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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Festival de Verão do Rio Grande do Sul de Cinema Internacional.


1. 'O grande chefe'. Sem surpresas. O novo filme do Lars Von Trier, vendido como comédia, é tão comédia (ou tão não-comédia) quanto seus filmes anteriores. E tão genial quanto, também.




2. 'Delírios'. Surpreendente. Um filme que me foi indicado por ser de rolar de rir no começo parece meio ordinário, mas vai surpreendendo e revelando uma profundidade que emociona no final.




3. 'Cada um com seu cinema'. Heterogêneo, pois são 35 curtas de 3 minutos com o tema "cinema", em comemoração ao aniversário de não sei quantos anos do Festival de Cannes. Reúne Theo Angelopoulos, Takeshi Kitano, Wong Kar Wai, Gus Van Sant, Lars Von Trier, David Lynch, David Cronenberg etc. Adivinha qual foi o curta mais genial? David Lynch? Não. David Lynch foi previsível, caricato até na brincadeira de adivinhar quem era o diretor de cada curta. O mais genial foi o do Lars Von Trier. Não contarei detalhes. Vamos procurar no YouTube.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

"O que é verdadeiramente notável é que a união do mitológico e do físico realiza-se no rosto. Há algo no olhar amoroso que, tendencialmente, poderia ser descrito em termos magnéticos ou elétricos, algo que se origina na fascinação, que pode ser recíproca, ou aterrorizante, como o fascínio da jibóia pelo frango. Nesses olhos que contêm uma espécie de poder magnético que a todo mundo subjuga, a mitologia humana identificou uma das localizações da alma. O mesmo acontece com a boca! A boca não se limita somente ao que come, absorve, dá (lamber, salivar). É também a via de passagem da respiração, que corresponde a uma concepção antropológica da alma. O beijo na boca, que o Ocidente popularizou e mundializou, concentra e concretiza o singular encontro de todos os poderes biológicos, eróticos e mitológicos da boca. De um lado, ele é um analogon da união física e, de outro, representa a fusão de duas respirações, que é também uma fusão de almas. A boca é algo verdadeiramente extraordinário, algo aberto para o mitológico e o fisiológico. Esquecemos que esta boca fala, e o que há de muito belo é que as palavras de amor são seguidas de silêncios de amor." (MORIN, Edgar. Amor, poesia, sabedoria. 1997.)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

"Esse texto intitula-se 'O complexo de amor'. A palavra complexo deve ser entendida em seu sentido literal: complexus, aquilo que se tece em conjunto. O amor é algo único, como uma tapeçaria que é tecida com fios extremamente diversos, de origens diferentes. Por trás de um único e evidente 'eu te amo' há uma multiplicidade de componentes, e é justamente a associação destes componentes inteiramente diversos que faz a coerência do 'eu te amo'. Em uma extremidade há um componente físico e, pela palavra físico, entende-se o componente biológico, que não se reduz ao componente sexual, mas inclui o engajamento do ser corporal.

"No outro extremo, encontram-se os componentes mitológico e imaginário; incluo-me entre aqueles para quem o mito e o imaginário não representam uma simples superestrutura, e muito menos uma ilusão, mas, sim, uma profunda realidade humana. (...)

"Afirmar que o amor é um complexo requer um olhar poliocular. Os constituintes do amor precedem sua própria constituição. Neste sentido, pode-se constatar a origem do amor na vida animal. (...) Entre os mamíferos, há algo a acrescentar: o calor. São os denominados animais 'de sangue quente'. Há algo térmico em seus pêlos e sobretudo na relação fundamental: a criança, o recém-nascido mamífero, sai prematuramente para um mundo frio.

"Ele nasce na separação, mas, em seus primeiros tempos, vive numa união quente com a mãe. A união na separação ou a separação na união é justamente o que vai caracterizar o amor, não mais entre mãe e progenitura, mas entre homem e mulher. A relação afetiva, intensa, infantil com a mãe vai se metamorfosear, se prolongar, se estender entre os primatas e os humanos.

