E agora: como é que eu faço com os comentários?
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quarta-feira, 30 de abril de 2003
Mais Manuela.
"Segunda de manhã eu vi o Douglas chegando no prédio, caminhando no cordão, bem perto das poças, pedindo pra levar um banho. Mas ele disse que tava distraído, cantando. No fim da tarde eu liguei os fatos quando eu vi ele com aquela menina de cabelo rosa. Douglas, tu tá apaixonado de novo. Olha o teu sorriso." (Márcia, colega de trabalho)
Estou mesmo. Apaixonado. E sorrindo. E eu disse para -ela que eu a amo. E que ela está sendo muito importante para mim. Diante da recíproca, chorei duas vezes. A gente se entende. Se entendeu desde sempre. Explicação, apenas por ( ). Agora, não se esqueçam do Lynch: "As possibilidades são infinitas."
(Desculpem um possível aborrecimento, mas é que eu também não me esqueço do Vonnegut: de não esquecer de se dar conta e dizer "Se isto não é bom, o que será?")
"Segunda de manhã eu vi o Douglas chegando no prédio, caminhando no cordão, bem perto das poças, pedindo pra levar um banho. Mas ele disse que tava distraído, cantando. No fim da tarde eu liguei os fatos quando eu vi ele com aquela menina de cabelo rosa. Douglas, tu tá apaixonado de novo. Olha o teu sorriso." (Márcia, colega de trabalho)
Estou mesmo. Apaixonado. E sorrindo. E eu disse para -ela que eu a amo. E que ela está sendo muito importante para mim. Diante da recíproca, chorei duas vezes. A gente se entende. Se entendeu desde sempre. Explicação, apenas por ( ). Agora, não se esqueçam do Lynch: "As possibilidades são infinitas."
(Desculpem um possível aborrecimento, mas é que eu também não me esqueço do Vonnegut: de não esquecer de se dar conta e dizer "Se isto não é bom, o que será?")
Pilhagem da casa da Manuela 02/2003
9 CDs
- Blur / Parklife
- Beastie Boys / Ill communication
- Planet Hemp / A invasão do sagaz homem-fumaça
- Cake / 3 álbuns
- Velvet Underground / Live MCMXCIII
- Spacehog / The chinese album
- Radiohead / 1 bootleg
2 camisetas
1 livro
- O pequeno príncipe
1 chocolate
- Twix
2 meias
1 calhamaço de e-mails impressos do início da nossa amizade
imensurável alegria
Total: 16 unidades mensuráveis
9 CDs
- Blur / Parklife
- Beastie Boys / Ill communication
- Planet Hemp / A invasão do sagaz homem-fumaça
- Cake / 3 álbuns
- Velvet Underground / Live MCMXCIII
- Spacehog / The chinese album
- Radiohead / 1 bootleg
2 camisetas
1 livro
- O pequeno príncipe
1 chocolate
- Twix
2 meias
1 calhamaço de e-mails impressos do início da nossa amizade
imensurável alegria
Total: 16 unidades mensuráveis
terça-feira, 29 de abril de 2003
"eu não sei o que tinha de especial naquela noite [de sexta-feira]. alguma aura exalava em ressonância com todos os presentes. um misto de alegria, embriaguez e sensualidade. muito estranho, muito estranho. porém MUITO legal!" (Marcos Ludwig)
Parece que vários microcírculos de amigos estão interagindo entre si, formando um macrocírculo de amigos. Espero que sim. Uma das épocas mais felizes da minha vida foi um veraneio em Jardim Atlântico, com a diversão de um macrocírculo de amigos. Se isso existir com a vantagem de não serem apenas férias, vai ser MUITO BOM. Para todos os amigos.
"A gente é muito parecido (...)", disse a Manuela, quando atravessávamos a Perimetral. Fomos comer onde tradicionalmente comemos: no Guaipeca. Quase na hora de eu ir no Prefácio Bar, no lançamento do livro do Galera, chegou na nossa mesa uma jovem mulher que vende anéis.
Emília "Quer ver anel?"
Manuela "Quero. Posso pegar?"
Emília "Claro. Vocês são namorados?"
Douglas "... sim!"
Emília "VOCÊS SÃO MUITO PARECIDOS. É o casal que mais combina."
Douglas "Dentre quais?"
Emília "Todos."
Douglas "Todos da história?"
Emília "Todos da história de Porto Alegre."
Douglas "E nas outras cidades tem outros?"
Emília "Não."
Douglas "Qual é o teu nome?"
Emília "Emília."
Obrigado pelos beijinhos na mão.
Obrigado pelos beijinhos na mão.
Emília "Quer ver anel?"
Manuela "Quero. Posso pegar?"
Emília "Claro. Vocês são namorados?"
Douglas "... sim!"
Emília "VOCÊS SÃO MUITO PARECIDOS. É o casal que mais combina."
Douglas "Dentre quais?"
Emília "Todos."
Douglas "Todos da história?"
Emília "Todos da história de Porto Alegre."
Douglas "E nas outras cidades tem outros?"
Emília "Não."
Douglas "Qual é o teu nome?"
Emília "Emília."
Obrigado pelos beijinhos na mão.
Obrigado pelos beijinhos na mão.
segunda-feira, 28 de abril de 2003
Estou testando a utilização de DOIS sistemas de comentários. Enquanto o Falouedisse está fora do ar, é só comentar neste novo sistema, o britânico Enetation. Quando o outro voltar, então eu vejo como administrar dois sistemas. Sintam-se à vontade para registrar nos posts que já passaram os comentários que outrora surgiram em suas mentes. Finalmente este voltou a ser um blog de verdade. Obrigado.
Estas coisas foram riscadas nos meus braços sexta-feira:
1. "Nay" da Nay
2. "Martha Stewart" da Manu
3. modified bear copiado por mim da camiseta do Marcelo
4. |NIN| na veia
5. "Sonic Youth" meu
6. borboletinha da Madi
7. "oi" da Madi
8. menininha da Nay
9. pegada do Rogério
10. "fly" meu no pulso, em homenagem ao Tobey Maguire
Estas coisas eu risquei nos braços da Nay sexta-feira:
1. "Douglas" em 3D
2. "my knee" no knee
3. uma carinha no outro knee
4. "Tristes dos que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera"
5. "Douglas Dickel" com letras emendadas
6. TERROR
^ ^
oO
(oo)
1. "Nay" da Nay
2. "Martha Stewart" da Manu
3. modified bear copiado por mim da camiseta do Marcelo
4. |NIN| na veia
5. "Sonic Youth" meu
6. borboletinha da Madi
7. "oi" da Madi
8. menininha da Nay
9. pegada do Rogério
10. "fly" meu no pulso, em homenagem ao Tobey Maguire
Estas coisas eu risquei nos braços da Nay sexta-feira:
1. "Douglas" em 3D
2. "my knee" no knee
3. uma carinha no outro knee
4. "Tristes dos que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera"
5. "Douglas Dickel" com letras emendadas
6. TERROR
^ ^
oO
(oo)
domingo, 27 de abril de 2003
Alguém me mandou este e-mail: "Li a sua pretenciosa crítica ao Paulo Coelho. Não vou defender esse cara. Acho ele realmente um pulha. O que realmente me deixou com dúvidas a respeito do seu gosto é o fato de jogar em Lan-houses e, principalmente, quando surtou ao ouvir Renato Russo - equilibrio distante...esse último deve ter sido uma piada sua. Se não for piada, posso pensar que vc tem algum problema com artistas bem sucedidos. O cd do cara vendeu horrores e é um dos melhores momentos do poeta. As músicas que te fizeram surtar devem ter colocado o seu lado bom pra fora. São melodias maravilhosas e interpretadas por um mestre nessa arte. Não quero censurar sua postura...mas acho que vc pegou pesado demais." Eu nunca escrevi sobre Paulo Coelho nem sobre Renato Russo. Mas a parte sobre as LAN houses confere comigo. Coisas estranhas andam acontecendo.
UPDATE - O Luciano (Schuck) me escreveu: "Li há pouco no seu blog a respeito do e-mail que você recebeu referente a uma crítica ao Paulo Coelho e ao Renato Russo. O cara que mandou o e-mail certamente estava se referindo ao texto do Juremir que você colocou naquele site com letrinhas verdes do Geocities (" [...]Na verdade, num momento de profundo desencanto, quando só pensava em fazer mal a mim mesmo, vi 'Zorra Total' e 'Sai de Baixo' durante um mês inteiro, escutei Renato Russo em italiano e li três 'obras' cometidas por Coelho. Surtei.[...]"). Como o crédito só está no link para o texto, e não no texto em si, a pessoa certamente se enganou achando que o texto era teu."
UPDATE - O Luciano (Schuck) me escreveu: "Li há pouco no seu blog a respeito do e-mail que você recebeu referente a uma crítica ao Paulo Coelho e ao Renato Russo. O cara que mandou o e-mail certamente estava se referindo ao texto do Juremir que você colocou naquele site com letrinhas verdes do Geocities (" [...]Na verdade, num momento de profundo desencanto, quando só pensava em fazer mal a mim mesmo, vi 'Zorra Total' e 'Sai de Baixo' durante um mês inteiro, escutei Renato Russo em italiano e li três 'obras' cometidas por Coelho. Surtei.[...]"). Como o crédito só está no link para o texto, e não no texto em si, a pessoa certamente se enganou achando que o texto era teu."
sábado, 26 de abril de 2003
Novo blog. "nos confins estreitos do universo. 25moscas rompem o silêncio com a melodia doce. suas asas batem e chacoalham a poeria das galáxias. a microfonia rompe o tédio e marvim dança." (Felipe Dreher)
[quem é você?]
quem é você, que vê fogo em meus olhos?
quem é você, que vê a minha alma querendo explodir?
quem é você, que me fez elogios chocantes?
quem é você, que, por isso, me fez ficar com as mãos dormentes?
quem é você, que, por isso, me fez chorar?
quem é você, que me enxerga?
que é você? mostre-me.
quem é você, que vê fogo em meus olhos?
quem é você, que vê a minha alma querendo explodir?
quem é você, que me fez elogios chocantes?
quem é você, que, por isso, me fez ficar com as mãos dormentes?
quem é você, que, por isso, me fez chorar?
quem é você, que me enxerga?
que é você? mostre-me.
"Há um vínculo secreto entre a lentidão e a memória, entre a velocidade e o esquecimento. Imaginemos uma situação das mais comuns: um homem andando na rua. De repente, ele quer se lembrar de alguma coisa mas a lembrança lhe escapa. Nesse momento, maquinalmente, seus passos ficam mais lentos. Ao contrário, quem está tentanto esquecer um incidente penoso que acaba de viver sem querer acelera o passo, como se quisesse rapidamente se afastar daquilo que, no tempo, ainda está muito próximo de si. Na matemática existencial, essa experiência toma a forma de duas equações elementares: o grau de lentidão é diretamente proporcional à intensidade da memória; o grau de velocidade é diretamente proporcional à intensidade do esquecimento." (KUNDERA, Milan. A Lentidão.)
sexta-feira, 25 de abril de 2003
Blanched apresenta novas composições [ Cada um / Tristes dos que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera / Hoje eu tou melhor ] e novos integrantes [ Daniel Galera / Muriel Paraboni ] em dois shows no Sine Valley - além de, é claro, tocar as músicas do repertório habitual [ Ter estado aqui / Insano / Mandrágora / Depois da noite / Um palhaço no campo de concentração / Divisão de sangue / La casa ] com integrantes habituais [ Leonardo Fleck / Marcelo Kó / Priscila Wachs / Douglas Dickel ].
a. 17 de maio / sábado / Tequila Pub / Novo Hamburgo / com Supermozart
b. 24 de maio / sábado / BR-3 / São Leopoldo / com Viana Moog
a. 17 de maio / sábado / Tequila Pub / Novo Hamburgo / com Supermozart
b. 24 de maio / sábado / BR-3 / São Leopoldo / com Viana Moog
Este aqui eu já sei quem é: "Esse Douglas é um otário, desconsiderem o que diz esse animal. Afinal, o que esperar de um cara que paga pau pro Marcos Mion, pinta a unha de preto e ainda por cima aparece na ZH dando entrevista sobre isso? Vai ver a tinta que ele usa nas unhas tbém é importada..." 11.04.03 @ 13:50:38 Ele trabalha no Banrisul, e eu sei os motivos dele, além de onde ele mora. Agora, resta saber se estes dois comentários são do mesmo autor, pois vieram de uma residência com DSL em Porto Alegre: "douglas, acho q tu critica demais, as vezes tu devia se olhar no espelho e ver como tu é ridiculo, deixa de ser guri e vai tomar no teu cu, q o diabo ta te cuidando." sábado, 19/04/2003 @ 12:25:03 "tu fala demais, eu nao vou falar meu nome, por q eu ainda quero te pegar por tras seu viado, tu vai sentir dor, eu te conheço sei onde tu mora, e eu sou um covarde, vou te pegar pelas costas, seu desgraçado...o diabo ta atras de ti" 2003/04/22 @ 09:46:08
quinta-feira, 24 de abril de 2003
ETCOFF, Nancy. A lei do mais belo. 1999.
5. Apresentação das feições
. . . o cientista Francis Galton disse em 1883: "A diferença nas feições humanas, embora geralmente insignificante demais para ser medida, deve ser considerada com muita atenção, pois nos capacita a distinguir uma única face conhecida entre milhares de estranhas. A expressão de um rosto é a soma de um grande número de pequenos detalhes, que são vistos em uma sucessão tão rápida que parece que os percebemos todos em apenas um único olhar."
