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segunda-feira, 30 de julho de 2007

Alguém tem o Sound Forge 8? Tenho um ensaio gravado em DVD, com arquivos extensão .VOB, e me disseram que o Sound Forge 8 faz a conversão para arquivo de áudio.

sábado, 28 de julho de 2007

Date: Sat, 28 Jul 2007 20:21:39
From: "Antônio Xerxenesky"
To: "Douglas Dickel", "Antônia Kowacs"
Subject: Devendra no fone esquerdo; Amarante no direito


O nome da canção é "Rosa"
http://www.myspace.com/devendrabanhart


From: "Douglas Dickel"
To: "Antônio Xerxenesky"
Subject: Re: Devendra no fone esquerdo; Amarante no direito


Muito bom!


> O nome da canção é "Rosa"
> http://www.myspace.com/devendrabanhart

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Encontrei a Maggie Gyllenhaal em um festival de música na Finlândia. (Clicando-se no índice ou voltando-se algumas fotos pela seta, pode-se ver fotos dos Elãkelãiset.)
Votem em mim, se quiserem e se eu merecer, num concurso do Fotolog de fotos de "combinações engraçadas". Estou concorrendo com uma foto do Fuzzy dentro da geladeira. A votação vai até as 17h no Horário de Brasília.

Eu acho deprimente quem fica usando termos EMGRAÇADINHOS em caixa alta pra demonstrar o quanto é cool, porque, afinal, se a pessoa é diferente, ela precisa escrever diferente.

quarta-feira, 25 de julho de 2007



Participarei como fotógrafo (e talvez músico) do Vol. 2 da edição porto-alegrense da Pecha Kucha Night, que acontecerá em agosto. Detalhes a seguir.
[shape]

shoulders,
ribs,
waist,
hips,
thighs.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Vulgarmente conhecido como limo, o perifíton é um conjunto de organismos microscópicos variados (fungos, algas, protozoários etc.) que vivem aderidos ou associados a um substrato qualquer, que pode ser vivo (como plantas aquáticas) ou morto (como pedras e conchas). As algas do perifíton são organismos fotossintetizantes (produtores de seu próprio alimento e de oxigênio através da luz).
Vale a pena viajar de ônibus ou encarar um avião, até Curitiba, e agüentar The Killers, Juliette & The Licks (será que com Dave Grohl na bateria?) e Arctic Monkeys para ver a Björk, em outubro, no Tim Festival?
No fim de semana, fucei no /RickyFitts e no /MarioRuoppolo, falecidos fotologs meus (antecessores do meu photoblog, antecessor do meu flickr), e resgatei as seguintes postagens, em que eu escrevi um poema inspirado na imagem:

A origem da letra de 'Mutante' (Pelicano): [veias]
A origem da letra de 'Insect-project' (input_output): [mosca/fly]


[olho mágico]

o olho é mágico
quando enxerga
tudo como se
estivesse pela
primeira vez
aberto e vendo.


[urso-do-mar]

os ursos-do-mar
são uma espécie
rara, portanto
dificílimos de
se fotografar.


[vergonha]

quem tem
vergonha
deve ser
atendido
pelo sol.


[girassol]

let down & here comes the sun
chegam depois das tormentas e
irradiam o amarelo para todas
as direções, apontadas para a
luz.


[7]

sete
os
controles
para
o
coração
do
sol.


[doriana]

pshh...
não faz
barulho.
ela está
dormindo,
agora.


[laranja]

o azul dorme bem
quando o amarelo
lhe dá um beijo
de boa noite.
A nova trilogia de 'Star wars' não é filme: é desenho!

***

Cameron Crowe e Sofia Coppola podem até fazer filmes menos bons (que 'Vanilla sky' e 'Lost in translation'), mas uma coisa eles fazem sempre impecavelmente: a trilha sonora. 'Elizabethtown' e 'Marie-Anoinette' são bons exemplos de filmes não-tão-bons com trilhas sonoras que, além de ótimas seleções (e indicações de artistas talvez desconhecidos, como Bow Wow Wow), tornam-se parte do sangue das cenas, indissociáveis, de modo que é impossível ouvir as músicas sem lembrar do clima daquelas cenas.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

"Conheci o som de vocês [Blanched] há poucas semanas, depois de ter ouvido Mogwai, e fiquei simplesmente fascinado pelo tipo de som que vocês fazem. Ao ouvir 'Depois da noite' me apaixonei, achei demais, diferente, foi amor à primeira vista com essa música, o que me impulsionou a encontrar mais músicas de vocês e procurar no orkut e querer saber mais. E, pra minha decepção, eu descubro pelo soulseek que a banda já tinha acabado. Feliz por ter descoberto o som de vocês e triste por saber que vocês não estão mais juntos e que não vão continuar nos brindando com essa som de qualidade que vocês fazem. Não vão achar que estou aqui puxando o saco de vocês, rsrsrs. Eu realmente gostei do som, eu simplesmente viajo, me transformo, redimensiono minhas idéias e me abro não respeitando nenhuma fronteira da mente (quando eu ouço o som de vocês). Pode ter certeza que 'Depois da noite' vai ficar como uma das minhas músicas preferidas, aquele tipo de música que você ouve e fala: 'CARALHO, QUE MÚSICA É ESSA?!' - com o perdão do palavrão. Rsrsr. Mas foi assim que eu me senti ao ouvir a música pela primeira vez: surpreendido, boquiaberto, extasiado. Obrigado turma da Blanched! Vocês são FODA!" (Silvinho a.k.a. Zulinho)

quinta-feira, 19 de julho de 2007



Wire Magazine - O que ajudou a formar o som do Earth?

