'. Cidade dos Sonhos é um sonho. E um pesadelo.

"O filme como que se divide em duas partes - à maneira de Estrada Perdida: na primeira, a história da amnésica; na segunda, uma espécie de variação da primeira história, com as personagens em outros papéis. Em ambas, trata-se de um sonho. Mas não um sonho do tipo que pode ser explicado pela psicologia. Como sempre, em Lynch, os signos não fazem referência nunca a algo externo, mas existem em si, como signos, fundamentalmente; o sonho lynchiano não revela nenhum desejo oculto de personagem, não se baseia em experiência psicológica ou remete a algo fora de si mesmo. Para realizar esse tipo de sonho, neste filme, o cineasta se vale do superlativo: atuações exageradas e cores fortes dão o tom de seu sonho/pesadelo, que não é em relação com a realidade, mas funciona como um certo tipo de percepção. O seu exagero não faz de Mulholland Drive, porém, uma caricatura risível; antes, ele busca seriedade em cada clichê que lança - e são muitos, sendo esse mesmo o motivo pelo qual se pensa que o filme é somente uma repetição vazia do que o cineasta realizou até aqui, quando, em verdade, o diálogo que se trava é com todo um sentido de cinema - desde o momento em que decide se utilizar deles no sentido fundante que os transformou a cada um em clichês.

"Mas aqui, ao contrário de Estrada Perdida - em que primeira e segunda parte, por se localizarem em uma mesma dimensão, não faziam nenhum sentido juntas - é a segunda parte que, alterando totalmente o sentido da primeira, põe em cena o destino do qual não se pode fugir, tema tão caro a Lynch. A segunda parte é o pesadelo da primeira e, ao mesmo tempo, a primeira parte, a fantasia da segunda. Mas nas duas há um ponto comum: o amor que Betty/Diane sente por Rita/Camilla, a acidentada da primeira parte. Ou seja, estamos sempre em território lynchiano, o terreno da paixão, terreno em que, não importa o que se faça, há que se sempre cumprir seu destino. A paixão aqui, leva até aquilo que os franceses chamam de effondrement, um tipo de afundamento, de desmoronamento. É o duplo desmoronamento de Betty/Diane que presenciamos.

"Em determinado momento do filme, as duas amantes vão assistir a um espetáculo; nele, o mestre de cerimônias fala: 'Não há orquestra. Não há orquestra. Está tudo gravado.' Isso resume a intenção do diretor porque diz: está tudo gravado, tudo determinado já de antemão. Não importa o que se faça, há de se eternamente chegar ao mesmo lugar. Nesse sentido, o que importa é muito menos a conseqüência da ação do que ela, como percepção e experiência, em si. E se esse é o tema que vem perpassando todo trabalho de Lynch, ele aqui atinge, talvez, seu ponto mais alto: porque cada elemento do seu Cidade dos Sonhos converge univocamente para um lugar, o cinema."

(Juliana Fausto)
Novo clipe da Tom Bloch é gondryesco. Sensacional.

Ontem assisti à interpretação do coral Música Reservata (do qual participam três amigos: Marcelo Villena, Cuca Medina e Daniela) para 'Lux aeterna', do György Ligeti. Fiquei arrepiado, chorei. Não imaginei que presenciaria 16 vozes na minha frente fazendo aquilo, sem nenhum sintetizador ou qualquer instrumento: só vozes. Sensacional. Quem tem curiosidade, por não conhecer a música, para ter uma idéia do que foi aquilo, pode baixar aqui a pérola atonal do compositor húngaro que morreu este ano. De qualquer forma, vale a pena conhecer a música.
Li sobre isto no O Sul de ontem e procurei no Google. Achei a notícia num blog. Tinha um link do Terra, mas não funcionou. Eis:


Um jovem de 16 anos, morador do bairro São Geraldo, em Porto Alegre (RS), planejou a hora e o local de sua morte e compartilhou o momento do seu suicídio com outras pessoas em um fórum virtual na Internet. A morte ocorreu no dia 26 de julho, no banheiro do apartamento onde morava com os pais.

O plano de suicídio já havia sido anunciado pelo jovem no blog que mantinha na Internet. Além do blog, ele participava de fóruns virtuais de discussão, entre eles, grupos que discutiam o suicídio. Foi em um desses fóruns que o adolescente encontrou pessoas que o incentivaram a levar adiante a idéia de suicídio.

Além de os participantes darem ao jovem dicas sobre a forma considerada mais eficiente para se matar, eles acompanharam, em tempo real, o momento de sua morte. O jornal Zero Hora teve acesso a trechos das conversas. Um mês antes da morte, o garoto pediu orientações sobre o método mais fácil para cometer o suicídio. Quatro pessoas opinaram.

