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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2004

Conversa entre David Bowie e Courtney Taylor, líder dos Dandy Warhols, banda que está abrindo a turnê atual do DB. Sobre gravadoras. E sobre criação. (UOL/Black Book)

Bowie - Fiquei muito contente ao ver que "Reality", meu novo álbum [lançado no final do ano passado], está no Kazaa. Mas, se você o baixar, todas as faixas são "Jean Genie", repetidas cerca de sete vezes. Acho que é terrivelmente frustrante para as pessoas. Mas acho que a indústria está desmoronando. Acho que as gravadoras estão falindo. Honestamente, não acredito que elas sobrevivam muito mais que três ou quatro anos. A ênfase será para os shows, mais que qualquer coisa, e a música em si e a distribuição de música vão sofrer uma mudança tão radical que não vamos mais pensar nelas do mesmo modo. (...) A indústria mudou de modo irreconhecível desde que comecei, quando a idéia de criar um espetáculo estava realmente na agenda, e a maioria das pessoas que trabalhava nas gravadoras não tinha nada a ver com números, estatísticas. (...) Você podia fazer os álbuns mais loucos que quisesse e lançá-los quando quisesse. Hoje eles vendem sapatos, estritamente.

Taylor - Eu nem quero fazer discos originais. Quero fazer discos que sejam tão claros e óbvios que as pessoas apenas se emocionem, e os tratem como se fossem discos do Kenny G. Você sabe, é tão legal para essas pessoas quanto para aquelas pessoas.

Bowie - Kenny G? Não, não entendo [riem].

Black Book - David, qual o maior risco que você já assumiu como músico?

Bowie - Bem, parecia arriscado na época, mas era quando eu mudava de estilo de modo muito drástico. Inicialmente, cada vez que eu fazia isso meu coração ficava na boca.

Taylor - Mas parece a coisa mais segura a se fazer.

(...)

Bowie - Devo ter tido sorte para ainda estar aqui, fazendo o que queria fazer desde o início. É realmente surpreendente. Graças a todos os deuses, aliás. E a única coisa que eu poderia dizer para alguém que está trabalhando nesse tipo de coisa é que agrade apenas a si mesmo. Faça apenas o trabalho que lhe agrada. Nunca, jamais, tente agradar o público.

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