Dylan Carlson - Minhas origens musicais vêm de crescer ouvindo discos do Black Sabbath, vendo shows dos Melvins e lendo sobre músicos como La Monte Young e Terry Riley [pais do minimalismo]. (...) La Monte Young escreveu alguns artigos técnicos sobre a falsa harmônica que é gerada com a vibração do ouvido. Antes de eu começar a tocar com qualquer pessoa, eu peguei uma guitarra e afinei-a em acordes abertos. Eu estava me treinando para ouvir as séries de harmônicas e combinando isso com um material rock ou com estética metal. Havia uma música em que eu toquei uma nota dissonante que provocava uma vibração. Eu podia contar o número de vibrações até ir para a próxima parte da música. Era como ouvir aquilo e ouvir o que estava acontecendo nos registros mais altos daquele tipo de música. Muita gente acha que o drone é só fazer noise, mas há, na verdade, uma estrutura que evolui de uma série de harmônicas. (...) Nada que eu faço é para ser um disco de gênero puro. Será lento e com repetição, mas cada álbum que eu gravo terá alguma coisa que pode expandir a música e ajudá-la a crescer. Há certas coisas que eu não consigo parar de fazer porque é assim que a minha psique é organizada. Não importa o que eu faça, será sempre Earth.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Cinemateca urgente
Laís Chaffe

"A doce vida", "O grande ditador", "A bela da tarde", "Ladrões de bicicleta", "Quanto mais quente melhor". Grandes clássicos, daqueles que não dá pra perder. Todos já exibidos na Cinemateca Paulo Amorim, que vem oferecendo ao público, há mais de vinte anos, uma programação de qualidade, com ingressos a preços bem inferiores aos das salas comerciais. Pois a sobrevivência dos três cinemas da Casa de Cultura Mario Quintana está ameaçada. Com o fim do patrocínio do Unibanco, em dezembro do ano passado, a Cinemateca enfrenta a pior crise de sua história. É grande e justificada a revolta dos funcionários, com salários atrasados há dois meses. A dívida da Associação dos Amigos da Cinemateca com o INSS passa de R$ 50 mil, aos quais se somam cerca de R$ 20 mil devidos a distribuidores e prestadores de serviços. Enquanto isso, a Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) afirma estar trabalhando para superar a crise e até estabelece prazos – não cumpridos – para apresentar a solução. De concreto, até agora, nada.

****

François Truffaut, Claude Chabrol, René Clair, Jean-Luc Godard, Luchino Visconti, Roberto Rosselini, Ettore Scola, Carlos Saura, Pedro Almodóvar. Nomes familiares? Pois é. Todos eles já tiveram ciclos e mostras em sua homenagem exibidos na Cinemateca Paulo Amorim.

****

Pra entender melhor

A Cinemateca é um órgão da Sedac, mas sua Associação de Amigos responde pela contratação, salários e encargos trabalhistas de quase todos os funcionários, incluídos aí projecionistas, gerente, bilheteiros, porteiros. O Estado entra apenas com o salário de dois funcionários e com o espaço na CCMQ, luz, água e telefone. Cabe ainda à Associação manter e substituir equipamentos, pagar fornecedores, distribuidores, serviços de contabilidade, domínio na Internet, material de escritório. Tudo isso gera despesas aproximadas de R$ 20 mil mensais. A receita vem da bilheteria, sempre variável e insuficiente. Como um espaço dedicado ao cinema de arte não pode – nem deve – depender da venda de ingressos, as salas vinham funcionando graças ao apoio do Unibanco, de aproximadamente R$ 12 mil mensais. A dívida com o INSS começou antes mesmo do fim do patrocínio, já que os valores eram insuficientes. Quando o banco cortou os repasses, a situação ficou insustentável.

Governos

Justiça seja feita: a omissão não nasceu com esse governo. Em órgãos culturais do Estado, associações de amigos e patrocínios por elas captados deveriam servir para investimentos em melhorias, e não para a simples sobrevivência. Infelizmente, no caso da Cinemateca, nossos governantes não vinham garantindo nem isso. Quando o Unibanco cortou o patrocínio, ainda no governo anterior, o então titular da Sedac foi imediatamente avisado. Suas providências limitaram-se ao recado de que "apoiaria tudo" que a direção fizesse para superar a crise. Foi nesse momento que a Associação dos Amigos lançou sua campanha para salvar os cinemas, com grande apoio de público, cineastas, moradores do Centro, imprensa.

****

Abbas Kiarostami, Mohsen Makhmalbaf, Samira Makhmalbaf, Jafar Panahi, Majid Majidi. O que eles têm em comum, além do fato de serem cineastas iranianos? Todos realizam filmes para os quais não há espaço em cinemas comerciais, mas que puderam ser vistos com prazer pelo público da Cinemateca Paulo Amorim.

****

E o atual governo? Mais de meio ano depois da posse, a Sedac está recém nomeando o diretor da Cinemateca, Joaquim Pereira, que vinha ocupando interinamente o cargo, após uma primeira e falhada tentativa de substituir o Luiz Pighini pela diretora interina Mariângela Machado. Pighini, que sucedeu o primeiro diretor e programador dos cinemas, Romeu Grimaldi, permaneceu no cargo por dez anos, de forma suprapartidária. Administrava e programava os três cinemas, recebendo elogios quase unânimes. Mesmo após a exoneração, da qual ficou sabendo por funcionários e depois da publicação no Diário Oficial do Estado – o novo jeito de exonerar -, segue como tesoureiro e programador dos cinemas. Faz isso pela Associação de Amigos, a pedido de colegas e preocupado com o futuro das salas e de seus funcionários.

Recursos

Considerando-se a importância sociocultural da Cinemateca Paulo Amorim, os valores são insignificantes mesmo para um Estado em crise financeira. Um aporte de R$ 15 mil mensais já resolveria o problema. E aos que ainda pensam que se trata de falta de dinheiro, sugiro uma olhada nos valores previstos no Plano Plurianual de Investimentos em Cultura (veja aqui).

Saídas

A possibilidade de fechamento dos cinemas da CCMQ preocupa tanto quanto a alternativa de, a pretexto de salvá-los, entregar sua administração à iniciativa privada e/ou promover qualquer mudança que signifique alterações no perfil da programação. No último dia 25 de junho, a Secretária de Estado da Cultura, Mônica Leal, disse que teria, até o final daquela semana (29 de junho), uma solução em moldes que não alterariam as características de programação dos cinemas. Até agora, nada. Extra-oficialmente, recebo a informação de que a saída, via Banrisul, estaria na mesa da governadora Yeda Crusius, aguardando assinatura. Não sei se é verdade, mas tenho certeza de que basta vontade política para garantir o futuro dos cinemas e aliviar o sofrimento dos funcionários e de suas famílias.