O garoto e os integrantes do fórum continuaram a trocar informações até o dia do suicídio. Em seu blog, ele anunciou que se mataria a partir das 11h do dia 26. Três horas mais tarde, às 14h18min, o adolescente escreveu no site que tinha dúvidas. "Eu tenho duas grelhas queimando no banheiro. Aqui está (uma foto é postada para que os demais usuários da
rede visualizem), alguém por favor pode me dizer ... quando eu posso entrar no banheiro e deitar? Por favor, me ajudem, eu não tenho muito tempo."

Ele temia que os pais retornassem e não desse tempo para concluir o plano de morte por intoxicação. As mensagens postadas em seguida, às 14h42min, incentivam a continuidade do plano. "Como você está se virando? Espero que você consiga o que você quer. Talvez você vá voltar em um momento tossindo."

Dois minutos depois, o garoto retorna ao computador e reclama do calor. "Eu não suporto esse calor. O que eu devo vestir para tornar isso mais suportável? O que eu posso fazer? ? ? Pelo amor de Deus alguém por favor me ajude."

Às 15h11min, o mesmo internauta alerta para os riscos oferecidos a terceiros. "Isso pode afetar seus vizinhos...". Horas mais tarde, alguém conclui que o plano do jovem teve sucesso. "Acredito que funcionou (o suicídio) já que ele não tem estado em contato..."

Uma canadense conseguiu avisar a polícia do seu país sobre o que estava se passando. A Polícia Federal foi informada, mas quando PMs chegaram ao apartamento no bairro São Geraldo, o adolescente já estava sem vida.

A Polícia Civil investiga se pessoas residentes no Brasil e no exterior contribuíram para o suicídio do adolescente em Porto Alegre. O caso é apurado pela Delegacia da Criança Vítima. A legislação brasileira considera crime a indução, instigação ou auxílio ao suicídio. A pena prevista é dois a seis anos de reclusão, sendo duplicada no caso de a vítima ter menos de 18 anos.

A polícia aguarda laudo do Instituto-geral de Perícias (IGP), que analisa o computador da vítima. Embora o caso envolva pessoas provavelmente de fora do país, o assunto será investigado pela Polícia Civil. A Polícia Federal deverá auxiliar. Ontem, a família do adolescente morto informou que a Interpol (polícia internacional) também participará das apurações.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Parece que o Geoff Barrow, do Portishead, teve um bloqueio durante a feitura do próximo disco da banda. Mas acabou de ficar pronto o disco de estréia do projeto Crippled Black Phoenix, que reúne ele, Justin Greaves (do Electric Wizard, que eu comentei aqui esses dias), Dominic Aitchison (Mogwai), Andy Semmens (Pantheist) e alguns outros (não entendi direito a redação da notícia pela Pitchfork). 'A love of shared disasters' foi gravado em Bristol, terra do Portishead, num estúdio do qual Barrow é sócio. A produção também foi dele, e o lançamento será pela Invada Records. O projeto tem página no MySpace.

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Geniais quotes do bom - porém longo - documentário canadense de 2003 'The corporation'. (Depois eu traduzo.)


Ray Anderson: Drawing the metaphor of the early attempts to fly. The man going off of a very high cliff in his airplane, with the wings flapping, and the guys flapping the wings and the wind is in his face, and this poor fool thinks he's flying, but, in fact, he's in free fall, and he just doesn't know it yet because the ground is so far away, but, of course, the craft is doomed to crash. That's the way our civilization is, the very high cliff represents the virtually unlimited resources we seem to have when we began this journey. The craft isn't flying because it's not built according to the laws of aerodynamics and it's subject to the law of gravity. Our civilization is not flying because it's not built according to the laws of aerodynamics for civilizations that would fly. And, of course, the ground is still a long way away, but some people have seen that ground rushing up sooner than the rest of us have. The visionaries have seen it and have told us it's coming. There's not a single scientific, peer-reviewed paper published in the last 25 years that would contradict this scenario: every living system of earth is in decline, every life support system of earth is in decline, and these together constitute the biosphere, the biosphere that supports and nurtures all of life, and not just our life but perhaps 30 million other species that share this planet with us. The typical company of the 20th century: extractive, wasteful, abusive, linear in all of its processes, taking from the earth, making, wasting, sending its products back to the biosphere, waste to a landfill. I, myself, was amazed to learn just how much stuff the earth has to produce through our extraction process to produce a dollar of revenue for our company. When I learned, I was flabbergasted. We are leaving a terrible legacy of poison and diminishment of the environment for our grandchildren's grandchildren, generations not yet born. Some people have called that intergeneration tyranny, a form of taxation without representation, levied by us on generations yet to be. It's the wrong thing to do.

Robert Monks: In our search for wealth and prosperity, we created something that's gonna destroy us.