Em 1979, o antropólogo Donald Symons propôs a idéia radical de que a beleza no rosto humano é o tipo que corresponde à média. Na medida em que a média de uma população tende a refletir o projeto mais favorável dos traços físicos, as pressões da seleção nos deram cérebros conectados para calcular médias e preferi-las. Symons chama esse mecanismo de um "estratagema para tirar a média da face" . . . Colhe impressões de rostos e as transforma em compostos que se tornam o nosso padrão do que é atraente.
O mecanismo que armazena e tira a média dos rostos é inato e universal, mas o composto que forma depende dos rostos que vê.
O que aparece afetar a beleza é uma aparência de receptividade potencial. Quando estamos excitados, nossas pupilas se dilatam automaticamente, independentemente das condições de luz. Quando fotografias são retocadas para aumentar o tamanho das pupilas de uma . . . [pessoa, as do sexo oposto] . . . a acham mais atraente, apesar de não terem consciência de que isso é a base de sua resposta (acham que ela parece "mais feminina" ou "mais bonita", mas não percebem que suas pupilas são maiores). Em um experimento de psicologia, os homens e mulheres se mostraram mais propensos a se oferecer como parceiros quando os olhos do parceiro potencial estavam dilatados farmacologicamente.
[As pessoas se acham feias nas fotos porque estão acostumadas a ver o próprio rosto invertido, no espelho.]
5. Apresentação das feições
. . . o cientista Francis Galton disse em 1883: "A diferença nas feições humanas, embora geralmente insignificante demais para ser medida, deve ser considerada com muita atenção, pois nos capacita a distinguir uma única face conhecida entre milhares de estranhas. A expressão de um rosto é a soma de um grande número de pequenos detalhes, que são vistos em uma sucessão tão rápida que parece que os percebemos todos em apenas um único olhar."
Em 1979, o antropólogo Donald Symons propôs a idéia radical de que a beleza no rosto humano é o tipo que corresponde à média. Na medida em que a média de uma população tende a refletir o projeto mais favorável dos traços físicos, as pressões da seleção nos deram cérebros conectados para calcular médias e preferi-las. Symons chama esse mecanismo de um "estratagema para tirar a média da face" . . . Colhe impressões de rostos e as transforma em compostos que se tornam o nosso padrão do que é atraente.
O mecanismo que armazena e tira a média dos rostos é inato e universal, mas o composto que forma depende dos rostos que vê.
O que aparece afetar a beleza é uma aparência de receptividade potencial. Quando estamos excitados, nossas pupilas se dilatam automaticamente, independentemente das condições de luz. Quando fotografias são retocadas para aumentar o tamanho das pupilas de uma . . . [pessoa, as do sexo oposto] . . . a acham mais atraente, apesar de não terem consciência de que isso é a base de sua resposta (acham que ela parece "mais feminina" ou "mais bonita", mas não percebem que suas pupilas são maiores). Em um experimento de psicologia, os homens e mulheres se mostraram mais propensos a se oferecer como parceiros quando os olhos do parceiro potencial estavam dilatados farmacologicamente.
[As pessoas se acham feias nas fotos porque estão acostumadas a ver o próprio rosto invertido, no espelho.]
quarta-feira, 23 de abril de 2003
Melhores momentos do feriadão-quase-férias:
1. Jogar Medal Of Honor numa LAN house com Marcos, Rogério, Zé, Madi, Morsa e Vicente. O jogo é da Segunda Guerra Mundial e os jogadores reúnem-se em dois grupos: os Aliados e os Nazistas. Não me divertia tanto com jogos eletrônicos desde Top Gear do Super Nintendo e Naskar com o então pequeno cunhado Mateus.
2. Ensaio da Blanched. Mais uma música nova. É a terceira.
1. Jogar Medal Of Honor numa LAN house com Marcos, Rogério, Zé, Madi, Morsa e Vicente. O jogo é da Segunda Guerra Mundial e os jogadores reúnem-se em dois grupos: os Aliados e os Nazistas. Não me divertia tanto com jogos eletrônicos desde Top Gear do Super Nintendo e Naskar com o então pequeno cunhado Mateus.
2. Ensaio da Blanched. Mais uma música nova. É a terceira.
ETCOFF, Nancy. A lei do mais belo. 1999.
4. Cubra-me
A pele sem defeito é a característica universalmente mais desejada, segundo o zóologo Desmond Morris, e o cabelo saudável, que cai com graça, vem logo a seguir.
Para imitar a qualidade translúcida da pele, as gregas e as romanas e, posteriormente, a rainha Elisabeth I pintaram de azul as veias dos seios e da testa.
O antropólogo Peter Frost sugeriu que a pele clara das mulheres serve a propósitos semelhantes aos dos bebês: como desetimulador da agressão e como um sinal de juventude.
. . . os sinais de interesse sexual são mais difíceis de ser interpretados nas mulheres, que freqüentemente os demonstram menos abertamente que os homens.
Quando as mulheres põem maquiagem no rosto, estão retrabalhando-o para se aproximar de um ideal compartilhado, de fato para substituir seu traço individual (as propriedades exclusivas de sua pele) por um traço idealizado diferente do seu.
Somente a quantidade natural de melanina na pele (sua cor antes de bronzeada) pode protegê-la . . .
Como os danos nãosão visíveis durante anos, várias pessoas que buscam a saúde e gostam da beleza continuam a tomar banho de sol e a fumar.
Uma das maneiras de comunicarmos emoções é por meio da mímica facial, adotando inconscientemente a expressão do outro.
Quando uma mulher começa a mexer no cabelo, está anunciando interesse sexual. Cientistas sociais observam que garotas na paquera exibem um trio de sinais para arpoximação - lambem os lábios, jogam a cabeça, passam a mão no cabelo. O cabelo tem toda uma embalagem sensorial para isso: tem cor, brilho, textura, perfume e movimento.
Em um integrante grupo de estudos sobre as diferenças de temperamentos em bebês e crianças pequenas, o psicólogo Jerome Kagan constatou que crianças com o pigmento claro, particularmente as de olhos claros, tendem as ser mais tímidas e inibidas que as de olhos escuros. São mais propensas a ter medo de situações novas, a ser hesitantes em abordar alguém, caladas com uma pessoa estranha, e a ficar perto de suas mães. As crianças de olhos castanhos são mais audaciosas. Kagan especula que o medo da novidade, a produção de melanina e níveis de corticóides partilham alguns genes comuns.
[Fim do capítulo 4. Não esqueça que o capítulo 3 foi complementado.]
4. Cubra-me
A pele sem defeito é a característica universalmente mais desejada, segundo o zóologo Desmond Morris, e o cabelo saudável, que cai com graça, vem logo a seguir.
Para imitar a qualidade translúcida da pele, as gregas e as romanas e, posteriormente, a rainha Elisabeth I pintaram de azul as veias dos seios e da testa.
O antropólogo Peter Frost sugeriu que a pele clara das mulheres serve a propósitos semelhantes aos dos bebês: como desetimulador da agressão e como um sinal de juventude.
. . . os sinais de interesse sexual são mais difíceis de ser interpretados nas mulheres, que freqüentemente os demonstram menos abertamente que os homens.
Quando as mulheres põem maquiagem no rosto, estão retrabalhando-o para se aproximar de um ideal compartilhado, de fato para substituir seu traço individual (as propriedades exclusivas de sua pele) por um traço idealizado diferente do seu.
Somente a quantidade natural de melanina na pele (sua cor antes de bronzeada) pode protegê-la . . .
Como os danos nãosão visíveis durante anos, várias pessoas que buscam a saúde e gostam da beleza continuam a tomar banho de sol e a fumar.
Uma das maneiras de comunicarmos emoções é por meio da mímica facial, adotando inconscientemente a expressão do outro.
Quando uma mulher começa a mexer no cabelo, está anunciando interesse sexual. Cientistas sociais observam que garotas na paquera exibem um trio de sinais para arpoximação - lambem os lábios, jogam a cabeça, passam a mão no cabelo. O cabelo tem toda uma embalagem sensorial para isso: tem cor, brilho, textura, perfume e movimento.
Em um integrante grupo de estudos sobre as diferenças de temperamentos em bebês e crianças pequenas, o psicólogo Jerome Kagan constatou que crianças com o pigmento claro, particularmente as de olhos claros, tendem as ser mais tímidas e inibidas que as de olhos escuros. São mais propensas a ter medo de situações novas, a ser hesitantes em abordar alguém, caladas com uma pessoa estranha, e a ficar perto de suas mães. As crianças de olhos castanhos são mais audaciosas. Kagan especula que o medo da novidade, a produção de melanina e níveis de corticóides partilham alguns genes comuns.
[Fim do capítulo 4. Não esqueça que o capítulo 3 foi complementado.]
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terça-feira, 22 de abril de 2003
segunda-feira, 21 de abril de 2003
Para quem acha que o Muriel é parecido com o Johnny Depp, olha o Skeet Ulrich (descoberta e cortesia da Madi).
domingo, 20 de abril de 2003
- My dear wife, you get something twisted out of your insides by all this blood, filth, and noise. I wanna stay changeless for you. I wanna come back to you the man I was before. How do we get to those other shores? To those blue hills. Love. Where does it come from? Who lit this flame in us? No war can put it out, conquer it. I was a prisoner. You set me free.
- Dear Jack. l´ve met an Air Force captain. I´ve fallen in love with him. I want a divorce to marry him. I know you can say no, but I´m asking you anyway, out of the memory of what we had together. Forgive me. It just got too lonely, Jack. We´ll meet again some day. People who have been as close as we´ve been always meet again. I have no right to speak to you this way. I can´t stop myself. A habit so strong. Oh, my friend of all those shining years. Help me leave you!"
- Dear Jack. l´ve met an Air Force captain. I´ve fallen in love with him. I want a divorce to marry him. I know you can say no, but I´m asking you anyway, out of the memory of what we had together. Forgive me. It just got too lonely, Jack. We´ll meet again some day. People who have been as close as we´ve been always meet again. I have no right to speak to you this way. I can´t stop myself. A habit so strong. Oh, my friend of all those shining years. Help me leave you!"
"This great evil: where´s it come from? How´d it steal into the world? What seed, what root did it grow from? Who´s doing this? Who´s killing us, robbing us of life and light, mocking us with the sight of what we mighta known? Does our ruin benefit the earth, aid the grass to grow and the sun to shine? Is this darkness in you too? Have you passed through this night?"
quinta-feira, 17 de abril de 2003
não conseguir chorar ouvindo mogwai é a coisa mais agoniante que existe. precisar chorar diante de um momento lindo e divino e não conseguir. a música me corroía de emoção. um choque térmico, êxtase e desespero. raios no céu. um avião abriu um zíper no céu e mostrou o umbigo do universo. uma lua grande e clara, tão clara que me cegava, mas eu conitnuei olhando e tentando descobrir uma fuga de mim mesma. mas o mogwai não me deixou enganar. a música arrancava por entre os meus dentes tudo o que tentei esconder debaixo da língua. a música me fez lembrar o que realmente importa. o que eu realmente quero. o que eu realmente amo. eu sorria, parecia que não havia mais nada a ser feito além de rir de mim. eu estava calada mas por dentro todas as palavras explodiam junto da música. as MINHAS palavras, as palavras de uma manhã de ressaca, uma dessas manhãs de outubro, uma manhã em que dei a minha alma para uma pessoa. as palavras que me explodem por dentro. mogwai muda vidas. unpostable:new
ETCOFF, Nancy. A lei do mais belo. 1999.
3. O bonito agrada
Por todo o mundo natural, a beleza é a precursora da reprodução sexual.
Os casais tendem a se harmonizar na aparência. [A outra] . . . pessoa será, de modo geral, semelhante a você em termos de beleza.
. . . os homens passam muito tempo olhando mulheres, mas as mulheres quase não ficam olhando homens. De fato, a ampla maioria das fotos que as mulheres olham são fotos de mulheres atraentes em revistas femininas: estão interessadas em avaliar a competição.
As mulheres se torturam em relação a defeitos sem importância e não conseguem deixar de comprar a sua aparência com a de outras mulheres.
O propósito biológico do sexo é a reprodução, não a diversão ou amizade, nem a comunhão de almas.
As diferenças sexuais são motivadas por diferenças biológicas. O papel dos homens na reprodução pode começar e acabar em alguns minutos de sexo com uma mulher fértil. Uma mulher arrisca a gravidez, o parto e o compromisso potencial de toda uma vida dedicada ao bebê. Um homem pode fecundar quantas mulheres o permitirem, pois o seu corpo está constantemente se reabastecendo de esperma. A mulher reproduz um bebê de cada vez, e com um homem de cada vez.
A escolha do parceiro não envolve apenas a fertilidade - a maioria dos homens é fértil durante sua vida inteira -, mas também achar um companheiro para criar o bebê.
. . . à pergunta de como se sentiam quando sabiam que um colega de trabalho queria fazer sexo com elas, 64% das mulheres responderam "insultada", 67% dos homens disseram "lisonjeado".
3. O bonito agrada
Por todo o mundo natural, a beleza é a precursora da reprodução sexual.
Os casais tendem a se harmonizar na aparência. [A outra] . . . pessoa será, de modo geral, semelhante a você em termos de beleza.