Seja qual for a solução encontrada, ela é urgente e deve ser definitiva. Quando o atual governo assumiu, a dívida com o INSS era de R$ 13,5 mil. Hoje passa de R$ 50 mil e cresce R$ 4,5 mil a cada mês, mais juros e multas. Ou seja, a demora governamental em assumir sua responsabilidade custa caro e complica ainda mais a crise.

Nem tão pessoal

Desde 1997, até fins de abril deste ano, fui assessora de imprensa da Cinemateca Paulo Amorim, respondendo pela divulgação dos cinemas, criação e atualização do site. Defendi que o governo (ainda o anterior) tomasse imediatas providências para sanar o problema assim que o Unibanco anunciou o fim do patrocínio. Mantive a posição quando assumiu a nova secretária de Estado. Na condição de integrante do Conselho Fiscal da Associação dos Amigos da Cinemateca, me opus categoricamente à proposta de entregar a administração dos cinemas a uma empresa privada, defendendo ainda o debate amplo e transparente da crise com todos os interessados, incluindo profissionais de cinema e suas entidades representativas, estudantes, professores, moradores do Centro, novos sócios, público em geral; tudo com total, constante e imediata informação à imprensa a respeito das discussões e decisões tomadas. Todos aqueles que vêm acompanhando meu trabalho e opiniões conhecem a ordem cronológica dos fatos e não deixaram de perceber a relação óbvia entre eles: após me manifestar, fui afastada de minhas funções nos cinemas e colocada à disposição da Sedac. A esses, agradeço as mensagens de apoio. Em respeito aos demais, cabe este esclarecimento nem tão pessoal. Até porque a tentação de inverter as coisas por parte de quem é criticado é grande e a tática de responder a críticas tentando desqualificar quem as formula, fácil. Mas é feio, gente. Muito feio.

Em tempo: funcionária pública concursada, já enviei pedido formal à Sedac para ser colocada a disposição da Secretaria de Administração do Estado.

****

Lei da física: dois filmes não ocupam a mesma tela ao mesmo tempo. Abrir mais espaço ao cinema comercial significa diminuir o já reduzido circuito de arte.

Números recentes (meados de junho): das 2.050 salas de cinema do Brasil, apenas 438 não exibiam blockbusters, dividindo-se entre filmes brasileiros e estrangeiros (inclusive norte-americanos de menor porte). Nas demais, três filmes: "Shrek Terceiro" (705 salas), "Piratas do Caribe 3" (582) e "Homem Aranha 3" (325).

****

Associação

No dia 15 de junho, a Associação dos Amigos da Cinemateca Paulo Amorim assinou um termo de compromisso com empresa privada estabelecendo um prazo de 30 dias para assinatura de um contrato a partir do qual a Cinemateca seria administrada por essa empresa. Membro da associação, participei de reunião anterior à assinatura, na qual a proposta foi apresentada, quando insisti na discussão pública do assunto e propus o cumprimento do estatuto da entidade, com definição de valores para chamada de novos sócios - hoje somos apenas nove, todos integrantes da diretoria. Não houve debate e o termo de compromisso foi assinado sem chamada de assembléia-geral extraordinária e sem que eu fosse avisada – por que será? Embora a reunião e a assinatura do termo de compromisso tenham ocorrido no escritório da Cinemateca Paulo Amorim e os convites tenham sido iniciativa do diretor Joaquim Pereira, presente nas duas ocasiões, a Sedac, questionada a respeito, afirma desconhecer a proposta e garante que, por razões jurídicas, ela não pode ser aprovada. Joaquim Pereira segue afirmando o contrário. Os dois lados deveriam conversar mais.

Frente à tamanha indefinição e em meio à falta de esclarecimentos sobre o assunto, torno público aqui o pedido que em mais de uma ocasião fiz ao presidente da Associação dos Amigos, João Carlos Goldani, para que convoque uma assembléia-geral extraordinária e solicite formalmente reunião com a secretária de Estado da Cultura, Mônica Leal, para esclarecimento desses pontos nebulosos e comunicação oficial quanto às iniciativas tomadas para resolver a crise. A assembléia serviria ainda para definir o valor da anuidade para novos sócios, com chamada pública, cumprindo o artigo 2º do Capítulo I do estatuto da Associação. Concordo com o Goldani: os cinemas não podem se manter com as anuidades dos sócios. Mas considero fundamental que sejamos uma Associação de fato, para que as decisões tomadas a respeito do futuro de um órgão público como é a Cinemateca sejam legítimas.

****

"O Leopardo", "O boulevard do crime", "Cantando na chuva", "My fair lady", "Janela indiscreta", "Ascensor para o cadafalso", "Um dia muito especial", "Morte em Veneza", "Rocco e seus irmãos". Grandes clássicos. E com outra coisa em comum com os demais filmes e mostras exibidos na Cinemateca Paulo Amorim e citados neste artigo: todos foram programados por Luiz Pighini, durante uma gestão que incluiu reformas totais nas três salas e uma idéia memorável: a aquisição dos direitos de reproduzir os índios guaranis de Glauco Rodrigues (aqueles criados pelo artista para as paredes do antigo cinema Cacique) em dois painéis na Sala Eduardo Hirtz.
Descrição de uma experiência com Salvia divinorum, por Armando Bote.

"Em Gasteiz (Vitória), capital do país basco, comprei um extrato de Salvia divinorum. Ao experimentá-la fumando uma pequena quantia num cachimbo de água e prendendo fortemente a fumaça senti um dos efeitos mais fortes que já tive com psicodélicos. A sensação foi fulminante, antes de soltar a fumaça comecei a sentir um efeito e de súbito literalmente decolei, por alguns segundos perde-se completamente a noção da própria autoconsciêcia e mergulha-se num turbilhão em que senti-me fundir-me com o objeto que eu olhava (uma mancha no tapete). Na segunda experiência, dias mais tarde, aumentei a dose e literalmente perdi a noção de identidade, de quem eu era, de onde estava e mergulhei num estado onírico. Sem perceber caí lentamente para o lado e S. dirigiu-me a palavra perguntando se eu não queria me sentar, o que fiz e depois deitei-me, mas durante todo esse tempo eu não percebi nada disso, depois de segurar muito a fumaça comecei a sentir o efeito e antes de soltá-la comecei a ver o ponto que eu observava perder as formas, como se estivesse se derretendo como cera quente e começando a girar (mais tarde dei-me conta de que eu tinha girado a cabeça caindo para o lado) e sentia-me num universo completamente irreal, onde o peso da gravidade como que me esmagava fixando-me ao solo, sem noção de em cima ou em baixo, num turbilhão em que minha própria consciência se deixava arrastar, no meio desse vórtice eu via/escutava a S. apontando-me uma porta e dizendo que eu devia entrar por ela, após deitar-me recobrei a consciência de que era uma experiência com sálvia e balbuciei que estava bem, mas suava e ofegava muito e sentia-me com calor e taquicardia. A salvinorina é um dos mais fortes psicodélicos, com uma patamar de ação a partir de 200 microgramas, o que só ocorre com o LSD.

