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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
"(...) Buenos Aires mudou um pouco a minha vida, nem tanto por suas próprias características, mas por ter me acolhido num breve exílio que me permitiu enxergar certas coisas com mais clareza. Nesse sentido, toda a idéia desse projeto se legitima: nada melhor para um escritor (ou pelo menos para UM escritor, ou seja, eu) do que ter a oportunidade de tomar um pouco de distância de tudo que o precedeu até então. O que chamamos de inspiração tem muito a ver com conseguir estranhar a vida por um instante - não mais reconhecê-la e, apavorado, ter de lidar com isso. Escrevo porque a literatura é minha maneira de expressar esse estranhamento. Eu poderia guardá-lo, mas não consigo. O estranhamento alheio pode ser pertinente ou impertinente. Meu desafio é tornar o meu o mais pertinente possível para o leitor - e isso, meus caros, é um processo violento que recusa qualquer idealização. Não ter conseguido evitar a literatura quando ainda era tempo explica uma boa parte do sofrimento que conheço hoje em dia. Há sofrimentos muito piores. Me considero feliz porque sei que escolhi bem. Hoje entendo muito melhor uma frase de Bataille que usamos em 2001 para apresentar o selo editorial Livros do Mal ao mundo: 'A literatura não é inocente, e, culpada, ela enfim deveria se confessar como tal.' Eu confesso. Confesso tudo. Sou culpado e, nos próximos meses, tentarei redigir mais um capítulo dessa confissão." (Daniel Galera)
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