"A hominização conservou e desenvolveu no adulto humano a intensidade das afetividades infantil e juvenil. Os mamíferos podem exprimir essa afetividade através do olhar, da boca, da língua, do som. Tudo aquilo que vem da boca já se torna algo que fala do amor, antes mesmo de qualquer linguagem: a mãe que lambe o filho, o cão que lambe a mão; esses fatos já exprimem o que vai aparecer e desenvolver-se no mundo humano: o beijo. Aqui reside o enraizamento animal e mamífero do amor." (MORIN, Edgar. Amor, poesia, sabedoria. 1997.)

domingo, 24 de fevereiro de 2008

O Muriel me emprestou um livro do Edgar Morin chamado 'Amor, poesia, sabedoria', e só hoje eu comecei a lê-lo, e só hoje eu percebi por que eu esperei até hoje para começar a lê-lo. Trecho:

" . . . nosso mundo da separação, da dispersão, da finitude significa também o mundo da atração, do reencontro, da exaltação. E estamos plenamente imersos neste mundo que é o de nossos sofrimentos, felicidades e amores. Não experimentá-lo é evitar o sofrimento, mas também não haverá o gozo. (...) No amor, sabedoria e loucura não apenas são inseparáveis, mas se interpenetram mutuamente. Reconhecemos a poesia não apenas como um modo de expressão literária, mas como um estado segundo do ser que advém da participação, do fervor, da admiração, da comunhão, da embriaguez, da exaltação e, obviamente, do amor, que contém em si todas as expressões desse estado segundo. (...) O estado poético nos transporta através da loucura e da sabedoria, e para além delas. O amor faz parte da poesia da vida. A poesia faz parte do amor da vida. Amor e poesia engendram-se mutuamente e podem identificar-se um com o outro. Se o amor expressa o ápice supremo da sabedoria e da loucura, é preciso assumir o amor. Se a poesia transcende sabedoria e loucura, é necessário aspirarmos a viver o estado poético e assim evitar que o estado prosaico engula nossas vidas, necessariamente tecidas de prosa e poesia. A sabedoria pode problematizar o amor e a poesia, mas o amor e a poesia podem reciprocamente problematizar a sabedoria. (...) Devemos fazer tudo para desenvolver nossa racionalidade, mas é em seu próprio desenvolvimento que a racionalidade reconhece os limites da razão, e efetua o diálogo com o irracionalizável." (Edgar Morin)

A vida é maravilhosa - com e sem aspas.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Quando eu era pequeno, acho que eu não gostava de cortar o cabelo. Eu lembro que eu sentia o meu cabelo sendo puxado, coisas assim. Depois, passei um período raspando, outro cabeludo, outro raspando. Desde que vim morar finalmente em Porto Alegre, cortar o cabelo é um prazer e um ritual. Tanto que fiz aquela letra de 'Tesoura e pernas', da Pelicano. Agora que vim para o bairro Menino Deus, comecei a deixar a barba e, portanto, a apará-la mais ou menos de 15 em 15 dias. Descobri por aqui no bairro o Sony Cabeleireiros. O local é tão simples e agradável e a mulher que corta é tão simples e agradável que aumentou o meu gosto por ir ao salão. É uma terapia, já, sentar naquela cadeira e deixar a mulher mexer em volta da minha cabeça. Anteontem eu fui lá e enfim descobri o nome dela: Karina. Foi a vez em que mais conversamos, o que foi tão agradável quanto as vezes em que ficávamos calados.