. . . os homens passam muito tempo olhando mulheres, mas as mulheres quase não ficam olhando homens. De fato, a ampla maioria das fotos que as mulheres olham são fotos de mulheres atraentes em revistas femininas: estão interessadas em avaliar a competição.
As mulheres se torturam em relação a defeitos sem importância e não conseguem deixar de comprar a sua aparência com a de outras mulheres.
O propósito biológico do sexo é a reprodução, não a diversão ou amizade, nem a comunhão de almas.
As diferenças sexuais são motivadas por diferenças biológicas. O papel dos homens na reprodução pode começar e acabar em alguns minutos de sexo com uma mulher fértil. Uma mulher arrisca a gravidez, o parto e o compromisso potencial de toda uma vida dedicada ao bebê. Um homem pode fecundar quantas mulheres o permitirem, pois o seu corpo está constantemente se reabastecendo de esperma. A mulher reproduz um bebê de cada vez, e com um homem de cada vez.
A escolha do parceiro não envolve apenas a fertilidade - a maioria dos homens é fértil durante sua vida inteira -, mas também achar um companheiro para criar o bebê.
. . . à pergunta de como se sentiam quando sabiam que um colega de trabalho queria fazer sexo com elas, 64% das mulheres responderam "insultada", 67% dos homens disseram "lisonjeado".
ETCOFF, Nancy. A lei do mais belo. 1999.
2. A beleza como isca
Bebês olham por mais tempo faces atraentes . . .
Por volta dos quatro meses, preferem a música harmoniosa à dissonante [será que o primeiro termo está correto como oposição ao dissonante?]. Quando os psicólogos Jerome Kagan e Marcel Zentner tocaram melodias dissonantes, os bebês franziram o nariz mostrando repulsa. Kagan e Zentner acharam que estavam testemunhando os primeiros sinais por algo fácil de escutar e suave ao cantarolar. Podemos aprender a gostar da dissonância, mas trata-se de um gosto adquirido.
[Está explicado por que a maioria esmagadora franze o nariz para coisas como Sonic Youth - se bem que eles têm a melodia "fácil" também muito presente, o que pode CONFUNDIR o ouvinte franzedor.]
Os movimentos dos olhos e dos músculos ao redor dos olhos, as mudanças no tamanho das pupilas e o brilho ou opacidade em nossos olhos expressam as nuanças de sentimento. As pequenas diferenças individuais das distâncias ao redor dos olhos, criadas pela estrutura óssea facial, são uma das partes mais resistentes da nossa marca visual, e tão exclusiva quanto as impressões digitais.
Quando os bebês percebem alguém olhando para eles, olha de volta e, geralmente, sorriem. Se seu interesse é provocado, olham três vezes mais tempo para a face que está olhando para eles do que a que está olhando para longe. Ao contrário de animais que são rpesas, como coelhos e cervos, que têm uma visão panorâmica, circundante, os humanos, assim como falcões, leopardos e outros predadores, olham exatamente para aquilo em que estão pensando. Esta é a razão por que os bebês nascem equipados com mecanismos para detectar a direção do olhar, e por que o olho humano desenvolveu a sua aparência distintiva. Ao contrário da maioria dos animais, que possuem esclerótica que escurece com a idade, os humanos mantêm a esclerótica branca durante a vida toda. O branco do olho nos ajuda a aferir para onde os olhos estão olhando e nos dá uma boa idéia do que atraiu a atenção das outras pessoas e do que deve estar passando na cabeça delas.
Um animal cercado por leões, que podem ver a presa a uma milha de distância, não se beneficiaria muito vendo o branco de seus olhos. Quando isso acontecesse, já estaria tudo terminado. Mas para humanos que vivem bastante próximos e dependem uns dos outros para sobreviver, a direção do olhar é uma forma eficaz de comunicação, seja na forma de olhar predador, olhar súplice, ou olhar de amor.
Baldassare Castiglione escreveu em 1561 que "a beleza é uma coisa sagrada... só raramente uma alma perniciosa habita um corpo belo, portanto a beleza externa é um sinal genuíno de bondade interna... é possível dizer que, de certa forma, o bom e o belo são idênticos, especialmente no corpo humano. E a causa direta da beleza física é, em minha opinião, a beleza da alma".
[A autora intepreta tal passagem como algo equivocado, ingênuo. Já eu arrisco que, naquele tempo e naquela cultura, as pessoas ENXERGAVAM a beleza EM SI, e não o padrão de beleza, de hoje, apenas física - fato evidenciado pelos trechos grifados por mim. Platão, muito antes, não podia ter se enganado tanto, a respeito da mesma idéia.]
Quando se pede a pessoas que se aproximem de um estranho e parem quando deixarem de se sentir à vontade, pararão a cerca de 70cm de uma pessoa alta, porém, a menos de 30cm de uma pessoa baixa. Pessoas muito atraentes de qualquer tamanho recebem territórios pessoais grandes. Carregam consigo seus privilégios.
. . . pessoas atraentes tendem a ficar mais à vontade socialmente, a ser mais confiantes, e menos propensas a temer opiniões negativas do que as pessoas não-atraentes. Em um estudo particularmente interessante, pediram às pessoas que participassem de uma entrevista com uma psicóloga. Durante a entrevista, a psicóloga era interrompida por um colega e pedia licença. Pessoas atraentes esperavam uma média de 3min30s antes de pedirem atenção. As menos atraentes esperavam em média 9min. Pessoas atraentes simplesmente se sentiam com direito a um tratamento melhor.
[Os homens] . . . são muito mais propensos a interpretar gestos amigáveis como sinais de interesse sexual e tentativas de sedução. [É uma estratégia reprodutiva dos homens, segundo a autora, para aumentar a possibilidade de abordarem as mulheres.]
[Resolvi ir resumindo por capítulos. Veja também a finalização no capítulo 1.]
2. A beleza como isca
Bebês olham por mais tempo faces atraentes . . .
Por volta dos quatro meses, preferem a música harmoniosa à dissonante [será que o primeiro termo está correto como oposição ao dissonante?]. Quando os psicólogos Jerome Kagan e Marcel Zentner tocaram melodias dissonantes, os bebês franziram o nariz mostrando repulsa. Kagan e Zentner acharam que estavam testemunhando os primeiros sinais por algo fácil de escutar e suave ao cantarolar. Podemos aprender a gostar da dissonância, mas trata-se de um gosto adquirido.
[Está explicado por que a maioria esmagadora franze o nariz para coisas como Sonic Youth - se bem que eles têm a melodia "fácil" também muito presente, o que pode CONFUNDIR o ouvinte franzedor.]
Os movimentos dos olhos e dos músculos ao redor dos olhos, as mudanças no tamanho das pupilas e o brilho ou opacidade em nossos olhos expressam as nuanças de sentimento. As pequenas diferenças individuais das distâncias ao redor dos olhos, criadas pela estrutura óssea facial, são uma das partes mais resistentes da nossa marca visual, e tão exclusiva quanto as impressões digitais.
Quando os bebês percebem alguém olhando para eles, olha de volta e, geralmente, sorriem. Se seu interesse é provocado, olham três vezes mais tempo para a face que está olhando para eles do que a que está olhando para longe. Ao contrário de animais que são rpesas, como coelhos e cervos, que têm uma visão panorâmica, circundante, os humanos, assim como falcões, leopardos e outros predadores, olham exatamente para aquilo em que estão pensando. Esta é a razão por que os bebês nascem equipados com mecanismos para detectar a direção do olhar, e por que o olho humano desenvolveu a sua aparência distintiva. Ao contrário da maioria dos animais, que possuem esclerótica que escurece com a idade, os humanos mantêm a esclerótica branca durante a vida toda. O branco do olho nos ajuda a aferir para onde os olhos estão olhando e nos dá uma boa idéia do que atraiu a atenção das outras pessoas e do que deve estar passando na cabeça delas.
Um animal cercado por leões, que podem ver a presa a uma milha de distância, não se beneficiaria muito vendo o branco de seus olhos. Quando isso acontecesse, já estaria tudo terminado. Mas para humanos que vivem bastante próximos e dependem uns dos outros para sobreviver, a direção do olhar é uma forma eficaz de comunicação, seja na forma de olhar predador, olhar súplice, ou olhar de amor.
Baldassare Castiglione escreveu em 1561 que "a beleza é uma coisa sagrada... só raramente uma alma perniciosa habita um corpo belo, portanto a beleza externa é um sinal genuíno de bondade interna... é possível dizer que, de certa forma, o bom e o belo são idênticos, especialmente no corpo humano. E a causa direta da beleza física é, em minha opinião, a beleza da alma".
[A autora intepreta tal passagem como algo equivocado, ingênuo. Já eu arrisco que, naquele tempo e naquela cultura, as pessoas ENXERGAVAM a beleza EM SI, e não o padrão de beleza, de hoje, apenas física - fato evidenciado pelos trechos grifados por mim. Platão, muito antes, não podia ter se enganado tanto, a respeito da mesma idéia.]
Quando se pede a pessoas que se aproximem de um estranho e parem quando deixarem de se sentir à vontade, pararão a cerca de 70cm de uma pessoa alta, porém, a menos de 30cm de uma pessoa baixa. Pessoas muito atraentes de qualquer tamanho recebem territórios pessoais grandes. Carregam consigo seus privilégios.
. . . pessoas atraentes tendem a ficar mais à vontade socialmente, a ser mais confiantes, e menos propensas a temer opiniões negativas do que as pessoas não-atraentes. Em um estudo particularmente interessante, pediram às pessoas que participassem de uma entrevista com uma psicóloga. Durante a entrevista, a psicóloga era interrompida por um colega e pedia licença. Pessoas atraentes esperavam uma média de 3min30s antes de pedirem atenção. As menos atraentes esperavam em média 9min. Pessoas atraentes simplesmente se sentiam com direito a um tratamento melhor.
[Os homens] . . . são muito mais propensos a interpretar gestos amigáveis como sinais de interesse sexual e tentativas de sedução. [É uma estratégia reprodutiva dos homens, segundo a autora, para aumentar a possibilidade de abordarem as mulheres.]
[Resolvi ir resumindo por capítulos. Veja também a finalização no capítulo 1.]
quarta-feira, 16 de abril de 2003
Band-O-Matic, um gerador de nomes de bandas em inglês. Interessantes que apareceram para mim: Elephant Everywhere, You Can't See Me Because I'm Naked, Dana Delaney's Left Breast. (Uma indicação dos Plastic Cookies de Pedro Bopp, que está morando em Chicago.)
terça-feira, 15 de abril de 2003
ETCOFF, Nancy. A lei do mais belo. 1999.
1. Introdução: A natureza do belo
Filósofos refletem sobre ela e pornógrafos a oferecem.
A beleza é composta de partes iguais de carne e imaginação: nós a impregnamos de nossos sonhos, a saturamos de nossos anseios. Mas, por outro lado, a reverência à beleza é simplesmente uma fuga da realidade . . .
A beleza [em seu padrão] é uma ficção conveniente usada por indústrias milionárias que criam imagens do belo e as traficam como ópio para a massa feminina. A beleza conduz as mulheres ao lugar em que os homens as querem, fora da estrutura do poder. [Não ocorre aos bitolados em sociologia que seja natural que as mulheres estão fora da estrutura do poder, em vista da natureza do seu organismo, determinando as suas habilidades diferentes das masculinas.] O problema não será que as mulheres quase nunca têm a oportunidade de cultivar seus outros atributos? [Não.]
A mídia controla e dirige o desejo e reduz a amplitude de nossa faixa de preferências. Uma imagem que agrada a um grande grupo se torna um molde, e a beleza é seguida por seu imitados, e depois pelo imitador do seu imitador.
A aparência é a parte mais pública da pessoas. É o nosso sacramento, o ego visível que o mundo presume ser o espelho do ego invisível, interior.
Estamos sempre avaliando a aparência das outras pessoas: nossos detetores de beleza nunca têm folga, não param de funcionar.
O filósofo Santayana chamava de beleza o "prazer objetivado".
A descrição mais lírica de um encontro com a beleza - solitário, espontâneo, com alguém desconhecido - está no Retrato Do Artista Quando Jovem, de James Joyce . . . [arrepios em mim! gratidão ao Muriel]
Um ideal de beleza existe na mente, não na carne. As pessoas julgam a aparência como se existisse uma beleza ideal da forma humana em alguma parte de sua mente, uma forma que reconheceriam assim que a vissem, embora não esperassem vê-la. Existe na imaginação.
A nossa extrema sensibilidade à beleza é hardwired, isto é, conectada fisicamente, governada por circuitos no cérebro conformados pela seleção natural. Gostamos de olhar uma pele macia, cabelo espesso e lustroso, cinturas marcadas e corpos simétricos, pois durante a evolução as pessoas que notaram esses sinais e desejaram seus donos tiveram mais êxito reprodutivo. Nós somos seus descendentes.
[Ocorreu-me uma coisa agora: muitas vezes as pessoas lêem esse tipo de informação como se fosse tão somente uma curiosidade, não pensando realmente que a vida É assim. E então essas informações passam e tais pessoas continuam fazendo de conta de que vida = cultura (apenas).]
. . . indivíduos belos têm mais chance de obter clemência no tribunal e conseguir a cooperação de estranhos.
[As transcrições selecionadas vão continuando conforme a leitura vai avançando.]
1. Introdução: A natureza do belo
Filósofos refletem sobre ela e pornógrafos a oferecem.
