Um siamês com rabo cinza-forte e anéis cinza-fraco. Eu acho siamês feio, mas aquela unidade ali era linda. Tentei chamá-lo, ele não veio. Correu para a direita, por trás das plantas-de-espinho. Resolvi pular as tais plantas para tentar chegar mais perto dele. Ele correu. Pela rua, atravessou-a e foi parar na calçada do outro lado. Uma mulher parou e disse Que gato lindo, leva pra vocês, Já temos três. Não desisti da caça. Fui até a outra calçada e ele pulou em cima dum muro, onde não tinha muitos caminhos para prosseguir, e eu tasquei-lhe a mão no cangote. Miava periodicamente. Mas leva, não vai largar um gato lindo desses na rua, disse a mulher. Uma outra, moradora do prédio em frente ao muro onde o capturei, Elza, enfermeira aposentada, disse que o gato podia ser duma casa verde na rua de baixo, duma costureira. Fomos a Manu, eu e o gato lindo no meu colo preso firmemente pelos meus dedos da mão direita firmemente fechados até a tal casa verde. Tocamos a campainha velha. Abriu a porta um carinha simpático com uma camiseta preta do Iron Maiden. Bá, é o meu gato, onde vocês acharam?, Na rua de cima, Ah, ele sempre escapa, Qual é o nome dele?, Stu*ov, Stupov?, Stukov.
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