"Após algumas vezes, só e com amigos, podemos ver que a sálvia não é um alucinógeno psicodélico comum, mais bem poderíamos chamá-la de onirógena e despersonalizante, Um efeito típico é uma noção de perda ou saída da consciência e/ou do corpo, mesmo porque a consciência é antes de tudo, a consciência de um corpo, e com a sálvia parecemos uma consciência sem corpo. Ou talvez, uma consciência sem autoconsciência. Na terceira vez que tomei senti-me como num desenho animado em que tudo ao meu redor se liquefazia, se desmilinguia, e os objetos, o tapete ou a parede, falavam comigo como personagens de um desenho animado, dizendo: ah!, eis vc aqui de volta!, e eu literalmente caia dentro do que eu observava e sentia esse desmilinguir-se de tudo assim como de si mesmo, tive um temor de não poder dominar meu corpo, nem levantar-me e nem sequer falar, mas quando tentei articulei facilmente as palavras e chamei S. para o quarto, sua chegada deu-me um pouso e um porto seguro. Da mesma forma, com S. e S. ao meu lado senti-me outra vez caindo num abismo formado pela linha do tapete no solo e amparei-me dando as mãos para elas, o que assegurou-me uma sensação de apoio e calor humano.

"S. descreveu a experiência como um mergulho na indistinção. De fato, em todas as viagens psiconáuticas sempre busco esse ápice, quando mergulhamos num vórtice, um rafting psicodélico, no fluxo energético de tudo que palpita ao nosso lado como uma fonte de puras emanações onde navegamos e perdemos a noção dos limites entre todas as coisas e nós próprios. Mas esses momentos são raros e passageiros, apenas doses bem fortes podem fixá-los por mais tempo quando se consegue um estado de concentração, de meditação, de contemplação beatífica da clara luz da realidade. Para chegar a eles há sempre caminhos difíceis.Os ácidos e cogumelos podem ser também dispersivos, podemos vagar no “samsara” sem encontrar a luz para derretermo-nos nela, ficando ao invés disso em jogos mentais e em verbalizações internas ou externas de tipo obsessivo, auto-referente e /ou banais. Fixar o pensamento exige técnicas de êxtase ou um firme propósito filosófico no empreendimento que concentre o pensamento em questões elevadas. Com a ayahuasca, o ritual das religiões as vezes ajuda mas na maioria das vezes, para mim, atrapalha, pois raramente consigo esse “mergulho na indistinção” em torno dos hinos e dos rituais.

"Com a sálvia, entretanto, esse mergulho é instantâneo, fulminante, lançando-nos num estado tão distinto, tão bizarro e tão indescritível, que quase sempre perde-se a noção de que se está realizando uma experiência e mergulha-se em outros ambientes que na verdade são outros universos tão distintos que diria-se outra galáxia, outra forma de vida. Esse mergulho é imediato, antes de se expirar a fumaça. O resto do tempo mantém-nos com uma sensibilidade psicodélica acentuada, uma empatia calorosa e sensual a là ecstasy e uma curiosidade interpretativa sobre o que se vivenciou naqueles segundos ou minutos de intensidade total, que chega as vezes a uma espécie de amnésia e até mesmo comportamentos sonambúlicos.

"Na verdade, ouso dizer que com a sálvia tive os efeitos mais intensos de minha vida, a sensação mais completa de mergulho total num esfera em que se mantém uma consciência mas que perdeu a referência da identidade, da localização, da sua articulação com o corpo, da sua fronteira egóica e que assiste uma completa explosão perceptiva que exibe paisagens de uma dimensão extraterrestre.

"B. referia-se a um suposto mecanismo neurofisiológico da “viagem astral” que residiria numa desconexão entre o hipocampo, onde estaria a memória e a sensibilidade proprioceptiva. A imagem do eu não se relacionando com o eu físico produziria uma sentir-se fora do corpo, ou o que se chamou em jargão psiquiátrico, bird-eye image, uma suposta visão de cima do campo onde se encontra o sujeito. Talvez tais elementos sejam ressaltados na experiência da salvia. O eu desvincula-se do sistema proprioceptivo produzindo um estado peculiar de dissoaciação psíquica."