Samuel Epstein M.D.: Something happened in 1940, which marked the beginning of a new era. The era of the ability to synthesise and create, on an unlimited scale, new chemicals that had never existed before in the world. So, suddenly it became possible to produce any new synthetic chemical, the like of which had never existed before in the world, for any purpose and at virtually no cost. For instance, if you wanted to go to a chemist and say, 'Look, I want to have chemical, say a pesticide that will persist throughout the food chain and I don't want to have to renew it very, very often, I'd like it to be relatively non-destructible', and then he'd put 2 benzene molecules on the blackboard and add a chlorine here, and a chlorine there, that was DDT! As the petrochemical era grew and grew, warning signs emerged that some of these chemicals could pose hazards. The data initially were trivial, anecdotal, but gradually, a body of data started accumulating to the extent that we now know that the synthetic chemicals, which have permeated our workplace, our consumer products, our air, our water, produced cancer, and also birth defects and some other toxic effects. Furthermore, industry has known about this, at least most industries have known about this, and have attempted to trivialise these risks. If I take a gun and shoot you, that's criminal. If I expose you to some chemicals, which knowingly are going to kill you, what difference is there? The difference is that it takes longer to kill you. We are now in the midst of a major cancer epidemic and I have no doubt and I have documented the basis for this, that industry is largely responsible for this overwhelming epidemic of cancer, in which 1 in every two men get cancer in their lifetimes, and 1 in every 3 women get cancer in their lifetimes.
ISTOÉ -- Quem são os heróis de verdade?

Roberto Shinyashiki -- Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTOÉ -- O sr. citaria exemplos?

Shinyashiki -- Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos,empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito "100% Jardim Irene". É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTOÉ -- Qual o resultado disso?

Shinyashiki -- Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ -- Por quê?

Shinyashiki -- O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ -- Há um script estabelecido?

Shinyashiki -- Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O aprendiz? "Qual é seu defeito?" Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: "Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar". É exatamente o que o Chefe quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser organizado ou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder. O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse: "Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir". Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?


ISTOÉ -- Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?

Shinyashiki -- Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTOÉ -- Está sobrando auto-estima?

Shinyashiki -- Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ -- Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?

Shinyashiki -- Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: "Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham". Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉ -- O conceito muda quando a expectativa não se comprova?

Shinyashiki -- Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTOÉ -- Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?

Shinyashiki -- Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir mais facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: "Quem decidiu publicar esse livro?" Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

ISTOÉ -- Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?

Shinyashiki -- O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

ISTOÉ -- Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?

Shinyashiki -- A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias. A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema. Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: "Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz". Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.
GIG Rock
02 e 03 de setembro
DC Navegantes (Frederico Mentz, 1561)
Mercado Lado B, palestras e vídeos partir das 14h.
Shows a partir das 22h (sábado) e 20h (domingo).


Dia 2 - Forgotten Boys (SP)/ El Otro Yo (AR)/ Érika Martins & Telecats (RJ)/ Zefirina Bomba (PB)/ Irmãos Rocha! (RS)/ Valentina (GO)/ Viana Moog (RS)/ Good Morning Kiss (RS)/ Tomate Maravilha (RS)/ Cartolas (RS)/ Laranja Freak (RS)/ She's OK (RS)

Dia 3 - Astronautas (PE)/ Relespública (PR)/ Superguidis (RS)/ Pata de Elefante (RS)/ Rock Rocket (SP)/ Brinde (BA)/ Monno (MG)/ Efervecentes(RS)/ Dirty (RS)/ 808 Sex (RS)/ Poliéster (RS).


Ônibus grátis - transporte free estará saindo do Beco durante as duas noites de GIG Rock. Não tem desculpa pra não ir por causa da distância!

Passaporte - além de ingressos a preços módicos para sua programação, o GIG Rock também tem um passaporte, que garante livre acesso a todas as atividades do festival. Além de dar aquele desconto no pacote completo.

Praça de Alimentação - o evento terá uma área de alimentação oferecendo lanches e bebidas.

Estacionamento Gratuito - área segura, dentro do DC Navegantes, com capacidade para 500 veículos.


INGRESSOS:

Festival (à noite) - R$ 15,00 cada noite
Mercado Lado B - R$2,00
Festa Preview no Mosh - R$10,00
PASSAPORTE (acesso às duas noites de festival, Mercado Lado B e Preview) - R$25,00


PONTOS DE VENDA:

Lojas Short Fuse
Rua dos Andradas, 1425 - Fone: 3228-0288
Rua dos Andradas, 1560 (Galeria Malcom) - Fone: 3286-2306
Shopping Total, loja 1251 - Fone: 3018-7251
Em Cachoeirinha, no Calçadão da cidade - Fone: 470-3552
www.shortfuse.com.br

Pó de Estrela Café & Decor
Rua Alberto Torres, 228, Cidade Baixa - Fone: 3225-6977
www.podeestrela.com.br

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Festival CONTEMPORÂNEO-RS - Ano III

O maior espaço de divulgação da música contemporânea na região sul do país decidiu contemplar nesta edição duas frentes: primeiramente apresentar algumas das principais obras que abriram a linguagem da tradição musical, como a atonal 'Lux aeterna', de György Ligeti - que faz parte da trilha de '2001, uma odisséia no espaço' -, e, para a última noite, composições eletroacústicas.

