"O seu processo de amadurecimento psicológico, portanto, pode ser comparado a uma larga gestação, cujo parto doloroso propicia especial plenificação. Procedente de atavismos agressivos, imantado ainda aos instintos, o ser cresce sob pressões que lhe despertam a necessidade de desabrochar os valores adormecidos, qual semente que se intumesce sob as cargas esmagadoras do solo, a fim de libertar o vegetal embrionário, que se agigantará através do tempo. Graças à sua constituição emocional e orgânica, na vida infantil o ser é egocêntrico, qual animal que não discerne, acreditando que tudo gira em torno do seu universo, tornando-se, em consequência, impiedoso, por ser destituído de afetividade ainda não desenvolvida, que o propele à liberdade excessiva e aos estados caprichosos de comportamento. A imaturidade expressa-se através da preservação dos conflitos, graças aos quais muda de comportamento sem liberar-se da injunção causal. Quem aspira por ser amado mantém-se na imaturidade, na dependência psicológica infantil, coercitiva, ególatra. Somente após lograr o amadurecimento afetivo, consegue o mental, por encontrar-se livre dos constrangimentos e das pseudonecessidades emocionais. O ser imaturo, ambicioso, apaixonado, frustra-se, irrita-se sempre, mata e mata-se, porque o significado da sua vida é o ego perturbador e finito, circular-estreito e sem metas." (Extraído do livro “O ser consciente” – Joanna de Angelis – Psicografia de Divaldo Pereira Franco)
"Em 1916, Freud assinou um artigo com um título instigante: 'Os que fracassam ao triunfar'. No texto, o criador da psicanálise explica que, por razões complexas, alguns indivíduos têm problemas em usufruir plenamente a satisfação de um desejo. Conseguir realizá-lo só traz angústia e ansiedade a eles, porque essa concretização vai contra algumas de suas crenças primordiais. É uma espécie de medo de ser feliz. O receio da satisfação traz um conflito. Uma parte da pessoa quer realizar esse desejo, pois vê que as coisas precisam ser mudadas. Outra metade não quer, por culpa, raiva ou acomodação. Essa parte é geralmente inconsciente e reprimida, mas está lá. Inicia-se então um jogo de forças entre a parte consciente e inconsciente, entre desejo e pressão social. Como em tudo na vida, quem for mais forte ganha. (...) 'A limitação do movimento ou a dor nos dão indicações do que acontece em nossa psique e, por extensão, em nossa vida', diz a terapeuta Miriam Leiner, que trabalha com a conscientização corporal. 'O corpo não está desconectado de nossas atitudes.'" (Liane Alves)
"A auto-imagem pode representar uma espécie de fixação. Ela o apanha, e você como que a congela. Você aceita essa imagem estática, congelada, como um quadro verdadeiro e permanente de si mesmo, explica Peggy Lippit no capítulo sobre 'Auto-Imagem' do livro 'Reflexões sobre a mente', organizado por seu mestre Tarthang Tuku (Ed. Cultrix)." (Bel César)
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terça-feira, 1 de novembro de 2011
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