terça-feira, 17 de julho de 2007

Babes In Toyland é muito bom! O Hole, em seus melhores momentos ('Pretty on the inside', 'Live trough this'), emula Babes In Toyland. Curiosidade: elas fazem um cover de 'All by myself'. E por falar em Courtney, 'Last days', do Gus Van Sant, é completamente decepcionante. Horrível, irritante. Nada acontece.
Só eu estou gostando da Seleção Brasileira, mais uma dificuldade de identificação na minha história. Estou confiante no ataque do Brasil pela primeira vez desde que Romário e Bebeto deixaram de ser a dupla goleadora. Por muito tempo, muita gente errou gol - e errou passe - na Seleção. Agora, isso não está acontecendo. (Gols, todo mundo faz o seu - o Robinho foi o artilheiro da competição por pouco, com ajuda de gol de pênalti.) O Brasil ganhou de 6x1 do Chile e de 3x0 da Argentina - nove gols em dois jogos - e ninguém com quem eu convivo demonstra empolgação, muitos sequer estão vendo os jogos. Talvez porque seja um filme sem ator famoso. O Galvão não parou de falar que nove estrelas do Brasil não estavam jogando, que o único capaz de brilhar era o Robinho - justo o que não fez quase nada. Parou ainda menos de falar que a Argentina tinha 11 estrelas em campo e todo o banco também era de estrelas. Brasil 1x0, Galvão fala da Argentina. Brasil 2x0, Galvão fala da Argentina. Brasil 3x0, Galvão fala da Argentina. Só aos 38 minutos do segundo tempo ele diz "Tá bom demais". Mais de 83 minutos só falando a palavra estrela. Futebol é jogado por pessoas, não por estrelas. Lugar de estrela é no céu. E no mar. E no casaco do xerife. E no bolso do ninja. E na roupa azul que a gente vai dar para a Ieve. O Brasil é campeão da Copa América goleando a Argentina, e o Galvão diz "Você que torce pelo Brasil, pode estampar um sorriso". Pode estampar um sorriso? Noutra época, ele diria "O Brasil todo é só sorriso". Eu não sei o que está acontecendo. "O Brasil ganhou, mas não deu espetáculo." O que eles têm na cabeça? Que alucinação é essa de espetáculo? Estão falando do quê? Da Seleção do Pelé ou da de 1982, ainda? Ou eles acham que as Seleções campeãs do Romário e do Ronaldo deram espetáculo? Pelo que eu me lembro, nenhuma delas deu. Depois do jogo, o Trajano deu entrevista para a Rádio Gaúcha. "O futebol é o único esporte em que o pior ganha do melhor." O quê? Quando que a Argentina é melhor do que o Brasil? Com certeza ontem não foi, e foi ontem a final da Copa América. Antes do jogo contra o Uruguai eu disse "Essa gurizada está com vontade, eles vão ganhar". Ganharam. Só eu dizia que o Brasil iria ganhar da Argentina e ser campeão. Todo mundo: colega de trabalho, família, taxista, todo mundo dizia que não iria dar, que a Argentina era favorita. Parece que ninguém enxergou o potencial que essa equipe do Dunga teve. Digo "teve", porque daqui a pouco voltam os atores famosos. Aí não é mais time, team, esquipe. Mas pelo menos os noveleiros do Brasil voltam a fazer feriado para ver o Bra-Bra-Bra, Brasil.
Minha primeira contribuição para o novo blog abaixo referido: Avey Tare & Kria Brekkan - Pullhair rubeye (2007), o melhor disco do ano, até agora, na minha opinião.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Agora a comunidade do orkut experimental etc. downloads, um grupo de internautas a serviço do acesso aos discos mais interessantes da música, tem também sua versão blog no experimentaletc.blogspot.com. Espero que seja do proveito de todos.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

> Dia 17 de julho
> 21h no Beco Cultural.
> Mesa redonda "Rock ontem, hoje e amanhã" com a
> participação de: Léo Felipe (Radar-TVE), Iuri
> Freiberger (Tom Bloch), Cagê (Atlântida), Gabriel
> Brust. Mediação: Grazi Badke (Remix - ZH).
> Entrada Franca
>
>
> Dia 18 de julho
> 21h no Beco Cultural.
> Palestra com os produtores musicais: Iuri
> Freiberger (Tom Bloch - curador do festival), Fred
> Chernobyl (808SEX) e Ray Z, abordando temas como as
> novas fusões do rock, influências de novos ritmos, a
> busca pela originalidade, entre outros.
> Quem estiver presente poderá participar no dia 19
> de um workshop de produção musical*. A inscrição é
> dois quilos de alimentos não perecíveis.
> Entrada Franca

* Com a Andina do Túlio, do Mateus, do Renan, do Daniel e do Rodrigo.

terça-feira, 10 de julho de 2007

[douglasdickel]. Get yours at bighugelabs.com/flickr

View my DNA at bighugelabs.com

Aquele número "7", abaixo de "Explore", significa que sete fotos minhas foram pinçadas pela equipe do Flickr e indicadas nessa seção chamada Explore. Na verdade, já são oito essas fotos (mais uma deve ter sido indicada depois que eu gerei o gráfico acima). Ei-las.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Boredoms e 77 bateristas em 7/7/7.

Numerologia do nome.

D+O+U+G+L+A+S+D+I+C+K+E+L=4+6+3+7+3+1+1+4+9+3+2+5+3=51=5+1=6

6

Amor
Beleza
Equilíbrio
Família
Saúde
Justiça
Utopia
Mártir
Ciúmes
Ressentimento
Dificuldade em aceitar a realidade


"O cálculo da data de nascimento mostra o caminho que a pessoa veio percorrer, a lição de vida."

2+4+9+1+9+7+7=39=3+9=12=1+2=3

3

"Representa criatividade. A pessoa se expressar com muita imaginação, descobre que tem talentos criativos internos e que pode desenvolvê-los."
Escrito E DIRIGIDO por Charlie Kaufman!

sábado, 7 de julho de 2007

'The fountain' ('Fonte da vida'), do Darren Aronofsky, é o melhor filme desde 'Dogville' e 'Brilho eterno...'! Quase perfeito. "Quase" porque há dois pontos negativos: a trilha sonora e a Rachel Weisz (não só no filme como nos extras, onde uma entrevista revela que uma reflexão mais profunda sobre o filme significa hippie para ela, enquanto que o Hugh Jackman fala de Joseph Campbell). Mas o resto é muita coisa para dois pontos atrapalharem muito a perfeição do filme - e perfeição completa nunca vai existir. Hugh Jackman está ótimo. O diretor diz que os filmes anteriores dele ('Pi', 'Requiem for a dream') foram apenas degraus para chegar a esse. Assim como outra obra-prima do cinema (e da "ficção-científica", 'Stalker', do Tarkovski), teve de ser refeito. A equipe de produção estava trabalhando na Austrália quando o estúdio Warner cancelou o filme (assim como uma gravadora major cancelou uma obra-prima da música, 'Yankee hotel foxtrot', do Wilco). Tiveram de leiloar os cenários, inclusive uma pirâmidade que estava sendo construída. Tempo depois, o diretor descobriu como realizar o filme independentemente, reescreveu o roteiro e cá está: isto! E só há uma ocorrência de CG (computer graphics) - as cenas de espaço sideral foram feitas com reações químicas na Placa de Petri.

Top filmes (final de 2006 e) 2007 so far (haha)

1. The fountain
2. Stranger than fiction
3. A scanner darkly
4. The prestige

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Foto 1

'American wedding', faixa do novo disco do Gogol Bordello, 'Super taranta!', é a melhor música engraçada de todos os tempos. A melodia é perfeita e você começa a rir muitas vezes. O cara é uma figura. Um filhão da puta. Olha o primeiro verso do refrão da música: "Ta / Ta / Taran taran ta-ta".