De outro lado o festival pretende se perguntar o que é contemporâneo, e até que ponto a noção que temos sobre a continuidade, ou se uma imaginária noção de "evolução" na linguagem musical é válida nos dias de hoje. Para isso estão incluídas na programação obras que foram modernas em suas épocas, mas que fazem parte do repertório renascentista.

Consulte a programação.

Festival Contemporâneo-RS
Concertos de 23 a 27 de agosto de 2006
Auditório do Goethe-Institut Porto Alegre
32227832 info@portoalegre.goethe.org
Das 50 questões do concurso para o TRT, após os recursos, terei errado apenas uma. Errei três, mas uma delas está com o gabarito equivocado (todo mundo já verificou na Lei Federal 8.112) & na outra o enunciado faltou dizer a que versão do Word a questão referia-se. (Estão dizendo que eu já estou lá, que estou entre os dez e que posso inclusive ter ficado em primeiro, mas só vou comemorar alguma coisa depois de saber a minha pontuação na redação, depois dos recursos e, enfim, quando sair a classificação oficial.) Isso tudo graças à equipe que me assessorou. Obrigado a vocês e à Itanê e ao Bruno e ao Flávio, que disseram que eu iria passar. A Itanê é a minha cabeleireira, trabalha no salão do Marcello Chiodo, candidato a deputado federal. Eu lhe disse que havia feito uma música sobre cortar o cabelo no salão, fazendo uma relação com o salão de dançar. Ela disse que então eu havia pegado ela, porque ela gosta de cortar cabelos e de dançar. Disse que quando o disco estivesse pronto eu levasse um para ela, que ela vai comprar.

domingo, 20 de agosto de 2006



A poesia vogon é, como todos sabem, a terceira pior do Universo. Eis um exemplo escrito por Prostetnic Vogon Jelz:

Ó fragúndio bugalhostro, tua micturiação é para mim
Qual manchimucos num lúrgido mastim
Frêmeo implochoro-o, ó meu perlíndromo exangue
Adrede me não apagianaste e crímidos dessartes?
Ter-te-ei rabirrotos, raio que o parte!


Prostetnic Vogon Jeltz é o capitão da frota de construção vogon que demoliu a Terra. Jeltz é sádico e feio, mesmo para a média vogon. Adora torturar caroneiros lendo algumas de suas poesias. Jeltz foi contratado por Gag Halfrunt para acabar com qualquer vestígio da Terra e da pergunta fundamental para Vida, o Universo e Tudo Mais.

(ADAMS, Douglas. O Guia do Mochileiro das Galáxias.)

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

"Você olha um relógio. Ele funciona, mostra as horas. Você tenta compreender como ele funciona e o desmonta. Ele não anda mais. E no entanto essa é a única maneira de compreender." (Andrei Tarkovski)
Ciclo de filmes sobre a obra de Andrei Tarkovski

Interessados em rever, discutir ou conhecer as grandes produções do célebre diretor russo Andrei Tarkovski poderão conferir o III Ciclo da Mostra de Filmes Russos que acontece de 21 a 25 de agosto na Sala Redenção. O ciclo apresenta trabalhos premiados e consagrados, em exibições gratuitas diárias, às 18h30min, no cinema da UFRGS.

Andrei Tarkovski, filho do poeta Arseni Tarkovski, tem em sua obra a tentativa de compreensão da vida e do espírito dos homens. Para explicar o sentido de seus filmes, ele utiliza a seguinte metáfora: "Você olha um relógio. Ele funciona, mostra as horas. Você tenta compreender como ele funciona e o desmonta. Ele não anda mais. E no entanto essa é a única maneira de compreender."

A Mostra de Filmes Russos é uma promoção do Departamento de Línguas Modernas do Instituto de Letras da UFRGS e quem desejar a emissão de certificado de participação (freqüência necessária de 80%), deverá pagar R$ 20,00. Outras informações podem ser obtidas com a professora Tanira Castro pelo telefone 3316-7079 ou e-mail tcastro@ufrgs.br, ou com a Sala Redenção 3316-4022.



O QUE
III Mostra do Ciclo de Filmes Russos - Clássicos de Andrei Tarkovski

QUANDO
De 21 a 25/8 - às 18h30min

ONDE
Sala Redenção (Av. Paulo Gama, 110 - Campus Central)

QUANTO
Entrada franca

Para os interessados na emissão de certificado de freqüência, o investimento é de R$ 20,00, com pagamento a ser efetuado no local e na hora da exibição.


