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quarta-feira, 2 de julho de 2003

"Tem algo violento dentro de mim. Bonito, mas violento. É violento quando olho pra folha com um rabisco pra eu completar, me machuca. Dói. Criar dói e por isso não tenho criado nada. Porque dói e eu estou morrendo de medo da dor, eu não quero dor. Na verdade, eu nunca quis. Medrosa.

Mas não há escolha porque o que está preso dói dentro também. Doerá enquanto eu não criar nada, dói enquanto eu tento criar algo. Dói e parece que eu estou cheia de crianças mortas aqui dentro. Elas precisam sair no papel, mas dói demais. Dá vontade de chorar. Eu sou (estou) fraca para a arte. Tem que ter coragem e eu não tenho ainda. Preciso apanhar muito dos lápis e papéis. Não é nada bonito, não é nada nobre, não é nada mágico: criar dói.

Sei que posso. Mas não sei o que me impede. (...)" (Gabriela)

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