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domingo, 14 de novembro de 2010

"Eu quis apenas expressar sentimentos relacionados à vivência que tive nos últimos meses, quando acumulei muitas contas e tive que deixar o apartamento onde morava. Formei com as contas uma imagem poética em três dimensões, pus meu corpo em cena e utilizei alguns objetos cênicos." (Telma Scherer)

Escritora realiza performance na Feira do Livro e é retirada por policiais
Expositores reclamaram da apresentação e chamaram a Brigada Militar


Uma ocorrência policial marcou a Feira do Livro de Porto Alegre na noite dessa sexta-feira. A poeta e escritora Telma Scherer, de 31 anos, realizava uma intervenção artística na Praça da Alfândega quando foi abordada por policiais do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) que teriam recebido uma denúncia de expositores. Segundo a reclamação, a apresentação de Telma estaria reunindo muitas pessoas na Rua da Praia e atrapalhando a circulação de pedestres e visitantes do evento. Testemunhas disseram que a ação dos PMs foi violenta. Amigos e pessoas que assistiam a apresentação contaram que pelo menos 10 policias abordaram a escritora, que foi conduzida em uma viatura ao posto da Brigada Militar na Praça XV, no Centro da Capital.

Além de testemunhas, esteve no local o vice-presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Osvaldo Santucci. Ele negou que a Câmara tenha acionado a polícia, mas confirmou que a apresentação não fazia parte do calendário oficial da feira e que algumas pessoas teriam reclamado do acúmulo de expectadores.

O capitão Marcelo Fernandes do 9º BPM, conversou com a escritora e com o representante da Câmara do Livro e disse desconhecer as denúncias de ação truculenta.

Cerca de 40 pessoas se reuniram para assistir Telma falar sobre sua condição de escritora. Ela teria emocionado o público ao revelar que precisou deixar seu apartamento porque estava com três meses de alguel atrasado. A performance artística questionava o sistema literário, o que pode ter incomodado representantes do mercado editoral. Telma disse, no entanto, que a crítica não foi a uma pessoa ou instituição em particular. A escritora contou que ficou constrangida com a ação da polícia.

Um comentário:

Gabriel Pardal disse...

vi e revi trocentas vezes.
poeta de verdade é o que vai preso.