PROGRAMAÇÃO

Dia 21/8 - SOLARIS (Ficção Científica, URSS, 165 min, cor, 1972)
Dia 22/8 - STALKER (Ficção Científica, URSS, 163 min, preto-e-branco, 1979)
Dia 23/8 - O SACRIFÍCIO (Ficção científica, Suécia/França/Inglaterra, 145 min, cor, 1986)
Dia 24/8 - A INFÂNCIA DE IVAN (Drama, URSS, 95 min, preto-e-branco, 1962)
Dia 25/8 - O ROLO COMPRESSOR E O VIOLINISTA (Drama, URSS, 44 min, cor, 1960)

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

"(...) O Sonic Youth mudou. De novo. E quem defende a teoria de que a melhor fase da banda corresponde ao período de 1988 a 1993 - os primeiros anos vividos em uma grande gravadora e virando popstars da revolução alternativa - pode comemorar: ela voltou a ser pop. O meio do caminho anunciado nos discos gravados com o amigo O'Rourke - entenda-se longas viagens sem muita melodia - volta para o banco de reservas. Entram em campo diversos refrãos e, melhor ainda, os riffs curtos precisos e marcantes, muitas vezes complementando a linha melódica. (...)" (Abonico R. Smith/Bizz)

Que discos você ouviu, Abonico? Tem certeza que estava escrito neles "Sonic Youth"? O pior é que não é a primeira nem a segunda vez que eu leio delírios como esse. Sempre tem alguém que considera pop uma das fases da banda, e o mais incrível é que é sempre uma fase diferente. Mas o amigo curitibano chegou ao recorde ao escrever que entram em campo riffs marcantes que complementam a linha melódica. Apresento-lhe: este é o Sonic Youth, meu caro.

1. O Sonic Youth sempre é pop.

2. O Sonic Youth sempre faz longas viagens sem melodia, contrastando/harmonizando com as melodias sublimes.

3. O Sonic Youth pouco mudou, pelo menos pouco fez grandes mudanças. (Os discos mais diferentes são 'Experimental jet set, trash and no star' e 'NYC ghosts & flowers'.)

4. Se há algum direcionamento mais pop, é pelo polimento das distorções, acontecido a partir do roubo do equipamento original da banda e deixado claro a partir do 'Murray street'. Portanto, nessa linha de pensamento, o Sonic Youth não voltou a ser pop, mas lançou o terceiro disco pop, o 'Murray street III'.

5. O Sonic Youth precisaria mudar mais no próximo disco. Na minha opinião, ele fez uma mudança em 'NYC' e depois voltou atrás. "Em arte, não existe volta às origens."


Os putos LANÇARAM o disco novo!

&

Pink Floyd:

"Por mais de 20 anos, David e eu mantivemos posições extremas, mas agora percebo como foi infantil meu comportamento. Em tudo, é preciso encontrar um caminho do meio. É por isso que posso dizer, hoje, que nunca se sabe, pode acontecer." (Roger Waters)

"Meu plano no momento é apenas seguir meu caminho." (David CU Gilmour)

"Meu plano é seguir junto. E, a qualquer momento em que David quiser que eu toque com ele, o farei." (Rick Wright)

"E eu estou disponível para qualquer um!" (Nick Mason)

(Nick Mason andou tocando na turnê do Roger Waters e Rick Wright na do David Gilmour.)

É bom lembrar que Gilmour, além de possuir a voz e a guitarra é dono do nome da banda. Qualquer volta teria que ter a sua aprovação. (Bizz)

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

UPDATE: Aqui tem mais pastas com gigabytes de discos de outros estilos também - não só o !noise-noisecore-ambient-experimental-electronic.

Depois daquele link inacreditável para downloads* que repassei aqui, agora mais três: um para eletrônica, um para indie e um para jazz.

* Aprovei - e, portanto, indico - o eletrônico/metal/medo do Agata; 'Low on ice (Iceland sessions)', um disco de experimental ambient do Alec Empire, do Atari Teenage Riot; todos os álbuns doom ambient/drone metal do Sunn 0))); e 'Dopethrone', do Electric Wizard - banda freqüentemente considerada pela crítica especializadíssima como a mais pesada do planeta, utilizando guitarra, baixo e bateria.

domingo, 13 de agosto de 2006



Saiba
Interpretação: Adriana Partimpim
Composição: Arnaldo Antunes


Saiba: todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão também
Hitler, Bush e Saddam Hussein
Quem tem grana e quem não tem

Saiba: todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
E também você e eu

Saiba: todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar

Saiba: todo mundo vai morrer
Presidente, general ou rei
Anglo-saxão ou muçulmano
Todo e qualquer ser humano

Saiba: todo mundo teve pai
Quem já foi e quem ainda vai
Lao-Tsé, Moisés, Ramsés, Pelé
Gandhi, Mike Tyson, Salomé

Saiba: todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochet
E também eu e você

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

1978

Uma amiga da Fran [Sperb] organizou um livro chamado 'Children's Letters to God':

Dear God,
How did you know you were God? Who told you?
Charlene

Dear God,
My Grandpa says you were around when he was a little boy. How far back do you go?
Dennis

Dear God,
Did you mean for giraffes to look like that or was it an accident?
Norma

Dear God,
In Bible times, did they really talk that fancy?
Jennifer

Dear God,
How come you did all those miracles in the old days and don't do any now?
Seymour

Dear God,
I keep waiting for spring, but it never did come yet. What's up? Don't forget.
Mark