Foto 2 Foto 3

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Ouvir música caminhando na rua nunca foi tão popular quanto agora, com os tocadores de MP3. Walkmen e discmen nunca chegaram a atrair aquele público não tão fissurado por música. Mas, agora, parece que mesmo aqueles que costumam não saber o nome das músicas, dos artistas e até mesmo do tipo de música que ouvem, mesmo esses não descartam a possibilidade de ter uma caixinha-de-fósforos tocando música no bolso ou no pescoço, tornando atividades que, geralmente, gerariam um certo grau de ansiedade bem mais agradáveis de se realizar, dentro do oceano da sensação do tempo.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Celebrating their 20th anniversary, the legendary Japanese avant-garde rock band and Sonic Youth-faves The Boredoms will debut 77 DRUM on 07/07/07 on the lawn of the Empire-Fulton Ferry State Park section of Brooklyn Bridge Park. The band will lead 77 drummers in a once-in-a-lifetime performance. Doors open at 3:00 p.m. Performance at 5:00. FREE! Location: Lawn, Empire-Fulton Ferry State Park section of Brooklyn Bridge Park. If you're going to be in Brooklyn this summer and would like to join or watch this massive drum section in action, there's more info after the jump; otherwise, just wait for the inevitable video(s) to show up on YouTube.
"Atualmente, há um mito em relação à felicidade que merece uma reflexão mais aprofundada. A busca pelo prazer está associada à ausência de frustrações, de tensões. Se a fortuna mais procurada, o pote de ouro no final do arco-íris, for a inexistência de qualquer incômodo, a fortuna é a comodidade do nada. Vivendo estamos sempre expostos e dispostos aos desafios. “Felizes para sempre” é o final de uma história qualquer. As histórias de vidas que ainda encontram-se inacabadas, ou seja, de quem continua vivo, possuem felicidade, mas não acomodação. A definição do que é ser feliz é bem variada. Alguém feliz pode ser definido como alguém afortunado. Qual é a fortuna de cada um? Dinheiro? Saúde? Amor? Sucesso? Paz? De tudo um pouquinho? Apesar de todos saberem que não há receita possível para sua aquisição da felicidade, todos tentam construir um roteiro particular. Enquanto não temos uma receita de um prato, vamos experimentando, tentando, provando, modificando os ingredientes. A relação do homem com o trabalho é complexa. Se por um lado, alguns sentem-se escravos do trabalho, outros possuem nele sua única forma de satisfação. Ou, as duas situações ao mesmo tempo: o trabalho transforma-se numa adição, como uma droga que alivia, mas não traz a felicidade. (...) 'Era feliz e não sabia'. As dores sentidas pelos momentos perdidos fazem com que percebamos o quanto a felicidade é indomada, ela é um ovo em pé realmente. Concluímos que não há fórmulas de comandarmos a felicidade, mas de um negócio podemos ser donos: o momento em que ela se faz presente. A autonomia consiste em nos apropriarmos deste tempo: o instante em que somos donos de nossa existência." (Simone Engbrecht, psicóloga e psicanalista)

terça-feira, 3 de julho de 2007

Se você não tiver paciência de ler a relação de bandas abaixo, os caras Shane e Ade tiveram paciência de fazer upload de todos esses discos - o número entre parênteses é o número de discos que há de cada artista.