***

Alguém mais estará sem trabalhar nas próximas duas semanas e está a fim de fazer alguma coisa em horário comercial nesta cidade de Porto Alegre?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

"(...) Buenos Aires mudou um pouco a minha vida, nem tanto por suas próprias características, mas por ter me acolhido num breve exílio que me permitiu enxergar certas coisas com mais clareza. Nesse sentido, toda a idéia desse projeto se legitima: nada melhor para um escritor (ou pelo menos para UM escritor, ou seja, eu) do que ter a oportunidade de tomar um pouco de distância de tudo que o precedeu até então. O que chamamos de inspiração tem muito a ver com conseguir estranhar a vida por um instante - não mais reconhecê-la e, apavorado, ter de lidar com isso. Escrevo porque a literatura é minha maneira de expressar esse estranhamento. Eu poderia guardá-lo, mas não consigo. O estranhamento alheio pode ser pertinente ou impertinente. Meu desafio é tornar o meu o mais pertinente possível para o leitor - e isso, meus caros, é um processo violento que recusa qualquer idealização. Não ter conseguido evitar a literatura quando ainda era tempo explica uma boa parte do sofrimento que conheço hoje em dia. Há sofrimentos muito piores. Me considero feliz porque sei que escolhi bem. Hoje entendo muito melhor uma frase de Bataille que usamos em 2001 para apresentar o selo editorial Livros do Mal ao mundo: 'A literatura não é inocente, e, culpada, ela enfim deveria se confessar como tal.' Eu confesso. Confesso tudo. Sou culpado e, nos próximos meses, tentarei redigir mais um capítulo dessa confissão." (Daniel Galera)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

(Do perfil do Ricardo Mello, no orkut.)

música:
http://www.last.fm/user/rmello
sim, é verdade. gosto de ouvir a tag "noise" do last.fm por horas.
sim, é verdade. às vezes fico escutando, também por horas, pura estática de rádio.
é extremamente efetivo para manter a concentração durante atividades tediosas.
mas funciona para curar insônia também.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Grecco Buratto*, colega meu e do Muriel no colégio Santa Teresinha, em Taquara, tornou-se guitarrista profissional nos Estados Unidos e fez recentemente duas turnês com o Enrique Iglesias. Agora, ele começou a trabalhar com a k.d.lang (ele aparece na direita do enquadramento a partir dos 3min10s do primeiro vídeo, que é a entrevista, com um visual bem diferente daquele tempo do colégio, parecendo agora uma mistura do Vincent Gallo com o Kraunus Sang).