Dear God,
If you watch in Church on Sunday I will show you my new shoes.
Beth

Dear God,
I am doing the best I can. Really.
Frank

Dear God,
Are you really invisible or is that just a trick?
Lucy

Dear God,
Who draws the lines around the countries?
Nan

Dear God,
Maybe Cain and Abel would not kill each other so much if they had their own rooms. It works with my brother.
Larry

Dear God,
I want to be just like my Daddy when I get big but not with so much hair all over.
Sam

Dear God,
I think about You sometimes even when I'm not praying.
Elliott

Dear God,
I do not think anybody could be a better God. Well, I just want You to know, but I am not just saying that because You are God already.
Charles

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Inteligências múltiplas

Teoria desenvolvida a partir dos anos 80 por uma equipe de pesquisadores da universidade de Harvard, liderada pelo psicólogo Howard Gardner, que identificou sete tipos de inteligência. Esta teoria teve grande impacto na educação no início dos anos 90.

Lógico-matemática: Capacidade de analisar problemas, operacões matemáticas e questões científicas.

Linguística: Sensibilidade para a língua escrita e falada.

Espacial: Capacidade de compreender o mundo visual de modo minucioso.

Musical: Habilidade para tocar, compor e apreciar padrões musicais.

Físico-cinestésica: Potencial de usar o corpo para dança, esportes.

Intrapessoal: Capacidade de se conhecer.

Interpessoal: Habilidade de entender as intenções, motivações e desejos dos outros.

Nos últimos tempos, ele agrupou as duas últimas como "inteligências pessoais" e sugeriu mais duas categorias:

Naturalista: De reconhecer e classificar espécies da natureza.

Existencial: Preocupação com questões fundamentais da existência.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Beck anuncia 'The information' para o início de outubro. Pela tradição de alternância, este será o disco bom - estilo 'Sea changes' e 'Mutations', e não "Midnite vultures' e 'Guero'.

domingo, 6 de agosto de 2006

"The SUNN 0))) mission is to create trance like soundscapes with the ultimate low end/bottom frequencies intended to massage the listeners intenstines into a act of defecation. SUNN 0))) have gathered 2x for live performances, at which they have succesfully made audience members instantly nauseous, or better yet run for the toilet in terror." (Sunn 0))))

Todos os projetos do Stephen O'Malley, do Sunn 0))).
Lembra-se daquele desenho que o Lee Ranaldo fez de um gato e que eu estampei em algumas camisetas? O número de interessados foi maior que o número de camisetas. Mas agora tudo está resolvido, porque eu fiz uma proposta para o Daniel Piá Schütz, das Camisetas Bandeide, de Santa Maria, para que eles adotassem a estampa. Eles aceitaram e incluíram o modelo no impressionante catálogo deles - de 470 estampas de música e cultura alternativa em geral, com oito opções de cores.

sábado, 5 de agosto de 2006

Hated despite of great qualities

Alguém quer ou sabe de alguém que queira adotar uma gatinha? Estou tentando encontrar uma família para a gatinha mais querida do mundo, a única fêmea que eu conheci que fica de barriga para cima e gosta que façam cafuné na barriga dela. Ela tem mais ou menos 7 meses e está ficando no pátio do Centro Administrativo do Estado, esperando para ser adotada. Além de a mais querida, também é a gata mais linda do mundo, pois tem aquela pelagem "casco de tartaruga", considerada por algumas culturas como índice de que são animais especiais.

Temperamento: Ela é MUITO dócil, carinhosa, ronronenta, e vive pedindo colo. Porém, já temos quatro gatos e ela precisa de uma casa onde seja a "rainha", a única gata, pois não gosta muito de outros felinos.

Esterilização: Será feita antes de ela ser entregue para adoção.

Contatos comigo ou com o site da ONG Protetores Voluntários.


Jovens turcas se suicidam para 'limpar a imagem da família'
Em vez de condenar filho à perpétua encarregando-o de matar irmã 'desonrada', pais preferem pressioná-la a suicidar-se

Dan Bilefsky (Estadão)

Para Derya, um garota de 17 anos, a ordem para se matar veio de um tio e foi enviada por uma mensagem de texto no telefone celular dela. "Você envergonhou nosso nome", disse a mensagem. "Mate-se e limpe nossa honra ou nós a mataremos."

Derya disse que o crime dela foi apaixonar-se por um garoto que conheceu na escola. Ela sabia dos riscos, porque uma tia foi morta por seu avô por estar se encontrando com um rapaz. Mas, depois de ter sido enclausurada e usado véu a maior parte da sua vida, sentiu-se livre pela primeira vez e quis expressar sua independência, disse ela.

Quando a notícia de seu caso amoroso chegou aos ouvidos da família, sua mãe a avisou que o pai a mataria. Mas ela se negou a escutar. Então, chegaram as mensagens ameaçadoras, enviadas por seus irmãos e tios: às vezes 15 avisos por dia. Derya disse que eram o equivalente a uma sentença de morte.

