Follow douglasdickel on Twitter
www.flickr.com
[douglasdickel]'s items Go to [douglasdickel]'s photostream


Instagram
http://soundcloud.com/input_output
:: douglasdickel 18 anos de blog :: página inicial | leituras | jormalismo ::
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Pela sua carapaça, redonda como o céu na parte superior — o que a torna seme­lhante a uma cúpula — e plana como a terra, na parte inferior, a tartaruga é uma representação do universo: constitui-se por si mesma numa cosmografia; como tal, apa­rece no Extremo Oriente, entre os chineses e japoneses, no centro da África negra, entre os povos da aliança do Níger, dogons e bambaras, para citar somente os mais estudados. Mas sua massa e sua força, ideia de poder que evocam suas quatro patas cur­tas plantadas no solo como as colunas do templo, fazem dela também o cosmóforo, carregador do mundo, o que a aproxima de outros poderosos animais ctonianos, co­mo o grande crocodilo ou caimão das cosmogonias meso-americanas, a baleia ou grande peixe, o dragão e mesmo o mamute, que a maioria dos povos siberianos considera como uma divindade da su­perfície das águas.

Na índia, a tartaruga é um suporte do trono divino; foi sobretudo o Kurmaavatara, que serviu de suporte para o monte Mandara e assegurou a sua esta­bilidade, quando deva e asura empreen­deram a batedura do Mar de leite para obter a amrita. Kurma continua, diz-se, sustentando a índia.

Essa função de suporte do mundo, ga­rantia de sua estabilidade, identifica-a com as mais altas divindades: no Tibete, como na Índia, a tartaruga cosmófora é uma en­carnação, ora de um Bodhisattava, ora de Vixenu que, sob essa forma, tem o rosto verde, sinal de regeneração ou de gera­ção, logo que emerge das primeiras águas carregando a terra sobre as suas costas.

Nos mitos mongóis, a tartaruga dourada carre­ga a montanha central do universo. Entre os kalmuks, acredita-se que quando o calor solar secar e queimar tudo, a tartaruga que sustenta o mundo começará também a sen­tir os efeitos do calor e voltar-se-á com inquietude, provocando desta forma o fim do mundo.






O elefante evoca ainda a imagem de Ganesha, deus hindu com cabeça de elefante, símbolo do conhecimento. O corpo de homem desse deus representa o microcosmo, a manifes­tação; e sua cabeça de elefante, o macrocosmo, a não-manifestação. Segundo essa interpretação, o elefante é, efetivamente, o começo e o fim, aquilo que se depreende a um só tempo do desenvolvimento do inundo manifestado a partir da sílaba om (e, portanto, do não-manifestado) e da rea­lização interior do iogue. Ga-ja, o elefante, é o alfa e o ômega.

Assim como o touro, a tartaruga, o crocodilo e outros animais, o elefante também desempenha, na Índia e no Tibete, o papel de animal-suporte-do-mundo: o universo repousa sobre o lombo de um elefante. Em numerosos monumentos, a fi­gura do elefante faz as vezes de cariátides: ele é cosmóforo. E é igualmente conside­rado como um animal cósmico, por causa da semelhança de sua estrutura com a do cosmo: quatro pilares que sustentam uma esfera. (CHEVALIER & GHEERBRANT. Dicionário de símbolos.)

Nenhum comentário: