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sexta-feira, 9 de março de 2012
Se locomover virou uma guerra
(Natália Garcia)
Ficar parado em um congestionamento provoca uma angústia tão grande que transforma o ato de se locomover em uma briga insana por espaço. “Ninguém pode ousar entrar na minha frente” é o que parece nortear as trajetórias feitas na cidade.
A divisão modal acaba estabelecendo os “times” que brigam entre si nessa guerra pela locomoção: motoristas, motoboys, ciclistas, pedestres, etc. E o comportamento é mais ou menos assim: “odeio todo mundo que me atrapalha de seguir em frente, em especial quem não é do meu time”. Quem não experimenta os outros modais não conhece as fragilidades, as dificuldades e muitas vezes nem as determinações legais de se locomover de outro jeito
Não é fácil andar de bicicleta e ser oprimido por outros veículos enormes como também não é fácil ficar parado no trânsito dentro do seu carro sem poder fazer nada ou tentar atravessar a rua e precisar correr para não ser atropelado ou ainda se espremer dentro de um ônibus ou metrô para chegar em casa. Quem não experimenta outros modais fica intolerante a eles. E é aí que mora o perigo.
O carro é uma extensão muito potente do corpo humano. Uma pessoa pesa, em média, 70 kg e se locomove a 5 km/h. Um carro possui 1 tonelada de ferro e pode chegar a atingir a marca dos 200 km/h. Uma trombada ente duas pessoas não deve machucar nenhuma delas seriamente. Já o choque entre uma pessoa e um carro pode matar. E esse é um fato que, dentro da guerra, acaba sendo esquecido.
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