* Vulgo Grequinho Talquinho Pom-Pom, assim como eu era o Girino, para o Garibáldi.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Sonhei com um chaveiro de peixe gigante. Seria genial eu usá-lo com as minhas chaves. Achei várias coisas em gavetas quase vazias de móveis velhos. Eles estavam num apartamento que era para ser aquele em que morei em Juiz de Fora, da concepção aos 2 anos de idade. Chorei matando saudades no sonho e acordei chorando. Noutra parte, caiu um molar meu, e ele era muito grande. A minha dentista era a minha psiquiatra, e ela estava preparando a cirurgia na minha casa mesmo. Esta semana eu já estaria de férias, mas meu chefe me pediu para adiá-las uma semana, e não haveria por que eu não dar essa mão para ele. Acabei fazendo dois trabalhos novos: na terça-feira, secretariei a minha primeira audiência em Porto Alegre (eu fazia isso em Taquari), assessorando uma juíza substituta muito linda e simpática e objetiva e firme e competente, de 27 anos. Também aprendi a expedir notificações para prazos simples, ou seja, apenas para o reclamante ou para a reclamada. Fiz uma pilha de de uns 70 processos só ontem, o que me deixou exausto, e eu saí às 20h30 do trabalho. Hoje é meu último dia, então, pois minhas férias começarão no final do expediente. Pretendo fazer a mistura (como os portugueses chamam a mixagem) do 'Segundo andar', do Hotel. Conforme for, também tento começar o segundo input_output e fazer mais daquelas poesias que são recortes de jornal reorganizados por mim. Aliás, o conto aquele, baseado no 'NYC ghosts & flowers', do Sonic Youth, eu terminei e mandei ontem para a Mojo Books. Aguardo a avaliação deles. Gostei muito do resultado. Segunda-feira também foi o dia de eu receber dois ótimos convites, um pessoal e um para o input_output ao vivo. No momento oportuno, falarei mais sobre isso. Por enquanto, registro aqui que tocaremos no terraço do prédio do Mateus, na Ramiro, no dia 15 de março, uma tardinha de sábado. O evento é um oferecimento à amiga Jéssica Preuss, que foi quem deu o impulso para um novo show desse meu querido projeto. Ontem levei os gatinhos para vacinar. Coloquei a bolsa com eles no meu carro recém-comprado (sim, depois de cinco anos sem!) e acabei fechando a porta com as chaves dentro. Eles ficaram meia hora no calor, coitadinhos, o Pequeninho chegou a ficar com a língua de fora. Mas a consulta foi um barato, eu gosto muito da veterinária Carolina. Ela percebeu o quão tapetinho o Pretinho é, com uma pele macia sobrando por todo o corpo, se puxar. Ela elogiou os dois pequenos e eu fiquei orgulhoso deles. O Pequeninho engordou de novo mais que o Pretinho. Eles estão comendo adoidados, comprei pela primeira vez um saco de 7,5 kg da Royal Canin Kitten 34. Esta semana, a Cvalda pela primeira vez fez questão de comer ao lado dos dois, inclusive há uma foto no meu Flickr registrando isso. O Pequeninho aprendeu a tomar água na pia sem se molhar todo, mas a Carolina disse para eu não incentivar isso, porque macho precisa tomar bastante água, e, se depender de alguém abrir uma torneira, isso não vai acontecer. A musculação está indo bem e o futsal já recebe os benefícios dessa minha nova atividade física. Ontem recebi massagem, na academia, e o massagista descobriu o que está acontecendo no meu pé direito, sendo que o ortopedista não descobriu. Nada como a experiência. O meu momento todo atual, auxiliado pela psicoterapia e pela farmacoterapia, tem me deixado emocionalmente estável pela primeira vez em sei lá quanto tempo, talvez na vida. Na outra vez em que eu tomei antidepressivos, eles não funcionaram nada. Agora a paroxetina está funcionando, três vivas para ela. Estou conseguindo encarar bem as flutuações diárias, tendo em mente que logo depois da baixa vem a alta, isso se nós não nos ancorarmos na baixa - que é o que eu andei fazendo. Voltando a falar do trabalho, a minha colega mais próxima trocou de setor esta semana, o que é uma lástima e um marco na minha existência na 8ª VT. Ela foi uma pessoa importante para mim, principalmente antes e depois de ela sentar ao lado de uma estagiária, porque, nesse entremeio, ela me trocou por ela. Na despedida, nós dissemos ao mesmo tempo: "Quem sabe agora a gente se encontra fora daqui." A parte boa é que o substituto dela é um grande cara, o Roberto, um aficcionado por música, sobretudo por world music, apesar de querer levar o 'OK computer' para a ilha deserta. Estamos combinando várias trocar e empréstimos mútuos de discos, arquivos e DVDs. Segue o baile.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

"Well, I'm working on what I hope will be my next record and writing a lot of new songs that are sort of atypical of a lot of Sparklehorse stuff we've been doing. I've been trying to write really simple songs to make them sound like they're coming out of a satellite that's crashing into a gas giant or something." (Mark Linkous)

O filho da puta está fazendo um projeto que provavelmente se chamará Dangerhorse - Danger Mouse mais Sparklehorse - e que reunirá convidados como Wayne Coyne & Steve Drozd (Flaming Lips), Jason Lytle (Grandaddy), Cat Power, Gruff Rhys (Super Furry Animals), Vic Chesnutt, Nina Persson (Cardigans). Além disso, participará da série de discos In The Fishtank, fazendo experimentos musicais em conjunto com o Christian Fennesz.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Ler isto aqui mudou a minha vida.


Carlos Costa/Bodyspace - Depois de 'Murray Street', que tipo de disco é legítimo esperar?

