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domingo, 24 de fevereiro de 2008

O Muriel me emprestou um livro do Edgar Morin chamado 'Amor, poesia, sabedoria', e só hoje eu comecei a lê-lo, e só hoje eu percebi por que eu esperei até hoje para começar a lê-lo. Trecho:

" . . . nosso mundo da separação, da dispersão, da finitude significa também o mundo da atração, do reencontro, da exaltação. E estamos plenamente imersos neste mundo que é o de nossos sofrimentos, felicidades e amores. Não experimentá-lo é evitar o sofrimento, mas também não haverá o gozo. (...) No amor, sabedoria e loucura não apenas são inseparáveis, mas se interpenetram mutuamente. Reconhecemos a poesia não apenas como um modo de expressão literária, mas como um estado segundo do ser que advém da participação, do fervor, da admiração, da comunhão, da embriaguez, da exaltação e, obviamente, do amor, que contém em si todas as expressões desse estado segundo. (...) O estado poético nos transporta através da loucura e da sabedoria, e para além delas. O amor faz parte da poesia da vida. A poesia faz parte do amor da vida. Amor e poesia engendram-se mutuamente e podem identificar-se um com o outro. Se o amor expressa o ápice supremo da sabedoria e da loucura, é preciso assumir o amor. Se a poesia transcende sabedoria e loucura, é necessário aspirarmos a viver o estado poético e assim evitar que o estado prosaico engula nossas vidas, necessariamente tecidas de prosa e poesia. A sabedoria pode problematizar o amor e a poesia, mas o amor e a poesia podem reciprocamente problematizar a sabedoria. (...) Devemos fazer tudo para desenvolver nossa racionalidade, mas é em seu próprio desenvolvimento que a racionalidade reconhece os limites da razão, e efetua o diálogo com o irracionalizável." (Edgar Morin)

A vida é maravilhosa - com e sem aspas.

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