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quarta-feira, 4 de julho de 2007

"Atualmente, há um mito em relação à felicidade que merece uma reflexão mais aprofundada. A busca pelo prazer está associada à ausência de frustrações, de tensões. Se a fortuna mais procurada, o pote de ouro no final do arco-íris, for a inexistência de qualquer incômodo, a fortuna é a comodidade do nada. Vivendo estamos sempre expostos e dispostos aos desafios. “Felizes para sempre” é o final de uma história qualquer. As histórias de vidas que ainda encontram-se inacabadas, ou seja, de quem continua vivo, possuem felicidade, mas não acomodação. A definição do que é ser feliz é bem variada. Alguém feliz pode ser definido como alguém afortunado. Qual é a fortuna de cada um? Dinheiro? Saúde? Amor? Sucesso? Paz? De tudo um pouquinho? Apesar de todos saberem que não há receita possível para sua aquisição da felicidade, todos tentam construir um roteiro particular. Enquanto não temos uma receita de um prato, vamos experimentando, tentando, provando, modificando os ingredientes. A relação do homem com o trabalho é complexa. Se por um lado, alguns sentem-se escravos do trabalho, outros possuem nele sua única forma de satisfação. Ou, as duas situações ao mesmo tempo: o trabalho transforma-se numa adição, como uma droga que alivia, mas não traz a felicidade. (...) 'Era feliz e não sabia'. As dores sentidas pelos momentos perdidos fazem com que percebamos o quanto a felicidade é indomada, ela é um ovo em pé realmente. Concluímos que não há fórmulas de comandarmos a felicidade, mas de um negócio podemos ser donos: o momento em que ela se faz presente. A autonomia consiste em nos apropriarmos deste tempo: o instante em que somos donos de nossa existência." (Simone Engbrecht, psicóloga e psicanalista)

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