A beleza é composta de partes iguais de carne e imaginação: nós a impregnamos de nossos sonhos, a saturamos de nossos anseios. Mas, por outro lado, a reverência à beleza é simplesmente uma fuga da realidade . . .
A beleza [em seu padrão] é uma ficção conveniente usada por indústrias milionárias que criam imagens do belo e as traficam como ópio para a massa feminina. A beleza conduz as mulheres ao lugar em que os homens as querem, fora da estrutura do poder. [Não ocorre aos bitolados em sociologia que seja natural que as mulheres estão fora da estrutura do poder, em vista da natureza do seu organismo, determinando as suas habilidades diferentes das masculinas.] O problema não será que as mulheres quase nunca têm a oportunidade de cultivar seus outros atributos? [Não.]
A mídia controla e dirige o desejo e reduz a amplitude de nossa faixa de preferências. Uma imagem que agrada a um grande grupo se torna um molde, e a beleza é seguida por seu imitados, e depois pelo imitador do seu imitador.
A aparência é a parte mais pública da pessoas. É o nosso sacramento, o ego visível que o mundo presume ser o espelho do ego invisível, interior.
Estamos sempre avaliando a aparência das outras pessoas: nossos detetores de beleza nunca têm folga, não param de funcionar.
O filósofo Santayana chamava de beleza o "prazer objetivado".
A descrição mais lírica de um encontro com a beleza - solitário, espontâneo, com alguém desconhecido - está no Retrato Do Artista Quando Jovem, de James Joyce . . . [arrepios em mim! gratidão ao Muriel]
Um ideal de beleza existe na mente, não na carne. As pessoas julgam a aparência como se existisse uma beleza ideal da forma humana em alguma parte de sua mente, uma forma que reconheceriam assim que a vissem, embora não esperassem vê-la. Existe na imaginação.
A nossa extrema sensibilidade à beleza é hardwired, isto é, conectada fisicamente, governada por circuitos no cérebro conformados pela seleção natural. Gostamos de olhar uma pele macia, cabelo espesso e lustroso, cinturas marcadas e corpos simétricos, pois durante a evolução as pessoas que notaram esses sinais e desejaram seus donos tiveram mais êxito reprodutivo. Nós somos seus descendentes.
[Ocorreu-me uma coisa agora: muitas vezes as pessoas lêem esse tipo de informação como se fosse tão somente uma curiosidade, não pensando realmente que a vida É assim. E então essas informações passam e tais pessoas continuam fazendo de conta de que vida = cultura (apenas).]
. . . indivíduos belos têm mais chance de obter clemência no tribunal e conseguir a cooperação de estranhos.
[As transcrições selecionadas vão continuando conforme a leitura vai avançando.]
[sleepytime in my life]
pego o cd que tem o desenho mais bonito, com gotas azuis. logo nos primeiros sons uma enxurrada de ciano inunda todo o quarto e me puxa para o buraco negro que tem no meio. inunda as cortinas e o céu de tão fundo vira azul escuro, só não fica negro porque a luz da lua também é azul. da cor de olhos bonitos que por mais que se evite nos convidam a sugar o olhar. ecoam ruídos na minha hora de dormir. sorrio. pink floyd é realmente uma coisa muito linda, penso apagando os olhos. unpostable:new
pego o cd que tem o desenho mais bonito, com gotas azuis. logo nos primeiros sons uma enxurrada de ciano inunda todo o quarto e me puxa para o buraco negro que tem no meio. inunda as cortinas e o céu de tão fundo vira azul escuro, só não fica negro porque a luz da lua também é azul. da cor de olhos bonitos que por mais que se evite nos convidam a sugar o olhar. ecoam ruídos na minha hora de dormir. sorrio. pink floyd é realmente uma coisa muito linda, penso apagando os olhos. unpostable:new
"Meu tio . . . me transmitiu um ensinamento importantíssimo. Ele dizia que, quando as coisas estivessem realmente indo bem, não deveríamos esquecer de perceber isso. Ele estava falando de situações simples, não de grandes vitórias: talvez a possibilidade de tomar uma limonada à sombra numa tarde quente, sentir o aroma do pão assando numa padaria na vizinhança, pescar sem se importar se apanhou algum peixe ou não, ou ouvir alguém que está sozinho tocando piano muito bem na casa ao lado. Tio Alex me recomendava que dissesse as seguintes palavras em voz alta durante esses momentos de revelação: Se isso não é bom, o que então será?" (Kurt Vonnegut)
segunda-feira, 14 de abril de 2003
BOOK CROSSING - "Imagine um clube de livros, onde mais de 65.000 pessoas do mundo todo estão inscritas, e onde a idéia é soltar seus livros pelo mundo para outros membros do clube acharem? Bem-vindo ao BookCrossing.com! Você se inscreve no site, registra o(s) livro(s) que você deseja libertar, bota nele o selo do clube, e avisa no site mais ou menos onde você esqueceu o livro (numa estação de metrô, num café, num cinema). Quem encontrar - e for membro do clube, of course - volta no site e avisa que encontrou. Depois de ler, você solta o bicho pelo mundo de novo pra outras pessoas lerem. Sempre que você quiser, você pode ir caçar os livros se guiando pela lista do site. Não é genial? (...) Os próprios donos do bookcrossing dizem que apenas 15% do livros são achados e voltam a ser registrados no site. Pra aumentar a porcentagem, deixe um recado na folha de rosto do livro dando as intruções de como registrar o livro achado, com a url do site e tal. Mesmo que a pessoa não tenha a mais vaga idéia do que é esse bookcrossing, ela pode conhecer pelo recado no livro. Outra coisa: comece deixando livros em lugares que você sabe que existem pessoas que lêem, pra começar a espalhar a idéia: cafés, livrarias, campus de universidades, bibliotecas, e assim por diante. E tá valendo repassar o livro pra algum amigo também. Se começar a funcionar, o próximo passo vai ser criar uma versão em português do website!" (Thaís Mendes e Paula Foschia)
"Paulinha, eu amei a idéia do book crossing. O problema de fazer isso aqui no Brasil é que, infelizmente, não dá para deixar uma coisa 'perdida' esperando que um destinatário certo a encontre. Se a gente deixa um livro por cinco minutos em qualquer lugar ele desaparece, como qualquer outra coisa, e não necessariamente por alguém que queira lê-lo de fato. Pena. Mas achei a idéia ótima, vou me inscrever. Beijo!" (Funny Valentine)
NÚMEROS
326.293 no mundo
66 no Brasil
17 no RS
15 em Porto Alegre
2 em Vacaria
(O Muriel comentou sobre a existência DISSO, e eu fui atrás, pelo Google.)
"Paulinha, eu amei a idéia do book crossing. O problema de fazer isso aqui no Brasil é que, infelizmente, não dá para deixar uma coisa 'perdida' esperando que um destinatário certo a encontre. Se a gente deixa um livro por cinco minutos em qualquer lugar ele desaparece, como qualquer outra coisa, e não necessariamente por alguém que queira lê-lo de fato. Pena. Mas achei a idéia ótima, vou me inscrever. Beijo!" (Funny Valentine)
NÚMEROS
326.293 no mundo
66 no Brasil
17 no RS
15 em Porto Alegre
2 em Vacaria
(O Muriel comentou sobre a existência DISSO, e eu fui atrás, pelo Google.)
"A borboleta que carregava a beterraba de olhos verdes desviou de algo quase imperceptível para a sua poderosa visão e resmungou: - Qual é a sua garoto???!!! Acordando, assim, a linda fadinha chamada Titi, que recomeçou a sua tarefa de espalhar purpurina sobre o doce bebê adormecido em um sono de rara inocência. Dentro de sua cabecinha, imagens de papai e mamãe lhe fazendo cócegas e cafuné se misturam com cenas de seus tão desejados playmobils andando sorridentes e cantarolando cantigas de ninar. O frio noturno começa a aumentar e, notando isso, o cobertor cheirando a perfume consegue escapar misteriosamente do armarinho para ir abraçar-se, enfim, a pequena criança e ao pequeno ursinho, juntos no leito onde o nada e o tudo vivem em perfeita combinação." (Marcelo)
Em 31/01/03, Gabi: "falando em leveza: eu achei o manifesto do amigo-mesmo tão lindo que tive vontade de mostrar pra todo mundo, então ilustrei com meus desenhinhos toscos, imprimi como se fosse um mini-zine, tirei xerox e distribuí para as pessoas. isso foi muito legal! elas gostaram :) umas diziam que era a minha cara. coloquei os devidos créditos, óbvio, e inseri o endereço do teu blog pras pessoas olharem." Estou prestes a receber tal xerox. Não vejo a hora! Como sempre, ela demora para mandar >:P
"Existe muita literatura e filosofia dedicada a explicar o comportamento humano a partir da negação da morte. Mas cada vez mais me parece que a vida humana pode ser melhor compreendida por um outro prisma, o da nossa necessidade de estabelecer conexões com os outros seres. A busca daqueles instantes - muitas vezes ilusórios, mas nem por isso menos intensos - em que as noções de corpo e identidade são suspensas. Sexo, violência, compaixão etc. fazem parte dessa busca constante pela sensação de que, além da nossa condição de indivíduos, não estamos separados de todo o resto, das outras pessoas e do mundo em que vivemos. Compenetrados nesse esforço, não sobra muito tempo para considerarmos a possibilidade de NÃO estarmos, afinal de contas, separados de todo o resto. Quer a separação exista ou não, o que importa é que vivemos como se ela existisse. E enxergar o comportamento humano como um esforço permanente em transcendê-la torna tudo um pouco mais compreensível." (Daniel Galera)
domingo, 13 de abril de 2003
Porão do Rock com inscrições abertas até o dia 30. Quem avisa é o Frances. Seria uma ótima oportunidade de a Blanched tocar para mais brasileiros. E de eu visitar a Gabriela e a cidade e o Tiago. Parece que o festival paga o transporte.
falecom@poraodorock.com.br,festival@poraodorock.com.br
"A edição de 2003 do PORÃO DO ROCK acontecerá nos dias 5 e 6 de julho, no estacionamento do Mané Garrincha. Inscrições de bandas abertas até o dia 30 de abril na G4 Produções - SCLN 207 - Bloco A - salas 210/211. Material necessário: 3 cópias de CD, demo ou independente, release e uma foto de divulgação. Informações: (61) 447-4184 / 3032-1801 / 3032-1802 (Elisa Guimarães)."
falecom@poraodorock.com.br,festival@poraodorock.com.br
"A edição de 2003 do PORÃO DO ROCK acontecerá nos dias 5 e 6 de julho, no estacionamento do Mané Garrincha. Inscrições de bandas abertas até o dia 30 de abril na G4 Produções - SCLN 207 - Bloco A - salas 210/211. Material necessário: 3 cópias de CD, demo ou independente, release e uma foto de divulgação. Informações: (61) 447-4184 / 3032-1801 / 3032-1802 (Elisa Guimarães)."
..::Nortalf::.. (10:32 PM) :
trilililili
Douglas (10:32 PM) :
prempremprempremprem
..::Nortalf::.. (10:33 PM) :
trilálálá
..::Nortalf::.. (10:33 PM) :
popopopopopo
Douglas (10:33 PM) :
fufufufufufufu
..::Nortalf::.. (10:33 PM) :
bibi
..::Nortalf::.. (10:33 PM) :
beep beep
Douglas (10:33 PM) :
cs ts cs
..::Nortalf::.. (10:34 PM) :
huahauhauhauaha
onomatopeias!
faz tempo que eu nao falo delas!
Douglas (10:35 PM) :
:D
Douglas (10:35 PM) :
Faz tempo que alguém não FALA assim comigo!
..::Nortalf::.. (10:36 PM) :
hehehehe
..::Nortalf::.. (10:36 PM) :
frum frum
Douglas (10:36 PM) :
Tem muito ADULTO por aí...
..::Nortalf::.. (10:37 PM) :
hoje eu tenho 10 anos
..::Nortalf::.. (10:38 PM) :
eu quero ter 10 anos, e eu tenho! eeeee
..::Nortalf::.. (10:40 PM) :
as vezes gosto de mudar de idade, cansa ter 17.
..::Nortalf::.. (10:43 PM) :
to indo, beijos!
smack!
frum frum!
Douglas (10:44 PM) :
quinquin
Douglas (10:44 PM) :
Muác!
..::Nortalf::.. (10:44 PM) :
lelelele
..::Nortalf::.. (10:44 PM) :
huahuahuahauha
..::Nortalf::.. (10:44 PM) :
minha idade está diminuindo
..::Nortalf::.. (10:45 PM) :
brump brump
Douglas (10:45 PM) :
Nayzinha :)
..::Nortalf::.. (10:45 PM) :
<:}
Douglas (10:45 PM) :
Ó, que bunitinha...
..::Nortalf::.. (10:46 PM) :
eu dei uma cambalhota hoje, fazia muito tempo que eu não fazia isso.
Douglas (10:46 PM) :
Onde?
..::Nortalf::.. (10:47 PM) :
no chão
..::Nortalf::.. (10:47 PM) :
e fiquei rindo muito tempo. depois minha mãe ficou me olhando assustada
..::Nortalf::.. (10:48 PM) :
eu queria brincar de guerra de travesseiros e pular corda
..::Nortalf::.. (10:48 PM) :
mas não tem ninguem com 7 anos para fazer isso comigo.
Douglas (10:48 PM) :
Guerra de travesseiros!! A última vez foi bêbado com a Gabriela em Brasília...