Lee Ranaldo/Sonic Youth - É claro que o próximo disco não será uma cópia do 'Murray Street', mas não será uma coisa drasticamente diferente, até porque não seria ao fim de tanto tempo que definiríamos a nossa personalidade, o nosso som.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Sonhei, nessa semana que passou, que 2014 vai ser o ano. Daqui a seis anos, voltarei aqui para provar que o meu sonho estava certo.
Tainá no SBT. Parabéns.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Klaxons, Yo La Tengo e Editors, nos dias 19 e 20 maio, no Circo Voador (RJ) e Citibank Hall (SP) respectivamente.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Depois de um mês com o pé direito doendo de uma dividida no futebol, hoje eu voltei às quadras e fiz dois gols, chutei uma no travessão, fiz um passe de peito e passei umas duas vezes para um companheiro marcar gol. O fôlego estava desacostumado, mas o pé não incomodou. Tem coisas que só o futebol faz por você.

PS: Putz, todo mundo que tem vírtua está tendo problemas sérios?

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Eu tinha me esquecido de que como é bonita essa Kelly Macdonald (a Diane do 'Trainspotting'): 1-2-3-4.
"Há um ditado esquimó que diz: 'Vencer uma corrida de trenó puxado por cães é uma grande coisa. Perder, também.' A idéia do jogo está implícita nisso. E a vida é um jogo, pode-se ser um vencedor ou um perdedor. Quando se perde, pensa-se que o vencedor 'é um homem ruim'. Quando se ganha, pensa-se: 'Ah, como eu sou ótimo!'. Tudo isso é muito engraçado, muito sem sentido. Falamos dos nazistas, e depois lançamos duas bombas atômicas - e uma delas totalmente supérflua, a de Nagasaki." (Joseph Campbell)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Espalhei estes links para os 5 discos de que eu participei ativamente por 6 comunidades, 2 blogs e 3 sites.


Blanched - Blanched toca Angelopoulos (2004)

01. Tristes dos que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera (3:49)
02. Cada um (9:14)
03. Hoje eu tou melhor (8:04)
04. Um palhaço no campo de concentração (4:51)
05. Casa de descanso (12:25)


input_output - Eu contenho todos os meus anos dentro de mim (2005)

01. Eu contenho todos os meus anos dentro de mim (0:47)
02. Caminho (3:08)
03. Joelho (3:01)
04. Escombros (2:59)
05. Aço, asfalto, plástico (3:04)
06. Cada vez mais (4:06)
07. Aranhas versus abelhas (2:22)
08. Medo (0:56)
09. Indústria brasileira de lavadoras automáticas (2:16)
10. Albatroz (3:39)
11. Insect-project (2:17)
12. Joseph Campbell (3:38)
13. Banho quente (3:02)
14. Qualquer lugar/somewhere (2:16)
15. Squash/póquet (20:04)


Hotel - Térreo (2007)

01. Quarto 110 (14:06)
02. Quarto 115 (9:04)
03. Quarto 106 (8:22)
04. Quarto 101 (11:01)
05. Quarto 104 (9:58)


Blanched - Avalanched (2006/2007)

01. Avalanche # (0:33)
02. Barbaritude (6:33)
03. O final de O Incrível Hulk (6:07)
04. Avalanched (0:51)
05. Cora (6:59)
06. Valsa # (4:28)


Pelicano - Oito meses para a migração (2006/2008)

01. Turbulência (4:21)
02. Tesoura e pernas (3:41)
03. Foi isso (4:02)
04. Pelicanos (3:19)
05. Sol escarrado de cinza (2:55)
06. Mutante (4:04)
07. Chegou a vez (6:36)
08. Pára (5:28)