Consumida pela vergonha e temendo por sua vida, ela decidiu realizar os desejos da família. Primeiro, pulou no Rio Tigre, mas sobreviveu. Depois, tentou se enforcar, mas foi salva por um tio. A seguir, cortou os pulsos com uma faca de cozinha.

"Minha família agrediu minha personalidade e me senti como se tivesse cometido o maior pecado do mundo", disse ela em um abrigo para mulheres, onde está alojada e onde trocou o véu por uma camiseta e calças jeans. Recusou-se a dizer seu sobrenome por medo de que a família ainda esteja no seu encalço.

"Senti que não tinha o direito de desonrar minha família, que não tinha o direito de estar viva. Portanto, decidi respeitar o desejo de minha família e morrer."

A cada poucas semanas nesta área curda do sudeste da Anatólia, que é pobre, rural e profundamente influenciada pelo islamismo conservador, uma mulher tenta tirar a própria vida. Outras têm sido apedrejadas até a morte, estranguladas, mortas a tiros ou enterradas vivas. Os delitos delas variam de olhar para um rapaz, vestir um saia curta, querer ir ao cinema, ser estuprada por um estranho ou parente ou manter uma relação sexual consensual.

Na esperança de se integrar à União Européia, a Turquia tem aumentado a punição aos chamados "crimes de honra". Mas a violência continua, mesmo que de formas diferentes - os pais têm tentado poupar os filhos de punições graves por terem matado suas irmãs, obrigando as filhas a tirarem a própria vida.

Organizações de defesa das mulheres dizem que há indícios de que um crescente número de garotas consideradas desonradas estão sendo trancadas num quarto durante dias com veneno para rato, um revólver ou uma corda e ouvindo da família que a única coisa que resta para livrá-la da desgraça e promover sua redenção é a morte.

Batman é uma cidade sombria e poeirenta com 250 mil habitantes, onde a religião está num embate com o secularismo oficial da Turquia. A cidade serviu de cenário para o mais recente romance do escritor turco Orhan Pamuk, Snow (Neve), que fala de uma investigação jornalística sobre uma epidemia de suicídios entre as adolescentes.

Nos últimos seis anos, houve 165 suicídios ou tentativas de suicídio em Batman, 102 deles cometidos por mulheres. Segundo a ONU, 36 mulheres se mataram desde o início deste ano. A organização estima que 5 mil mulheres são mortas anualmente em todo o mundo por parentes que as acusam de trazer a desonra para suas famílias, e a maioria desses assassinatos acontece no Oriente Médio.

Têm ocorrido tantos suicídios que a ONU despachou um enviado especial à região para investigar. O enviado, Yakin Ertuk, concluiu que, embora alguns suicídios tenham sido autênticos, outros parecem ter sido "assassinatos em nome da honra disfarçados de suicídio ou acidente".

"Os telefonemas continuam chegando", disse Mehtap Ceylan, membro do esquadrão de prevenção contra suicídio. Ela conta que, muito recentemente, recebeu uma ligação sobre uma garota de 16 anos que cometera suicídio, segundo a família porque eles não a deixavam usar calças jeans. Mas, quando Ceylam visitou a casa, os vizinhos disseram que a menina era uma pessoa feliz e usava jeans havia anos.

"Simplesmente a história não se encaixava", disse Ceylam. "A família da garota disse que a filha estava tomando o café da manhã, entrou no quarto e encostou um revólver contra a cabeça. Eles estavam agindo como se nada houvesse acontecido."

Psicólogos daqui dizem que levantes sociais na região abalada pelo terrorismo têm desempenhado um papel nos suicídios.

Muitas das vítimas vêm de famílias de vilarejos rurais que foram deslocadas das montanhas para as cidades por causa da guerra entre o governo turco e o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, uma guerrilha curda que quer criar um Estado independente no sudeste da Turquia.

Meninas como Derya, que tinham levado uma vida protegida sob a rigidez moral de suas famílias e do islamismo, de repente se vêem no meio de uma Turquia moderna com namoro pela internet e MTV. Esta mudança pode criar tensões perigosas, às vezes letais, entre suas famílias e os valores seculares da república que as mulheres jovens querem adotar.

A modernidade pode ter um preço muito alto. Quando uma mulher é suspeita de manter relações sexuais fora do casamento, seus parentes do sexo masculino convocam uma conselho de família para decidir sua sentença. Uma vez que a notícia sobre a desonra da família se espalha pela comunidade, normalmente a família determina que somente por meio da morte essa honra pode ser recuperada.

A União Européia já avisou à Turquia que está monitorando de perto os direitos das mulheres e o fracasso em obter progressos nesta questão poderá atrapalhar seu desejo de ingressar no bloco.

Até recentemente, um membro da família da garota caída em desgraça, geralmente um irmão menor de 18 anos, executava a sentença de morte e recebia uma sentença de prisão curta por causa de sua idade. As sentenças também acabavam sendo reduzidas pela justificativa de que um parente o tinha incitado a cometer o assassinato.