Douglas (10:48 PM) :
EU!
..::Nortalf::.. (10:49 PM) :
tá combinado, um dia a gente brinca de guerra de travesseiros e pulamos corda!
..::Nortalf::.. (10:49 PM) :
e de bexiguinha de agua
Douglas (10:50 PM) :
E de mangueira.
..::Nortalf::.. (10:50 PM) :
eeeee!!!
..::Nortalf::.. (10:51 PM) :
eba eba eba!
trilililili
Douglas (10:32 PM) :
prempremprempremprem
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cs ts cs
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huahauhauhauaha
onomatopeias!
faz tempo que eu nao falo delas!
Douglas (10:35 PM) :
:D
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Faz tempo que alguém não FALA assim comigo!
..::Nortalf::.. (10:36 PM) :
hehehehe
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Douglas (10:36 PM) :
Tem muito ADULTO por aí...
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hoje eu tenho 10 anos
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eu quero ter 10 anos, e eu tenho! eeeee
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as vezes gosto de mudar de idade, cansa ter 17.
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to indo, beijos!
smack!
frum frum!
Douglas (10:44 PM) :
quinquin
Douglas (10:44 PM) :
Muác!
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lelelele
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huahuahuahauha
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minha idade está diminuindo
..::Nortalf::.. (10:45 PM) :
brump brump
Douglas (10:45 PM) :
Nayzinha :)
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Douglas (10:45 PM) :
Ó, que bunitinha...
..::Nortalf::.. (10:46 PM) :
eu dei uma cambalhota hoje, fazia muito tempo que eu não fazia isso.
Douglas (10:46 PM) :
Onde?
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no chão
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e fiquei rindo muito tempo. depois minha mãe ficou me olhando assustada
..::Nortalf::.. (10:48 PM) :
eu queria brincar de guerra de travesseiros e pular corda
..::Nortalf::.. (10:48 PM) :
mas não tem ninguem com 7 anos para fazer isso comigo.
Douglas (10:48 PM) :
Guerra de travesseiros!! A última vez foi bêbado com a Gabriela em Brasília...
Douglas (10:48 PM) :
EU!
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tá combinado, um dia a gente brinca de guerra de travesseiros e pulamos corda!
..::Nortalf::.. (10:49 PM) :
e de bexiguinha de agua
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E de mangueira.
..::Nortalf::.. (10:50 PM) :
eeeee!!!
..::Nortalf::.. (10:51 PM) :
eba eba eba!
"Em seu livro de ensaios sobre música, Songbook, Nick Hornby faz um apelo aos envolvidos com compositores pop mais festivos: 'Abandone-os'. Segundo o escritor inglês, autor de Alta Fidelidade, as melhores canções nascem do sofrimento: "Algumas pessoas são admiráveis quando estão infelizes e miseráveis." (CARNEIRO, Rodrigo. Acordes da dor. Bravo n.º 66.)
" . . . Parece mesmo que as coisas boas e bonitas e que nos acalmam a alma neste raro estado de paz e felicidade perenes jamais possam ser tocadas por pouco mais do que uns míseros e angustiantes minutos. Ou tudo é efêmero. Ou tudo é só ilusão. Isso é triste. Tão triste. Essa impressão de que não há equilíbrio . . . " (Muriel Paraboni)
- Vou comprar um envelope.
- Você não é pobre. Por que não compra mil envelopes e os guarda num armário? - diz ela. Jill acha que está sendo racional. (...)
- Volto logo - respondo eu.
(...)
Da loja de revistas, ando um quarteirão na direção sul até a lojinha de conveniência dos correios onde estou secretamente apaixonado por uma mulher que atende atrás do balcão. Já enfiei minhas folhas no envelope de papel pardo. Escrevo o endereço e depois vou para meu lugar no final de outra fila comprida. Agora preciso de selos! Hum, que delícia!
A mulher que eu amo nesse lugar não sabe que eu a amo. (...)
Como trabalha sentada e em decorrência do balcão e da bata que usa, tudo o que vejo dela é do pescoço para cima. E isso basta! (...)
Sem enfeites, creio eu, seu pescoço, rosto, orelhas e em volta do pescoço. Às vezes, penteia o cabelo para cima. Às vezes, para baixo. Numa hora, ele está crespo. Noutra, está liso. E o que ela não consegue fazer com os olhos e os lábios! Um dia compro um selo da filha do conde Drácula! No dia seguinte, ela é a Virgem Maria.
(...) Afinal é pesado é pesado e selado pela única mulher na face da terra que poderia me fazer sinceramente feliz. Com ela, eu não teria que fingir.
Vou para casa. Adorei minha saída. Prestem atenção: nós não estamos aqui na terra a trabalho. Não acreditem em ninguém que lhes diga outra coisa!
(Kurt Vonnegut)
- Você não é pobre. Por que não compra mil envelopes e os guarda num armário? - diz ela. Jill acha que está sendo racional. (...)
- Volto logo - respondo eu.
(...)
Da loja de revistas, ando um quarteirão na direção sul até a lojinha de conveniência dos correios onde estou secretamente apaixonado por uma mulher que atende atrás do balcão. Já enfiei minhas folhas no envelope de papel pardo. Escrevo o endereço e depois vou para meu lugar no final de outra fila comprida. Agora preciso de selos! Hum, que delícia!
A mulher que eu amo nesse lugar não sabe que eu a amo. (...)
Como trabalha sentada e em decorrência do balcão e da bata que usa, tudo o que vejo dela é do pescoço para cima. E isso basta! (...)
Sem enfeites, creio eu, seu pescoço, rosto, orelhas e em volta do pescoço. Às vezes, penteia o cabelo para cima. Às vezes, para baixo. Numa hora, ele está crespo. Noutra, está liso. E o que ela não consegue fazer com os olhos e os lábios! Um dia compro um selo da filha do conde Drácula! No dia seguinte, ela é a Virgem Maria.
(...) Afinal é pesado é pesado e selado pela única mulher na face da terra que poderia me fazer sinceramente feliz. Com ela, eu não teria que fingir.
Vou para casa. Adorei minha saída. Prestem atenção: nós não estamos aqui na terra a trabalho. Não acreditem em ninguém que lhes diga outra coisa!
(Kurt Vonnegut)
"Muitas pessoas fracassam porque seus cérebros, seu quilo e meio de esponja encharcada de sangue, sua refeição de cachorro, não funcionam muito bem, A causa do fracasso pode ser extremamente simples. Algumas pessoas, por mais que tentem, não conseguem o desempenho necessário para o sucesso! Só isso!" (Kurt Vonnegut)
Letícia Rodrigues. É o nome de quem salvou meus cinco reais e meu tempo gastos ontem na Casamarela. Quando eu estava achando o show dos Planondas bem chato (porque eu não gosto do vocal da Mariana Kircher, e porque ela toca uma guitarra exageradamente básica/limitada, e apesar de o Edu Normann tocar baixo bem), comecei a prestar atenção na baterista tocando. Ela é magra e alta, e as peças da bateria ficam bem baixas; a caixa, entre as pernas dela. Ela segura as baquetas bem na ponta, fazendo-as parecerem bem compridas. Ela bate com vontade em tudo, e os pedestais dos pratos quase caem. Ela é bonita e bem bonita tocando, se mexendo. Tem uma foto com ela no blog do Charles.
É impressionante a diferença entre "música negra" e "música branca", mas é muito difícil de explicar em palavras. Há quem seja doido para ser um instrumentista "negrão", como o Carlo, e há quem evite qualquer traço de "black music". É claro que a questão não é de preconceito, mas de estética e biologia. Alguém já pensou sobre o assunto e arrisca verbalizar?
Eu queria alguém para dormir encaixadinho e com as mãos encostadas, debaixo da minha coberta azul e do meu cobertor vermelho, numa tarde fria de domingo. O primeiro que acorda faz carinho nas costas do outro, entrando com a mão por baixo da camiseta fininha e macia. O conforto do silêncio parece ser infinito.
sábado, 12 de abril de 2003
Douglas e Manuela em 12 de junho de 2001: Dia dos Namorados, festa da Viés no Garagem Hermética, dia em que eu conheci a Carol Beal, primeiro show da Poliéster, primeira e única foto até hoje de Douglas e Manuela juntos.
...THE KISS (Samantha Carvalho) "Seja suave na hora de ser suave e seja intenso na hora de ser intenso. Hora de ser suave: Beije lentamente, com o lado da boca, com a língua, com a alma, com a imaginação. Deixa as lingüinhas, se tocarem aos poucos, sem exagerar. (...) Hora de ser intenso: Essa é a hora de travar uma verdadeira esgrima de línguas (...). A bouca passa a ser uma das boas partes. Beije o pescoço, as orelhas, dê lambidas, lambidinhas, não encharque, não encharque, por favor... (...) lembre antes de amá-la se quiser ser o melhor."
sexta-feira, 11 de abril de 2003
Vasco Durão / Mondo Bizarre > Mas pode dizer-se que é um músico rock?
Bill Callahan / Smog > Também não me considero um músico rock. Não me considero nada. Nomear ou catalogar alguma coisa é simplesmente destruí-la.
Bill Callahan / Smog > Também não me considero um músico rock. Não me considero nada. Nomear ou catalogar alguma coisa é simplesmente destruí-la.
Pós-rock de Portugal: Bypass.
Que importância têm as letras e respectivas vocalizações no vosso trabalho, e de que falam elas?
Têm uma importância relativa, que normalmente não é a mesma dada por uma banda tradicional. Não nos sentimos pressionados para colocar vozes em todos os temas. Fazemos aquilo que achamos melhor em cada situação. As letras retratam pequenos espisódios do dia-a-dia, não são politizadas, são antes reflexões mais ou menos avulsas.
Que imagens estão associadas à música dos Bypass?
O escuro, a penumbra... Apesar da nossa música ser imagética, contemplativa, nunca partimos de uma imagem visual para compor. O nosso método de composição é, na primeira fase, intuitivo; na fase seguinte, é analítico.
Que importância têm as letras e respectivas vocalizações no vosso trabalho, e de que falam elas?
Têm uma importância relativa, que normalmente não é a mesma dada por uma banda tradicional. Não nos sentimos pressionados para colocar vozes em todos os temas. Fazemos aquilo que achamos melhor em cada situação. As letras retratam pequenos espisódios do dia-a-dia, não são politizadas, são antes reflexões mais ou menos avulsas.
Que imagens estão associadas à música dos Bypass?
O escuro, a penumbra... Apesar da nossa música ser imagética, contemplativa, nunca partimos de uma imagem visual para compor. O nosso método de composição é, na primeira fase, intuitivo; na fase seguinte, é analítico.
Este aqui eu já sei quem é: "Esse Douglas é um otário, desconsiderem o que diz esse animal. Afinal, o que esperar de um cara que paga pau pro Marcos Mion, pinta a unha de preto e ainda por cima aparece na ZH dando entrevista sobre isso? Vai ver a tinta que ele usa nas unhas tbém é importada..." 11.04.03 @ 13:50:38 Ele trabalha no Banrisul. Agora, resta saber se estes dois comentários são do mesmo autor, pois vieram de uma residência com DSL em Porto Alegre: "douglas, acho q tu critica demais, as vezes tu devia se olhar no espelho e ver como tu é ridiculo, deixa de ser guri e vai tomar no teu cu, q o diabo ta te cuidando." sábado, 19/04/2003 @ 12:25:03 "tu fala demais, eu nao vou falar meu nome, por q eu ainda quero te pegar por tras seu viado, tu vai sentir dor, eu te conheço sei onde tu mora, e eu sou um covarde, vou te pegar pelas costas, seu desgraçado...o diabo ta atras de ti" 2003/04/22 @ 09:46:08
Quarta-feira foi o primeiro desafio do projeto ambicioso: happy hour dos colegas de trabalho no Café Ipanema. Todo mundo bebe. Isso quer dizer que eu fico de fora de um dos principais objetivos de uma reunião desse tipo. Isso quer dizer que todo mundo vai ficando bêbado e se achando divertido uns aos outros e me achando chato e eu vou achando todo mundo chato. E em vez de ficar até o infinito, como todo mundo, eu quero ir embora logo. E ainda eu tenho sempre que explicar por que eu sou um mutante que não bebe.
Echoes
Pink Floyd
Meddle (1971)
Overhead the albatross hangs motionless upon the air
And deep beneath the rolling waves in labyrinths of coral caves
The echo of a distant tide comes wallowing across the sand
And everything is green and submarine
And no one showed us to the land and no one knows the wheres or whys
But something stares and something tries
And starts to climb towards the light
Strangers passing in the street by chance two separate glances meet
And I am you and what I see is me
And do I take you by the hand and lead you through the land
And help me understand the best I can
And no one calls us to the land and no one crosses there alive
And no one speaks and no one tries
And no one flies around the sun
And now this is the day you fall upon my waking eyes
Inviting and inciting me to rise
And through the window in the wall comes streaming in on sunlight wings
A million bright ambassadors of morning
And no one sings me lullabies
And no one makes me close my eyes
So I throw the windows wide
Pink Floyd
Meddle (1971)
Overhead the albatross hangs motionless upon the air
And deep beneath the rolling waves in labyrinths of coral caves
The echo of a distant tide comes wallowing across the sand
And everything is green and submarine
And no one showed us to the land and no one knows the wheres or whys
But something stares and something tries
And starts to climb towards the light
Strangers passing in the street by chance two separate glances meet
And I am you and what I see is me
And do I take you by the hand and lead you through the land
And help me understand the best I can
And no one calls us to the land and no one crosses there alive
And no one speaks and no one tries
And no one flies around the sun
And now this is the day you fall upon my waking eyes
Inviting and inciting me to rise
And through the window in the wall comes streaming in on sunlight wings
A million bright ambassadors of morning
And no one sings me lullabies
And no one makes me close my eyes
So I throw the windows wide
"De acordo com a mitologia grega, Pandora foi a primeira mulher. Ela foi criada pelos deuses, que estavam furiosos com Prometeu por ter feito um homem do barro e por lhes ter roubado o fogo. Criar uma mulher foi sua vingança. Eles deram a Pandora uma caixa. Prometeu implorou-lhe que não a abrisse. Ela a abriu. Todos os males que se abatem sobre a carne humana saíram daquela caixa. A última coisa a sair da caixa foi a esperança. Ela foi embora, voando." (Kurt Vonnegut)
quinta-feira, 10 de abril de 2003
......SL...........................................