12 Rods (2) 2 Many DJ's (3) 2wenty 2wo (1) 500mg (1) A Hawk And A Hacksaw (3) Adem (2) Akron/Family (3) Ambulance LTD (1) Anamanaguchi (1) Andrew Bird (3) Andrew Bird's Bowl of Fire (3) Andrew Kenny (1) Animal Collective (14) Annuals (4) Aphex Twin (1) Apparat (1) Arcade Fire (3) Architecture In Helsinki (6) Ariel Pink's Haunted Graffiti (2) Band Of Horses (2) Battles (4) Beirut (5) Bell Orchestre (1) Beulah (5) Bill Callahan (1) Black Dice (4) Black Rebel Motorcycle Club (6) Bloc Party (3) Blonde Redhead (5) Boards Of Canada (9) Bonnie 'Prince' Billy (5) Boris (1) Brian Jonestown Massacre (1) Bright Eyes (17) Britt Daniel (1) Broken Social Scene (2) Butterfly Explosion (2) Cake (1) Califone (1) Camera Obscura (2) Caribou (4) Carissa's Wierd (5) Cassette (1) Cathy Davey (1) Channel One (2) Charlotte Gainsbourg (1) Chikita Violenta (1) Chk Chk Chk (3) Chocolate USA (2) Circulatory System (2) Clap Your Hands Say Yeah (1) Clinic (1) CocoRosie (1) Coldcut (1) Cornelius (1) Cut Chemist (1) Daft Punk (1) David Figurine (1) Day For Airstrikes (1) Death Cab For Cutie (18) Death From Above 1979 (3) Death In Vegas (2) Deerhoof (7) Deerhunter (2) Depeche Mode (5) Desaparecidos (1) Destroyer (9) DeVotchKa (3) Dirty Projectors (1) Dntel (2) Do Make Say Think (1) Dressy Bessy (3) Dry County (2) Dublin Duck Dispensary (1) Dufus (1) Duke Special (2) E6 (87) Echoboy (1) Eels (1) Efterklang (1) Electrelane (1) Elephant Parade (1) Elf Power (7) Elliott Smith (7) Envelope (1) Explosions In The Sky (3) Feist (1) Field Music (1) Fiery Furnaces (5) Figurine (4) Figurines (1) Final Fantasy (2) Fischerspooner (2) French Kicks (3) Frog Eyes (6) Gang Gang Dance (3) Glenwash (1) God Is An Astronaut (2) Godspeed You Black Emperor (3) Goose (1) Grandaddy (1) Great Lakes (2) Great Lakes Swimmers (1) Grizzly Bear (1) Gruff Rhys (1) Guided By Voices (1) Half-Handed Cloud (1) Handsome Furs (1) Heatmiser (1) Her Space Holiday (4) Hot Hot Heat (2) I Love You But I've Chosen Darkness (1) I'm From Barcelona (1) IBOPA (3) Ideal Free Distribution (1) iLiKETRAiNS (1) Interpol (5) Iron And Wine (2) Islands (2) James Figurine (2) Jape (1) Jenny Lewis With The Watson Twins (1) Jens Lekman (1) John Vanderslice (2) Joy Division (1) Junior Boys (1) Justice (4) Karen O (1) Kasabian (1) Kings Of Leon (1) Kraftwerk (2) LCD Soundsystem (1) Leftfield (1) Lemon Jelly (1) Les Savy Fav (4) Liars (5) Loney Dear (1) Lost In The Trees (1) Low (2) LPX (1) M.Ward (1) M83 (3) Malajube (2) Man Man (1) Marbles (1) Marshmallow Coast (1) Martha Wainwright (1) Mates of State (3) Math and Physics Club (1) Matt Sweeney (1) Mazarin (3) Mazzy Star (1) Menomena (1) Midlake (4) Minders (2) Minilogue (1) Minus The Bear (2) Mixel Pixel (2) Modest Mouse (7) Mogwai (15) Montag (1) MSTRKRFT (2) Muse (6) My Bloody Valentine (2) My Morning Jacket (4) National Eye (1) Neutral Milk Hotel (15) No Age (1) Notwist (1) Nurses (1) Of Montreal (16) Oh No Oh My (1) Okkervil River (2) Ola Podrida (1) Os Mutantes (1) Panda Bear (3) Panda Kopanda (2) Patrick Wolf (3) Pavement (1) Pete Yorn (1) Peter Bjorn And John (1) Polyphonic Spree (1) Primal Scream (2) Psapp (1) Pulp (1) Ra Ra Riot (2) Radiohead (13) Ratatat (1) Redneck Manifesto (1) Regina Spektor (1) Robots In Disguise (1) Rooney (2) Ryan Adams (2) Sebadoh (6) Secret Machines (2) Si Schroeder (1) Sigur Rós (6) Six Organs of Admittance (3) Skybox (1) Smashing Pumpkins (2) Smog (1) Snowglobe (3) Someone Still Loves You Boris Yeltsin (1) Son Ambulance (1) Sondre Lerche (1) Soulwax (3) Soviet Filter (2) Spoon (3) Stars (2) Stereolab (2) Straglers (1) Styrofoam (1) Suburban Kids With Biblical Names (3) Suede (1) Sufjan Stevens (5) Sunset Rubdown (3) Sunshine Fix (2) Super Furry Animals (5) Swan Lake (1) Talk Talk (1) Talking Heads (4) Tap Tap (1) Tapens 'n' Tapes (1) Television (1) Test Icicles (1) The Libertines (1) The Album Leaf (5) The American Dollar (1) The Apples (1) The Apples In Stereo (12) The Beach Boys (2) The Besnard Lakes (2) The Beta Band (2) The Bicycles (1) The Black Angels (1) The Blow (2) The Bluetones (4) The Books (1) The Boy Least Likely To (1) The Chalets (1) The Chameleons (3) The Cinematic Orchestra (1) The Coral (3) The Curtains (1) The Dears (3) The Decemberists (10) The Delgados (1) The Dismemberment Plan (1) The Eclectic (2) The Elected (1) The Essex Green (1) The Gerbils (1) The Ghost Is Dancing (1) The Jesus And Mary Chain (2) The Knife (1) The Ladybug Transistor (1) The Late B.P. Helium (1) The Libertines (6) The Long Winters (1) The Magnetic Fields (2) The Microphones (1) The Most Serene Republic (2) The Music (1) The Music Tapes (1) The New Pornographers (2) The Observatory (1) The Olivia Tremor Control (3) The Ponys (1) The Postal Service (3) The Radio Dept. (1) The Rapture (1) The Real People (1) The Reindeer Section (2) The Sea And Cake (1) The Shins (6) The Silver Jews (3) The Snake The Cross The Crown (1) The Spinto Band (1) The Stone Roses (2) The Strange Death Of Liberal England (1) The Strokes (2) The Super Furry Animals (1) The Tuss (1) The Unicorns (4) The Velvet Underground (4) The Walkmen (4) The Wannadies (1) The White Stripes (2) The Zombies (1) Thievery Corporation (1) Tilly And The Wall (2) Timo Maas (1) Tokyo Police Club (3) Townes Van Zandt (2) Tullycraft (2) Tunng (1) Ulrich Schnauss (1) Various Artists (4) Venice Is Sinking (1) VHS or Beta (2) Viva Voce (2) Voxtrot (2) We Are Knives (1) Whiskeytown (2) White Rabbit (1) Why? (2) Wilco (1) Willy Mason (2) Wolf Eyes (3) Wolf Parade (3) Xiu Xiu (2) Y.A.C.H.T. (1) Yeah Yeah Yeah (1) Yeah Yeah Yeahs (1) Yo La Tengo (3) Yourcodenameis:milo (3)

segunda-feira, 2 de julho de 2007

2/7/2007 21:05:13 [douglasdickel] olá
2/7/2007 21:05:16 [douglasdickel] comprei um ipod
2/7/2007 21:05:24 [douglasdickel] tá muito frio aqui
2/7/2007 21:05:32 > FIREFRIEND hey douglas!
2/7/2007 21:05:45 [douglasdickel] tocou galla, eu fechei os olhos e me transportei para o plano piloto
2/7/2007 21:05:48 > FIREFRIEND legal, ainda não tenho um ipod!
2/7/2007 21:06:01 [douglasdickel] resolvi acabar de vez com esse meu desejo
2/7/2007 21:06:02 > FIREFRIEND galla é uma delicia
2/7/2007 21:06:07 [douglasdickel] e eu estava sem discman
2/7/2007 21:06:20 > FIREFRIEND é, especialmente se vc pode andar pela cidade
2/7/2007 21:07:01 > FIREFRIEND deixa eu te mostrar outra versão de galla
2/7/2007 21:07:06 [douglasdickel] oba!
2/7/2007 21:07:13 > FIREFRIEND www.firefriend.com/mp3/low/galla.mp3
2/7/2007 21:07:31 > FIREFRIEND é outra música, praticamente. Galla tocada de trás para frente
Eu menti. Disse que não colaria mais aqui a discussão sobre Lynch que estou tendo com um outro fã no orkut. Mas o debate continua e eu resolvi colar a nova seqüência. Quem ainda não viu 'Estrada perdida', pule para o próximo post, para o próprio bem. Quem já viu, apreciaria se desse a sua opinião.