Mas nos últimos dois anos, a Turquia reformulou seu código penal, impondo penas de prisão perpétua para os "crimes de honra", independentemente da idade do assassino. Isso levou algumas famílias a tomarem outras medidas, como pressionar as filhas a cometerem suicídio ou matá-las, disfarçando o assassinato como sendo suicídio.

"As famílias das moças que caíram em desgraça estão escolhendo entre condenar um filho à prisão perpétua encarregando-o de matar sua irmã ou, então, obrigando as filhas a cometerem suicídio", disse Yilmaz Akinci, que trabalha para um grupo de desenvolvimento rural. "Em vez de perderem dois filhos, a maioria opta pela segunda escolha."

Numa tentativa de tirar esses "crimes de honra" da sombra, a Ka-Mer, uma organização local de defesa das mulheres, criou uma linha telefônica direta para ser usada pelas mulheres que acham que sua vida está em perigo.

A Ka-Mer encontra abrigo para essas mulheres e as ajuda a entrar com pedido nos tribunais de ordens restritivas contra os parentes que as têm ameaçado.

Ayten Tekay, uma assistente social da Ka-Mer na localidade de Diyarbakir, disse que, das 104 mulheres que telefonaram para a organização este ano, mais da metade era sem instrução e analfabetas. Ela disse, também, que em alguns casos as famílias não queriam matar as mulheres, mas que a pressão social e os constantes mexericos as levaram a fazer isso.

"Temos de tirar esses assassinatos das sombras e ensinar às mulheres seus direitos", disse ela. "As leis foram mudadas, mas a cultura aqui não se modificará da noite para o dia", acrescentou.

Derya, revigorada depois do aconselhamento, disse que está determinada a dar prosseguimento a sua vida. "Esta região é religiosa e aqui é impossível ser você mesma se você for uma mulher", disse ela. "Ou você foge abandonando sua família e muda de cidade ou então se mata."

Derya disse que a raiz do problema era a desigualdade entre sexos, apesar de o profeta Maomé ter argumentado em favor do fortalecimento das mulheres na sociedade.

"No meu vilarejo e na tribo de meu pai, os rapazes estão no céu, enquanto as garotas são tratadas como se estivessem debaixo da terra", disse ela. "Enquanto as famílias não confiarem em suas filhas, coisas ruins continuarão a acontecer."
"(...) um grupo de comissárias de bordo da Varig vai posar nu para as páginas da Playboy brasileira." (Estadão)
'Oito meses para a migração', o disco do Pelicano, está pronto, após masterização do Marcelo Fruet. Ouça 'Turbulência' no MySpace. Em breve ensaiaremos com baterista novo e decidiremos como será o lançamento (show & selo).
http://neformat.name:8080/mp3/!noise-noisecore-ambient-experimental-electronic/

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Damon Albarn está formando uma banda com o baixista do The Clash e o guitarrista do The Verve.

terça-feira, 1 de agosto de 2006



Música experimental a partir de brinquedos eletrônicos

Acaba de acontecer em Nova York o Bent Festival 2006, festival de circuit bending. O que é circuit bending? É a arte de modificar eletrônicos, normalmente os usados em brinquedos, para criar novos sons e instrumentos musicais nunca vistos.

Vale para quem conhece e para quem não conhece nada de eletrônica. À primeira vista, um circuito é um enigma, você não sabe qual a função de nenhuma das mínimas partes. Você começa a conectar partes aleatoriamente, adicionar componentes, botões, e o resultado é a distorção de algum som do próprio brinquedo ou a criação de sons totalmente novos.

Arte é muitas vezes feita de acasos, "acidentes" do processo criativo que resultam em uma oportunidade de explorar uma nova forma, uma cor, uma idéia, um conceito. A busca por estes acasos é a essência do circuit bending.

Modificar aparelhos em busca de sons originais não é coisa recente. Considerado o pai do circuit bending , Reed Ghazala começou a conectar partes e provocar curto-circuitos no seus aparelhos em busca de sons quando tinha 15 anos, em 1967. Ele não tinha dinheiro para comprar um sintetizador, então inventou um jeito barato e anárquico de disparar sons originais. Até hoje ele cria instrumentos com nomes como incantors, insectaphones e aleatrons.

Além de exibir a música experimental, os objetos modificados são verdadeiras esculturas freak, colagens com pedaços de aparelhos variados, como sintetizadores, controles remotos, CD players, alto-falantes, telefones, bonecas, e todo tipo de brinquedos, dentre eles o Speak & Spell, um brinquedo eletrônico que ensinava crianças a soletrar, criado em 1978 nos EUA. Ele é um alvo clássico dos circuit benders.

Organizado por Mike Rosenthal, o Bent Festival acontece desde 2004 e promove performances, artistas e seus instrumentos, workshops para adultos e crianças no The Tank, espaço de arte e performances ao sul de Manhattan. (JB Online)


Leia sobre circuit bending na wikipedia.