.......|.............................................
-----|-------- estrada luminosa ----------
.......|.............................................
.......| BR-116.................................
.......|_ _........................................
............|........................................
............| Souza Reis......................
............|........................................
.........POA....................................
Ontem, de novo. Olhei para cima, e nada. Sinal verde. Mais alguns metros e passa um avião por cima do carro. É lindo. Ver e ouvir.
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............| Souza Reis......................
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Ontem, de novo. Olhei para cima, e nada. Sinal verde. Mais alguns metros e passa um avião por cima do carro. É lindo. Ver e ouvir.
quarta-feira, 9 de abril de 2003
Beethoven, Mozart, Chopin, Liszt, Brahms, Panties... (opa, desculpa), Schumann, Schubert, Mendelssohn e Bach. Nomes que vão viver para sempre. Mas há um compositor cujo nome nunca é incluído entre os grandes. Por que o mundo nunca se lembra do nome de Karl Gambolputty De Von Ausfern Schplenden Schlitter Crasscrenbon Fried Digger Dangle Dungle Burstein Von Knacker Thrasher Apple Banger Horowitz Ticolensic Grander Knotty Spelltinkle Grandlich Grumblemeyer Spelterwasser Kürstlich Himbleeisen Bahnwagen Gutenabend Bitte Eine Nürnburger Bratwustle Gerspurten Mit Zweimache Luber Hundsfut Gumberaber Shönendanker Kalbsfleisch Mittler Raucher Von Hautkopft Of Ulm?
"ISSO NÃO É CRISTÃO. morte a todos aqueles que combinam alguma coisa com você, fazem você desmarcar os planos que tinha anteriormente, pra depois te dar um bolo monumental e te deixar fazendo nada em casa. em algum ponto do deuteronômio, deve haver algo execrando esse tipo de conduta."
"tudo aquilo que nos falta, de nada adianta que procuremos nos outros." (limãozinho)
"tudo aquilo que nos falta, de nada adianta que procuremos nos outros." (limãozinho)
terça-feira, 8 de abril de 2003
"Na terceira edição de The Oxford Dictionary Of Quotations, o poeta inglês Samuel Taylor Coleridge (1772-1834) fala daquela 'suspensão voluntária e temporária da descrença, que constitui a fé poética'. Essa aceitação do disparate é essencial para a apreciação de poemas, romances e contos bem como da arte dramática." (VONNEGUT, Kurt. Timequake. 1997.)
"Allie [Vonnegut, sua irmã, que tinha talentos artísticos] também pode ter se sentido protegida, exageradamente elogiada por muito pouco, só por ser uma menina bonita. Só os homens poderiam vir a ser grandes artistas. Quando eu estava com dez anos, Allie com quinze e nosso irmão mais velho Bernie, o cientista nato, com vinte, eu disse numa noite na hora do jantar uqe as mulheres nem chegavam a ser as melhores na arte culinária ou na confecção de roupas. Os homens eram. E mamãe derramou uma jarra de água naminha cabeça." (VONNEGUT, Kurt. Timequake. 1997.)
Clareou e aprofundou minha opinião: "Pois radicalizo ainda mais a proposta: que o vestibular envolva apenas uma prova de português. Porque, afinal, quem souber direito o português, também aprende qualquer coisa, inclusive matemática. Basta abrir um livro e aprender. Esta medida teria a vantagem de eliminar alguns analfabetos funcionais que passam não se sabe como na seleção." (Träsel)
Não consigo usar fones de ouvido. Dói minha orelha, meu ouvido e dá dor de cabeça. Não sei se sou um desafortunado (por acabar de fora da cultura do walkman e do diskman - e o tempo que eu consigo to walk ouvindo os fones é muito bom - hoje eu atravessei a Borges ouvindo o "lado A" do Kid A) ou alguém cujo orgamismo defende-se do perigo dessa injeção de decibéis. Ensaios e shows muito altos provocam chiados esparsos no meu ouvido esquerdo, durante a exposição a tal volume. Ensaios e shows de rock como arte TÊM QUE ter o volume MAIS ALTO POSSÍVEL.
segunda-feira, 7 de abril de 2003
Charme x beleza. Mas que papo bem furado, isso não existe! Eu falei que não diferencio charme de beleza. "Ah, a Ana Paula Arósio é bonita, mas não tem charme." Então vocês chamam de beleza o padrão de beleza? "Tem mulher que não é bonita, mas é charmosa." Isto é que é beleza! Ora, "bonita e sem charme"... A nova estagiária de direito (sempre as estagiárias de direito...) começou a ficar braba com este barbudo estranho, e então eu saí, porque também comecei a ficar brabo.
Melhor nome-endereço de blog que eu conheço (é do Vinícius mas está desativado): thehorrorthehorror.
"(...) O ç é uma letra que só existe no português, achei legal ter ç no nome do disco. Se vocês prestarem atenção vão perceber que tanto Bonança como Bloco Do Eu Sozinho começam com a letra B, possuem o mesmo número de letras e ambos são porco no horóscopo chinês. No mais, ao lançamento do quinto disco, a união de todos os nomes dos nossos discos vai formar uma frase que será a solução para a paz no mundo. (...)" (Bruno Medina)
Cinco preciosidades em dois dias! Ontem eu gravei, do Leonardo, F# A# oo, Slow Riot For A New Zero Kanada e Yanqui U.X.O., os discos que me faltavam do godspeed you black emperor! - para eu ouvir até chegarem os presenteados pelo Frances e enviados pela Gabriela; depois, eles serão herdados pelo Muriel. Ontem, também, o Galera me entregou uma cópia de How Strange, Innocence, o primeiro do Explosions In The Sky. Hoje, a Nay vai me presentear com o novo do Radiohead, Hail To The Thief. Ave.
domingo, 6 de abril de 2003
Eu parecia estar caminhando dentro de uma água morna. Encontrei no chão a representação resumida do sentido da vida e a carreguei comigo. Agora está guardada num potinho branco-translúcido de filme fotográfico. Fez falta alguém para abraçar e trocar carinhos e alguém que tivesse tomado junto, para compartilhar as sensações e as idéias.
(O Leonardo era o único que queria e podia me observar. Coloquei a figurinha verdamarela na boca às 13h45. Em seguida, a Nay telefonou dizendo que dentro de uma hora estaria lá, com uma amiga dela; ela havia recebido meu convite por torpedo, apenas não havia respondido. Ela chegou com um casaco verde-luz sobre uma blusinha vermelha com bolinhas brancas, e aquela franja e aquele sorriso de sempre. Logo eu comecei a sentir que estava alto, aquela confusão leve do início de qualquer adição. Quando eu fui na cozinha pegar água para irrigar a garganta nos intervalos da leitura daquele texto do Jabor, senti meus movimentos bizarros. Às 15h15, uma hora e meia depois da ingestão, o efeito preencheu tudo o que poderia preencher. Mas eu ainda estava indo na direção errada, não percebendo que aquela linguagem era diferente da que eu experimentei nos últimos cinco anos. Ouvimos Sonic Youth, vimos Frank Poole e Sonic Youth, mas ainda estava errado. De repente, saí de casa e deixei meus acompanhantes sentados no sofá em frente à televisão. Fui meia-quadra em três direções, como se desenhasse uma cruz. Sim! Era aquilo: movimentos e natureza. Voltei com pressa para casa e disse que eu tinha que caminhar. Os três não esboçaram nenhuma reação. As meninas foram embora. Tocou o interfone e eu, da sacada, vi tênis vermelhos. Era o Charles. O Leonardo foi embora e o Charles, salvador, saiu para caminhar comigo. Fomos até a residência dos Renner, e foi uma lástima nem o Mauricio nem o Vicente estarem lá. Então: Espaço Café. O Charles me pagou um café moca delicioso e começou a chover. Voltamos para a minha casa, não sem antes passar na locadora e pegar um filme com o Kevin Spacey. E chegou o Leobrit. Telefonei para a Gabriela. E chegou o Marcos. Nós quatro fomos no McDonald´s. Na volta, só o Marcos permaneceu. Doze horas depois da ingestão, encontrei a figurinha atrás de um dente. Engoli.)
(O Leonardo era o único que queria e podia me observar. Coloquei a figurinha verdamarela na boca às 13h45. Em seguida, a Nay telefonou dizendo que dentro de uma hora estaria lá, com uma amiga dela; ela havia recebido meu convite por torpedo, apenas não havia respondido. Ela chegou com um casaco verde-luz sobre uma blusinha vermelha com bolinhas brancas, e aquela franja e aquele sorriso de sempre. Logo eu comecei a sentir que estava alto, aquela confusão leve do início de qualquer adição. Quando eu fui na cozinha pegar água para irrigar a garganta nos intervalos da leitura daquele texto do Jabor, senti meus movimentos bizarros. Às 15h15, uma hora e meia depois da ingestão, o efeito preencheu tudo o que poderia preencher. Mas eu ainda estava indo na direção errada, não percebendo que aquela linguagem era diferente da que eu experimentei nos últimos cinco anos. Ouvimos Sonic Youth, vimos Frank Poole e Sonic Youth, mas ainda estava errado. De repente, saí de casa e deixei meus acompanhantes sentados no sofá em frente à televisão. Fui meia-quadra em três direções, como se desenhasse uma cruz. Sim! Era aquilo: movimentos e natureza. Voltei com pressa para casa e disse que eu tinha que caminhar. Os três não esboçaram nenhuma reação. As meninas foram embora. Tocou o interfone e eu, da sacada, vi tênis vermelhos. Era o Charles. O Leonardo foi embora e o Charles, salvador, saiu para caminhar comigo. Fomos até a residência dos Renner, e foi uma lástima nem o Mauricio nem o Vicente estarem lá. Então: Espaço Café. O Charles me pagou um café moca delicioso e começou a chover. Voltamos para a minha casa, não sem antes passar na locadora e pegar um filme com o Kevin Spacey. E chegou o Leobrit. Telefonei para a Gabriela. E chegou o Marcos. Nós quatro fomos no McDonald´s. Na volta, só o Marcos permaneceu. Doze horas depois da ingestão, encontrei a figurinha atrás de um dente. Engoli.)
Isto me faz lembrar do extinto fanzine brasiliense-xenófobo 2baleia!: "Quando eu digo que Brasília é uma cidade de pessoas introvertidas, eu não me refiro à cena rock daqui. Porque esta vai além de introvertida, chegando aos limites da xenofobia. Perdi muito tempo tentando ser aceito nesta cena, só para descobrir que eles são a mesma coisa do resto da humanidade, e que como tal se acham muito especiais." (Frances)
sábado, 5 de abril de 2003
"se a nova formação da Blanched se confirmar, vai ser perfeito. a realização da velha idéia de reunir pessoas brilhantes e sensíveis, juntas fazendo a mesma coisa. que bonito! quero muito ver isso." unpostable:new
É/será o dream team dos artistas da música apreciadores de pós-rock e assemelhados. E dos que têm a sensibilidade e a criação como pontos principais da sua existência.
