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segunda-feira, 1 de setembro de 2003

Não teve o festival. O fim de semana da Manuela não foi uma diversão, mas uma tortura. Ladrões esvaziaram o apartamento da Gabriela. Transtorno afetivo bipolar cercando a minha pessoa. Bem, o último fim de semana de agosto foi uma máquina de lavar na centrifugação: sacudiu até o órgão mais interno de organismos sensíveis, de modo que, neste momento, até eu, que tive sacudidas positivas, estou com nó nas tripas.

Não teve o festival. Quando chegamos em Curitiba e ligamos para os organizadores, Ivan Santos e Adriana Perin, para dizer que chegamos, o Leonardo perguntou "Como foi ontem?", e a resposta foi "Temos que ter uma conversinha". Não fazíamos idéia do que seria. Talvez o Charles, que chegou antes, teria ficado bêbado e dizimado a população do festival. Chegando na casa deles, o Ivan disse "Vamos ser diretos: o festival para o qual vocês vieram tocar não existe mais. Chegou um batalhão de polícia armado e fechou o lugar por motivos técnicos-políticos". " . . . Diretoria Bar, que abrigaria a mostra de música independente, foi embargado minutos antes de iniciar a exibição do vídeo documentário Rock de Inverno 3, que abriria o evento, ontem à noite. Equipes da polícia militar, vigilância sanitária e secretaria municipal de urbanismo fecharam o local; segundo os comandantes da ação, por irregularidades na documentação de funcionamento." (De Inverno)

E eu fui o primeiro a racionalizar, porque eu sabia que iríamos nos divertir da mesma forma e aprender da mesma forma. Se duvidar, nos divertimos e aprendemos m a i s. Chegamos inclusive a tocar, no sábado de noite, num lugar chamado Motorrad. Abrimos para outras três bandas. O Marcelo Costa estava lá, e o Miranda também, e ele gostou do que ouviu. "Alerta geral! Alerta Geral! Vai rolar hoje a noite no Motorrad o show da banda gaúcha Blanched, que encerraria a segunda noite do Rock de Inverno 4. O bar e as bandas programadas Dissonantes, Tarja Preta e a paulista Laboratório tão dando essa força. Tudo pra que as bandas estrangeiras não percam a viagem." (De Inverno)

A viagem toda foi uma sacudida boa para mim, porque eu estava entre pessoas de que eu gosto e mergulhado numa piscina de rock alternativo, isso e mais a boa sensação de estar viajando, e para tocar, ainda por cima. O único, porém grande, ponto negativo foi a saudade da Manu. Na mesma casa, estavam os alagoanos do Sonic Jr., que me proporcionaram a audição de sotaques brasileiros e um grand-finale (sim, agora é "em definitivo") nas artes celebrativas. Na tarde de sábado, rolou uma jam session, e jams sassions são extensões da minha mente. Toquei guitarra, baixo e até me revelei para mim mesmo como vocalista: tirei as minhas poesias da mochila e improvisei em cima da jam. Deu certo. Ficou meio Sonic Youth quase indo para o lado de At The Drive-In (cruzes...). Mais detalhes depois dos comerciais.

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