Don: Um saxofonista (Fred - Bill Pullman) que sofre de transtorno de dupla personalidade é preso por ter assassinado sua namorada (Renee - Patricia Arquete), que o traía com um homem que possui ligações com a indústria pornô. Na cadeia, tenta se livrar desse sentimento e, incentivado por seu distúrbio psicológico, muda os fatos de sua memória vivenciando-a sob a pele de outra persona (Pete), numa tentativa de se livrar da culpa. A mudança de personalidade de Fred ocorre no momento em que está dirigindo na estrada e, de repente, pára no acostamento, onde vemos ali, parado, Pete, e, mais ao fundo, a casa onde vivem seus pais. E na seqüência da cabana, vemos claramente que Fred e Pete são a mesma pessoa. Os personagens Mistery Man e Alice só existem em sua mente, e são, a mesmo tempo, sua projeção psicológica e sua maneira de lidar com essa culpa. A segunda parte do filme, quando acompanhamos a trajetória de Pete, estamos, na verdade, acompanhando o sonho de Fred na cadeia, que dorme depois de tomar um sedativo por estar sem dormir há alguns dias. Nesse sonho ele vai reconstruindo todos os fatos, não exatamente da maneira como ocorreram. O verdadeiro assassino de Andy é o próprio Fred, que por sua vez já teria matado Dick Laurent no quarto do Lost Highway Hotel. A cabana é o possível local onde teria escondido o corpo de Dick Laurent e a perseguição final seria a maneira metafórica de fugir de tudo, da culpa e de sua realidade. Outra interpretação sobre Mystery Man é que este seria a representação de sua memória - por isso a câmera na mão. Depois de assisti-lo 5 vezes, estou começando a achar que, no começo do filme, a Renee já está morta e que tudo aquilo não passa de uma alucinação de Fred, até mesmo os diálogos entre eles e coleta das fitas. A Renne está sempre de preto (provavelmente seja um simbolismo utilizado por Lynch que reforça isso). As fitas são suas projeções mentais, literalmente falando, numa tentativa de arrumar um álibi para não ser preso. Provavelmente ele mesmo tenha ligado para a polícia. Pode ser que quando assistimos as cenas das fitas, no começo do filme, na verdade estamos assistindo às suas projeções mentais(pode ser até uma representação simbólica), enquanto aguarda os detetives voltarem do quarto onde está Renee, esquartejada. Isso pode explicar o soco que leva de um dos policiais: ("Sit down, you killer!"), provavelmente depois de voltarem do quarto onde está o corpo. A partir daí acompanhamos a trajetória de Fred na prisão e sua transformação em Pete, provocada por seu distúrbio de dupla personalidade. Concluindo, a finalidade desse filme é contar a história desse homem com transtorno de dupla personalidade através de uma estrutura narrativa formada por duas trajetórias diferentes que se interpolam por conta da perturbação mental do personagem principal, como se fôssemos jogados para dentro de sua mente. "Eu gosto de lembrar as coisas à minha maneira", diz Fred no começo do filme. É certo que esse filme é denso e de difícil assimilação. Mas daí a afirmarmos que DL faz filmes que para as pessoas não entendam há uma distância enorme. O roteiro desse filme é um marco na história do cinema.

Douglas: É um bom exercício de silogismos. São muitas suposições, e lembro que sempre haverá algum elemento que impossibilita qualquer caminho de interpretação "linear/racional". Uma prova disso é que nunca nenhum fã conseguiu fechar 100% uma interpretação de 'Estrada perdida' ou 'Cidade dos sonhos'. Seria o argumento do filme tão complexo que ninguém conseguiria desvendar? E o David Lynch não falou em uma entrevista que seus argumentos são simples? O que é possível é interpretar cada trecho, isoladamente, da forma como você interpretou - mas, como venho escrevendo, é somente interpretação, porque é impossível e absurdo tentar explicar algo que não nasceu pra ser explicado. (Sobre usar preto, se não me engano, na primeira parte do filme, ambos Fred e Renée usam preto.) Ele não faz filmes pras pessoas não entenderem, ele simplesmente está noutro patamar, imerso no tipo de arte que não precisa de entendimento. Ele não quer incomodar as pessoas com o não-entendimento, ele quer presentear elas com isso. Esse é o ponto mais profundo de sua genialidade.
"Assim, sentimentos positivos de simpatia e atração provocarão aumento de interação e cooperação, repercutindo favoravelmente nas atividades e ensejando maior produtividade. Por outro lado, sentimentos negativos de antipatia e rejeição tenderão à diminuição das interações, ao afastamento, à menor comunicação, repercutindo desfavoravelmente nas atividades, com provável queda de produtividade.

"Esse ciclo atividades-interações-sentimentos não se relaciona diretamente com a competência técnica de cada pessoa. Profissionais competentes individualmente podem render muito abaixo de sua capacidade por influência do grupo e da situação de trabalho.

"Por exemplo: se no grupo há respeito pela opinião do outro, se a idéia de cada um é ouvida, e discutida, estabelece-se uma modalidade de relacionamento diferente daquela em que não há respeito pela opinião do outro, quando idéias e sentimentos não são ouvidos, ou ignorados, quando não há troca de informações. A maneira de lidar com diferenças individuais cria um certo clima entre as pessoas e tem forte influência sobre toda a vida em grupo, principalmente nos processos de comunicação, no relacionamento interpessoal, no comportamento organizacional e na produtividade.

"A competência técnica para cada profissional não é posta em dúvida, claramente todos reconhecem que o profissional precisa ser competente em sua área específica de atividade. A competência interpessoal, porém, só é reconhecida para algumas categorias profissionais notórias, tais como assistência social, psicoterapia, magistério, vendas, serviços de atendimento ao público, em geral."

(MOSCOVICI, Fela. Desenvolvimento Interpessoal - Treinamento em Grupo. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 2003.)

Dedico estes trechos a duas superioras minhas do meu emprego anterior.