É/será o dream team dos artistas da música apreciadores de pós-rock e assemelhados. E dos que têm a sensibilidade e a criação como pontos principais da sua existência.
sexta-feira, 4 de abril de 2003
"No princípio, não havia absolutamente nada, eu quero dizer NADA. Só que o nada pressupõe alguma coisa, da mesma forma que para cima pressupõe para baixo, doce pressupõe azedo, homem, mulher, bêbado, sóbrio e alegria, tristeza. Detesto dizer-lhes isso, caros amigos e vizinhos, mas somos apenas minúsculas deduções de uma enorme dedução. E, se não estão gostando das coisas por aqui, por que não voltam do lugar de onde vieram? O primeiro algo a ser deduzido de todo aquele absolutamente nada foi na verdade dois algos, ou seja, Deus e Satanás. Deusera homem. Satanás, mulher. Um pressupunha o outro e, portanto, eram pares na estrutura emergente de poder, estrutura esta que por si própria não era nada além de dedução. O poder era pressuposto pela fraqueza. Deus criou o céu e a terra. E a terra era amorfa e vazia, e as trevas cobriam a face das profundezas. E o espírito de Deus passou pela superfície das águas. Satanás poderia ter feito isso sozinha, mas achava tolice fazer por fazer. Qual era o objetivo? A princípio, ela não disse nada. Satanás começou a se preocupar com Deus quando Ele disse 'Que se faça a luz', e a luz se fez. Ela teve de se perguntar: 'O que é que Ele pensa que está fazendo? Até onde será que pretende ir? E será que espera que eu O ajude a cuidar de toda essa maluquice?' E foi então que a merda realmente bateu no ventilador. Deus fez o homem e a mulher, lindas miniaturinhas d´Ele e dela, e lhe deu liberdade para ver no que poderiam acabar se transformando. O Jardim do Éden poderia ser considerado o protótipo para o Coliseu e os jogos romanos. Satanás não podia desfazer nada que Deus houvesse feito mas, pelo menos, podia tentar tornar a existência menos dolorosa para seus brinquedinhos. Ela percebia o que Ele não conseguia ver: que estar vivo era estar entediado ou estar morrendo de medo. Por isso, encheu uma maçã com todo tipo de idéias que poderiam ao menos amenizar o tédio, como, por exemplo, regras para jogos de cartas e dados, trepar, receitas de cerveja, inho e whisky, figuras de plantas diferentes que podiam ser fumadas e assim por diante. Além de instruções sobre como criar música, cantar e dançar de uma forma realmente louca, realmente sexy. E ainda como blasfemar quando se dava uma topada no dedão do pé. Satanás fez com que uma serpente entregasse a Eva a maçã. Eva deu uma mordida e a passou para Adão. Adão deu uma mordida e então os dois treparam. Devo admitir que algumas das idéias na maçã provocaram efeitos colaterais catastróficos numa minoria dos que as experimentaram. Tudo o que Satanás queria era ajudar. E, em muitos casos ela conseguiu. E suas estatísticas por promover panacéias com efeitos colaterais eventualmente horrendos não são piores do que as dos laboratórios farmacêuticos mais respeitados dos nossos tempos." (Kilgore Trout, escritor de ficção-científica, e sua revisão do Gênesis. VONNEGUT, Kurt. Timequake. 1997.)
Em começos ou tentativas de relação com pessoas que me interessam muito ou de quem eu gosto muito, eu pareço um sem-jeito, um sem-iniciativa, um não-sensível [sensível adj. 1. Que sente. ...]: tudo por causa dos ecos de insegurança da infância que amolecem e endurecem o corpo e embaraçam a alma. Quando eu mais preciso, eu menos pareço EU. (Este é mais um sentimento compartilhado pela Gabriela. Quando ela esteve aqui, no primeiro dia em que nos encontramos e comemos no McDonald´s, conversamos sobre o relógio de pulso. O relógio de pulso é importante para se olhar para ele quando se está sem jeito. Você olha e fica sem jeito até a próxima hora de olhar de novo para ele.) Eu gostava muito de jogar futebol, mas eu parecia não sabê-lo.
Cogitei esses tempos, em voz alta para a Sandra, que talvez a minha saída fosse a indiferença. Está sendo, ou parecendo ser; mas uma indiferença diferente: uma aceitação do estado da alma em todas as suas oscilações, um deixa-estar, um niilismo, um não-desperdício de energia, um não-piorar as coisas, um viver a minha vida como ela é ou pode ser, uma harmonia com o sentido (ou não-sentido) das coisas do mundo.
1
Ontem, o ewok Paploo. Seu cotovelo é legal. Cotovelos são legais. Pessoas são legais. Pessoas legais são legais. Não tem por que não ter os benefícios. Ainda mais que a gente encaixa. Até a altura; esta é uma boa altura para estar abraçando ao caminhar. Qualquer um que visse diria que somos namorados. Passamos na Borges pelo João e o Flávio, da PGE; vão ser os primeiros a comentar. Pois. Hoje, o Flávio: "Passeando com a namorada, hein?" Sim. Não dei explicações.
2
Deitado na cama, toca o telefone.
- Doug! Cê me ligou?
- Não.
- Ué, minha mãe deixou anotado aqui.
Anyway. Obrigado, fatalismo.
Obrigado, vocês duas. Por existirem.
Ontem, o ewok Paploo. Seu cotovelo é legal. Cotovelos são legais. Pessoas são legais. Pessoas legais são legais. Não tem por que não ter os benefícios. Ainda mais que a gente encaixa. Até a altura; esta é uma boa altura para estar abraçando ao caminhar. Qualquer um que visse diria que somos namorados. Passamos na Borges pelo João e o Flávio, da PGE; vão ser os primeiros a comentar. Pois. Hoje, o Flávio: "Passeando com a namorada, hein?" Sim. Não dei explicações.
2
Deitado na cama, toca o telefone.
- Doug! Cê me ligou?
- Não.
- Ué, minha mãe deixou anotado aqui.
Anyway. Obrigado, fatalismo.
Obrigado, vocês duas. Por existirem.
Samantha: " . . . jornalista tem que (must!!!) saber transitar entre os mais variados tipos de assuntos, temas, tópicos, discussões, modalidades... O jornalista é um ser onipresente, ele sabe tudo e está em todos os lugares, é invisível, camaleão e fica acordado 24 horas." !@#$%&* aos jornalistas, a quase todos os profissionais e à prática humana triste de enquadrar as pessoas, de colocá-las em moldes prontos com contornos e recortes deveras específicos e desconfortáveis, além de uma placa grande com a categoria do indivíduo em dizeres garrafais.
"(...) Não importa o curso, o vestibular abordaria somente português e matemática. Essa é a mais nova idéia do ministro da Educação, Cristovam Buarque, para tentar mudar o processo seletivo nas universidades e faculdades brasileiras. "Quem souber matemática e português aprende qualquer coisa", disse Cristovam ontem em São Paulo. O ministro defenderá essa posição no dia 14, na reunião do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub)." (Estadão / Bigmuff)
"Creio que o que o Cristovam está fazendo é adotar o pragmatismo do ensino anglo-saxônico, o famoso reading, writing and arithmetic. Na visão dos caros ingleses e americanos o reading é para a pessoa aprender a se informar, o writing para aprender a se expressar e o arithmetic para aprender a pensar. Matérias como história, geografia, biologia, etc, entram como complemento. E quer saber? Concordo plenamente com o cara. Até hoje me pergunto qual é a utilidade de saber quais são os afluentes do Rio Amazonas, quando foi a batalha dos Guararapes e qual é o elemento que vem depois do xenônio. É cultura? É, mas do jeito que está sendo dado hoje nas escolas não passa de decoreba pura e simples, não acrescentando nada de fato à vida da pessoa." (Charles Pilger)
Concordo com o Charles. E com o Cristóvam (mas inverto): quem não consegue entender português e matemática não vai conseguir entender nada de nada.
"Creio que o que o Cristovam está fazendo é adotar o pragmatismo do ensino anglo-saxônico, o famoso reading, writing and arithmetic. Na visão dos caros ingleses e americanos o reading é para a pessoa aprender a se informar, o writing para aprender a se expressar e o arithmetic para aprender a pensar. Matérias como história, geografia, biologia, etc, entram como complemento. E quer saber? Concordo plenamente com o cara. Até hoje me pergunto qual é a utilidade de saber quais são os afluentes do Rio Amazonas, quando foi a batalha dos Guararapes e qual é o elemento que vem depois do xenônio. É cultura? É, mas do jeito que está sendo dado hoje nas escolas não passa de decoreba pura e simples, não acrescentando nada de fato à vida da pessoa." (Charles Pilger)
Concordo com o Charles. E com o Cristóvam (mas inverto): quem não consegue entender português e matemática não vai conseguir entender nada de nada.
quinta-feira, 3 de abril de 2003
A comunicação ao vivo, com entonação de voz e expressões faciais e corporais, já é difícil; a comunicação escrita, sem aqueles trunfos, é mais ainda. Dificilmente sabe-se a intenção e a conotação das palavras usadas. A coisa fica pior ainda porque há dois grupos de pessoas:
1. aquelas que usam as palavras com o seu sentido mais popular, adquirido e consolidado depois de gasto uso por entre gírias e maneirismos, longe do seu sentido literal ou etimológico;
2. aquelas que não poupam palavras para deixar clara uma idéia e usam as palavras com o seu sentido original (ao lerem tais palavras, as pessoas do grupo anterior "ouvem"-nas com a "entonação" comumente usada naquele tipo de construção clichê).
Uma observação interessante a se fazer: a maioria das pessoas, por mais que desejem ter estilo e pensem ter inteligência, na hora de brigar por escrito despejam quilogramas de construções e termos clichês; parecem tranformar-se em personagens de novela (o mesmo ocorre com a entonação, quando a briga é ao vivo).
1. aquelas que usam as palavras com o seu sentido mais popular, adquirido e consolidado depois de gasto uso por entre gírias e maneirismos, longe do seu sentido literal ou etimológico;
2. aquelas que não poupam palavras para deixar clara uma idéia e usam as palavras com o seu sentido original (ao lerem tais palavras, as pessoas do grupo anterior "ouvem"-nas com a "entonação" comumente usada naquele tipo de construção clichê).
Uma observação interessante a se fazer: a maioria das pessoas, por mais que desejem ter estilo e pensem ter inteligência, na hora de brigar por escrito despejam quilogramas de construções e termos clichês; parecem tranformar-se em personagens de novela (o mesmo ocorre com a entonação, quando a briga é ao vivo).
quarta-feira, 2 de abril de 2003
Estou com um projeto ambicioso de parar com as drogas, evitá-las. TODAS e QUAISQUER. Depois do próximo fim de semana. Depois do grand-finale com o lisergic saucer diethilamide. (Agora não tem mais transferência de data. O Muriel ainda não confirmou a parceria ativa, mas o Leonardo confirmou a assistência - nos dois sentidos. Eu queria uma presença feminina, para a harmonia, mas a amiga que gostaria mora longe, duas que eu convidei tiveram medo e uma não deu ao meu pedido tanta importância, não percebeu o quanto ela seria importante. Mas nem posso mais adiar, porque o processo de anfetaminização da figurinha - que é uma bicicleta - não pára.) Nenhum gole, nenhuma tragada, nenhuma aspirada. Não. Motivos:
1. Estávamos conversando sobre drogas bebendo cerveja e fumando cigarro no Mercado Público, sábado (eu, o Leonardo, o Gordinez, a Michele Fatturi e o Felipe Souza). De repente o vizinho de mesa adentrou o assunto, com relatos de bem maior experiência. O cara que defini como primo do Lou Reed fumou maconha por 15 anos e, depois desse tempo, não conseguia mais concentrar-se em nada. Então decidiu que ia fumar mais uma vez - uma manga rosa - para comemorar a parada do vício. Fê-lo e obteve o resultado desejado. Hoje, somente "transcendência pela razão", como diz o Pilla. Carlinhos Ribeiro é o nome do cara. Se ele levou 15 anos para chegar a esse final, por que eu não posso dar um jeito JÁ? A Manuela citou ontem Jimmy Page ou Robert Plant: as drogas mudam o ritmo do seu organismo e um dia você vai pagar. Não quero aumentar a minha dívida. Foi eterno enquanto durou, mas agora eu quero ver coisas novas.
2. Não me agrada o fato de que em toda ocasião social eu tenha vontade de usar alguma(s) das três drogas mais usadas para eu ficar mais ativo e menos deslocado (vide quarto post abaixo) e porque TODO MUNDO usa alguma(s) delas e a visão disso me provoca. Essa escravidão não me agrada. Eu quero ver todas as coisas com os meus olhos limpos. Eu quero sentir as minhas reações naturais. Se elas forem negativas, vou trabalhar para torná-las positivas. Se eu não conseguir, quero aprender a conviver com elas e a tranformá-las em impulso criativo ou matéria criativa. Quero me dedicar ao trabalho, ao bom trabalho: à arte. A transcendência lúcida deve ser muito mais redentora do que a com químicos. Eles já me ensinaram uma tonelada de coisas, eu já aprendi. Agora sinto que posso caminhar sozinho. Agora eu quero os benefícios da lucidez com o bônus do aprendizado.
1. Estávamos conversando sobre drogas bebendo cerveja e fumando cigarro no Mercado Público, sábado (eu, o Leonardo, o Gordinez, a Michele Fatturi e o Felipe Souza). De repente o vizinho de mesa adentrou o assunto, com relatos de bem maior experiência. O cara que defini como primo do Lou Reed fumou maconha por 15 anos e, depois desse tempo, não conseguia mais concentrar-se em nada. Então decidiu que ia fumar mais uma vez - uma manga rosa - para comemorar a parada do vício. Fê-lo e obteve o resultado desejado. Hoje, somente "transcendência pela razão", como diz o Pilla. Carlinhos Ribeiro é o nome do cara. Se ele levou 15 anos para chegar a esse final, por que eu não posso dar um jeito JÁ? A Manuela citou ontem Jimmy Page ou Robert Plant: as drogas mudam o ritmo do seu organismo e um dia você vai pagar. Não quero aumentar a minha dívida. Foi eterno enquanto durou, mas agora eu quero ver coisas novas.
2. Não me agrada o fato de que em toda ocasião social eu tenha vontade de usar alguma(s) das três drogas mais usadas para eu ficar mais ativo e menos deslocado (vide quarto post abaixo) e porque TODO MUNDO usa alguma(s) delas e a visão disso me provoca. Essa escravidão não me agrada. Eu quero ver todas as coisas com os meus olhos limpos. Eu quero sentir as minhas reações naturais. Se elas forem negativas, vou trabalhar para torná-las positivas. Se eu não conseguir, quero aprender a conviver com elas e a tranformá-las em impulso criativo ou matéria criativa. Quero me dedicar ao trabalho, ao bom trabalho: à arte. A transcendência lúcida deve ser muito mais redentora do que a com químicos. Eles já me ensinaram uma tonelada de coisas, eu já aprendi. Agora sinto que posso caminhar sozinho. Agora eu quero os benefícios da lucidez com o bônus do aprendizado.
