"Hoje estou como o albatroz, que dorme voando. Me sinto forte e o cansaço já ficou tão esticado que nem incomoda mais. Me sinto plenamente feliz como deve se sentir quem voa dormindo, depois de um longo período no chão. Sinto vontade de chorar diante das minhas imagens favoritas: cortinas dançando e as coisas imperceptíveis que me emocionam e a voz bela cantando... imagens que me movem, mas que me deixam derramar apenas contemplação, nada mais que isso. Parecem me dizer que diante da minha vista existem somente estes brilhos que aparecem unicamente pra mim. E que a cada vez que chego mais perto destes brilhos, chego perto de mim mesma. E que eu preciso olhar olhar olhar olhar olhar contemplar.... Olho fixamente e a vista parece nunca se esgotar. Ainda não cheguei nem perto do fundo, e isso me dá vontade de cavar cada vez mais. As coisas se aproximam com uma música rasgante, gentilmente retalham o meu tórax e arrancam de dentro tudo o que eu tenho guardado numa caixa vermelha, todas as lágrimas cristalizadas. Isso deixa o vôo mais leve." (Gabriela)
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