domingo, 3 de fevereiro de 2008

"Hábito das oposições. - A observação inexata comum vê na natureza, por toda parte, oposições onde não há oposições, mas apenas diferenças de grau. Esse mau hábito nos induz também a querer entender e decompor a natureza interior, o mundo ético-espiritual, segundo tais oposições. É indizível o quanto de dor, pretensão, dureza, estranhamento, frieza, penetrou assim no sentimento humano, por se pensar ver oposições em lugar das transições." (NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Humano, demasiado humano. 1880.)
"Assim se procede também contra pessoas que causam dano, à sensação imediata do próprio dano; se se quer denominar esse ato um ato de vingança, que seja; pondere-se, então, que aqui foi somente a autoconservação que pôs sua engrenagem racional em movimento e que, no fundo, ao fazê-lo, não se pensa no causador do dano, mas somente em si: agimos assim sem querer revidar o dano, mas apenas para safar-nos ainda com corpo e vida. - É preciso tempo, quando se passa, em pensamento, de si ao adversário e se pergunta de que maneira ele pode ser atingido mais dolorosamente. Isto ocorre na segunda espécie de vingança: uma meditação contra a vulnerabilidade do outro e sua aptidão ao sofrimento é sua pressuposição: quer-se fazer mal." (NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Humano, demasiado humano.)
"O paradoxo da solidão é que ela nos prepara para a convivência. Estar só é promover a recarga para estar junto. Sim, pois, ao conviver plenamente consigo mesmo, um homem aprende que precisa do outro para ser completo. Uma vez que somos anjos de uma asa só, e só voamos em conjunto, precisamos, antes, cuidar de nossa asa. Assim faremos nossa parte. A parte em que nos doamos por inteiro, porque inteiros estamos." (Eugenio Mussak/Vida Simples)
"Se por um lado as crises são vistas como momentos perigosos e decisivos, por outro são identificadas como oportunidades de crescimento, de transformação para melhor. Só que, para isso, é necessário um certo grau de amadurecimento, coisa que, nas primeiras crises da vida, nós não temos, óbvio. Leva-se tempo para virar um gestor de crises. Você já havia notado? (...) Somos salvos pela crise porque reagimos a ela. Caso contrário, vamos morrer lentamente, sendo enganados pelo calorzinho do conforto proporcionado pela estabilidade e pela conformidade." (Eugenio Mussak/Vida Simples)
"O que interessa . . . [é] a inexplicável compulsão das pessoas ao controle do comportamento alheio e ao autoproclamado direito de julgar e condenar ao suplício do comentário fácil e irresponsável. Estamos falando da necessidade que as pessoas têm de comentar com senso crítico a vida dos outros; em outras palavras, fazer fofoca. (...) De certa forma, ao fazer um comentário sobre alguém, estamos tentando compreender a essência da própria espécie humana, portanto estamos fazendo um exercício de autoconhecimento. (...) O grande mal da fofoca é a parcialidade da interpretação de quem a faz. Comentar algo sobre a vida de alguém é uma coisa, emitir juízo de valor sobre a mesma é outra. (...) Uma fofoca é como o vento. Passa, mas vai deixar alguma conseqüência. Se for apenas um ventinho, a conseqüência nem será sentida, mas se for um vendaval, pode deixar um rastro de destruição. Há fofocas que parecem brisas, servem até para refrescar um ambiente tenso, funcionam como um momento curioso, engraçado, e até ajudam a relaxar. Mas aquelas que parecem um furacão do Caribe abalam as estruturas das relações, prejudicam carreiras, acabam com amizades. (...) Mas às vezes a fofoca visa revelar pecados - e quem não os tem?" (Eugenio Mussak/Vida Simples)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Mais sincronicidade. Foi-me entregue num ônibus, quinta de manhã, um folheto de uma campanha contra as drogas, com o seguinte texto:

"Celebra a alegria de fazer anos de esperança. Conta teus anos não pelo tempo, mas pelo espaço que fazes em teu coração. Não pela amargura de uma dor, mas pela ressurreição que ela traz. Não pelo número de troféus de tuas conquistas, mas pelo gosto de aventura em tuas buscas. Não pelas vezes que chegaste, mas pelas vezes que tiveste coragem de partir. Não pelos frutos que colheste, mas pelo terreno que preparaste e as sementes que lançaste. Não pela quantidade dos que te amam, mas pela medida de teu coração, capaz de amar a todos. Não pelas desilusões que tiveste, mas pela esperança que infundiste. Não pelos anos que fazes, mas por aquilo que fazes em teus anos. Não pelas vezes que celebraste aniversário, mas pelas vezes que teu aniversário se tornou uma celebração de vida."