FSM. Debate 3. "Existe amizade entre homens e mulheres?", questiona Frances. (É a quarta vez nesta semana que me surge um texto justamente sobre uma questão que estava em pauta na reunião dos meus neurônios.) A minha hipótese é que, mesmo que racionalmente tenhamos a intenção de sermos "apenas amigos" (o rótulo para as relações é tão vago e apenas convencional quanto qualquer classificação), a natureza humana tende a manifestar a vontade. Frances:
"(...) A questão que posso responder com alguma certeza: para o homem existe amizade entre homem e mulher? Não. À medida que a amizade fica mais significativa, a mulher confia mais no amigo e se torna mais carinhosa (creio que de forma não sexual, talvez ingênua), deixando de lado inibições que teria com um estranho. Este carinho para o homem é fatal; somos carentes (quem não é?) e apreciamos a forma tenra com que somos tratados. Até pensamos em retribuir à altura, com gestos tenros e delicados. Vêm os hormônios e fodem tudo. Vêm o temor da dúvida sobre a sexualidade e fode tudo. Vêm os exemplos de masculinidade e como eles fariam nesta situação e fodem tudo. A amizade vira tesão, paixão ou amor. O desastre começa na hora em que tornamos isso óbvio.
Elas ficam relutantes em abandonar o estado das coisas para embarcar em algo que pode machucar e deixar cicatrizes. Podem até ter interesse, mas o risco é alto, do tamanho da sensibilidade. Nada que impeça uma ficada ou uma transa; só o relacionamento é perigoso."
"(...) A questão que posso responder com alguma certeza: para o homem existe amizade entre homem e mulher? Não. À medida que a amizade fica mais significativa, a mulher confia mais no amigo e se torna mais carinhosa (creio que de forma não sexual, talvez ingênua), deixando de lado inibições que teria com um estranho. Este carinho para o homem é fatal; somos carentes (quem não é?) e apreciamos a forma tenra com que somos tratados. Até pensamos em retribuir à altura, com gestos tenros e delicados. Vêm os hormônios e fodem tudo. Vêm o temor da dúvida sobre a sexualidade e fode tudo. Vêm os exemplos de masculinidade e como eles fariam nesta situação e fodem tudo. A amizade vira tesão, paixão ou amor. O desastre começa na hora em que tornamos isso óbvio.
Elas ficam relutantes em abandonar o estado das coisas para embarcar em algo que pode machucar e deixar cicatrizes. Podem até ter interesse, mas o risco é alto, do tamanho da sensibilidade. Nada que impeça uma ficada ou uma transa; só o relacionamento é perigoso."
terça-feira, 1 de abril de 2003
Agora, Stephen/Joyce fala(m) sobre a beleza feminina especificamente, e podemos assim continuar o nosso FSM (Fórum Sobre a Mulher), iniciado no post sobre a mulher e a arte: "Os gregos, os turcos, os chineses, os coptas, os hotentotes, todos eles admiram um tipo diferente de beleza feminina. Isso parece uma confusão da qual não podemos escapar. Vejo, no entanto, duas saídas. Uma é a seguinte hipótese: que todas as qualidades físicas admiradas pelos homens nas mulheres estão em conexão direta com as múltiplas funções das mulheres para a propagação da espécie. Deve ser assim. O mundo, é evidente, é mais monótono do que tu mesmo . . . imaginas. Por minha parte desagrada-me esta saída. Ela conduz antes à eugenia que à estética. (...) Esta hipótese é a outra saída: que, embora o mesmo objeto possa não ser bonito para toda gente, toda gente pode admirar um objeto bonito, encontrar nele certas relações que satisfaçam e coincidam com os estágios próprios mesmos de toda apreensão estética."
"O desejo de procura de conforto na fuga fica cada vez mais forte. Tudo que me acontece é um motivo a mais que eu computo na minha já enorme lista de justificativas. Eu me vejo cada vez mais machucado, mais frágil, mais deslocado no meio onde estou. Cada comentário emitido pelos outros é devidamente interpretado como um ataque ao que sou." (Frances)
Eu e a Gabriela mesmo havíamos manifestado esse sentimento e essa sensação, domingo, de nos sentirmos cada vez mais estranhos e esquisitos perante os outros. (No caso dela, ela perguntou para alguém se ela estava estranha ou esquisita e alguém respondeu que não, que ela estava normal. Então ela chegou à conclusão de que é mais sentimento e sensação do que uma manifestação externa e perceptível.) É assim a vida para os mais sensíveis. Estão aí os clássicos da literatura e da filosofia para comprovar tal ocorrência universal. Esse aumento de deslocamento deve-se tanto aos crescentes traumas de tombos espirituais, quanto às crescentes evoluções da mente e da alma, que acabam resultando numa espontaneidade "estranha" e "esquisita" de corpo e de alma. Ou seja, vem ao mesmo tempo de um enfraquecimento e de um fortalecimento.
No blog do Frances, para aquele post dele citado ali em cima houve dois comentários:
"aaaa...fica assim não. tem horas(ultimamente todos os dias) que quero fugir tb. minha esperança ( eu ainda tenho alguma!!) é que dias melhores virão....tomara. pior que tá não pode ficar. Será????" (Miloca)
"Minha esperança é que a vida É ASSIM para os mais sensíveis. Se é assim, é e pronto, eu tenho que aprender a vivê-la assim (e festejar a arte)." (eu)
A natureza é diversa e a diferença de cada indivíduo faz parte do sentido da vida.
Eu e a Gabriela mesmo havíamos manifestado esse sentimento e essa sensação, domingo, de nos sentirmos cada vez mais estranhos e esquisitos perante os outros. (No caso dela, ela perguntou para alguém se ela estava estranha ou esquisita e alguém respondeu que não, que ela estava normal. Então ela chegou à conclusão de que é mais sentimento e sensação do que uma manifestação externa e perceptível.) É assim a vida para os mais sensíveis. Estão aí os clássicos da literatura e da filosofia para comprovar tal ocorrência universal. Esse aumento de deslocamento deve-se tanto aos crescentes traumas de tombos espirituais, quanto às crescentes evoluções da mente e da alma, que acabam resultando numa espontaneidade "estranha" e "esquisita" de corpo e de alma. Ou seja, vem ao mesmo tempo de um enfraquecimento e de um fortalecimento.
No blog do Frances, para aquele post dele citado ali em cima houve dois comentários:
"aaaa...fica assim não. tem horas(ultimamente todos os dias) que quero fugir tb. minha esperança ( eu ainda tenho alguma!!) é que dias melhores virão....tomara. pior que tá não pode ficar. Será????" (Miloca)
"Minha esperança é que a vida É ASSIM para os mais sensíveis. Se é assim, é e pronto, eu tenho que aprender a vivê-la assim (e festejar a arte)." (eu)
A natureza é diversa e a diferença de cada indivíduo faz parte do sentido da vida.
Eu estava pensando justamente sobre isto nas últimas semanas: como definir a beleza? Eis que na minha leitura de Joyce chego no seguinte trecho:
"Os sentimentos excitados pela arte imprópria são cinéticos, desejo, ou repulsa. O desejo nos compele a possuir, a ir para alguma coisa; a repulsa nos compele a abandonar, a partir duma dada coisa. (...) A emoção estética . . . é, por conseguinte, estática. O espírito fica detido e suspenso acima do desejo e da repulsa. (...) O desejo e a repulsa excitados por meios estéticos impudicos não são realmente emoções estéticas, não são senão físicas. A nossa alma contrai-se ante aquilo que teme e responde ao estímulo daquilo que deseja por uma ação puramente reflexa do sistema nervoso. (...) A beleza expressa pelo artista não pode despertar em nós uma emoção que é cinética, ou uma sensação que é puramente física. Ela desperta ou deve despertar, ou induz, ou deve induzir, um êxtase estético, uma piedade ideal ou um terror ideal, um êxatse que perdura, que se prolonga e acaba, por fim, dissolvido pelo que eu chamo o ritmo da beleza. O ritmo é a primeira relação formal estética duma parte com outra parte, em qualquer conjunto ou todo estético, ou dum todo estético para a sua parte ou para as suas partes, ou duma parte para o todo estético do qual é parte. (...) A arte é a disposição humana de matéria sensível ou inteligível para um fim estético. (...) Santo Tomás de Aquino diz que o belo é a apreensão do que agrada. (...) As mais satisfatórias relações do sensível devem . . . corresponder às fases necessárias da apreensão artística. Descobre-as e terás descoberto as qualidade da beleza universal. Integritas, consonantia, claritas. (...) Para ver aquele cesto, o teu espírito, antes de mais nada, separa o cesto do resto do universo visível que não é o cesto. A primeira fase de apreensão é uma linha limitando, contornando o objeto a ser apreendido. Uma imagem estética se nos apresenta seja no espaço ou no tempo. O que é audível apresenta-se no tempo, o que é visível apresenta-se no espaço. Mas, tanto temporal como espacial, a imagem estética é em primeiro lugar luminosamente apreendida como autolimitada e autocontida sobre o incomensurável segundo plano do espaço ou do tempo, que não o são. Tu a apreendes como uma coisa. Tu a enxergas como um todo. Apreendes o seu todo. Eis o que é integritas. Então, depois, tu passas dum a outro ponto, conduzido por suas linhas formais; apreendes cada ponto como parte em função de outra parte dentro dos seus limites; sentes o ritmo de sua estrutura. Em outras palavras, a síntese da percepção imediata é seguida pela análise de apreensão. (...) Tu a apreendes como complexa, múltipla, divisível, separável, inteirada pelas suas partes, o resultado de duas partes e a sua soma harmoniosa. Eis o que é consonantia. Tal qualidade suprema [claritas] é sentida pelo artista quando primeiro a imagem estética é concebida em sua imaginação. (...) O instante em que essa suprema qualidade de beleza, a radiação clara da imagem estética, é apreendida luminosamente pelo espírito que foi surpreendido por sua inteireza e fascinado por sua harmonia é o luminoso êxtase de prazer estético . . . " (JOYCE, James. Retrato do artista quando jovem.)
"Os sentimentos excitados pela arte imprópria são cinéticos, desejo, ou repulsa. O desejo nos compele a possuir, a ir para alguma coisa; a repulsa nos compele a abandonar, a partir duma dada coisa. (...) A emoção estética . . . é, por conseguinte, estática. O espírito fica detido e suspenso acima do desejo e da repulsa. (...) O desejo e a repulsa excitados por meios estéticos impudicos não são realmente emoções estéticas, não são senão físicas. A nossa alma contrai-se ante aquilo que teme e responde ao estímulo daquilo que deseja por uma ação puramente reflexa do sistema nervoso. (...) A beleza expressa pelo artista não pode despertar em nós uma emoção que é cinética, ou uma sensação que é puramente física. Ela desperta ou deve despertar, ou induz, ou deve induzir, um êxtase estético, uma piedade ideal ou um terror ideal, um êxatse que perdura, que se prolonga e acaba, por fim, dissolvido pelo que eu chamo o ritmo da beleza. O ritmo é a primeira relação formal estética duma parte com outra parte, em qualquer conjunto ou todo estético, ou dum todo estético para a sua parte ou para as suas partes, ou duma parte para o todo estético do qual é parte. (...) A arte é a disposição humana de matéria sensível ou inteligível para um fim estético. (...) Santo Tomás de Aquino diz que o belo é a apreensão do que agrada. (...) As mais satisfatórias relações do sensível devem . . . corresponder às fases necessárias da apreensão artística. Descobre-as e terás descoberto as qualidade da beleza universal. Integritas, consonantia, claritas. (...) Para ver aquele cesto, o teu espírito, antes de mais nada, separa o cesto do resto do universo visível que não é o cesto. A primeira fase de apreensão é uma linha limitando, contornando o objeto a ser apreendido. Uma imagem estética se nos apresenta seja no espaço ou no tempo. O que é audível apresenta-se no tempo, o que é visível apresenta-se no espaço. Mas, tanto temporal como espacial, a imagem estética é em primeiro lugar luminosamente apreendida como autolimitada e autocontida sobre o incomensurável segundo plano do espaço ou do tempo, que não o são. Tu a apreendes como uma coisa. Tu a enxergas como um todo. Apreendes o seu todo. Eis o que é integritas. Então, depois, tu passas dum a outro ponto, conduzido por suas linhas formais; apreendes cada ponto como parte em função de outra parte dentro dos seus limites; sentes o ritmo de sua estrutura. Em outras palavras, a síntese da percepção imediata é seguida pela análise de apreensão. (...) Tu a apreendes como complexa, múltipla, divisível, separável, inteirada pelas suas partes, o resultado de duas partes e a sua soma harmoniosa. Eis o que é consonantia. Tal qualidade suprema [claritas] é sentida pelo artista quando primeiro a imagem estética é concebida em sua imaginação. (...) O instante em que essa suprema qualidade de beleza, a radiação clara da imagem estética, é apreendida luminosamente pelo espírito que foi surpreendido por sua inteireza e fascinado por sua harmonia é o luminoso êxtase de prazer estético . . . " (JOYCE, James. Retrato do artista quando jovem.)
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